1. Spirit Fanfics >
  2. Slow Feelings (Peter Maximoff - Imagine) >
  3. Capítulo Único;completamos um ao outro

História Slow Feelings (Peter Maximoff - Imagine) - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Nem acredito que finalmente estou postando essa imagine >.< Estou trabalhando nela a alguns dias e estou muito contente
Gostaria de dizer antes, que estou mais orgulhosa ainda dessa ser minha história de número 200, nunca imaginei que chegaria a tantas histórias e ainda ser do Peter me deixa ainda mais contente ^^
Eu estou completamente apaixonada nesse homem ksks nossa, não sei nem explicar, mas criei um crush muito grande nesse homem, to com vários gifs dele sorrindo e me derreto toda sempre que vejo >w<
Como podem ver pelo número de palavras, me empolguei totalmente ao escrever com essa belezinha, espero que o número de palavras não incomode vocês :') é minha história mais longa!

Antes de lerem, gostaria de dizer me baseei totalmente no Peter Maximoff dos filmes dos X-Men e queria aproveitar para agradecer a @hyuuzumah e a @Ursinha_UwU por terem me ajudado a decifrar os mistérios por trás do Peter dos X-men e do Pietro dos vingadores ksksk muito obrigada mesmo pela paciência de vocês meus amores <3 Obrigada a Mah novamente por ter me ajudado com o título >w<

Descobri também que sou péssima com capa com pessoas 3D kk mas eu tentei, juro!

Boa leitura! <3

Capítulo 1 - Capítulo Único;completamos um ao outro


— Ei! — Uma voz extremamente familiar chegou até seus ouvidos, despertando-a e chamando sua atenção, enquanto sentia alguma coisa mexer em seus cabelos e um cheiro tão familiar quanto o dono da voz invadindo suas narinas — Hora de acordar, bela adormecida. 

 

Abriu os olhos lentamente no exato momento que o dono da voz lhe chamou de bela adormecida, piscando diversas vezes para acostumar seus olhos sonolentos com a luz do recinto, sentindo alguma coisa mexer em seus fios de cabelo, como se estivesse os enrolando no mesmo lugar. Assim que seus olhos se acostumaram com a claridade, após piscar diversas vezes, notou que seu rosto estava repousado em cima de seu caderno de biologia, assim como uma poça de tamanho médio formada por sua saliva em uma das páginas. 

 

Assim que notou a página molhada de seu caderno, automaticamente endireitou sua coluna, sentando-se na posição correta de forma ereta, ouvindo cada vértebra de sua coluna estalar com o gesto brusco, assim como dores nas vértebras correspondentes a coluna torácica e cervical. Levou automaticamente suas mãos até suas costas ao sentir as dores, porém não conseguindo alcançar a área onde a dor era maior, fechando os olhos e soltando um pesado suspiro. 

 

— Ei, vai devagar, levantar assim não é bom para a coluna. — Voltou a ouvir aquela voz extremamente familiar que lhe despertou alguns segundos atrás, pronunciando tais palavras de maneira sarcástica e irônica, ouvindo uma risada suave logo em seguida — Achei impressionante quando você despertou exatamente quando lhe chamei de bela adormecida, não sabia que era uma princesa e muito menos que eu era seu amor verdadeiro, o único capaz de lhe despertar do sono eterno. 

 

Reconhecia muito bem essa voz e nem mesmo precisava virar o rosto para verificar se era mesmo ele, porém ao ouvir a última frase no típico tom sarcástico que ele vivia usando, não conseguiu controlar o impulso de virar o rosto para olhar diretamente na face dele. Parado ao seu lado e com o corto apoiado em sua escrivaninha, estava seu melhor amigo, Peter Maximoff, um rapaz de cabelos prateados e grandes olhos castanhos, vestindo sua típica camiseta preta de sua banda favorita, assim como sua amada jaqueta prateada e seus óculos similares a de aviadores. 

 

— Não enche, Peter. — Retrucou após lançar um olhar de desdém para face traquina do rapaz, este que a olhava de forma divertida e um sorriso largo, divertindo-se como de costume com suas piadas enquanto você tentava ignorar o fato dele ter chamado a si próprio de seu amor verdadeiro — Que horas são? 

 

Havia passado a noite anterior estudando, isso você se lembrava claramente e explicava porque tinha acabado de acordar com sua face colocada em seu caderno de biologia, assim como a poça de saliva molhando suas anotações. Puxou uma das gavetas de sua escrivaninha e retirou de dentro um lenço antigo que tinha, utilizando o pedaço de pano para limpar as páginas que haviam sido borradas pela sua saliva, uma tentativa falha já que a poça já havia secado, fazendo você soltar um pesado suspiro de decepção, pois teria que passar a limpo as páginas que borrou. 

 

— Peter?! — Bradou de forma curiosa, havia feito uma pergunta ao velocista e não havia recebido resposta nenhuma, o que era raro já que Peter raramente ficava muito tempo sem falar ou fazer alguma coisa, estranhando o silêncio e virando o rosto em direção a ele — Que horas são? 

 

— Isso importa? — O rapaz respondeu com seu típico tom travesso, aquele sorriso cheio de malícia de quem havia acabado de aprontar ou que estava prestes a fazer alguma coisa, deixando-a receosa em relação a presença dele em seu quarto — Por que quer saber? 

 

Não era totalmente estranho a presença do corredor em seus aposentos, pois ambos eram grandes amigos e um bom tempo, já possuíam uma certa intimidade um com o outro, o máximo que uma amizade entre garoto e garota podia permitir. Já estava acostumada a ter Peter como seu despertador matinal, não era uma pessoa matutina e tinha certa dificuldade para levantar enquanto o rapaz não conseguia parar quieto, mesmo ele também não sendo uma pessoa de acordar cedo, ao contrário de você ele não tinha muitas dificuldades para levantar. 

 

Por conta disso, assim que haviam criado uma certa intimidade entre a amizade de vocês, tornou-se cada vez mais comum a presença do prateado em seu quarto pela manhã, como ele era rápido conseguia fazer tudo em questões de segundos pela manhã e ainda achar tempo para lhe despertar. Isso já havia acontecido diversas vezes, porém aquele sorriso maligno estampado na bela face de seu amigo havia provocado um arrepio em sua espinha, fazendo você olhar torto e assustado para ele. 

 

— Peter... — Repetiu em um tom mais sério, levantando-se da cadeira onde estava sentada para olhar diretamente nos olhos do rapaz, aproximando-se lentamente e ficando tão próxima que conseguia sentir a respiração dele em sua face — Que horas são? 

 

Novamente, o velocista apenas sorriu de forma travessa, como se estivesse achando graça em sua face irritada e seu tom ameaçador. Sabia que Peter poderia muito bem correr em sua direção e se colocar em seu caminho para a impedir de olhar o relógio, porém agora o problema estava ficando sério e não se importava com essa possibilidade.  

 

Caminhou rapidamente em direção ao relógio que deixava ao lado do criado mudo de sua cama, surpresa pelo prateado não ter lhe impedido. Sentiu uma brisa passar rapidamente ao seu lado, assim como a porta de seu quarto abrindo e fechando rapidamente, nem mesmo precisava olhar para trás para saber que Peter havia saído rapidamente até seu quarto para pegar algo para comer, pois conseguia sentir o cheiro adocicado de seu bolinho favorito se manifestar no ar de seu quarto. 

 

Assim que chegou até seu criado mudo e virou o relógio em sua direção, surpreendeu-se ao ver o ponteiro do segundo parado, virando o aparelho ao contrário para dar uma olhada nas pilhas e sentindo uma onda da raiva percorrer pelo seu corpo, pois as pilhas haviam desaparecido. Virou novamente o relógio na esperança de Peter ter retirado as pilhas pouco antes de lhe acordar, esperando que talvez a hora ainda fosse quase a mesma de quando ele surgiu em seu quarto para lhe despertar, porém os ponteiros indicavam três da madrugada e tinha certeza que nesse horário o relógio estava funcionando, pois estava acordada. 

 

Deixou o aparelho parado em seu devido lugar, virando o corpo em direção a Maximoff, encontrando o rapaz ainda parado e encostado em sua escrivaninha enquanto comia seu bolinho favorito, feito de massa branca e recheado com creme, também conhecido como Twinkie. Aproximou-se com passos pesados de seu amigo enquanto mantinha os olhos fixos nos dele, encarava-o com toda raiva que percorria seu corpo enquanto o sorriso travesso e o olhar sarcástico se mantinham na face alheia. 

 

De repente, lembrou-se que não eram apenas relógios que mostravam as horas, também podia tentar adivinhar as horas com base em como estava lá fora. A lâmpada estava ligada e todas as cortinas fechadas, porém assim que chegou próximo ao rapaz, desviou um pouco seu caminho e abriu um pouco da cortina que tampava a janela que estava logo ao lado de Maximoff, notando que o Sol estava no alto e brilhava intensamente. 

 

— Já é tarde! — Bradou em um tom alto assim que viu a posição do Sol, não sabia dizer que horas eram exatamente, porém pela posição e claridade, sabia que não era de manhã e provavelmente, havia perdido suas primeiras aulas — Peter! 

 

— Dessa vez eu sou inocente. — O rapaz respondeu com seu típico tom, retirando por alguns segundos o sorriso do rosto e erguendo as mãos como se estivesse se rendendo, porém voltando a sorrir de forma travessa, claramente se divertindo com a situação. 

 

— Seu sorriso diz o contrário. — Retrucou de forma irritada, afastando-se da janela com passos largos e pesados, caminhando em direção a sua escrivaninha e fechando seu caderno e livros, recolhendo suas canetas espalhadas em seguida — Não precisa dizer mais nada, Maximoff. 

 

Assim que o rapaz foi chamado pelo sobrenome, notou que a conversa estava ficando realmente séria, pois você nunca o chamava pelo sobrenome, somente quando queria fazer alguma piada ou o repreender. O velocista levou o último pedaço de seu Twinkie até a boca e virou o corpo em sua direção, observando-a guardar todo o material que estava em sua escrivaninha direto em sua mochila, pensando na melhor forma de contar o que havia acontecido de verdade. 

 

— Você foi dormir tarde ontem, não foi? — Peter perguntou com naturalidade, soando quase forma boba como se nada tivesse acontecido, enquanto ele pegava um objeto qualquer de seu quarto e o avaliava como se fosse algo interessante — Depois das três mais ou menos. 

 

— Fui, por que? — Perguntou de forma curiosa e hesitante, perguntando a si mesma como ele sabia que você havia passado das três da manhã, parando de guardar seu material para prestar atenção nele e torcendo para não ser mais uma brincadeira para a fazer perder mais tempo — Como sabe? 

 

— Eu estava correndo por aí quando vi a luz do seu quarto acessa, não deveria deixar ela ligada, poderia ter sido outra pessoa a notar me vez de mim. — O rapaz respondeu com seu típico tom irônico e convencido ao mesmo tempo, guardando o objeto que havia pegado e o colocando novamente no lugar, virando o rosto em sua direção. 

 

Assim como não era uma pessoa matutina, também tinha dificuldades para pegar no sono, mesmo que quisesse dormir, apenas ficava rolando de um lado para o outro na sua cama e assim que percebeu que não pegava no sono fácil, decidiu fazer outras coisas com suas madrugadas, como estudar. Gostava de passar seu conteúdo a limpo, finalizar trabalhos que havia deixado incompleto ou apenas revisar a matéria quando estava próximo de uma prova, por conta disso, havia passado a madrugada passando seu conteúdo de biologia a limpo até que pegou no sono sem ao menos notar. 

 

— Vá direto ao ponto, Peter. — Retrucou de forma sutilmente irritada, levando uma das mãos até a cabeça e fechando os olhos, sabia que o corredor poderia explicar de forma rápida e direta, porém também sabia que ele estava falando de forma lenta de propósito para a irritar mais. 

 

— Tudo bem, não se estresse tão cedo. — Maximoff respondeu de forma sarcástica novamente, fazendo outra de suas típicas piadas enquanto se divertia com sua expressão irritada, aquele olhar de quem tentava não perder o controle e a expressão brava em seu rosto se mesclando, era divertido demais para ele se conter — Acordei para as aulas e estranhei sua falta na sala, pessoalmente eu fiquei muito magoado, pois eu sempre lhe convido para matar aula comigo e você sempre recusa, então comecei a me perguntar o que levaria alguém que sempre recusa meus convites a perder aula sem mim. — O prateado levou uma das mãos até o peito, exatamente no local onde ficava seu coração enquanto fazia uma expressão triste em seu rosto, olhando-a como um filhote de cachorro sem dono pedindo por abrigo — Então vim aqui ver o que a levaria matar aula sem mim e a encontrei dormindo em cima dos livros, nada confortável sua posição. 

 

Assim que ouviu a explicação de Peter, sentiu suas pernas amolecerem no mesmo instante, sentando-se na cadeira onde adormeceu antes que seu corpo caísse no chão pela falta de firmeza em suas pernas. As coisas começavam a fazer sentido em sua mente, havia perdido o horário porque dormiu demais. Sabia que todos tinham limites e tinha alcançado eles na madrugada passada, havia ficado acordada até tarde estudando e se manteve tão entretida no que estava fazendo, que nem mesmo notou quando pegou no sono. 

 

— Por que não me acordou? — Perguntou de repente de forma um pouco brusca para Peter, erguendo a cabeça e olhando diretamente nos olhos dele, um olhar que continha uma sutil raiva e um pouco de decepção. 

 

Seu amigo sabia que tinha dificuldades para levantar durante a manhã, por conta disso, quando ele descia para um café da manhã e não notava sua presença, ele corria até seu quarto para lhe acordar antes que se atrasasse, porém isso não ocorria sempre. Estava se acostumando aos poucos a levantar cedo e fazia alguns dias que Peter não interpretava seu despertador, provavelmente ele estava se acostumando com você acordando sem ajuda, além de que não era nenhuma obrigação dele lhe despertar. 

 

— Desculpa, eu não queria ser grossa. — Disse logo em seguida ao notar a expressão de Peter mudando, assim que ele notou a decepção em seus olhos, o sorriso divertido sumiu para dar espaço a um semblante mais sério e levemente chocado, mudança que você notou e se arrependeu — Eu apenas não gosto de perder aula. 

