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História Só Faltava Você! - Capítulo 139


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Capítulo 139 - Segurança!


~Só Faltava Você!~
 

 Depois do sexo eu relaxei tanto que eu senti sono e dormi depois de Nick sair do quarto. Meu relaxamento não se deu apenas pelos dois orgasmos que Nick me proporcionou, mas também por termos feito sexo e sem neura. Nós dois estávamos precisando disso e eu sentia que isso era necessário para que eu pudesse seguir com minha vida normal, mesmo com toda a tensão que Phillip causaria nos próximos dias, quando voltássemos para Malibu e eu voltasse para o trabalho. Eu precisava relaxar e não ficar ansiosa com o que aconteceria nos dias que viriam.

Eu não sei por quanto tempo dormi, mas quando acordei eu estava me sentindo muito mais relaxada e tranquila. Estava com vontade de sair e sentir o sol queimar minha pele. Estava até mesmo com vontade de sentir a areia nos meus pés e dar um mergulho no mar. Eu estava com o pensamento positivo de que tudo ficaria bem.

Animada, levantei da cama e fui para o banheiro. Fiz minhas necessidades e higiene e depois vesti um biquíni. Vesti um short e uma camiseta regata e desci.

Da escada eu pude ouvir o burburinho na sala. Eles conversavam sobre o comportamento de Phillip e estratégias para me manter segura. Ouvi uma voz desconhecida e supus que só poderia ser do segurança designado para mim. Estava curiosa sobre sua aparência e em como seria a nossa convivência. Eu esperava que ele fosse um homem agradável para facilitar a convivência, afinal ficaríamos muito tempo juntos, dentro do carro e no trabalho e me acompanhando nos lugares que eu precisaria ir. Esperava que nos tornássemos amigos, assim como o Mike era com Nick.

Cheguei ao último degrau e apareci na sala. Dylan e Mike foram os primeiros a me ver, pois estavam sentados no sofá com visão para a escada.

— Maninha! – Dylan abriu os braços sorrindo e os outros olharam para trás e para o lado. Eu acenei rapidamente me aproximando do sofá.

— Oi, bom dia – disse olhando para todos e Nick se levantou vindo até a mim. – Ainda é bom dia? – perguntei sem saber que horas eram e assentiram sorrindo. – Perdi a noção da hora.

— Como você está? Dormiu bem? – Nick perguntou e eu assenti com ele me dando um beijo na testa.

— Dormi maravilhosamente bem, obrigada – disse olhando para ele sugestiva e ele sorriu entendendo que eu estava agradecendo por ter sido ele a me fazer relaxar e dormir.

Nick me deu um beijo rápido e se virou pegando em minha mão.

— Amor, deixa eu te apresentar – ele caminhou me puxando até o sofá no qual estava sentado a única pessoa que eu não conhecia ali. – Este é o Samuel – Nick disse indicando com a mão o homem sentado no sofá que se levantou. – Ele será seu segurança.

— Olá, prazer Samuel – estiquei a mão com leve sorriso e ele fez o mesmo apertando gentilmente a minha, mas não esboçou nenhum sorriso.

Ele era quase da minha altura, sendo um pouco mais alto. Pela sua altura junto a mim, calculei que ele deveria ter pelo menos 1,77. Não era muito alto para um segurança e também não era largo, porém parecia ter um corpo definido. Seus braços, ombros e peitoral marcavam bem na sua camisa branca social de botões. E essa foi a primeira coisa que eu reparei nele. Ele estava vestido formalmente, usando uma blusa social branca de botões, fechada até o pescoço, uma gravata fina preta, calça social também preta e sapato social preto. A impressão que tive foi que ele parecia um desses seguranças formais, designado para fazer a segurança de pessoas poderosas. Ele parecia ser bem sério e muito profissional.

— Prazer senhorita Swanson – ele disse sério e reparei em seus olhos, que eram azuis claros.

Seu rosto é quadrado, marcante, lábios finos rosados, barba feita e cabelo loiro escuro, mas tinha uma mecha bem à frente em um tom bem mais claro. Ele era um homem muito bonito e eu já imaginei os comentários que o Addy faria quando eu voltasse para o trabalho e com a presença constante do Samuel por lá. Eu contive o riso pensando nisso e foquei minha atenção no meu segurança que era um profissional sério e eu queria deixar tudo mais informal.

— Pode me chamar de Melanie, ou Mel, se preferir – disse soltando a minha mão da dele.

— Eu prefiro chama-la de senhorita Swanson, se a senhorita não achar incômodo – ele disse posicionando os braços na frente do corpo, com uma postura séria.

