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História Só Mais Um - Capítulo 10


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Notas do Autor


ABAIXEM AS FACAS T³T

eu sei galera, eu sei, demorei muito :( realmente queria pedir perdão pela demora, entretanto, já não tenho mais tempo como antigamente :> ou seja, as coisas ficaram difíceis, mas saibam que eu não abandonei as fics!!!! ❤ Mas nem julgo quem já o fez T³T

Sei que muita gente queria att de SMU logo e eu corri pra fazer esse cap enquanto podia, e admito que o final não ficou dos melhores nem me satisfez totalmente, mas foi o que deu pra agora @[email protected] prometo que o próximo fica melhor!

Ainda estou respondendo todos os comentários e espero terminá-los logo, mas não desistam de mim, amo vcs, responderei todos e se Deus quiser cap de TAL, YF e Submissive saem logo, logo – ou eu tô sonhando dms???????

Enfim, boa leitura! (✿ ♥‿♥)

Capítulo 10 - O lado obscuro da paternidade


Fanfic / Fanfiction Só Mais Um - Capítulo 10 - O lado obscuro da paternidade

Jeongguk achou ter escutado errado, mas ao encarar certos pequenos olhos castanhos e brilhantes – tão extremamente belos para tão fervorosos sentimentos –, soube que estava redondamente enganado. Seu ômega fez biquinho e fechou os olhinhos, deitando-se novamente e erguendo, propositalmente, mais da camiseta, o que mostrou mais das pernas e consequentemente fez descobrir as coxas, tão leitosas e fartas quanto se lembrava.

Ora, eram dezoito anos de casamento, mas nunca passaram tanto tempo longe um do outro. Fazia tempo que Jeongguk resistia em tocar naquele corpo que o pertencia, simplesmente porque, com seu cio há pouquíssimos dias de acontecer, tinha um lobo muito bem reprimido – e agora cheio de saudades. Temia machucá-lo mais que o normal.

Porque querendo ou não, ainda sim seu mundinho terminava com uma bela dor no traseiro ao final de suas transas, porém Jeongguk não queria pressioná-lo mais que o necessário em nenhum momento durante sua gravidez.

Então simplesmente sorriu torto e pendeu a cabeça para o lado.

— Não acha que está sendo muito exigente, senhor Jeon?

Jimin molhou os lábios, olhando-o predador, enquanto dava de ombros. As pequenas mãos se ergueram e ele pôs os cabelos para trás, numa lentidão quase sexual.

Seu pau endureceu dentro da calça e Jeongguk engoliu em seco, afetado pela imagem, embora não fosse como se Jimin nunca tivesse usado aquela tática para atrair Jeongguk para ele; na verdade, ela era até que bem usada. 

— Não quando o meu marido acha que pode se esconder de mim para sempre e ficar meses sem fazer amor comigo. Isso é uma tortura e ele deveria saber que Jeon Jimin odeia tortura — rebateu.

— Meu bem — Jeongguk respirou fundo, se sentindo momentaneamente culpado. O desejo de Jimin era tão palpável que se ele pusesse a língua para fora da boca, poderia sentir o gosto do esposo, tão doce e incitante —, não é nada disso. Eu sei o que se passa pela sua cabeça e por Deus, eu só penso no seu bem-estar.

— Eu sei, Gukkie, eu sei — Jimin sorriu docemente, ruborizando pelo que iria admitir. — Pela primeira vez nas minhas sete gestações, eu entendo de verdade que você prioriza meu bem-estar e do nosso bebê. Mas, meu amor… A única coisa que vai me fazer passar mal é o tanto de porra que tem acumulado dentro de mim, e isso nem é piadinha — manhou, amuado.

Jeongguk riu, revirando os olhos. O corpo grande se encostou no batente da porta e ele encarou sem nenhum pudor o pequeno corpo na cama, ao que Jimin deitou-se de ladinho, priorizando sua bunda. A carne em específico naquela região parecia maior que o normal e por Deus, só ele sabia o quanto amava engravidar seu homem se isso significasse que a bunda de Jimin cresceria mais – o que o fazia ter ataques de ira quando ia vestir alguma calça, cismando que era só uma enorme bunda gorda com um corpo franzino e estranho.

Como Taehyung diria: isso é um corpo na sua bunda?

— Posso entender… você está tipo um adolescente liberando hormônios, Jimin, e isso é quase engraçado. — Respondeu, divertido.

Porém o loirinho fez biquinho, suspirando baixinho.

