História Só amigos, eles disseram... - Capítulo 10


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Categorias Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Gina Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Jorge Weasley, Lilá Brown, Luna Lovegood, Neville Longbottom, Olívio Wood, Personagens Originais, Ronald Weasley, Ted Lupin
Tags Auror, Draco, Drinny, Gina, Harmione, Harry, Hermione, Luna, Ministério, Neville, Romance, Rony
Visualizações 339
Palavras 2.401
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Ficção, Ficção Adolescente, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hoje tô empolgada e resolvi matar a saudade de vcs
Tô tentando escrever o mais rápido que posso, mas vejo que vai chegar um ponto em que eu vou realmente dar uma reduzida na velocidade de att dessa fic, infelizmente, mores
Avisando logo pra vcs irem se preparando kkkkkk tô me esforçando
Um beijo imenso pra todos vcs! São uns lindos! Obrigada pra todos que vêm lendo e aprovando a fic!
E até a próxima!

Capítulo 10 - Pequeno susto.


Fanfic / Fanfiction Só amigos, eles disseram... - Capítulo 10 - Pequeno susto.

- E o Harry, hein? – Gina perguntou preocupada.

Hermione suspirou, bebericando do café. – Foi mostrar Londres ao Ted, não sei se vai aparecer por aqui hoje.

A ruiva assentiu sem largar o copo de energético. – E o Rony?

- Foi ao Profeta, tentar falar com Luna. Disse que hoje você vai à Toca.

Gina passou a mão pela testa para afastar os cabelos. – Sim, Draco não quer, mas cansei de segredos.

- Rony disse que está noiva...

A Weasley fez um careta de dor. – É uma brincadeira nossa. Ronald viu na carta e achou que nós tínhamos noivado escondido.

Hermione findou o café e se ergueu para voltar ao escritório. – Moly vai entender, tente ir de tarde, enquanto os meninos não estão por lá. – sugeriu afagando o ombro da amiga, por trás da cadeira dela.

Gina assentiu agradecida, apertando a mão da morena. – Onde vai almoçar?

- Não sei ainda.

- Come comigo? Só nós duas... – a Granger sorriu e aceitou o convite antes de sair.

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O dia foi movimentado, perfeito para esquecer Ronald e os problemas que ele criou. Ted riu durante as horas seguidas que passearam de carro, ele não tinha proximidade com os artefatos trouxas, então ficou maravilhado com as coisas de Londres. O menino voltou para casa cheio de sacos e de pacotes, presentes dados pelo padrinho. Ao sair da casa de Andrômeda, Harry direcionou um último olhar para a janela do quarto do Lupin antes de aparatar.

Às oito da noite, Potter se materializou no Ministério, se encaminhou para a sala do ministro, onde trocou rápidas palavras com o Chefe antes de seguir para a própria sala. Encontrou uma pilha de relatórios à serem analisados e revisados... Aquilo era um saco.

Quando finalmente chegou em casa, era perto das três da manhã, precisaria levantar e voltar ao Ministério em pouco mais de quatro horas... Foi loucura o que fez, mas Ted valia o esforço. Jorge trocava beijos famintos com alguém que era escondida pela escuridão no sofá, forçando o moreno a subir sem passar pela cozinha. Adentrou o quarto com certa pressa por um banho, não teve tempo para se lavar desde a manhã do dia anterior.

Percebeu a silhueta quieta que ressonava em sua cama, mas tinha uma forte suspeita de quem era, então seguiu direto ao banheiro. Ao voltar, teve o cuidado de se vestir completamente para se deitar.

- Sou eu... – cochichou para o corpo agitado de Hermione, não queria espantá-la dali.

- Luna e Rony estão se acertando no outro apartamento. Dei privacid... – ela murmurava sonolenta com os olhos fechados, aninhando-se mais ao amigo, ele a abraçava por trás.

Harry percebeu que ela dormiu de novo e sorriu. Tinha o nariz enterrado nos cabelos dela, o peito colado às costas frias dela, um dos braços se esgueirou pelo espaço entre o pescoço dela e um dos travesseiros, enquanto o outro a prendia contra si pela cintura dela. Não tardou em dormir também.

