História SmileMan - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Visualizações 2
Palavras 4.487
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 7 - Basket, fake romance and blood nails (parte 2)


 Marge está caindo em direção à sua morte, caindo de uma altura de 17 metros, apenas a água do mar a espera lá em baixo, logo ela cai com tudo, de costas na água. Ao cair na água ela vai afundando, seu corpo fica imóvel, olhos fechados, aparentemente morta devido ao impacto.

Uma pessoa viu a queda, um homem, ele não se desespera, apenas retira o seu telefone do bolso e liga para alguém, certamente não é por ajuda.

—Está terminado, senhor. Acabou.

Marge continua a afundar, até que o homem que estava vendo tudo vai embora, por alguns minutos ela continua a prender sua respiração, a caixa estava em suas mãos ainda, afundando junto a ela, seu corpo para de afundar e começa a voltar para a superfície, ela continua sem se mover, apenas subindo até boiar na água, ela está viva.

Henry tenta ligar pra sua mãe, que não atende o telefone, Henry e Sato ainda estão na escola, ele começa a ficar preocupado, tenta ligar através do telefone da Sato também, todavia Marge não atende.

—Ela atendeu?

—Ainda não.

—Ela deve estar resolvendo os tais problemas na empresa. Lembra?

—Talvez seja, mas se ela demorar muito nós vamos apé mesmo. Certo, Sato?

—Ah... Mas é muito longe... Dá preguiça...

—Para de ser preguiçosa! Vamos sim! Exercícios como uma boa caminhada faz bem para a saúde!

—Ah, Henry... Porra...

—Porra nada. Vamos sim e sem choro.

—Mas...

—Ponto final!

—Aff. Pelo menos você tá com as chaves da casa?

—Sim, eu tenho a cópia da chave no zíper da minha bolsa.

—Ah, menos mal.

—É.

Meia hora se passa, nada de Marge. Hora de ir, Henry segura Sato pela mão pra ela não fugir.

—Henry, por favor...

—Não vou te deixar fugir, nós vamos apé!

—Porra, não... To com preguiça, to com fome, to com sono...

—Eu também quero ir dormir, então vamos logo pra casa pra irmos dormir mais cedo!

—Mas Henry...

—Para de drama, vamos logo!

Sato odeia ir apé para lugares longes. Ela não possui o costume de usar meias, logo, seus pés ficam machucados e com bolhas nos dedos.

De repente, ambos são impedidos por uma vibração no celular de Henry, a senhorita Loun, vizinha de Henry estava ligando para ele.

—Me dá um segundinho, Sato?

—Dooooou, todo o tempo do mundo!

—Você não vai fugir.

—Merda.

—Alô?

—Alô, Henry?

—Senhorita Loun!

—Eu queria avisar que sua mãe não vai poder buscar vocês, mas não se preocupe, eu já estou indo aí, esperem na frente da escola.

—Ah, já estávamos indo apé mesmo, não queremos causar muito estorvo.

—Que nada, esperem aí na frente que eu já estou chegando!

—Ah... Já que insiste... Okay, obrigado!

—Não há de que!

Loun desliga o telefone.

—Está com sorte. Viu, Sato?

—Por que?

—A minha vizinha vai vir nos buscar.

—Deus existe!

~mãos levantadas para o céu~

—Vamos, ela quer que esperemos lá fora.

—Okidoki.

E assim foi feito, alguns minutos se passaram, a senhorita Loun chegou e eles foram.

Loun os deixou na frente da casa de Marge, Henry abre a porta com as chaves penduradas na sua bolsa, ambos entram e sobem aos seus respectivos quartos para trocar de roupa e guardar seus materiais escolares.

Após terminarem de trocar de roupa, ambos descem para almoçar.

—E agora? Marge deixou algo?

—Não sei, vamos procurar, qualquer coisa nós fazemos um sanduíche com o que sobrou de hoje de manhã.

—Certo.

Eles tentam achar algo para comer, porém Marge não deixou nada para eles.

—Porra.

—O jeito é comer o que sobrou do café.

—Pois é.

Após terminarem de comer, ambos vão até a sala e se sentam no mesmo sofá. Henry liga a TV com o controle que estava na mesinha de centro, no canal em que foi ligado estava passando um filme de ficção cientifica, o gênero preferido de Henry.

