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História Slytherin Love - Imagine Draco Malfoy - Capítulo 30


Escrita por: Imaginedetudooo1972

Notas do Autor


E AI GALERAAAAAAAAAAAAA

Atenção para os cardíacos e fracos de coração:

Esse capítulo contém INÚMEROS gatilhos, e vocês sabem quais são hihihih.

Não me responsabilizarei pelo desmaio temporário de ninguém KKKKKKKKKKKK
Nem se alguém morrer de chorar ( eu falo como se vocês realmente fossem chorar KKKKKK)

E BORA PRA HISTÓRIA!
Capítulo em grande, que é pra vocês ficarem bem alimentados ai com a história POR QUE AMANHÃ MEUS CAROS,
AMANHÃ TEM!

Capítulo 30 - A Torre.


- É claro que podemos, Severo. – respondeu Dumbledore.

                Snape estava inquieto. Mais inquieto que geralmente conseguia ficar.

- Tem alguma coisa acontecendo? – perguntou S/N

- Qual a sua visão sobre a informação que acabou de receber, Srta. S/N? – indagou Dumbledore.

- Olhando bem para os fatos, tenho quase certeza que ele dividiu a alma. – disse S/N.

- E o que te faz pensar isso? – disse Snape.

- Bom, ele retornou quando deveria estar morto. Isso já explica bastante coisa... – respondeu S/N.

                Dumbledore olhou para Snape e sorriu.

- A senhorita é uma bruxa muito inteligente para a sua idade. – respondeu Dumbledore.

- E as Horcruxes? O senhor conseguiu encontrar alguma? – perguntou S/N.

- Ah sim. – disse ele. – Nós encontramos Horcruxes, quando nem sabíamos que Tom poderia estar envolvido com este tipo de magia.

- E quando isso aconteceu? – perguntou S/N.

- Segundo ano, Srta. – disse Dumbledore. – O Diário que a menina Weasley estava usando, ele era uma Horcrux. Harry o destruiu na Câmara Secreta.

- E teve mais alguma? – perguntou S/N novamente.

                Dumbledore tornou a sorrir para Snape. Nem mesmo ele fizera tantas perguntas a respeito do assunto quando Dumbledore o contou. Não poderia chamar S/N de criança, por que ela obviamente crescera e amadurecera bastante.

- Sim, existem mai... – começou Dumbledore.

- Então ele realmente dividiu a alma em sete? – indagou S/N.

- Deixe Dumbledore falar! – retrucou Snape.

- Ela já deduziu muitas coisas, Snape. – disse Dumbledore. – Mas o que você acha que poderiam ser as Horcruxes de Voldemort, Srta?

- Ele furtava os amigos, certo? – disse S/N. – Naturalmente deve ter furtado coisas que ele julgava como prêmio.

- E o que poderia ser esse prêmio? – disse Snape.

- Ah, está na cara que não seria qualquer coisa. Ele é descendente de Salazar, com certeza procurou pelo medalhão... – respondeu S/N.

- Viu só? – disse Dumbledore para Snape. – É exatamente o que vamos tratar esta... – Dumbledore olhou pela janela do escritório. – noite.

                O sol havia se posto há muito tempo, já estava escuro.

- Como assim? – disse S/N. – O que tem o medalhão? Você o encontrou?

- Não pode levá-la, Dumbledore. – disse Snape. – Não é seguro..

- Eu acho que localizei o medalhão. – disse Dumbledore. – E gostaria de saber se a senhorita quer me acompanhar.

                S/N não respondeu.

- Por que não o Harry? – disse S/N.

- Não sabemos o que vamos encontrar lá, Srta. Mas preciso de alguém que faça o que eu disser, sem contestar, independente da ocorrência. Temo que Harry...

- Ah sim, ele é impulsivo demais e o senhor tem medo que ele faça alguma coisa fora do eixo. Sim eu entendo, eu vou. – falou S/N prontamente.

