História So Dangerous - Capítulo 4


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Categorias Chloë Grace Moretz, Max Irons
Personagens Chloë Grace Moretz, Max Irons, Personagens Originais
Tags Ação, Chloe Grace, Drama, Max Irons, Romance, Violencia
Visualizações 5
Palavras 2.231
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Heeeellooooooo. estou com mais um capitulo. estava prontinho, so faltava revisar e postar. EU não sei quando vou postar o proximo por que eu to ficando muito enrolada com os estudos. Eu chego do colegio morta de cansaço e vou dormir. MAaaas eu prometo não abandonar a fic!!!!!!!!!

Capítulo 4 - Mudanças


Eu pisco os olhos umas três vezes pra ter certeza de que não estou sonhando. Olho pro meu pai... O cara que me criou, a minha frente e ele bufa irritado. Olho mais uma vez pro papel e depois para ele. Sem pensar duas vezes corro para abraçá-lo, mas ele me impede me afastando. E faz uma coisa que nunca achei que fosse fazer. Ele levantou a mão.

O meu pai me bateu.

A minha bochecha arde e eu tento processar o que acabou de acontecer. O meu pai. Aquele que me elogiava por cada 10 que eu tirava. Que me levava pra tomar sorvete escondido da mamãe depois da escola. Esse mesmo homem acabou de me bater.

O que eu penso serem duros minutos, na verdade são apenas segundos. Eu estou com minha cabeça abaixada por não conseguir encarar seus olhos. Eu estou com medo. Não o reconheço como meu pai.

- Você não é minha filha – ele torna a repetir mais calmo, mas com o mesmo tom duro, e eu confirmo com a cabeça – então não tem por que permitir uma estranha em minha casa. Arrume suas coisas e saia daqui.

Uma estranha? Eu posso não ser a filha legitima dele, mas ele me criou! Pera... Ele está me expulsando de casa? Como assim? Eu não tenho pra onde ir!

- Está me expulsando? – disse por fim me acalmando do choro

- Estou. Não quero você aqui, estava esperando que fizesse 18 logo pra isso, mas não aguento mais esperar pra me livrar. Falta pouco tempo pro seu aniversário então não fara diferença. – Pega suas coisas e rua! – ele disse apontando pra porta.

Não o deixo falar mais nada e subo pro meu quarto. Pego uma mala grande e jogo todas as minhas roupas nelas. Não são muitas então sobra algum espaço pra objetos pessoais. Pego álbuns de fotos, livros que eu costumo ler, algumas coisas da decoração e jogo tudo dentro da mala. Não vou levar muito, como estou saindo, não levarei nada que me lembre dessa casa.

Passo uma maquiagem pra disfarçar a cara de choro, ponho um converse cano alto preto e olho em volta. Não tem mais nada pessoal pra guardar. Pego minha mochila e jogo meu carregador, fone, carteira, os meus documentos e aquele envelope com o teste.

Pego tudo e desço as escadas, me certifico que me celular esta no meu bolso do short e passo pelo dono da casa que me encara sem nenhum remorso, sem sentimento a vista. Vou até a porta e pego minha chave. Tiro o meu chaveiro com a mini placa de Hollywood e guardo. Ponho as chaves de volta em seus lugares e finalmente saio.

O sol bate em meu rosto me fazendo suar um pouco, não choro de novo, mas chego a me confundir se é suor ou choro mesmo. Paro em frente à porta da casa da Jennie e toco a campainha. É cedo, mas não pensei em outro lugar para ir a não ser aqui.

O pai dela me atende e fica surpreso, depois olha a minha mala e a mochila e pede para que eu entre. Ele me oferece um copo de água e eu aceito. Nessa hora a tia Carla desce e fica supresa ao me ver tão cedo e com uma mala. Peço para que os dois se sentem e conto tudo o que descobri essa manhã para eles, menos a parte do documento.

Eles se olham e me deixam ficar. A tia Carla me abraça e me fala que minha mãe deve ter uma explicação para isso, elas são melhores amigas também, foi assim que eu conheci a Jennie. Desconfio que ela saiba de algo, mas não vou insistir no assunto, ela já está me deixando ficar no quarto da filha quando a mesma vai embora.

Subo as escadas e vejo minha melhor amiga no inicio do corredor.

- Amiga eu ouvi tudo, sinto muito – ela me abraça e me leva até seu quarto, que agora está mais vazio do que ontem.

Passo pela porta e ela me taca uma almofada.

- O que você foi fazer com aquele empresário ontem? – ela pergunta logo quando fecho a porta.

