História Smells Like Love - Capítulo 1


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Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Doyoung, Jaehyun, Jaemin, Jeno, Johnny, Kun, Taeil, Taeyong, Ten, Yuta
Tags Abo, Jaeyong, Johnten, Mpreg
Visualizações 49
Palavras 3.207
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá!

Voltando após anos sem postar nada, como estão? Aconteceram muitas coisas ao longo desses quase quatro anos que me fizeram perder o ânimo com a escrita, mas aos poucos estou tentando voltar, porque é uma coisa que gosto muito de fazer. Um passo de cada vez e a gente chega lá! haha

Boa leitura!

Capítulo 1 - Capítulo I


YoungHo sentia o peso do olhar do pai em suas costas. Era como uma lâmina gélida o cortando ao meio, dando-lhe a certeza de que o velho Seo faria de sua vida um inferno dali pra frente. Enquanto o juiz proferia a sentença dada a ele por seu "delito", o garoto suspirava, praticamente ajoelhando aos pés do juiz para que aquilo acabasse logo. Sua mente estava desligada; provavelmente teria que pagar uma multa gorda e seria dispensado.

Ledo engano.

Ao ouvir as palavras "serviço comunitário" saindo da boca do velho juiz, sentiu o estomago afundar. Aquilo sim seria demais para si. Olhou para o pai em um claro sinal de desespero, porém só recebeu um olhar duro e frio, como se ele comemorasse o que estava acontecendo com o filho irresponsável. Escondeu o rosto nas mãos, incrédulo com a própria sorte. Desligou a mente por completo, não queria nem sequer ouvir o nome do lugar que "ajudaria".

Ao término do julgamento, YoungHo se levantou em um rompante e marchou para fora da sala, irritado demais para manter a calma dentro daquela sala sufocante. Respirou uma, duas, três vezes, cerrando os olhos em uma tentativa falha de se acalmar. Sentiu uma mão em seu ombro e se virou, fitando os olhos castanhos de MinHo que parecia lhe pedir desculpas.

— Eu fiz tudo o que pude para livrar você da prestação de serviços comunitários, mas você está errado, YoungHo. Não é sempre que vou conseguir livrar seu traseiro, você devia ter isso em mente antes de fazer besteira.

— Quantas vezes eu vou ter que dizer que a culpa não foi minha? A confiança de vocês em mim me comove.

— Ninguém confia em você porque não há motivos para tal. Você não dá motivos para eu confiar em você, YoungHo. Você chegou longe demais dessa vez! —  Encolheu-se no lugar ao ouvir a voz dura do pai. Preferia mil vezes levar uma surra de perder os dentes do que um sermão do mais velho. — Olha todo o tempo e dinheiro que me fez perder com essa besteira que você fez!

— E-Eu tenho certeza que tem como recorrer e... — Fitou MinHo de forma esperançosa, sendo interrompido pelo pai.

— Nem pensar. Você merece isso. Vai prestar o serviço comunitário e eu irei usar a sua mesada para cobrir a multa. Agradeça por eu não deixar você ir preso, seu estúpido —  o velho disse duramente, virando-se para o jovem advogado. —  Eu proíbo você de recorrer, ouviu, MinHo? Deixe-o responder por seus atos.

— Appa!

— Você não vive dizendo que já é adulto? Então aja como um.

O mais velho deu as costas para o filho, caminhando em direção à saída. YoungHo passou as mãos pelos cabelos e gritou de raiva, chutando a lata de lixo próxima a si. Fitou o amigo que apenas sorriu de forma cordial e deu dois tapinhas em seus ombros, em um desejo mudo de boa sorte.

Estou ferrado.

*

YoungHo estava sentado em uma das poltronas de couro do escritório do pai enquanto ouvia o pior sermão de sua vida. O mais velho praticamente espumava de raiva enquanto gritava consigo. YoungHo apenas desligou a mente e fixou o olhar em um ponto vazio na mesa de mogno do pai. Tudo o que lhe era dito ali, o rapaz já estava farto de saber.

Tudo em sua vida era minimamente controlado. As aulas que recebia na escola, as pessoas com quem conversava, os lugares aonde ia, até mesmo o que comia. Era tudo de acordo com o plano. O plano de criar o filho perfeito. Educado, de boa aparência e acima de tudo, obediente. Com o tempo, YoungHo havia aprendido que revidar não adiantava, então apenas se mantinha em silêncio.