 

Não queria ter sido rude com seu melhor amigo, porém estava levemente irritada com o fato de ter perdido o horário e o sorriso travesso de Peter apenas fazia seu sangue ferver. Queria entender porque ele havia deixado você ali, sabia que não era a obrigação dele lhe acordar, mas estava ficando mal acostumada com ele cuidando de você para não se atrasar, pois o velocista a conhecia muito bem e sabia que odiava perder aula. 

 

Sempre havia sido uma garota séria e responsável, raramente perdia alguma aula ou se atrasava, mesmo tendo dificuldades para levantar durante a manhã, podia contar nos dedos de uma única mão o número de vezes em que se atrasou ou perdeu alguma aula. Por conta disso, pensar no fato de que havia perdido suas primeiras aulas porque estava dormindo a irritavam, ainda mais com as brincadeiras e travessuras de Peter tão cedo. 

 

De repente, lembrou-se por algum motivo da primeira vez que perdeu uma aula pelo mesmo motivo de hoje, havia passado a madrugada acordada e quando pegou no sono, foi tão profundo que não acordou de maneira alguma, perdendo as primeiras aulas. Naquele dia, ficou tão irritada e emburrada que preferiu se isolar do que descontar em seus amigos, também foi nesse mesmo dia que Peter decidiu lhe acordar pela manhã para evitar que perdesse aula. 

 

O prateado podia ser muitas coisas, porém ele sempre havia sido doce e gentil com você, ele havia notado o quão importante era para você não perder aulas ou se atrasar, mesmo que não entendesse muito bem. Haviam estipulado um horário, caso você não aparecesse no café no horário marcado, ele viria ver se você estava em pé e já havia acontecido muitas vezes dele chegar até seu quarto e a encontrar dormindo profundamente. 

 

Era exatamente por esse motivo que não conseguia entender porque estava tão atrasada, sabia que Peter não tinha obrigação nenhuma de lhe acordar, porém já havia se acostumado com ele lhe despertando pela manhã sempre que dormia demais e estava levemente irritada por ele não ter feito o de sempre. Passou pela sua cabeça que talvez ele também tivesse se atrasado, já que seu amigo tinha o mesmo problema que você, ambos gostavam de dormir tarde, mesmo ele tendo mais disposição para levantar se comparado a você. 

 

— Tudo bem, eu admito, também tenho culpa. — Peter Maximoff respondeu após um certo período de silêncio após suas desculpas, pensando em como deveria lhe responder e optando pelo típico tom brincalhão para cortar o clima pesado que surgiu com suas desculpas e estresse — Também dormi mais tarde que o normal e me atrasei, pensei que o mesmo poderia ter acontecido com você quando não a vi na sala, mas só consegui vir aqui quando liberaram a gente para o intervalo. 

 

— Peter Maximoff esperando o intervalo para vir me ver em vezes de escapar da aula? — Retrucou de forma irônica, sorrindo de maneira tão travessa quanto o próprio rapaz a qual estava se referindo, mudando seu tom no intuito de dispersar aquele clima pesado que criou — Que raro. 

 

Nutria muito carinho por seu amigo e mesmo que estar atrasada lhe irritasse, este sentimento estava passando aos poucos, sua mente voltava a clarear e interpretar melhor a situação. Peter não era obrigado a ser seu despertador, ele fazia isso por amizade e não era nada justo cobrar dele por não ter lhe acordado, sendo que era sua obrigação levantar sozinha. Não deveria ter ficado acordada até tarde, sem contar o fato de que seu próprio amigo também havia passado pela mesma situação, havia dormido tarde e perdido o horário, mas diferente de você, ele tinha uma habilidade que o fazia chegar em questões de segundos. 

 

— Pode se dizer que temos professores bem insistentes. — O prateado respondeu no mesmo tom brincalhão que você utilizou, porém não durou muito, pois o semblante do rapaz se tornou mais sério logo depois — Foi mal não ter vindo lhe acordar antes de ir para a aula, eu podia muito bem ter vindo correndo aqui primeiro. 

 

— Você não tem que se desculpar com nada, eu que peço desculpas para você, Peter. — Respondeu com um sorriso tranquilizante junto de um olhar gentil, levando uma das suas mãos em direção a mão mais próxima de Peter, segurando nela com carinho e não notando o sutil rubor que surgiu nas bochechas dele — Da próxima vez que me ver atrasada, não fique fazendo travessuras ou vai se ver comigo Maximoff. 

 

Após dizer isso, esboçou um sorriso travesso junto de um olhar culpado ao dizer a última frase, soltando a mão do rapaz e jogando o resto de seu material que estava espalhado na escrivaninha dentro da mochila, fechando o zíper e jogando o objeto pesado em seu ombro. Enquanto se levantava para caminhar em direção a porta de seu quarto, não notou o sorriso bobo na face de Peter, nem as bochechas avermelhadas e o olhar divertido na mão em que você havia tocado. 

 

— Quer dizer que vai haver próxima vez? — O velocista perguntou após um pequeno período de silêncio, retirando o olhar focado que estava na própria mão e correndo em sua direção, aparecendo ao seu lado em questões de segundos junto de um sorriso malicioso. 

 

— Espero que não, e quero minhas pilhas de volta. — Respondeu com seu típico tom assim que sua mão tocou na maçaneta, apontando para seu relógio que ficava no criado mudo com a mão livre e notando neste exato momento, que o objeto estava virado em sua direção e funcionando normalmente, fazendo você virar a face em direção ao corredor com uma expressão desconfiada — Peter. 

 

— Que pilha? — O rapaz retrucou em um tom sarcástico, sorrindo de forma boba e travessa junto de um olhar de quem havia acabado de aprontar, sabendo muito bem que havia sido ele a aprontar com o relógio apenas para lhe irritar. 

 

— Não deveria fazer esse tipo de brincadeira comigo, Maximoff. — Retrucou em um tom ameaçador junto de sarcasmo, abrindo a porta de seu quarto e se retirando dele, fechando logo em seguida assim que Peter saiu em seguida — Sabe meu humor não é muito bom quando acordo. 

 

— Eu sei. — Peter respondeu de maneira brincalhona junto de um sorriso largo, mantendo os olhos fixos em sua face, enquanto ambos caminhavam lado a lado pelo corredor da mansão em direção a sala de aula antes que o intervalo acabasse, tendo a forte impressão que seria logo — Por isso é mais divertido. 

 

Virou a cabeça em direção a Maximoff, olhando diretamente nos olhos dele, notando o olhar travesso e o sorriso divertido, fazendo você bufar em desistência com essa expressão e sorrir sem notar em seguida, sorrindo para a expressão de Peter sem entender muito bem. Era o tipo de pessoa que não acordava muito simpática, porém conforme os minutos passavam, seu humor melhorava e mesmo que estivesse se segurando para não repreender Peter por brincar com você, já que não havia necessidade dele mexer em seu relógio em vez de apenas lhe acordar, não queria começar outra discussão por um motivo bobo e decidiu se calar. 

 

— Vai perder o início da próxima aula nessa velocidade. — O prateado disse após alguns segundos de silêncio entre vocês, olhando para seu rosto pelo canto do olho enquanto caminhava normalmente ao seu lado com as mãos nos bolsos — Eu posso dar uma carona. 

 

— Não precisa, Peter. — Respondeu com seu típico tom, virando o rosto em direção a ele enquanto continuava a andar, mesmo que reclamasse de estar atrasada, gostava de fazer as coisas em seu devido tempo e sabia que era melhor perder os primeiros minutos da aula do que a aula inteira — A sala não é longe, vou chegar bem a tempo, mas se quiser, pode ir sem mim. 

 

— Não... — O rapaz respondeu com uma pausa, olhando de forma travessa para você enquanto um sorriso malicioso surgia em seus lábios, fazendo você olhar com certa repreensão para ele, já imaginando o que se passava na mente do velocista — ...sem você. 

 

Após Peter lhe dizer isso, levou uma das mãos até sua nuca e segurou com o máximo de firmeza que aquela região poderia permitir, e em questões de segundos, junto de um rápido borrão e uma forte rajada de vento, si mesma em frente à entrada de sua sala de aula. Assim que aquela imagem borrada da mansão sumiu de sua vista e se viu parada e segura, apoiou uma de suas mãos no ombro de Peter e respirou fundo, erguendo a cabeça lentamente em direção ao seu rápido amigo. 

 

— Nem vou reclamar, já estou me acostumando com isso. — Disse em voz alta mais para si mesma do que para Peter, olhando diretamente nos olhos dele de maneira incomoda e sutilmente irritada, recebendo apenas um sorriso largo dele, como se estivesse orgulhoso do que havia feito — Obrigada. 

 

Mesmo que estivesse um pouco irritada por ter sido trazida dessa maneira sem um aviso, não conseguia ficar totalmente brava com ele, primeiro, porque já estava se acostumando com Peter a levando para os lugares sem avisar ou pedir sua permissão e segundo, porque graças a ele havia chegado na sala a tempo para as próximas aulas. Após agradecer e sorrir da maneira mais amigável que aquele momento permitia, caminhou em direção a sua sala, sendo seguida por Peter logo atrás como um segurança sorridente, esboçando certo orgulho em sua face. 

 

Enquanto caminhava pela sala em direção a sua carteira, notou que quase todos os alunos já se encontravam na sala e seja qual fosse o horário atual, tinha certeza que logo o professor estaria presente e a aula iria começar, e mesmo não querendo admitir, era grata pelo prateado ter lhe trazido em uma de suas corridas. Conforme se aproximava do seu lugar, já podia ver sua amiga sentada na carteira ao lado da sua, uma garota de longos cabelos ruivos e olhos claros, vestindo uma camiseta simples junto de um jeans e tênias claros. 

 

— Você veio, como não apareceu nas primeiras aulas pensei que não viria hoje. — Sua amiga, Jean Grey disse assim que você se aproximou, olhando diretamente nos seus olhos com seu típico sorriso de canto e levando o olhar em direção a Peter que estava logo atrás de você, sorrindo mais ainda — Aconteceu alguma coisa? 

 

— Passei a madrugada estudando e perdi o horário. — Respondeu com seu típico tom, enquanto se sentava no lugar vago ao lado de Jean, apoiando a mochila em seu colo e retirando seu material de dentro, observando seu amigo prateado se sentando na carteira vazia a sua frente — Se não fosse o Peter, provavelmente perderia o resto das aulas. 

 

— Poderia estar dormindo confortavelmente em sua cama agora, mas insistiu em não perder aula. — O rapaz respondeu em um tom irônico e sutilmente áspero, falando com vocês duas mesmo estando de costas para ambas, porém gesticulando com as mãos no aula — De nada por isso. 

 

— Confortavelmente em minha cama? — Repetiu o que o seu amigo havia dito no mesmo tom que ele havia utilizado, olhando com um sorriso bobo e sarcástico para os cabelos prateados dele que quase se espalhavam em sua carteira pela posição torta em que ele estava, quase deitando a cabeça em sua mesa — Eu acordei debruçada e torta na minha escrivaninha. 

 

— Eu poderia ter colocado você na cama e a deixado dormindo lá. — Peter respondeu com seu típico tom, virando cabeça para trás no intuito de olhar para você, olhando diretamente nos seus olhos com aquele sorriso bobo que você amava — Porém eu sabia que você ficaria mais zangada ainda quando acordasse, então resolvi atrapalhar sua soneca. 

 

Nesse exato momento, seu professor adentrou a sala de aula, fazendo-a fazer um sinal com a mão para Peter, indicando que o professor de vocês havia chegado e que ele deveria se virar, recebendo uma imitação boba dele fazendo o mesmo gesto que você antes de seu virar. Sorriu de forma boba com a brincadeira de seu amigo, notando pelo canto do olho que Jean também sorria, porém não era pela careta engraçada de Maximoff, mas sim pela relação harmoniosa e doce que vocês tinham. 

 

Verificou se todo o material que necessitaria estava disposto em sua mesa e então ergueu a cabeça, notando que os olhos de seu professor estavam em você e Peter, olhando com certa decepção e sorrindo de forma boba, imaginando que talvez ele soubesse o que teria acontecido, já que não era a primeira vez que se atrasava por dormir tarde e nem era um segredo que passava suas madrugadas estudando. Sorriu de forma sem graça para seu professor, que simplesmente balançou a cabeça com um sorriso engraçado antes de começar a aula, deixando-a ainda mais sem graça enquanto um certo prateado sorria largamente. 

 

 

 

As demais aulas se passaram normalmente como qualquer outro dia seu, anotou tudo que achou importante nas explicações de seu professor e prestou o máximo de atenção que podia ao se ter Peter Maximoff como colega de classe e melhor amigo, esse que sempre fazia gracinhas e se segurava para não atrapalhar a aula e conversar com você. Pegou emprestado as anotações de Jean das aulas que havia perdido, pois sabia que não poderia contar as de Peter, encontrando o que fazer na próxima madrugada: passar a limpo a matéria perdida. 

 

O professor terminou de explicar a matéria no exato momento em que o relógio marcou o termino da aula, e assim que o professor se despediu, seu amigo de cabelos prateados correu para fora da sala de maneira tão rápida que nem mesmo notou o rastro dele, apenas o viu sumir diante de seus olhos como sempre. Mesmo com a saída de Peter, ficou olhando a cadeira onde ele estava sentado até então com um olhar perdido, pois você e Peter eram amigos inseparáveis e raramente as pessoas os viam separados, perguntando a si mesmo onde ele havia ido sem dizer nada. 

 

— Algum problema? — Ouviu a voz de sua amiga Jean soar logo ao seu lado em um tom preocupado, mantendo seus olhos fixos na cadeira e perdidos em devaneios, enquanto ela parecia um pouco perdida com sua reação. 

 

— O Peter saiu sem me dizer nada. — Respondeu em um tom vago, ainda meio perdida, porém recuperando os sentidos, virando o rosto para olhar rapidamente para sua amiga, forçando um sorriso de canto antes de virar novamente a face em direção ao seu material espalhado na carteira — Ele geralmente me avisa ou me leva junto, só achei estranho. 

