História Smile - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Personagens Originais
Tags Automutilação, Bts, Darkfic, Depressão, Drogas, Jimin, Sara, Suícidio
Visualizações 18
Palavras 1.777
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Two-shot dedicada ao meu otp.
Boa leitura 💜\o/

Capítulo 1 - Before i go


Fanfic / Fanfiction Smile - Capítulo 1 - Before i go

[ Sent & Cross ]

[ School in Washington, EUA ]

ೋ•† [ 1st smile ] †•


— Que patético! — reclamou um garoto de cabelo azul o qual o apelidei de Smurf, apontando para o desenho da menina.

— Até meu gato faz melhor que isso! — disse sua parceira de "crime", com um sorriso besta no rosto. Ela está se achando a tal!

— Me dê isso - ele puxou o papel com brutalidade das mãos de uma menina loira, que estava encolhida ali e logo pude perceber seus olhos marejarem ao ver seu desenho ser rasgado pelo menino, que completou - Trate de melhorar esses seus rabiscos, criança!

Uma criança chamando a outra de criança.

O que raios é isso?

— Trate de trazer mais dinheiro, também! - resmungou a menina jogando uma bolsa pequena a qual deduzi ser para guarda-dinheiro em cima da loirinha - Você é filha da doutora Henst, é claro que pode me trazer mais - terminou de falar e segurou na mão do companheiro, saindo dali com o nariz empinado.

Saco! Todo dia era a mesma coisa!

Estudantes ricos se aproveitando do título que tinham para fazer besteiras.

Esses pestinhas não perdiam um alvo.

Bufei revirando os olhos e indo na direção da menina medrosa, estendendo a mão para ela que no início hesitou, mas logo segurou minha mão, levantando-se.

— O-Obrigada moça! - ela me agradeceu, ajeitando suas mexas de cabelo que bagunçavam devido a brisa. Afinal, estávamos no jardim da escola - De verdade mesmo!

— Não precisa me agradecer não - respondi forçando um sorrisinho, virando-me em seguida com a intenção de ir embora.

— E-espera! - ela me chamou, mas a ignorei; já havia ajudado-a o bastante.

Caminhei pela rua deserta e pouco ensolarada no momento, e assim que cheguei em casa, fui direto para o banheiro. Retirei as minhas peças de roupa e adentrei na banheira, aproveitando cada segundo "saboreando" aquela água.

E lá estava o sangue, se misturando com aquelas águas tão limpas, que agora estaram sujas.

Eu aproveito o horário de me banhar para me machucar. Qual o motivo de hoje? 

Hum, bem...

Ter ignorado alguém que realmente precisava da minha ajuda.

Eu sou uma inútil!

— Sempre foi assim... - pensei alto enquanto mordia meus lábios, na tentativa de ignorar a dor física - Sempre banquei a boazinha, cobrando muito de mim mesma para satisfazer os outros e olhe só aonde eu estou.

Saí da banheira, me enrolando na toalha que logo manchada de sangue que escorria pelas minhas pernas. Eu fiz 2 cortes em minhas coxas. Vesti uma calça folgada e uma blusa de manga cumprida. Já estava anoitecendo, e como era outono o frio já estava de matar!

Enxuguei meus cabelos e sem penteá-los, fui para a cozinha abrindo a geladeira e retirando de lá um pote de sorvete de chocolate.

Eu sempre amei chocolate.

Me diricionei a sala ligando a TV — na mesma estava sendo exibida um filme que parecia ser de romance — me joguei no sofá, tentando me distrair com aquela ação "comum".

O filme era sobre uma garota que sofria de depressão, e que mais tarde encontrou um cara que passou a ajudá-la e no final, ambos se apaixonam.

Ela é igual a mim.

A diferença é que estou sozinha... Não tenho amigos e muito menos um namorado!

Suspirei pegando o controle e desligando a TV, aquilo já estava ficando tedioso de mais na minha opinião.

Olhei para os lados procurando alguma coisa para fazer, sendo que por ali haviam muitas roupas espalhadas por todo o lado. Afazeres de casa era oque não faltava, mas, acontece que depois que a minha depressão tornou-se severa, eu passei a ter mais preguiça.