— Você ao menos está me ouvindo, YoungHo?! — Ouviu o pai gritando consigo e o fitou, entregando-lhe um suspiro cansado.

— Não podemos simplesmente pular essa parte? Você já berrou tudo isso nos meus ouvidos milhares de vezes.

Fitou o velho pai. Já estava ferrado de qualquer forma. Nada do que dissesse iria alterar o seu brilhante futuro. Estava farto de ter seu destino traçado sem sua permissão. O jovem Seo se sentia apenas uma marionete nas mãos dos pais. Não faça isso, não aja dessa forma. Era frustrante. Era um rapaz com sonhos, com sentimentos. Porém, tudo o que importava ao pai era criar alguém apto para assumir os negócios da família.

— Você grita comigo dizendo que eu tenho que ter responsabilidade para assumir os negócios da família, eu revido dizendo que não quero assumir essa merda, e você grita comigo de novo. Parece um ciclo vicioso.

— Essa "merda" é a razão da sua vida boa de hoje, YoungHo. Você precisa começar a dar mais valor para as coisas. É um alfa, um Seo. Precisa honrar o nome da sua família!

O homem não entendia onde havia errado. Desde o nascimento de YoungHo — o melhor dia de sua vida, mesmo que o filho não acreditasse — havia prometido a si que faria dele um homem de honra para assumir seu lugar quando sua alma finalmente descansasse, mas as coisas estavam saindo de seu controle e aquilo o assustava. Precisava tomar as rédeas da situação antes que fosse tarde demais.

— Eu tentei de tudo, sabe. Tentei te colocar na linha de uma forma pacifica, mas já que você não quer colaborar... Vou te fazer entrar na linha na marra! — gritou, dando um soco forte na mesa e assustando o filho.

YoungHo arregalou os olhos, perplexo com a atitude alheia. Nunca havia visto o pai perder o controle daquela forma. A raiva corria por suas veias, mas decidiu apenas aceitar e não revidar. Sua situação com o próprio pai já era complicada por natureza, não queria piorar as coisas. Apesar de tudo, o amava.

 — Estou cansado, YoungHo. Saia daqui. E se você sequer sonhar em fugir do serviço comunitário, eu vou fazer você se arrepender de ter nascido.

O mais novo se levantou em silêncio e se retirou do escritório, sem toda a educação polida que tinha em frente ao pai. Nunca havia dado as costas ao mais velho sem fazer uma respeitosa reverência, mas estava cansado. As lágrimas já queimavam em seus olhos, mas ele nunca choraria na frente do pai. Sabia que era imaturo e rebelde, mas tinha apenas dezoito anos. A cobrança que era imposta sobre seus ombros pesava mais do que uma tonelada e, às vezes, sentia que não iria aguentar toda essa pressão.

Subiu ao seu quarto e trocou de roupa a contragosto. Queria fugir, sumir no mundo. Se sentia tão sufocado que queria gritar até seus pulmões explodirem. Sentou-se na cama e abraçou os joelhos, finalmente deixando as lágrimas se libertarem. Chorou de frustração, por se sentir tão impotente. Queria tomar o controle de sua vida, mas era só um adolescente imaturo e sem noção alguma.

Em meio ao choro baixo, ouviu a porta ser aberta. Temeu ser o pai, mas quando ergueu a cabeça, viu o rosto gentil de sua mãe, sorrindo daquela forma calorosa que espantava todos os demônios que o rondavam. A mulher caminhou até a cama e envolveu o filho entre os braços pequenos, deixando que ele liberasse toda a tristeza e raiva que sentia. Seu pai sempre dizia que a razão da sua rebeldia era sua mãe. Mas o que ele não sabia era que a única coisa que lhe mantinha preso ali era ela.

*

Naquele dia, YoungHo descobriu que não servia para serviços pesados e agradeceu pela primeira vez pela vida boa que sempre teve. Depois de carregar tijolos num carrinho de mão por cada canto daquela igreja, o rapaz estava quase em prantos. Era um menino mimado, não negava aquilo.

