História Slow Burn - Capítulo 7


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Categorias Magcon
Personagens Cameron Dallas, Jack Gilinsky, Jack Johnson, Matthew Espinosa, Nash Grier, Personagens Originais, Sammy Wilkinson, Shawn Mendes
Visualizações 65
Palavras 1.466
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Festa, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura :)

Capítulo 7 - Denial


- Oi Shawn – Vivien entrelaçou os braços em meu pescoço – O que você vai fazer mais tarde?

- Não sei – respondi distraído – Se surgir alguma coisa eu te procuro – tirei seus braços de meu pescoço.

Vivien me olhou com as sobrancelhas arqueadas e eu apenas lhe devolvi um sorrisinho em resposta. Dei uma olhada geral pela festa, não achando Mikayla em lugar nenhum. Resolvi que iria andar novamente pela praia e talvez conseguiria encontrá-la. No caminho, vi Brooklyn e Evan discutindo sobre alguma coisa. Gilinsky ainda sentado na areia com algo gelado no rosto e uma menina ao seu lado. Johnson conversando com uma menina gata. Wilkinson e Cameron jogando baralho. Matthew pegando uma guria. Nash abraçado com uma mina enquanto conversava com a galera do time de futebol. E Chad sentado na areia ainda sendo consolado por líderes de torcida. Revirei os olhos e continuei a andar.

Quando a festa já estava longe, olhei para o lado e lá estava ela. Mikayla estava escorada entre duas pedras e uma garrafa de tequila quase finalizada em mãos. Seu cabelo estava completamente bagunçado, seu olhar estava distante e um sorrisinho estava fixo em seu rosto. Sua blusa estava completamente fora do lugar, seu sutiã estava aparecendo quase completamente e também percebi que um tênis dela estava próximo ao mar. Ajoelhei-me em sua frente e a mesma abaixou a cabeça, olhando para mim. Segurei seu rosto em minhas mãos e cerrei o cenho, preocupado. As bochechas de Espinosa estavam avermelhadas, assim como sua boca, que também estava inchada. Passei minha língua por meus lábios e continuei com os olhos fixos nos seus.

- Por que você tá bebendo aqui, sozinha? – perguntei no intuito de tirar minha atenção de seus lábios chamativos.

- Aqui meus amigos não conseguem me achar – virou levemente seu rosto, desviando seu olhar do meu.

- Você sabe que isso pode ser perigoso né?

- Quem é você? Meu pai? – deu um gole breve na garrafa de tequila. Suspirei.

- Por que tá tentando fugir deles?

- Assim não sou eu quem vai ter que resolver os problemas deles – voltou a olhar para mim – É estressante.

- Resolver os problemas deles? - ela assentiu – Então porque você continua resolvendo?

- Por que eles precisam de mim – mordeu o lábio inferior e respirou fundo – E por que eles são meus amigos – deu um sorrisinho de bêbada – Se eles precisarem de algum órgão eu vou dar pra eles.

Olhei fixamente em seus olhos, pensando no quão maravilhosa como pessoa ela era. Meu Deus, eu nem conheço essa guria e eu já me apaixonei pela personalidade dela. Por mais que ela me tratasse como um desconhecido, não pude deixar de notar o quanto ela valoriza seus amigos e até mesmo sua família. Aquele dia que dormi em sua casa pude ver a enorme conexão que havia entre Mikayla e Lewis e, para falar a verdade, nunca que eu iria pensar que ela é boa com crianças. Hoje também pude ver o quanto ela se preocupou com Gilinsky. Vê-la defendendo todas àquelas meninas, por mais que elas não gostassem de Mikayla, foi uma das coisas mais lindas que já vi.

- Você é uma pessoa maravilhosa – falei do nada. Mikayla arregalou os olhos e me olhou com a boca semiaberta, sem entender.

Antes que eu pudesse me explicar, seu movimento foi mais rápido do que o movimento de minha boca. Sua boca foi conectada na minha suavemente, quase um beijo, mais próximo de um selinho. Tão delicado que parecia que ela estava dando seu primeiro beijo. Eu até poderia acreditar nisso se não tivesse visto Gilinsky agarrando-a hoje mesmo. Senti como se tudo estivesse em câmera lenta e como se aquela mesma bolha tivesse se instalado ao nosso redor novamente. Quando seu lábio se separou do meu, alguns segundos depois – que se pareceram minutos – soltei um suspiro e olhei em seus olhos. Mikayla possuía os olhos arregalados e mão na boca, como se tivesse feito algo errado.

- O que foi? – perguntei, ainda um pouco grogue com o que tinha acabado de acontecer.

- Desculpa – disse após alguns segundos de silêncio. O álcool que estava em seu organismo parecendo que tinha se evaporado.

