História Small Bump - Capítulo 7


Escrita por:

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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Lay, Suho, Xiumin
Tags Chanbaek, Kaisoo, Sulay, Xiuchen
Visualizações 184
Palavras 7.718
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK EU ATUALIZEI ERRADO CARALHO EU SOU MT BURRA mas em minha defesa, eu tô em território desconhecido
ai, gente, que mico, vontade de me esconderkkksdhsjfh
enfim, aqui é a @yizumi e eu to aqui justamente porque o pc da bea deu pau e ela não teve como postar, inclusive vai demorar pra ela atualizar de novo e é isto, ja paguei mico demais

boa leitura rs

Capítulo 7 - Capítulo 7


Era uma sexta-feira particularmente fria de fevereiro. As temperaturas não tinham passado dos quatro graus desde que amanhecera, e o que mais se viu na rua eram casacos pesados, cachecóis e luvas. Após um dia particularmente intenso de trabalho, repleto de entrevistas e reuniões para discutir currículos e perfis dos mais diversos candidatos, Yixing se encontrava finalmente envolto em cobertas bem quentinhas, com um moletom mais quentinho ainda, e uma caneca de chocolate em mãos, largado no sofá da sala de TV da casa dos Kim.  

Havia ido parar ali assim que chegou da KimTech com Suho. O mais velho entre os dois havia insistido para que o chinês fosse tomar um banho bem quente e colocasse roupas quentinhas assim que colocaram os pés em casa. Ao sair do chuveiro, mal teve tempo de respirar e já estava sendo acomodado no sofá, e envolto nas cobertas, enquanto recebia a caneca com o líquido doce, especialmente do jeito que gostava, ganhava também um beijo na testa, e recebia o recado de que Suho iria tomar banho, e que logo desceria novamente para que decidissem o que iriam querer jantar.  

Durante seus vinte e três anos de vida, pode-se dizer que Yixing já havia visitado a casa dos Kim com bastante frequência. Porém, nada se compararia com o tanto de vezes que já havia estado ali apenas nos últimos três meses —  mais especificamente, desde que havia começado a namorar Suho.  

Era costume que nos finais de semana as famílias revezassem entre fazer o almoço de domingo em uma de suas casas. Também era comum que sábados à noite fossem passados ou na casa dos Kim, ou na dos Zhang, por conta da preguiça e indisposição para sair que crescia em Yixing conforme sua barriga ficava maior. O fato é que, estar na casa do seu namorado era algo muito natural nos últimos tempos, e também algo com que ele já havia se acostumado. O nervoso das primeiras vezes em que aparecera ali com seu novo status de relacionamento já havia sumido, e ele poderia dizer que já até se sentia em casa...  

... Pelo menos, até aquela sexta-feira.  

O motivo para Yixing estar ali naquela sexta-feira era diferente dos outros. Não estava ali apenas para passar um tempo e, quando estivesse ficando tarde, se despedir e ir embora. Não, naquela sexta-feira, estava ali de mala e cuia pelo fim de semana todo. O motivo? Seus pais e os pais de Suho estavam fazendo uma viagem internacional, da qual os garotos não puderam participar por motivos de trabalho e faculdade (que sim, já havia voltado) e, apesar de seus pais e Suho saberem que ele era um adulto totalmente capaz de se virar em casa sozinho — como já fizera tantas outras vezes -, insistiram para que o rapaz passasse o final de semana com o namorado por conta de estarem um tanto quanto obcecados com a segurança e bem estar do gravidinho da família. Ninguém queria que, por inconveniência do destino, Yixing passasse mal sozinho, ou acabasse — que Deus o livre — sofrendo um acidente em casa sem ninguém lá para socorrê-lo. Então, a decisão unânime foi de que ele passaria o fim de semana com Suho. E longe de Yixing reclamar disso, afinal, quem não gostaria de passar o final de semana com o namorado? Porém, tinha que admitir: estava nervoso.  

Nervoso porque era a primeira vez que iria dormir na casa de Suho, e, por mais boba que a reação pareça, era assim que ele se sentia. Parecia um pouco sem nexo ficar envergonhado de dormir — e apenas dormir, no sentido literal da palavra — na casa de seu namorado quando vocês já tinham feito muito mais do que apenas dormir, já que uma barriga de quatro meses de gestação agora estava entre vocês. Mas Yixing era estranho, e sua timidez com coisas aleatórias se mostrava nas horas menos apropriadas.  

E é por isso que, enquanto esperava Junmyeon finalmente retornar do chuveiro, estava uma pilha de nervos.  

Se fosse ser sincero consigo mesmo, sabia bem o porquê de estar nervoso. Ele e Suho estavam namorando há três meses e, desde que o filhotinho foi concebido — filhotinho o qual, na última ultrassom que fizeram naquela segunda-feira estava extremamente tímido e se recusou a abrir as perninhas e mostrar para os papais se era menino ou menina, obrigando-os a esperar até a próxima ultrassom — não haviam feito nada, nadinha, absolutamente nada que chegasse perto de sexo.  

Estavam na onda de levar as coisas devagar, de se conhecer e não apressar o namoro, e realmente, Yixing estava bem com apenas beijar e abraçar Suho por aquele tempo, sem nenhum contato mais... ousado. A questão é que ele estava muito bem com isso, até ele entrar no quarto mês de gestação e não estar mais.  

Já fazia pelo menos duas semanas que Yixing sentia coisas estranhas e pouco apropriadas quando via Suho em determinadas situações. Sabia que estar grávido causava uma confusão de hormônios, e por vezes já tinha ouvido falar que às vezes a vontade de atacar seu companheiro de forma totalmente não apropriada ao público vinha com força. Mas não achou que fosse passar por isso até que realmente estivesse muito tentado a arrancar a roupa de Suho em um estralar de dedos enquanto o outro não estava fazendo nada além de estar deitado ao seu lado, acariciando seus cabelos.  