—Ah não, pode mudar. Já assistimos Shin Skin um milhão de vezes.

—Por que não podemos assistir mais um milhão de vezes?

—Não, não, não!

—Vaaaai, por favorzinho? Já está no finalzinho!

—Não!

—Vai, Sato, é minha parte favorita, já tá quase acabando! Vaaaaaaaai! Eu te imploro!

—Não, lembra de quando você quis que nós viéssemos apé pra casa? Eu te implorei pra você esperar a Marge!

—Mas voltamos de carro pra casa...

—Mas você ainda queria que voltassemos isso tudo.

—Vai, Satinho! Nunca mais eu vou querer fazer você andar tanto, promessa!

—Tu me prometeu isso quando fomos assistir O Incrível Hulk pela décima quinta vez e não cumpriu, além de que eu detesto assistir esse filme contigo.

—Já tá no final, vai. Rapidinho!

—Aff... Certo. Mas quando acabar eu vou mudar de canal.

—Satinho linda do meu coração!

—Tá, tá, tá...

Na televisão:

—Celes, não há nada que você pode fazer pra evitar, me desculpe.

—Não! Não posso te deixar ir, por favor...

—Celles, eu te amo.

—Não, se me amasse não me deixaria assim...

Sato:

—Clichê da porra.

Henry:

—Assiste quieta, Sato.

—Vai se foder, vai...

Na televisão:

—Apenas assim eu posso proteger você e nosso filho.

Rick toca na barriga de Celles.

—Tem que haver outro jeito, tem que haver! Sempre há!

—Desta vez não, Celles... Me desculpe.

Henry:

—Essa parte sempre me deixa tão sensível...

—Assiste quieto, Henry!

—Nossa, Sato.

—Parece que o jogo virou, não é mesmo?

—Engraçadinha, muito engraçadinha.

No filme, Rick é morto por outros cientistas para realizar experimentos em seu corpo e achar a cura para o vírus, afinal ele era o único imune. Celles começa a gritar e chorar desesperadamente, o cachorro ao seu lado tenta correr até o corpo de seu dono falecido, mas é impedido por Celles, pois o corpo de Rick estava sendo retirado do local.

—Ah meu Deus, eu vou chorar...

—Não começa.

—Tarde demais, já to lacrimejando!

Henry abana as mãos viradas para o rosto pra conter o choro, seus olhos já estão cheios de lágrimas.

—Puta que o pariu, Henry... Por isso que eu não gosto de ver esse filme contigo.

Sato não suporta quando Henry fica sensível ou carente, ficando muito mais irritada nesses períodos.

De repente, Marge entra com tudo pela porta da sala, assustando Henry e Sato. Ela aparece toda molhada, ranzinza, maquiagem borrada e ódio em seu olhar.

Ela passa por trás do sofá em que Henry e Sato estão sentados, ambos não dizem nem um piu, silêncio absoluto e Sato tentando não rir.

Quando ela enfim sobe até o segundo andar da casa, Sato pergunta:

—Eita, o que deu na sua mãe?

—E eu sei lá.

—Puro ódio nos olhos, parecia que ela tava querendo matar alguém.

—Verdade... Olha, acho que eu vou tomar água, já volto.

—Beleza, vou com você, to com sede também.

—Não, eu trago água pra você, fica aí.

—Okay... Já que insiste.

Henry se levanta e vai até a cozinha, Sato coloca as pernas no lugar em que Henry estava sentado, ela se deita no sofá.

Henry então pega dois copos, liga a torneira e coloca um dos copos em cima do ralo, exatamente onde a água da torneira cai.

—Henryzinho!

A voz ecoa em seus ouvidos, uma leve brisa entra pela porta, consigo esse vento trazia algumas folhas de árvores que se localizavam alí perto, a brisa agitou levemente a toalha da mesa e do balcão, Henry sente um leve arrepio e a sensação de que o tempo está prestes a fechar.

De repente, Henry começa a ter alguns leves ataques de alucinações, coisas como objetos se movendo e girando, um pouco de tontura, olhos fixos para a torneira, então um estrondoso barulho vindo da parede, uma mão atravessa o canto escuro da parede entre a geladeira e o armário, em seguida uma outra mão, uma mão se segura na geladeira e a outra no armário, ambos os móveis são puxados para que algo possa sair de lá, por fim uma enorme criatura caricata e bizarra aparece, saindo da parede. Após aquela criatura sair por completo da parede, seus braços longos se esticam até os ombros de Henry.

