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História Small unforeseen - ABO - Capítulo 7


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Notas do Autor


boa leitura amores

Capítulo 7 - Quinto Capítulo


Fanfic / Fanfiction Small unforeseen - ABO - Capítulo 7 - Quinto Capítulo

Mark bebeu um pouco do vinho que estava em sua taça e se acomodou no sofá. Só estava ali na casa de Taeyong e Doyoung porque Jaemin tinha implorado por isso. A conversar entre amigos estava boa e fluindo normalmente, mas Kunhang, era um tanto impaciente e curioso.

— Okay, Jaemin, desembucha: o que realmente estamos fazendo aqui. – questionou o chinês e Jaemin suspirou.

Mark franziu o cenho. O Na estava estranho demais pra uma tarde de sábado, até porque ele era a pessoa mais falante e sorridente que qualquer pessoa ia conhecer, mas naquele dia em especial ele não parecia aquela pessoa falante e sorridente de todos os dias. Tudo começou quando eles estavam debatendo no grupo deles se iam ou não a um bar ou se ficariam em casa. Jaemin disse pra todos irem na casa de Doyoung pois havia algo que precisava falar. Claro que o Kim ficou questionando por que tudo tinha que ser em sua casa, mas ainda sim aceitou receber todos em sua residência, pois nunca viu Na responder uma mensagem tão seriamente.

— Eu tenho algo pra contar, mas eu não sei... – Jaemin não completou sua fala pois estava com medo do rumo que toda aquela conversa ia levar.

— Nana, pelo amor dos céus, você tá me preocupando. O que tá rolando, hein? – Sungchan questionou e Jaemin suspirou novamente.

— Aconteceu algo no meu trabalho...

— E...? – Doyoung o encarou pois estava interessado no que ele ia dizer pois era dono do estabelecimento onde o garoto trabalhava.

— Ontem eu estava lá e entrou um cliente um tanto diferente. Eu não o reconheci de primeira pois ele só pediu três potes de sorvete de chocolate. Até aí tudo bem, mas ficou tudo estranho quando uma menininha com idade entre três ou quatro anos apareceu puxando a camisa desse cliente pedindo sorvete de morango. Eu a achei adorável.

— Onde é que tu quer chegar com isso, Jaemin? – Doyoung perguntou.

Jaemin ignorou o chefe e deu continuidade a sua história.

— Eu a chamei de fofa e ela sorriu pra mim, mas o sorriso dela era familiar até demais.

— Olha, Nana, eu realmente não tô entendendo nada dessa sua história. – Sungchan disse, pois ele estava muito confuso e sua cabeça estava com vários pontos de interrogação com aquela historia de Jaemin.

— O sorriso dela era igual o de Mark, e o cliente especial era o Donghyuck. – soltou de uma vez.

Mark inclinou levemente sua cabeça para o lado e encarou o amigo, tentando entender o que ele estava falando.

— Como assim? – questionou Doyoung, que também estava sem entender nada. 

— Vocês lembram o sorriso que o Mark dá sempre que ganha uma melancia? – Na questionou, arrancando risos de seus outros amigos e um revirar de olhos do dito cujo.

— Claro que lembro, é um sorriso fofo – respondeu Taeyong rindo. 

— Entao, esse era o sorriso da menina. 

— Na Jaemin, o que você está insinuando? – a postura de Doyoung mudou completamente.

— Quando eu chamei pelo Donghyuck, a postura dele mudou. Parecia que ele estava com medo, como se escondesse algo, tanto que quando citei o Mark, ele fingiu que não sabia quem era. – Jaemin disse, ainda encucado com tudo isso.

— Espera, você não tá querendo dizer que a menina que você achou fofa, pode ser... – Sungchan não terminou sua fala.

— Filha do Mark? – concluiu Taeyong e Jaemin assentiu.

Mark encarou o nada pois sua cabeça entrou no modo avião. Não conseguia raciocinar direito. Seu coração acelerou e um sorriso involuntario se abriu quando imaginou na possibilidade de ter uma filha, principalmente com Donghyuck, seu coração se aqueceu. Por pensar no garoto, começou a juntar as peças sobre a reação do Lee aos vê-lo no bar. Com certeza ele não estava esperando em lhe ver novamente nem tão cedo.

— Por isso ele reagiu daquela forma ao me ver naquele bar. – disse Mark e seus amigos concordaram.

— Mark, meu anjo, você agora é papai. – Kunhang falou e seus olhos brilhavam só de pensar na possibilidade de ter uma pequena alfa ou ômega como sobrinha. Isso alegrava seu coração.

Mark se levantou e começou a andar de um lado pro outro. Seu coração estava acelerado, sua mãos suavam um pouco e sua garganta estava seca. Todos esse anos que ele ficou longe, Donghyuck criou uma filha sozinho. Ele provavelmente abandonou tudo, só pra ter a menina. Ele escondeu tudo de Mark, mas... Por que?

— Por que ele escondeu isso de mim? Eu tinha o direito de saber, não tinha? – Mark questionou e encarou os amigos. 

— Mark, você tinha um futuro inteiro pela frente. Se você largasse tudo, sua mãe ia surtar. – disse Doyoung. 

— Eu sei disso, mas se ele tivesse me contado, eu teria largado tudo pra ficar aqui com ele e com nossa filha. – Mark falou ao que se sentava e passava a mão por seus cabelos. Ele sentia seu coração acelerado e lágrimas se formarem em seus olhos.

