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História So Cold - Irmãos Black - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Boa leitura...

Capítulo 1 - This house no longer feels like home


Oh, you can't hear me cry

(Oh, você não pode me ouvir chorar)

See my dreams all die

(Veja todos os meus sonhos morrerem)

From where you're standing

(De onde você está)

On your own

(Por si só)

Sirius caminhava lentamente pela Muy Antiga e Nobre Casa dos Black's, depois da guerra ele passou a morar na antiga mansão da família, junto com Harry e Remus, sua família estava completa. Ele subiu as escadas passando os dedos pela madeira envelhecida do corrimão, os degraus rangendo sob seus pés a cada passo dado. A casa estava muito diferente, Monstro - o elfo doméstico - havia arrumado tudo depois de fazer amizade com Harry - até parecia a amizade que um dia ele teve com Regulus. Por falar em Regulus, o Black mais velho se encontrava na porta do quarto do mais novo.

— Regulus Arcturo Black. — Sirius sussurrou passando os dedos sob o nome grifado na porta.

Ele girou a maçaneta e abriu a porta, se deparando com um quarto incrivelmente arrumado. A cor verde da parede combinando com o preto do piso, a cama de casal com edredons prateados bem arrumada com travesseiros brancos, o tapete negro felpudo bem limpo, as janelas estavam lustrosas, o chão bem polido e os móveis bem preservados. Sirius não podia negar; Monstro fez um belo trabalho. Ele andou até a cama e sentou-se, seus olhos acinzentados passeando pelo local estudando-o com veemência, parou o olhar no guarda-roupa de Regulus, a porta estava entreaberta. Foi até o objeto e abriu a porta completamente, encontrando uma caixa de madeira, fechada com um cadeado. Ele pegou a caixa e voltou a sentar na cama.

— R. A. B — Sirius leu as letras na caixinha e sorriu.

Ele pegou a varinha e sussurrou um "alohomora" no cadeado da caixa e a abriu. Encontrou fotos antigas e alguns pedaços rasgados do Profeta Diário, também continha alguns brinquedinhos e cartas.

Ele pegou as edições rasgadas do Profeta Diário e as leu.

"Família McKinnon é encontrada morta com a Marca Negra ao céu"

Seus olhos passearam pela foto animada da Marca Negra dançando sob a casa dos McKinnon. Pegou outra edição recortada e viu uma foto de sua família.

"Walburga e Orion Black falam abertamente sobre seus planos para o jovem Regulus Black."

Sirius analisou a foto, seu irmão estava com uma pose aristocrática e um olhar vago, digno de um verdadeiro Black.

Ele então pegou as fotos analisando-as, eram fotos suas e de seus pais, uma foto havia sido rasgada para somente Regulus e Sirius aparecerem nela. Sirius lembrava bem desse dia, foi o dia em que ele recebeu sua carta de Hogwarts, Regulus disse que estava muito orgulhoso de Sirius por ele ter recebido sua carta. Ele olhou outra foto, dessa vez apenas Sirius aparecia nela. Regulus devia ter cortado ela, já que a completa era; Remus, James e Peter. Eram muitas fotos recortadas e rasgadas, com objetivo de aparecer somente os irmãos.

Ele pegou um brinquedo feito de madeira e fios de barbante, Sirius havia feito ele especialmente para Regulus, dizia que ele o protegeria de tudo. Mas ele havia feito dois, um pra cada, e só tinha um na caixa.

"Talvez ele tenha jogado fora." Pensou.

Depois ele começou a analisar as cartas, todas eram direcionadas a si mas, ele nunca as recebeu. Sirius franziu o cenho e olhou as datas.

— Novembro de 71, Novembro de 72, 73, 74, 75. — Sirius ia contando enquanto folheava cada envelope.

Ele reparou que todas eram de novembro, especificamente dia 03 de novembro, seu aniversário.

Sirius pegou todas as cartas e saiu em disparada para o andar de baixo, fúria exalando por todos os seus poros enquanto marchava em direção ao quadro de Walburga Black.

Ele abriu as cortinas que cobriam o quadro e o berreiro começou.

— ESCÓRIA! TRAIDOR DE SANGUE! COMO OUSA PISAR AQUI NOVAMENTE? — Walburga gritava em plenos pulmões.

— CALA A BOCA! — Sirius gritou de volta, respirou fundo e disse: — Eu só quero fazer umas perguntas!