- E você obedeceria às ordens, S/N? – perguntou Dumbledore.

- Obedecerei. – disse S/N.

- Se eu disser “corra”, corra. Se eu disser “se esconda”, se esconda. E se eu pedir que volte, mesmo que sem mim, você voltará. Está de acordo? – perguntou Dumbledore.

                S/N pareceu pensar no que iria dizer. Depois de um longo tempo, concluiu:

- Estou. – respondeu S/N.

- Ótimo. – disse Dumbledore. – Minerva está lá fora com a capa de Harry. Pegue-a e me espere no saguão de entrada. Agora, preciso que me deixe a sós com o professor Snape.

- Tome cuidado, S/N. – disse Snape.

                S/N deixou o aposento e desceu as escadas espiraladas. Ao passar pela passagem de pedra, encontrou Minerva com a capa lhe esperando. A mulher lhe entregou a capa.

- Tenha cuidado querida. – disse Minerva se afastando.

***

                S/N estava aguardando ansiosa no saguão de entrada. Era a primeira vez que sairia para uma missão tão importante como aquela, e com o maior bruxo do mundo moderno. E pela primeira vez, aquilo não envolvia o Harry, por mais que a capa que ela estivesse usando naquele momento pertencesse a Harry.

                Dumbledore surgiu no topo da escada. S/N colocou a mão fora da capa e sinalizou para Dumbledore.

- Como vamos sair? – perguntou S/N.

                Com o ministério (mesmo que com um novo Ministro) na cola de Dumbledore, era difícil enganar as pessoas quando se estava fazendo algo que o Ministério com certeza desaprovaria.

- Vamos fingir que vou a Hogsmeade beber alguma coisa. Você já aprendeu a aparatar, suponho? – perguntou o diretor enquanto caminhavam.

- Sei, mas não tenho licença ainda. – disse S/N.

- Tudo bem. Podemos fazer a aparatação acompanhada. - disse Dumbledore.

                Minutos mais tarde eles estavam indo na direção do Cabeça de Javali.

- Não precisaremos entrar, desde que não nos vejam desaparecendo. – disse ele. – Agora apoie a mão no meu braço, S/N. Quando eu contar três. Um... dois... três...

                A estranha sensação de estar sendo sugado e comprimido envolveu S/N. Diante da falta de ar, a menina achou que fosse sufocar. Entretanto se viu parada em um lugar escuro, respirando ar fresco e salgado. Aquele lugar lhe era familiar.

- Lembranças, senhorita? – perguntou Dumbledore.

- É aqui que a Horcrux está? – disse S/N. – Estive perto dela a minha vida inteira...

- Naturalmente, as mulheres do orfanato ainda trazem as crianças para esta praia. – disse Dumbledore. – Não se admire, Srta. Voldemort cresceu no mesmo lugar que você, é natural tê-la escondido aqui: essa caverna foi palco para o show de horrores dele. Já veio aqui?

- Não. – disse S/N. – Mas dá para ver a pedreira da aldeia.

- De qualquer forma, nosso destino está um pouco mais a frente. – disse Dumbledore. – Se importa em dar um mergulho?

- Não. – disse S/N examinando a água.

- Então está bem. Guarde a capa e me siga. – disse ele.

                S/N enfiou a capa no bolso da calça e juntamente com o diretor, deslizou pela pedra e se jogou na água, nadando até a fenda da caverna. A água estava gelada, e as roupas pesadas a puxava para baixo. S/N pensou que fosse afundar quando finalmente chegaram ao que pareciam degraus de pedra. S/N emergiu da água com frio, tremendo o bastante para puxar a varinha e secar as roupas com magia.

- É, este é o lugar. – disse Dumbledore. – Ah, me desculpe, eu esqueci.

                Dumbledore apontou a varinha para S/N, cujas roupas ficaram instantaneamente secas e quentes, como se tivessem sido postas diante de um fogo escaldante.