—Olá, meu menininho de ouro!

Henry permanece quieto, olhando fixamente para a pia, sem reação, apenas leves calafrios.

—Não, não, não...

—Olha pra mim, meu menininho...

—Mamãe disse que eu não posso falar contigo! Eu não posso falar contigo, não posso!

—Eu não vou embora até você me dar aquele abração especial de que tanto sinto falta!

—Vai, VAI EMBORA...

A figura se aproxima cada vez mais de Henry até ficar apenas alguns centímetros perto dele.

—Eu vou ter o meu ABRAÇO!

As mãos da criatura logo sobem até o rosto de Henry, suas luvas brancas de desenho animado tocam seu rosto pálido e frio, acariciando levemente seu rosto de tal modo que Henry começou a tremer e a suar frio, Henry sabe que ele não pode, ele não pode voltar para ele, ele deve ter medo.

Sato aparece na cozinha.

—Henry? Henry! Responde!

Henry está tremendo, nervoso, suando frio, se apoiando com as duas mãos sobre a pia.

—Henry! Henryzinho!

Henry tem problemas com alucinações e não é de hoje, mas isso é uma história para outro capítulo.

Henry começa a gritar, deixando Sato cada vez mais preocupada, o grito era agudo, alto e terrivelmente perturbador, ela tenta chegar perto mas, de repente, tudo some, voltando ao normal do nada, nada de criaturas saindo da parede, nada de móveis se mexendo...

—HENRY!

Henry se assusta com grito de Sato.

—SATO! Eu falei pra você esperar lá, poxa...

—Que?

Henry sorri pra ela, enche os dois copos de água e pergunta para Sato:

—Acho que vai chover. Vou começar a pegar a roupa do varal, me ajuda?

—Henry, você acabou de dar uma de louco agora a pouco, o que está acontecendo?

—Minha mãe não vai ficar nada bem se a roupa continuar no varal com um tempo desses.

Sato olha para Henry, assustada, mas decide não questionar.

—Tá, então me espera. Vou tomar meu copo de água primeiro.

Outro sorriso de Henry, Sato continua a olhar para ele, um tanto surpresa, ela decidiu não questionar pois isso já aconteceu antes, o que a assusta é que há muito tempo isso havia parado.

Marge desce as escadas assustada e quase escorregando após ouvir o grito de Henry.

—HENRY, VOCÊ ESTÁ BEM? SE MACHUCOU?

—Por que estão tão preocupadas com minha pessoa? Eu estou muuuito bem e bem hidratado!

Sato intervém:

—Ei Marge, é melhor comprar um sobrinho novo, esse aí ficou louco de vez. Até começou a gritar que nem um doente mental!

Henry ri.

—Ah, para vai! Deveria gritar também para afastar as energias negativas, que tal tentar?

—Não. Fique com suas loucuras pra si.

Marge fica alí, confusa, sem entender nada e então resolve subir novamente.

Enfim ambos terminam de recolher a roupa. Agora estão indo para a sala outra vez, aproveitar o tempo livre.

—Henry, conta pra mim.

—Lhe contar o que?

—Que porra foi aquela lá na cozinha?

—Do que está falando?

—Fala logo.

—Falar sobre o que? Satinho, se sente bem?

—Henry, me escuta aqui, não me faça de trouxa! O que acontec...

Henry tapa sua boca...

—Shhhhh...

...Em seguida, olha fixamente para os olhos azuis de Sato, fazendo a mesma encarar os olhos vazios, completamente sem vida de Henry, Sato fica intacta, pois sabe que Henrique está com um comportamento totalmente instável.

Henry, por fim, retira a mão da boca de Sato, a mesma permanece calada, tentando ficar o mais quieta o possível.

—Seus olhos são tão bonitos e cheios de vida... Tenho inveja desses lindos olhos de alma amargurada e raivosa, que lindos olhos... Quem me dera ter olhos assim. Vivos, vivos...

Marge aparece na sala outra vez, trocada de roupa e de banho tomado.

—Olá, crianças!

—M-Marge!

—Mamãe!

