História Snowfleak - Capítulo 4


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Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Doyoung, Haechan, Jaehyun, Jungwoo, Lucas, Mark, Taeil, Taeyong, Ten, Winwin, Yuta
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Palavras 2.110
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Slash, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oiii! Como vocês estão?

Eu sei que não avisei sobre o capítulo, me perdoem.
Hoje é a segunda prova do Enem, desejo boa sorte aos que vão realizá-la. *choremos*

Boa leitura meus flocos de neve!

Capítulo 4 - Capítulo 04


Eu gosto de você, hyung! — Parei já a alguns passos a frente e me virei, voltando até onde ele estava.

 

Yukhei... Nunca mais diga isso, me ouviu? Eu nunca diria que gosto de você de volta, porque eu não sou o tipo de garoto que gosta de ser destinado a alguém ou que se apaixona por alguém que não conhece.

 

Mas a marca… você é meu soulmate

 

Mas eu não queria ser! — Gritei deixando meus sentimentos transparecerem. — Eu não pertenço a ninguém, Wong. — Disse baixinho, evitando as lágrimas. — Você vai perceber isso. Eu não acho que possa amar alguém dessa forma, desculpe.

 

Voltei para casa sozinho. Quase não percebi que deixei a porta bater depois de entrar, o som da tempestade que se formava lá fora era quase tão alta quanto a que estava crescendo em mim.

 

Sentei na minha cama com as luzes ainda apagadas e tirei os sapatos sem vontade suficiente para continuar o serviço de me despir e vestir algo mais confortável. O meu celular tocou e eu demorei alguns segundos para decidir atender.

 

A voz da enfermeira no telefone era calma e baixa.

 

"Boa noite, querido. Eu sei que está tarde, sua mãe está bem, não se preocupe. Eu só liguei porque queria explicar a situação da piscina." 

 

Eu não ligo se minha mãe tem uma piscina, não ligo para nada no momento.

 

Ah, sei… — respondo tão baixo que ela demora para continuar.

 

"Isso começou no início do mês passado. A senhora Kim estava péssima, não aceitava mais tomar os remédios e chegou a me demitir. Nisso eu tentei entrar em contato com sua avó, eu juro que tentei, querido. Mas como ela não atendia…"

 

Você ligou para o papai?

 

"Liguei e ele me pediu para não preocupar você. Foi por isso que ninguém ligou pra você ultimamente. Sua mãe se trancou em casa e quando finalmente conseguimos falar com ela a mesma disse que estava reformando a casa para vender o local. Começou com um papo de que…"

 

"...com uma piscina a casa iria valer mais." — Relembrei dela falando isso há anos atrás, quando eu não entendia o que estava acontecendo, quando a ideia de ter que me mudar com ela para longe do meu pai e de minha avó parecia aterrorizador. — Ela costumava falar isso antes de começar o tratamento.

 

"Já tinha uma piscina no jardim quando ela me ligou e prometeu que queria estar boa para quando você viesse visitá-la. É você quem mantém ela sã, Jungwoo."

 

Obrigada por me contar. E-eu preciso ir, tenho que terminar algumas coisas da faculdade antes de dormir.

 

"Boa noite, querido. Não fique bravo com a gente, nós queremos o melhor para você e para a sua mãe. Estamos todos aqui por você."

 

Obrigada. — Desliguei a ligação e deixei que meu celular escorregasse dos meus dedos e que as lágrimas finalmente caíssem acompanhadas de soluços.

 

Me sentia sujo por pensar tanto em mim, por me fazer de vítima quando era minha mãe quem passava por tantos problemas. E uma parte dela ainda queria estar ali por mim, enquanto eu só queria me livrar de tudo... dessa sensação.

 

Sei que estou sufocando, guardando tantas coisas e fingindo estar bem o tempo todo. Talvez esteja tentando demais ser quem minha família quer, ou enganando a mim mesmo e dizendo que não sou como ela. Não sou como a minha mãe. Mas o que eu acabei de fazer com Yukhei não é o que a minha mãe fez com o meu pai? Só que antes de algo tão extremo acontecer.

 

Eu preciso dizer em voz alta? Eu não quero viver para ser de alguém, não sou igual aos meus amigos que se apaixonam e aceitam que este é o mundo no qual vivemos.

 

Estou sufocando de verdade. É como se o ar no quarto tivesse acabado. — Caminho até a porta da varanda, passo por ela respirando o ar úmido e deixando que a chuva me molhe da cabeça aos pés descalços. Pareço patético até mesmo para mim, ali, apoiado na grade e olhando o chão abaixo de mim enquanto minhas roupas pesam cada vez mais.

 

Ouço batidas na porta, mas não consigo me mover. Meu celular outra vez, mas só quero sentar ali na chuva sem pensar em nenhuma consequência.

 

Jungwoo?

 

Woo? Você não foi dormir às oito horas! 