— Quase? Ora, e por que não pode só ser?

— Seria engraçado se eu não soubesse que você atrairia atenção se saísse por aquela porta sem algum dos nossos filhos — e revirou os olhos, enfezado. Jimin riu. — Argh, ainda bem que eu pus mais um filho meu em você.

— E poderia me marcar mais se fosse tomar um banho logo e viesse rapidinho me foder — ronronou, manhoso. Jeongguk arfou e semicerrou os orbes negros, num olhar felino. O corpo muito menor que o seu tremulou na cama e Jimin se remexeu, de repente muito ciente daquele olhar tão intenso e esfomeado para consigo.

— Eu vou tomar banho.

— Você vai — óbvio, dã.

— E quando voltar, eu vou entrar tão fundo em você que me sentirá ainda na semana que vem, quando tentar sentar ou andar, Jimin, então é bom que saiba o que você fez. — Prometeu, num grunhido brusco, enquanto virava-se e ia a passos duros para dentro do banheiro. Jimin se animou e quase choramingou em excitação ali mesmo, porém antes que pudesse se levantar e dar alguns pulinhos na cama, Jeongguk retornava novamente, erguendo a mão para si e grunhindo baixinho um: — Toma banho comigo.

Jimin não pôde negar. E nem queria, realmente.

[...]

— Hummm, deixe-me ver… — Jiyong fingiu pensar, sustentando parcialmente o celular com seu ombro, enquanto folheava seus cadernos atrás de uma mísera mensagem que Seojun dissera ter escrito em alguma folha de seus cadernos e ouvindo uma reclamação vinda de MinHee do outro lado da linha. — Hee, eu realmente não queria ter de dizer, mas eu acho que a sua amiga está se tornando lentamente a sua inimiga.

Eu sei! — MinHee brandou, numa voz fina e estressada, enquanto bufava e marchava em direção a sua cama, caindo dramaticamente em cima dela. — Achei que ela tinha entendido quando disse que tirei algum tempo dos treinos para me dedicar nas provas, mas ela cisma em dizer que eu só me cansei do vôlei e que deveria sair logo do time ao invés de “só atrapalhá-lo”! Yong, eu juro por Deus que eu vou dar um socão nela na próxima vez!

— Ah, garota… — o adolescente suspirou, finalmente encontrando o recadinho do amigo. Um “vamos procurar um carro para mim na sexta” estava estampado bem visivelmente numa folha, escrito com algum marca texto. — Aprovo completamente a sua decisão, embora eu ache que não possa fazer isso.

A SunHee mudou muito de uns tempos pra cá, mas eu acho que só é antipatia pessoal mesmo. Ela ficou assim desde que comecei a namorar com você…

O ar de dúvida que permaneceu no cômodo mesmo depois da frase continuou por uns três segundos, até que Jiyong riu nervosamente. Sentiu o coração bater mais acelerado dentro do peito e o suor descer pela testa.

Não que enganasse sua namorada ou qualquer coisa do gênero, mas queria somente deixar em oculto que sua mais provável futura arqui-inimiga já fora – ou ainda era – apaixonada por si. Bom, ela também era apaixonada por Jisang. E por Jisung…

Talvez fosse mais uma fixação pelos Jeon’s, mas ela conseguia ser surpreendente na arte de se apaixonar por aqueles irmãos.

— Não fale como se aquela alfa do terceiro ano não vivesse paquerando você! — Rebateu, emburrado.

MinHee soltou uma risadinha seca e nenhum pouco surpresa.

Ah, claro, como se aquele ômega camisa dez do time de futebol não frisasse pra Seul inteira que ainda casará com você.

— Touché!

É, touché!

Ambos se emburraram, revirando os olhos, ao que ficaram em silêncio pelo total de cinco minutos. Era bastante comum que ficassem com aquelas birrinhas que ao total nem eram tão sérias, pelo menos da parte de MinHee. Ela não sentia algum verdadeiro ciúme por garotas que queriam seu namorado, e no geral nem Jiyong era de se enciumar por coisas banais. Obviamente que, por ser alfa, conseguia ser bem mais ciumento que a ômega, mas ele confiava em MinHee demais para se deixar levar por aquilo.

A relação de ambos poderia ter sido oficializada há pouco tempo, mas eles já namoravam escondidos bem antes disso. A confiança não chegara do dia para a noite. E poderia ser doloroso dizer aquilo, mas eles já chegaram até a terminar por ciúmes bobos.