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Ronald parecia incerto de qualquer coisa, os olhos inquietos denunciavam seu nervosismo, o copo que segurava na mão tremia assustadoramente.

- Tudo bem, Weasley. – as palavras escaparam de sua boca antes mesmo que raciocinasse.

O ruivo sorriu aliviado antes de puxar o moreno para um forte abraço. – Você nunca foi babá dela, eu sou um idiota!

- Eu sei o que você é. – os dois riram sem se largar.

Hermione sorriu para cena e não se conteve, sentia-se em 1994 no torneio tribruxo, quando aqueles dois idiotas diante de si faziam aquela mesma coisa, já corria para junto deles antes que pensasse demais. Os três passaram um bom tempo abraçados. Era como se estivessem na escola de novo. Bons tempos. Tirando as partes que envolviam Voldemort e Harry como marcado pra morrer.

- Sr. Weasley, hora de ir. – um homem falava cauteloso, culpado por interromper aquele momento.

Depois de verem Ronald desaparecer nas chamas da chaminé, junto com o empresário do time, os dois morenos trocaram olhares aliviados. Hermione então apanhou a bolsa que largara no sofá e, enviando um aceno com a mão para Harry, saiu porta afora para aparatar.

Ela tinha uma missão, por isso teria que sair mais cedo. O homem subiu para o quarto, decidido a organizar a bolsa que levaria em sua missão. Partiria em duas horas com Hector e com Henrick. Teria tempo de se despedir de Hermione ainda no Ministério antes de o grupo dela partir se se apressasse.

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Seu sangue pareceu congelar no momento em que bateu os olhos nela. Estava no Extremo Oriente, diante de toda uma quadrilha de bruxos psicóticos, com Hermione sendo usada como escudo enquanto tinha o pescoço espetado pela varinha do canalha que a segurava.

Como ela fora parar ali afinal? A equipe dela devia estar na América, investigando o tráfico de criaturas mágicas que saía do Reino Unido para a Colômbia. Toda a semana que tivera longe de casa passava por sua cabeça agora, procurava a relação que teria existência entre seu caso e o dela. Mas nada lhe vinha à mente. Era terrível.

Um estrondo ao longe, mais gente entrava. Uma gritaria ecoava por todo o túnel, centenas de passos na água ecoando pelo espaço fechado e úmido. Estavam no esgoto subterrâneo de alguma pequena cidade, cercados de ratos e de assassinos. Harry olhou rapidamente ao redor, metade de seu grupo já não era visível, a escuridão aumentava.

Outra explosão, mas dessa vez o desespero dos mais próximos foi maior. O maldito que rendera Hermione ainda o provocava, nos olhos dela havia medo e raiva, mas ele não se permitia ouvir, não podia perder o controle ali, precisava ter cuidado. O jogo finalmente virou quando o breu foi preenchido por uma claridade quente e alaranjada. Com certo receio, Potter olhou por cima do ombro durante rápidos segundos, era possível ver o fogo da explosão se expandindo pelo túnel. Dezenas de bruxos agonizavam ao serem engolidos pelo inferno ambulante antes mesmo de se proteger com a varinha.

Hermione arregalou os olhos. Foi tudo muito rápido. E um segundo, Chacall ria abertamente espetando o pescoço de Granger com a varinha, no outro gritava apavorado para o fogo. Harry disparou o expelliarmus assim que o viu abrir a boca assustado. Hermione sentiu uma chave de braço lhe fechar o pescoço e a garganta ser imprensada. Logo em seguida tombava junto com o corpo pesado de Chacall.

- Vamos, vamos... – Harry falou apressado, puxando-a para si antes que ela atingisse totalmente o chão.

Ela viu o amigo florear com a varinha e, com extremo terror, percebeu que ele tentaria criar um escudo ali. Não sairiam vivos... Desajeitada, a morena apanhou a varinha que antes lhe ameaçava e saltou para junto do corpo de Harry, que ainda murmurava o começo do encantamento.

O fogo, por questão de segundos, engoliu o nada.

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O peso do corpo somado à força do movimento que acabara de fazer tornou quase impossível pousar de pé. Os joelhos cederam no momento em que tocou o chão. Despencou ribanceira abaixo, felizmente o chão era completamente coberto de neve, percebeu pelo frio cortante que sentia enquanto rolava. Já não sentia mais o corpo dela próximo de si, nem mesmo sabia que acontecera, só desconfiava de que havia aparatado.