- Obrigada. – disse S/N.

                Mas Dumbledore voltara a sua atenção para a parede maciça da caverna. Depois de tentar abrir a passagem com magia, inutilmente, Dumbledore se pôs a pensar, e ficou ali parado, encarando a parede com atenção.

- Ah, certamente que não. Tão grosseiro! – disse Dumbledore, baixinho, passado dois minutos.

- O quê? – perguntou S/N.

- Está me parecendo que precisamos pagar para entrar. – disse ele retirando das vestes uma faca pequena prateada.

                S/N parou para pensar. É claro!

- Sim, faz todo sentido. – disse S/N. – E esse pagamento seria sangue?

- Sim. Já deve saber por quê. – disse Dumbledore.

- É claro. Enfraquecer a vítima. – disse S/N. – Pode deixar que..

                Mas Dumbledore já havia cortado o antebraço e já estava usando o sangue na rocha.

- O seu sangue vale mais que o meu, senhorita. E veja só, parece que deu resultado, não?

                E era verdade. As rochas se desprendiam agora, formando um arco na parede que dava para absoluta escuridão.

- Depois de mim, S/N. – disse Dumbledore, adiantando-se. – A varinha, S/N. Não esqueça.

                Era um lugar extraordinário. Estavam diante de um lago negro, tão grande que as margens mal podiam ser vistas. Nem mesmo o teto daquela caverna poderia ser visto em toda aquela escuridão. As únicas luzes provinham das duas varinhas, e de uma luz verde que tremulava no meio do lago. Dumbledore começou a caminhar em passos cautelosos, S/N sempre atrás. Entretanto, a paisagem não variava.

- Curioso... – murmurou Dumbledore.

- O que aconteceria se entrássemos no lago? – disse S/N.

- Não acho que seja seguro... – disse Dumbledore. - Deve ser fundo demais para atravessar a nado.

- Ou talvez exista algo perigoso ai dentro, um segundo... – disse S/N. – Accio Horcrux!

                A uns seis metros de distância, algo saiu da água antes mesmo que os dois pudessem se dar conta do que poderia ser.

- Muito bem, S/N. – disse Dumbledore. – A forma mais fácil de descobrir o que estamos enfrentando.

- Obrigada, senhor. Mas como vamos atravessar? – disse S/N.

                Dumbledore voltou a caminhar, até que ele colidiu com algo que quase o derrubou no lago.

- Professor? – disse S/N.

- Tudo bem, tudo bem. – disse ele.

                Dumbledore apalpou o chão. Um ruído de algo arrastando tomou a caverna. Era uma corrente grossa, verde esmeralda, que se alongava pelo fundo do lago. Dumbledore puxou a corrente, que trouxe para a superfície um barquinho tão verde quanto a corrente que o trouxera.

- Como sabia que o barco estava aí? – indagou S/N.

- A magia sempre deixa vestígios. – disse o diretor quando o barco bateu suavemente na margem. – vestígios por vezes muito característicos. Fui professor de Tom Riddle, conheço o estilo dele.

- E o barco é seguro? – indagou S/N.

- Ah, tenho certeza que sim. – respondeu Dumbledore.

- Mas e as criaturas na água? – disse S/N.

- Tom deve ter arranjado um meio de passar pelas criaturas que ele colocou aqui, sem atrair nenhum problema. – disse ele.

- Tomara que aguente... – disse S/N, entrando no barco após Dumbledore se acomodar no pequeno espaço que havia.

- Aguentará. Talvez Voldemort estivesse mais preocupado com o poderio que atravessaria o lago do que com o peso. – respondeu Dumbledore.

                O barco começou a se deslocar sem ajuda, ele deslizava sob a superfície do lago. Foi então que S/N a viu: branca como mármore, boiando a centímetros da superfície. A menina olhou direito; um defunto de cara para cima, bem abaixo deles. Os olhos eram como fendas escuras.