-Nada eu – falo rindo – nós só conversamos e viramos amigos – digo simples

- Do jeito que você é provavelmente está falando a verdade. Vai me conta!

Começo a rir de sua empolgação e conto como começamos a nos falar e ela quase me bate quando digo que fui grossa com ele. Depois conto como ele foi cavalheiro e vigiou a porta do quarto pra mim. E assim foi o rumo da conversa.

- Já sei que vai estar em segurança quando eu for embora.

É verdade, ela vai embora hoje, mas sabemos que nossa amizade não vai mudar então estamos super de boa. Nos arrumamos e vamos leva-la até o aeroporto.

(quebra de tempo)

É uma choradeira só. Tia Carla não consegue se conter e não solta a filha. Tio Robert segura até o final suas lágrimas. Os outros parentes davam tchau pra ela e ela só acenava.

Nos abraçamos pela ultima vez naquele dia e ela sussurra um “até logo vadia”. Fazemos nosso aperto de mão secreto e eu não aguento e solto uma lágrima. Sorrimos e ouvimos sua ultima chamada para o voo. Ela olha uma ultima vez para traz, da um sorriso e desaparecer pelo corredor de embarque.

Nego a carona oferecida pelo tio Robert e vou em direção aos táxis. Pego um e vou ao centro. Preciso falar com minha mãe. Não me dei conta que tinha chegado, só quando vejo o taxista balançar os dedos a minha frente. Dou o dinheiro e o deixo ficar com o troco.

Saio do carro apressada por conta do vento gelado que bate em minha pele e entro na loja dela. Olho a volta e a vejo sentada em um puff anotando alguma coisa. Não consigo sentir raiva dela, só queria entende-la. Me aproximo e chamo sua atenção fazendo um barulho com a garganta. Ela me olha e sorri. Lhe dou um abraço e digo seria.

- Precisamos conversar.

Nós entramos em seu escritório e ela fecha a porta. Antes que eu possa falar ela faz sinal para que eu me cale e escute.

- eu sei que foi posta pra fora de casa. Seu pai... , digo, Zach, me ligou, até fiquei surpresa, mas depois vi o que era na verdade. Não espero que acredite no que irei contar, mas não é uma desculpa, é a explicação de como aconteceu e por que.

Então ela contou.

“Éramos os três melhores amigos, eu, Zach e Mason”. O seu verdadeiro pai. Eu sempre fui apaixonada por ele e ele por mim, na época seu pai também gostava de mim, mas sabia que não ia rolar nada. Eu e Mason éramos um casal, mas ele não era o “homem certo”, ele se envolvia com gente errada, fazia serviços errados na verdade. Não era traficante nem nada, só era meio que um espião pra uma pessoa importante. Era o braço direito dele, e o Mason preferiu se afastar de nós pra nos proteger, pra me proteger. Ninguém nunca soube de nós em sua vida. Nessa época eu tinha 19 anos e eles 20. Um dia esse cara importante se sentiu traído e mandou que matassem o Mason. Nessa época eu já estava casada com seu pai, eu tinha decidido dar uma chance a ele e fui feliz, tinha superado tudo. Mas foi em uma noite, depois de casados. Eu ouvi um barulho, e fui até a cozinha. E eu o vi, depois de 8/9 anos. E ele me disse que iria morrer, mas não podia ir sem se despedir. Foi nessa noite que eu traí seu pai, eu o amava, mas também ainda amava o Mason, então sim, eu dormi com o Mason, mas depois ele morreu. E me deixou uma filha – ela terminou sorrindo derramando uma única lágrima.

Nessa hora, como antes não pude sentir raiva dela, então a abracei e mexi em seus cabelos. Ela amava o meu verdadeiro pai, e não podia o deixar, mas mesmo assim o fez. Aprecio sua força, eu não sei se conseguiria.

- Onde você vai passar a noite? – ela pergunta se soltando do meu abraço.

- Eu to no quarto da Jennie, o Tio Robert e a Tia Carla falaram que não tem problema.

- Nada disso, você vai fazer 18 anos, já ta na hora de morar sozinha – disse sorrindo enquanto pegava umas chaves e sua bolsa – vamos, irei te mostrar seu novo apartamento.

Dei um sorriso novamente e sai aos pulinhos de felicidade. Estou no carro dela voando em meus pensamentos e reconheço o caminho para seu apartamento. Não entendo o que estamos fazendo aqui, mas ela apenas sorri.