 

— Ten, por favor, Os vizinhos vão reclamar.

 

A campainha toca várias vezes seguidas e então me levanto. Encharco a casa e abro a porta encarando Taeyong e Chittaphon enquanto as palavras da médica ressurgem em minha mente. Eu tenho com quem contar.

 

Hoje foi um dia péssimo. — Reclamo indo de encontro com os braços de ambos.

 

Você está bem, Woo? O que houve? — Tae se apressa em perguntar, me apertando em seus braços quentes.

 

— Talvez seja melhor a gente entrar. — Ten comenta olhando para os lados. 

 

Jungwoo? Porque está encharcado? — Taeyong segura minhas bochechas.

 

Eu vou pegar algumas toalhas. — Ten acende as luzes enquanto faz seu caminho até o banheiro. — Aqui. — Entrega uma toalha a Tae e segura outra. — Ué, a porta da varanda estava aberta?… bem... esquece… — Ele coloca a toalha ao meu redor.

 

Taeyong começa a secar meu cabelo com cuidado. Não estou mais chorando, mas tenho certeza que ainda há evidências das lágrimas em meu rosto.

 

Conto aos poucos sobre meu dia, deixando qualquer coisa que tenha relação com Yukhei de fora e eles me ouvem com atenção.

 

Vai ficar tudo bem, Woo. — Taeyong me abraça apertado, no sofá.

 

Você quer comer, anjo? — Ten oferece.

 

Chittaphon! Só pensa nisso?

 

Que é, Taeyong? Ele pode estar com fome. Vai saber. — Sorrio com a briga dos dois.

 

Obrigada, Ten. Mas eu jantei antes de vir.

 

Jungwoo, eu já te disse isso, mas vou continuar repetindo até que você perceba que é verdade. Você não precisa ouvir ninguém, a marca é sua. A opinião dos outros não importa e com certeza você não precisa ficar com ninguém que não queira. — Ten toca minha bochecha e sorri.

 

Eu não costumo falar isso, mas concordo com o Ten. — Taeyong ri enquanto Ten lhe bate.

 

Obrigada. Vocês dois. 

 

[...]

 

Depois daquele dia eu decidi que evitar Yukhei era a solução para afastar aqueles pensamentos. Porém, para minha (in)felicidade, Sicheng passou a ficar conosco após às aulas e nos intervalos.

 

Depois de acordar com Ten e Taeyong dormindo na minha cama comigo — não maliciem — os dois não pararam mais de invadir meu apartamento para assistir filmes e cozinhar coisas estranhas. Consegui dormir algumas horas a mais do que antes depois de conversar com eles.

 

Eu queria poder dizer que a marca havia sumido, mas a mesma continuava lá, intacta

 

Como Ten havia me dito, não tinha problema nenhum em não querer ter um soulmate. Por isso, pela primeira vez, eu estava indo sem uma blusa de manga comprida pra faculdade.

 

Ninguém me olhou estranho, ninguém falou de mim pelas minhas costas e eu não esbarrei com Taeil. Estava tudo ótimo, até o primeiro intervalo.

 

Todo mundo começou a me encarar, mas não porque eu tinha uma marca nova. Era por causa do novo namorado de Taeil, Johnny.

 

Parei em frente aos meus amigos, abraçando meu próprio corpo, me sentindo exposto.

 

Já está sabendo né? — Hyuk fala um pouco sério. (O que era muito raro.)

 

Já. 

 

Não liga pra isso, Woo. — Tae sorri tentando levantar meu astral. — Vamos, gente. Temos que animar o Jungwoo.

 

Que tal ele ir mostrando a nova marca? — Diz Yuta chegando por trás de mim e fazendo os outros ficarem curiosos. — Só quero ver, juro que não vou tentar bancar o cúpido. — Nisso ele pisca para Taeyong e Ten, que ele tentou, com sucesso, juntar.

 

Que nova marca? Posso ver?! — Donghyuk se aproxima.

 

Podem ver. — Mostro meu pulso com o floco de neve contornado de preto.

 

É fofo. — Yuta comenta depois de analisar. — Quer ver a minha?

 

Desde que não seja em nenhum lugar muito estranho. — Faço eles rirem.

 

Haha! Não, aquilo aconteceu só uma vez. — Ele mostrou a clavícula onde um contorno de trevo-de-quatro-folhas se encontrava.

 

Você sabe quem é seu soulmate? — Indaguei curioso por ele estar falando sobre sua marca.

 

Sei. — Os outros ficaram animados. — Mas não vou contar pra vocês.

 

Não acredito! — Hyuk reclama. — Que maldade, hyung!

 

Vocês não vão acreditar em mim, mas eu gosto mesmo dessa pessoa. — Yuta esboça um sorriso bobo que aquece não só o meu coração.

 

Logo voc- — Dou um cutucão em Donghyuk que já ia começar com as brincadeiras dele. — 'Tá eu não falo mais nada. Ah, mas eu queria perguntar algo, hyung. — Diz o Lee mais novo para mim, sem se aguentar. — Então você não quer saber quem é seu soulmate?

