História Só deixa rolar Carl. - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias The Walking Dead
Personagens Aaron, Carl Grimes, Carol Peletier, Daryl Dixon, Enid, Eugene Porter, Gabriel Stokes, Maggie Greene, Michonne, Morgan Jones, Negan, Paul "Jesus" Monroe, Rick Grimes, Rosita Espinosa, Tara Chambler
Visualizações 100
Palavras 1.805
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Luta, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 10 - Que se foda as consequência do meu destino incerto.



Samantha



Faz semanas que me escondo do mundo, é um tanto estranho, já que não me fazia tanta diferença, sempre estive sozinha de qualquer modo. Dou um passo a porta de Alexandria, e não sou nada bem vista, a garota que quase matou o filho do lider era uma intimidação e tanto, recebi olhares tortos, se pudessem realmente me furar com o olhar eu estaria tão fodida quanto um porco espinho, mas aquilo  era só mais uma irrelevância, eu não me senti insegura, muito pelo contrário, me senti mais forte do que nunca, me senti superior, me senti uma dos verdadeiros Salvadores. Sorri, minha felicidade da qual ninguém conhecia, qual é, meu coração foi arrancado de meu peito com a morte de minha mãe, eu não chorei muito por isso, e ainda achavam que não ficaria pertubada, tolos. (Ironia)

Vim falar com o Carl. Eu revelei claramente a mim mesma que me recusava a sentir qualquer coisa  por ele, eu, literalmente, senti na pele o que ele seria capaz de fazer para proteger a si mesmo, seu egocentrismo me deixou em grande choque quando Negan me levava de volta para minha casa, meu verdadeiro lar. Mas ele me ajudou a despertar de qualquer jeito, eu não estarei a seu favor, não mais, vim lhe avisar que estarei de olho, o caçaria feito um cão faminto se fosse nescessário. Depositei duas batidas na porta de sua casa, que, sem precisar esperar muito logo foi aberta pela Enid.

-O que você quer!?- ela me encarou séria, a empurrei entrando na casa procurando o Carl. E me senti tão bem depositando minha arrogância nela.

-Onde ele está?- perguntei ignorando sua repreensão.

-Não te interessa.

-Está errada queridinha, me interessa, e muito- abri um sorriso malicioso para provocá-la.

-É bom você desgrudar do meu namorado

-Ou o que!?- perguntei já séria- Vai me atacar? Você sabe bem, como está seu pé?- sempre me aproveitando, a absorvi, sua submissão era  saborosa em seu silêncio, mas sua destruição não seria meu foco, talvez não hoje.

-Enid, o que está.....- nós duas focamos na  porta, e no garoto que adentrava a mesma, ele me fuzilou com o olhar, com aquele maldito olho azul ele fudeu legal com minha sanidade, eu sentia sua falta, do seus beijos e até de seu toque, queria agarrar ele como se não houvesse um amanhã, mas não faria isso, eu estava ali por um motivo no qual pedir desculpas não se encaixava.

-Preciso falar com você.- falei, firme, ele olhou de relance para Enid, aquela vadiazinha sabia o que ele queria dizer mas balançou a cabeça.

-Eu vou ficar.- falou, sendo completamente repreendida.

-Não, sai.- ele falou me encarando com ódio e desprezo, eu já havia me preparado para tal ato, isso não me abalaria tão fácil.

-Não!- Enid bateu o pé não perfurado, como uma criancinha mimada.

-Enid vaza!- o Carl elevou a voz já irritado. Já percebi que ele está pronto para o plano B, e espero que eu esteja também, espero não hesitar em matá-lo. A garota saiu indignada, deve se achar desrespeitada pelo próprio amorzinho patético.

-Se é assim que trata sua namoradas é bom que não tenha existido um "nós".