— Não, não é incomodo algum – disse com sorriso simpático. – Como você preferir e o que você se sentir mais confortável. Mas sinta-se à vontade se quiser me chamar pelo nome ou apelido.

Ele se limitou a assentir ainda com a postura séria. Eu não sabia se ele agiria sempre dessa maneira ou se agia assim por estar nos conhecendo e começando agora e querer causar uma impressão profissional, mas se fosse sempre assim, seria um tédio ir e voltar do trabalho sem conversar no carro. Eu ia precisar ser ainda mais extrovertida e simpática para que ele pudesse entender que eu estava dando abertura para ele não precisar usar essa postura séria e tão profissional, afinal não sabia por quanto tempo eu teria que ter um segurança e queria uma relação amigável, assim como Nick e Mike tinham.

— Mas então, do que vocês estavam falando? – perguntei olhando para ele e depois para os outros na sala.

— Assuntos sobre a sua segurança senhorita – Samuel respondeu e eu olhei para ele. – Não precisa se preocupar com isso.

— Não tem problema. Eu ouvi o que vocês estavam falando quando descia as escadas...

— Amor – Nick me interrompeu tocando em meu braço e olhei para ele. –, você não precisa se preocupar com isso. Eu não quero que você se estresse ou fique ansiosa mais do que já está...

— Mas Nick, eu... – protestei e ele me interrompeu novamente.

— Mel, o que a gente já conversou sobre isso? Para de se preocupar com isso e deixa os profissionais lidarem com isso. Vem tomar um café, você não comeu nada ainda – ele pegou em minha mão e se virou me puxando.

Eu detestava não ficar por dentro do assunto e ter pessoas me dizendo o que fazer e o que não fazer, mas naquele caso eu não tinha como protestar e argumentar nada, discutir com Nick ou com todos naquela sala era caso perdido, eram cinco homens querendo me proteger e me poupar dos detalhes e estresse, contra mim. Eu perderia feio. E eu tinha certeza que se todos que gostam de mim estivessem ali, todos ficariam a favor deles.

Coloquei um sachê de chá de camomila em uma caneca com água quente, peguei umas torradas com geleia e saí da cozinha avisando a Nick que eu ia para o deck da piscina da casa da frente. Ele me olhou levantando uma sobrancelha e eu parei na entrada da cozinha olhando para ele.

— O que foi? – perguntei esboçando um riso achando graça da sua expressão.

— Nada... Apenas surpreso por você querer ir para lá espontaneamente, sem eu sugerir ou insistir.

— Quero tomar um sol, estou sentindo me transformar quase em uma vampira sem sol – respondi e sorri com ele rindo. Tomei um gole do chá e saí com ele vindo atrás.

Passei pela sala e fui até a porta de vidro, abrindo-a. Nick ficou na sala e o ouvi dizer para os outros me deixar ir sozinha, que eu ia para o deck da piscina e não tinha perigo. Olhei para trás e chamei Pandora que levantou rapidamente e veio correndo abanando o rabo. Nacho estava deitado, dormindo no chão próximo ao sofá onde Nick estava sentado.

Sentei em uma das poltronas perto da lareira retangular que havia ali e fiquei comendo as torradas e tomando meu chá calmamente. Pandora ficou explorando o deck, cheirando tudo e fazendo xixi. Parecia estar marcando território porque fez em vários cantos e eu ri. Depois ela veio até a mim, subiu na poltrona ao lado e ficou latindo e balançando o rabo.

— O que foi Pandora? – perguntei e afaguei seu pelo. – Eu não tenho nenhum brinquedo para jogar para você ainda, mas vou comprar um monte de coisa para você morder e brincar – disse acariciando seu focinho e ela latiu duas vezes e desceu da poltrona andando animadamente para a portinha da escada que levava para a praia. Latiu duas vezes e se virou para mim ainda latindo e trocando as patas. – Oh não, não. Não vamos descer até a praia – disse e ela rosnou andando para trás e latiu. – Essa cachorra só falta falar! – bebi o resto do meu chá com ela ainda latindo e arranhando a portinha de acesso. – Pandora, não! – disse autoritária, então a portinha abriu não sei como e ela saiu em disparada descendo a escada; - Oh não, não! – levantei rapidamente e corri para a escada. – Pandora volta aqui! – gritei e parei no topo da escada olhando para a longa escada, Pandora descendo com rapidez e a praia lá embaixo. Eu estava travada sem saber se descia ou não, ou se eu chamava alguém. Achei melhor chamar alguém e gritei olhando para trás. – Nick! Dylan! Mike! – gritei o máximo que pude e não sabia se tinham me escutado. Olhei para frente e Pandora já estava chegando à praia. Eu precisava ir atrás ou ela poderia se perder. – Merda! – respirei fundo criando coragem e comecei a descer rápido gritando por ela.