Subimos até o quinto andar e paramos em frente à porta 501 e ela me da às chaves. Abro a porta e vejo tudo vazio, com apenas os fios da iluminação, da agua, e da internet já instalada.

- Eu aceitei uma proposta e estou indo hoje de madrugada para a Europa fazer um trabalho e lançar minha marca ao mundo oficialmente – ela diz olhando para o apartamento – ele é seu agora, mesmo que não viesse falar comigo hoje, eu ia atrás de você para te dar as chaves, então não vi oportunidade melhor. Já esta no seu nome

- Meu Deus mãe! Você na Europa trabalhando com aqueles estilistas famosos e se tornando uma! Que emoção! Você vai tomar café com muita gente importante, talvez até mesmo com a Kylie Jenner! – falo pulando de emoção

- Tudo Bem chega de pular. Vamos decorar sua nova casa agora

Me empolgo mais uma vez e decido ligar pra uma pessoa que com certeza ira nos ajudar.

- Alô – fala com voz de sono

- Ethan? Te acordei?

- Na verdade sim, mas me diga, por que me ligou?

- Preciso de você. AGORA – falo e passo o endereço e ele diz que chega aqui em 15 minutos.

Ligo para o porteiro e aviso que o meu amigo esta a vir e ele poderia liberar a passagem. Não se passam 20 segundos e a campainha toca e vejo o Ethan suado com um moletom preto, calça jeans e converses.

- vim o mais rápido possível, tanto por que você gritou quanto por meus seguranças não poderem me ver e não me deixarem vir.

Ri do seu desespero e imagino como seria ter sua privacidade com cinco caras a cada dez passos em toda sua casa.

Peço pra ele entrar e o apresento à minha mãe e contamos a história toda, e quando terminamos não pensa duas vezes em aceitar ajudar, e cá estamos nós as 16:30 no shopping á procura de moveis. 

- Certo, o meu quarto já foi por completo, para a sala só falta o sofá e podemos partir pra cozinha, mas como vou comer pizza hoje posso deixar pra amanhã – Digo e o Ethan risca algumas coisas na nossa pequena lista.

Minha mãe e eu escolhemos uma cama e um armário de casal pra mim, uma estante e uma luminária pra ficar no teto. Tudo em preto e branco. No banheiro do AP eu sei que tem um armário muito espaçoso embaixo da pia então só vou comprar os utensílios mesmo.

Além disso, compramos toalhas, conjuntos de cama e coisas de banheiro como shampoo, sabonete, creme dental e outras coisas para higiene pessoal.

- Como hoje é só o necessário pra eu passar minha primeira noite eu acho que já esta bom, e como minha mãe pediu pra eles levarem o que tinha do mostruário por que já está montado, seria melhor se voltássemos antes que eles cheguem lá e não tenha ninguém.

- Verdade filha, vão vocês na frente que eu vou passar na casa da Carla e do Robert pra pegar suas coisas.

Nos despedimos rápido e fomos, e milagrosamente chegamos antes do caminhão começar a desmontar. Todos subimos e os homens vão arrumar o quarto enquanto eu e Ethan jogamos um joguinho no meu celular.

Olho no relógio e são 20:25. O quarto está pronto e limpo. Eu e minha mãe passamos um pano úmido e colocamos as roupas de cama dela para que eu pudesse usar. O Ethan voltou para casa e me mandou uma mensagem quando foi dormir.

Agora eu estou sozinha com minha mãe comendo pizza de frango e catupiry olhando mais uma vez os catálogos pra moveis de cozinha. Eu peço a sua ajuda a todo o momento, mas ela ainda insiste que a cozinha quem decora sou eu por que será onde eu irie fazer a comida e preciso me sentir confortável.

Depois de um bom tempo ela também foi e eu me preparo para dormir. Eu estou doida para usar a banheira, mas a preguiça é muita então só tomo uma ducha quentinha mesmo, ponho um blusão azul, uma calça de algodão branca e meias rosa.

Apago as luzes e penso no dia de hoje novamente. Fui expulsa de casa, meu pai não é meu pai biológico. Minha amiga e minha mãe foram embora, mas só estou feliz por elas, e realmente ganhei um novo amigo, se não, o meu melhor amigo, como a Jennie.

Muitas emoções pra um dia só. Acho que era pra estar triste, mas me sinto tão bem como nunca.


Notas Finais


Bem foi isso, e posso dizer que agora as coisas irão começar a se desenrolar melhor. Eu irei dar um salto de uma semana no proximo cap pra não enrolar!!


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