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História Snow White - Capítulo 2


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Notas do Autor


Postando hoje porque estou me sentindo ✨adorável✨ ;) e porque na sexta não sei se vou ter tempo af :')

BTW, a capa do capítulo será colocada depois. Me perdoem pelos prováveis erros, sou uma negação se tratando de revisões (Eu sempre reviso, mas sempre deixo escapar algum erro mds).

Aliás, prestem atenção nos dias hein ;) aqui já tivemos um pulo de tempo, apenas para adiantar as coisas, okay? Okay. Espero que não se importem com isso ^^

Boa leitura!

Capítulo 2 - ATO II: The poor little dwarfs.


Fanfic / Fanfiction Snow White - Capítulo 2 - ATO II: The poor little dwarfs.



ATO II: The poor little dwarfs.¹

"E ao redor do incrível caixão de cristal, os pobres anões lamentam por sua bela e bondosa princesa, que fora amaldiçoada em um sono (aparentemente) sem fim."


(Agência dos Detetives Armados "ADA", consultório da Yosano; Terça-feira - 9:07 a.m)




Já haviam se passado três dias.

Tanizaki estava sentado na desconfortável cadeira do consultório da Yosano, assim como nos outros dias, velando pelo sono do amigo. O desapontamento consigo mesmo lhe deixando com um gosto amargo na boca; e sim, ele sabia que nada disso era sua culpa. Contudo, isso não o fazia se sentir menos pior com aquilo tudo.

Fora ele quem encontrou Atsushi caído, desacordado, no chão daquele beco imundo. Tanizaki o trouxe para a agência e o entregou nas mãos de Yosano, que após um rápido check-up afirmou que ele não possuía ferimentos - externos ou internos. Atsushi estava ileso.

Ele apenas estava dormindo.

E até aí, estava tudo bem. Eles o deixaram descansando mas, conforme as horas passavam e o dia chegava ao fim, Yosano se preocupou. Ela afirmou ter tentado acordá-lo, mas fora em vão.

Atsushi dormiu por três dias seguidos. Seu quadro não apresentando qualquer mudança e apesar de todas as tentativas realizadas, ele não acordou.

A constatação fez com que cada um dos membros presentes (bem, todos exceto Ranpo, Kenji e Dazai) ficassem com uma pulga atrás da orelha. Era completamente incomum que Atsushi simplesmente houvesse caído em um beco qualquer por exaustão - mesmo que ele cuidasse das papeladas de Dazai e das suas próprias, treinasse arduamente com aquele cara assustador da Máfia e no tempo livre se esforçasse para ser um bom 'irmão mais velho' para Kyouka - e então dormisse daquela maneira, não quando ele tinha o sono leve. Tudo isso era... Muito errado.

Foi então que decidiram fazer o que faziam de melhor, investigaram.

E foi com uma tremenda decepcão que eles não acharam pistas. Não havia nada no local onde o acharam e não havia testemunhas. Frustação talvez fosse pouco para descrever o que cada um ali sentia.

Suspirando, ele deu outra olhada em Atsushi. Ele estava começando à adquirir um tom pálido doentio, sua respiração ainda estava uniforme e seus batimentos cardíacos não tiveram qualquer tipo de alteração. Atsushi não moveu nem um centímetro desde que o colocaram naquela cama. .

Ouviu um fungado baixo e olhou de esguelha para Kyouka, que estava sentada do outro lado na cama. Seus dedos finos seguravam a mão de Atsushi como um náufrago se agarrava à uma corda salva vidas. E mesmo que a sua cabeça estivesse levemente abaixada, ainda conseguia ver como a ponta do seu nariz estava vermelho e como o seu queixo tremia, quase impercetívelmente.

Kyouka havia crescido nos últimos dois anos, não apenas visualmente, mas emocionalmente. Ela aos poucos se tornou mais falante, sorridente... Kyouka havia se tornado uma garota feliz. Aquela mudança foi uma grande influência na sua habilidade - o Demônio da Neve estava surpreendentemente mais forte. E nada disso teria sido possível sem a ajuda da pessoa que, agora, jazia imóvel naquela cama.

Todos estavam se sentindo tristes, preocupados e impotentes diante daquela situação, mas com Kyouka era diferente.

Para Kyouka, Atsushi era família.

