História Smoke of love - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Daniel Sharman, Troian Bellisario
Personagens Personagens Originais
Tags Daniel Sharman, Drama, Gravidez, Romance, Troian Bellisario
Visualizações 145
Palavras 3.519
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Esporte, Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Hentai, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Leiam as notas finais!

Capítulo 3 - New city


Fanfic / Fanfiction Smoke of love - Capítulo 3 - New city

TORY

Passo o peito da minha mão no meu nariz em movimentos repetitivos, encosto-me no estofado do banco e tento tirar essa angustia do ar quente de dentro de mim. O ar seco e tropical de Miami entra pelas minhas narinas circulando pelos meus pulmões e sai queimando o canal da minha faringe, nem mesmo o ar-condicionado do carro de papai parece resolver esse calor insuportável. Tento me entreter com a paisagem que passa pela janela do carro já que o meu celular está descarregado e não posso mandar mensagem para ninguém.

— Está gostando do que ver, Tory? — Papai pergunta ao me olhar pelo espelho central.

Prefiro não responder, pois ainda acho que a sua decisão de vim morar em Miami foi muito precipitada. Eu roo as minhas unhas pintadas de preto, enquanto penso na vida que deixei para trás e não me refiro aqueles mortais idiotas da escola, aquele lugar era uma grande perca de tempo para mim. Quero me referir a Tyler e todos os amigos que tínhamos em comum, os mesmos amigos que conheci graças a ele. Minha mudança não é para outra rua, não é para outro bairro, meu pai quis me tirar da minha cidade, me tirar de Nova Orleans aonde passava os meus fins de semana procurando por mais festa.

Papai passa pelos portões de ferro e estaciona o carro em frente à nossa nova casa que parece uma mansão com a sua fachada exuberante, meio antiga e totalmente branca com janelas de vidro. Pelo lado de fora já dá para ver a escada em espiral ao lado da porta, também têm um caminho de pedras brancas até a porta e um longo gramado verdinho com palmeiras na frente, arbustos abaixo das janelas e mais para o lado tem um caminho de pedra que leva até a garagem.  Meu pai abre a porta do carro para mim, coloco as minhas botas para fora me pondo de pé assim que saio do veículo.

Fico parada ao lado de papai que tem um sorriso idiota nos lábios e avisto uma mulher alta de cabelos negros saindo casa, na qual eu deduzo que seja a nossa nova governanta já que a antiga não pode vir morar conosco por preferi não deixar a família em Nova Orleans. Eu que queria ser deixada pelo meu pai lá.

— Olá, sr. Belline — diz a mulher estendendo a mão e com um sorriso nos seus lábios pintados de vermelho — Eu sou a Carmen, a sua nova governanta.

— Carmen, essa é a minha filha Tory — ele aperta a mão dela e olha para mim.

Não tiro os meus óculos de sol para não ter contato visual com a mortal. Eu escutei papai conversando com ela há alguns dias antes da nossa mudança, ele procurava por alguém para trabalhar na nossa casa de preferência uma mulher madura e sem filhos, aposto que a contratou para ficar de olho em mim.

— É um prazer conhecê-la, srta. Belline — ela sorri, estendendo a mão para mim, mas a ignoro. Papai me dá uma cutucada com o ombro, e eu apenas tiro os meus óculos escuros. Isso já é o bastante para nos conhecermos — Você tem lindos cabelos azuis — sorri sem jeito.

— Obrigada! — É a única coisa que pronuncio e saio andando em passos largos em direção a casa.

Papai e a nova governanta me acompanham logo atrás. O interior da casa chama a minha atenção por ser muito moderno e com cores neutras como marrom, branco e algumas plantas; dois sofás com várias almofadas; um tapete felpudo; cadeiras e um centro de mármore no centro.

— Eu cuidei para que tudo ficasse em ordem para a sua chegada — diz Carmen.

— Onde fica o meu quarto? — Viro-me para a mulher, voltando a colocar os meus óculos escuros.

Sem intimidade!

— Espera Tory, eu tenho uma surpresa para você — diz papai.

— Se a sua surpresa não for a gente voltando agora mesmo para Nova Orleans, então eu estou dispensando papai — cruzo os braços.

— Não vamos voltar. Eu mandei fazer algo que você vai gostar — ele pousa a mão nas minhas costas e me guia para uma sala. É lógico que ele saiba o caminho já que deve ter mudado muita coisa na versão anterior da casa. Paramos em frente de uma porta, ele abre para mim e entro no lugar vendo uma sala com uma tela enorme e um sofá que parece uma cama — É uma sala de cinema — é notável a empolgação na sua voz grossa.