 

Disse essas palavras sem pensar direito, apenas pronunciou o que se passou em sua mente sem muito pensar, notando o que realmente havia dito após ouvir o som de sua própria voz, guardando suas canetas lentamente enquanto se perdia novamente em seus pensamentos. Peter havia se tornado seu melhor amigo, eram praticamente inseparáveis, não faziam quase nada separados e raramente viam vocês um sem o outro, o velocista sempre fazia questão de a levar para suas encrencas e quando não fazia, avisava o que iria aprontar em seguida, como se você fosse uma espécie de confidente ou cúmplice. 

 

— Você se acostumou com a presença do Peter sempre ao seu lado. — Jean pronunciou essas palavras assim que notou o que realmente estava acontecendo, olhando para sua face perdida com um sorriso sutil, pois já havia notado a muito tempo o que estava acontecendo de verdade e achava graça da situação — Deveria aproveitar que ele não está para tomar um ar. 

 

— Como assim? — Perguntou de forma curiosa e confusa, erguendo a cabeça e virando a cabeça em direção a Grey, olhando diretamente nos olhos dela e notando também o sorriso de canto, ignorando ele assim que o notou. 

 

— Você sempre reclamava do Peter para mim quando chegou. — A ruiva respondeu com seu típico tom tranquilo e amigável, olhando com certa nostalgia para você, lembrando-se dos seus primeiros meses na instituição — Deveria aproveitar que ele não está aqui para lhe colocar em alguma travessura e aproveitar esse momento raro de paz. 

 

— Faz um tempo que não tenho um tempo para mim. — Respondeu de forma vaga mais para si mesma do que para sua amiga, lembrando-se de que desde que fez amizade com Peter, começou a passar maior parte de seu tempo com ele do que para com suas coisas — Acho que vou seguir seu concelho. 

 

— Faça isso, mas antes... — Jean começou a falar assim que você terminou e forçou um sorriso para ela, sentindo a mão dela afagando suas costas e recebendo um sorriso acolhedor dela, assim como um olhar gentil — ...você está mesmo bem? Parece um pouco abatida. 

 

— É o Peter... — Começou a falar em um tom chateado e cabisbaixo, voltando sua face para a carteira e terminando de guardar seu material, fechando o zíper da bolsa e a jogando novamente em suas costas, voltando sua atenção para a ruiva ao seu lado — ...acho que ele está bravo comigo, por isso saiu dessa forma. 

 

— Por que acha isso? — A garota perguntou um pouco confusa com a situação e suas palavras, começando a caminhar lentamente em direção a saída da sala ao notar que só havia sobrado vocês duas nela — Vocês pareciam como sempre para mim.  

 

— Acho que ele pode estar chateado com o que aconteceu mais cedo. — Respondeu de forma triste e pensativa, mantendo a cabeça abaixada enquanto caminhava ao lado de sua amiga em direção a saída da sala — Eu fui um pouco rude com ele. 

 

Lembrou-se de quando o tratou com certa aspereza, viu nos olhos de Peter que ele estava chocado e chateado quando o sorriso bobo desapareceu, e aqueles grandes olhos a encararam em silêncio. Era amiga de Peter a um bom tempo e já estava acostumada as brincadeiras dele, geralmente você era a companheira dele nessas situações, mas as vezes era o alvo e já estava se acostumando com isso. 

 

As brincadeiras do prateado geralmente não eram de forma alguma, perigosas ou sérias, ele nunca chegou a fazer alguma pegadinha que realmente a irritou, algumas a deixavam levemente brava, mas a maioria apenas a faziam rir e olhar torto para ele, às vezes até estranhava como ele pegava leve com você se comparado aos demais, porém não reclamava, achava que era porque eram melhores amigos e companheira de travessuras. Só que mais cedo você realmente se irritou, estava atrasada e ele sabia muito bem disso, retirando as pilhas de seu relógio e rindo o tempo todo para a fazer perder mais tempo, odiava se atrasar e geralmente acordava de mal humor, porém achava que havia pegado um pouco pesado, pois era a primeira vez que via o sorriso de Peter sumir após uma bronca sua pós-pegadinha. 

 

— Peter não parece ser o tipo de pessoa que guarda mágoas ou rancor. — Jean perguntou enquanto caminhavam pelos corredores da mansão, olhando com certa pena e preocupação para você, mantendo-se ao seu lado — Tenho certeza que está tudo bem, ele apenas deve ter ido fazer uma das coisas típicas do Peter. 

 

— Aprontar com alguém ou pegar algo em alguma loja? — Perguntou em um tom retórico, olhando com certa ironia para sua amiga, pois sabia que não era isso, o velocista sempre avisava quando ia fazer algo do tipo para lhe contar as travessuras em seguida — Não acho que seja isso, mas queria falar com ele o quanto antes. 

 

— Eu tenho certeza que não deve ser nada, logo ele vai estar no seu quarto correndo de um lado para outro enquanto não para de falar. — Grey respondeu em um tom sarcástico enquanto ria logo em seguida, sendo contagiada pelo riso dela e rindo junto, parando de andar assim que ela fez o mesmo, olhando para você com afeição — Relaxe um pouco, Peter é sempre tão acelerado ao fazer as coisas, aproveite um pouco. 

 

— Obrigada. — Agradeceu pelos concelhos e pela atenção de Jean com um sorriso, utilizando o tom mais polido e gentil que conhecia, notando que não haviam parado por nada, estava no corredor que levava ao seu quarto — Até mais. 

 

Sua amiga não disse nada, apenas começou a acenar para você ao notar que estava se distanciando dela, afastando-se de Jean e atravessando o corredor com um sorriso amigável, acenando em resposta conforme caminhava em direção ao seu quarto. Depois de um tempo, ambas se cansaram de acenar e assim que Jean esboçou seu último sorriso e virou de costas para continuar seu caminho, fez o mesmo, parou de acenar e acelerou o passo até seu quarto. 

 

Assim que ficou de frente para sua porta, ficou um certo tempo a encarando, imaginando que talvez Peter estivesse lá dentro apenas a esperando como já havia feito algumas outras vezes, pronto para lhe assustar. Levou a mão até a maçaneta e assim que a girou, encontrou apenas suas coisas e nenhum sinal de seu velocista favorito, adentrando em seus aposentos com uma expressão sutilmente apática, fechando a porta atrás de você e jogando sua mochila em cima da escrivaninha para arrumar mais tarde. 

 

Caminhou em direção a sua estante e retirou dela um livro que havia ganhado a algum tempo, porém nunca havia encontrado tempo entre a correria dos estudos e dos planos de Peter, sentando-se no chão de seu quarto logo em seguida. Apoiou suas costas na cama e encolheu seu corpo, abrindo o livro na primeira página, mas apenas encarando as letras que ali se encontravam, não conseguindo encontrar ânimo ou foco, sua mente estava em outro assunto e ele tinha nome: Peter Maximoff. 

 

Não queria admitir para si mesma, mas estava sentindo falta do prateado, havia se acostumado e ter ele sempre ao seu lado, e agora que ele não estava ali não conseguia não estranhar, sentindo um certo vazio e desânimo, como se não soubesse o que fazer. Quando notou isso, esboçou um sorriso um sorriso amargo, levando sua cabeça até seus joelhos que estavam próximos de seu corpo, apoiando sua testa neles e encarando de forma vazia a página do livro enquanto o cheiro de papel invadia suas narinas. 

 

Quando parava para pensar nisso, não conseguia impedir o pensamento do quão irônica estava sendo para si mesma e seus pensamentos, pois nunca havia imaginado que um dia sentiria falta da agitação de Peter, dos planos que sempre a deixavam encrencada ou das piadas constantes dele. Lembrou-se dos seus primeiros meses na instituição e de como odiava Peter, não que ele tivesse feito algo para ser odiado, mas o considerava tão irritante que nunca imaginou que um dia sequer sentiria falta da presença dele. 

 

Sempre havia sido o tipo de garota tranquila, aquela que se isolava em seu próprio mundo e se entretinha com o que gostava, isso não significava que não tinha amigos, apenas levava um certo tempo para se soltar e se sentir à vontade, era do tipo que levava às coisas em seu devido tempo. Gostava de fazer as coisas no seu ritmo, mesmo que sua velocidade fosse mais lenta e calma se comparada as das pessoas normal, gostava de seguir a vida sempre com serenidade e sem pressa, cada coisa ao seu tempo. 

 

Era exatamente por esse motivo que não havia se dado muito bem com Peter quando o conheceu, nos primeiros meses nem sequer havia conversado com ele, apenas observado o velocista da mansão que nunca parava quieto, sempre fazendo tudo em uma velocidade exorbitante enquanto arranjava confusões na mesma velocidade. Maximoff era o tipo de personalidade completamente oposta da sua e sempre pensou que não se dariam bem, mas o rapaz era amigo de algumas pessoas quais estava fazendo amizade, então momento ou outro o prateado tentava puxar assunto com você. 

 

Além disso, o velocista era o tipo de pessoa sociável, gostava de conversar com todos que encontrava fossem próximos ou não, e você não era exceção. Sempre que você estava com algum amigo dele, o prateado fazia questão de entrar na sua conversa ou quando a via sozinha pelos cantos da mansão, fazia questão de aparecer para conversar sobre assunto aleatórios. 

 

Inicialmente, considerava o garoto irritante e um pouco perturbado, já havia conhecido pessoas que não gostavam de ficar paradas, mas Maximoff era o ápice disso, sem contar na paixão que tinha por arranjar problemas. Porém conforme os dias foram passando, começou a se tornar mais próxima de Peter, todas às vezes que ele aparecia para conversar com você, fosse sozinha ou não, começava a notar que tinham muitas coisas em comum, como gostos musicais, jogos e doces. 

 

Isso foi o empurrão que precisavam para se tornarem amigos, passavam horas ouvindo música, jogando alguns jogos que Peter gostava e compartilhando doces de vez em quando, pois o prateado parecia ser muito apegado aos seus Twinkies e raramente os compartilhava. Após isso, começou a notar que o rapaz não era completamente irritante e que poderiam se dar bem, porque além dos gostos em comum, Peter era um garoto divertido, simpático e um bom amigo, qualidade que começou a apreciar conforme o tempo ia passando. 

 

Levou alguns meses para se tornarem próximos como são agora, começou com conversas aleatórias durante os dias e a proximidade de vocês foi se tornando cada vez maior quando começaram a trabalhar junto, fosse para serem dupla nos trabalhos de sala ou nos treinos com habilidades, cada momento que passavam ajudava na proximidade de vocês. Apenas notou que estava realmente próxima de Peter quando parou de se importar em ser arrastada para as confusões dele, inicialmente, você havia se tornado o alvo do rapaz e odiava completamente isso, mas as coisas foram mudando. 

 

Não gostava de ser o alvo de Peter, mesmo que o rapaz nunca tivesse feito nenhuma brincadeira extrema, apenas pegadinhas inofensivas e piadas que a deixavam sem graça, mas conforme foram se tornando cada vez mais próximo, acabou se tornando cúmplice dele sem notar. Maximoff pedia sua opinião enquanto elaborava alguma pegadinha ou falava consigo mesmo ao elaborar algo, colocava você no meio da encrenca sem sequer ter tido alguma participação, apenas para não ficar sozinho no castigo. 

 

Inicialmente, não conseguia conter uma certa raiva que sentia do rapaz ao ser arrastada para isso, estava aliviada por não ser mais o alvo, pois assim que se tornou cúmplice, as pegadinhas voltadas a você se tornaram cada vez mais suaves e imaginava que era porque havia se tornado a parceira de crimes dele, mesmo que não fosse por isso. Não gostava quando Peter aprontava alguma coisa e a colocava no meio mesmo sem saber de nada, apenas para ter companhia no castigo, pois segundo ele, queria pelo menos alguém para conversar e não ficar entediado. 

 

Conforme o tempo foi passando, começou a apreciar a personalidade do velocista cada vez mais, Peter havia parado de colocar a culpa em você de suas brincadeiras e começou a lhe envolver completamente, levando você com ele e a deixando participar em grande parte das confusões. Foi nesse momento que notou que algo estava mudando dentro de si, sempre havia sido o tipo de pessoa tranquila e calma, aquela que gostava de ficar quieta em seu canto, lendo seus livros ou conversando amigavelmente com seus amigos, mas conforme foi se aproximando de Maximoff, certas coisas mudaram. 

 

Tudo começou a mudar e fazer sentido quando o rapaz lhe disse algo quando estava se tornando grandes amigos, Peter havia levado você para a casa dele, dizendo que queria jogar tênis de mesa com alguém que não fosse ele. Enquanto tentava acompanhar o ritmo dele com grandes falhas, conversavam ao mesmo tempo e foi quando perguntou a ele porque estava sendo arrastada para as confusões dele, e a resposta vagava pela sua mente até hoje: “Somos amigos e quero mostrar a você como aproveitar a vida.” 

 

Essas palavras ainda assombravam seu interior até hoje, meses depois e com vocês sendo melhores amigos, simplesmente inseparáveis, pois desde o momento que se tornou parceira nas confusões de Peter, o rapaz estava sempre ao seu lado, raramente faziam algo um sem o outro. Porém aquele dia ainda estava fresco em sua memória, gostava de como era e de como vivia sua vida, gostava de fazer as coisas em seu tempo, dedicar-se aos seus passatempos e manter uma vida tranquila, mas aquelas palavras mexeram profundamente com alguma coisa em você. 

 

Não havia mudado completamente ou perdido o gosto pelas coisas que gostava, ainda apreciava um bom livro, mantinha-se dedicada aos estudos e continuava sendo aquela pessoa de passo tranquilo e rosto sereno, sempre fazendo as coisas ao seu tempo. Era assim na maior parte do tempo, menos quando Peter começava a lhe colocar em mais alguma confusão, era como se algo mudasse, ainda era você, mas com um sentimento diferente. 

 

Gostava de como era e de como levava a vida, porém não conseguia negar que o velocista havia conseguido mudar alguns de seus pensamentos. Por mais que gostasse de ser uma pessoa tranquila, estava gostando de ter alguma agitação de vez em quando, sempre ficava empolgada quando Peter resolvi aprontar algo ou quebrar algumas regras, sentindo como se a vida fosse mais do que aquele pequeno mundo sereno que havia criado para si. 