Depois de um tempo recebendo pancadas, posicionou-se de forma a frear o movimento de descida. Desajeitadamente, mas rápido, ele conseguiu levantar, molhado e sujo, depois de estacionar a queda. Olhou para o alto, o caminho que percorrera, lá parecia deserto, mas isso não o parou.

Quando chegava bem perto, ela apareceu de repente, ali no topo, à menos de três metros de distância, assanhada e ruborizada, além de contente. Alguns arranhões espalhavam-se pela face, nada grave. Harry apressou as passadas, ao que ela sorriu aliviada por vê-lo bem.

- Graças a Merlin! – ela exclamou antes de se jogar sobre ele, que a acolheu em um apertado abraço.

- O que aconteceu?! Achei que estivesse na América! – falou confuso e alarmado enquanto enterrava os dedos nos cabelos dela.

- Foi uma emboscada. Devia ser um grupo de mais de 100 quando chegamos, não tivemos chance. – respondeu se afastando lentamente.

Harry puxou o ar com lentidão, passou os olhos pelos arredores, lembrava-se daquele lugar, Hermione já o levara lá quando procuravam as horcrux, a floresta do Deão. Sorriu inconscientemente ao reparar que nada mudara ali.

- Precisamos voltar, avisar ao Ministério. Você era sargento na sua equipe, certo?

A morena negou com a cabeça. – Era o Miles.

O homem ergueu as sobrancelhas. – Miles? Aquele maluco?

- Ele não é tão maluco... – retrucou dando de ombros. – Só fomos parar vivos naquele esgoto por causa dele, sabia que a sua equipe estava em campo por lá.

- E como ele sabia?

- Eu... Posso ter comentado...

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- Está me dizendo que não existia contrabando algum?! – o general berrava, as veias em suas têmporas pulsavam vivas.

- A fonte de Pompei deve ter sido comprada. – Hermione falou bastante cuidadosa com as palavras.

Um baque ensurdecedor preencheu o escritório do chefe do esquadrão de aurores. Harry tinha o queixo erguido, com dignidade, enquanto Hermione fitava o chão e, vez por outra, os diversos papeis espalhados na mesa do general.

- Malditos ratos americanos! Potter, reúna um grupo de cinco homens e volte lá, quero que façam uma colheita, investiguem e descubram qualquer pista. – o moreno assentiu e, com uma última olhada na mulher ao seu lado, se retirou dali. – Granger, quero que se junte à Malfoy, a fonte de vocês acordou, do caso Bill, parece lúcida. Interroguem.

A mulher assentiu e respirou fundo antes de falar. – Senhor, e quanto à armadilha de hoje?

- Cabe a Potter desvendar isso agora.

Engolindo todo o orgulho, ela balançou a cabeça em movimentos conformados. Caminhou rapidamente até a porta e seguiu depressa para a sala do amigo, onde o encontrou bebericando de uma taça de vinho.

- O homem que encontramos em Nova Orleans... Josh Masters, o nome dele. Foi quem mediou toda a troca e quem nos entregou ao seu pessoal.

O homem assentiu, demonstrando cansaço. – Devia dormir um pouco agora...

- Ele é um animago ilegal, uma águia... – ela insistiu, sem que se aproximasse dele.

- Hermione...

- Precisa tomar cuidado, aqueles caras... O negócio deles é grande, é muita gente envolvida. – explicou ainda contida. – Era só isso.

E se retirou, Harry mal teve tempo de chama-la. Hermione estava estranha, andava avoada desde que voltara da missão, talvez fosse susto ou só cansaço. Bagunçando os cabelos, Potter apanhou o sobretudo, vestiu-o e saiu com a relação dos agentes que levaria consigo para a América.

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- Qual o problema dela? – Draco perguntou para a namorada, indicando uma Hermione apática que olhava para o nada com o pingente do colar entre os dedos, na varanda do apartamento.

- Não deixe que ela o escute. – Gina ralhou.

- Ainda é por causa do Potter? Só faz cinco dias que ele foi.