-Está certa, nunca teve  mesmo.- doeu, por mais difícil que seja assumir, doeu ouvir isso dele, agora é hora de trazer meus pensamentos á tona, em minha mente eu havia me programado para que ele cuspisse  em mim, me agredisse, tentasse me matar, me xingasse até não haver mais palavras em seu vocabulário, mas  lá no fundo sabia que me abalaria ver tudo acontecer diante de meus olhos ao invés de minha imaginação super pessimista, mas nada vai me derrubar. Ou espero poder dizer isso ao final, seja lá qual for ele.

-Serei breve. Nós não estamos mais do mesmo lado.- falei automaticamente como se não importasse mais nada, foda-se as consequência de meu destino incerto.

-Acho que você deixou isso bem claro quando me agrediu, e até antes, quando fugiu, coisa típica de uma covarde.- acusou friamente. Nós estavamos muito longe um do outro, mas eu já tinha de prevenir o que sua postura agressuva clamava, por uma boa luta.

-Não sei se eu sou evoluida demais ou você é apenas uma criança não despertada pela  nossa realidade.

-Em que realidade pensa que vivemos? Eu vivo na qual o mais forte sempre sobrevive.

-Então está sonhando, nem sempre é o mais forte e sim o mais inteligente- falei de forma rude e com o nariz empinado.

-Elizabeth, não venha com essa de sermão, eu não respeito nem ao Negan, não se ache a fodona por intimidar a Enid, não vai ter o mesmo sucesso comigo.

-Você devia saber muito bem que a Elizabeth está morta, eu sou a Samantha.

-Foda-se a Elizabeth então, foda-se você também Samantha!- ele andou pisando forte até mim.

-Como eu falava, quando eu vim lutar aqui com você ou quem quer que fosse eu ainda estava do seu lado, mais ao primenro tapa que você me retribuiu me toquei, você não está do lado de ninguém, apenas do seu, e já que somos tão iguais me recusei a pensar mais em você- praticamente cuspi em seu rosto o que estava entalado em minha garganta. Ou quase tudo. Na real, nem a metade.

-Se você estava do meu lado, não se esforçou nem um pouco em me avisar.

-Claro que não, para o Negan éramos simples conhecidos! Ele notaria qualquer mudança.

-Você não me deu nem um sinal de  arrependimento enquanto lutava comigo!

-E você não deu a mínima importância enquanto Negan se gabava, que eu matei toda aquela gente, e que indiretamente foi por você! Foi tudo culpa de um plano muito mal feito! Foi tudo culpa do amor passageiro e estupido que você me fez sentir!- gritei altereda, sua expressão mudou completamente de enojada para surpresa.

-Você me amou? 

-Algumas coisas, alguns detalhes, culpa da maldita estrada calejada, não é sr. Grimes?- perguntei cínica, e eu acabei de perder o controle, e não tem como eu me segurar agora. Vou estourar, logo essa porra toda não passará de cinzas um dia mesmo.

-Você me amou?- ele parecia um disco travado, eu estava aflita, era difícil manter a posse de serenidade quando lhe falta tamanha sanidade.

-Isso mesmo Carl, amei, me apaixonei, eu me perdi em você, como nunca me perdi em ninguém. Mas agora eu sei, uma paixão não se torna amor, e o amor não existe se apenas um sentir essa coisa nojenta, que só serve pra ferir, e para perfurar meu peito com tamanha profundidade que faça eu perder meu chão fudendo com minha sanidade, assim como você se divertia com meu corpo enquanto sua namorada estava "indisposta". Você me usou Carl, apenas para se destrair, e eu caí certamente nessa lábia, nesse seu olhar malicioso, caralho, como eu fui idiota! Eu vim aqui aqui pra deixar claro que você é parte do meu passado, que não nos dariamos bem, que seriamos inimigos mortais! Mas como sempre, você fudeu comigo, fudeu com minha mente, fudeu com a porra dos meus sentimentos!- eu falava sem conseguir parar, uma angustia me dominava ao ver ele apenas paralisado, eu me  matava á cada palavra que não saía de sua boca. Mas na verdade eu estava apenas gritando com a parede.