 

Estava gostando dos novos ares que Maximoff havia trazido, ainda apreciava uma boa paz e tranquilidade, porém ansiava por aquela adrenalina que sentia sempre que estava com ele, quando utilizavam a habilidade veloz do garoto para aprontarem alguma coisa, estava gostando de fazer parte do mundo de Peter e consequentemente, dele. Não queria acreditar e muito menos admitir, mas havia se apaixonado pelo rapaz e seu coração acelerado era a prova sempre que estava juntos, assim como o aperto que sentia no coração sempre que estavam juntos e se lembrava que eram apenas amigos. 

 

Não conseguia acreditar em si mesma, não imaginava que um dia se tornaria melhor amiga de Peter e muito menos que se apaixonaria por ele, era como se seus sentimentos estivessem brincando com você. Achava o velocista oposto demais se comparado a você, mesmo que a amizade entre vocês provasse que poderiam ter uma relação harmoniosa, pensava que talvez para um relacionamento, não dariam tão certo. 

 

Além disso, não conseguia imaginar Peter Maximoff em um relacionamento sério com alguém, mesmo que ele fosse um rapaz divertido, amigável, bonito e atraente, nunca havia visto ele com outra garota antes e sequer conseguia imaginar isso, talvez por ciúmes, mas também pela personalidade que ele possuía. Nem sequer sabia dizer se tinha chances com ele, mesmo que o prateado fizesse piadas e brincadeiras que a deixassem sem graça ou que tinham duplo sentido, ele fazia isso com todos os seus amigos, deixando-a cada vez mais confusa. 

 

Não sabia dizer se ele tinha interesse em você e muito menos se tinha alguma chance de conquistar ele, pois o corredor agia daquela maneira com todos, mesmo quando sentia um certo clima entre vocês, nada nunca acontecia. Por conta disso, pensava que talvez, Peter preferisse ter você apenas como melhor amiga dele e temia estragar a bela amizade que haviam construído, gostava de como era a relação de vocês e se declarar significava perder parte disso, preferia sofrer de coração partido. 

 

Soltou um pesado suspiro e ergueu a cabeça em direção a janela que havia aberto a cortina durante a manhã para ter uma noção de que horas eram, lembrando-se de que Peter havia ficado parado logo ao lado durante aquela manhã, apenas assistindo seu desespero e rindo dele. Levantou-se do chão onde estava sentada e caminhou em direção aquela janela, não havia saído da primeira página do livro por conta de seus pensamentos fixos em Peter, fechando o objeto sem dó. 

 

Assim que ficou de frente para a janela, puxou totalmente as cortinas para deixar a luz natural adentrar em seus aposentos, abrindo o vidro para renovar o ar e respirando fundo ao sentir o ar fresco invadir seus pulmões, balançando também seus cabelos. Esboçou um tímido sorriso para si mesma, puxando a cadeira de sua escrivaninha para perto da janela, sentando-se nela e ficando de frente para a janela, admirando a bela paisagem que possuía antes de tentar voltar para sua leitura. 

 

Respirou fundo novamente e apoiou um de seus cotovelos na beirada da janela, utilizando suas mãos para abrir novamente o livro na primeira página, iria ler na janela de seu quarto, uma forma de aproveitar um pouco a luz do dia, respirar um pouco de ar e admirar o belo dia que estava lá fora, e ainda lendo seu livro, era perfeito. Fechou os olhos e respirou fundo, encarando a página do livro logo em seguida e tentando limpar sua mente, sabia que quando focasse na leitura, ficaria tão ocupada com a história que teria seus pensamentos livres de Peter. 

 

Não queria pensar no rapaz, isso só a deixava preocupada e fazia seu coração apertar, queria saber onde ele havia ido sem levar você, pois querendo ou não, havia se acostumado a presença do prateado sempre ao seu lado e não o ter e nem saber onde estava, deixava-a seu interior incomodado e agitado. Porém assim como Jean havia sugerido, deveria aproveitar, desde que se tornaram melhores amigos, raramente havia um tempo de paz e deveria aproveitar. 

 

Lembrou-se também que as coisas não eram bem como Jean imaginava, o velocista sabia que você gostava de ter seu tempo e respeitava isso como podia, deixando-a quieta com seu livro enquanto corria e fazia milhares de coisas ao mesmo tempo. Possuía seus momentos de tranquilidade, porém sabia onde o rapaz estava, mas não dessa vez não, o corredor poderia estar em qualquer lugar e isso a deixava incomodada. 

 

Balançou a cabeça e fechou os olhos, abrindo-os lentamente logo em seguida, levando-os em direção a página cheia de letras, não iria conseguir se concentrar dessa maneira, precisava ao menos tentar. Ignorou ao máximo seus pensamentos e sentimentos, distraindo-se aos poucos com a leitura, imaginando as cenas e se entretendo aos poucos sem notar, como havia elaborado. 

 

Fora da mansão, alguns metros de distância e escondido entre as árvores que circulavam o terreno, estava ninguém menos que a pessoa de seus pensamentos: Peter Maximoff. O rapaz estava escondido entre a vegetação e observava você de longe, admirando seu semblante sério e concentrado ao ler aquele livro, achando impressionante como podia achar alguém tão bonita apenas lendo algumas páginas sem graça. 

 

O prateado era grato por você ter decidido ler na janela, graças a isso não precisava mais encarar uma cortina fechava e agora tinha seu rosto para o entreter. O velocista não tinha muito interesse em livros, porém achava que você ficava linda olhando de forma tão concentrada aquelas folhas de papel, sem contar na sutil brisa que bagunçava seus cabelos. 

 

— Ficar observando de longe é meio estranho. — Uma voz masculina extremamente familiar surgiu ao lado de Peter, chamando a atenção dele que estava completamente distraído e focado para notar a aproximação do outro — Ela vai ficar com medo se souber. 

 

O rapaz de cabelos prateados virou a cabeça para o lado para ver quem era, já imaginando quem seria ao reconhecer a voz. Parado alguns poucos metros de distância de Peter estava Scott Summers, um dos amigos do velocista, um homem de curtos cabelos castanhos que utilizava óculos especiais para controlar sua habilidade, vestindo uma camiseta comum junto de uma jaqueta escura, assim como calças e sapatos combinando. 

 

— Assim como faz com a Jean. — Maximoff retrucou com seu típico tom sarcástico, esboçando seu largo sorriso divertido enquanto olhava diretamente nos olhos do Scott, levando as mãos em direção ao óculo que utilizava no topo de sua cabeça — Aprendi com o melhor. 

 

— Espera. — Summers disse ao notar que Peter estava prestes a partir, colocando os óculos em sua face e sendo impedido pelo amigo, este que segurava o braço do velocista no intuito de o manter para uma conversa, motivo pelo qual estava na busca dele — Eu estava procurando você, vamos conversar. 

 

O velocista não respondeu nada, apenas confirmou com a cabeça e retirou os óculos que havia colocado em sua face, voltando-os para seus cabelos prateados. Scott ao notar que tinha à atenção de Peter, caminhou em direção a árvore mais próxima, escondendo-se atrás de seu tronco temendo que por algum motivo, você os notasse, mesmo que estivessem um pouco longe, se eles conseguiam lhe ver, provavelmente você também poderia. 

 

O prateado não conseguia entender porque o outro estava se escondendo, porém o seguiu, permanecendo ao lado dele, porém com um pedaço de seu corpo fora do tronco, mantendo o olhar em você pelo canto do olho. Enquanto Maximoff esperava seu amigo dizer alguma coisa olhando para você, Scott pensava em como abordaria o tema, todos já haviam notado que vocês se gostavam, fossem de seu grupo de amigos ou de fora, até mesmo os professores haviam notado, menos vocês e Scott queria dar o empurrão que precisavam, pois já estava cansado de ver vocês agindo dessa maneira e não avançando. 

 

— Olha, Peter, todo mundo já notou que tem alguma coisa acontecendo entre vocês. — Summers disse de maneira direta após pensar um pouco, achando que seria melhor ir direto ao ponto em vez de ficar enrolando — Por que não chama ela para sair? 

 

— Do que está falando? — O velocista respondeu com seu típico tom despreocupado, levando um twinkie até os lábios e fazendo Scott se perguntar quando ele havia saído para pegar, provavelmente enquanto o mesmo pensava. 

 

— Todo mundo já percebeu seus sentimentos por ela, está estampado na sua cara, a forma como olha para ela, como sorri, como fala, tudo. — O garoto de óculos escuros respondeu de forma um pouco grossa e direta demais, desde que notou os sentimentos que nutriam um pelo outro e como não tomavam nenhuma atitude que ele quis fazer alguma coisa, não conseguindo se conter ao notar a forma boba e desleixada de Peter que claramente estava tentando disfarçar — Menos ela, mas ela sempre foi meio devagar, então já não esperava que fosse notar mesmo. 

 

Ao ouvir essas palavras, Maximoff deu uma última mordida no twinkie que estava comendo, mastigando lentamente enquanto encarava Summers, olhando diretamente na face dele e o analisando, cruzando os braços logo em seguida. Peter não era o tipo de pessoa que escondia o que sentia ou tentava disfarçar, sempre deixando suas emoções bem evidentes, porém você era especial para ele e temia destruir tudo que conquistou nesses meses de amizade, ignorando o fato de que seus amigos eram mais observadores que você. 

 

— Talvez você esteja certo. — Peter respondeu em um tom de falso de seriedade, mantendo os olhos fixos nos de seu amigo enquanto cruzava os braços, ainda pensando no que dizer e como seguiria está conversa — O que você tem a ver com isso? 

 

Por mais que o velocista estivesse encarando Scott como se estive o analisando, pensando se ele merecia ter essa conversa, Peter sempre soube que essa conversa um dia chegaria a acontecer. O prateado sempre havia sido o tipo de pessoa que não escondia nada, sempre deixando bem evidente como se sentia, porém com você era diferente, tentava manter os sentimentos que sentia o mais sutis possíveis, mas tinha noção que seus demais amigos já haviam notado a forma diferente de agir dele, já imaginando que essa conversa um dia aconteceria. 

 

Fazia alguns meses que Peter havia notado seus sentimentos por você, inicialmente ele queria apenas se aproximar, fazer amizade e a incluir no grupo de mutantes, ele havia notado sua personalidade introvertida e queria ser a ponte para você conseguir novos amigos. Fez questão de falar com você sempre que podia, queria lhe ajudar a se sentir confortável em sua nova casa aos poucos, porém conforme o tempo foi passando, o plano foi se alterando. 

 

O velocista notou que tinham mais em comum do que poderia imaginar, mesmo que tivesse achado um pouco difícil de se aproximar de você no início, já que era tão quieta e retraída, porém foi percebendo que tinham muito em comum e quando começaram a ter assuntos iguais, poderia ser uma pessoa totalmente diferente. Por trás daquela face séria e calada havia uma garota simpática e divertida de conversa, precisava somente se acostumar com o novo cenário e se soltar aos poucos, e Peter havia conseguido isso ao puxar assunto com seus gostos favoritos. 

 

Conforme foram conversando, Maximoff percebeu que ter você por perto era agradável, uma pessoa divertida e que o fazia se sentir tranquilo, uma personalidade que acalmava o ambiente, algo que o velocista não estava acostumado. Foram se tornando cada vez mais próximos com o tempo e quanto mais tempo Peter passava com você mais ele aprendia, tudo na vida do prateado era acelerado, porém depois que lhe conheceu, percebeu que talvez ir devagar pudesse proporcionar novas experiências. 

 

Tudo sempre havia sido rápido e agitado na vida do prateado, mas você era calma e tranquila, era como se uma aura reconfortante e serena vivesse ao seu redor, e o corredor percebeu que gostava disso, a forma como você levava a vida e como aproveitava cada instante. Quanto mais o velocista passava tempo com você, fosse nas tardes como amigos, nos trabalhos em dupla e nos treinos com suas habilidades, mais ele achava aquela atmosfera ao seu redor reconfortante, a única coisa que havia encontrado que pudesse o acalmar. 

 

O rapaz gostava dessa serenidade que você exalava, porém havia notado que sua vida era completamente oposta a dele, era calma e tranquila, e mesmo que soubesse que você gostava e estava bem com esse ritmo, queria trazer um pouco mais de ânimo para ela, apresentar o outra lado que você desconhecia, queria fazer você aproveitar mais a vida, pois ela não era apenas livros, estudos e silêncio. Por mais que não parecesse, Maximoff foi cauteloso ao lhe trazer para suas confusões, queria saber como você reagiria a tanta agitação e para sua surpresa, sua reação foi melhor do que esperava, pois lá no fundo, ansiava por um pouco mais de diversão em sua rotina parada. 

 

Foi nessa época que o velocista notou que estava se apaixonando gradativamente, já tinha certas desconfianças quando percebeu que sua atmosfera calma o deixava relaxado, logo ele que estava sempre em movimento, porém foi apenas após lhe transformar em seu cúmplice que as coisas se tornaram mais sérias. Mesmo com você se tornando parceira nas brincadeiras que ele elaborava, mesmo com a nova rotina, você ainda mantinha aquela aura tranquilo, aquele olhar suave e aquela expressão calma que havia chamado a atenção de Maximoff, você estava mudando e ao mesmo tempo não. 

 

Estava se tornando alguém mais alegre, mais animada e mais sorridente desde que Peter a trouxe para seu mundo de confusões, mesmo que o rapaz achasse que aquela era você de verdade, porém sem as correntes da timidez que um lugar novo coloca nas pessoas, ele apenas pensava que você estava se soltando aos poucos, libertando-se quando na verdade, era ele que havia feito florescer esse seu lado. Mesmo se tornando tão travessa quanto ele e criando confusões quase ao mesmo nível do velocista, ainda matinha aquela aura relaxante e aquela personalidade doce que Peter descobriu gostar, ele não sentia que havia mudado você, apenas trazido algo novo que a completou. 

 

Foi nesse momento que ele notou estar apaixonado, você não era apenas uma garota bonita e atraente que estava sempre ao lado dele, acompanhando-o nessa vida de travessuras em busca de novas diversões e maneira de se ocupar, ao mesmo tempo você era o oposto e a perfeição que ele jamais pensou encontrar. Ele nem mesmo precisar dizer o quanto amava a forma como você exalava tranquilidade junto de um olhar doce e reconfortante, tinha também seu sorriso que Peter não admitia, mas suas pegadinhas passaram a dobrar apenas para ver seu sorriso mais vezes, além da forma como você se sentia viva sempre que faziam algo diferente ou contra as regras da instituição, em outras palavras, Maximoff amava tudo. 