A doutora Park já havia lhe falado sobre as mudanças de humor e a confusão hormonal que viria com a entrada do novo mês de gestação. Aparentemente, a barriga começaria a crescer com mais velocidade agora, o sono ia triplicar, as dores nas costas fariam uma visita diária desnecessária, e, muito provavelmente, seus hormônios ficariam tão a flor da pele em alguns dias, que apenas um toque de Suho já o deixaria maluco.  

Não era surpresa alguma que todas essas coisas tivessem se tornado verdade. Se Yixing achava que estava cansado antes, quando estava de férias da faculdade e apenas trabalhando na KimTech, estava totalmente errado. Trabalhar e estudar estavam o deixando completamente exausto, e ele jurava que nunca havia dormido tanto quanto andava dormindo nos últimos dias. Também não aguentava mais de dor na lombar, e, sua barriga realmente estava ficando enorme. Tão grandinha que todos na KimTech já sabiam que ele estava grávido. E é claro que rumores sobre estar namorando Suho apenas por dinheiro, estar dando o golpe da barriga, e todos aqueles tipos de conversa já haviam surgido.  

Não que estivesse realmente ligando. Sua preocupação com o bafafá tinha ido embora assim que percebeu que seus colegas de setor estavam pouco ligando para esse tipo de coisa, e que isso não estava interferindo em seu trabalho. Se as garotas frustradas da empresa queriam criar fofoca, que criassem. O que importava era que ele e Suho sabiam da verdade.  

Sendo sincero, nenhuma das mudanças pelas quais estava passando realmente o incomodavam. Sabia que o sono, a fome em excesso, as dores e tudo o mais surgiriam com o tempo. Todas as pessoas grávidas passavam por isso. Mas a parte de estar literalmente com tesão por qualquer coisa que Suho fizesse consigo, por mais inocentes que fossem, era um problema e tanto.  

Era um problema e tanto porque apesar de estar namorando Suho, de estar prestes a ter um filho com ele, e de obviamente já ter dormido com ele, Yixing não fazia ideia sobre como abordar o assunto. Apesar de ter parecido um tanto quanto ousado na primeira noite em que estiveram juntos, a ponto de transar com ele em um banheiro de salão de festas, Yixing era na verdade muito tímido. E não fazia ideia de como chegar no namorado e dizer “ei, amor, que tal se a gente transar hoje?”. Definitivamente, não tinha coragem de fazer isso.  

E aparentemente contar com a esperteza de Kim Junmyeon para perceber as necessidades do namorado não estava dando muito certo. Não sabia se era porque Suho realmente não queria apressar as coisas, se era porque estava tão tímido em relação a isso quanto Lay, ou se era por preocupação com a gravidez. Qualquer que fosse o motivo, Suho nunca, de maneira alguma, abordava o assunto.  

E enquanto nenhum dos dois abrisse a boca para falar sobre isso, e fazer algo sobre a situação, continuariam assim. E Yixing tinha certeza que uma hora surtaria, especialmente levando em consideração o fato de que hoje ele dividiria a cama a noite inteira com o objeto de seus desejos.  

Estava ferrado.  

Ficou tanto tempo preso em seus pensamentos sobre essa situação inusitada em que se encontrava, que mal percebeu quando o sofá afundou ao seu lado, e uma mão quentinha veio descansar em sua esfera particular. Olhou para o lado e deu de cara com uma visão de cortar a respiração de qualquer um. Suho estava apenas com uma calça de moletom velha, uma camiseta de mangas cumpridas também velha, e os cabelos ainda molhados grudados em sua testa. Yixing engoliu em seco quando seu namorado deu um sorriso de tirar o fôlego para si, aproximando-se e lhe dando um selinho.  

— Não vai terminar de tomar seu chocolate? É capaz de ele já ter esfriado, com o frio que está fazendo hoje. — Disse o mais velho, e Yixing finalmente retornou do mundo da fantasia, onde ele agarrava aqueles fios molhados de maneira firme enquanto Suho fazia algumas coisas um tanto quanto safadas consigo ali mesmo naquele sofá. Sorriu um pouco perdido, antes de entender que o namorado falava da caneca de chocolate quente que ele havia recebido antes de Suho entrar no banho, e que ainda estava pela metade.  

— Ah, sim. — Disse, dando um gole. — Acabei me distraindo, esqueci que estava com ela nas mãos. — Riu. — Mas ainda está quentinho. E delicioso. Obrigada, amor.  

O Kim sorriu com a fofura do namorado, não aguentando e lhe roubando mais um selinho.  

— Disponha. — Disse, antes de se ajeitar melhor no sofá, tomando a liberdade de entrar debaixo das cobertas com o namorado e abraçá-lo mais de perto. — E como foi seu dia hoje? Nosso bebê te deu muito trabalho?  

Yixing sorriu, enquanto acariciava a própria barriga e negava com a cabeça.  

— Foi tudo bem. Nosso neném se comportou direitinho hoje, nem mexeu muito, pra falar a verdade. E o dia hoje foi até que mais tranquilo, comparado ao começo da semana. Finalmente conseguimos diminuir o número de currículos para aquela vaga da engenharia pela metade. Segunda faremos as últimas entrevistas e até quarta acho que teremos o nome do novo contratado. — Disse, e Suho concordou.  

— Ouvi dizer por aí que você anda fazendo um trabalho soberbo no nosso RH. Tem certeza que quer partir para a área de psicologia hospitalar? Porque se algum dia mudar de ideia, te efetivar lá na empresa vai ser um prazer. — Disse o mais velho, brincando, e Yixing sorriu, fazendo uma caretinha. 

— Gosto muito de trabalhar na KimTech, amor, mas meu destino está no hospital e nos consultórios. Nasci para colocar a mão na massa e ajudar as pessoas com a saúde mental delas. Ficar em um escritório não é pra mim. — Falou, dando de ombros. — Porém é sempre bom saber que tenho uma vaga garantida lá caso nada dê certo.  

Junmyeon riu.  

— Claro que vai dar tudo certo, meu amor. Você nasceu para esse curso, consigo ver os seus olhinhos brilhando sempre que me conta sobre coisas novas que aprendeu, e sobre como aplicar seus conhecimentos. — Disse, dando um beijo nos cabelos de Yixing. — Vai ser um ótimo psicólogo, tenho certeza.  