O cômodo totalmente fechado em tons marrom e preto tem pequenos pontos de luzes amarelas e um frigobar recheado com sorvete, refrigerante e qualquer outro doce congelado. Não quero demonstrar, mas estou gostando do estilo da casa, ela é muito mais moderna do que a anterior. Entretanto, isso não quer dizer que eu vá gostar dessa cidade e que vou fazer amizade com qualquer mortal que aparecer na nova escola.

— É legal.

Meu pai sorri como uma criança que acaba de ganhar um doce. Carmen apenas nos observa sorrindo, esse sorrisinho dela já começa a me dá nos nervos.

— Você pode trazer os seus novos amigos para assistir aqui — segure papai.

— E me tornar uma prisioneira em casa como você sempre sonhou? Não força! — Reviro os olhos — Posso ver o meu quarto agora?

— Eu vou leva-la até lá — diz Carmen.

Ela sai andando a minha frente, nós subimos a escada em espiral que tem uma bela visão do jardim da casa. Caminhamos até o quarto, enquanto me preparo para explosão de vários tons de rosas no meu cômodo, mas assim que ela abre a porta o quarto me agrada à primeira vista. Adentro o aposento vendo uma cama de casal preta com cobertas brancas e almofadas em marrom quadriculado; assim como a cama os outros também são na cor preta; duas poltronas perto da janela que também tem cortinas branca e preta; uma televisão e um balanço oval de vidro ao lado da janela.

— Espero que tenha gostado — diz papai.

Penso bem e acho que devo dizer a verdade sobre o quarto. Talvez eu deva ser um pouco afetiva com ele.

— Eu adorei — Raul sorri — Se não se importam eu vou ficar por aqui, vejo o restante da casa depois — sento na cama e procuro o carregador do meu celular na bolsa.

— Tudo bem, mas quero que se apronte porque vamos sair ainda hoje — diz papai.

— Não me diga que vamos a um jantar de trabalho — faço careta.

— Não, nós vamos visitar a sua escola — responde papai me fazendo travar o maxilar.

— Eu não quero ir — o encaro irritada.

— Mas você vai. Sem discussão, Tory — ele se retira do meu quarto.

Jogo-me na cama soltando uma lufada e depois ergo o meu corpo novamente, então coloco o meu celular para carregar. Passa a mão pelo colar no meu pescoço me certificando de que ele continua no lugar e que nunca sairá daqui. Os meus pensamentos se voltam para Tyler e a última vez que passamos juntos no seu apartamento no subúrbio de Nova Orleans, aquele momento parece tão distante quando me lembro, mas na verdade só faz uma semana que ele me deixou.

Minha boca fica seca ao lembrar que também faz uma semana que estou limpa, meu pai marcou presença em cima de mim em todos esses dias e tenho certeza que não vou encontrar nada nas minhas coisas nem mesmo um ecstasy. Se essa governanta arrumou as minhas coisas, qualquer erva ou pílula que tinha no meio deve está boiando no esgoto em baixo da cidade. Não faço a mínima ideia de como vou conseguir me manter sem que o meu pai desconfie.

— Tory — uma voz feminina interrompe os meus pensamentos e olho para Carmen parada na porta do meu quarto — Seu pai pediu para ver se está se aprontando.

— Eu já vou — me levanto — Agora sai do meu quarto, mortal — bato a porta na cara dela — Mulher irritante! — Ranjo os dentes e vou para o banheiro.

O lugar contém nas paredes as mesmas cores do quarto e luzes amarelas de cada lado do espelho. Retiro a minha roupa e jogo no cesto vazio de roupa suja, adentro o boxer transparente e abro o chuveiro em uma temperatura baixa. Já vim umas duas vezes a Miami com o meu pai quando as minhas “cuidadoras” não aguentavam ficar comigo – não gosto do termo babá - e ele não tinha com quem me deixar, não existe uma mãe para cuidar de uma adolescente rebelde.

Seco-me com a toalha depois de ter o meu corpo resfriado pela água fria, então paro em frente a pia e seco os cabelos com secador puxando os fios mesclados em tons castanho e azuis com uma escova. Dirijo-me para o closet muito bem arrumado com as minhas roupas, abro as gavetas até encontrar as minhas peças intimas e visto uma calcinha. Subo uma calça jeans de lavagem clara, cintura alta e joelhos rasgados pelas minhas pernas compridas; desço um cropped xadrez acinzentado de alcinhas e depois passo os meus braços pelas mangas da jaqueta jeans caída nos meus ombros.