 

Mesmo assim, o velocista estava com problemas em relação a essas emoções. Peter já havia gostado de outras garotas antes e era do tipo que deixava seu interesse bem nítido, fosse com suas piadas ou com cenas de conquistador barato, mas você era diferente de todas essas garotas, pois nenhuma delas havia feito ele se sentir dessa maneira antes, era como se estivesse enfeitiçado, completamente encantando e pela primeira vez, não sabia o que fazer. 

 

O prateado apreciava a amizade que haviam criado com o passar dos meses, Peter teve que literalmente conquistar sua confiança para obter o nível de intimidade que tinham e temia estragar tudo. Vocês eram o completo oposto, você gostava de seguir a vida no seu ritmo e Peter não conseguia se conter com sua velocidade, isso era algo que o rapaz pensava que poderia atrapalhar caso estivessem em um relacionamento, mas havia dois fatores que tiravam toda a coragem dele. 

 

O rapaz acreditava que você merecia algo melhor, ele era apenas Peter Maximoff, um mutante que não conseguia parar quieto com sua habilidade veloz e que estava sempre entediado, vivia causando problemas e com toda certeza, não poderia proporcionar aquelas romances típicos de filmes que todas as mulheres sonhavam, ele era um perdedor que sempre viveu no porão de sua mãe e você era aquela estrela inalcançável. Esses pensamentos destruíam qualquer pingo de coragem que o velocista continha, pois você merecia alguém a altura, alguém que pudesse proteger seu sorriso e acompanhar seu ritmo tranquilo, não um problemático que não conseguiria manter um relacionamento sério com sua personalidade. 

 

Mesmo que uma parte de si desse esperanças para Peter, dizendo para si mesmo que apenas ele poderia proteger aquele sorriso, temia acabar sendo uma decepção no final e não proporcionar aquilo que você merecia. Por conta disso, pela primeira vez Maximoff se conteve, não queria que você notasse os sentimentos que ele tinha com medo de estragar essa bela amizade que haviam conquistado, mas o sorriso bobo o traía, assim como os olhares, ele não conseguia se conter, mesmo que pensasse tudo isso, ainda estava loucamente apaixonado. 

 

— Posso não ter nada a ver com isso. — Scott pronunciou em um tom sutilmente mais áspero que o normal, olhando diretamente nos olhos de Peter e notando o quão hesitante e desconfiado ele estava, sabendo que estava pisando em um território delicado — Só que se você não fizer nada, alguém vai. 

 

O prateado continuou encarando a face de seu amigo de maneira séria e pensativa, Summers havia conseguido a atenção do velocista com suas palavras e por mais que Peter fosse descontraído, sempre levando as coisas na base da brincadeira, estava começando a levar a conversa a sério. Maximoff sempre soube que seus amigos haviam notado seus sorrisos bobos e os olhares apaixonados, e temia o dia que falariam com ele por não fazer nada, pois mesmo que ele quisesse ter a garota que amava para si, achava que não seria o suficiente e temia estragar tudo, não conseguindo pensar em como seus amigos conseguiriam o convencer do contrário. 

 

— Por que não chama ela para sair e se declara para ela? — Scott continuou falando após um período de silêncio do prateado, percebendo que havia conquistado a atenção de Peter, vendo como sua chance de dizer tudo que sempre quis dizer — Ela precisa saber como você se sente, se ela não aceitar você, pelo menos vai ficar mais fácil ao tentar conquistar ela. 

 

— E se isso estragar tudo? — O velocista perguntou em um tom sério, um tom de voz que Scott nunca havia visto o outro utilizar, notando que Peter estava realmente sério sobre essa conversa e o olhar duro era prova disso — Nossa amizade não se formou do dia para a noite, não quero estragar. 

 

— Não deveria se preocupar com isso, você sabe melhor do que todo mundo como ela leva as coisas com tranquilidade, saber que você gosta dela não vai matar a amizade de vocês. — Summers respondeu de forma direta e consistente, além de Peter, todos haviam notado seu olhar apaixonado e como o velocista era a causa de seus sorrisos, por conta disso, Scott tinha certeza de que não havia chances de Peter ser rejeitado ou das coisas ficarem estranhas — Se você ama ela, diga. 

 

A situação era estranha para Scott, pois todos já haviam notado os sentimentos de vocês, estava estampado na cara de vocês, a troca de olhares, os sorrisos bobos e sem graça, todos haviam notado, menos vocês mesmos. Você achava que Maximoff não se interessaria por alguém como você e ele achava que você merecia um homem de verdade, por conta disso, ambos não notavam o que realmente surgia no ar quando se juntavam. 

 

Mesmo que vocês não tenham notado, seus amigos haviam e cada um tinha sua própria opinião sobre o assunto. Alguns se divertiam com a situação, como estava nítido os sentimentos que sentiam um pelo outro e se tratavam como se nada estivesse acontecendo, outros queria ver como tudo acabaria naturalmente e outra parte estava se segurando para não contar o que estava acontecendo, e Scott fazia parte desse grupo. 

 

O rapaz estava cansado de ver a forma como ficavam bobos quando se juntavam, como agiam de forma tão harmoniosa que quem visse de longe juraria serem namorados, ele havia se cansado de apenas assistir, notando que se ninguém fizesse nada, tudo continuaria igual. Por conta disso, Scott decidiu dar o empurrão que vocês estavam precisando e como Peter era mais expressivo e sociável, tinha certeza que seria mais fácil ele dar o primeiro passo do que você. 

 

— Ela pode encontrar alguém melhor. — Peter disse após um período de silêncio, o velocista não estava acostumado a falar de sentimentos ou ser sincero sobre eles com outra pessoa, então estava sendo um pouco complicado realmente se abrir sobre isso, mas estava fazendo seu melhor para expor seus pensamentos sobre o assunto. 

 

— Disso eu tenho certeza. — Summers respondeu de maneira sincera e direta, olhando diretamente nos olhos do prateado e sorrindo em seguida, mesmo que a situação pudesse deixar alguém nos nervos, não conseguia evitar de achar surpreendente como Peter estava sendo tão pessimista — Mesmo assim, você é a única pessoa que pode cuidar dela. 

 

Todos sabiam que você era mais tímida e introvertida, por conta disso tinham certeza de que você não conseguiria dar o primeiro passo, também porque ficava envergonhada com facilidade, fazendo todos apostarem em Peter, mas para a surpresa de todos, ele não havia feito nada. Nenhuma de suas cantadas bobas ou conquistas baratas que utilizava, ele continuou agindo normalmente, expressando de maneira sutil os sentimentos que tinha. 

 

Mesmo assim, foi apenas nessa conversa que Scott notou o quão sério ele estava sobre você. O rapaz de cabelos castanhos já havia notado que para Peter, você era diferente, pois ele não havia usado nenhuma de suas cantadas vergonhosas e nem mesmo estava dando em cima de você, apenas aqueles sorrisos e olhares apaixonados que você não notava. Foi ao ouvir as últimas palavras de Peter que tudo fez sentido, Peter não se achava bom o suficiente e também não queria estragar a amizade que tinham, você era especial demais para ele. 

 

— Mesmo que outro cara apareça, você é o único que vê ela com esses olhos, apenas você nota o melhor dela, como vai saber se outra pessoa vai ser melhor e se vai cuidar dela como você espera? — Summers continuou após notar o silêncio de seu amigo, este que havia abaixado a cabeça para encarar os próprios pés enquanto parecia perdido nos próprios pensamentos — Você pode não ser o cara perfeito ou dos sonhos dela, mas pode se tornar, precisa dar uma chance a si mesmo e mostrar que pode ser o homem que ela pode amar. 

 

Ao ouvir essas palavras, Maximoff ergueu a cabeça e tentou encarar os olhos de Scott que estavam escondidos pelos óculos. O velocista não estava acostumado a ter conversas sérias com seus amigos, ainda mais quando o assunto eram seus sentimentos, porém tinha a sensação que Scott havia notado tudo sem ele precisar dizer uma única palavra, tomando coragem para falar pela primeira vez sobre esse assunto com outra pessoa. 

 

— Ela é especial para mim, gosto de como ela faz eu me sentir e de como ela me aceita como eu sou, e tenho medo de não ser mútuo e as coisas ficarem estranhas. — Peter começou a falar de forma um pouco travada, fazendo sutis pausas para pensar, era estranho ver o velocista falando dessa forma e agindo tão sério, e para ele estava sendo igualmente estranho, mas tudo havia ficado assim desde que notou os próprios sentimentos — Eu sou um perdedor que ama uma garota incrível, não consigo evitar de pensar que ela merece alguém que não precisa estar sempre correndo. 

 

Para Peter isso estava sendo o mais estranho de tudo, já havia gostado de outras garotas e dado em cima delas, mas ele sentia que dessa vez era diferente, sentia que havia encontrado a garota certa e pela primeira vez, estava com medo de ser o Peter de sempre e estragar tudo. Mesmo com esse tipo de pensamento, o prateado ainda a queria para si, mesmo que temesse perder sua amizade e não corresponder às expectativas de uma garota que pela primeira vez fez o fez se sentir relaxado, ainda assim queria poder ter essa garota em seus braços. 

 

— Você está sendo mais idiota e irritante que o normal. — Scott disse em um tom descontraído, tentando amenizar um pouco do clima pesado que havia se alastrado após Maximoff ter criado coragem para falar, sorrindo de maneira boba ao ver Peter apaixonado de verdade pela primeira vez — Se você a ama, diga à ela, mesmo que corra o risco de perder tudo, pelo menos assim ela vai estar ciente de como você se sente e eu tenho certeza que ela vai agir com maturidade mesmo que sua resposta seja negativa, mesmo que tenha medo de não ser o homem que ela sonhou, seja melhor que isso. 

 

O velocista olhou de maneira estranha e desconfiada para Summers, como se alguém tivesse trocado o rapaz por outra pessoa. Tudo que o rapaz havia dito era a mais pura verdade, você era uma pessoa tranquila e mesmo que não sentisse nada pelo prateado, não seria o fim da amizade que tinham e mesmo que Peter não fosse o homem dos sonhos, ninguém nunca foi perfeito e como Scott havia dito, apenas ele saberia como cuidar de seu sorriso, já que era a causa deles. 

 

O rapaz de cabelos prateados passou a mão pelo cabelo e sorriu de forma boba, bem no fundo de seu peito ele já sabia de tudo isso, porém havia se convencido do contrário, tinha tanto medo de perder a única garota que sentiu amar de verdade que criou desculpas para não tentar. Peter não fazia ideia de que tudo que precisava era de alguém para abrir seus olhos e o fazer repensar, e nunca sequer imaginou que viria logo de Scott. 

 

— É estranho receber concelhos amorosos logo de você. — Peter respondeu com seu típico sorriso travesso, levando as mãos até os óculos que estavam em sua cabeça, colocando-os em sua face antes de dar uma última olhada em Scott — Deveria ouvir a si mesmo. 

 

Após dizer isso, o velocista sumiu do campo de visão do outro, correndo a toda velocidade para algum lugar, deixando Summers com um sorriso sem jeito no rosto, era a forma de Maximoff agradecer enquanto o conselheiro olhava os próprios pés pensativo. Estava incomodado com a forma como agiam, como aparentavam se amar e não faziam nada, mas assim como o prateado havia dito, talvez ele também devesse dar ouvidos aos próprios conselhos. 

 

Mesmo que a conversa com Scott tivesse ajudado Peter a notar que não deveria ter tanto medo, não conseguia simplesmente aparecer em seu quarto e confessar tudo, ainda precisava pensar melhor no assunto. Havia repetido aquelas palavras negativas para si mesmo tantas vezes que era difícil se convencer do contrário, porém as novas palavras o faziam pensar mais a respeito e era isso que ele faria, iria pensar a sério sobre o assunto e finalmente tomar uma decisão sobre seus sentimentos. 

 

 

 

Algumas horas haviam se passado desde que começou a ler seu livro, o Sol havia começado a se pôr lentamente, cobrindo as árvores que circulavam a instituição com uma bela camada alaranjada, mostrando que o dia estava acabando e que logo a lua estaria presente. Pegou um pedaço de papel aleatório que estava por perto e marcou a página, fechando seu livro e se espreguiçando na cadeira, já havia lido o suficiente por hoje, coçando seus olhos logo em seguida e se lembrando que se estava anoitecendo, logo o jantar estaria pronto e como havia passado o dia lendo, achava que seria bom dar uma pausa.  

 

Deixou seu livro em cima da escrivaninha e se levantou da cadeira, levando-a novamente para o local de onde havia pego, sentando-se em seguida na beirada de sua cama com um olhar pensativo. Tinha conseguido se distrair lendo seu livro, porém agora que havia parado, seus antigos pensamentos haviam voltado. Horas haviam se passado desde a última vez que viu seu amigo e nada dele aparecer, fazendo suas preocupações voltarem junto daquele aperto no peito. 

 

De repente, ouviu alguém bater em sua porta, chamando sua atenção e a deixando sutilmente intrigada. Levantou-se da cama e caminhou em direção a porta, e assim que girou a maçaneta e a abriu, teve uma grande surpresa ao encontrar Peter Maximoff parado logo a sua frente, permanecendo alguns poucos centímetros de distância. 

 

— Oi! — O rapaz foi em rápido em lhe cumprimentar, pois assim que você abriu a porta, ele ergueu um pouco a mão em um sinal de cumprimentou, pronunciando aquela curta palavra de forma rápida como sua habilidade — Que tal a gente sair um pouco? 

 

Ao ouvir a pergunta de Peter, arregalou por instinto seus olhos, apoiando seu corpo no batente da porta que estava ao seu lado enquanto segurava a porta com uma das mãos, olhando seu amigo de forma chocada. O prateado havia saído durante o dia todo, simplesmente havia sumido sem dizer nada, não passou uma vez sequer para falar com você ou explicar o que estava acontecendo, havia ficado preocupado se alguma coisa estava acontecendo e ignorando o sentimento de falta e saudade que sentiu nesse período para então, ele aparecer normalmente. 