- Tudo bem – dei um sorriso genuíno e me movi para beija-la novamente. Mikayla recuou.

- Eu... – respirou fundo - ... não posso.

- Por que não?

- Shawn, é mais complicado do que parece.

Suspirei e assenti, decidindo não pressiona-la a falar.

- Me leva de volta pra festa? – perguntou. Assenti novamente e me levantei.

Peguei seu tênis que estava à beira do mar e a mesma o colocou no pé. Ajudei-a a se levantar, Mikayla arrumou sua blusa e começou a usar os dedos para arrumar seu cabelo bagunçado. Peguei em sua mão, auxiliando-a para ficar em pé sem cair na areia novamente. Mikayla pegou a garrafa de tequila e terminou de beber o líquido que restava. Chegando novamente na festa, Matthew veio até nós com um sorriso de bêbado e uma garrafa de whisky na mão. Entreguei a mão de Mikayla para ele e o mesmo abraçou sua irmã.

- Onde você tava Mendes? – Espinosa me perguntou.

- Andando por aí – dei de ombros e sorri – Acho que vou embora.

- Por quê? A festa tá legal pra caralho!

- Tô um pouco cansado, mano. Acho que tá na hora de ir.

- Beleza então, bichinha – bateu em meu ombro – Amanhã eu te mando mensagem, beleza?

- Beleza. Tchau Espinosas!

E então eu deixei aquela festa. Enquanto meus amigos pegavam mais bebidas e se divertiam, a única coisa que eu conseguia pensar era nos lábios de Mikayla.

Evan

- Bentley – eu disse entre beijos – Bentley, eu preciso... – fui interrompido por sua boca – Eu preciso ir.

- Por quê? – Bentley desceu seus beijos para meu pescoço. Fechei os olhos e joguei minha cabeça para trás.

- As pessoas podem ver a gente aqui – falei – Estamos em uma festa e não estamos tão escondidos assim – Bentley parou de beijar meu pescoço e olhou fixamente em meus olhos.

- E qual o problema das pessoas verem? – perguntou sério. Revirei os olhos e respirei fundo.

- A gente já teve essa conversa umas mil vezes, Bentley – respondi, já exausto de falar desse assunto – Um dos caras mais populares de escola e o britânico que odeia gays estão transando há cinco meses. Qual o problema nisso, não é mesmo?

- Odeia tanto gays que é um – murmurou.

- Vai se foder – o empurrei para longe de mim e o peguei pela gola da camiseta – Eu não sou gay.

- Mas você fode homens. O que isso te faz?

- Você tem algum problema com isso, Bentley? Se tiver nós podemos por um fim nisso aqui e agora.

- Talvez seja melhor se fizermos isso então – tirou minha mão de sua gola com um movimento brusco – Você gosta de mim?

- Eu não sou gay.

Bentley olhou fixamente em meus olhos e soltou uma risada amarga, logo saindo andando do nosso esconderijo.

___________

Mais tarde, Bentley arrumou uma briga com Gilinsky. Segundo ele, Jack tinha desrespeitado ele por tirar a garrafa de vodca de sua mão, mas ambos sabíamos que não era esse o motivo. E então Mikayla brigou com ele, tentei intervir duas vezes, mas ela gritou comigo nessas duas vezes.

Sentei em uma pedra, com a garrafa de vodca que foi o “motivo da briga” e uma expressão amarga no rosto. Tão amarga quanto a risada que ele havia dado no final da conversa. Meus olhos eram fixos nele, rodeado de meninas o consolando, passando os dedos em seus machucados. Mas o pior era que nenhuma delas poderiam passar os dedos no machucado que eu havia deixado nele internamente.

Doía quando eu tinha de testemunhar Richard dar em cima de minha melhor amiga para provar sua masculinidade, doía vê-lo pegando meninas para provar sua masculinidade, mas nada doí mais do que vê-lo triste e saber que o motivo era eu. Bentley nunca quis manter-nos em segredo, mas eu sim. Afinal, eu não sou gay.

- O que foi? – a voz de Brooklyn tirou-me de meus devaneios. Tirei minha boca do bico da garrafa de vodca e olhei para minha melhor amiga, que estava sentada ao meu lado.

Balancei a cabeça em forma negativa e olhei para meus dedos, que brincavam com a tampa da garrafa. Senti meus olhos arderem e funguei, no intuito de fazer aquilo parar. Brooklyn não me questionou, apenas encostou a cabeça em meu ombro e entrelaçou nossos dedos, acariciando meu polegar com o seu polegar. Uma parte de mim queria contar para Brooklyn o que estava acontecendo, mas eu sabia que se contasse, teria de admitir a coisa que eu mais odeio em mim mesmo e eu realmente não estou preparado para isso.


Notas Finais


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