— E o seu dia, como foi? — Perguntou o mais jovem, ajeitando-se melhor nos braços do namorado. Suho suspirou, enquanto afundava o rosto nos cabelos de Yixing, contente por estar agarradinho com o amor de sua vida.  

— Também foi tranquilo. A minha pilha de trabalhos foi reduzida pela metade, e eu nem tive que trazer nada para terminar em casa. Sabe o que isso significa?  

Yixing negou, finalmente terminando de beber seu chocolate quente, e colocando a caneca na mesinha ao lado do braço do sofá, antes de se virar para o namorado.  

— O que isso significa?  

Suho sorriu, afastando o rosto dos cabelos de Yixing apenas para colar sua testa na do outro.  

— Significa que vamos poder ficar juntinhos, agarradinhos e sem ter nenhuma preocupação pelo resto do final de semana. — Disse, antes de aproximar ainda mais o rosto de Yixing e finalmente colar os lábios aos dele.  

O beijo começou de forma calma, com apenas alguns selinhos sendo depositados nos lábios do chinês. Porém, a impaciência do jovem grávido o levou a agarrar — finalmente — os cabelos do Kim, puxando-o para mais perto, e obrigando-o a aprofundar o beijo. Suho sorriu diante da iniciativa do namorado. Durante a semana, praticamente não tinham contatos mais íntimos que ultrapassassem um abraço ou um beijinho rápido. Havia sentido falta de beijar o namorado de verdade. E agora que tinha a oportunidade, não a desperdiçaria.  

Levou a mão que antes descansava na barriga de Yixing até seu maxilar, passando a acariciá-lo de maneira calma, enquanto traçava o lábio inferior do mais novo com sua língua. A passagem foi garantida em menos de um segundo, e logo suas línguas travavam uma pequena batalha para decidirem quem iria dominar o beijo.  

Não foi surpresa para Suho quando Yixing finalmente decidiu parar de brigar pelo domínio e deixou-se ser guiado pelo mais velho. Não que Yixing realmente estivesse se esforçando muito para ditar o beijo. Gostava mais quando podia apenas aproveitar o contato, e deixava todo o trabalho para seu namorado.  

Permaneceram em um beijo lento por alguns minutos, parando para respirar algumas vezes, mas sem desgrudar os lábios. Pequenas mordidas eram deixadas nos lábios alheios todas as vezes em que se afastavam para respirar, e logo já estavam com as bocas grudadas novamente, retomando o contato que tanto gostavam.  

Não perceberam realmente quando aconteceu, mas quando se deram conta, Yixing já estava deitado no sofá, os braços agarrados em Suho, um ainda em seus cabelinhos da nuca, e outro nas costas musculosas que lhe tiravam o juízo. Suho, por sua vez, estava por cima do rapaz, com os braços agora apoiados um de cada lado de Yixing, tomando cuidado para não depositar seu peso sobre o namorado — e muito menos, sobre a barriga que tanto adorava.  

O beijo que começara calmo agora estava um tanto intenso. Os estalos dos lábios se separando e se encontrando mais uma vez podiam ser ouvidos ecoando pela sala. A mão de Yixing que antes apenas se apoiava nas costas de Suho, agora já estava dentro da camisa do mais velho, acariciando a pele quente. A própria mão de Suho já estava debaixo da camiseta de Yixing, apoiada em sua barriga e fazendo pequenos círculos com os dedos enquanto a acariciava.  

Os beijos partiram dos lábios para o pescoço alvo do chinês, depois para sua clavícula, apenas para fazer o caminho de volta aos lábios que já estavam rubros. Pequenos ofegos deixavam a boca do rapaz, que não conseguia se controlar diante das reações um tanto intensas que Junmyeon e seus lábios maravilhosos estavam provocando em seu corpo.  

Não se beijavam daquela maneira desde aquela noite, a primeira de todas, na festa da KimTech. E tanto Suho quanto Yixing estavam adorando a sensação de finalmente se afogarem um no outro novamente.  

Yixing, surpreso com os avanços do namorado — que sempre parava os beijos quando as coisas começavam a esquentar — estava totalmente satisfeito, e seus hormônios, negligenciados nos últimos tempos, estavam em festa. Junmyeon também não estava longe, afinal, a tempos queria beijar o namorado de maneira mais profunda.  

Porque, veja bem, não era que Suho não queria ir mais longe com Yixing. Já fazia três meses, eles estavam namorando firme, ele estava cada dia mais apaixonado, e toda aquela coisa de ir devagar, em sua opinião, agora deveria aplicar-se apenas ao status de relacionamento. Estava tão necessitado de sentir a pele do namorado contra a sua mais uma vez, quanto o mais novo, e não via a hora de terem um momento sozinhos para finalmente poderem fazer o que bem entendessem.  

Mas o trabalho andava o deixando exausto, Yixing também andava morto durante a semana e, convenhamos, transar com seu namorado na casa dele, ou na sua própria casa, quando seus pais estavam presentes há apenas alguns cômodos de distância não era lá muito um cenário confortável.  

Por isso Suho vinha se segurando nos últimos dias, apenas aguardando um momento oportuno para finalmente poder amar Yixing todinho. A viagem de seus pais para o Japão tinha lhe caído como uma luva, e ele faria questão de aproveitar o final de semana para mostrar ao seu pequeno que o queria tanto quanto o outro o desejava. Porque conhecia Yixing, e sabia que mil coisas se passavam pela cabeça dele. E não queria deixar o mais novo pensando em besteiras.  

As coisas estavam escalando rapidamente entre os dois, e, com toda a certeza, teriam continuado se o estômago de um certo garoto de covinhas não tivesse se manifestado bem no momento em que Suho preparava-se para se livrar da camiseta do mais novo. Não pode controlar o risinho que escapou de seus lábios assim que os descolou dos de Yixing, apoiando o rosto nos ombros do namorado totalmente ofegante após o contato que tiveram. Yixing não estava muito diferente. Apenas estava roxo de vergonha por ter interrompido o momento que tanto havia esperado nas últimas semanas da maneira mais constrangedora o possível. Maldito estômago.  