A primeira pessoa que lhe estendeu à mão, a primeira pessoa à vê-la como uma pessoa - um ser humano, e não uma máquina assassina. Eles eram irmãos. E aquela sensação de fracasso por não ser capaz de ajudá-lo, a estava corroendo de dentro para fora. Isso era visível pelas olheiras abaixo dos seus olhos azuis, que não possuíam mais aquele brilho vivaz - agora eles estavam opacos.

"Sem mudanças no quadro, Tanizaki?" Olhou para cima e viu o presidente, com as mãos dentro das mangas de seu kimono e expressão indecifrável - ou talvez, ele apenas fosse uma negação se tratando de leituras faciais.

"Não senhor." Suspirou.

"Já conseguiram entrar em contato com Ranpo e Dazai?"

Ranpo estava em uma missão com Kenji. Os dois viajaram para a cidade vizinha para descobrirem como alguém fora capaz de invadir o Banco Central e roubar todo o dinheiro do cofre seguro sem ativar o sistema de segurança. As câmeras não haviam sido desligadas e isso lhe chamou a atenção. Kenji e ele saíram no dia em que Tanizaki encontrou Atsushi.

Quanto à Dazai, bem... Ele havia desaparecido duas semanas antes, apenas deixando para trás a patética explicação de que ele e o 'porta-chapéus' sairiam em uma missão em prol dos velhos tempos. Tanizaki, é claro, não sabia o quê ou quem poderia ser o tal 'porta-chapéus'. Mas isso fora o suficiente para que o presidente Fukuzawa lhe liberasse. A parte que importava era que Dazai estava vivo e visto que Tanizaki fora a pessoa nomeada para entrar em contato com ele, agora ele também estava à par da situação.

"Bem, sim." Coçou a cabeça. "Demos as poucas informações que conseguimos para Ranpo e Kenji, ambos disseram que tentariam chegar o mais rápido possível para ajudar com a situação. E o Dazai..." Suspirou. "Ele disse que iria chegar ainda hoje de onde quer que ele estivesse." Deu de ombros. Tanizaki preferiu não comentar sobre como o idiota não pareceu muito preocupado e desligou na sua cara alguns segundos depois.

O presidente Fukuzawa apenas balançou a cabeça em reconhecimento e depois disse: "Ótimo."

"Ele... Ele vai acordar, não é?" A voz baixa e quebrada de Kyouka preencheu a sala. Seus dedos apertaram a mão de Atsushi e seus ombros tremiam, ela se encolheu, parecendo estranhamente indefesa - como uma criança assustada.

"Sim, ele vai." Kyouka ergueu a cabeça e olhou para o presidente. "Não se preocupe, Atsushi vai acordar. Todos nós estamos buscando uma maneira de trazê-lo de volta. E seja lá quem tenha sido a pessoa que o atacou" Os olhos de Fukuzawa ganharam um brilho perigoso. ", certamente irá se arrepender."

"Isso é uma promessa, Kyouka." Tanizaki complementou. Apenas porque aquela era a verdade, pura e limpa. Algumas pessoas certamente não entendem que nunca, em hipótese alguma, se deve mexer com um dos membros da Agência de Detetive Armados.

Porque a retaliação viria de maneira cruel.

E todos estavam empenhados em descobrir quem havia sido o bastardo corajoso da vez. Kunikida estava procurando junto da polícia por casos ou arquivos que possuíssem qualquer semelhança com o de Atsushi, sua irmã e Yosano estavam encarregadas de mantê-lo o mais saudável possível - os nutrientes contidos no soro já não estavam sendo o suficiente para sustentá-lo (como ele não comia ou bebia isso o estava enfraquecendo à cada dia).

Kyouka limpou as lágrimas dos seus olhos e inspirou fundo, tentando se recompor. E quando o fez, ela se parecia com aquela mesma garota que não pensou duas vezes em se lançar contra o Moybdick dois anos atrás, apenas para que pudesse salvar a cidade de Yokohama e mostrar que era sim digna de fazer parte da agência. Ela parecia determinada.

BAM!

O baque da porta contra a parede fizeram com os três se virassem e dessem de cara com Dazai.

O bastardo estava ostentando um sorriso preguiçoso, uma das mãos enfiadas no bolso do seu sobretudo. Os cabelos extremamente bagunçados e... Tanizaki estreitou os olhos, aquela marca no pescoço dele é um chupão?