Quando pensou que iria descansar, Sunan, o pastor da igreja, chamou-lhe para ensiná-lo a lixar paredes. Não estava em posição de negar nada, então apenas terminou de descarregar os tijolos e foi até ele. Estava pagando pelos pecados de todas as suas vidas passadas.

— YoungHo, preste muita atenção no que você vai fazer... Se lixar demais, vai deixar um buraco na parede que vai ter que ser nivelado novamente, e isso dá um trabalho danado pra fazer.

— Tudo bem, eu vou tomar cuidado. — Suspirou, tomando a lixa em mãos. Tinha absoluta certeza de que havia uma máquina que fazia aquilo de um modo mais rápido e fácil, mas decidiu não contestar.

— Qualquer coisa me chame.

O homem se retirou, deixando YoungHo fitando a parede de forma pensativa.

Suspirou pesadamente, batendo a cabeça na parede repetidas vezes, sem muita força. Implorou por misericórdia, por um milagre. Implorou para ir para casa e se deitar em sua cama confortável e dormir. Se seu pai visse sua situação, com certeza daria um sorriso sarcástico e diria que ele estava colhendo os frutos que plantou. YoungHo riu de sua própria desgraça e começou a lixar a parede com cuidado, tentando não deixar marcas ou buracos na superfície.

YoungHo estava imerso em sua tarefa. Apesar de tudo, era um garoto muito caprichoso e detalhista. Fitava a parede com atenção, em busca de alguma falha e ficou satisfeito ao ver que não encontrou. Foi caminhando para trás e mal percebeu que esbarrou em alguém.

Virou-se rapidamente, pronto para pedir desculpas, mas o que viu lhe deixou completamente atônito. Um garoto mais baixo que si, talvez um pouco mais novo, dono do sorriso mais bonito que já havia posto os olhos.

YoungHo sorriu e fez uma respeitosa reverência em um pedido de desculpas.

— Me desculpe, não te vi aí atrás. — Coçou a nuca, arrancando um sorriso ainda mais bonito do baixinho.

— Oh, eu vi que estava distraído e não quis te assustar. Esperei você terminar a sua "análise". — A melodia de seu riso adentrou os ouvidos do maior, fazendo-lhe sorrir de canto — E então, tudo certo?

— Aparentemente sim.

— Que bom. Vim trazer suco pra vocês, sobrou só o seu copo. Aceita? — Finalmente notou a bandeja em suas mãos, com um copo de suco de laranja esperando para ser consumido.

— Estou morrendo de sede, obrigado.

Tomou o copo em mãos, bebendo basicamente todo o seu conteúdo em um gole só. Devolveu o copo à bandeja e agradeceu, passando o punho pela testa afim de afastar o suor. Aquele simples ato chamou a atenção do menor, que prontamente tirou um lenço de papel do bolso e lhe entregou.

— Aqui, tome. Fico imaginando como você consegue ficar com todo esse pó no rosto. Eu já estaria espirrando minha alma para fora.

Amaldiçoou-se por dentro. YoungHo sempre ligou para sua aparência. Era um garoto bonito e procurava andar sempre arrumado e bem vestido — mas como se a vida quisesse tirar uma com a sua cara, colocou aquele garoto bonito em sua frente justamente em seu pior momento: suado e cheio de pó de gesso no rosto.

YoungHo riu.

— Não é como se eu tivesse escolha... Acho que acabei me acostumando.

— Entendo. Bem, vou voltar para casa. Bom trabalho...?

— YoungHo.

— Bom trabalho, YoungHo.

O baixinho se virou, pronto para se retirar do recinto. YoungHo sentiu que deveria pelo menos perguntar seu nome, e assim o fez.

— E você, como se chama? — Assistiu-o se virar para si e sorrir novamente, fazendo seu estômago dar um nó diante daquele belo sorriso.

— Me chame de Ten.

O garoto virou-se e se retirou, deixando um YoungHo embasbacado para trás. Usou o lenço que ele havia lhe dado para limpar o suor do rosto, suspirando. Talvez trabalhar naquela igreja não fosse algo tão ruim como achou que fosse.

Estava perdido em seus pensamentos e na lembrança do garoto bonito quando sentiu uma mão em seu ombro. Fitou um dos garotos que trabalhava ali, que riu de seu semblante distraído.