Henry outra vez muda seu comportamento radicalmente.

—O que vocês dois estão fazendo?

—Conversando! Claro! Nada melhor do que uma boa conversa entre melhores amigos!

—É-é... Conversando, dona Marge!

—Nossa, Sato, você tá meio nervosa, o que aconteceu?

—É, Satinho, o que aconteceu?

Diz Henry, se virando para Sato no exato momento em que Marge pergunta sobre ela.

—Ah... É que... Eu tô meio nervosa com isso da escola, sabe? As notas, e eu tava falando com o Henry sobre isso.

A primeira vista, parece que Sato tem medo de Henry, mas o fato é que: Sato tenta ao máximo esconder as anomalias mentais de Henry da Marge. Henry já correu muitas vezes o risco de ser internado em um hospício, por apresentar sinais de uma pessoa esquizofrênica, com TOC, bipolaridade e até psicopatia, sua vida foi repleta de remédios para esses distúrbios mentais. Sato sabe o quanto ele sofreu, afinal ela sofreu junto com ele, tantos gritos, choros e separações repentinas, foi uma época terrível após a morte do pai de Henry, não só para Henry como também para Sato.

—Ah... Certo... Tudo bem. Vai dar tudo certo, você é uma menina estudiosa!

—Obrigada, Dona Marge.

—Não há de quê.

Total silêncio por alguns minutos, então Henry decide ligar a TV.

Enquanto isso, na casa de Alan, ele recebe uma mensagem de Perry, pedindo pra encontrá-lo numa praça alí perto, Alan logo se alegra ao receber essa mensagem e se arruma, colocando também sua melhor roupa.

Ele decide comprar uma caixa de bombons para Perry no caminho, os preferidos dela, ele está muito ansioso por isso.

Quando ele chega até a praça, lá estava ela, entediada e quase se arrependendo desta ação.

—Perry! Oi!

—Alan...

Perry se levanta do banco da pracinha, olhando para Alan com total desprezo e expressões de tédio, ela realmente não queria estar ali.

—Oi, minha deusa!

—Tá, me desculpa por ter zombado de você lá no ginásio.

—Hehe, não tem problema! Só de você estar aqui comigo eu já me esqueci deste evento! Você já fez meu coração bater mais forte com sua presença aqui, bem pertinho de mim.

—Está usando palavras novas em seu vocabulário, parabéns...

—Valeu! D-digo... O-obrigado!

Ambos se sentam no banco da praça e Alan tenta pegar na mão de Perry, a mesma lhe dá um tapa na mão.

—Sabe, um garoto tão pueril como eu não sabia valorizar uma garota tão perfeita como você, tão harmoniosa e afável...

—Já que diz...

—E-então, cor nova no cabelo? Lindo esse azul marinho!

—É...

—Está deixando ele crescer? As partes raspadas do seu cabelo estão sumindo! Está ficando muito bonita, tão exuberante.

—Que bom que acha isso, quero impressionar uma pessoa.

—Já impressionou a mim! Tá incrí...

—JÁ DEU.

—No-nossa...

—Eu vou embora, Alan.

—Não vai ainda!

—Não, eu vou, tenho que dormir, mais tarde vou encontrar o meu treinador.

—Ah, s-sendo assim, certo! Até mais!

—Adeus.

Perry se retira do local e Alan vai embora pra casa, decepcionado, vendo-a ir.

Logo, Alan pega o seu celular e manda uma mensagem para Henry:

—A lista que você me deu com elogios refinados não funciona.

Henry logo recebe a mensagem de Alan, e na mesma velocidade ele o responde.

—Estranho, eu jurava que daria um ar de inteligência em você.

—Eu tentei tudo o que você me mandou fazer, não deu certo, nem os bombons ela aceitou...

—Olha, deixa isso, vocês ainda são jovens demais, vá viver a sua vida, uma hora ela vai voltar pra você quando ambos estiverem prontos!

—Não dá, a cada dia que se passa eu quero ela perto de mim...

Sato começa a vigiar com quem Henry está falando pelo o aplicativo de mensagens.

—Me diz, Henry... Como você consegue? Como você fez pra conquistar a Sato?

Sato se assusta com a pergunta que Alan faz.

—Que porra é essa, Henry?

—Olha a boca, Sato!

