História Sletown Ville - Capítulo 12


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Categorias Histórias Originais
Tags Joliver, Mistério, Suspense
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Palavras 2.406
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


E aqui está mais um capítulo da história.

Capítulo 12 - The Boxes


Fanfic / Fanfiction Sletown Ville - Capítulo 12 - The Boxes

– Nem imagino quem seja este tal de Oliver que vocês tanto falam. Nem o Joey. Mas quero que estes cheguem logo em meu recinto. Não posso permitir que um amigo se encontre dessa forma. Algo está atrapalhando sua vida corrente prosseguir normalmente. Descobrirei o quê. O porquê. Alguém está machucando ele, tenho certeza. Ainda quer o curativo, Stan? Ou vai me expulsar de novo? - Enzo diz e levantou do sofá, e começou a andar impaciente pela sala. – Tamara, fique aí cuidando dele. Preciso pegar alguns livros. É a forma que estudo.                                                                                                                 

                                                                             ***

Joey suspirou pesadamente enquanto se aproximou da casa de Stan, não entendeu como eles sabiam que ele estava com Oliver. Suas mãos se encontravam no bolso do moletom e o garoto pensou nas coisas que tinha visto. Oliver se mantinha em sua mente, mas ele tentava apenas ignorar. Quando chegou na casa de Stan, bateu na porta algumas vezes e enquanto esperava escutou seu celular apitar. Era Oliver falando que não iriam continuar a pesquisa amanhã. Joey respondeu que tudo bem e perguntou o motivo, aquilo era bem confuso.  Bateu na porta mais algumas vezes e mordeu seu lábio inferior meio impaciente.

Enzo se levantou do sofá de couro cor de madeira e foi até a porta já que ninguém pensava em se levantar. Chegou até a porta, e girou a maçaneta. O menino ficou um tempinho esperando até que “o cara estranho de mais cedo” abriu a porta... ele nota que podia muito bem ter entrado: “Pobre do que estava ao outro lado, que não sabia que a porta estava destrancada” – pensa Enzo. Joey entrou.

Enzo o achou “um menino bem-apessoado”, bonito é bem verdade. Seus cabelos nos olhos somados ao olhar tímido vendiam a imagem de alguém de poucas palavras. “Parecia estar escondendo algo”, pensa.

— Oi, Joey. — Alexia diz quando vê somente ele entrar pela porta e fica meio desapontada por Oliver não ter vindo. Ela dá espaço para ele sentar.

O menino se sentou no sofá na frente dos outros e ao lado de Alexia, batendo os pés no chão meio entediado, e Enzo estava esperando para começar a lhe dizer algo.

– Você deve ser o Oliver. Bom, Oliver, o Stan tem alguns problemas. Ele sangra um líquido viscoso. Não faz sentido, mas minha lupa prova não ser quaisquer tipos de fluído humano.

O outro garoto franziu o cenho confuso quando o “cara estranho” começou a explicar. “Como assim Stan estava sangrando?” – Pensa ele.

Devo concluir que saiba de alguma coisa, Oliver? – Diz Enzo enquanto se levantou do sofá e começou a andar pela casa. Não conseguia raciocinar bem no mesmo lugar.

– Eu não sei de nada não... Ah, eu sou o Joey, não o Oliver.

– Stan, mostra pra ele... – Enzo diz, e vai até Stan. Joey segue Enzo quando o garoto se dirige até Stan, ele queria ver o que estava acontecendo. Se aproximaram de Stan e foi aí que Joey pode ver: um líquido estranho escorria pelo seu braço. Mas não tanto, parecia ser menos agora, estava até que seco.

 

Enzo nota que a cara de surpresa dos amigos de Stan ao verem aquilo foi a mesma. Mesmo que já havia sido seco, aquilo ainda assim o incomodava um pouco. Enzo sentia uma certa agonia ao ver aquele líquido escorrendo um pouquinho. Dava arrepios.

– Mas o que... o que é isso? O que aconteceu? –  Joey perguntou fitando o rosto de Stan e logo os dos demais presentes ali.

 – Então, alguém sabe de alguma coisa? –  Enzo pergunta mirando o rosto de Joey com firmeza.

— Na verdade a gente não sabe o que é isso, entramos no banheiro e ele já estava assim. De manhã ele desmaiou e quando acordou vomitou a mesma coisa que está no braço dele. — Alexia diz interrompendo Enzo, que parecia estar mais preocupado em achar um possível culpado do que em ajudar Stan. A garota olhava para Joey preocupada. — Você quer um copo de água? Eu pego para você. — Ela puxa Joey para a cozinha, que nem teve tempo de concordar ou discordar, e começa a sussurrar. — Você sabe sobre o Oliver? Eu liguei para ele vir para cá e ele não apareceu até agora, o que foi aquilo na escola? Saiu correndo por que? – Joey escutou suas perguntas e mordeu o lábio inferior meio nervoso, Oliver tinha pedido para ele não contar nada. Mas o amigo esqueceu de um pequeno detalhe: o garoto era péssimo com mentiras.