- Ela quase morreu, o que acha que pode acontecer com ele agora? – a ruiva perguntou descrente da falta sensibilidade do Malfoy. – Aonde vai? – perguntou quando viu a amiga se erguer de repente e seguir para a lareira.

Mas Hermione logo desapareceu nas chamas do flú.

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- Hermione? Oi. – Olívio cumprimentou ao ver a mulher passar pela sala.

- Olá. – respondeu fracamente, seguindo diretamente para o quarto de Harry.

Jogou-se na cama do jeito que veio, tendo o trabalho de cheirar as fronhas o suficiente para sentir o cheiro impregnado de Harry ali. Ele ainda não mandara notícias, nem mesmo ao ministério, isso a preocupava, o bastante para ser afastada do trabalho e ganhar dias de folga.

Enroscou-se nos lençóis com uma angústia no peito, lembrando-se do ataque no resgate da filha do ministro, quando Harry quase morrera com os ferimentos que teve. Fechou os olhos, não aguentaria ver seu amigo daquela forma novamente, completamente machucado.

Adormeceu com os olhos úmidos e, quando acordou, encontrou um casaco preto na poltrona do quarto que não estava lá quando ela chegou. Um sorriso genuíno cresceu em seus lábios, aquilo só podia significar uma coisa.

- Harry?! – chamou alto, alarmada.

- No banheiro, Hermione. – céus, era a voz dele!

Ela riu para si mesma, incrédula de que aquilo fosse real, ergueu-se da cama e rumou para perto da porta do lavabo, que se abriu segundos depois. Com a exceção do olho esquerdo roxo, não havia nada de errado com ele.

- Graças a Merlin! – exclamou extasiada, jogando os braços sobre os ombros dele.

Hermione sentiu a cintura ser envolvida pelos braços masculinos e sorriu debilmente ao ter o rosto arranhado pela barba dele. Aquilo era gostoso, senti-lo perto de novo, saber que ele estava em segurança.

- Como você está? – perguntou o homem ao se afastar um pouco.

- Eu?! Como você está! – quis corrigir a pergunta. – Não recebi notícias suas! O que aconteceu por lá?

- Longa história, depois explico. – e, só então, Hermione percebeu o cansaço do amigo, que carregava pesadas olheiras sob os olhos.

- Por Morgana, você deve estar exausto! – exclamou puxando pela mão. – Quando chegou? Sente fome? Está tudo bem, não é? Digo, não está com nenhuma dor, está? – ela tagarelava guiando-o até a cama, onde ele deitou.

- Quando eu acordar, posso responder o seu interrogatório. – o moreno falou risonho, provocando um sorrisinho sem jeito na amiga, que assentiu. – Faz dois dias que não prego o olho... – desabafou com um suspiro cansado, espreguiçando-se. – Você tem que ir ao ministério? – perguntou com a voz pastosa, roçando o nariz no joelho dela.

Hermione riu de leve, enterrando os dedos nos cabelos molhados dele, observando-o fechar os olhos em prazer. – Me deram folga. - Harry abriu os olhos de repente, encarando-a com incredulidade. – Vou te deixar dormir. – disse antes de estalar um sonoro beijo na têmpora do amigo.

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- Vocês vão vir, não é? – Olívio perguntou enquanto se dirigia à porta.

- Mais tarde passamos por lá. – Hermione respondeu alto, ouvindo a porta bater logo em seguida. – Tem certeza de que não quer ficar?

- E deixar você sozinha a mercê dos marmanjos do três vassouras? – o moreno perguntou se mexendo para conseguir fita-la nos olhos. Os dois se apertavam no estreito espaço do sofá. - Vai ser bom beber alguma coisa depois dessa missão.

Hermione concordou, embora preferisse ficar ali sozinha com Harry durante a noite inteira. Mas sabia que ele queria ir, seria bom rever os amigos de Hogwarts. 


Notas Finais


É, foi curtinho, mas o próximo capítulo vai tá recheado do que vcs gostam de vdd kkkkkk
Masssss me conta o que achou desse, é divertido kkkkk
Obrigada mozões! Muito bom contar com a leitura de vcs! Até o próximo cap! Bjão nos coras!


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