História Smells like teen spirit - Drarry - Capítulo 11


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Categorias Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Fred Weasley, Gina Weasley, Gui Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Jorge Weasley, Lucius Malfoy, Luna Lovegood, Molly Weasley, Narcissa Black Malfoy, Percy Weasley, Ronald Weasley, Severo Snape, Sirius Black
Tags Abo, Draco!bottom, Drarry, Harrytops, Jamesxsirius, Linny, Potfoy, Romione, Talvez Mpreg
Visualizações 306
Palavras 2.076
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Slash, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


MIDIA COM SPOILER

asdoro

boa leitura!

Capítulo 11 - Ten


Fanfic / Fanfiction Smells like teen spirit - Drarry - Capítulo 11 - Ten

Draco Malfoy

Meus pontos cirúrgicos doiam como o inferno, meu corpo parecia adormecido por conta da alta quantidade de remédios para a dor que eu ingeria por dia. Mas me sentia bem psicologicamente e a causa de tudo isso era Harry.

As consultas com a psicóloga haviam parado, pois eu já me sentia capaz de sentir. Sim, era complicado explicar, mas antes, depois do acidente, meus único sentimentos eram arrependimento e falta, mas agora eu estava novamente capaz de sentir alegria, euforia, amor, de gargalhar de verdade, me sentia completo.

Elementar que eu não deveria me auto-dispensar do tratamento psicológico, e era até bom ter alguém com quem conversar além de meu marido. Porém, havia se tormado um gasto desnecessário.

Principalmente que agora o dinheiro lá em casa estava curto, possuíamos apenas o dinheiro da minha poupança e o pequeno salário de fisioterapeuta estagiário de Harry, que era usado para pagar nossas contas.

A única coisa que meus pais ainda pagavam era o tratamento hospitalar, e eu sábia que tudo isso era uma punição deles por eu ter me recusado a casar com William.

Está seria uma das noites que Luna passaria comigo, nestas duas semanas do meu pós cirúrgico, será a terceira vez que ela virá.

Sua companhia é boa e me ajuda a relaxar, mas nada se compara à presença de Harry aqui. Mas, seguindo ordens estritas de Snape, meu marido não deveria vir aqui por uma semana.

Ele havia ficado furioso quando nós estouramos três pontos cirúrgicos enquanto fazíamos sexo, e além disso, o maldito havia gozado dentro, então, enquanto custuravam minhas costas, minha bunda cheirava a sêmen. Foi constrangedor.

Segundo meus cálculos, este é o quarto dia de tortura, então ainda teríamos que sobreviver a três dias separados.

Minha mãe acha que estou sendo dramático demais, mas ela não imagina a tortura que é para mim ficar afastado do meu alfa.

Dra. Evans me pareceu aliviada quando não viu Harry aqui, o que eu estranhei, se ela fosse uma ômega talvez estivesse sentindo-se atraída por ele e queria evitar isso, mas ela era notoriamente uma alfa.

Outra coisa que não pude deixar de reparar sobre ela, é que a mesma não possuí uma aliança, o que é bastante raro no mundo abo, já que divórcios são extremamente raros por conta da ligação de almas, a marca. Além disso, também passa tanto tempo no hospital que eu duvido que tenha alguém, namorado ou filho. Ela parece ser completamente sozinha.

E esses fatos me estranhavam, ela era uma mulher incrivelmente bonita, na minha opinião. Então por quê?

Olhei para o relógio grudado a parede, que reproduzia um som de "tic-tac". Demorei alguns segundos lendo os ponteiros, já que estava acostumado a relógios digitais, estava quase no horário de visitas.

Abri a gavetinha do bidê e de lá tirei um espelhinho de mãos, o posicionei apoiado em um bolinho amontoado de cobertores e arrumei meus cabelos, que agora tocavam meus ombros.

Minha relação com a rapidez que meu cabelo cresce é de amor e ódio, quando eu corto ele e me arrependo, e ele cresce rápido, eu o amo. Mas quando eu estou amando meu novo corte e ele cresce, o destruindo, eu o odeio.

Mas, ao todo, eu gostava do meu cabelo. De sua cor, de seu tipo e de sua maciez.

Devolvi o espelho para a gaveta no instante em que batidas na porta soaram.

- Pode entrar! - Gritei.

- Boa noite! - Lilian desejou, entrando e fechando a porta.

- Boa noite! - Retruibui, vendo-a se aproximar de mim.

- A enfermeira já veio aqui ver seus sinais vitais?

- Sim.

- Como está sua pressão?

- Boa.

- Glicose?

- Normal.

- Batimentos por minuto?

- 72, se eu não me engano.

Ela anotou algumas coisas na prancheta e caminhou até a ponta da cama, ergueu o cobertor e descobriu meus pés.