— Oliver... foi para casa, eu acho. Sobre a escola... ele apareceu e queria falar comigo, eu corri para ir encontrar com ele. É só isso.  — Joey falou tentando manter a postura e ao máximo controlar seu nervosismo. Achou que parecia verídico. Todos eles estavam bem nervosos sobre tudo, Joey achou que não teria alguma suspeita.

Enzo estava na sala. Era estranho que garoto que agora chegava em “sua” casa, estava nervoso. Alexia puxou o garoto pelo braço para a cozinha, e Enzo acabou por ficar no silêncio constrangedor, sem nem ter para onde ir, visto que não tinha casa para morar ainda hoje. No futuro. Quebrou o silêncio questionando se a ciência evoluiu mais que a Tecnologia. Mas o silêncio denunciou que era uma péssima hora para se puxar assunto. Apenas ele, Stan e “seu amor” (segundo o exagerado Enzo), na sala. Uma pena. Minutos depois, após comerem uma pizza que tinha guardada na geladeira, Enzo sugeriu.

— Ei, que tal cuidarmos do cara? Poderíamos dormir aqui e cuidar para que fique tudo bem. Stan diz que eles podiam ficar para um “acampadentro”.

Alexia acabou não tendo mais perguntas para Joey e ambos voltaram para a sala a tempo de responderem à pergunta, seria um bom tempo para ficar sem fazer nada, então logo o garoto decidiu ficar por ali mesmo. Joey concordou em ficar e começou a ajudar a preencher o duro chão de taco com cobertores, como se fosse um colchonete. Alguns de princípio contrários, mas todos toparam, por fim a ideia.  Acabaram por deitar na sala, bem desconfortável, mas era o que poderíamos fazer. Pelo menos durante essas poucas horas eles não estariam pensando naquela Sombra. Alexia se deitou ao lado de Joey e demorou para dormir, estava preocupada. Todos adormeceram no chão da sala, juntos.

                                                                              ***

Soltou a faca, repensando um bocado. Após sua descoberta, Oliver decide que precisava dormir. Ele necessitava fazer uma coisa antes de fazer o necessário contra a sombra. O garoto havia pegado no sono no quartinho e acorda no dia seguinte, ás seis da manhã. Vai para o seu quarto e abre o armário, tirando um cofrinho de lá. Pega o dinheiro. E conta 600 reais coletados em um ano. Coloca o dinheiro em seu bolso e pega seu celular, mandando uma mensagem para o Joey, pedindo para que mantivesse todos na casa de Stan.

— Espero que eles gostem disso... — Diz o garoto para si mesmo, saindo de casa e indo para um cinema ali perto, comprando dois ingressos para um filme. Guarda o ingresso em seu bolso e vai para um Pet Shop que ficava uns cinco quarteirões de distância do cinema. Começa a olhar as raças e nota que só tinha um único labrador, devia ter uns 2 meses. — Ele está disponível para venda? — Pergunto Oliver para o vendedor, e ele confirma. O garoto pega o pequeno filhote em seu braço e aproveita que já estava no Pet Shop para comprar ração, uma coleira e alguns brinquedos para o animalzinho. E sai da loja.

— Oi amiguinho... — Diz o menino olhando para o filhote. — Já sei um nome para você... — Diz com um sorriso no rosto. Após andar um certo tempo, ele volta para sua casa e abre novamente seu armário e olha para os seus dois ternos, ambos pretos. Um deles havia comprado para uma festa, mas como não deu para ele ir ficou totalmente sem uso. O outro ele já possuía por ter ido em alguns casamentos. — Espero que sirva nele.

Oliver sai de sua casa e nota que eram 7:30. Ele vai em silêncio com sua máscara de lobo na frente da casa de Stan e deixa uma caixa com os ingressos grampeados em um papel escrito "Alexia e Stan" e o terno com um papel escrito "Joey." Tudo dentro. Ele também deixa uma outra caixinha com o filhote dentro, a caixa estava aberta na parte de cima para o animal poder respirar. O garoto pega uma cartinha e antes de deixar entre ambas as caixas, dá uma rápida lida novamente em voz baixa na mesma.

"Isso aqui é meio que uma forma de me desculpar com vocês por tudo o que eu fiz. Por ter invocado a sombra e por ter feito ela comer o cadáver do Yboocs...

Nessas caixas tem uma coisa para cada um, uma forma de me desculpar com vocês. Os ingressos são para vocês, Alexia e Stan. Assim poderão relaxar um pouco já que tudo está uma loucura. O terno eu espero que sirva em você, Joey. Você assim poderá ir no baile, e quem sabe você não consiga alguém para ir com você. Na outra caixa tem um outro pedido de desculpas para o Stan, o Yboocs II. Eu vou ver se consigo acabar com a sombra, se eu não conseguir eu voltarei e pedirei ajuda."

Oliver pega o seu celular e bloqueia todos menos o Joey, caso o garoto precise da ajuda de alguém. Oliver sai de lá e vai direto para a direção de sua casa. Chegando lá, o mesmo entra rapidamente e desce para o quartinho.