-Você. Me. Amou.- ele falou. Para logo depois soltar um suspiro arrastado e esfregar as mãos em seu rosto, ele não falava, parecia em estado de choque.

-Que porra Carl, nem pra gritar comigo você presta!- falei, agora eu quero ver seu lado enputecido, indepedentemente da ferida que eu tocar- Será que o Negan vai gostar de saber que seu pai não está?- ele que antes estava confuso agora me observa sério.

-Não seria capaz de contar á ele.

-Acha mesmo? Á esse ponto? Eu estou em um declínio infinito, e então me apoiei nele e ele foi o único que me acolheu, e me deu forças em vez de ás sugar de mim.- falei, sem sentir nada, eu apenas falava o que me vinha a cabeça. 

-Ele matou sua mãe!- suplicou. Ele me encarava como se eu fosse uma maluca, mas eu estava completamente sã.

-Que mãe?- me pesou soltar isso, mas era necessáro. Vamos, me odeie.

Eu clamava mentalmente que ele viesse pra cima de mim, mas ele não fez isso. Nos encaramos, ele esboçava uma expressão vazia. E agora, o que dizer? Que ele não é nada pra mim? Mal estou conseguindo mentir para o Negan, imagine para um cara com quem me abri de início apenas para diversão.

Saí, sem dizer mais nada, minha entrada sem motivo contraiu uma saída sem nexo, ele já sabia que agora eu estava contra, não tinha que saber que um dia pensei que o amei. Eu nem devia ter vindo afinal. Fui seguida como o esperado, um Grimes nunca deica um assunto em falta sem dar a ultima cartada.

-Você é louca!- ele falou segurando meu pulso com força, ou com quase toda ela.

-Me solta!- me esperniei, inutilmente. Ele não me largava. E não desviavao olhar de meus olhos.

-Com certeza essa vai ser a ultima coisa que eu vou fazer! Você vem aqui, entra na minha casa, ameaça a Enid, diz que já me amou! Porra, você é quem fode com tudo aqui! Você é problemática, nunca vi você derramar uma lágrima por sua mãe, você é fria, surtada...- eu não o ouviria calada.

-Não vá achando que somos completos oposto garotinho! Você é um tremendo babaca, mimado, louco, bipolar, é frio! Não vou reclamar de sua mãe, não a conheci, não te conheço, você é apenas mais uma visão embasada do meu passado! Me solta!

-Não! Disse que não te deixaria, em Hilltop, assim como não vou te deixar em minha própria comunidade, eu acho que senti algo por você, não vou mentir, eu não te amo, talvez tenha sido apenas curtição mesmo.

-Diga isso para sua namoradinha careta e decadente, explique como foi melhor engravidar a outra do que ela!- ri de forma sarcastica, ele me encarou incredulo- relaxe você nunca vai ver essa criança morta que está  me devorando pouco á pouco!

-Você está gravida!?- ele soltou meu pulso.

-Você ainda não está pronto pra arcar com suas consequências? Toc toc, é a vida, vamos acordar?!- gritei- Eu não estou num mar de rosas Carl, eu estou completamente fudida, por sua culpa. Fique feliz.  Eu ainda estou caindo.- ele pegou meu pulso de novo.

-Para! Para de inventar coisas! Você está louca!- ele me sacudiu.

-Engano seu estou sã, o suficiente pra te dar isto- me soltei dele de forma bruta e tirei o papel dobrado da ultrasson de meu bolso da calça pra amaça-lo e despeja-lo aos nossos pés.

-Não....- ele murmurou. O olhei com desprezo, meu pulso latejava e me fazia sentir uma leve dor.

-Tenha bons pesadelos, imbecíl.- cuspi no chão e dei as costas para ele seguindo em rumo ao portão. Eu nunca senti tanto ódio, de mim mesma por deixar aquilo escapar, mas já não me importa mais, que se foda as consequência do meu destino incerto.




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