Diz Marge.

—Desculpa, dona Marge.

—Eu estou me livrando de uma pessoa ajudando outra!

Diz Henry.

—Dizendo que eu e você somos namorados?

Marge então intervém:

—Que história é essa?

—Calma, Sato! Calma, mãe! Eu não disse nada disso! Ele apenas pensou que...

Sato pega o telefone da mão de Henry:

—Henry? Henry responde!

Digita Alan.

—Sato e eu não somos namorados!

Diz Sato através do celular de Henry.

—Ah, eu pensei que eram... Se combinam tanto, tão lindinho, vocês dois juntos, pra mim é o melhor casal da classe.

Sato fica vermelha.

—Me devolve o meu celular!

Henry pega rapidamente o celular da mão de Sato, aproveitando que ela está vermelha.

Henry lê as mensagens que ambos trocaram e olha com malicia para Sato.

—Ah Satinho-inho-inho... Ficou vermelhinha, é?

—Henry, eu vou te matar...

—O que foi que eu fiz? Mate ele, oras! É ele que nos acha bonitinho! Eu apenas não discordo, coelinha...

Henry pisca pra Sato e a mesma fica ainda mais vermelha de tanta vergonha. Henry sabe que Sato morre de vergonha quando coisas como essa acontece.

Enquanto ria, Henry diz:

—Quem mandou você se intrometer no que não lhe convém? Quem mandou?

Sato cobre o rosto com uma almofada alí perto e Henry se acaba de rir. Marge, como sempre, fica sem entender nada.

—PARA DE RIR, HENRIQUE!

—Não grita assim comigo não, baby!

—Marge, eu vou jogar essa TV no seu filho!

—Meu Deus, o que tá acontecendo aqui...

Diz Marge, sem entender nada.

—Calma, neném!

—Neném teu cu!

—Olha só, mãe! Sua nora falando palavrões deste jeito!

—QUE?!

—Como é que o nosso filho vai ter uma educação decente deste jeito, Sato?

Sato joga a almofada na cabeça de Henry, que continua rindo que nem louco.

—Esses dois...

A tarde passa, tudo na perfeita paz. Quando chega a noite, vão todos para seus respectivos quartos, Marge é a única que, supostamente, acaba não dormindo, ela utiliza seu notebook para falar com algumas velhas amigas, ou melhor, velhas aliadas através da chamada por vídeo, como nenhuma delas, exceto Loun, estava acordada, Marge resolve falar com Loun.

—Oi, Elisabeth.

—E então, Marge. Deu tudo certo?

—É, deu, ainda estou de luto pela morte da Tereza...

—A morte dela era inevitável, Marge. Ela morreu por todas nós. Não morreu em vão.

—Eu já estou cansada desse discurso. Quantas de nós precisam morrer pra que possamos ser livres dela? Estou quase desistindo

—Eu não sei, Marge, mas estamos perto. Não desista, você não ama seu sobrinho?

—Eu amo, amo muito...

—É ele quem mais está correndo riscos agora, precisa lutar por ele!

—Acho que vou mudar de país, dar um jeito de afastar ele daqui.

—Marge, vai nos deixar na mão? justo agora? Nós também temos os nossos filhos, também temos as nossas famílias, precisamos lutar pra que esse mal não ataque mais nenhuma familia!

—Me sinto muito culpada por cada uma que morreu por causa da Xtol. Isso está me desgastando.

—Olha, eu sei como se sente, eu também estou me sentindo assim, mas você começou essa luta! Temos que ir até o fim com isso!

—Eu sei... Eu sei...

Henry, neste exato momento, está atrás da porta, ouvindo tudo em silêncio e anotando cada palavra de Marge e de Loun.

—E como está Henry?

—Ele está bem, por hora...

—Como assim, por hora? O que houve?

—Acho que as alucinações dele estão voltando.

—Sério? Tem que comprar aqueles remédios de novo!

—Ele está agindo muito estranho ultimamente, e Sato age como se fosse normal, eles estão escondendo alguma coisa de mim... Se isso começar a piorar, vou internar Henry de vez.

—Calma, não faça isso com o garoto.

—É preciso, é muito capaz que aquilo aconteça de novo...

—Aquele evento já é passado! Henry e Sato são muito apegados, duvido que ele faria algo a ela de novo!