 

Engoli em seco.

 

Eu não quero que gostem de mim por causa de uma marca. — Respondi por fim e observei Ten sorrir com orgulho para mim.

 

Olá! — Diz Sicheng se aproximando de nós e fazendo com que a conversa mude. — Por que estão todos me olhando com essa cara?

 

Não é nada. — Yuta responde. — Seria legal a gente se reunir hoje, vocês não acham? Faz tanto tempo que não saímos juntos.

 

Ainda não nos recuperamos da nossa saída no fim do ano passado. — Taeyong abre bem os olhos parecendo em choque com as palavras do namorado.

 

Como assim? — Haechan indaga já animado. — Yuta hyung sabe bem como dar uma festa! Foi Taeyong hyung que bebeu muito e dançou naquela mesa e- — Taeyong tampou a boca do mais novo com as mãos e forçou um sorriso.

 

Que tal um filme? Vamos ao cinema, hein?

 

Iiih, nem vai dar, Jungwoo só vê filmes repetidos. — Ten reclama.

 

Isso não é verdade! — Respondo manhoso. — Eu vou se vocês forem.

 

Tudo bem por mim. — Yuta responde.

 

Vou chamar o Lu. — Sicheng pega o celular já digitando algo.

 

Lu? — Yuta pergunta antes de qualquer um.

 

O Lucas. — Sicheng encara ele com um sorriso confuso. — Yukhei, Huang, gente, vocês sabem quem é.

 

Vou chamar o Mark. — Hyuk sai saltitante.

 

Vocês não terminaram, hyung? — Pergunto um tanto confuso para Sicheng.

 

Sim, mas somos amigos acima de tudo. — Responde sem tirar os olhos do celular.

 

Depois de tantos dias sem vê-lo não sei bem como reagir. Talvez inventar uma desculpa para não ir deixe meus amigos preocupados, então é melhor ir.

[...]

Ten foi direto para a casa de Taeyong, o que me fez voltar sozinho. 

 

Doyoung estava preocupado comigo depois de eu desabafar com ele sobre esse tal soulmate "babaca" como ele chamou. Mas ele também estava super feliz saindo com o entregador que o salvou aquele dia.

 

Bom, sem Ten, eu teria que ir para o shopping sozinho e encontrá-los lá.

 

Estava esperando o elevador quando senti a presença de alguém atrás de mim. Me virei casualmente e me deparei com o olhar cabisbaixo do Wong. Aparentemente ele nem havia me visto.

 

As portas metálicas se abriram à nossa frente e entramos em silêncio. Estava tudo bem, até eu sentir meu pulso começar a arder de forma estranha. Virei o mesmo e puxei a manga do meu moletom cor-de-rosa para ver a marca que agora estava brilhando em tons de azul.

 

Olhei para Yukhei conferindo se eu era o único a ver aquilo. E lá estava ele fazendo o mesmo, vendo o mesmo acontecer em seu pulso.

 

O que é isso hyung? — Perguntou ao notar que eu o estava olhando.

 

E-eu não sei. — Toquei meu pulso com o polegar e o afastei rapidamente sentindo arder ainda mais. — Aí!

 

Hyung, você está bem? — Ele se aproximou mas manteve uma pequena distância.

 

Estou. — Afastei o olhar da marca para seus olhos castanhos. — Não precisa ficar me chamando de hyung o tempo todo, Yukhei.

 

Ah, desculpe. — Ele abaixou o olhar para o chão. — Isso deve te irritar, né?

 

Não é isso… — A marcar ardeu ainda mais, mas Yukhei não parecia sentir isso, apenas eu. — Você não sentiu isso?

 

O quê, hyung? Aah, desculpe! — Balancei a cabeça sem ligar para aquilo.

 

A marca, não está queimando em você? — Ele parecia confuso.

 

As portas do elevador se abriram e ambos descemos em silêncio.

 

Desculpe. — Se desculpou outra vez enquanto caminhávamos em direção ao ponto de ônibus.

 

Está fazendo eu me sentir mal… se preferir pode me chamar de hyung.

 

Não é sobre isso, é sobre aquele dia.

 

Ah. — Eu também devia desculpas a ele.

 

Eu não deveria ter dito aquelas coisas, pelo menos não daquela forma.

 

Eu também não deveria ter dito algumas coisas. Não é culpa sua isso estar acontecendo com a gente. Me desculpa.

 

Ele assentiu em silêncio, enquanto eu focava na ardência no meu pulso diminuir.

 Isso tinha alguma relação com os sentimentos dele? Não, não pode ser. Eu devia estar enganado.

 


Notas Finais


Me sigam no twitter para (muito provavelmente) receber notificações sobre as atualizações da estória. @jeonxiee
E comentem o que estão achando! ;3


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