— Acho que o filhotinho está com fome. — Disse Suho, ainda sorrindo, ao levantar a cabeça e grudar seus olhos aos do namorado. Yixing só conseguiu ficar mais vermelho.  

- Ele podia ter esperado mais algumas horas para manifestar a fome, não é? — Resmungou, desviando o olhar do de Suho, que riu.  

— Amor, não seja assim. — Disse divertido, enquanto levantava-se e puxava o namorado consigo. — Te alimentar bem é a prioridade aqui, já que você está comendo por dois agora. Prometo que, depois que o filhotinho estiver satisfeito, podemos voltar ao que estávamos fazendo. — Falou, piscando para o garoto, que jurava que suas bochechas iam explodir de tão quentes que estavam.  

— Podemos, é?  

Suho concordou com a cabeça, enquanto o puxava até a cozinha.  

— Claro que podemos. A não ser que você não queira...  

— NÃO. — Falou Yixing, sem sequer deixar que Suho terminasse a frase, e Suho olhou-o com os olhos arregalados, antes de rir baixinho. Aquilo só serviu para deixar o chinês ainda mais envergonhado. — Quer dizer, é claro que eu quero continuar. Acho que o senhor não sabe o quanto eu andei esperando para alguém aqui tomar a iniciativa.  

Entraram na cozinha e Suho o guiou até o balcão, puxando uma das banquetas para que ele se sentasse, antes de seguir para a geladeira e começar a tirar dela um monte de ingredientes.  

— É claro que eu sei o quanto você andou esperando, amor, porque eu também andei esperando. Só estava aguardando uma oportunidade propícia. — Disse, tranquilamente, enquanto voltava ao balcão e largava os ingredientes ali, seguindo para lavar as mãos, antes de colocar a mão na massa.  

Yixing piscou, confuso.  

— Espera, o quê?  

Suho riu.  

— Yixing, você acha mesmo que você ia ser o único querendo fazer amor? — Perguntou, e Yixing, ao mesmo tempo que voltou a ficar vermelho, sorriu diante do termo escolhido pelo namorado. — É claro que não. Pensa comigo: eu tenho um namorado lindo, sensacional, que me deixa com borboletas no estômago só de olhar para ele. Só de beijar você, Xing, as coisas ficam complicadas para mim lá embaixo. Acho que você não tem noção do efeito que tem sobre mim. É óbvio que eu ia querer te amar todinho, e acredite, eu quero muito.  

Yixing se surpreendia com a capacidade que Suho tinha de falar tudo aquilo enquanto cortava uma cebola.  

— Mas..., mas se você também estava se sentindo assim, por que não fez nada antes? — Perguntou, um pouco indignado.  

Suho deu de ombros.  

— Amor, nós dois raramente estamos totalmente sozinhos. Andamos os dois trabalhando demais, e vivemos cansados. E muitas vezes quando estamos totalmente sozinhos, não temos lá muito tempo para fazer qualquer coisa. Quero que façamos amor de um jeito decente, agora. Você merece receber toda a minha atenção dessa vez. Já basta que na primeira não tivemos tempo de aproveitar um ao outro. Agora eu quero fazer direito. — Disse ele, largando a faca e aproximando-se rapidamente do outro, lhe dando um beijo rápido. — Entendeu?  

Lay limitou-se a concordar, ainda envergonhado por estar falando sobre aquilo tão naturalmente, coisa que nunca imaginou que ia acontecer, e ao mesmo tempo totalmente sem palavras com o quão maravilhoso Suho podia ser, falando as palavras certas, nas horas certas.  

— Agora que estamos entendidos, o que você prefere para o jantar, macarrão ou lasanha?  

*** 

Não era como se Yixing realmente esperasse que ele e Suho iam pular direto do jantar para uma sessão de amassos super quentes que levaria ao sexo. Claro que não. Sabia que precisariam entrar no clima de novo, e tudo o mais. E sabia que talvez nem chegassem no destino final naquela noite, mas depois da conversa que havia tido com o namorado, estava mais tranquilo por saber que ambos estavam na mesma página.  

Depois de jantarem uma lasanha maravilhosa feita por Suho, e arrumarem a cozinha, subiram finalmente para o quarto do mais velho. Yixing tinha que admitir que estava muito cansado. Havia ido para a faculdade pela manhã, depois ido para a empresa e trabalhado a tarde inteira, e também durante um pedacinho da noite, e o cansaço do dia estava finalmente começando a alcançá-lo. A lombar estava começando a protestar, e seus pés estavam ficando inchados. Tudo isso, é claro, não passou despercebido por Junmyeon, que era um namorado de ouro, e que fez questão de acomodar o namorado bem no meio de suas pernas quando se deitaram na cama, para que o mesmo  pudesse apoiar os pés cansados em uma pequena pilha de travesseiros a sua frente, ao mesmo tempo em que recebia uma massagem maravilhosa nas costas e assistia a um romance qualquer na TV que Suho tinha no quarto.  

Não tocaram mais no assunto sobre dormir ou não juntos, sabendo que em algum momento aquilo aconteceria, e limitaram-se a jogar conversa fora, falando sobre as compras que precisariam começar a fazer para o bebê, e sobre a expectativa de que no mês que vem o tesourinho deles finalmente deixasse de ser tímido e resolvesse deixar a doutora Park ver se era um menino ou uma menina.  

Em algum momento entre a massagem nas costas e as conversas mais diversas, Yixing começou a sentir os olhos pesados, e não tardou para que ele e Suho finalmente desligassem a TV e se ajeitassem na cama, prontos para encerrar o dia e ir para o mundo dos sonhos. O nervosismo de Yixing por dormir na casa do namorado pela primeira vez já tinha passado, e ele estava tranquilo e praticamente na dreamland quando Suho o abraçou por trás, puxando-o para mais perto e, dando uma fungada muito bem dada em seu pescoço, lhe dava um beijo no mesmo lugar que deveria ser um beijo de boa noite.  

Mas que serviu para acordar totalmente o jovem, diante dos arrepios que lhe percorreram o corpo e que começaram a deixá-lo um tanto quanto animado com aquele simples contato.  