Walburga parou de gritar e o olhou com nojo

— Você não merece minhas respostas seu traidor! — Walburga cuspiu as palavras empinando o nariz

Sirius revirou os olhos.

— Ou você me responde, ou eu coloco fogo nesse seu quadro idiota!

Walburga o olhou, os olhos brilhando em ódio.

— Você não faria isso.

— Não? Me teste, mamãe. — Sirius disse, a última palavra saindo em puro desdém.

Walburga analisou melhor o filho e decidiu que, se quisesse continuar insultando os mestiços amigos de Sirius, teria que lhe dar as respostas que procurava.

— Tudo bem, o que deseja saber?

Sirius levantou a mão com as cartas, mostrando-as para Walburga, ela arregalou os olhos mas logo tratou de voltar a sua expressão de tédio anterior.

— Quer que eu adivinhe?

Sirius bufou.

— Não se faça de idiota. Essas cartas são de Reg, ele as escreveu para mim. Mas, olha só, eu nunca recebi elas. Engraçado não?

— Ainda não entendi seu ponto, Sirius.

Sirius socou a parede bem próximo ao quadro, o fazendo balançar um pouco.

— Você não as enviava, você escondia as cartas, não era? Pra depois dizer que elas foram devolvidas, não foi?

Walburga sorriu de canto.

— Ora ora, Sirius. Parece que você tem cérebro. — Apontou com deboche

— Você fez Regulus acreditar que eu não queria falar com ele?

Os olhos de Walburga eram cheios de ódio, pareciam estar em chamas.

— Eu fiz isso pro bem dele! — gritou — Não queria que você o influenciasse! Ele daria orgulho para nossa família, diferente de você! Ele aceitou a marca de bom grado, graças a mim!

— Graças a você, ele morreu! — Sirius rebateu.

Os olhos cheios d'água encararam o quadro inexpressivo uma última vez antes de fechar as cortinas agressivamente e subir pro seu quarto.

Ele fechou a porta e sentou na cama que dividia com Remus, abriu a primeira carta e logo reconheceu a caligrafia bem feita do irmão.

"Querido Sirius

Feliz aniversário maninho, espero que esteja gostando de Hogwarts, mamãe e papai disseram que eu não deveria escrever pra você, mas eu achei que você gostaria de ter algo meu aí, sabe? Pra matar a saudade, você está com saudades de mim, não está? Eu estou, e muita. Mas não deixo mamãe saber disso. Coloquei o bonequinho que você me deu debaixo do meu travesseiro, assim você sempre vai estar comigo. Você levou o seu, não levou? Acho que sim, eu entrei no seu quarto e não o vi. Me desculpe por não mandar um presente, mas acontece que mamãe disse que você não merecia. Bom, feliz aniversário de novo.

Com carinho,

Reg"

Sirius tinha um pequeno sorriso no rosto, se lembrava de que nesse dia ele chorou a noite, achando que o irmão havia se esquecido dele. Deixou a carta ao lado e abriu outra.

"Querido Sirius

Não sei se você vai ler esta carta, já que a última você não leu. Feliz aniversário, vi que se enturmou bem na Grifinoria. Seus amigos parecem ser legais, queria poder me aproximar de você, tenho saudades de seus abraços.

Com carinho,

Reg"

Sirius tinha lágrimas no rosto, seu irmão queria tanto se aproximar dele novamente, mas Walburga não deixava. Aquela bruxa desgraçada, sempre atrapalhando os planos de Sirius e Regulus. Ele abriu o terceira carta.

"Sirius

Feliz aniversário irmão, treze anos ein?! Espero que esteja bem, mesmo que não possamos nos falar saiba que sinto sua falta, espero que leia essa carta pelo menos.

Com carinho,

Reg"

Ele enxugou as lágrimas e suspirou se deitando na cama, os braços em cima de seus olhos. Se sentia mal por nunca ter percebido o estado do irmão, ele estava sempre em grande espectativa quando olhava para o correio chegando e sempre ficava triste ao não ver o que desejava. Pegou a quarta carta e a abriu.

"Sirius

Feliz aniversário seu imbecil, espero que esteja feliz com seus amiguinhos traidores de sangue. Por mais que você não ligue mais pra mim, saiba que eu ainda te amo muito seu idiota. E sobre o boneco, fico muito 'feliz' em saber que você o jogou fora, assim posso tirar aquele lixo debaixo do meu travesseiro.

