1. Spirit Fanfics >
  2. SNARRY - The green eyes >
  3. Por bem ou por mal

História SNARRY - The green eyes - Capítulo 2


Escrita por:


Capítulo 2 - Por bem ou por mal


Snape guardou a carta no bolso do jeans distraidamente, olhava por toda extensão da rua visível pela janela, à procura de qualquer sinal de Potter, mas ele não apareceu.

O homem levantou-se do conforto da poltrona à janela e saiu porta afora, ainda de olho nas duas pontas da rua que conseguia enxergar, ele deu alguns passos para fora do próprio gramado que roçava suas canelas, e antes que atingisse a rua, algo do outro lado da calçada lhe chamou atenção.

Snape franziu a testa, forçando a vista numa tentativa de enxergar melhor o que era aquela coisa se movendo na calçada oposta. Ele observou o esquisito objeto seguir seu caminho por breves instantes, até se lembrar repentinamente de uma coisa, aquilo não era um objeto qualquer, era o pedaço de alguém, alguém que se esgueirava invisível pela rua.

Snape quase correu ao encontro do pedaço de tênis que avançava rapidamente pela calçada, o tênis parecia ter percebido que fora avistado, pois apressou o passo.

E antes que Harry pudesse cobrir o pedaço do sapato que deixara de fora da Capa de Invisibilidade, seu professor esticou o braço e a retirou com violência de cima dele.

- Que droga você acha que está fazendo? – Snape quase gritou, parecia muito aborrecido.

Harry apenas o encarou, com a mesmíssima expressão no rosto de quando dera de cara com o professor mais cedo. – Por que estava parado aqui? – Snape questionou, esquecendo-se que deveria sentir alívio por ter encontrado Potter em menos de um minuto, e pelo que lhe parecia, estava inteiramente bem.

- Eu só parei porque o vi sair. – Harry defendeu-se.

Snape o encarou com aqueles olhos negros semicerrados que pareciam capaz de arrancar qualquer verdade. Acreditaria? Que provas teria de que o rapaz estava realmente apenas passando e que não estaria o observando a tarde toda? Tentando descobrir coisas a seu respeito, quem sabe...

Não, estava sendo paranoico. Não era hora para entrar em conflitos pessoais, precisava levar Potter para casa, por bem ou mal.

Seu olhar parecia cheio de ódio mas sua voz soou brandamente mais calma quando ele disse:

- Preciso leva-lo para casa. Ordens de Dumbledore.

- O quê? – Harry exclamou incrédulo, duvidava que Dumbledore fosse dar essa ordem a Snape, ele bem sabia que o professor o odiava e não perderia oportunidade de lhe causar mal.

- Você é surdo? – Snape disse com rispidez. – Dumbledore disse que você, Potter, não deveria estar longe da casa dos Dursley pois corre perigo, e me pediu que eu lhe levasse para casa. – explicou a contra-gosto, se pudesse já teria desacordado Potter e largado-o no batente da porta dos tios.

- Ah... – Harry estava confuso e desconfiado – Mas eu não quero ir pra casa. Está tudo bem, posso pagar um hotel. – completou em tom displicente.

Não conseguia de forma alguma acreditar que Snape estava puramente querendo protege-lo, e muito menos que Dumbledore ordenara isso.

Snape crispou os lábios e seus olhos faiscaram de irritação, Harry sentiu o perigo.

- Potter, eu não estou pedindo que o senhor volte para casa, eu estou lhe informando que o senhor vai voltar. Recebi ordens e vou cumpri-las, você querendo ou não. Agora, segure meu braço, vamos aparatar. – ele disse firme, estendendo o braço coberto pela manga da camisa social enquanto encarava o rapaz como se lhe dissesse que estava em seu pior humor, mas ainda sendo piedoso.

Harry não segurou seu braço. Havia mil coisas estranhas naquela situação, primeiramente, por que é que era tão perigoso estar fora de casa? O único perigo eminente que conseguia ver naquela vizinhança era o próprio Snape.

Sequer haviam moradores, o professor e uma idosa enrugada e fraca no final da rua eram as únicas pessoas que o rapaz visualizara desde que entrara no bairro mais cedo. – Segure o meu braço, Potter. – Snape repetiu ameaçadoramente.

- Não, eu não quero ir para casa. – Harry respondeu, começando a irritar-se. – E você não vai me obrigar. Devolva minha capa, sei me virar sozinho.

Mas Snape também não lhe estendeu a capa.