Coloco-me de frente ao espelho, ao lado da mesa com minhas maquiagens e apronto a minha maquiagem com delineado de gatinho e os lábios cobertos por um batom escuro. Volto para o quarto e me sento na cama, então por fim pouso os meus óculos de lentes amareladas, enfio os meus pés nas minhas botas de couro e jogo a minha bolsa nas costas.

— Eu já posso começar o preparo do jantar? — Pergunta Carmen, quando chego ao topo da escada.

— Sim. Acho que não vamos demorar — responde papai.

— Já estou pronta — digo chamando a atenção deles.

Raul não diz nada, apenas me acompanha até o carro novamente e eu me jogo de qualquer jeito no banco do passageiro. Queria está com o meu celular enquanto finjo que me interesso pelo colégio idiota. Papai ocupa o lugar do motorista e dá uma tapinha na minha perna para que eu me ajeite. Reviro os olhos e passo o cinto de segurança quando o carro começa a se movimentar.

— Eu ouvi dizer que esse colégio é o melhor de Miami — começa papai — Acho que você vai gostar do programa de ensino deles, tenho certeza que vai fazer muitos amigos... — o interrompo.

— Meus amigos estão em Nova Orleans, não quero amizade com ninguém daqui até voltarmos.

— Tory... — ele tenta fala, mas o corto novamente.

— O que, pai? — Olho-o depois de um tempo desprezando a paisagem — Eu não gosto daqui e não quero gostar, espero que o seu trabalho estúpido nessa cidade acabe logo para podemos voltar.

— Tory, nós não vamos voltar. Pedi transferência para cá já faz muito tempo, Miami é a nossa nova casa e nunca mais voltaremos a Nova Orleans — ele diz calmo me deixando boquiaberta.

Eu quero gritar com o meu pai. Quero explodir com ele e chamá-lo de todos os palavrões que posso lembrar, mas não consigo fazer isso por está tentando processar o choque da sua informação. Já não basta Tyler ter saído da minha vida, agora tenho que ficar longe dos meus amigos e estudar na merda de um colégio interno.

Depois de passar quase uma hora em total silêncio chegamos ao colégio fechado e muito longe da área comercial ou de qualquer outra área que exista pessoas. Os portões se abrem quando a entrada de papai é autorizada, salto do veículo assim que o estaciona em uma vaga livre e olho em volta vendo alguns alunos passando com os seus uniformes cafonas. Papai me guia pelo campus até o prédio principal de estilo imperial de tijolos avermelhados, assim nos aproximamos da entrada um aluno idiota sorri para mim.

— Boa tarde! — Diz papai — Eu quero ir ao escritório do diretor.

— Já estávamos esperando pelo senhor, vou leva-lo até lá — ele responde, guiando o caminho à nossa frente.

Conforme vamos avançando nos corredores os alunos vão me olhando dos pés à cabeça e uma parte de mim adora toda a atenção que estou recebendo. As garotas usam saia com uma camisa social branca e um blazer azul marinho com o símbolo do colégio interno Fox bordado do lado direito, a única coisa diferente no uniforme dos garotos é a calça social e a gravata xadrez verde. É isso que vou me tornar quando entrar aqui? Nesse caso, eu espero não ser aceita, não que eu quisesse, mas prefiro estudar em qualquer lugar menos aqui.

Papai e o aluno que se diz ser inspetor engatam uma conversa sobre o colégio e sobre os alunos do lugar. Reviro os olhos e sinto vontade de abrir a boca para vomitar toda vez que penso na possibilidade de ser aceita nesse hospício. Eles vão andando na frente, enquanto caminho logo atrás em passos preguiçosos vendo os alunos esvaziarem os corredores. Um estrondo de batida de porta ecoa pelo local, chamando a minha atenção mais à frente.

— Essa conversa não acabou — um senhor de terno e cabelos castanhos grita ao garoto que acaba de sair da sua fala.

O garoto alto vestido de calça jeans preta com joelhos rasgados e camiseta branca colada no seu peitoral vem caminhando em minha direção. Não saio da frente e isso resulta no seu corpo colidindo contra o meu.

— Sai da frente, idiota — ele esbraveja me empurrando para o lado.

Viro-me para ele, apoiando as mãos nas suas costas e o empurrando para lado. Ele se vira para mim inchando de raiva. Os seus olhos azuis quase cristalinos se estagnam na minha face, lábios finos e rosados, seus cabelos loiros escuros com um aspecto de sujo estão bagunçados, seu maxilar marcante se destaca no seu rosto, assim como os centímetros mais alto do que eu e a pele clara revestindo toda a sua estrutura larga. Esses são as características físicas que consigo captar em poucos segundos antes de lhe dar uma resposta.