Regulus"

Sirius suspirou e abriu a quinta carta.

"Sirius

Não sei por quê ainda insisto nisso, mas gostaria que você soubesse que mamãe tem planos para nós dois. Alguns seguidores do Lord Das Trevas apareceram em casa há algumas semanas, eles estão recrutando pessoas mais jovens, mamãe estava muito alegre com a visita e disse que você e eu íamos (finalmente) a orgulhar. Ah, feliz aniversário.

Regulus"

Sirius olhou para o envelope da sexta carta, sem coragem para a abrir. Respirou fundo e rasgou o envelope tirando um pergaminho devidamente dobrado de dentro.

"Sirius

Está tão quieto aqui e eu sinto tanto frio. Esta casa não parece mais um lar. Quando você me disse que iria embora eu senti que não conseguia respirar. Tive uma crise de pânico e mamãe acabou me torturando, dizendo que isso era coisa de gente fraca. Meu corpo dolorido caiu no chão e eu só pensei em você, você prometeu que nunca deixaria mamãe me torturar. Onde você está agora? Então te liguei em casa, você disse que não estava sozinho que estava com alguns amigos e não podia falar. Eu deveria ter conhecido melhor. Agora dói muito mais. Você fez meu coração sangrar e você ainda me deve um motivo. Eu não consigo descobrir porquê, por quê você me abandonou? Por que estou sozinho e congelando. Enquanto você está na cama com seu namoradinho lobisomem, eu estou sozinho para chorar. Você não pode me ouvir chorar e eu te odeio por isso, e odeio mais ainda, não conseguir te odiar. Eu ainda amo você maninho, espero que seja feliz. E sinto em lhe decepcionar mas, eu aceitei a Marca Negra e agora eu sou um comensal da morte. Se você ler essa carta (o que eu duvido muito) me responda o mais rápido possível.

Regulus"

Assim que leu a última frase, Sirius caiu em prantos. Seu irmão ficou tão mal após sua fuga e ele não deu a mínima, por simplesmente achar que Regulus não se importava mais consigo. Ouviu barulhos no andar de baixo mas não tinha forças pra se levantar e ir checar, não demorou muito e um Remus preocupado apareceu na porta.

— Sirius, por Merlin, está tudo bem? — Remus perguntou, aproximando-se de Sirius.

— Ele escreveu, todo ano, ele não esqueceu!

Remus olhou para a cama e viu o nome de Regulus nas cartas, entendendo o que se passava, abraçou Sirius acariciando seus cabelos.

— Shh, tá tudo bem. Tudo bem. — Remus sussurrava beijando a cabeça de Sirius.

— Padrinhos! Cheguei! — Remus ouviu a voz de Harry no andar de baixo.

— Aqui em cima!

Ouviu passos apressados pelas escadas e logo Harry apareceu na porta do quarto, o sorriso que estava em seu rosto sumiu ao ver Sirius.

— Pads, tá tudo bem? — Harry perguntou se aproximando do padrinho sentando-se ao seu lado.

Remus indicou com a cabeça as cartas largadas na cama e Harry entendeu.

— Hum... Padfoot — Sirius o olhou.— Eu, achei um negócio no lago de Inferes, quando fui buscar o medalhão de Slytherin com Dumbledore.

Sirius continuou olhando para Harry, seus olhos estavam vermelhos e inchados. Ele ofegou ao ver o bonequinho de madeira com fio de barbante nas mãos do afilhado.

— Isso...

Harry olhou para Sirius com curiosidade.

— Você... você conhece esse bonequinho, padrinho?

— Como...? Como você...? Mas eu pensei...

— Ele tava pendurado em um dos Inferes, eu peguei quando estávamos fugindo. Eu não sei, achei interessante e consegui pegar.

Sirius pegou o outro bonequinho e mostrou para Harry.

— Era de Regulus. Parece que ele guardou até o fim da vida.

Harry entregou o bonequinho para Sirius e o abraçou, puxando Remus junto.

No canto do quarto, vestido com vestes brancas reluzentes e sorridente, Regulus observava a cena com os olhos brilhando.

— Parece que finalmente você leu minhas cartas, maninho. — Ele sussurrou e se aproximou de Sirius, passando a mão na cabeça dele.

Sirius apertou os bonequinhos nas mãos e sussurrou:

— Eu ainda te amo, Regulus.

Regulus sorriu.

— Eu também te amo, Sirius.



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