—Eu não sei... Ai, minha vida tá uma bagunça...

—Vai dar tudo certo, Marge, Henry vai ficar bem e Sato também! Quem sabe um dia ambos irão te dar um neto?

—Ah, não, nem pense nisso!

—Já imaginou você sendo tia avó de Henryzinhos?

—Deixa eles serem adolescentes, menina!

Ambas começam a rir.

—Aiai... Certo, certo! Vou dormir, já tá ficando tarde, boa sorte aí!

—Ok, boa noite!

—Boa! Manda um beijo nesses dois por mim.

—Certo, tchau!

Marge desliga o computador, faz sua reza e vai dormir. Henry tem toda a conversa das duas no seu bloquinho de notas e no gravador, quando ele não escuta mais nenhum barulho, com toda a calma e silêncio o possível, ele recolhe suas coisas, se levanta e vai andando até o seu quarto:

'Henryzinhos? Coitada da Sato...'

Na manhã seguinte, tudo tranquilo, ocorrendo normalmente, exceto para Sato, que recebe outra mensagem de voz do seu pai e vai correndo acordar Henry, ela ainda estava com a coberta enrolada no corpo.

Ambos descem correndo até a cozinha para ouvir outra vez o áudio, desta vez com mais calma.

—Sato, já estou voltando pra casa, vou trazer um presentinho pra você, ok? Agora que acharam o culpado pelo o assassinato do Richard eu posso voltar, ainda tenho contas pendentes com a polícia mas, no máximo, eu vou perder o emprego, mas tudo bem, o importante é que agora eu posso voltar pra te buscar, ainda hoje de tarde eu chego aí, já arrume suas coisas.

—Mensagem finalizada.

—Sato! Isso é maravilhoso!

—Ah meu Deus, que alívio...

—Satinho do meu coração! Você vai pra casa!

—Depois dessa eu até deixo você me abraçar, vai...

—Yaaaaaay!

Henry e Sato se abraçam felizes.

—Já po-pode me largar, m-meu nariz já tá estranhando o seu pe-perfume...

—Não, só mais um pouquinho, seu cobertor é tão macio...

Sato começa a respirar em Henry.

—GERMES! NEIN!

—Ninguém mandou você continuar me agarrando. Sabe que sou alérgica à esse teu cheiro de colônia barata com creme corporal feminino!

—Desculpa, poxa. Eu amo cobertores felpudos! Você parecia até um bichinho de pelúcia!

—É só pedir o meu cobertor!

—Okay! Me dá o seu cobertor?

—Não.

—Ué?

—Bom dia, crianças!

Marge desce as escadas, arrumada e pronta pra ir.

—Por que ainda não estão prontos?

—Então... Henry e eu estamos comemorando, meu pai vai voltar e eu vou pra casa!

—Que maravilha! Parabéns, Sato!

—Vamos nos arrumar, Sato?

—Vamos!

Ambos se cumprimentam com um soquinho e sobem as escadas novamente.

—Henry, por que raios nós nos levantamos de nossas camas e fomos até a cozinha só pra ouvir a mensagem de voz?

—Não sei...

Ambos sobem outra vez. Se arrumam na velocidade da luz e, por fim, vão pra escola.

Enquanto eles estavam à caminho da escola, sentados no banco de trás do carro da Marge (já que o da frente está sem cinto de segurança), Henry fica olhando fixamente para sua mão, milhares de formigas estavam, devorando sua mão expondo sua carne, o sangue de Henry cai, gota por gota, no carpete do carro, as formigas saíam das mangas de seu casaco vermelho e devoravam sua pele, ninguém ao redor dele está vendo ou não aparenta não se preocupar pelo o que ele está passando, ele não se mexe, nenhuma reação, apenas agonizava de dor sem poder gritar, pois ele sabe: se eu gritar ele vai aparecer, Mamãe me ensinou, quanto mais eu reajo, mais estou próximo de ver o sorriso...

—HENRY!

—OI! Oi... O que foi, Sato?

—Eu estava te chamando faz horas e você ficava olhando pra suas mãos que nem um autista.

—Ah, tá, certo, desculpa. O que deseja?

—Você vai apresentar hoje o trabalho de história, preparado?

—Eu n-não sei...

—O que houve?