 

— Onde você estava? — Perguntou em um tom de voz sutilmente irritado, uma tentativa de disfarçar a preocupação que havia sentido, olhando diretamente nos olhos dele e mesmo que tentasse não demonstrar, seus olhos aliviados comprometiam seus verdadeiros sentimentos — Você sumiu o dia todo, o que estava fazendo? 

 

— Nada, só correndo por aí. — O velocista respondeu com a maior tranquilidade que conseguia naquele momento, engolindo em seco enquanto levava as mãos até os bolsos da jaqueta prateada, sentindo a preocupação em seus olhos e ficando levemente chateado por contar essa meia mentira — Como não dormiu bem noite passada, pensei que fosse tirar uma soneca e não quis incomodar. 

 

O prateado sentia o coração apertar dentro de seu peito, não estava literalmente mentindo, mas esconder alguns fatos de você que o olhava com tanta preocupação, era demais para seu coração apaixonado. Peter realmente havia passado o dia correndo sem rumo, porém pensando nas palavras de Scott e o que faria em relação a você, apenas não imaginava que estaria preocupada com ele. 

 

Enquanto isso, olhava o rapaz diante de você com um olhar preocupado e decepcionado ao mesmo tempo, tentando mostrar irritação, mas se sentindo emburrada por dentro. Não queria admitir, mas havia se acostumado a ver Peter todos os dias, conversar com ele durante as tardes e sair com ele na maior parte do tempo, e mesmo que estivesse preocupada, a verdade era que estava com saudades e um pouco enciumada de não ter sido levada junto. 

 

— Nem se passou pela minha cabeça dormir. — Respondeu com sinceridade, levando a mão livre até a cabeça na tentativa de disfarçar o quão sem graça começou a se sentir ao ouvir a resposta do garoto, ver Maximoff sendo atencioso era algo que seu coração não estava preparado — Fiquei lendo. 

 

— Deveria dormir na próxima vez. — O velocista respondeu com seu típico tom, uma tentativa de expulsar o clima estranho que estava rondando vocês, pois ambos estavam sem graça um com o outro, haviam ficado a tarde toda sem se verem e agora estavam tentando agir como se nada tivesse acontecido — Eu sei que vai ter próxima vez, você não consegue dormir cedo. 

 

Ao ouvir essas palavras no típico tom brincalhão de Peter, não conseguiu segurar o sorriso bobo e a risada abafada, recebendo a mesma reação do rapaz que havia se contagiado com sua expressão alegre. Para ambos era estranha essa situação, haviam ficado afastados um do outro, porém com suas mentes e corações um no outro. Por conta disso, estava sendo estranho agirem normalmente, estava preocupada com Peter e ele estava tentando manter a coragem que havia criado ao bater na sua porta, não querendo que ela partisse tão cedo e ao mesmo tempo, tentava neutralizar as coisas. 

 

— Onde quer ir? — Perguntou com seu típico tom, retomando a primeira perguntar que o prateado havia feito ao ser recebido por você, havia passado grande parte do dia pensando nele e ao notar a tentativa de Maximoff em deixar o clima mais suave, percebeu que não valia a pena estragar o momento ou começar uma discussão boba, mudando de assunto automaticamente — Está quase na hora do jantar e eu estou com fome, quero bons motivos para ir com você em vez de jantar aqui. 

 

— Quem disse que vou deixar você passando fome? — Maximoff respondeu de forma brincalhona junto de um sorriso travesso, olhando diretamente nos seus olhos e tentando ignorar a forma como seu coração havia aumentado as batidas apenas por ter você tão perto. 

 

— Não vamos voltar para a hora de recolher, vamos? — Perguntou com seu típico tom, porém de forma levemente retórica, pois já imaginava a resposta que receberia, olhando bem séria para o rapaz enquanto continha o sorriso. 

 

— Não. — Peter respondeu de forma travessa, olhando diretamente nos seus olhos e fracassando em tentar esconder o sorriso, entrando na brincadeira que você havia começado, algo que fazia com frequência quando notava que o velocista estava querendo aprontar. 

 

— Vamos ficar encrencados. — Comentou em um tom divertido, não conseguindo mais conter a diversão que sentia no diálogo, sorrindo de forma boba e contendo a risada, ainda mantendo seus olhos nos de Peter enquanto falava. 

 

— Provavelmente. — O outro respondeu com o mesmo sorriso que você tinha esboçado no rosto, soltando uma risada abafada enquanto abaixava o olhar e depois voltava apenas para lhe encarar, corando de forma sutil como o bobo apaixonado que estava sendo — Apenas não precisamos ser pegos. 

 

— Por mim tudo bem. — Respondeu com seu típico tom, sorrindo largamente e não notando o rubor de Peter aumentando, olhando diretamente nos olhos dele de forma confiante, amava esse sentimento que sentia em seu peito sempre que estavam prestes a aprontar — Para onde vamos? 

 

 — Segredo. — Maximoff respondeu de forma animada junto de um sorriso travesso, olhando diretamente nos seus olhos com aquele olhar que você tanto amava, enquanto levava ambas às mãos até o topo da cabeça, retirando os óculos que ali estavam e os colocando na própria face — Confia em mim? 

 

— Eu preciso mesmo responder? — Perguntou de forma retórica e confiante, mantendo o sorriso largo e o tom divertido, sentindo todas aquelas emoções negativas saírem de seu corpo para dar espaço a boas vibrações, essas que apenas Peter conseguia tirar de você — O que estamos esperando? 

 

Após dizer isso, saiu completamente de seu quarto e se virou para fechar a porta, trancando-a logo em seguida. Virou novamente o corpo, ficando de frente para seu amigo de cabelos prateados que levava uma das mãos em direção a sua nuca, como fazia de costume para levar pessoas com sua habilidade, porém antes que ele pudesse tocar sua nuca, jogou seus braços ao redor do pescoço do velocista, colando seu corpo ao dele e ficando a pouco centímetros do mesmo. 

 

Já havia sido levada pela habilidade de Peter tantas vezes que já havia se acostumado, não sentia mais aquela sensação estranha durante o processo e nem mesmo o mal estar quando paravam, e durante todas essas vezes passou pela sua cabeça que talvez, levar pessoas pela nuca não fosse algo muito fácil. Por conta disso, decidiu se apoiar nele, enrolando o pescoço dele com seus braços em um abraço firme, enquanto mantinha seu rosto afastado do dele no intuito de tornar tudo mais fácil para ambos. 

 

Mesmo que tivesse as melhores das intenções, não havia notado o quão constrangedor era essa aproximação, pois Maximoff ficou corado automaticamente quando você avançou nele e o abraçou, atônito com seu ato repentino. Ao notar o rubor do garoto, corou em resposta, porém não podia mais voltar atrás ou tudo ficaria ainda mais constrangedor, engolindo em seco e mantendo a coragem que criou a segundos atrás. 

 

— Pensei que me levar todo momento pela nuca fosse um pouco desconfortável. — Disse assim que notou como a situação ficou constrangedora entre vocês quando se aproximou, evitando contato visual e mantendo seus olhos nos cabelos de Peter no intuito de disfarçar a vergonha que surgiu — Achei que assim seria melhor, mas podemos ir como sempre. 

 

— Assim está ótimo. — Peter respondeu com seu típico tom confiante, retomando sua coragem ao se acostumar com seu calor próximo ao dele e não querendo perder a oportunidade ao mesmo tempo, passando um dos braços ao redor de sua cintura e sorrindo largamente, mantendo a pose no intuito de disfarçar o rubor das bochechas e de como havia ficado sem graça — Segure-se. 

 

Após Peter dizer isso, correu a toda velocidade que sua habilidade permitia, enquanto você se segurava firmemente no rapaz, apertando com força os braços que estavam ao redor do pescoço alheio, escondendo sua face no peitoral do garoto enquanto mantinha os olhos bem fechados. Mesmo que já tivesse passado por isso tantas vezes e já estivesse acostumada, era um impulso fechar os olhos quando notava que a corrida estava se estendendo demais, provavelmente para um lugar longe. 

 

De repente, o braço de Peter que estava ao redor de sua cintura, segurando-a com força e firmeza contra o corpo masculino para não a derrubar, soltou-lhe repentinamente, chamando sua atenção e a fazendo estranhar. Abriu lentamente os olhos e notou que já havia parado, retirando um pouco da força que havia colocado em seus braços ao se apoiar em Peter, porém não os retirando dele, apenas tentando dar uma espiada onde seu amigo havia lhe trazido. 

 

— Chegamos. — Maximoff pronunciou com seu típico tom animado e descontraído, abrindo os braços no intuito de mostrar o lugar onde estavam, virando o rosto em sua direção e olhando diretamente nos seus olhos, mantendo aquele sorriso que derretia seu coração. 

 

Ao notar o entusiasmo do rapaz, retirou lentamente os braços que havia passado ao redor do pescoço dele, afastando-se gradativamente do garoto para olhar o lugar em que ele havia lhe trazido, este que Peter fazia questão de mostrar. Assim que começou a observar o local, notou que estavam em um estacionamento de aparência abandonada, algumas paredes estavam rachadas, as marcas de tinta do chão apagadas, além de um forte aspecto mórbido. 

 

Após observar todo o local, começou a se perguntar porque seu amigo havia feito tanta questão de a trazer até aqui, um local abandonado cujo uma fria brisa passava por ele, arrepiando sua pele e fazendo seus ossos tremerem. Virou o corpo em direção a Peter, encontrando o rapaz sentado no chão com as costas apoiadas em um dos pilares, uma caixa de twinkies se encontrava ao lado dele, enquanto o rapaz comia um dos doces e observava você. 

 

— Um estacionamento abandonado. — Comentou após esse período de silêncio, aproximando-se do rapaz e se sentando ao lado dele, encostando-se no mesmo pilar e pegando um twinkie da caixa, olhando o rapaz pelo canto do olho — Que romântico, Maximoff. 

 

Todos na instituição de mutantes sabiam que twinkies era a guloseima favorita de Peter Maximoff, este que sempre era visto comendo esse doce, mesmo que estivesse conversando tranquilamente, bastava apenas uma fração de segundos para ele retornar com o alimento em mãos. O velocista adorava o doce e não era muito de compartilhar ele, apenas em situações específicas como quando um amigo estava horas sem se alimentar ou quando alguém estava desanimado, mas você era uma exceção, era apenas citar twinkie que o rapaz já aparecia com um para você. 

 

— É tranquilo e um excelente ponto para apenas ficar de bobeira. — O corredor respondeu de maneira descontraída, dobrando uma perna e apoiando um braço no joelho, comendo seu querido twinkie enquanto encarava uma parede rachada de forma pensativa — Achei a sua cara. 

 

— Que bom que um estacionamento abandonado lembra eu. — Retrucou de forma sarcástica, levando na brincadeira e sorrindo boba para o rapaz, encarando a mesma parede enquanto saboreava um twinkie, não era exatamente o que queria comer, mas não chegava a ser algo ruim — Estou emocionada. 

 

Ao ouvir suas palavras, Peter respondeu com um sorriso bobo, divertindo-se com a brincadeira que estavam fazendo, porém se calando logo em seguida. Ambos ficaram em silêncio, enquanto encaravam a parede cheia de rachaduras que ameaçava cair a qualquer momento se não fosse pelo resto da estrutura e comiam twinkies, o walkman de Peter estava ligado no último volume, permitindo que ambos ouvissem a música sem precisarem usar o fone, reconhecendo rapidamente a música da banda preferida de Peter. 

 

O som do walkman que saída dos fones estava um pouco abafado por conta da distância, porém conseguia ouvir graças ao silêncio. Encolheu seu corpo e abraçou as próprias pernas, aproveitando a música, o twinkie e a companhia de Peter. Era isso que gostava no garoto, antes de conhecer o velocista, jamais teria passado pela sua cabeça sair a essas horas para um estacionamento abandonado apenas para relaxar, gostava da forma descontraída que o rapaz levava a vida. 

 

Era desses momentos que mais amava estando na companhia de Maximoff, apenas vocês dois em algum lugar que não sabia onde ficava, comendo twinkies e ouvindo as músicas do rapaz, sem contar nas conversas bobas e nas risadas. Era isso que amava em Peter, os momentos que ele proporcionava a você, o rapaz havia apresentado seu próprio mundo a você, recebendo-a de braços abertos em seu mundo completamente oposto ao seu. 

 

— Desculpa. — Disse de repente, encerrando o silêncio que havia surgido a um certo tempo, mantendo os olhos fixos na parede, porém notando pelo canto dos olhos que o rapaz havia virado o rosto em sua direção. 

 

— Pelo que? — Peter perguntou com seu típico tom, parando de comer seu twinkie para prestar atenção em você, mantendo os olhos fixos nos seus e se perguntando o que se passava em sua mente, aguardando sua resposta e notando seu semblante preocupado. 

 

— Por hoje de manhã e a pouco no corredor. — Respondeu em um tom mais sério e cabisbaixo, abraçando suas próprias pernas e mantendo o olhar vago na grande rachadura da parede, ignorando a presença de Peter para obter mais coragem em suas palavras — Eu fui rude com você. 

 

Quando começou a sentir aquele sentimento aconchegante que aquecia seu coração quando chegaram ao estacionamento, lembrou-se de como havia trato o rapaz no dia, havia falado de maneira rude de manhã e o mesmo a pouco. Havia falado sem pensar muito nas próprias palavras, estava com raiva de Peter brincando com você quando estava atrasada e preocupada com o sumiço dele ao longo do dia, mas agora tudo havia voltado ao normal e isso a fazia se sentir mal. 

 

— Está tudo bem, não esquente com isso. — Maximoff respondeu com seu típico tom descontraído, voltando a comer seu twinkie enquanto sorria para você, tentando aliviar um pouco do clima pesado que havia surgido. 

 

O velocista não era o tipo de pessoa que guardava muito rancor ou que levava tudo para o pessoal, ele havia passado o dia todo correndo e pensando em você, ele simplesmente não conseguia ficar irritado com você pelo que havia acontecido, também pelo fato de ter sido culpa dele próprio. Peter sabia que odiava se atrasar e que quase nunca acordava de bom humor, mesmo assim, fez questão de pegar no seu pé no intuito de lhe irritar, mesmo ciente do perigo. 

