História Smile - Imagine V - Capítulo 15


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Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO
Personagens Baekhyun, Kim Taehyung (V), Personagens Originais
Tags Imagine Kim Taehyung, Imagine Taehyung, Imagine V
Visualizações 278
Palavras 1.498
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Nas duas primeiras lacunas vão o dia e o mês do seu aniversário é em todas as outras o seu nome :3

Eu não revisei, pode ser que tenha algo sem pé e nem cabeça.

Podem chorar viu, mas sla mano.

Capítulo 15 - O que você fez?


Fanfic / Fanfiction Smile - Imagine V - Capítulo 15 - O que você fez?

— O que foi? O namoradinho sumiu? — Jung estava parada na sua porta olhando-a bufar ao desligar o celular.


— E você? Ainda não cansou de me importunar? — Respondeu ríspida tentando mandar a garota embora.


— Na verdade, não… — Ela encostou a parede e tentou ajeitar a coluna olhando para você.


— O que você quer? — Você gesticulou com as mãos apontando para a garota loira que apenas riu de seu ato.


— Conversar… — A mais velha sussurrou — Bater um papo antes de eu ir pra um colégio interno… só sair de lá nos finais de semana… ficar presa num quarto com alguém que provavelmente eu vou odiar… é… só queria um tempo com a minha irmãzinha querida — Ela colocou a mão sobre o peito como se fosse um ato de amor ao se referir a irmã. Ela realmente estava irritada com o que tinha acontecido. E a culpa talvez fosse sua.


— Pelo menos não vai mais me estressar — Você sussurrou olhando para o celular mais uma vez.


— Você nem sabe o porquê, né? — A coreana riu sozinha olhando as linhas da madeira que foi usada no batente da porta.


— O porquê de que? — Seus olhos curiosos encontraram os dela. Era frio. Sem vida. Seu rosto sem feição alguma, apenas com alguns traços de talvez raiva ou tristeza, não saberia dizer ao certo.


— O porquê… de eu implicar tanto com você… pensei que deveria te falar antes de ir embora — os frios olhos castanhos encararam os seus numa tentativa de te intimidar, na tentativa de lhe fazer ter medo mais uma vez.


— Eu nem sabia que tinha um motivo — Você desviou o olhar para a janela e logo para ela mais uma vez. Ela se mantinha com o mesmo rosto sombrio e sem vida. Uma criança diria que Jung parecia-se com uma pessoa morta com aquela feição.


Talvez ela estivesse morta. As emoções renegadas poderiam ter lhe consumido e o que restava ali era um corpo vazio, sem alma, sem emoção. Um corpo cujo o único objetivo era  castigar quem ele pensava ser o culpado de seu sofrimento.


— Você sabia que nós éramos muito próximas… você não tem amnésia para não se lembrar de quando brincávamos juntas… de quando saímos pra tomar sorvete com o papai…— A voz da garota era vaga, normalmente tinha um tom estridente e irritante aos ouvidos,  mas agora, parecia como o som de um instrumento tocado da forma errada: o tom alternava e às vezes parecia falhar. Nervosismo. Raiva. Talvez os dois.


— Tá… e o que tem? — Antes não estava tão interessada, mas nunca tinha a visto assim. Exceto uma vez, mas não se lembrava quando.


— __ de ______ … O seu aniversário, ____ — Ela perdeu o olhar sobre o teto. Se pudesse, ela queimaria o papel de parede apenas em focar os olhos nos desenhos padronizados dele.


Jung estava parada, ao lado da mesa onde estava o bolo. A sua tiara cor-de-rosa com glitter combinava com o brilho labial que a mãe passou na garota, mesmo depois dela insistir em passar um daqueles batons caros que seu padrasto deu a sua mãe em uma de suas viagens.


Os seus olhos castanhos estavam por todo o lado, observando desde um tia distante até a mãe afastada na área do jardim sendo chavecada por um dos amigos de seu padrasto. Ela teve seu olhar perdido até encontrarem a meia irmã alegre, brincando com um garotinho de bochechas um pouco gordinhas e olhinhos puxados que já haviam feito a garota de dez anos suspirar apaixonada.


Ódio.

Raiva.

Rancor.

Era o que ela sentia quando seu olhar ficava vazio como estava agora.


Aquela memória de ver a irmã quieta num canto não era algo tão limpo, já que só tinha sete ou oito anos na época, mas se lembrava claramente de quando ela se aproximou e o garotinho o qual não sabia o nome se afastou.