"E então, como ele está?" Perguntou enquanto se aproximava.

"Do mesmo jeito, sem qualquer diferença no quadro." Tanizaki respondeu quando Dazai parou ao lado da cama. É, aquilo realmente é um chupão, concluiu.

"Hmmn." E sem dizer mais nada, puxou o lençol que o cobria.

"E-ei Dazai, o que-" Tentou impedi-lo.

Mas ele o ignorou, da mesma maneira que ignorou o olhar quase assassino de Kyouka (o presidente Fukuzawa apenas assistia à tudo impassível) e levantou a camisa branca que Atsushi vestia.

Ele e Kyouka não conteram a surpresa ao verem, logo acima do quadril no lado esquerdo, quatro riscos horizontais.

"O que significa isso, Dazai?" O presidente Fukuzawa inquiriu.

"Isso- isso não estava aqui quando a Yosano o olhou ontem." Kyouka disse.

"Eu sei que não estava." Dazai balançou a cabeça e abaixou a camisa, tornando à cobri-lo cuidadosamente. "Essas marcas apenas aparecem depois de três dias. Eles indicam os dias que lhe restam." Suspirou. "Quando esses quatro riscos desaparecem, será tarde demais para tentar salvá-lo e ele irá morrer.

"O quê?!" Ele e Kyouka exclamaram.

"Dazai, eu realmente espero que você saiba o que fazer." O presidente disse seriamente. "Pelo o que parece, isso vai ser uma corrida contra o tempo e Ranpo não está aqui para nos ajudar com os detalhes que não somos capazes de enxergar."

"Não se preocupe, presidente. Eu acho que sei com quem estamos lidando, eu só-" Seu celular tocou e ele o puxou de um dos bolsos do seu sobretudo. "É o Ranpo." Ele murmurou e atendeu a chamada. "Oi, você- oh!, certo." E então Dazai sorriu, lento e perigosamente. Tanizaki sentiu um arrepio subir pela sua espinha, caramba, não era atoa que aquele cara fosse uma espécie de lenda urbana no submundo. Ele era realmente assustador. "Perfeito, Ranpo. Estou lhe devendo uma, até." E desligou a chamada.

Dazai olhou para Atsushi por alguns segundos e depois se virou para o presidente.

"Eu tenho uma idéia de quem esteja por trás de disso e de como acordar o Atsushi." Pôs as mãos nos bolsos do sobretudo. "Ele está de volta, pelo o que parece."

Ele? Ele quem? Tanizaki odiava não saber o que estava acontecendo.

"Entendo. Então faça o que for necessário, Dazai." Ele respondeu.

Mas pelo visto o presidente sabia sobre quem Dazai falava.

"Pode deixar comigo." Acenou com a cabeça e se virou para Kyouka. "Não deixe o Atsushi sozinho enquanto isso, Kyouka-chan, estou contando com você." Ele lhe lançou uma piscadela e a garota murmurou um 'sim', e pela sua expressão Tanizaki sabia que ela levaria aquela missão muito à sério. E então ele olhou na sua direção, oh, não. "Quanto à você, Tanizaki..." Dazai sorriu estranho e porra, ele sabia que deveria ter acompanhado o Kunikida. "Me encontre hoje de noite próximo à loja de conveniência da rua 97, em frente à loja de discos. Dez e meia em ponto. Não se atrase ou então vou deixá-lo para trás." E a forma suave como ele disse aquilo, definitivamente soou como uma ameaça.

"Certo." Coçou a cabeça, bem, ele não tinha outra opção senão aceitar. "E o que vamos fazer?"

Dazai riu levemente.

"Ora, não será nada perigoso. Nós apenas vamos interrogar uma velhinha indefesa."

Hein?





Notas Finais


¹Os pobres anõezinhos.

-x-

ENTÃOOOOO, espero que tenham gostado. Aliás, espero mesmo que não se incomodem com os títulos serem em inglês. O inglês pra mim é como uma segunda língua, não consigo evitar o uso, mas prometo pôr as traduções nas notas finais, 'kay? ^^

À propósito, estaremos vendo pelo ponto de vista do Tanizaki galera \0/

Agora, por que será que o Dazai não está tão preocupado? Quem será 'ele'? Como o Dazai sabe da tal 'velhinha'? HMMMMMNNNNN ai ai esses detalhesss...

Byebye <3


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