— Por acaso, você é cego, mortal? — Cruzo os braços — Me viu vindo à sua frente e mesmo assim não desviou.

— Do que você me chamou? — Ele pergunta furioso.

— Além de cego, você também é surdo? Tudo bem, eu posso repetir para você, eu te chamei de mortal.

— Garota, você sabe quem eu sou?

— Um completo babaca?! — Sorrio cínica.

— Arg! — O loiro revira os olhos — Não vou perder o meu tempo com patricinhas rebeldes, espero que não entre mais no meu caminho ou farei questão de te derrubar — esbraveja baixinho.

Um leve sorriso se forma em meus lábios e levanto o meu dedo do meio para ele. O loiro sai batendo os pés no chão como se fosse quebrar o concreto e eu volto a olhar para os dois homens velhos sendo um deles o meu pai e o inspetor que estava nos guiando até a sala do diretor. Meu pai tem um olhar sério de repreensão pela minha atitude com o mortal.

— Desculpem o comportamento do meu filho Mason, ele está passando por aquela fase de ir contra o mundo e contra todos, principalmente com os pais — diz o senhor sem jeito.

— Eu sei bem como é isso — papai olha para mim.

— Eu sou o diretor Jason Harris, nos falamos no telefone hoje mais cedo — ele diz apertando a mão do meu pai e dispensa o garoto que nos guiou até aqui. Ele se retira me deixando aliviada, pois já não aguentava mais a presença desse mortal.

— Eu sou Raul Belline, e essa é a minha filha Tory.

— É um prazer conhecê-la.

— Oi — digo com desgosto.

— Eu poderia chamá-lo para entrar na minha sala e oferecer um café, mas a minha secretária sumiu, então espero que não se importe em esperar um pouco — diz o senhor Harris.

— Eu queria que a minha filha pudesse conhecer as instalações do colégio, enquanto nós conversamos a sós — diz papai, sempre me deixando de fora de qualquer assunto que seja sobre a minha vida.

— Claro, vou chamar o meu filho para mostrar a ela todos os lugares daqui — ele tira o celular do bolso.

— Se for aquele ogro que acabou de passar por mim, eu dispenso a ajuda dele.

— Tory — papai me repreende.

— Não. Eu vou chamar o meu outro filho Bryan — Jason diz receoso. Acho que ele tem medo que o meu pai não goste do lugar e assim não poder lucrar em cima da minha matricula — Ele já está vindo — me avisa guardando o celular no bolso.

— Tory, fique esperando aqui.

Papai deposita um beijo na minha testa e entra na sala do diretor. Encosto-me na parede pensando em uma maneira em fugir daqui, não quero estudar nesse lugar horrível. Não demora muito para um garoto de olhos azuis com sorrisinho bobo e cabelos loiros aparecer.

— Oi, eu sou o Bryan.

— Já chega! Não precisa dessa formalidade idiota, apenas me mostra esse lugar logo para eu poder ir embora o mais rápido daqui.

— Está bem — Bryan ri — Eu vou te mostrar tudo por aqui — bufo e saio andando na frente — Já que vou te mostrar a escola, acho que poderia saber pelo menos o seu nome.

— Sou Tory — respondo sem olhá-lo. Nós dois andamos pelos corredores, enquanto permanecemos calados — Deve ser bom ser filho do diretor, pode fazer o que quiser — digo quebrando o silêncio incomodo entre nós dois, e caminho ao seu lado indo em direção ao campo aberto ao lado do colégio.

— Tem seus benefícios, tenho liberdade para fazer algumas coisas — diz Bryan.

De soslaio, olho para o garoto loiro ao meu lado da mesma estatura que a minha. Ele parece ser bem diferente do irmão ogro dele. Se Tyler estivesse comigo não iria sobrar nada dele, pensando bem, se Tyler estivesse vivo eu não estaria em Miami. Levo a mão ao colar dado por ele no meu pescoço e deslizo as pontas dos dedos formando o desenho de uma andorinha na minha mente. Aquele mortal idiota que passou por mim não teve nem a decência de se desculpar por estar no meu caminho e de alguma maneira acho isso bem corajoso da sua parte.

— Você é bem diferente do seu irmão — penso alto sem perceber.

— Ah! Você conheceu o Mason? — Bryan me olha e coloca as mãos atrás do corpo.

