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História So Lovely! (Em Revisão) - Capítulo 14


Escrita por: yuhlx

Notas do Autor


Konnichiwa leitores/as!~ só queria dizer que vi outro dia que essa fic passou 1,000 visualizações, muito obrigadx! fiquei muiiito feliz com isso mesmo demorando pra atualizar... pelo menos posso dizer que já tenho quase tudo planejado. Enfim, perdoem a demora de novo, e qualquer dúvida podem me perguntar nos comentários! Anyways, boa leitura~

Capítulo 14 - Call the Police


Fanfic / Fanfiction So Lovely! (Em Revisão) - Capítulo 14 - Call the Police

“Vou atender o interfone.” O dono da casa finalmente sai do quarto todo arrumado, com um conjunto social — ou melhor, um costume de algodão que combinava com os sapatos —, e gravata vermelha escura, quase vinho na mão. A visita observa e acha estranho que Reiner tinha se arrumado tanto, já que não falou nada sobre; para Jean e seu colega irem embora. E sem falar que, se quem estava lá em baixo fosse realmente quem esperava esse seria o pior pesadelo do esguio.

“Não! Espera, espera!” Bertholdt correu até ele

“Ah! O quê?!” Claro que o loiro acredita na urgência do outro.

“É que... talvez seja alguém que eu conheço” O moreno hesita bastante em dizer. 

Braun em contraste não dá importância, por ter um horário e não querer ser grosseiro dizendo que, se fosse verdade seria bem inesperado. O loiro checa o relógio prateado no seu pulso.

“...?”

“Desculpa, meu bem... é que de qualquer jeito eu tenho que sair agora.”

“...”

Espera aí! Ele me chamou de meu bem??! Quem ele pensa que...” Bertholdt tem uma expressão irritada. Ele deve ter entendido as coisas errado... de conseguinte parece confuso, pois percebe que tinha indiretamente concordado com o plano de Kirstchein e nem ao menos percebeu. Não tinha muito o que fazer, se era quase um fugitivo e ali pelo menos ele achava que não precisava se preocupar com nada; se não contar Jean. Gerava certa contradição em seu raciocínio, o loiro não deixaria eles lá... ou deixaria?

Pensando no horário e exatamente em fazer tal coisa, Reiner coloca a gravata quase vinho rapidamente sem nem ao menos checar em um espelho, aparentando ter prática. Ele podia ser da alta classe, mas não era qualquer um que tinha esse tipo de rapidez.

“Uwaah...! Rei-” Berthold parece impressionado, e trata de ‘disfarçar’.

“E você Jean, vai embora?” Provoca o loiro

“Oh, Reiner. Por que não acha um daqueles seus seguranças, e faz eles me expulsarem já que não tem coragem de fazer por si mesmo, huh??!”

“...” Se nota um semblante bravo em Reiner.

“De novo? P-Parem logo com isso, vocês dois...” Outra vez Bertholdt — ainda que com uma voz mansa — tentou impedir que o curto temperamento de Jean fizesse com que acabasse criando uma briga de verdade ali mesmo.

“Jean...” Bertholdt tem o olhar preocupado no outro, que se afastou do loiro e deu de ombros; ao mesmo passo que o moreno o encarava sem saber o que deveria fazer, Jean encarava Reiner.

“Só espera ele sair...” Responde parecendo meticuloso, próximo ao mais quieto

“Vocês vão ficar fazendo o quê aqui?” Questiona o loiro, surpreendendo o Jean.

“Eeek!”

“Aaah Reiner, é que nós gostamos bastante da decoração.” Diz o mais alto, o colega ao seu lado o olha um tanto surpreso pela iniciativa e Bertholdt o mira de volta com um sorriso preocupado; a iniciativa de alguém que no começo não concordava com a ideia, mas agora já parecia ter a aceitado 'indiretamente’...

“Mesmo? Eu também gosto...” Reiner olha em volta com um pequeno sorriso “Fiquem à vontade. E... vejo vocês mais tarde? Talvez...” Continua.