- Inferis... – sussurrou S/N. – Professor...

- Eu os estou vendo, S/N. – disse Dumbledore. – Eles sabem que não somos Voldemort, mas não precisaremos nos preocupar com eles por hora. Enquanto estiverem embaixo de nós, serão apenas cadáveres.

- Isso significa que eles sairão da água quando estivermos com a Horcrux. – disse S/N.

- Exatamente. – disse Dumbledore.

                O barco parou de repente, e ambos puderam ver uma pequena ilha rochosa, lisa, que estava no centro do lago. Não havia nada mais do que uma planície lisa e uma luz verde fantasmagórica no meio da ilha. S/N observava, tentando decifrar o que seria aquilo. Ambos desceram do barquinho, e pularam para a superfície lisa. Vista mais de perto, parecia uma penseira, apoiada num pedestal de mármore branco. A luz que provinha da bacia de pedra, era na verdade um líquido verde-esmeralda. 

- O senhor acha que ela está ai? – perguntou S/N, o cenho franzido para o líquido florescente.

- Sim, ela está.. – disse Dumbledore. – Mas, não posso tocar o líquido. Tente você.

                S/N se aproximou da bacia, e tentou tocar o fundo da bacia com as mãos, porém, foi um esforço vão. Pois havia uma barreira que impedia que tal ato se concluísse. Depois de longos minutos observando Dumbledore trabalhar, S/N ficou em silêncio.

- Não aceita ser penetrada à mão. Resiste a qualquer magia que a lancemos, também não pode ser transfigurada... – disse Dumbledore, e depois de um longo silêncio concluiu. – Só posso concluir que essa poção deve ser bebida.

- Deve haver algum outro jeito, não pode beber isso. – disse S/N. – Ela tem cara de que pode matar quem encostá-la nos lábios.

- Acho que não me mataria. – disse Dumbledore. – Ela com certeza produzirá algum efeito que me faça desistir. Deve me paralisar, me fazer esquecer o que vim fazer, causar-me uma dor imensa ou até me incapacitar de algo. Mas não, não... certamente não me mataria.

- Senhor! – disse S/N. – Eu acho que só o fato de estar próximo dela já está lhe afetando.. O senhor não está pensando em realmente bebê-la, está?

- Somente bebendo poderei esvaziar a bacia e ver o que está no fundo. – respondeu Dumbledore. – A sua tarefa S/N, será garantir que eu não pare de beber, mesmo que eu me negue a bebê-la, compreendeu?

- Senhor, é perigoso. É de Voldemort que estamos falando.. – começou S/N.

- Você lembra da condição que impus para trazê-la, e por que eu a trouxe? – disse Dumbledore.

                S/N ficou em silêncio. Ela estava agindo como Harry naquele momento.

- Tudo bem. Tudo bem.. – disse S/N.

                Dumbledore conjurou uma taça de prata, e mergulhou a mesma na bacia. A barreira pareceu ter sumido, só então S/N aceitou que não havia outro meio a não ser beber a poção.

                Dumbledore tomou o primeiro gole por conta própria.

Nada acontecera, parecia que a poção não tinha algum efeito.

Dumbledore tomou mais três goles. Foi então que as coisas estranhas começaram a acontecer. O rosto que antes apresentava leveza se contraiu. As mãos apertaram a taça com mais força, tanta força que as pontas dos dedos embranqueceram. Depois de um tempo encarando a bacia, ele cambaleou para o lado, os olhos fechados com força.

- Professor Dumbledore? – disse S/N. – Está me ouvindo?

                Dumbledore não respondia. Então, foi quando S/N decidiu que assumiria dali. S/N agarrou a taça das mãos frouxas de Dumbledore, e mergulhou na bacia de pedra.

- Professor... – disse S/N. – Aqui, beba.

- Não quero... Não me force. – disse ele, ainda de olhos fechados.

