História Snapping - Capítulo 1


Escrita por: e X_Tibany_X

Postado
Categorias Stray Kids
Personagens Han Ji-sung, Kim Seung-min, Yang Jeong-in
Tags 2in, Colegial, Drama, Jeongin, Seungmin, Skzpjct, Songfic, Termino
Visualizações 29
Palavras 1.503
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, LGBT, Musical (Songfic), Romance e Novela, Slash
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Espero que gostem! ^^

Ass.: @X_Tibany_X

Capítulo 1 - Snapping


— Jeongin, por favor, pare de chorar, odeio te ver assim! — Exclamou Jisung em um tom de voz triste, tentando limpar todas as lágrimas que caiam pelo rosto do mais novo, mas falhando miseravelmente.

Fazia algum tempo que Yang não se sentia bem, para ser mais específico, três meses. Seu coração estava confuso, não sabia muito bem o que fazer em relação à Seungmin, seu namorado.

— Jisung-hyung, eu não sei o que fazer! — O de madeixas loiras se esforçava ao máximo para entender tudo o que o mais novo falava, mas a voz de Jeongin estava quase toda embargada no choro. — Eu odeio não saber o que fazer…

— Jeonginnie, olhe para mim. — E assim o mais novo fez. O Han encontrava-se com um semblante sério. — O que você sente quando pensa no Seungmin?

Jeongin parou e ponderou. A verdade era que ele não sabia exatamente o que sentia pelo Kim naquele momento.

E sem perceber, chorava novamente.

O ruivo sentia-se culpado por fazer Jisung passar por aquilo juntamente à ele, sentia-se culpado por não dizer a verdade que era desconhecida até mesmo para o mais novo, Seungmin, e sentia-se culpado simplesmente por não saber o que fazer.

O loiro apenas soltou um suspiro cansado, levantando-se do banco do ginásio e olhando para baixo, vendo o Yang o observar.

— Vai ficar aí ou vai vir comigo? — Um pouco hesitante, Jeongin levantou-se e seguiu Han, saindo do ginásio da escola.

— Para onde vamos? — Antes que ele pudesse responder, Jeongin teve que parar bruscamente para não esbarrar em Jisung, que simplesmente interrompeu a sua caminhada e adentrou o banheiro masculino.

Jeongin adquiriu um semblante confuso e se perguntou se deveria entrar no banheiro também. Entretanto, antes que pudesse tomar uma decisão, a silhueta de Jisung reapareceu pela porta aberta.

— Ei, o que está fazendo parado aí? Entra logo. — E assim, Jeongin fez. Ao adentrar o banheiro, notou que o Han estava escorado no apoio das pias e de braços cruzados. — Lave o rosto.

O Yang estranhou, afinal, Jisung não costumava ser tão seco e sério como estava sendo naquele momento, mas o fez. Após lavar o rosto, secou-o e voltou a encarar o loiro, que apenas soltou um suspiro cansado.

— Você não respondeu a minha pergunta. — O de madeixas avermelhadas esfregou o rosto com as duas mãos.

— Eu não sei, hyung. — Jisung acabou por amolecer a expressão facial e soltou um sorriso fraco, pousando a sua mão direita no ombro esquerdo de Jeongin logo depois.

— Você tem um sentimento muito forte por Seungmin, isso é um fato. Contudo, não é o mesmo sentimento que ele tem por você, entende? Você acha que gosta dele, mas isso claramente não é verdade. Vamos, me diga, você não se sente livre sem ele? — Yang apenas abaixou a cabeça.

— Não é bem assim. Eu sinto que se eu tentar conquistar o seu coração, nem mesmo que seja por um mísero momento, eu irei acabar lhe deixando ir. — Jisung apenas franziu o cenho, esperando que o mais novo finalmente notasse.

— E por que você acha que se sente assim? — Talvez Jeongin tenha demorado para processar as palavras de Han, todavia, quando as ingeriu, sua ficha caiu.

— Eu não amo mais o Seungmin? — Perguntou, com certa incerteza.

— O que você acha? — Indagou Yang, como se fosse óbvio. — Enfim, vamos voltar para a sala, já tocou a campa e eu não quero levar advertência por ficar fora da sala.

O ruivo apenas assentiu, ainda meio em choque por tudo o que havia ocorrido naquele curto período de tempo. Saíram do banheiro e seguiram para a sala de aula. O dia seria cheio.

Já eram duas da tarde e Jeongin se encontrava terminando o almoço. Sua mãe estranhou o comportamento do filho, pois ele não era de ficar calado.

Por fim, cheia daquilo, ao terminar de lavar a louça, secou as mãos em um guardanapo qualquer e virou-se, começando a encarar o Yang mais novo, que apenas remexia a comida com o garfo em seu prato.

— O que aconteceu? — O questionamento da moça pegou Jeongin de surpresa. "Como ela notou?", pensava o de madeixas avermelhadas, largando o talher em seu prato e observando a mãe. — Você não é de ficar calado toda vez que chega da escola e me conta tudo o que aconteceu no seu dia, mas hoje você não fez isso.