- Se sentir me diga.

A vi pressionar a sola do meu pé, mas nada senti.

- Não.

Ela assentiu e pressionou mais forte, senti uma cosquinha fraca.

- Sim! - Respondi com um sorriso.

- Ótimo! - Sorriu, me encarando com seus olhos verdes.

Me arrepiei, aqueles eram os mesmos olhos verdes de Harry.

A diferença era que ele usava óculos e suas sombrancelhas e cílios eram negros.

- Voltarei para checar você mais tarde. - Avisou, já saindo.

Continuei paralisado por alguns segundos e não consegui compreender o porquê de estar assim. Era muito comum pessoas terem características parecidas.

Mas geralmente, quando tem algum parentesco.

Ouvi baterem na porta novamente e, saindo da minha bolha de Sherlock Holmes, mandei entrar.

- Boa noite! - Era Bill, vestido em uma jaqueta de couro marrom e calças pretas. Uma mochila enorme estava pendurada em suas costas e em seus pés uma bota da cor de sua jaqueta se encontrava.

- Boa noite! - Respondi meio confuso, o vendo deixar a mochila no chão e se sentar na poltrona ao lado da cama.

- Eu vim trazer Luna, já que estávamos só eu, ela e mamãe em casa, e mamãe não tem carro. - Contou e eu assenti, ainda não entendendo a causa de sua presença. - E... - Pigarreou. - Pedi para ela ficar um pouco na recepção porque precisava falar com você.

- Então fale. - Acabei sendo rude. - Desculpe, pode falar. - Tentei me redimir.

- Harry é alguém muito importante para mim e mesmo com toda essa história, o que aconteceu foi melhor para nós todos. - Ficou de pé. - Vim esclarecer isso, porque não quero que fique um clima estranho entre nós, pois agora somos da mesma família.

Sorri para ele, me sentindo emocionado com suas palavras. Se existe algo que eu admiro, esse algo é maturidade.

- Eu gostaria de pedir desculpas a você por não ter terminado pessoalmente, fui covarde, me desculpe.

Ele pegou minha mão entre as dele e beijou.

- Eu só quis me casar com você para ajudá-lo e cheguei a até mesmo ser um babaca com Harry, porque notei que havia algo entre vocês, eu achei que ele estaria aqui hoje, queria pedir desculpas pessoalmente, já que em poucas horas estarei em um avião a caminho da Índia. - Explicou e soltou minha mão.

- Você foi excelente e qualquer um agiria como você quando vê seu relacionamento ser ameaçado. - Disse consciente. - Mas como disse, está melhor assim, eu com alguém que gosto de verdade e você livre como tem que ser.

- Desejo muita luz para vocês dois. - Se curvou. Ri de seu gesto, o achando adorável. - Eu realmente não nasci para me casar e virar um ser doméstico, eu gosto mesmo é de viajar, queimar um do alto de uma montanha, ser aquele ser que se destaca por ser o diferente ali.

- É a sua essência.

- É. - Se inclinou e beijou minha testa. Fiquei um pouco surpreendido por seu gesto.

- Boa viagem! - Desejei de coração quando o vi recolher a enorme mochila do chão.

- Obrigado! - agradeceu. - E diga para Harry que eu sinto muito.

- Eu direi!

Acenei e ele saiu, batendo a porta.

(...)

Se aproximavam das duas horas da madrugada. Luna e eu havíamos acabado de assistir uma temporada de um pequeno anime, que só possuía doze episódios.

A loira estava no banho e eu havia acabado de sair do meu, e secava meus cabelos sentado na cadeira de rodas.

- Posso entrar? - A voz de Lilá soou do outro lado da porta.

Ela era minha enfermeira durante todas as noites, excluindo os sábados e domingos, quando ela trabalhava de manhã.

- Pode!

A mulher entrou carregando uma maletinha branca, fiz uma careta desgostosa, sabendo exatamente o que aquilo significava.

- Vim fazer coleta! - Apoiou a maleta sobre a mesinha de rodinhas onde eu costumo almoçar e a abriu.

- Mas eu já coletei duas vezes hoje. - Soltei um muchocho.

- Hoje não porque são arrecem... - Olhou o relógio de pulso. - 2:29.

Estiquei meu braço, sabendo que não adiantaria nada discutir.

Olhei para o outro lado, preferindo ignorar a visão da agulha penetrando minha pele.

- Perfeito, nem doeu! - Passou o sangue da seringa para os frasquinhos e os ediquetou.

- Não doeu porque não foi no seu braço. - Resmunguei.

- Para de ser reclamão! - Me mostrou a língua.

Devolvi seu gesto, rindo levemente.

Bom, acho que agora tenho duas amigas.

(...)