Ah, os hormônios.  

Suho, que devia estar quase adormecido, não reparou realmente no efeito que suas carícias inocentes estavam tendo no garoto ao seu lado. Continuou acariciando a barriga alheia com uma calma desconcertante, enquanto ainda depositava pequenos beijinhos no pescoço do chinês. Aquele era um costume que ele tinha todas as vezes que ele e Yixing deitavam-se de conchinha em algum lugar, e Lay sempre achou o contato reconfortante, e sempre se viu quase adormecendo quando faziam aquilo.  

Porém aquela noite era diferente. E em algum momento entre fungadas e beijos em seu pescoço, e o carinho em sua barriga, Yixing não aguentou mais lidar com os arrepios que passeavam por seu corpo, e muito menos com a vontade gritante que tinha de beijar o autor de todo o seu tormento, e, jogando o sono e o cansaço para o alto, virou-se bruscamente nos braços do namorado, colando seus lábios no dele como se precisasse disso para se manter são.  

E naquele momento, realmente precisava.  

Suho, diante da ação muito rápida do outro, mal teve tempo de raciocinar, e já se encontrou correspondendo o beijo. E não foram necessários ao menos cinco minutos para que ele já estivesse cuidadosamente sobre Yixing, beijando-o intensamente, as mãos passeando pela lateral do corpo do namorado, e o sono totalmente jogado para escanteio.  

Yixing sorriu em meio aos beijos, levando as mãos rapidamente para baixo da camiseta do namorado, finalmente tendo a oportunidade de sentir aquela pele que pegava fogo. As mãos geladas de Yixing em contato com sua pele quente fizeram com que Suho não fosse capaz de segurar o gemido que se soltou de seus lábios, resultado do arrepio delicioso que percorreu seu corpo. Satisfeito com o som que havia agraciado seus ouvidos, Lay começou a passear com suas mãos pelas costas extensas do Kim, hora passando as unhas, ora acariciando a pele, e tudo isso serviu apenas para deixar Suho ainda mais louco pelo homem deitado sob si.  

Em meio a ofegos e beijos estralados, as roupas foram aos poucos sumindo dos corpos que pegavam fogo.  

Foi apenas quando Yixing se encontrou exatamente da maneira como havia vindo ao mundo, com sua pele alva e macia totalmente à mercê de Suho, que o mais velho se afastou, sentando-se sobre os calcanhares e apenas permitindo-se a observar Yixing e toda sua beleza. Queria observar cada detalhe que não havia tido tempo de observar na única noite que haviam passado juntos, quando a sede que tinham um pelo outro estava muito grande, e não deixou espaço para romance e atenção.  

Agora que tinha todo o tempo do mundo, queria fazer diferente.  

Yixing, diante do olhar nada discreto do namorado, encolheu-se um pouco, levando as mãos ao rosto, que começava a esquentar.  

Suho sorriu.  

— Ei, ei. Por que está escondendo o rosto? — Perguntou, aproximando-se novamente do outro e puxando delicadamente as mãos do mesmo.  

— Fico com vergonha quando você me olha assim. — Limitou-se a dizer, porém não conseguiu deixar de sorrir.  

O Kim balançou a cabeça em negação.  

— Vergonha por quê? Você é lindo, Xing. Tudo em você é lindo, e eu quero olhar e memorizar cada pedacinho seu. — Disse, fazendo o coração do chinês, que já batia rápido, acelerar mais ainda.  

Sentia como se aquela fosse a primeira vez deles. E de alguma forma, realmente era.  

— Vergonha do meu corpo. Não ando mais tão em forma como já estive, engordei muito nos últimos meses... não quero que você acabe vendo alguma coisa que te desagrade. — Disse, e Junmyeon revirou os olhos, voltando a se deitar sobre o namorado, e sentindo-se maravilhosamente bem ao ter a pele do outro em contato direto com a sua.  

Depositou um beijo na bochecha vermelha do outro, antes de encontrar os olhos alheios mais uma vez.  

— Como se eu me importasse com isso. Você é absoluta e completamente lindo, Yixing, de qualquer jeito. E não importa se você vai ter gominhos no abdômen ou não, eu vou continuar te achando lindo. — Disse, descendo os beijos para o pescoço do rapaz. — Sem falar que essa barriga te deixa tão mais sexy ao meu ver... — Continuou descendo os beijos, parando na clavícula do mais novo e olhando-o por uma fração de segundo. — Porque eu sei que aqui mora o resultado de todo o amor que eu sinto por você.  

Yixing precisou fechar os olhos diante das emoções que aquela simples fala trouxe para si. E antes que pudesse falar algo, seu corpo foi tomado por uma sensação arrebatadora quando a boca de Suho finalmente se fechou em volta de um de seus mamilos, acariciando-o lentamente com a língua, enquanto seus dedos atiçavam o outro. Suas mãos, que haviam retornado ao rosto, agora agarravam-se ao lençol branco da cama, buscando alguma fonte de apoio para as sensações que lhe tomavam conta.  

Aquela era a primeira vez, em toda a sua vida, que sentia algo tão intenso enquanto nas preliminares do sexo com alguém. Mas é claro que isso se devia ao fato de com quem ele estava, e como ele se sentia com aquela pessoa.  

Suho já havia dito, e era verdade: estavam fazendo amor. E sempre lhe disseram que quando esse sentimento tão poderoso está envolvido, tudo fica diferente.  

Junmyeon fez jus a sua resolução de que queria aproveitar aquele momento como não teve a chance de aproveitar a primeira vez dos dois. Abusou, chupou e mordeu os mamilos até que os deixasse rubros, e que a voz de Yixing lhe tivesse acariciado os ouvidos com pequenos gemidos tímidos. E daí apenas partiu para explorar o resto do corpo do namorado.  

Seus lábios viajaram pela barriga que tanto adorava, enchendo-a de beijos e de chupões carinhosos. Continuou passeando suas mãos pelas coxas fartas de Lay, apertando-as enquanto permanecia explorando o corpo alheio com os lábios.  