 

— Você sempre me acorda quando me atraso, está sempre lá para mim, não é sua responsabilidade e mesmo assim faz isso, eu não tinha o direito de o repreender. — Respondeu em um tom sincero, evitando olhar para o garoto e mantendo os olhos fixos no nada, sentindo suas bochechas queimarem ao falar exatamente o que sentia — Sempre estamos juntos e você passou o dia todo fora, você não me deve satisfações e tem o direito de fazer o que bem entender, mas fiquei preocupada com seu sumiço. 

 

— Você não precisa pedir desculpas, eu que preciso. — O prateado disse logo em seguida, levando uma das mãos até a nuca e encarando o nada de maneira sem graça, Peter queria mesmo era implicar com você ao dizer que estava preocupada com ele, porém pensou que não seria uma boa ideia visto o rumo da conversa, segurando-se para se manter sério, algo que o velocista não era muito bom, ainda mais diante do pedido de desculpas da garota que gostava — Eu não deveria ter implicado com você mesmo estando atrasada, isso foi mancada minha, desculpa. 

 

— Isso eu não posso negar, mas admiro sua coragem. — Respondeu em um tom brincalhão ao notar o desconforto do rapaz, sabia que Peter não era muito bom em manter conversas muito sérias, mesmo que conseguisse, decidindo aliviar um pouco a tensão com uma piada, recebendo um sorriso sutil dele — Eu gosto muito de você, fiquei chateada quando notei que havia sido rude com você. 

 

Havia dito essas palavras sem pensar muito, estava sendo levada pela emoção e seus sentimentos, pronunciando as palavras mais por intuição do que por raciocínio, corando sutilmente ao notar que havia dito quase uma declaração. Enquanto isso, Maximoff tentava conter o rubor nas bochechas, não querendo se iludir com suas palavras, repetindo para si mesmo que você havia dito na amizade, mesmo que no fundo, não fosse bem isso. 

 

— Vamos deixar isso de lado, sei que disse aquelas coisas pela raiva do momento e eu não deveria ter brincado com você. — O prateado respondeu rapidamente, querendo encerrar logo o assunto e disfarçar o rubor que estava sentindo, olhando para seu rosto sério com seu típico semblante descontraído que utilizava grande parte do tempo — Está tudo bem entre nós. 

 

Sabia melhor do que ninguém que Peter não era um dos rapazes mais sérios que existia, mesmo que ele pudesse ser quando queria, ele parecia um pouco nervoso sobre a situação, como se não soubesse o que dizer ou temesse dizer algo errado, mesmo assim, estava aliviada que Maximoff não havia levado para o pessoal e que tudo parecia verdadeiramente bem. Esboçou um sorriso de canto para si mesma, sentia-se aliviada por ter tido essa conversa, mesmo que não tivesse dito tudo que queria e ele não parecia estar levando do mesmo modo que você, mas conseguia sentir de certa forma como o velocista se sentia e respeitava isso, já que tudo parecia bem. 

 

— Fico aliviada, nossa amizade é muito importante para mim e odiaria que ela ficasse estranha por causa disso. — Disse após alguns segundo de silêncio, mantendo os olhos tão fixos na parede que parecia estranho, porém temia perder a coragem se olhasse nos olhos dele, comendo seu twinkie e focando na música que tocava no fundo — Eu não sei explicar, mas adoro esses momento, sabe? Quando saímos de forma aleatória apenas para nos divertir, eu não sei explicar. 

 

Estava sendo levada pelo momento, seu objetivo era se desculpar para o garoto e havia o feito, mesmo que a conversa não tivesse ido muito longe ou se desenrolado como queria, mas havia feito o que queria e recebido um pedido de desculpas também. Porém, estava se sentindo um pouco sentimental com o cenário e as desculpas, não sabia explicar muito bem, mas era grata por ter Peter em sua vida e como ele havia trazido diversão a ela, e queria deixar ele ciente disso, mesmo que tivesse de o aturar de achando depois. 

 

— Digo, eu sempre apreciei a forma como eu levo minha vida e como ela é. — Continuou falando ao notar que Maximoff estava prestando atenção em você, não dizendo nada, apenas mantendo os olhos fixos em você, sentindo suas bochechas corarem ao ter o olhar dele tão focado em ti e pelas palavras sinceras que pronunciava — Mas você me apresentou seu mundo, sua forma de levar a vida e eu gostei muito, eu gosto da forma como você deixou tudo mais divertido, então ficaria muito mal se tudo acabasse por eu ter sido rude por algo bobo. 

 

Após dizer essas coisas, abraçou com ainda mais força suas pernas, apertando-as contra seu corpo e mantendo o olhar fixo na parede, controlando-se para não olhar para o lado e sentindo suas bochechas queimarem. Sentia-se na obrigação de pedir desculpas pela forma como agiu de manhã, porém foi se sentindo cada vez mais sentimental conforme pensava em Peter e observava o ambiente, resolvendo dizer como se sentia. 

 

Por mais que amasse o velocista, não tinha coragem suficiente para se declarar para ele, achava que Peter nunca se interessaria por uma garota simples, mas queria que ao menos, ele soubesse o que você achava de verdade sobre ele e como gostava da amizade que tinham. Havia passado um certo tempo durante a tarde se culpando por ter sido rude, mesmo que no fundo soubesse que o rapaz não levaria isso adiante como uma discussão, mas queria ter certeza que as coisas estavam bem entre vocês, deixando-se levar pelo momento, os twinkies e a música. 

 

Enquanto isso, Maximoff mantinha os olhos fixos em seu rosto, pensativo e hipnotizado ao mesmo tempo, seu olhar perdido em um ponto qualquer, suas bochechas coradas e seus lábios cobertos de twinkies, sem contar sua música favorita ao fundo, era como se o mundo tivesse congelado apenas para ele admirar mais ainda sua garota. Essa imagem sua combinados com suas palavras, faziam o coração do velocista e sua mente dar voltar sobre o que fazer ou falar em seguida, mantendo-se em silêncio para aproveitar o quanto pudesse o momento. 

 

O prateado jamais imaginaria que um dia, apreciaria um momento tranquilo, o velocista havia aprendido com você que a vida não precisava ser apressada a todo instante, valia a pena parar para apreciar um belo momento, como agora. Peter não sabia o que responder diante de sua declaração, a imagem que tinha de você apenas fazia o corredor se segurar para não selar seus lábios, era o momento perfeito, a música, o aroma de twinkies e sua face corada por ele, era maravilhoso demais para o coração apaixonado do rapaz. 

 

Mesmo com o silêncio, a mente de Maximoff estava funcionando a todo vapor, havia passado o dia pensando se deveria ou não se confessar para você, se deveria dar um passo adiante e deixar você ciente de seus sentimentos ou até mesmo, serem mais do que melhores amigos. Porém, após ouvir sua declaração, sentiu-se apreensivo, sentia como se você o visse apenas como um bom amigo, alguém que havia trazido mais luz ao seu mundo e por uma fração de segundos, quase desistiu. 

 

O velocista não havia lhe trazido para este lugar por coincidência, após pensar muito nas palavras de Scott, havia decidido de que iria se declarar, mesmo que não se achasse o suficiente, apenas o idiota e perdedor Peter Maximoff, gostava de você e a queria como sua garota. Temia lhe perder para outra pessoa caso não se declarasse, mesmo que outra pessoa pudesse ser melhor ele, Peter amava seu sorriso e o queria proteger, temendo que outro homem não fosse tão bom assim, ele poderia não ser um homem perfeito, mas estava dispostos a ser o seu homem. 

 

Estava sendo difícil para o prateado criar coragem para dizer as palavras, ainda mais após seu discurso de como apreciava a amizade que tinha, começou a temer que você o visse apenas como um amigo, mas havia chegado longe demais para voltar atrás e estava disposto a arriscar. Queria deixar claro como se sentia, pessoas se comunicam por palavras e ele precisava dizer o que sentia antes que fosse tarde demais, não queria lhe perder para qualquer homem e acima de tudo, queria ser a pessoa a proteger seu sorriso e iria arriscar essa amizade pelo que sentia. 

 

O velocista agora sabia que você apreciava essa amizade e começou a se sentir um pouco mais confiante, se você prezava tanto por ela, mesmo que fosse rejeitado, sentia que não a perderia completamente, iria correr o risco na esperança de a deixar ciente de seus sentimentos e caso não fosse recíproco, Peter estava disposto a lhe conquistar como desejava a muito tempo. Uma onda de coragem passou por Maximoff, sentiu que esse era o momento ideal para se declarar, você parecia emotiva e o assunto era vocês, o prateado não podia esperar momento mais perfeito. 

 

— Vamos para outro lugar? — O corredor pronunciou após algum tempo em silêncio, mordendo o último pedaço do twinkie que comia, levantando-se do chão e caminhando em sua direção, posicionando-se logo a sua frente — Tenho algo em mente. 

 

— Agora? — Respondeu de forma atônita, sendo retirada de seus pensamentos com a imagem de Peter a sua frente, erguendo a cabeça e dando de cara com a mão estendida do rapaz, olhando para ele com certa hesitação, já que ele parecia ter ignorado sua declaração feita a pouco — Gostei daqui. 

 

— Você vai gostar do novo lugar. — Maximoff respondeu com seu típico tom descontraído, esboçando aquele sorriso travesso que você tanto amava, mantendo os olhos fixos em sua face rubra. 

 

— É longe? — Perguntou por impulso, segurando na mão de Peter e sendo ajudada por ele a se levantar do chão frio, batendo em seu corpo para retirar a poeira do solo, ignorando o pensamento de que o rapaz havia mudado de assunto. 

 

— Para nós? — O velocista perguntou em um tom sarcástico, olhando de forma diabólica para você, mantendo aquele sorriso que a deixava louca enquanto se negava a soltar sua mão, mesmo com você em pé — Apenas dois minutos. 

 

— Então vamos. — Respondeu em um tom divertido, sorrindo de forma boba e sendo contagiada pelo bom humor de Peter, como de costume, olhando de forma apaixonada para o rapaz, mas tentando disfarçar — O que estamos esperando? 

 

O prateado sorriu de forma divertida para sua resposta, pensando no quanto amava isso em você antes de pegar a caixa de twinkies que estava no chão e utilizar o braço livre para envolver sua cintura, segurando-a com força e mantendo seu corpo grudado no dele, não admitindo que havia adorado fazer isso. Em poucos segundos, Maximoff havia começado a correr a toda velocidade com sua habilidade, fazendo-a envolver o corpo do rapaz em um abraço forte, usando como apoio na velocidade que Peter usava, mantendo os olhos fechados enquanto escondia seu rosto no peitoral dele. 

 

Demoraram mais que o normal para parar e como manteve seus olhos fechados, sabia que havia parado quando tudo ficou mais calmo ao seu redor, assim como o braço de Peter soltando lentamente sua cintura. Abriu os olhos cautelosamente, retirando os braços que estavam ao redor do corpo do prateado e se afastando gradativamente dele, notando um largo sorriso no rosto do garoto que comia outro twinkie assim que você deixou os braços dele livres. 

 

De repente, ouviu o familiar som do mar, chamando sua atenção e a fazendo virar o corpo bruscamente em direção ao som. Assim que virou o corpo, deparou-se com uma praia vazia, a areia estava coberta por conchas pequenas, as ondas do mar balançavam tranquilamente e produziam esse som calmante, a lua brilhava no céu junto das cintilantes estrelas, além do cheiro salgado que invadia e ardia suas narinas. 

 

Por mais que estivesse gostando de ficar no estacionamento abandonado na companhia de Peter, comendo twinkie e ouvindo rock, não conseguia negar que o novo cenário era lindo. Uma brisa fria passou por você e arrepiou sua pele, fazendo-a se encolher imediatamente e para sua surpresa, sentiu algo quente envolver seus ombros, notando que era Peter colocando sua jaqueta de prata em você. 

 

— Fica bom em você. — Maximoff comentou após arrumar sua adorada jaqueta de prata em seu corpo, corando sutilmente com sua visão vestindo as roupas dele, algo que você não notou, pois seus olhos estavam procurando a caixa de twinkies que não estava mais nas mãos de Peter, mostrando que ele havia comido tudo sozinho e se livrado da caixa sem você notar. 

 

— O que estamos fazendo aqui? — Perguntou o que estava lhe incomodando desde que notou onde estavam, utilizando um tom curioso enquanto olhava perdida diretamente nos olhos castanhos de seu amigo — Onde você me trouxe? 

 

— É uma praia. — Peter respondeu com seu típico tom, afastando-se de você e começando a caminhar pela areia da praia, chutando alguns montes de areia e olhando os próprios tênis cobertos pela areia gelada — É mais agradável a noite, sem multidões e sem um Sol escaldante. 

 

— Preciso concordar com você, a praia durante à noite é muito bonita, eu gostei. — Comentou em seguida, seguindo o raciocínio do rapaz enquanto caminhava em direção a ele, andando ao lado dele enquanto seus olhos estavam fixos nas ondas calmas do mar — É um lugar tranquilo. 

 

— Imaginei que fosse gostar. — Maximoff respondeu em um tom tímido, virando o rosto em direção a lua na tentativa de disfarçar o rubor do rosto, segurando-se para não dizer que havia lhe trazido para uma praia calma porque lembrava você. 

 

— É lindo, mas estou admirada com você. — Disse com seu típico tom enquanto se mantinha atenta as ondas, não prestando muita atenção no que estava falando, sendo levada pelo ar sentimental que havia envolvido os dois a algum tempo — Pensei que me levar a lugares abandonados e divertidos fosse mais a sua cara, Maximoff. 

 

— Eu sei. — O velocista respondeu com um sorriso torto, sorrindo mais para si mesmo do que para você, não acreditando que estava mesmo fazendo isso, hesitante em continuar, mas ao mesmo tempo, não querendo voltar atrás — Tem um motivo para isso. 

 

Após o prateado lhe dizer isso, segurou a sua mão e parou de andar, abaixando a cabeça para encarar os próprios tênis cobertos de areia, engolindo em seco e sentindo o nervosismo o consumir. Peter podia notar pelo canto do olho que você o encarava pacientemente, esperando ele dizer alguma coisa, porém o medo havia chegado. 