—Me sinto um tanto frágil... M-muito frágil...

—Eu peço para que o professor me deixe apresentar contigo, ok?

—Obrigado, Sato. Você é uma amiga e tanto.

—Melhores amigos são pra isso.

Marge permanecia falando com seus advogados e seus colegas de trabalho no telefone, cuidando dos negócios enquanto dirige, dois fones de ouvido e uma desatenção imensa para a dupla esquecendo completamente deles.

Ela acabou passando do destino de Henry e Sato, Henry estranha e pergunta:

—Mãe, pra onde estamos indo?

Ela não o ouve por estar com fones de ouvido falando com o pessoal do seu trabalho.

—Marge? Marge!

Marge continua a falar e a não escutar a dupla, então Sato decide retirar o fone de ouvido dela.

—DONA MARGE!

—OI? SATO? Meu Deus! Esqueci de deixar vocês dois na escola.

Marge começa a rir, Henry e Sato acabam rindo também e por fim, Marge deu meia volta por uma rua sem saída alí perto e voltou para a escola, no exato momento que Sato e Henry saem do carro, o sinal bate e é hora de entrar.

—Okay... Apresentação, aí vou eu!

—Eu gostaria de ter o mesmo ânimo que você tem todas as manhãs, Henry...

Os dias das apresentações foram adiados devido às complicações que o professor Johnny teve que resolver na cidade natal dele, mas como agora ele está de volta, as apresentações ocorrerão normalmente.

Chegando na sala, Henry já retira seu trabalho da pasta da sua bolsa, o professor chama pelo o seu nome, hora de apresentar o trabalho de escola.

'Vai dar tudo certo... Vai dar tudo certo... Eu só preciso ler e resumir... Tá tudo bem...'

Sato vai até o professor para que ele a deixe apresentar junto com Henry, todavia ele nega o pedido e a manda sentar em seu lugar.

—É... Eu tentei.

—Tudo bem, Sato, eu me viro! Obrigado pela força!

—Não há de quê.

—Henrique Richard Wintestook, venha apresentar!

—Boa sorte!

—Vou precisar.

Logo, Henry vai e fica de frente para todos os alunos, ele morre de medo de se apresentar em público, ele começa a tremer e a gaguejar um pouco enquanto ele falava, ele via pessoas rindo e cochichando, até que o Erik decide fazer uma piada com Henrique:

—Gente, perdoa ele, deficientes mentais não conseguem fazer nada sozinhos, sempre precisam de uma "Sato" pra ajudar.

Todos (menos Sato, que quase foi pra cima de Erik) começam a rir de Henry, ele começa a ficar cada vez mais nervoso, sem ar e envergonhado, ele até tenta pegar sua bombinha do seu bolso, mas como suas mãos estavam trêmulas ele acabou deixando cair, as pessoas continuavam a rir dele e o professor tentava acalmá-los sem sucesso, os olhos de Henry ficam cheios de lágrimas, ele não tem coragem de levantar, Sato então tenta ajudar seu amigo, mas, do nada, Henry se levanta do chão, enxuga seus olhos e olha para as pessoas dalí com muita raiva, eles continuam a rir e falar de Henry até que o professor finalmente conseguiu aquietar a classe com a ameaça de chamar o diretor.

Henry fica calado, olhando pra todos, quieto.

—Vamos, Henrique! Continue!

Henry fica durante alguns segundos olhando para o professor, Johnny  se vira para o quadro negro e o arranha com suas unhas, o som era perturbador e deixou vários alí enjoados ou com dores de cabeça.

—POR FAVOR, HENRIQUE! PARE COM ISSO!

O professor gritava e tapava suas orelhas devido ao terrível barulho.

Todos gritavam para Henry parar de arranhar o quadro negro, tapavam as orelhas e até uma chorou devido as seus ouvidos sensíveis, mas ele não para, o enorme arranhão que Henry fez alcançava de uma ponta até a outra da lousa.

 A sala ficou em um silêncio absoluto, as marcas das unhas de Henry ficaram no quadro negro, Henry apenas olhava para a cara dos alunos dalí.


Notas Finais


Olá, devido à várias complicações que passei esse tempo todo eu não consegui postar na semana retrasada que era a semana do fim do prazo, mas... De qualquer forma, tá aí, aproveitem


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