“Hehe.” O moreno ri de forma fofa, fazendo Jean o encarar impaciente.

Reiner se afasta para ir até o interfone. Nem Jean nem Bertholdt escutam quem era, pois ficaram conversando nesse tempo. Logo depois de atender, Braun desce até a entrada da casa.

Não quer morar comigo, Bertholdt? Só faltou ele dizer isso. Babaca.” Pra Jean, não era como se Reiner estivesse sendo bonzinho até demais.

“Deve ser porque sou eu...” O moreno parece desconfortável ao falar tal coisa, mas sabia que era verdade.

“Claro que é. Acha que ele me deixaria aqui sozinho?”

“Você meio que já conhecia ele...” O meio-loiro questiona com o olhar o que Bertholdt falara, pois mesmo o conhecendo é óbvio que Reiner não gostava tanto de Jean “Ah é, Hehe... foi mal.”

Os olhos castanhos de Kirstchein miram mais pra direita, e o mesmo começa a imaginar por que Hoover tinha ido... pra casa de alguém como Reiner. Ele descartou a ideia de que o moreno sentisse qualquer interesse físico; contando com o fato de que já havia rejeitado Reiner, e nunca o notou antes daquela semana nada sortuda para Jean. Ele nem ao menos tinha certeza se Bertholdt ficava com pessoas do mesmo sexo. Pelo que ele observou, nunca seria por interesse material, mais fácil que Bertholdt quisesse apenas que Braun não ficasse frustado, ou algo parecido. Jean já tinha sido rejeitado da pior-melhor-forma, mas pelo menos não estava na friendzone.

“Ei... Quem você acha que era na porta?”

“V-Vou ver!”

Bertholdt se voluntaria de imediato e anda por alguns cômodos que não tinha visto antes, já que a porta da frente ficava na direção contrária ao estacionamento que subiram na noite anterior e à porta de vidro até que ele enfim encontra uma janela com cortina em uma das suítes da casa que dava visão ao que ele queria. Sem necessidade nenhuma, o moreno fica na ponta do pé pra ver.

“Meu deus!!! A Sasha!” Diz Hoover deixando de se esconder na cortina, e Jean fica ao lado do outro pra ver também na direção da entrada.

“Ué, Sasha? Como assim?!”

“Não sei... Quase morro do coração por causa disso?” Kirstchein observa Bertholdt enquanto ele falava indignado, e permite um pequeno silêncio até reagir àquilo:

“Melhor que o imbecil não deixe que ela entre na cozinha, se não a situação pode sair de controle...”

“Não acho que ele seja tão burro assim.” O moreno os mira novamente pela janela pra ter certeza, e Sasha se despede de Reiner

 “Ufa... eu sabia. Foi só pra entregar alguma coisa pra ele...”

“Ah, ainda bem.” O meio-loiro sem querer mira as pernas do outro, e se afasta rapidamente “...!”

“O que poderia ser?”

 Jean sobe o olhar novamente ao moreno, que estava com o rosto de lado, esticado na janela bem à sua frente.

“Q-Quê?! Eu não faço ideia, e quem se importa!”

Jean guarda as mãos nos bolsos da sua calça preta, e o mais alto já satisfeito e aliviado com o que tinha visto retira as mãos da janela. “E esse Reiner, eu ainda não confio nele.” Jean quase sopra; seu tom de repente parece baixo, por se sentir culpado, e em seguida lembra do que Bertholdt disse antes a ele.

“Jean, você pode mesmo ficar?” Bertholdt parece ter lido a mente do outro e agora demonstra outra preocupação.

“Ah. Posso, posso... Eu só tenho que ajudar a minha mãe com a padaria nos sábados, então...”

Um semblante culpado do meio-loiro sucedeu o que dissera.

“Hum, ótimo.”

“Bem que podíamos chamar mais gente, menos irritante que ele, Huh...”

“Quê! Desse jeito a gente vai mesmo é daqui direto pra delegacia!” O moreno passa pelo outro, saindo da suíte.