 

Fazia meses que Peter havia notado que estava apaixonado e se auto sabotando, dizendo repetidamente que ele não valia a pena, apenas um garoto sem salvação que não valia nada. Por mais incrível que parecesse, Scott havia feito Peter notar que estava inventando desculpas para não dar um passo, ele poderia ser muitas coisas, mas queria ser o homem que a faria feliz, mesmo que não fosse isso atualmente. 

 

Havia lhe trazido até aqui no intuito de ser um pouco romântico, não fazia o estilo dele, mas queria que a declaração fosse perfeita, digna dos filmes de romances que as mulheres tanto admiravam, porém o medo havia surgido. O momento havia chegado, era agora ou nunca, estavam no local e você estava ao lado dele, segurando sua mão e vestindo a jaqueta prateada, Peter não poderia pedir por momento melhor, precisava apenas de um pouco de coragem que mesmo para alguém que já havia cometido alguns crimes, estava sendo difícil. 

 

— Eu sei que não tenho valor algum, sei que sou apenas um adolescente que não consegue crescer, um inútil que morava no porão da própria mãe até pouco tempo e saí de lá para estudar pela primeira vez, um grande perdedor que só sabe correr e jogar vídeo game... — O prateado começou a falar após um tempo em silêncio refletindo ao encarar o nada, mas assim que começou a falar, fez uso de um tom tão acelerado que mal conseguia entender o que dizia, apenas algumas palavras se auto depreciando — ...eu sei de tudo isso, sei também que você é uma pessoa incrível que provavelmente merece alguém que não causa problemas e foge para a casa da mãe... 

 

— Peter! — Bradou em um tom mais alto que o usual, apertando com força a mão que Peter utilizava para segurar a sua, olhando diretamente nos olhos do rapaz para chamar a atenção, aproximando-se dele assim que ele parou de falar e a encarou assustado com o grito repentino — Você está falando muito rápido, não consigo entender o que está querendo dizer. 

 

— Eu te amo. — Maximoff  respondeu de forma curta e direta, olhando diretamente nos seus olhos e se segurando o máximo que podia para não corar pelo rosto inteiro, perguntando a si mesmo onde havia encontrado coragem para ser tão franco, talvez fosse seu grito que o despertou ou talvez fosse a forma mais prática de se declarar sem se enrolar muito — A um bom tempo. 

 

Nesse momento, foi como se o tempo tivesse parado, ambos trocavam olhares surpresos, o prateado olhava nos seus olhos com hesitação e medo da sua resposta, enquanto você abria a boca incrédula no que havia ouvido, não conseguindo acreditar. Tinha sentimentos pelo velocista a certo tempo, mas havia acredito que ele nunca se interessaria por alguém tão simples como você, não notando os sinais que ele deixava transparecer. 

 

— Maximoff, se isso for uma piada, não tem graça. — Respondeu após um tempo em silêncio, lançou um olhar firme ao rapaz e se segurando para não chorar, sabia que Peter gostava de fazer piadas e se essa fosse uma, não iria perdoar o garoto por um bom tempo. 

 

— Não estou brincando, eu estou sendo sério, está sendo estranho até para mim. —O corredor respondeu com seu típico tom, aliviando um pouco o clima pesado sem notar, estava sendo realmente sincero como sempre fora, porém essa era uma situação diferente — É a primeira vez que sinto algo assim, eu não sei direito como agir, mas estou sendo sincero. 

 

O prateado sempre havia sido o tipo de rapaz que não tinha problemas em flertar, mesmo que fosse ignorado e havia até mesmo pensando em algumas coisas para lhe conquistar, mas ele havia notado que você era diferente, era a pessoa especial que todos encontram algum dia, não podia lhe tratar como todas as outras. Ao mesmo tempo, temia que não fosse recíproco, afinal você era boa demais, poderia ter qualquer um na concepção de Peter, o perdedor da escola que apenas causa problemas a sua família, você merecia algo melhor do que isso. 

 

Tudo estava acontecendo rápido demais, não sabia o que pensar e nem era hora disso, era o momento de tomar alguma atitude, porém não sabia qual. Aproximou-se do rapaz e encostou a testa no ombro dele, fechando os olhos e escondendo sua face dele, precisava pensar por um momento, um único minuto para refletir, estava sendo rápido demais para você, típico de Maximoff. 

 

Por mais que Peter achasse que uma garota tranquila e perfeita merecesse alguém sem os defeitos dele, eram exatamente esses defeitos que haviam lhe conquistado, a forma imprudente de viver e aproveitar cada minuto como se fosse o último, era isso que você mais amava no velocista. Assim como Peter, havia passado tanto tempo se achando uma garota sem graça para alguém como ele, que sequer notou os olhares, os sorrisos e as atitudes do prateado, mesmo que ele tentasse esconder, o sentimento era mais forte e alguns sinais o entregavam, ao menos para os demais. 

 

Vocês se amavam profundamente, conseguiam sentir os corações de vocês batendo ao mesmo tempo, assim como o aperto que sentiam no peito quando pensavam um no outro, uma perfeita sincronia. Estavam tão ocupados pensando no que consideravam defeitos e no que o outro provavelmente nunca gostaria em si, que nunca repararam que era exatamente isso que atraía um ao outro, Peter se achava imprudente demais para você, enquanto você se achava tranquila demais para o velocista, mas era isso que um amava no outro, e era isso que mostrava que o amor de vocês era verdadeiro, amar o outro exatamente como era, com cada diferença e defeito. 

 

— Peter... — Começou a falar depois de um certo tempo em silêncio, notando a apreensão do rapaz pela forma como as mãos dele haviam começado a suar, engolindo em seco e criando a mesma coragem que ele — Eu também, também gosto de você. 

 

Estava achando que tudo estava se desenrolando rápido demais, não estava acostumada com esse tipo de situação, ainda mais em relação ao prateado, esse que fazia você suspirar e seu coração apertar sempre que pensava nele. Queria parar de pensar que não era a pessoa certa, que Peter provavelmente poderia encontrar uma garota mais interesse e divertida como ele, alguém que conseguisse acompanhar o ritmo, mesmo recebendo uma declaração, estava sendo difícil convencer a si mesma. 

 

— Mas você tem certeza? — Pronunciou em seguida, mantendo a cabeça escondida no ombro de Peter enquanto apertava a mão dele, engolindo em seco e ignorando o nervosismo que descia pela sua garganta, fechando os olhos enquanto falava — Acho que alguém mais divertida combinaria melhor com você. 

 

— Não, eu gosto de você como você é, não quero outra pessoa. — Maximoff falou com dificuldade, engolindo a vergonha com toda coragem que tinha, era embaraçoso para ele dizer tais coisas já que era a primeira vez que fazia algo do tipo, mas se fosse necessário para tirar sua dúvida, usaria toda coragem que tinha — Você me mostrou que tem coisas que precisam ser apreciadas aos poucos, devagar também é bom e apenas você faz eu me sentir dessa maneira. 

 

O rosto de Peter estava completamente vermelho, por mais que fosse uma pessoa sincera, essa situação era diferente de todas as outras, havia descoberto que falar seus próprios sentimentos, os mais sinceros diante da pessoa que amava era mais difícil que do que imaginava. Peter queria dizer muitas coisas, como amava seu sorriso quando estavam juntos, como adorava olhar para você lendo ou apenas conversando, como estava viciado na maneira sutil de viver a vida, tudo isso deixava seu coração louco, mas ainda não tinha coragem, ainda não era o momento de dizer tudo isso. 

 

— Peter... — Pronunciou de forma manhosa e sutilmente emocionada, podia não ser do tipo sentimental, mas havia dito tantas vezes para si mesma que Maximoff não se interessaria por você que não conseguia evitar de sentir seu coração inchar, sorrindo de forma boba para si mesma e criando força para fazer o mesmo, era sua vez de ser corajosa — Eu já disse no estacionamento, mas eu amo a forma como você tornou minha vida mais divertida. 

 

Após dizer isso, afastou seu rosto do ombro de Peter e o ergueu para olhar diretamente nos olhos dele, contendo o nervosismo e usando toda coragem que tinha, olhando vacilante nos olhos brilhantes do rapaz, notando as bochechas coradas dele e nem notando que estava igual. De repente, seus olhos desceram em direção a boca do velocista, essa que estava com um sorriso sem jeito estampado que sumiu assim que ele notou seu olhar. 

 

Os olhos de Maximoff também desceram até seus lábios, ninguém dizia nada, apenas olhavam a boca um do outro como se esperassem por algo, alguma permissão ou algum sinal. De repente, Peter se inclinou um pouco para frente, queria lhe beijar a tanto tempo que ao notar o que estava acontecendo, havia sido automático, não precisava se conter ou temer uma rejeição ou um clima estranho, ambos haviam se declarado, por mais que não tivessem dito tudo que queriam, estava estampado nos olhos um do outro o que sentiam e pela primeira vez, estavam prestando atenção um no outro em vez de em si mesmos. 

 

Com a inclinação do prateado, você fez o mesmo por impulso, os lábios de vocês a poucos centímetros, conseguiam sentir o hálito quente um do outro e antes que pudesse notar, Peter selou seus lábios como sonhava em fazer a meses. Havia sido pega um pouco desprevenida em um beijo intenso, necessitado e apaixonado, demorando um pouco para retribuir, porém passando soltando as mãos de Peter para envolver o pescoço dele, enquanto sentia as mãos dele segurarem sua cintura para mais perto. 

 

Ficaram assim o maior tempo que conseguiram, até que a falta de ar foi tão extrema que precisaram se soltar, ambos arfando lentamente enquanto tentavam respirar normalmente, estampando sorrisos bobos enquanto riam sutilmente de si mesmos. Mantinha as mãos no pescoço de Peter, negando-se a soltar, porém com a cabeça abaixada e encarando seus pés próximos ao dele, enquanto o rapaz se negava a soltar sua cintura, encostando a cabeça em sua testa. 

 

Queriam isso a muito tempo, haviam sonhado e imaginado essa cena, e havia sido melhor do que esperavam. Tinham muita coisa a dizer e teriam muito pelo que passar nessa relação, começando por vocês mesmo, mesmo que as palavras de Peter tivessem lhe acalmado, ainda era difícil acreditar totalmente que conseguiria acompanhar o ritmo acelerado dele e que você o amava, mesmo sendo um completo perdedor. 

 

Seria exatamente isso que iria unir vocês cada vez mais, iriam aprender que era exatamente essas coisas que amavam um no outro, Maximoff estava disposto a tentar ser mais tranquilo e ver a vida como você, enquanto você pensava o mesmo, estava ansiosa pelos momentos que estariam por vir. Agora que estavam menos incomodados com si mesmos, estavam reparando mais um no outro, os olhares e os sorrisos já diziam tudo, essas emoções guardadas e as palavras presas na garganta, estavam sendo compartilhadas mesmo sem pronunciarem nenhuma. 

 

— Que tal irmos comemorar em algum lugar? — O prateado perguntou de repente, quebrando o silêncio e utilizando seu usual tom, sentindo o rubor deixar seu rosto e sua típica personalidade voltando aos poucos, porém com um largo e bobo sorriso apaixonado — Podemos ir para onde quiser. 

 

— Vamos passar a noite fora? — Perguntou com seu típico tom, erguendo a cabeça e olhando diretamente nos olhos dele, finalmente notando o olhar de Peter, este que estava transmitindo todos os sentimentos que precisava. 

 

— Com toda certeza. — O velocista respondeu com o mesmo sorriso estampado, alargando mais seus lábios ao notar como essa conversa terminaria, abaixando a cabeça por um tempo e voltando a olhar para seu rosto, hipnotizado pela luz do luar que o banhava — Até o Sol nascer. 

 

— Vamos ter problemas na instituição. — Pronunciou em um tom divertido, adorava quando falavam dessa maneira e já imaginando a bronca que receberiam no dia seguinte, quando notassem que vocês haviam saído depois do horário de recolher. 

 

— Qual seria a graça se não tivéssemos? — Mercúrio perguntou em um tom travesso e bobo, olhando de forma diabólica para você enquanto se perdia em seu olhar, ambos parecendo como bobos apaixonados que realmente eram. 

 

Não respondeu nada, apenas manteve o sorriso bobo e passou os braços ao redor do pescoço de Peter firmemente, encostando a testa próximo a mandíbula do rapaz, fechando os olhos e depositando um selinho na bochecha dele. Eram como adolescente vivendo seu primeiro amor e realmente eram, pois nunca haviam se sentido dessa forma com outra pessoa e estava agindo como verdadeiros adolescentes, focados em seus próprios defeitos e se esquecendo do mais importante. 

 

Ainda iriam aprender que eram seus defeitos que tinha unido seus sentimentos, amavam um ao outro exatamente como eram e que amar era isso. Por enquanto, esse não era o momento, estavam bobos e embriagados pelos sentimentos que haviam compartilhado, sentindo os braços de Peter apertarem seu corpo com força contra o dele, correndo logo em seguida para onde você quisesse, iriam aproveitar o agora como se fosse o último e ainda teriam muitos momentos similares, pois mesmo que tivessem se apaixonado pelo mundo que um mostrou ao outro, era apenas agora que iriam o compartilhar verdadeiramente. 


Notas Finais


Eu tive a impressão que a narração foi tomando um ar mais maduro conforme foi chegando ao final, não sei dizer se isso estragou a história, mas espero que tenham apreciado de qualquer forma >.<
O final foi meio complicado para mim, pois Peter para mim tem cara de ser aquele conquistador barato kkk mas ao mesmo tempo, sinto que ele seria mais tímido com alguém que gostasse de verdade, não apenas uma atração, mas sim alguém que gostaria de levar a sério, mas como ele é todo do tipo brincalhão, foi meio complicado fazer ele sério sem perder a essência do personagem, espero não ter fugido muito, de verdade, estou um tanto apreensiva em relação a isso

Por fim, volto a agradecer a @hyuuzumah, @Ursinha_UwU e a @_Heisenberg pelo apoio, eu estava com muito medo de ninguém se interessar pela história, mas o apoio de vocês foi muito gratificante para continuar, obrigada mesmo! <3

Obrigada a quem leu e espero que tenha gostado, e esteja alerta, pois tenho muitos planos para esse bebê :3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...