O silêncio do mais alto fez a mãe suspirar baixo e soltar um sorriso fraco, porém gentil.

— Olha, eu não irei te forçar a me falar o que vem acontecendo, mas quando quiser desabafar, lembre-se que eu estou aqui. Se for uma dúvida que você tenha, te darei uma dica: siga o seu coração.

"Ele é o meu problema, mãe…", ponderou Jeongin logo que sua mãe depositou um beijo em sua testa.

Ao terminar de comer, lavou sua louça e dirigiu-se ao seu quarto, jogando-se na cama e começando a encarar o teto. O dia havia sido cheio, ele apenas queria dormir e acordar uma semana depois.

Porém, quando o sono estava chegando, o ruivo ouviu o seu celular apitar, informando que uma mensagem havia chegado. Pensou em ignorar, mas podia ser algo importante.

Então, lutando arduamente contra a vontade de permanecer na cama, sentou-se e esticou seu braço até chegar ao criado-mudo que se encontrava ao lado de sua cama, pegando o seu celular e acendendo o visor, olhando para o mesmo e vendo que era uma mensagem de Seungmin que havia chegado.

A mensagem dizia: "Me encontre no parque perto da sua casa, precisamos conversar."

"Não, não precisamos", era o que Jeongin pensava.

— Hm, por que essas coisas acontecem comigo? — reclamou enquanto massageava as têmporas com a mão esquerda, tentando se acalmar.

Levantou-se e seguiu para o seu guarda-roupa, pegou a primeira roupa que viu pela frente e calçou um de seus tênis, logo depois saindo do cômodo, indo em direção ao quarto de sua mãe e avisando que iria se ausentar durante um tempo.

Ao passar pela porta da casa, Jeongin seguiu cerca de 200 metros para a esquerda e chegou a um pequeno parque.

E lá estava Seungmin. As madeixas escuras bagunçadas e o olhar triste surpreenderam o Yang, já que o moreno costumava ser um dos mais animados em seu grupo de amigos.

Seungmin se levantou e andou em direção ao ruivo, que ainda encontrava-se parado, estático.

— Oi… — Disse Jeongin, nervoso e o mais velho apenas soltou um suspiro cansado. — O que queria conversar comigo?

Jeongin sentia-se cada vez mais intimidado com o olhar de Seungmin sobre si, afinal, o que havia acontecido?

— Eu escutei a sua conversa com Jisung hoje no banheiro. — Seungmin com certeza notou o semblante assustado do Yang, pois soltou uma risada soprada.

— Seungmin-hyung, eu posso explicar. — Jeongin ia se aproximar do moreno, no entanto, Kim colocou a mão na frente, pedindo que ele parasse.

— Não quero que se explique, Jeonginnie.

— Mas sinto que lhe devo. — Falou o Yang, decidido. — Hyung, já faz alguns meses que eu não estava me sentindo bem em relação a você, mas eu simplesmente não sabia o porquê. Jisung-hyung foi quem me ajudou a entender o que eu realmente estava sentindo. Seungmin-hyung, você é incrível, de verdade. Você é gentil, inteligente, bonito… Mas eu sinto que, mesmo que eu tente continuar, eu vou acabar deixando você ir. Hoje eu percebi que eu não sinto o mesmo que você sente por mim, me desculpe!

Depois de dar a sua explicação, nem um dos dois se pronunciou por um tempo. As únicas coisas que podiam ser ouvidas era o vento e as fungadas e soluços de Jeongin. Ele sentia-se tão aliviado de finalmente ter dito a verdade para o mais velho, sentia-se bem, no fim das contas.

— Tudo bem. — Jeongin, que antes encarava o chão, passou a encarar o moreno.

— Você não está com raiva? — Perguntou meio receoso, pois o de madeixas escuras tinha todo o direito de sentir ódio e repúdio de Yang.

— Nunca fiquei bravo com você, apenas magoado. Sabe, eu deveria ser a primeira pessoa a saber como você está se sentindo em relação a mim. — A declaração de Seungmin fez o coração de Jeongin errar uma batida. — Você está bem com isso?

— Eu não queria dizer, no entanto, eu não irei mais esconder as coisas de você… Eu nunca me senti tão bem, tão livre. — Disse Jeongin sorrindo juntamente a Seungmin.

— Que bom.

— E você? Como se sente?

— Que tal ignorar o que estou sentindo no momento? — O Kim fez uma pergunta, entretanto, aquilo parecia mais uma súplica do que uma indagação. — Enfim… Amigos?

— Amigos! — Jeongin aceitou o aperto de mão de Seungmin.

Naquele dia, dois corações seguiram caminhos diferentes. Porém, um deles encontrava-se renovado, alegre, livre; o outro, totalmente partido.


Notas Finais


Gostaria de agradecer por você, que leu até aqui.

Também gostaria de dar o meu sincero "obrigada" para o @Shiriarukira, que betou esse one shot e para a @svnflwr, que fez essa linda capa... Obrigada!

Espero que tenham gostado! ^^


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