Seus olhos faiscaram mais uma vez de raiva, e ele agarrou o braço do rapaz com mais força do que pretendia, a capa ainda segura na mão esquerda.

Harry sentiu-se sugado pelo nada antes que pudesse protestar pelo puxão no braço, num momento eles estavam na Rua da Fiação, com suas casas abandonadas, ervas daninhas por todo lado e gramas mal aparadas, e no instante seguinte estavam pisoteando o belo gramado da Tia Petúnia, de vista para a enorme casa. Não havia nenhuma luz acessa.

Snape largou o braço de Harry com força e o impulso fez o garoto desequilibrar-se e cair. Ele encarou o professor com indignação.

- Por que fez isso? Eu não queria vir! – gritou, sentindo o rosto queimar de tanta raiva.

- Recebi uma ordem e a cumpri, boas férias, Potter. – Snape respondeu com um sorrisinho maldoso enviesado no rosto enquanto encarava a casa às escuras dos Dursley. Ele bem sabia o que Potter passava ali.

- Minha capa! – Harry gritou, agarrando os tornozelos do professor antes que ele desaparatasse de volta para a própria casa.

- Me solte, seu idiota. – Snape tomou impulso para chutar o rosto de Harry, mas se conteve na última hora.

Harry fechara os olhos e encolhera-se, quase chegou a sentir o chute de Snape em sua face, mas ele não terminou o ato, apenas ergueu o tornozelo em que Harry se agarrara e o sacudiu violentamente, tentando fazer o garoto o soltar.

- Me devolva a capa! – Harry grunhiu, segurando firme agora nos dois tornozelos de Snape, o professor se desequilibrou e quase caiu.

- Então me solte! – Snape gritou de volta. – Me solte, Potter, ou vou machucá-lo! – ele ameaçou, uma das mãos apanhara com agilidade a varinha e a apontava para o rosto do rapaz.

Harry não achava que ele fosse realmente enfeitiça-lo, mas teria o soltado se tivesse tido tempo, no mesmo instante que seus olhos encontraram os brilhantes e furiosos de Snape, um rugido vindo da rua os informou que um carro se aproximava.

Snape pensou rápido, imagine o escândalo se os trouxas pegassem um rapaz e um homem adulto brigando no gramado dos Dursley, usando varetinhas de pau como armas e berrando por uma capa que ninguém conseguia ver. Snape jogou a capa por cima do corpo estirado de Harry e se abaixou para que a ela o cobrisse também no mesmo instante em que o carro chegou até o campo de visão deles e estacionou na garagem do vizinho da frente.

Os ocupantes do carro desceram um a um e entraram em casa. Snape e Harry observaram em silêncio, esquecendo-se momentaneamente da briga que estavam travando anteriormente. Depois que a mulher pegou as compras no carro e as levou para dentro, Snape descobriu-se da capa. Olhando mais uma vez para a casa dos Dursley.

Harry o observou, a respiração ainda ofegante pelo embate travado há pouco tempo.

- Não tem ninguém em casa? – Snape questionou.

- Não. – Harry respondeu irritado. – Não tem porquê eu voltar para cá, meus tios viajaram e mandaram eu me virar. Eu lhe disse que não queria vir!

Snape franziu o cenho levemente, imaginando que tipo de pessoa faria aquilo com o próprio sobrinho, mas logo lembrou-se de algo importante: não era problema dele.

- Bem, não é problema meu. – ele disse suavemente. – Adeus Potter, não apareça mais na minha frente.

E no instante em que se preparava para aparatar, a mão de Harry voltou a grudar em seus tornozelos.

Estava de volta ao próprio gramado.

Snape olhou para baixo e vislumbrou Potter estirado no chão, viera junto.

O professor deu um longo suspiro, segurando novamente o impulso de chutar a cara de Harry.

Como se livraria daquela coisa teimosa?

- Eu não vou para casa. – Harry afirmou, soltando os tornozelos de Snape e sentando-se no gramado, havia um tom desafiante em seu olhar. – Não tente me obrigar.

Snape o encarou seriamente, lembrou-se das janelas às escuras na Rua dos Alfeneiros, lembrou-se do que Harry dissera agora a pouco “...mandaram eu me virar”, e por último, lembrou-se da carta de Dumbledore.

Confio que o senhor dará o melhor de si para proteger o filho de Lílian”, as palavras ecoaram em sua mente, e ele suspirou longamente.

- Tudo bem, então entre. – e apontou para a porta da própria casa.


Notas Finais


sla apenas fiz kkkkkk


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...