Quando eu estava passando da metade da escada ouvi me chamarem no alto e sabia que eles tinham me escutado e estavam vindo atrás, então continuei descendo os degraus sem olhar para trás. Cheguei à praia e saí correndo em disparada atrás de Pandora que corria pela areia empolgada, mas de repente ela começou a correr em círculos e ziguezagueando, parecia nunca ter sentido a areia sobre os pés, ou a sensação de liberdade. Eu parei de correr e fiquei olhando ela brincando na areia da praia, indo até a beirada da água molhando as patas e correndo com a língua para fora. Eu sabia muito bem como era a sensação da liberdade depois de um tempo presa, sem poder fazer o que queria. Pandora estava se sentindo livre e eu sorri a vendo correr e brincar feliz. Nick não poderia ter escolhido cachorra melhor para mim. Eu e Pandora éramos iguais.

Então me dei conta de onde eu estava e olhei para o mar, sentia a areia nos meus pés, o barulho das ondas e a brisa que vinha do mar bater em meu corpo, rosto e cabelo. Fechei meus olhos, respirei fundo e sorri. Nada no mundo era melhor para mim do que a praia. Seria sempre a minha cura, a minha libertação. A sensação de leveza sempre viria dali. Ali com os pés na areia, sentindo a brisa do mar e o barulho das ondas, eu encontrei as minhas forças e me sentia eu novamente. Livre. Phillip não me impediria de viver minha vida do jeito que eu queria viver. Eu ainda sentia medo sim, tinha pavor com o que poderia acontecer, mas eu não ia ficar trancada em casa, me escondendo dele.

Pandora deu pulos em cima de mim e eu abri os olhos rindo.

— Sua menina levada! – disse sorrindo para ela e a segurei afagando seu pelo.

— Está tudo bem senhorita?

Samuel foi o primeiro a chegar perto de mim e eu olhei para trás, todos estavam vindo correndo atrás dele.

— Está, está sim. Foi só a Pandora que fugiu – respondi rindo.

— O que aconteceu? – Nick chegou até a mim. – Você está bem?

— Estou ótima! – respondi sorrindo. – Pandora abriu a portinha, não me pergunte como que eu não sei dizer. Essa garota levada desceu correndo a escada – disse a segurando.

— Precisamos arranjar uma coleira e guia para ela.

— É, ela precisa de uma sim, entre outras coisas. Mas está tudo bem, ela só estava querendo brincar.

— Está tudo bem – disse Samuel se virando para trás e olhei Mike, Matt e Dylan se aproximando calmamente. – Mike – ele o chamou e fez um sinal com o dedo, girando-o. Mike assentiu e os dois viraram se afastando de nós.

Eu logo percebi que os dois estavam checando a praia ao redor, assegurando o perímetro, certificando de que estava seguro. Nick tinha razão, eles sabiam o que fazer e eu deixaria eles fazerem o trabalho deles sem ficar perguntando nada e obedecendo as ordens. Era para a minha segurança e a do Nick.

— Tem mais um fujão – Dylan disse apontando com o dedo para Nacho correndo pela areia e rimos.

— Mas e você? Como você está? De verdade. Você está na praia e não está sentindo nada? – Nick perguntou e eu neguei com a cabeça e sorrindo.

— Já disse que estou ótima – soltei Pandora e ergui o corpo. – Fica de olho nela para mim – disse tirando a camiseta e ele me olhou sem entender. – Eu preciso entrar na água – disse sorrindo e vi um sorriso crescer nos lábios dele enquanto eu tirava o short. Entreguei minha roupa para ele e me virei correndo até a água.

Mergulhei de cabeça e foi se tudo de ruim, toda a energia negativa e estresse tivessem sido levados pela água. Eu emergi me sentindo como se as minhas forças e energias fossem restauradas. Me sentia renovada. Era incrível o que a água salgada do mar me fazia sentir. Me virei para à areia e Nick estava sentado na areia com meu irmão ao lado. Mike e Samuel estavam em pé logo atrás deles, conversando. Matt estava andando de volta para a casa e os cachorros corriam pela areia, brincando. Pandora latia para Nacho balançando o rabo e corria. Eu me virei novamente olhando para o mar e o céu ensolarado e mergulhei novamente fechando os olhos.

Fiquei aproveitando a água por alguns minutos até ouvir gritarem meu nome e olhei para trás. Matt acenava com o braço esticado para cima e Nick e Dylan apontavam para a prancha que Matt segurava. Eu saí da água empolgada. Tinha tempo que eu não pegava uma onda e depois de tudo e de Nick pedir para me ver surfando, saí da água animada.