- Senhor, tem que beber. – disse S/N. – Está tudo bem, estou aqui, beba...

                Odiando-se pelo que estava fazendo, S/N fez com que Dumbledore bebesse mais um gole. E mais dois goles. Até que finalmente a bacia começava a esvaziar.

- Professor, só mais este. Vamos... – disse S/N com a taça outra vez.

- Faça isto parar.. por favor... eu imploro... – dizia ele. – Não... não... não... por favor.. Eu não quero..

- Senhor, me disse que teria que beber. – disse S/N.

- É tudo minha culpa.. É minha culpa.. – disse Dumbledore, que já começava a alucinar. – Não os machuque... Eu faço qualquer coisa, não... machuquem a mim! A culpa é minha... Eu sei que errei, me levem..

                Entre choramingados, alucinações e implorações , S/N conseguiu fazer com que Dumbledore bebesse quase toda a poção.

- Vamos, esta é a última professor... – disse S/N.

- Quero morrer! Quero morrer! – gritava Dumbledore. – MATE-ME!

- Senhor, nada disso está acontecendo. Isto não é real, beba professor.. beba.. – disse S/N, com a última taça, realmente, a última.

                Com um esforço enorme, Dumbledore bebeu e então, deslizou pelo chão de pedra, os olhos cerrados.

- Professor? Professor?! – disse S/N, já em pânico. – Professor, acorde, precisa acordar... Rennervate!

                S/N executava os mais diversos feitiços para fazer com que Dumbledore acordasse, mas nada adiantou. Até que Dumbledore piscou,e abriu levemente os olhos.

- Professor...

- Água. – pediu Dumbledore. – Por favor, água...

                S/N foi até a bacia.

- Aguamenti. – disse S/N, e a bacia se encheu de água. A menina apanhou a taça, e a levou para Dumbledore.

                Entretanto, a taça se esvaziou. S/N, encabulada, tornou a enchê-la com a água da bacia, mas a mesma se esvaziava toda vez que tocava os lábios de Dumbledore.

- Senhor, é o único meio... – disse S/N. – Eu já volto.

                Tomando cuidado para não tocar a água do lago, S/N mergulhou a taça na água: nada aconteceu. A menina voltou o mais rápido que pôde para Dumbledore, e o fez beber a água gélida do lago.

                S/N estava quase voltando para buscar mais água, quando sentiu algo frio tocar a sua perna. Ao levar o olhar para o que a tocava, S/N se deu conta com não só um, mas dezenas de Inferis, um verdadeiro exército de mortos emergindo da água. Eram eles crianças, velhos, homens, mulheres, todos mortos e galgando o chão da ilha. S/N pensou rápido: o que poderia afastar os Inferis? Fogo.. Fogo! Isso!

- Incendio! – dizia S/N enquanto conjurava chamas na borda da ilha. - Lacarnum Inflamari!

                As chamas afastavam os inferis, mas não todos. Eram inúmeros, S/N achava que já passavam de 300 mortos-vivos, quando algo que ficaria gravado em sua memória mais tarde, aconteceu.

                Um fogo irrompeu em toda a extensão da caverna: Um círculo de fogo cercou a ilha e fez os Inferis vacilarem. Imediatamente, soltaram a menina que tentava inutilmente fazer fogo, mas não usaram atravessar a barreira de fogo para voltar ao lago. S/N escorregou e caiu. Levou um tombo que lhe rendeu um enorme corte no braço, mas isso não era o que importava agora.

                Com um esforço enorme, e com a varinha ainda erguida conjurando as chamas que S/N não fazia ideia de qual feitiço Dumbledore usara, o homem andou até a bacia de pedra, agarrou o medalhão, e fez sinal para que S/N se juntasse a ele em silêncio. Sem chamar a atenção dos Inferis, S/N andou cautelosamente para junto de Dumbledore, e assim, ambos entraram no barquinho, enquanto as criaturas continuavam distraídas com as chamas.