Para Suho, aquilo também estava sendo diferente de todas as outras experiências que já tinha tido na vida, e o que sentia agora só lhe provava que tinha achado a pessoa com quem queria passar o resto de sua vida.  

Tinha certeza absoluta de que nunca, nenhuma outra pessoa, o faria se sentir da mesma maneira que Yixing fazia.  

Tratou de dedicar toda sua atenção ao namorado, porque queria trazer a Yixing as melhores sensações que pudesse. Quando agarrou o pênis já ereto do mais jovem e não se demorou a levá-lo até sua boca, sentiu como se fosse ele próprio a receber toda aquela atenção em seu corpo só por ouvir os gemidos surpresos e satisfeitos que deixavam os lábios de Yixing, agora sem restrição alguma.  

Nunca havia tido a experiência de sentir prazer apenas por dar prazer ao outro, e aquilo era tão gratificante.  

Perdeu um bom tempo ali, provando do gosto de Yixing até que os gemidos do outro ficassem cada vez mais agudos, e o outro não tardasse a se derramar em sua boca. Aquela foi a primeira vez que Suho fez questão de engolir cada gota. O gosto de Yixing era algo que só o deixava cada vez mais excitado.  

Largou o membro de Yixing e voltou a subir os beijos por seu corpo, até encontrar sua boca novamente e dar início a um beijo totalmente sensual. Sua língua enroscava-se deliciosamente à de Lay, e as mãos do menino, lhe arranhando a nuca e lhe puxando os cabelos, apenas faziam com que seus gemidos também saíssem de forma incontrolável.  

— Você é tão, mas tão gostoso, amor. Eu quero te morder todinho. — Disse, com a respiração falha, enquanto deixava de fato pequenas mordidas nos lábios, bochechas e maxilar de Yixing. O pescoço do mais jovem já se encontrava com as mais diversas marcas vermelhas, e ele sabia que alguns roxos lhe fariam uma visita na manhã seguinte, mas pouco estava se importando.  

Sentir a boca de Junmyeon em si estava deixando-o sem chão, seu raciocínio já não funcionava mais, e ele só sabia sentir cada vez mais o calor que tomava conta de si.  

— Myeon... — Era tudo o que conseguia suspirar em meio aos beijos e chupões que seu namorado distribuía por seu corpo, mas pouco estava se importando com isso: naquele momento, palavras eram completamente desnecessárias. Ele só queria que Suho continuasse, e não parasse nunca mais.  

Não se surpreendeu nem um pouco ao notar que já estava duro mais uma vez. E os movimentos de vai e vem que começaram a fazer, trazendo seus membros em contato direto, arrancou um gemido longo e sôfrego de ambos os garotos.  

Sabiam que não aguentariam por muito tempo. Yixing já havia esperado demais para finalmente ter Suho dentro de si novamente.  

Com uma força que não sabia de onde tinha tirado, já que todo o seu corpo parecia gelatina naquele momento, Yixing conseguiu afastar-se minimamente do beijo que visava lhe tirar o pouco que lhe restava de fôlego.  

— Eu quero você. Dentro de mim. Agora. — Falou, olhando no fundo dos olhos de Suho, pausando a cada poucas palavras para tentar recuperar o fôlego perdido, e ficou maravilhado ao ver as orbes que tanto amava escurecerem em puro desejo, e Junmyeon não perdeu um minuto sequer antes de mergulhar novamente nos lábios de Yixing, dessa vez, com mais intensidade.  

Sem saber como, conseguiu abrir a gaveta do criado enquanto continuava beijando o namorado da forma mais apaixonada que já tinha beijado alguém, e retirava dali duas coisas que fizeram uma falta imensa da primeira vez que dormiram juntos.  

Largou o tubo de lubrificante e a camisinha ao seu lado apenas para finalizar o beijo com alguns selinhos, antes de se afastar brevemente de Yixing para pegar o líquido espesso e gelado, e derramar uma quantia considerável em suas mãos.  

Voltou a aproximar o rosto do mais novo ao mesmo tempo em que guiava o primeiro dedo para sua entrada, e a circulava lentamente, sentindo o corpo de Yixing tremer embaixo de si, e um gemido delicioso e manhoso deixar os lábios do outro.  

— Faz muito tempo desde que fizemos isso pela última vez, Xing, e eu não quero te machucar. Então eu preciso que você me diga se sentir algum desconforto, ok? — Perguntou, mas Yixing estava pouco ligando para qualquer baboseira que saía da boca do mais velho. Ele só queria que Suho parasse de enrolação e enfiasse aquele dedo logo. Fazia meses que vinha esperando por isso, e não aguentava mais adiar todo o processo. — Xing?  

Yixing revirou os olhos diante da insistência do namorado, que ainda permanecia só atiçando sua entrada, enquanto esperava alguma confirmação para o que quer que ele estivesse falando. Puxando o rosto do namorado para si um pouco bruscamente, beijou sua boca por alguns segundos, afastando-se com um estalo que ecoou pelo quarto, antes de concordar, mesmo sem saber do que se tratava.  

— Ok, amor, agora enfia essa porra desse dedo em mim antes que eu mesmo faça isso. — Disse, impaciente, e, uau, Junmyeon jurou que podia ter gozado ali mesmo.  

Nunca imaginou que iria ouvir seu pequeno falando daquele jeito e exalando tanta luxúria. Era uma surpresa maravilhosa, então ele não perdeu tempo antes de obedecer ao rapaz.  

Um dedo se transformou em dois, em três, e logo Yixing já gemia descontroladamente, os nós dos dedos já brancos devido a força com que se agarrava aos lençóis da cama. Junmyeon tinha, com sucesso, conseguido encontrar o ponto que levava Yixing à loucura, e o mais novo sabia que, se o namorado não trocasse logo os dedos por algo que ele realmente desejava, ele gozaria novamente. E ele não queria gozar só com os dedos de Suho em si.  

Agarrou o pulso do namorado um pouco bruscamente, assustando Suho, que parou com os movimentos no mesmo momento.  

— O que foi, amor? Machuquei você? — Perguntou, aflito, e Yixing riu, negando com a cabeça, enquanto afastava o namorado e sentava-se na cama.  