“Tch... Ele nunca disse que não podíamos.” Depois de parecer bravo, Jean dá um sorriso pouco frio de canto enquanto o mira.

[🥥]

“D-D-Desculpa mesmo Reiner!! Aqui, o seu cartão que eu peguei ontem!!” Sasha Blouse, a visita que antes tocava o interfone, oferece o tal cartão com as duas mãos e abaixa a cabeça por vergonha e como reverência

“...” O loiro parece confuso com todo aquele exagero, mas ele em parte já conhecia a garota, então não se surpreende tanto...

“Eu comprei... Algumas coisas com ele, espero que não fique bravo!!”

“Ah, não pode ter sido tanto. Sem proble-”

A quase ruiva começa a chorar de repente

“ME DESCULPAAAA PELOS COCOOOOS!!!”

“C-Calma Sasha!”

[🥥]

Então, os dois adultos que decidiram ficar na casa do homem rico não permaneceram muito tempo na mesma suíte, ainda mais em um dia com o céu tão límpido; A opinião do moreno é de que eles deveriam ficar dentro do ar confortável e gelado da casa, mas ele acaba se deixando levar pela opinião do colega. Não era incorreto dizer que aquilo era mais que ‘Só porque o Bertholdt não tem pra onde ir.’

“Como é que usa essa coisa?” O meio-loiro descalço e sem as meias pretas que usava antes, questiona em voz alta, encarando o painel que ficava na parede e tentando desvendá-lo. Naquele meio-tempo, aquela silhueta conhecida alta e esguia passou de um lado pro outro na área aberta; que consistia de uma parte ampla com uma espécie de jardim pequeno comparado à parte de ladrilho, e segurando uma muda de roupas secas — entre elas a sua preciosa camisa —, as que ele usava no dia anterior uma vez que o suéter branco que usava no momento não eram dele. Antes de se aproximar de Jean, o olhar do que ainda estava de suéter, estava baixo.

“Eu nunca vi um desses.” O moreno observa e acha complicado.

“E ainda tá em inglês...”

“H-Hum... Por que não pergunta pra um dos funcionários?”

O primeiro que Jean mira é justo ele. O indivíduo que estava longe, tinha um metro e sessenta de altura, braços cruzados, e um semblante inaproximável; Por isso Jean decide ignorá-lo no mesmo instante, mesmo que ele fosse o único além de Bertholdt que estava à vista no momento, eles tinham de encontrar outra pessoa pra os ajudar outra hora. Poderia ser qualquer um, menos aquele...

“Olá... será que você pode ajudar a gente, por favor?”

Bertholdt não parece compactuar com os pensamentos de Jean, e vai justo naquele ser. De certa forma o efeito de intimidação não funcionava muito no esguio, já que lidou quase a vida toda com alguém temeroso; não conseguia reproduzir isso tão bem, no entanto...

“...”

Parecia irritado de qualquer forma, esse homem com suas finas sobrancelhas, até mais finas que a de Bertholdt, mas se incomoda um tanto quando percebe a altura do distinto, logo ficando ainda mais ranzinza “Uhum...”

O indivíduo baixo e de cabelo quase platinado, e de um haircut bem comum ainda que ousado, deduz do que ele falava e vai até o painel ao lado de Jean e óbvio que o assustando.

“O que vocês querem fazer?”

“O que dá pra fazer?” Jean questiona,

O baixinho dá a impressão que vai revirar os olhos e agredir o meio-loiro, mas não o faz. Em vez disso, o tal funcionário que já estava familiarizado com a casa, toca no touchpad para controlar algo. O painel dava acesso à coisas previsíveis como ligar e desligar luzes da casa, ligar o aquecedor ou o sistema de ar condicionado... entre elas uma opção curiosa. O funcionário ranzinza foi claro com seu olhar especialmente em Jean, quando passou a tela para o lado e mostrou a opção ‘Call the police’. Ambos os rapazes compreenderam o ‘police’ e assim a mensagem dele.