— Nem pense nisso... O Sunan arranca a sua cabeça antes mesmo de você chegar perto dele — o garoto disse rindo, balançando negativamente a cabeça.

— É o filho dele?

— Sim. E o Sunan é o pai mais ciumento que já tive o desprazer de conhecer.

— Você fala como se já tivesse provado o ciúme dele por conta própria. — YoungHo riu, voltando a lixar a parede.

— Ah, eu já provei sim. O Ten é um ômega muito bonito, é inevitável atrair a atenção dos alfas. Mas como eu disse, fui ameaçado de morte antes mesmo de perguntar o nome dele. — Deu de ombros, voltando ao seu trabalho.

YoungHo riu e negou com a cabeça. Tentou achar um motivo para a superproteção do pai do garoto, mas como não conhecia o contexto familiar, não conseguiu imaginar nada. Deveria ser apenas mais um pai religioso seguindo seus ideais para não deixar o querido filho ômega cair nas garras de algum alfa pervertido por aí.

Enquanto fitava a parede, o garoto mantinha os pensamentos no filho do pastor. Tinha a sensação de que já tinha visto ele em algum lugar, mas não conseguia se lembrar de onde. Talvez fosse somente impressão sua. Deixou seus devaneios de lado, voltando a lixar aquela parede que, com certeza, lhe renderia uma bela dor nos braços no dia seguinte.

*

Acordou no dia seguinte sentindo como se um trator tivesse passado por cima de si. Seu corpo inteiro doía e mal conseguia erguer os braços para vestir a camiseta do uniforme. YoungHo bufou e terminou de se vestir, pegando sua mochila com dificuldade. Só queria voltar para sua cama e dormir o dia todo.

Chegou à mesa do café com o semblante fechado, desistindo de cumprimentar qualquer pessoa naquele dia. Estava no pico de seu mau humor e torcia para que o pai não decidisse lhe dar outro sermão. Apanhou uma torrada do prato e comeu em silêncio, suspirando com a dor incômoda a cada vez que se movia.

— YoungHo, está tudo bem? — sua mãe perguntou docemente, segurando a mão do filho por cima da mesa.

— Só estou com um pouco de dor, nada demais, omma — respondeu educadamente, beijando as costas da mão de sua progenitora.

Ouviu o pai rir em escárnio enquanto mantinha o rosto imerso no jornal que lia.

— Isso que dá fazer merda. — disse, ácido.

YoungHo bufou e finalizou seu café da manhã em silêncio, optando por não revidar o pai naquela manhã. Queria o máximo de paz que conseguiria. Levantou-se e beijou a bochecha da mãe, se despedindo da mais velha. Fitou o pai e fez uma breve reverência, retirando-se da cozinha.

Seu motorista já aguardava na porta do carro para lhe levar ao colégio, com o habitual sorriso gentil nos lábios. Era um dos empregados da casa que YoungHo mais gostava.

— Bom dia, menino Seo!

— Bom dia, DongYul. — respondeu educadamente e entrou no veículo, suspirando pesado. Teria mais uma manhã longa e entediante. Tirou seus fones de ouvido do bolso, plugando os mesmos ao seu aparelho celular. DongYul entendia perfeitamente quando o garoto estava de mau humor ou frustrado, por isso nem se dava ao trabalho de puxar algum assunto com ele.

O carro entrou em movimento e YoungHo fechou os olhos, entrando em uma dimensão somente sua, onde nenhum acontecimento recente em sua vida lhe assombrava. Ali, por alguns minutos, sentiu paz, porém, logo o sentimento dissipou-se ao sentir a mão do motorista em seu ombro, avisando-o que tinham chegado.

Desembarcou do carro a contragosto, suspirando pesadamente. Seus fones ainda jaziam em seus ouvidos, a música alta impedindo qualquer contato do mundo exterior consigo. Contudo, sua paz não durou muito tempo. Viu TaeYong caminhando em sua direção a passos largos, fazendo-o desviar de seu caminho habitual.

O amigo apertou o passo até encontrar YoungHo, segurando seu braço. Tentou se esquivar de seu toque, porém não conseguiu. Respirou fundo, TaeYong era a última pessoa que queria ver naquele momento. Fitou o amigo — ou ex-amigo, ainda não tinha se decidido — e bufou.