— Não, amor. Mas eu realmente preciso que você tire esses dedos maravilhosos de dentro de mim agora, porque eu quero outra coisa. — Disse, sorrindo malicioso, e Junmyeon ficou um tanto sem palavras quando foi empurrado de encontro a cama, e teve um Yixing muito grávido, suado e de tirar o fôlego montando em si.  

— Xing...?  

O chinês parou qualquer pergunta que pudesse sair da boca do namorado ao lhe dar um selinho, enquanto arrumava as pernas uma de cada lado do corpo de Suho, e apoiava as mãos no peitoral que tanto adorava, correndo as mãos brevemente por ali.  

— Você já trabalhou bastante hoje, amor. Agora é minha vez. — Disse, sorrindo safado, antes de agarrar o membro de Suho e começar a bombeá-lo lentamente, enquanto voltava a beijá-lo de uma maneira que deixou Junmyeon tonto.  

Yixing era demais para ser real.  

Conseguiu agarrar o tubo que Suho tinha descartado em algum canto da cama sem parar com seus movimentos de vai e vem. Destampou o lubrificante habilmente apenas com uma das mãos, parando os movimentos no membro absurdamente duro do Kim apenas para derrubar uma quantidade boa do líquido em sua palma, antes de voltar às suas atividades.  

Tratou de espalhar bem o líquido mágico que facilitava muito as coisas na vida das pessoas. Tinha que admitir que, por mais maravilhosa que tenha sido a primeira noite que passou com Junmyeon, aquele pequeno detalhe fez falta, e, embora o outro tenha feito um ótimo trabalho tentando prepará-lo da melhor maneira naquelas circunstâncias para diminuir sua dor ao máximo, ainda havia sido desconfortável no começo. 

Mas, pensava Yixing, se naquelas condições, tudo já havia sido maravilhoso, agora que tinham uma cama, lubrificante, e uma noite toda pela frente, sabia que tudo ia se elevar a outro nível. E ele estava louco para experimentar a sensação.  

Dessa vez, quem parou os movimentos de Yixing foi Suho.  

— Amor, eu acho realmente sensacional sentir você desse jeito, mas se você não parar agora, quem vai gozar sou eu. E digamos que nenhum de nós quer que as coisas acabem rápido assim, não é? — Falou, agora ele mesmo sorrindo sacana. Yixing soltou uma risadinha, toda a vergonha que tinha no começo de tudo estando perdida no espaço, e tudo em que ele conseguia se concentrar agora era Suho, e apenas Suho.  

— Então não vamos adiar as coisas mais ainda, não é? — Falou, sorrindo, enquanto deixava um último beijo na boca do namorado e ajeitava-se melhor sobre ele, pronto para levar o membro alheio finalmente até sua entrada.  

Apenas para ser parado de novo.  

— Espera, Xing... a camisinha. — Falou Suho, pegando o pequeno pacote quadrado e entregando-o ao namorado. Yixing limitou-se a olhar um pouco descrente para o outro, pegando o objeto e largando-o novamente no criado. Suho arqueou as sobrancelhas. — Amor... tem certeza?  

Yixing revirou os olhos.  

- Myeon... Eu te conheço. Eu sei que você não tem nada. Você sabe que eu não tenho nada. Nós não estamos só transando por transar, nós estamos namorando e, como você mesmo disse, estamos fazendo amor. Nós já dormimos juntos uma vez e, embora naquela vez a gente devesse ter usado camisinha, a gente meio que esqueceu, e o resultado está aqui, bem no meio de nós dois. — Disse, apontando para a barriga e rindo. —  A única razão para usarmos uma seria evitar gravidez e, bem... se eu já estou grávido mesmo, não vejo necessidade. — Concluiu, e Suho sorriu. Yixing, sorrindo de volta, aproximou-se mais de Junmyeon. — E além do mais, eu quero muito sentir você gozando dentro de mim.  

E dizendo isso, colou a boca à do namorado mais uma vez naquela noite, ao mesmo tempo em que se afundava sobre o membro rijo do outro.  

O gemido que deixou ambas as gargantas foi completamente satisfatório.  

Ficaram alguns segundos parados, as respirações ofegantes sendo tudo o que se ouvia no quarto. Quando Yixing se acostumou com a pequena invasão, afastou-se do namorado, fechando os olhos enquanto apoiava as mãos suadas sobre o peito do outro e finalmente começava a se movimentar.  

Suho tinha certeza de que estava tendo uma visão do paraíso.  

Não aguentou ficar parado enquanto Yixing se movimentava sobre si, e logo levou suas mãos até a cintura alheia, apertando-a e ajudando o mais novo a acelerar seus movimentos, arrancando assim cada vez mais gemidos e algumas palavras profanas de apreciação da boca do rapaz.  

Não demorou para que os quadris de Suho também estivessem se mexendo, indo de encontro aos de Yixing. Em algum momento daquela dança erótica, Suho finalmente encontrou o ponto mágico que fazia Lay ver estrelas, e, diante do grito de êxtase que o namorado soltou, sorriu, passando a acertar aquele lugar em especial todas as vezes em que se enterrava fundo no chinês.  

Os gemidos de Lay ficavam cada vez mais alto. Sua pele brilhava de suor, e ele sabia que, pela sensação que tomava conta de seu baixo ventre, não aguentaria por muito tempo. Apesar de não ver a hora de finalmente poder explodir, sua condição de grávido cansado que havia trabalhado e estudado o dia todo, e que deveria estar dormindo e não gritando o nome do namorado em plena madrugada, começou a pesar. Suas pernas se cansaram, e seus movimentos foram diminuindo.  

Mas não que isso fosse algo sobre o qual precisasse realmente se preocupar. É claro que não. Suho, sabendo que cedo ou tarde seu pequeno se cansaria, não tardou em inverter as posições, deitando Yixing de lado e, levantando uma das pernas do garoto, para facilitar as coisas, enterrou-se novamente no calor que o deixava louco como nunca.  