Jung poderia ter esquecido daquele garoto, mas já era tarde demais. No mês anterior a aquela festa, ele fez o simples ato de dar a Jung, uma bala de seu sabor predileto. Aquilo foi o suficiente para que o rosto de Baekhyun fosse marcado em sua cabeça como “o garoto o qual eu quero casar”.


Infelizmente, uma semana antes do aniversário de sua irmã, Jung escreveu uma simples carta em hangul com, se declarando ao garoto e dizendo que ele era fofo. Quando Baek abriu o envelope animado e viu o nome de quem o assinou, ele simplesmente ama ou o papel colorido e o jogou no lixo.  


— Sabe o amigo de Tae… o Baek?


Jung foi até o garotinho de bochechas cheinhas e o perguntou sobre a carta não obtendo resposta, apenas um “eu não sei”.


— Quando eu era pequena… — você pode ver uma lágrima se acumular no canto do olho da garota mas que simplesmente evaporou antes de tocar suas bochechas —… eu gostava do Baek… — Ela sentiu o nó se formar na garganta e você se ajeitou no sofá tentando digerir o que ela estava falando e conciliar com “para onde essa conversa está indo?”


Jung andou até a ponta da cama e suas mãos se cruzaram atrás do corpo. Se não fosse por aquele maldito olhar vazio,que estava te dando um pouco de medo, ela estaria deslumbrante.


— Você sabia que o Taehyung gosta de você… desde a quinta série? — ela perguntou como se fosse algo óbvio, como se todo ser humano soubesse — O Baekhyun… ele também gostava de uma menina nessa época… mas ele nunca disse isso pra ninguém…


— Onde você que… — ela te cortou


— Ele gosta de você, ___. Desde a terceira série, o Baekhyun gosta de você. — ok, aquilo foi quase como um tiro no peito. O melhor amigo do cara que vc gosta gosta de você e sua irmã gosta dele. Em que bela merda você se meteu, hein? — mas ele esfregou isso na minha cara, ___ — Ela se apoiou num banquinho à frente da cama e projetou o corpo para frente — Ele me disse… disse que você… que você era bem mais bonita… que era gentil e que não era estranha… não como eu…


— Então…


— como eu queria que minha mãe nunca tivesse conhecido o teu pai… — ela suspirou e desviou o olhar de você — Você não moraria na Coréia… em consequência eu teria Baekhyun apenas para mim… por que você nasceu? — o tom de voz era vago e aquela pergunta se repetiu em sua cabeça milhares e milhares de vezes antes de perceber que Jung havia trancado a porta.


Antes de perceber que havia uma faca cortando a pele de sua barriga, a única coisa que pode ver, foram os olhos vazios e marejados de Jung. Antes de sentir os olhos pesarem, você conseguiu puxar a faca para fora soltando um grito de extrema dor e antes de ficar desacordada, a única coisa que conseguiu fazer foi deixar a faca cair de sua mão e respirar fundo sem saber se acordaria mais uma vez.


Jung por outro lado, olhou para seu corpo sangrando e simplesmente sorriu, você não estava mais no caminho dela, ela finalmente poderia ter Baekhyun. Ela se sentou no chão e ficou sorrindo para o teto por quase dois minutos antes de seu celular começar a tocar ao lado de seu corpo e logo batidas fortes na porta estava tomando os ouvidos da mais velha que sorriu pela última vez antes antes de destrancar a porta.


O que você fez? — Taehyung estava desesperado acompanhado do policial que havia sido chamado — O que você fez com a minha ___?! Sua vagabunda! — a voz do garoto esbravejou o quarto fazendo a loira repreender o corpo.


— A senhora está presa — O policial levantou Jung do chão e logo ela estava totalmente perdida e zonza, sem prestar atenção nos frutos de Taehyung, na sirene da ambulância parada em frente àquela casa, ela só pode deixar uma lágrima cair vendo Baekhyun encolhido, sentado na calçada.


O garoto, se sentia culpado. Ele queria voltar no tempo e nunca ter se apaixonado por você, agora mais do que nunca.


Quando você entrou na ambulância e ela saiu em alta velocidade para o hospital, o garoto berrou, chorou, ficou rouco de tanto gritar o seu nome. Ele teve a súbita vontade de que fosse ele no seu lugar, ele queria poder trocar com você, já que Jung tinha tanto rancor seu, por culpa dele. Baekhyun estava destruído, assim como o melhor amigo, agora dentes da ambulância, desesperado como acompanhante, mas acho que o coração de vocês deve aguentar mais um capítulo certo?


E foi bem ali, sentado na calçada tendo a mesma visão que você tinha enquanto o sol de punha, Baekhyun pensou que ele não merecia ver o sol se levantar na próxima manhã.





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