                                                                                ***

Alexia havia acordado bem cedo com um pesadelo que tivera. Dá um grande suspiro e se levanta, e nota mais alguém acordando um pouco depois dela acordar. Enzo acorda com os poucos raios de sol que um outono poderia entregar em seu rosto. Quando percebeu, era seu “relógio biológico” o despertando às 7:40 da matina.  E ao invés do garoto dormir, ele decidiu acordar o resto do grupo.

Ele acordou os outros e foi xingado por acordar todos cedo. Depois de espreguiçar, foi até o lado de fora da casa conferir se algum jornal havia sido entregado. Nem se lembrava que não estava em 1920. E então o garoto encontra duas caixas e uma carta. Ouvia uns latidos vindo de uma delas, parecia uma caixa recém entregue. Achou estranho, já que não ouviu barulho de ninguém ou passos. Não parecia algo de correio ou de admirador secreto. Alexia arruma mais ou menos seu cabelo e quando ia trocar de roupa (tirar o pijama) ela ouve Enzo chamando todo grupo lá para fora. Enzo chamou os que estavam lá dentro (e que haviam ignorado o mesmo e voltado a dormir), e mesmo que brigando com ele, eles foram ver o motivo pelo qual Enzo os estava chamando. Joey acordou com uma voz do lado de fora da casa os chamando. Resmungou por ter sido acordado... estava muito cansado. No fim das contas não foi o sol que o acordou, mas os gritos de Enzo. Estava cansado e dolorido, pois dormiu em uma posição não tão confortável, rendendo no mesmo uma leve dor no pescoço. Nada muito dolorido, mas bastante incômodo.

— Se for qualquer coisinha idiota eu te mato. — Alexia fala um pouco sem paciência para Enzo. Joey, juntamente dos outros (menos Stan, que preferiu ficar na sala), foi meio relutante para fora e se deparou com Enzo e umas duas caixas.

— O que é isso? — Joey perguntou com a voz levemente rouca, enquanto tentava ajeitar seu cabelo, principalmente a franja.

Enzo abriu a caixa, e leu a carta que estava entre ambas, em voz alta. O garoto achava que não estavam mais bravos com ele, e notou que o Oliver virou o centro da conversa agora. Os pais de Stan já estavam acordando com aquela barulheira. Enquanto Enzo lia a carta, Joey ficou bem confuso ao ver que era de Oliver... “Ah não”, pensou ele.

Quando Enzo lia a mesma, Alexia observou a caixa que fazia barulho, ao lado, cruzando os braços preocupada. —Oliver? Ele deu isso? Como assim ele... — Ela se interrompe ao ver Joey se aproximar da caixa e abrir a mesma. Se ajoelhou no chão vendo um filhote de cachorro. Alexia faz carinho na barriga do cão.

Meio relutante, Joey acabou fazendo um carinho entre suas orelhas. Ainda estava processando a carta. — Mas ele... — Engoliu em seco e se levantou, fitando a outra caixa nas mãos de Enzo. — Ele não vai conseguir sozinho...  — Sussurrou baixo, apenas para si mesmo com uma expressão confusa.

— Oi lindinho, será que o Oliver já deu um nome para você? — Alexia fala se aproximando da caixa, pegando o filhote no colo e voltando para perto de Enzo, ouvindo o mesmo continuar a ler a carta. — Uau... realmente ele quer pedir desculpas! Por mim tá tudo bem, ele admitiu que errou. Mas assim, ele tá tentando fazer isso sozinho! Não vai dar certo! — Alexia fala após o término da leitura da carta, por Enzo.

                                                                               ***

Oliver pega o seu celular e envia uma mensagem para Joey perguntando se todos viram as caixas e a carta. O garoto não o responde, então Oliver decide começar seu plano para acabar com a sombra.

— Se o que eu li estiver certo, ela precisa do primeiro corpo ferido após o início do ritual. — Começa a falar consigo mesmo enquanto ele ia caminhando até a cozinha para pegar algumas velas. Seus pais voltariam hoje de noite então ele não poderia demorar muito para arrumar o quartinho. Seus experimentos com a sombra haviam deixado marcas no mesmo. Oliver arrasta a cama e as coisas de lá para um canto e deixa o centro do mesmo vazio. Faz um grande círculo no chão com as velas. Faz um pequeno e profundo corte em seu braço e usa o sangue que escorria para fazer um pentagrama no chão do quartinho.

— Se isso der certo posso fazer ela ter uma forma e assim eles poderão matá-la. — O garoto fala enquanto caminha até o centro do pentagrama, e de lá de dentro acende todas as velas. Ele coloca a faca em cima de seu pulso. Mas, antes de fazer algo, ele se levanta rapidamente pois se lembra de enviar uma mensagem para Joey vir daqui 2 horas sozinho em sua casa. Após isso ele coloca o celular em cima da cama e volta para o pentagrama. Com as mãos um pouco trêmulas, novamente coloca a lâmina contra seu próprio pulso esquerdo.


Notas Finais


Espero que tenham gostado.


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