Os dois já estavam banhados em suor. As respirações estavam completamente descontroladas, e os movimentos já começavam a se tornar uma bagunça. Suho, sentindo aquela sensação maravilhosa se apossar de seu baixo ventre, ao mesmo tempo em que escutava o namorado gemer mais agudo, pedindo para que ele fosse mais rápido, não tardou a atender os pedidos do mais novo.  

E em pouquíssimo tempo o quarto, antes ocupado apenas pelos gemidos e barulho de peles se chocando, foi tomado por dois gritos de êxtase no momento em que ambos chegaram ao ápice.  

Tomados pela sensação arrebatadora que aquele orgasmo havia lhes trazido, Junmyeon largou a perna de Lay delicadamente, diminuindo seus movimentos aos poucos até que finalmente se retirou de dentro do namorado, vendo uma parcela do líquido que havia deixado dentro do outro sair também, o que retirou um murmúrio de Lay, que se encontrava mole na cama, com os olhos fechados, a respiração descompassada, e um sorrisinho completamente bobo no rosto.  

— Isso foi... uau. — Foi tudo o que ele conseguiu dizer, e Suho riu, encostando a cabeça no ombro do namorado, deixando um beijo ali, enquanto tentava recompor as energias.  

— Acho que não vou encontrar palavra melhor que essa para descrever. — Admitiu, e Yixing também riu.  

Ficaram alguns minutos ali, largados na cama, recuperando-se do que ambos acreditavam que havia sido o melhor orgasmo de suas vidas. Suho voltou ao planeta Terra apenas quando percebeu que Yixing estava quase dormindo, e ele não podia, de jeito nenhum, deixar seu namorado dormir naquele estado, todo suado, numa cama com todas as evidências do que acabaram de fazer.  

— Ei, amor, vamos tomar um banho. — Falou, no ouvido do mais novo, chacoalhando-o levemente.  

Yixing protestou, fazendo manha. Ele era totalmente adorável aos olhos de Junmyeon.  

— Não quero. Vamos dormir e tomar banho amanhã. — Falou, virando-se mais para o lado e afundando a cabeça no travesseiro.  

O Kim riu.  

— Amor, não posso deixar você dormir todo suado, todo sujinho e ainda mais sem estar devidamente agasalhado nesse frio. Vamos, vou encher a banheira com água bem quentinha, aí nós podemos ficar lá um pouco, e depois podemos dormir. Amanhã é sábado, não temos que acordar cedo, e você vai poder dormir até a hora que quiser.  

Ao ouvir que poderia dormir até a hora que quisesse, Yixing levantou a cabeça, interessado na proposta.  

— Até a hora que eu quiser? Promete? — Perguntou, e Junmyeon sorriu, concordando com a cabeça. — Tudo bem então. Mas eu estou sem condições de andar. Você vai ter que me carregar até o banheiro.  

E é claro que, mesmo que Lay não tivesse lhe pedido aquilo, era o que Junmyeon faria de qualquer maneira. Pegou o namorado no colo, enchendo seu rosto de beijos e falando sobre o quanto o amava e o quão perfeito ele era, enquanto seguiam para o banheiro. Deixou o mais novo sobre a pia, apenas para abrir a torneira e deixar a água quente preencher a banheira, e ficaram trocando beijos breves até que a água já estivesse em uma quantidade adequada.  

Deixou Yixing na banheira e apressou-se a trocar os lençóis de sua cama, que definitivamente precisariam ser lavados, e pegou mudas de roupa quentinhas para os dois antes de se juntar ao namorado — que estava quase dormindo na banheira.  

— Eu te deixei mais cansado do que já estava. Desculpa, amor, mas não deu pra me segurar. — Disse, brincando com o menor, que revirou os olhos.  

— Não fale como se só você tivesse me cansado, Kim Junmyeon. Sei que fiz um bom estrago em você também. — Disse, enquanto brincava com as mãos de Suho, que estavam em sua barriga, e sentia o namorado, atrás de ri, rir.  

- Não tenho nem como contestar. — Disse, e Yixing sorriu, vitorioso.  

Não demoraram no banho. Já estava tarde e, depois das atividades noturnas, tudo o que eles queriam fazer era dormir.  

Depois de estarem devidamente vestidos e bem acomodados na cama, Suho voltou a posição que iniciara tudo aquilo, abraçando Yixing por trás e lhe dando beijos leves no pescoço. Daquela vez, a ação teve o efeito costumeiro, e Yixing começou a sentir os olhos pesarem.  

— Eu já disse que te amo muito? — Perguntou a Suho, com a voz manhosa e sonolenta.  

Junmyeon sorriu, levando uma das mãos para acariciar a barriga que tanto amava.  

— Hmmm... hoje ainda não. — Disse, brincalhão, e mesmo em meio a todo o sono, Yixing sorriu.  

— Eu te amo muito, Junmyeon. Muito mesmo. — Disse, e Suho sorriu.  

— Eu também te amo muito, Xing. Muito, muito. — Disse em retorno.  

Yixing suspirou, satisfeito. Não cansava de ouvir aquelas três palavrinhas mágicas saindo da boca de seu namorado.  

— O bebê também ama muito você, papai. Resolveu até dar um olá agora. — Disse, puxando a mão de Junmyeon até um canto de sua barriga onde era possível sentir pequenas pancadinhas. Parece que as atividades noturnas deles tinha acordado alguém.  

— Papai também ama muito esse pequeno. — Disse, com um sorriso bobo, antes de sair de sua posição novamente apenas para beijar a barriga de Lay, antes de voltar a abraçá-lo. — Agora vamos dormir, que você está caindo de sono, meu amor. E eu também.  

Yixing concordou, virando o rosto rapidamente e roubando um beijo do namorado.  

— Boa noite, amor. Amo você.  

— Boa noite, amor. Eu também amo você.  

E ali, abraçado com o homem que tinha certeza de que era a pessoa com quem ele queria passar o resto de sua vida, sentindo os pequenos chutes do pequeno que dali a alguns meses viria para alegrar ainda mais suas vidas, teve certeza.  

Sua vida não poderia estar melhor.  


Notas Finais


foi isto adeuskkkkkkkkk


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