                Dumbledore estava esgotado, e isso era visível. S/N teria que os tirar de lá, o mais rápido possível. O barquinho começou a andar lentamente, envolto pelo mesmo círculo de fogo da ilha, até a margem. S/N saiu primeiro, para em seguida ajudar Dumbledore a sair.

- Estou fraco... – disse ele se encostando na parede da caverna.

- Não se preocupe senhor, levarei nós dois de volta. – disse S/N. – Vamos, se apoie em mim.

- Foi muito bem com o fogo, afinal. – disse ele.

- Não fale agora, professor. – disse S/N. – Poupe as suas energias, logo estaremos de volta a Hogwarts.

                Mas Dumbledore não estava ouvindo.

- O arco.. Deve ter se lacrado novamente.. Minha faca, S/N. – pediu ele.

- Não precisa senhor, eu me cortei na rocha. – disse S/N

                S/N esfregou o braço na parede da caverna, e a mesma tornou a reabrir o arco.

- Vamos aparatar. – disse S/N.

- Hogsmeade, S/N. – disse Dumbledore.

***

                De volta a Hogsmeade novamente, S/N ajudou Dumbledore a andar pelo caminho de pedra.

- Para onde iremos? – perguntou S/N. – Não poderá caminhar até a escola, e...

- Oh meu Deus! – exclamou uma voz atrás deles.

                S/N congelou. Alguém os vira.

                De roupão bordado estampado de dragões, uma touca de cetim vermelha e pantufas, estava madame Rosmerta, a proprietária do Três Vassouras.

- Vi vocês aparatarem, mas... Alvo, o que foi que houve? – perguntou ela.

                S/N ficou aliviada. Dumbledore e Madame Rosmerta eram grandes amigos.

- Ele está passando mal. – respondeu S/N. – Será que ele podia ficar aqui no Três Vassouras enquanto vou na escola buscar ajuda?

- Mas, não pode ir lá... Você não viu? – disse Rosmerta.

- O quê? – falou Dumbledore com a voz rouca. – O que houve, Rosmerta? O que está acontecendo?

- A... A marca negra, Alvo. – disse ela.

                S/N olhou para a escola. Lá estava ela: o crânio verde chamejante, com uma serpente lhe saindo da boca. Era a marca que os comensais deixavam sempre que estavam em um prédio.

                S/N se desesperou.

- E quando foi que ela apareceu? – perguntou a menina.

- Não tem muito tempo... deve ter sido a alguns minutos atrás.. – disse ela, aparentemente nervosa.

- Precisamos voltar ao castelo imediatamete. Rosmerta? Precisamos de.. Vassouras... – disse Dumbledore.

- Eu estou indo pegar. – disse ela.

- Tudo bem, eu posso trazê-las. – disse S/N. – Accio Vassouras de Rosmerta.

                Um forte estampido, e a porta do bar se escancarou. Duas vassouras voaram para a rua, como se apostassem corrida.

- Rosmerta, comunique o Ministério, mande uma carta... Talvez ninguém tenha percebido. – disse Dumbledore. – S/N, ponha a capa.

                S/N vestiu a capa, e montou na vassoura. Com um impulso, os dois levantaram voo e foram em direção a Torre onde estava a Marca. S/N tinha o olho no caminho a frente e em Dumbledore. Estava pronta para agarrá-lo se ele caísse, mas a marca negra o fazia manter-se firme, o estimulava.

                A cabeça da garota também estava uma confusão: por quanto tempo eles tinham ficado fora? Por que havia uma Marca Negra sobre Hogwarts? Será que os outros estariam bem?

                Segundos depois, os dois estavam aterrissando na torre. Diferente do que esperavam, não havia sinal de conflito, nenhuma morte. Não havia nada na torre.

- S/N. – disse Dumbledore. – Vá chamar Snape. Conte-lhe o que aconteceu e não fale com mais ninguém. Não tire a capa.