— Mark, ele lhe deixou ir pois provavelmente ia achar que estava te atrapalhando e com certeza ia se culpar por você desistir de todo o seu futuro por causa dele e da criança. – Taeyong falou e se sentou ao lado do amigo e o abraçou de lado. 

O Lee deitou no ombro do mais velho e chorou. Chorou por se sentir um idiota. Chorou por saber que esconderam sua filha dele. Chorou por ter perdido a chance de ter criado sua filha ao lado de seu amado e ver ela crescer. Ele chorou por tudo. O canadense soluçava de tanto chorar principalmente por pensar em tudo o que Donghyuck passou sozinho. Ômegas que engravidam e não tem um alfa por perto, acabam sendo expulsos de casa. Ele sequer sabia se isso havia acontecido com o Lee, mas do jeito que a sociedade era, com certeza isso havia acontecido, e isso lhe chateava.

Quando chegou no ponto em que o choro de Mark estava se tornando cada vez mais sôfrego, Doyoung se levantou e também o abraçou. O alfa mais novo chorava copiosamente pois não sabia o que ia fazer e como se aproximar e conversar com Donghyuck. Não sabia o que fazer pra chegar até o ômega que tanto mexia com sua parte lupina e humana. Queria recuperar o tempo perdido, estava disposto a tudo, pra conseguir o amor de ambos, porque nesses quatros anos que se passaram, Mark Lee não esqueceu Lee Donghyuck. Em nenhum momento o ômega saiu de sua cabeça.

— Mark, nós iremos encontrá-lo e vamos tirar essa história a limpo. – falou Sungchan, que estava começando a ficar triste, porque era isso que Mark exalava. Tristeza.

— Vamos descobrir se temos uma sobrinha pois eu quero mimar essa criança até dizer chega. – falou Kunhang todo feliz e isso acabou contagiando Mark, porque era isso que o chinês exalava. Felicidade.

— Valeu gente.

Mark se sentia péssimo, mas estava disposto a tudo pra finalmente conhecer sua filha.

⁂⁂

Donghyuck se apoiou no balcão do bar e suspirou. Seu coração doia e ele se sentia angustiado, mas não sabia exatamente o porque. Ele respirava com um pouco de dificuldade e ele nem se assustou quando sentiu uma mão em suas costas.

— Hyuck, tá tudo bem? – Jaehyun perguntou ao que alisava as costas do mais novo.

— Eu tô bem, mas meu lobo não está.

Donghyuck sentiu uma súbita vontade de chorar, mas se segurou. Não estava entendendo nada daquilo e isso estava lhe chateando muito.

— Hyuck, posso te contar uma coisa? – Jaehyun perguntou, colocando o ômega sentado em um dos bancos do bar.

— Claro.

— Quando eu conheci o Taeil, ele não queria nada comigo pois segundo ele, eu era um alfa super, hiper, mega babaca e sem noção. Confesso que sem noção eu ainda sou. – Donghyuck sorriu, mesmo sem entender onde o amigo queria chegar. — Em uma bela noite a gente ficou, mas no dia seguinte ele voltou a me esnobar pois segundo ele, tudo que rolou foi um erro e um erro estúpido. Depois disso, eu comecei a me sentir estranho por causa disso.

— Jaehyun, eu não tô entendendo onde tu quer chegar com isso.

— Meu lobo escolheu o Taeil, mas ele não queria nada comigo. Eu fui afundado, Donghyuck, e sequer sabia o que tava acontecendo comigo, mas o mesmo que estava rolando comigo, tava rolando com o Tae. Nossos lobos se escolheram e como nós não estávamos juntos, a gente definhou até uma noite em que Taeil apareceu na minha porta, todo molhado. O lobo dele o fez sair na chuva, somente pra me procurar. A gente estava destinado a ficar juntos mesmo que ele não me suportasse. Quando começamos a namorar, tudo voltou ao normal, mas o único diferencial é que estamos juntos há dois anos e tudo não poderia estar mais perfeito. Algumas vezes nós brigamos pra caralho pois somos muito diferentes, mas ainda sim nós nos amamos.

Donghyuck sentia seus olhos marejados. Taeil nunca havia lhe contado isso.

— Eu sei que o Tae nunca te contou isso, mas é porque ele realmente não gosta dessa história. Ele diz que essa parte do nosso relacionamento, ele quer esquecer para sempre. – Jaehyun respondeu os pensamentos do mais novo, arrancando um sorriso de lado do Lee.

— Você acha que isso tá acontecendo comigo? – perguntou.

— Eu acho que seu lobo escolheu Mark, mas como ele foi embora, digamos que ele acabou seguindo em frente mesmo sem querer, mas agora que voltou, tudo irá se complicar e vai desgastar vocês. – Jaehyun disse.

— Eu quero tanto, mais tanto revê-lo. – Donghyuck disse e sentiu seu coração ficar ainda mais apertado.

— E o que te impede de vê-lo novamente? – Jung perguntou.

— Muitas coisas estão em jogo, Jaehyun, você não entende. 

— Eu não entendo mesmo. O que há de tão errado e o que tá em jogo?

Donghyuck suspirou derrotado. Estava tão cansado de esconder as coisas, estava se sufocando com tudo isso que escondia.

— Eu desejo que Mark saiba que nós dois tivemos uma filha linda juntos, que possamos conversar sobre tudo, até mesmo aqueles assuntos banais e aleatórios que surgir em nossas mentes. Eu realmente quero tudo isso, mas ele não pode saber de nada, Jaehyun!

— E por que não, Hyuck?

— Porque a mãe dele não quer que ele saiba de nada. 


Notas Finais


a mãe do Mark é um nenem😝

até o próximo


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