— O que você quer? — perguntou de forma ácida, puxando o braço.

— Cara, me desculpe pelo o que aconteceu...

— Você tem ideia do quão ferrado eu estou por sua causa? Eu devia ter te entregado, seu imbecil! — YoungHo cuspiu entre dentes, fazendo TaeYong recuar alguns centímetros, temendo a própria integridade física.

— YoungHo, calma... A gente pode resolver isso, não precisa ficar tão bravo. — TaeYong riu, colocando a mão direita em seus ombros.

— O único jeito da gente resolver isso é você ficar bem longe do meu campo de visão, babaca.

Empurrou-o com os ombros e voltou a caminhar em direção a sua sala, a cabeça estourando com o estresse que se instalava aos poucos em sua mente. Queria socar TaeYong até tirar sangue daquele rosto bonito.

Sentou-se em sua cadeira, praticamente se jogando sobre a mesa. Guardou o celular e suspirou pesadamente, chamando a atenção de Yuta. O japonês sorriu largamente para o amigo, bagunçando seus cabelos de forma brincalhona.

YoungHo o fitou e afastou a mão do rapaz, que entendeu o recado e o deixou em paz. Debruçou-se novamente, afundando lentamente em seu mau humor que o consumia.

*

Yuta e Taeil tentavam inutilmente animar YoungHo.

Estavam no intervalo da aula e o Seo remexia a comida no prato sem ânimo algum para comer. Estava irritado, e os amigos não estavam colaborando. TaeYong não havia dado as caras, o que fez o garoto agradecer a Deus pois não sabia se conseguiria olhar para a cara do amigo sem socá-lo.

A dor no corpo havia melhorado consideravelmente, mas ainda estava lá, lembrando-o de que passaria a tarde toda naquela igreja, lixando paredes. Sua cara estava amassada e os olhos inchados, consequência da soneca que havia tirado dentro da sala de aula, rendendo-lhe um sermão constrangedor da professora de literatura. Não estava com ânimo para absolutamente nada.

Levantou-se da mesa e jogou a comida no lixo, atraindo o olhar dos amigos que lhe fitavam com um misto de pena e preocupação. YoungHo sempre foi o mais animado do grupo e vê-lo daquela forma preocupava qualquer um que conhecesse o Seo mais a fundo.

Retirou-se do refeitório a passos largos, indo para o ginásio. Quando estava frustrado, gostava de se deitar na arquibancada gelada e fechar os olhos para pensar. Era infalível — e assim o fez. Sorriu ao sentir o gelado do concreto contra suas costas, cruzando os braços em frente ao peito e fechando os olhos, dando um longo suspiro. Queria esvaziar a mente. Queria esquecer o que tanto o afligia: seu pai, TaeYong, colégio, faculdade de Direito...

  — Matando aula, YoungHo?

Abriu os olhos ao ouvir palavras sendo dirigidas a si e se sentou, arregalando levemente os olhos. O filho do pastor estava ali, parado em sua frente com os braços cruzados e com aquele maldito sorriso bonito nos lábios.

  — Ten?

O menor sorriu diante da surpresa do Seo, balançando a cabeça e lhe entregando um sorriso de canto.

 — Não, Papai Noel. Feliz natal, YoungHo.

 — Ha-Ha, engraçadinho. — cerrou os olhos e sentou-se, fitando o menor de forma curiosa. — Não sabia que estudava aqui.

 — Eu também não te reconheci lá na igreja. Provavelmente somos de anos diferentes. — sentou-se ao lado do alfa, sorrindo de forma doce — Sou do segundo ano.

  — Explicado. Estou no terceiro.

  YoungHo riu, sentindo o peito aquecer a cada vez que seus olhos capturavam aquele sorriso bonito. Ten tinha algo que YoungHo não sabia explicar. Algo que lhe intrigava, que lhe chamava. Contudo, a voz de seu “colega de trabalho” lhe contando sobre o pai do ômega soou como um alerta em sua cabeça.

   E com certeza, não queria mais um problema.


Notas Finais


Tá aí! Espero que gostem!

Não tenho previsão de quando volto com o próximo capítulo, mas prometo que vou tentar ser rápida, haha.

Até logo!

Capítulo betado por YinLua do FKD ♥


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