Vontade de sumir bateu do nada.

É tão difícil conviver com isso... Você não imagina!

Respirei fundo. Fui para meu quarto trocar de roupa. Vesti uma calça preta com alguns rasgos e coloquei uma blusa cinza, colocando por cima desta uma jaqueta preta com um capuz. Estava ficando cada vez mais frio!

Coloquei meu tênis e saí daquela casa para evitar as malditas e atormentantes lembranças por ali.

Eu estava caminhando pela rua de casa, já escura, quando me deparei com um garoto bem peculiar — já que era hilário. A rua estava deserta devido o horário e ver um garoto daquela maneira andando assim era de estranhar.

Sou interrompida de meus pensamentos ao ouvir o mesmo proferir algumas palavras.

— Está fugindo da assombração também, mocinha? - ele pergunta soltando um riso fraco no final.

— Digamos que sim - respondo-lhe com uma expressão confusa em meu rosto - Mas, como assim "também"? Você está fugindo?

— Não sei porque eu tento, mesmo sabendo que não há saída - afirma desviando o olhar - Você não entenderia.

— Talvez - digo seca.

— O quê? Está bancando o estilo emo agora? - indagou rindo. Confesso que eu estava ficando mais confusa do que já estava, pois ele conversava como se fossemos amigos há 5 anos exatos.

— Eu sempre fui assim, mas, se você realmente acha que é isso aí então pense oque quiser - falo calmamente fazendo ele arquear uma sobrancelha. Com certeza não esperava que aquela fosse a minha resposta.

— Eu não acho que você seja emo.

— Não? 

— Hum-mm. - ele nega com a cabeça, me encarando - Eu acho que você é uma ema.

Franzi o cenho. Como assim "ema"?

— Hã? Ema?

— É o feminino de emo - diz como se fosse óbvio - Pra mim emo soa muito masculino. Então, não ria! - fala sério - Essa palavra a partir de agora existe.

Não segurei e acabei rindo.

Como assim? Eu juro que não estou entendendo.

O que há de errado com esse garoto?

— Você riu! - ele diz apontando para mim - Você fica tão bonita quando sorri, sabia?

Fechei a cara. Eu ri... Ele fez isso de propósito?

Mas, espera...

Em meio a uma situação assim eu ainda consegui sorri?

— Olha... Eu não sei oque está acontecendo, mas é melhor se afastar de mim - aviso saindo correndo para minha casa.

Legal, já não bastava a minhas crises de surto a noite, e ainda terei que lidar com um rebuliço de sentimentos que acabou de brotar bem no canto do meu coração.

Eu senti, tá? Garoto...

— Não precisa fugir de mim! - ele grita, acenando - Eu não vou desistir de você.

O quê?

Apesar de bobo, eu sorri com aquilo, mas foi um sorriso confuso.

Acho que depois de anos, aquele foi o meu primeiro sorriso.


ೋ•† [ 2nd smile†•


Na semana passada, eu só era alguém que fazia loucuras na maior solidão por aí, e hoje, eu ganhei um stalker.

— Vai por mim... - ele fala, olhando em volta da sala como se estivesse analisando o local - Você vai ser uma péssima esposa se continuar assim.

Cruzei os braços boquiaberta. Desde quando dei tal permissão?

— Escuta aqui...

— E se o seu marido chegar cansado do trabalho? Olha só isso - ele fala pegando umas latinhas de refrigerante que estavam enrolados no lençol do sofá - Como é que você vai servir o lanche dele nesse estado?

— Mas eu não faço nada para agradar hom...

— Você usa lingerie mesmo morando sozinha? - vi o mesmo segurar uma de cor vermelha.

Senti minhas bochechas queimarem.

— ME DÁ ISSO AQUI! - pulei em cima dele retirando de suas mãos aquele traje inapropriado - Que ousadia é essa de ir pegando as coisas assim, e na casa de desconhecidos? Aliás... De UMA GAROTA!