Peguei a prancha e voltei para a água com gritos animados.

— Vai amor! – ouvi Nick gritar e soltar um grito animado batendo palmas e ri.

Deitei na prancha e remei passando pelas ondas até chegar onde as ondas se formavam e esperei por uma. Assim que vi uma se formar, deitei de novo e remei até levantar no momento certo e surfar a onda. A sensação de deslizar sobre a onda era indescritível. Ao longe pude ouvir os gritos de animação deles por me verem surfando. Fiz umas manobras básicas e os gritos aumentaram. Saí da onda e sentei na prancha com os gritos e palmas deles sentados na areia. Eles ergueram os braços com as palmas das mãos abertas, eu ergui os braços sorrindo largo e ri.

Eu não sei quantas ondas eu peguei depois disso, mas eu passei pelo menos uns quarenta minutos na água e depois saí. Me aproximei rindo deles que batiam palmas e soltei a prancha na areia.

— Minha namorada é foda! – Nick disse sorrindo e eu ri tirando a correia do meu tornozelo. – Você surfa bem demais!

— Eu avisei – Dylan disse e Nick riu assentindo.

— Nossa, eu cansei, mas estava precisando muito disso! – disse me sentando ao lado de Nick.

— Viu só? Eu disse que isso ia te fazer bem – Nick me olhou com cara de quem tinha me avisado e eu ri dando língua para ele que riu.

— Me fez bem mesmo. Estou me sentindo eu mesma novamente.

— Isso é maravilhoso amor – ele se inclinou para mim e selou seus lábios nos meus em um beijo rápido. – Hum, você está com gosto salgado – ele sorriu e eu ri. – Eu gosto – me deu outro beijo comigo rindo.

Nós ficamos mais alguns minutos sentados na areia até que resolvemos voltar para a casa e almoçar, mas voltaríamos à praia depois.

Passamos o dia na praia e até Nick pegou umas ondas com a prancha longboard.

À noite, depois que todos tomamos banho fizemos mais uma sessão de cinema e assistimos a um filme de ação. A escolha foi unânime. Apenas meu segurança Samuel não estava na sala, pois ele preferiu fazer uma vigia na sacada da outra casa, ele levava isso muito a sério e eu não fiz perguntas, pois se o Mike escolheu ele, era porque tinha motivos que ficavam cada vez mais fortes.

Depois daquela semana conturbada, cheia de medo, tensão, apreensão, aflição, ansiedade e pesadelos, aquela noite foi a primeira que eu dormi completamente relaxada, corpo e mente.

No dia seguinte ao acordar, eu fui ao banheiro e minha menstruação finalmente desceu, provando que tinha mesmo atrasado por conta de todo o estresse que passei naquela semana. Mas apesar disso, nos meus últimos dias de sossego, eu continuei indo à praia e surfando. Continuei treinando defesa pessoal com Mike e observando Samuel que continuava com sua postura profissional e séria. Aproveitei os últimos dias que eu teria com o meu irmão ali, pois na segunda ele voltaria para Miami e eu ia morrer de saudades dele. Pandora ficava a cada dia mais apegada a mim e estava se tornando uma ótima companhia e distração.

Os dias se passaram rápido e quando me dei conta, já estávamos saindo de lá, voltando de carro para Los Angeles. Como o Matt iria para uma direção oposta a nossa, ele voltou sozinho em seu carro enquanto nós voltamos com o carro do Samuel, que nos deixaria na casa de Nick em Malibu. Mike ficaria com a gente e ele iria para a casa dele, mas no dia seguinte, de manhã cedo, ele estaria lá para me pegar e levar para o trabalho.

Eu estava ansiosa e um pouco tensa com a volta, mesmo estando mais relaxada e me sentindo confiante, eu sabia que eu ainda não estava livre, eu sabia que Phillip não ia desistir, sabia que ele faria alguma coisa e eu precisaria estar preparada para enfrentá-lo. Todos, inclusive Samuel, perceberam a minha tensão e me disseram que ficaria tudo bem, que eu ficaria segura e não me preocupasse. “Você terá a sua vida normal. Não se preocupe com a sua segurança senhorita, deixe isso comigo.” Foi o que Samuel disse me olhando pelo retrovisor e eu assenti esboçando um leve sorriso. Suspirei segurando a mão de Nick com uma mão, e a do Dylan na outra. Aproveitei que a viagem de Laguna para Malibu seria longa e dormi com a cabeça apoiada no ombro do meu irmão. Em duas horas eu estaria na minha mais nova casa.


Notas Finais


Será que a paz acabou?


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