“Bom, é... eu já sabia. Vou ficar num hotel, e você paga Jea-“

O meio-loiro agarra o outro — que já tinha dado de ombros — pela gola “Aaah, então depois de chamar a confusão você vai fugir?” Jean tem um aspecto arrogante que culpava o outro “Você quem quis ficar aqui.”

Bertholdt arruma sua postura incomodado, e também a gola da camisa que estava por debaixo do suéter. “...”

Depois de uma breve explicação dada pelo menor sobre outras coisas que pareceram horas pelo jeito nada prático que ele explicava, o moreno está impaciente pelo calor do sol, e seus braços cruzados demonstram isso.

Jean tem um olhar preocupado “Não vai tirar? Esse suéter é...”

“Vou ficar na sombra.”

O meio-loiro tem certa indignação em como o distinto reagiu. Apenas com segundos de diferença, o esguio dá um tropeço e se envergonha por isso, antes de chegar na cadeira de sol.

Apesar da estranha atração que Kirstchein começou a notar, sentia que tinha que dar apoio a Bertholdt já que o homem de pele morena e olhos verdes sálvia sempre era gentil com ele até mesmo quando mais novos; época a qual Jean raramente era atencioso. Era preocupante, sem dúvidas, aquela gentileza; se bem que parecia tão genuíno que Jean não se importava mais com nada, ainda mais vindo daquela beleza paralisante de Hoover.

O funcionário volta para onde estava limpando antes de ser chamado, e observa sem querer o meio-loiro tirar sua blusa, bem como se jogar na piscina. A vontade que tem, é de dar um esporro naquele ‘pirralho’. Ele dá um olhar assustador para Bertholdt, como se ele fosse fazer algo a respeito e primeiramente entender a cara ameaçadora que o nanico de costume — vestimenta que fazia os dois colegas ficarem confusos sobre o cargo dele — preto e branco fazia, mas Bertholdt só expressa confusão levantando as sobrancelhas, um tanto distante do menor, contudo seria impossível ele não escutar o forte ‘Splash' de Jean mergulhando e quase molhando demais seu suéter “Ah, Jean!!”

Kirstchein passa a mão no rosto encharcado “Viu só, eu disse pra tirar essa roupa!” Respondeu rindo.

“...” Bertholdt o mira um tanto sério, e faz o outro lembrar que tinha o pressionado antes mais do que deveria, deixando-o sem graça, se bem que, o moreno logo desfaz aquele semblante irritado contando que não tinha motivos pra levar pro coração.

“Hum, isso é um problema...” Pensou o moreno. Não tinha nenhum livro ao redor que pudesse passar seu tempo lendo, se não fosse por Jean, ele já teria voltado pra dentro da casa. Bom, Hoover não via tanta vantagem em tirar fotos, sem falar que quase não conseguiria enxergar a tela do celular que estava no seu bolso mesmo com o brilho no máximo, logo, precisava de algo que fizesse o tempo passar mais rápido. Ele colocou as pernas para o lado de fora da cadeira de sol pra ir buscar algo, porém ao levantar, lembrou que estava até de calça em um dia em que o calor do sol pedia pra que tomasse um pouco dele.

O alto solta um “Tsk.”, retirando o suéter que estava por cima da camisa branca também de mangas, essas ele poderia apenas dobrar o tecido fino que amassava facilmente, sendo assim decidiu continuar usando sua calça leve que não incomodava tanto quanto o suéter. Kirstchein vê tudo, o meio-loiro já iria dizer algo, mas não conseguiu desviar o olhar curioso nem seus pensamentos sobre como o moreno era lindo, e se encostou com os braços apoiados na beira da piscina para observá-lo. 


De onde vinha aquilo que sentia por ele? Poderia ser de quando tinha um crush enorme em Mikasa e seus cabelos que coincidentemente — ou não — eram pretos e sedosos mas vivia sempre grudada com Yeager? Ou Bertholdt era mesmo tão atraente...?




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