— Aposto que você fica bem sexy usando isso daí.

Arregalho os olhos.

Como é?

— Park Jimin... - o chamo gentilmente - Você bem que poderia ser menos comentarista. Não estamos no meio de um campeonato de futebol!

— Mas tem tudo haver com um campeonato de futebol.

— Não tem não.

— Tem sim - ele faz bico.

Fala sério...

Algo de estranho está acontecendo.

Depois que ele chegou em minha vida assim, é como se tudo tivesse ganhado cor e motivo para tudo.

Sorri feito boba com aquela situação, e também pela expressão fofa do garoto.

Mas logo o momento de paz desapareceu quando vi uma aberração bem atrás do Jimin. Eu lembro de ter gritado muito, quando... Quando senti uma forte dor de cabeça e tudo escureceu, do nada!


ೋ•† [ 3rd smile ] †•


Eu e Jimin estávamos sentados em um banco da praça. Era fim de tarde e tudo parecia calmo.

— Ei, Jiminnie... - o chamo por um carinhoso apelido inventado por mim.

— Diga.

— E você?

— O que tem eu?

— Já passou dias e você continua sendo um misterioso pra mim. Não sei muito sobre você, sobre sua família e história...

— Eu também não sei muito sobre você.

— Se não soubesse, não teria conseguido me ajudar tantas vezes com os meus problemas.

— Falando neles... - ele pareceu pensativo - Como você conseguiu aguentar tudo isso sozinha? Sem ninguém pra te ajudar?

— Eu já me acostumei.

—Mas não é certo. Você sabe que precisa de cuidados, não é mesmo?

— Eu sei. Sempre soube disso... - desvio o olhar e ele segura em meu queixo, fazendo-me fitá-lo.

— Sara Noemi... - ele fala em suspiro - Eu prometi te ajudar e farei até o fim!

— Por que insiste em querer me "curar"? - pergunto com o objetivo de esclarecer aquele meu sentimento de dúvida diretamente.

— Por que talvez eu saiba oque é sentir isso? - ele tira sua mão, se afastando - Sei muito bem pelo que você passa, e eu vou te tirar dessa situação...

— Ficou apaixonado? - indago sarcástica.

— Talvez sim - ele responde sorrindo.

Eu sorri, também.

E pelos meus cálculos, era o meu terceiro sorriso mais sincero...


ೋ•† [ 4th smile ] †•


— Jimin! Não... - tento empurrá-lo na tentativa de afastá-lo - Por favor, deixe-me em paz!

— Você não pode viver mais das memórias de seus colegas de turma - Jimin diz autoritário.

— Eles me odeiam, muito...

— E quem liga? Mande eles para o inferno e pronto!

— Eles me batiam... Eles riam de mim - digo me lembrando de cenas em horrores enquanto vou me esgotando na parede, sentando-me no chão.

Jimin se aproxima, sentando do meu lado e me abraçando.

— Calma. Ninguem aqui vai brigar com você... - ele afirma.

Eu me senti aliviada. Pela primeira vez eu estava sendo protegida por alguém que demonstrava se importar comigo.

Eu sorri. Ele não percebeu!

Eu me sinto melhor...


ೋ•† [ 5th smile†•


Parecia tudo melhor. As coisas estavam mudando apesar de meus surtos ainda ocorrerem todos os dias.

Jimin sempre se esforçou por mim...

Eu vou agradá-lo dessa vez!

Sorri.

Eu estava em casa e fui adentrar o banheiro, quando somente pude ver um completo lago de sangue.

Gritos eram ecoados pela vizinhança inteira.

Abrir aquela porta foi meu pior erro.

Lembro de ouvir a cirene da ambulância e alguns policiais ao meu lado.

A minha cada estava sendo invadida?

Jimin? Aonde está você?

Não é oque eu estou pensando né?

V-você disse que não me deixaria...

Jimin! Jimin...

Eu estava a chorar muito. Eu estava com medo. Eu estava assustada.

E agora? Quando voltarei a sorrir novamente?


Notas Finais


:')❤
Espero que tenham gostado e até loguinho.


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