- Estou indo. – disse ela.

                Mas antes que ela chegasse na porta, a mesma se abriu.

- Dumbledore! – exclamou Harry. – Onde é que vocês estavam? Há uma dúzia de Comensais da Morte aqui e...

                Mais passos no corredor. Só então S/N entendeu o que é que estava acontecendo. Como fora tão burra em esquecer? S/N, retirou a capa e a a jogou em Harry, que provavelmente teria tombado no chão com um feitiço paralisante de Dumbledore. A mesma se escondeu atrás da cortina mais próxima, ao passo que a porta se abria.

- Expelliarmus! – exclamou a voz que vinha da porta.

                S/N congelou, era Draco. Então, ela e Harry assistiriam a morte de Dumbledore?

- Boa noite, Draco. – disse a voz de Dumbledore cansada e arrastada, porém resistente.

- Quem é que está aqui? – disse Draco ignorando Dumbledore.

- Uma pergunta que eu deveria estar fazendo a você. Ou está agindo sozinho? – indagou Dumbledore.

                Draco fez silêncio, apenas encarava Dumbledore.

- Não, não. Eu tenho apoio. Há comensais da morte em sua escola esta noite. – disse Draco.

                Dumbledore, no entanto, soltou uma leve gargalhada.

- Muito bom, Draco. Excelente. – disse ele. – Você encontrou um meio para trazê-los, foi?

- Foi. – replicou Malfoy, ofegante.

                Era visível o nervosismo nele. Mal conseguia segurar a varinha que apontava para Dumbledore direito. Estava pálido, a aparência cansada.

- Engenhoso. – disse Dumbledore. – E onde estão eles? Você parece indefeso.

- Eles estão lá embaixo, lutando com a sua “armada” – disse Draco.

- Naturalmente. – disse Dumbledore.

                Houve uma pausa.

- Mas como foi que trouxe os Comensais? Temos a noite toda, e os seus amigos estão demorando um pouco.

- O armário sumidouro. – disse Draco. – Ele tem um par, na Borgin & Burkes, mas o daqui estava quebrado.

- Então, você consertou e... Trouxe os comensais para dentro da minha escola? – indagou Dumbledore. – Muito inteligente.

- É, muito inteligente. – retrucou Malfoy. – E você nem ao menos percebeu.

- Percebi sim, Draco. Na verdade, eu sempre tive certeza de que era você. – falou Dumbledore.

- E por que não me deteve, então? – disse Draco.

- Tentei Draco. –respondeu Dumbledore. – O professor Snape tem lhe vigiado..

- Ele não estava obedecendo às suas ordens, ele prometeu a minha mãe. – retrucou Draco.

- Ele claramente lhe diria isso.. – começou Dumbledore.

- Será que não percebeu ainda que ele não trabalha para você? – perguntou Draco.

                Dumbledore riu.

- Você fala muito, Draco. Mas sabe tão pouco... – disse Dumbledore.

                O silêncio tornou a preencher a sala circular. Harry continuava preso, sem poder se mover. Só lhe restava assistir Draco matar Dumbledore bem diante dos seus olhos. Quem sabe S/N lhe daria ouvidos agora.

- Draco, Draco, você não é um assassino. – disse Dumbledore.

                Draco abaixou a varinha.

- Você não sabe do que sou capaz. – respondeu Draco.

- Não sei? – indagou Dumbledore. – Ora, de qualquer forma, temos pouco tempo. Vamos discutir as suas opções.

- Opções! – debochou Draco. – Estou aqui com uma varinha... Prestes a matar o senhor...

– Meu caro rapaz, pare de fingir... Se você fosse me matar, teria feito isso quando me desarmou, não teria parado para conversar sobre meios e modos. – respondeu Dumbledore.

- Não tenho opções! – exclamou Draco. E subitamente tornou a ficar pálido. – Tenho de fazer isto, ou ele me matará! Matará a minha família toda, matará as pessoas que eu amo...