— Sim, da melhor forma possível — respondo com a voz carregada de ironia.

— Ás vezes, ele é um pouco estourado — Bryan ri — Não se preocupa com ele, o pessoal daqui é bem legal e acho que você vai gostar dos clubes daqui — saímos para o gramado que tem uma pracinha com algumas poucas árvores e uma fonte espirrando água — O que você fazia na sua antiga escola? — Ele me olha.

— Eu jogava tênis.

— Você é boa jogando?

— Acho que sim — dou de ombros — Mas jogo apenas por atividade física, nada de competições — esclareço, até porque nem poderia por causa do teste antidoping — E você mortal, o que faz aqui? — Pergunto, me arrependendo segundos dois. Não estou interessada nesses mortais estúpidos.

— Mortal? — Ele me olha confuso, mas não protesta — Eu sou jogador de futebol americano.

— Legal — é a única coisa que digo para encerrar o assunto.

Bryan me mostra a quadra de tênis fazendo propaganda dos aparelhos modernos, todas as competições que o colégio Fox já ganhou e os melhores professores que eles têm aqui. O loiro parece bem interessado sobre a minha vida acadêmica, mas também fala sobre as festas do colégio e as regulamentações. Ele me avisa sobre o uso do uniforme, cabelos ao natural e nada de piercings ou tatuagens. Sinto-me revoltada pelos alunos ter a sua identidade apagada pelas regras idiotas do colégio, não posso viver em um lugar me diz o que tem o que fazer ainda mais agora que estava pensando em colocar piercing na sobrancelha ou na língua.

Uma parte de mim acha que Bryan está tentando mostrar algo que ele não é, assim acha que ganharia a minha simpatia e o seu pai mais uma aluna. Em seguida, ele me mostra a área da piscina que tem algumas alunas levando gritos da treinadora e depois me leva para o campo de futebol aonde tem alguns jogadores de futebol americano e líderes de torcida, ou seja, a escória das escolas americanas. Bryan se aproxima de uma garota loira vestida de líder de torcida e um garoto loiro com o casaco do time.

— Tory, esses são os meus amigos Phoebe e Christian — ele aponta para os dois — Pessoal, Tory vai ser a aluna novata — se encosta na barra de ferro ao lado das arquibancadas.

— Eu nunca disse isso — o corrijo.

— Espero que você entre, vai ser bom ter mais uma líder de torcida na nossa equipe — diz a loira sorridente.

Ai meu Deus, aonde vim me meter?

— Isso não faz o meu tipo — digo a ela que entorta os lábios desanimada.

— Concordo com a Phoebe, seria ótimo ter pernas novas para admirar — os olhos verdes do amigo de Bryan me secam dos pés à cabeça. Ele levanta da arquibancada parando na minha frente muito próximo a mim, invadindo o meu espaço pessoal e enfia as mãos no bolso do casaco — Eu sou Christian, mas pode me chamar de Chris — mordo o lábio inferior mostrando um leve sorriso malicioso.

— Legal, mortal — o encaro com desdém.

— Seja bem-vinda a Fox — disse Bryan.


Notas Finais


Look da Tory: https://www.polyvore.com/tory/set?id=227354739

Gente, eu tenho uma notícia não muito boa para vocês. Futuramente, um futuro muito próximo, vou ter que deixar "Smoke of love" em hiatus, porque tem acontecimento muita coisa ruim na minha vida e eu percebi ontem que isso está afetando a minha escrita.
Para vocês terem ideia, a semana passada eu não escrevi nada e isso só acontece quando eu estou abaixo do nível da fossa. Tem muita coisa ruim acontecendo comigo e muito pessoais que não posso compartilhar com vocês. Minhas amigas @TiaClara e @Lagerfeld sabem o quanto eu preciso de um tempo do mundo das fanfics, eu acabei de passar um ano escrevendo uma trilogia, não me dei tempo e comecei Smoke of love. Eu também preciso urgentemente arrumar um emprego e ano que vem já começo a escrever o meu TCC.
Quero deixar claro que não estou abandonando a fic, eu só preciso de um tempo para mim e assim poderia voltar com energia para dá e vender. Espero que vocês me entendam, quem me acompanha a muito tempo sabe que não sou de deixar uma fic incompleta e que posto os capítulos em dia.
Eu sei que tem leitor que vai ficar com raiva, outros vão abandonar a fic, mas eu sou um ser humano cansado que não quer escrever uma fic sem qualidade para vocês. Infelizmente, ainda não tenho uma data para voltar.
Me desculpem qualquer coisa, vejo vocês em breve. ♥


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