Amanheceu e, diferente das outras manhãs, nesta eu estava enjoado e sem fome.

Meu pão com geleia e o café com leite, o café da manhã fornecido pelo St. Mungus, estava intocado sobre a mesinha.

Luna lia um livro encolhida na poltrona reclinável, eu encarava o teto branco de gesso, com pequenos detalhes.

A porta foi aberta, desta vez sem batida.

Olhei para as duas mulheres sérias que entravam, Lilá e Lily.

Algo estava diferente e todos nós estávamos sentindo isso.

Olhei para a janela, vendo que um temporal estava se armando.

Estranhamente, eu não sentia medo, mas minhas mãos tremiam levemente de nervosismo.

- Draco, quer que eu espere lá fora? - Questionou Luna, que parecia ter percebido o clima ruim.

Ela era lerdinha, mas não era burra, era inteligente demais, até.

- Pode ficar.

A menina, que já se erguia para ficar de pé, voltou a se acomodar na poltrona.

- O que houve? - Desta vez me dirigi às outras duas.

- Eu analisei seu último exame de sangue e nele mostrava um aumento alarmante dos seus hormônios HCG. - Lily começou. Cobri meu rosto com a mão, era só o que me faltava! - Há alguns dias ele já estava mais alto que o comum, mas não era nada alarmante como aconteceu está noite.

- Então eu estou...?

- Não sabemos ainda, pode ser apenas um engano, ou... - Vi que ela tentou encontrar uma resposta, mas nada veio.

- Isso vai danificar minha recuperação? - Funguei.

- Não se desespere, ainda não sabemos se é certo que você espera um bebê. - Senti minha mão ser acariciada, olhei para Luna, que me sorriu docemente.

- Mas, se eu estiver, vai atrasar minha recuperação? - Sequei meu rosto manchado pelas lágrimas que caíam. Estava entrando em desespero e elas não me respondiam.

- Atrasará na sua velocidade de recuperação e somente, mas levando em conta que você está marcado, a cicatrização levará somente mais uma semana e então você poderá começar a fisioterapia.

Assenti, fungando.

- Agora Lilá irá fazer uma ecografia em você e iremos ver se há um bebezinho aqui dentro ou não. - Deu a volta na cama e tocou minha barriga sobre o avental médico.

Pela primeira vez em muito tempo agradeci por Harry não estar por perto.

Luna acariciava meus cabelos, na tentativa de me acalmar, enquanto Lily massageava meus pés terapeuticamente.

Dez minutos mais tarde, eu chorava copiosamente enquanto meu avental estava erguido, minha cueca a mostra, minha barriga suja de gel e o barulho da batida de dois corações soando no quarto.

Eu não sábia o que fazer.

Logo quando minha vida estava voltando para os trilhos me surgem mais duas vidas para tomar conta.

Minha rematrícula da Universidade de Londres já estava até mesmo agendada. Harry iria se formar em duas semanas e nós éramos recém casados.

Nosso relacionamento é recente e ainda frágil, mas agora iremos ter dois bebês que ou tornarão nosso relacionamento mais estável ou o destruirão.

Este também é o momento onde estou retomando o movimento em minhas pernas.

Não tenho condições psicológicas e muito menos financeiras para cuidar de dois bebês.

- Draco? - Lily chamou. - Lembre-se que a escolha de seguir com está gravidez é sua.

- V-você está... F-falando de ab-borto? - Perguntei entre soluços.

- Eu estou falando que este assunto não envolve somente as vidas que estão por vir, mas envolve também as vidas que já estão aqui.

Assenti. Eu nunca havia pensado sobre aborto, mas agora me fazia sentido. Mas não é algo que eu decidirei sozinho, Harry precisa estar comigo.

- Irei p-pensar sobre. - Assoei meu nariz com os lenços de papel que Lilá me alcançou.

- Quer que eu ligue para o Harry? - Luna ofereceu.

- Sim, por favor. - Encostei minha cabeça contra os travesseiros.

Lilá saiu acompanhada de Luna do quarto, restando somente eu e Lily ali.

- Querido, eu sei que não somos próximos, mas se precisar de algo pode solicitar a mim. - Ela ofereceu. - Qualquer coisa, um conselho ou uma ajuda.

Assenti, agradecido.

- Obrigado!

- Harry me lembra alguém, acho que é por isso que me sinto tão tentada a ajudá-los. - Apertou minha mão delicadamente, olhando para a parede.

Em outros momentos eu acharia aquilo suspeito, mas meus problemas eram maiores.

- Ele está vindo. - Luna avisou, entrando no quarto.

Fechei meus olhos, começando a planejar o que iria dizer.


Notas Finais


Bem que vocês poderiam comentar mais, né

espero que tenham gostado!


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