- As pessoas que você ama, é a S/N? – perguntou Dumbledore.

- Não fale dela! – disse Draco, com a voz embargada. Mais um pouco e ele se debulharia em lágrimas.

- Eu avalio a dificuldade da sua posição Draco. – disse Dumbledore. – Não o confrontei antes, por que temi que Lorde Voldemort utilizasse a Legilimência contra você e o matasse. Mas não problema nenhum agora, você pode escolher. Eu posso ajudá-lo, Draco.

- Não, não pode. – a mão de Malfoy tremia mais que nunca. – Ninguém pode me ajudar, Dumbledore. Ou eu faço o que ele mandou, ou ele me mata. Eu não tenho escolha.

- Venha para o lado certo, Draco. Podemos esconder você. Posso mandar os membros da Ordem da Fênix esconder a sua mãe ainda esta noite. E seu pai, quando chegar a hora, posso protegê-lo também. Venha para o lado certo, você não é um assassino, Draco.

- Você não entendeu? – disse Draco. – Voldemort vai matar todos eles antes que você possa erguer essa varinha. Eu não tenho escolha, eu devo fazer.

                Dumbledore iria continuar falando, mas a porta se escancarou, e Draco foi empurrado para longe pelas quatro pessoas que adentraram o local.

- Dumbledore, encurralado! Meus parabéns Draco! – disse um homem.

- Ah, boa noite, Amico. – disse Dumbledore. ( É Amico msm o nome do cara gente KKKKKK)

- Acha que suas gracinhas lhe servirão esta noite Dumbledore? – indagou o mesmo homem.

- Não, não. Não são gracinhas, são boas maneiras. – disse Dumbledore.

- Ah, é o mesmo de sempre. – retrucou Amico. – Fala, fala, e não faz coisa nenhuma. Eu realmente não entendo por que o Lorde das Trevas quer matar você. Vamos logo Draco, mate-o logo de uma vez.

                O coração de Harry deu um salto. S/N, entretanto, não estava no seu melhor momento. A tontura e a forte dor de cabeça estavam impedindo a mesma de continuar ouvindo.

                Ruídos. Mais gente vinha subindo.

- Ande logo com isso, Draco, não temos a noite toda! – disse uma mulher.

                Draco, entretanto, parecia estar paralisado. Ele não poderia fazer aquilo, não poderia matar alguém...

- Faça logo, ou afaste-se de nós Draco! – berrou a mulher.

                Mas ela foi interrompida pela chegada de Snape.

- Temos um problema, Snape. Esse imprestável parece que não é capaz de...

- Saiam da frente. – respondeu Snape.

                Snape empurrou Draco para o lado e avançou para Dumbledore.

- Severo.. – suplicou Dumbledore.

                Pela primeira vez, Dumbledore estava suplicando.

- Severo... por favor...

                Snape fitou o Dumbledore. A expressão no rosto do mesmo era inexplicável. Ele ergueu a varinha e apontou diretamente para Dumbledore.

- Avada Kedavra!

                Um jorro azul disparou da ponta da varinha de Snape e atingiu Dumbledore no meio do peito. Harry arregalou os olhos, o grito de horror que dera jamais saiu de sua boca: silencioso e paralisado, fora obrigado a assistir Dumbledore morrer. S/N jamais se esqueceria de como Dumbledore ainda olhava fixamente para os olhos de Snape, enquanto caia para trás lentamente, por cima das ameias, até despencar, e desaparecer de vista.

***

 

 


Notas Finais


PUUUUUUUUUT4 QU3 P4R1UUUUUUUUUUUUUUUUUUU KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

Quero todo mundo compartilhando as reações que tiveram, kkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Relevem, eu tava com saudades de escrever quando estive fora

Mas gente?

Como é que vocês ainda estão vivos? Eu escrevo muita bomba KKKKKKKKKKKK


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