Felizmente, aquilo era passado. E se tinha algo que Jiyong aprendera com o passar dos meses namorando aquela garota tão doce e ao mesmo tempo tão firme, era que MinHee era sua. Mesmo sem marca, mesmo sem casamento. Ela era tão dele quando ele era dela.

E vindo de uma família onde seus dois pais eram dois bobos apaixonados um pelo outro, sabia que aquilo era o suficiente, porque eles finalmente haviam achado sua cara-metade.

— Hey, menina bonita — chamou, baixinho, levado pelo silêncio da noite. A citada grunhiu suavemente em resposta. — Eu nasci por você.

Aquela era a forma menos… constrangedora, por assim dizer, que eles encontraram de dizer um “eu te amo” de forma indireta. Era mais um jeito de dizer “eu só nasci para completar você”, que, em suas opiniões, conseguia ser mais profundo que qualquer outra coisa. Afinal, uma união de almas era muito mais verdadeira que palavras que muitas vezes eram somente jogadas ao vento, ditas tão banalmente que seu real significado se tornou bobo, algo comum.

MinHee riu suavemente e corou, abobalhada.

Eu sei, menino bonito. Eu nasci pra você.

Jiyong sorriu, de um jeito que parecia totalmente seu pai olhando para seu omma – de um jeito totalmente boboca –, e já estava pronto para falar novamente quando ouviu leves batidinhas na porta, ao que uma cabeça de fios negros e totalmente desgrenhados apareceu, e logo a face assustada de Jeonghyun também. O hyung franziu o cenho e chamou-o para dentro.

— Meu bem, eu vou assumir meu posto de irmão mais velho agora, então eu mando mensagem amanhã para você, okay? — MinHee riu e assentiu. Jiyong estalou a língua no céu da boca. — Sonhe com os anjinhos, ou seja, comigoooo — cantarolou, enquanto Jeonghyun se jogava em sua cama de um jeito tão dramático que achou que fosse algum tipo de cópia de seu pai ômega.

A ômega revirou os olhos.

Claro, Yong. Claro. Durma bem.

O adolescente fez bico, amuado.

— Grossa.

Também sou louca por você, querido — cantarolou, ao que até mesmo seu irmãozinho aparentemente triste riu com a cara enterrada em seu travesseiro. — Boa noite, cunhado.

— Boa noite, Hee noona.

Jiyong desligou, finalmente, ao que virou-se para o irmãozinho dramático na cama e cruzou os braços, assumindo sua postura de responsável no ambiente. Não diria que era o melhor dando conselhos, aquele posto ficava para seus pais, mas conseguia se virar algumas vezes. E, se ele fora até si, certamente era porque sabia que Jiyong conseguiria ajudá-lo.

Ou não, né. Vai saber.

— Desembucha. Quando você entra no meu quarto assim é porque ou quer dinheiro, ou algum conselho. E já vou adiantando que eu tô liso, cara.

— Credo, mano, não é sempre que eu tô querendo te extorquir — Jeonghyun fez uma careta. Jiyong relaxou. — Só tô incomodado com a nossa irmandade ultimamente.

— Quê? Cê tá cheirando álcool de novo, Jeonghyun?

— O que eu tô querendo dizer é que meus irmãos gêmeos estão me deixando de lado — o mais novo exclamou, carrancudo. Jiyong ergueu as sobrancelhas e fitou Jeonghyun com um olhar surpreso. — Eu sinto tanta falta deles, hyung, e eles me expulsaram do nosso trio porque disseram que eu só atrapalhava a concentração deles, dá pra acreditar?

— Você tá incomodando o hyung de novo com isso, Jeonghyun? — Jeongmin pôs o rosto para dentro do quarto e dirigiu um olhar entediado para o irmão mais novo. — Cara, a gente não tá te deixando de lado e a gente não te expulsou do nosso trio. Você quis sair porque se sentiu ofendido por a gente fazer todos os trabalhos rápido e não te deixar nada. E, afinal, isso é uma boa justificativa? Sair por não fazer nada?

— Tá vendo?! — Jeonghyun virou-se para Jiyong novamente, quase choroso. — Eles fazem tudo e depois jogam na minha cara dizendo que eu não fiz nada!

— Se vocês realmente vão brigar por causa disso, eu sugiro que o façam em seus quartos. O hyung aqui tá cansado e definitivamente eu preciso de descanso de vocês. — Jeongmin e Jeonghyun o fitaram indignados. — Querem minha ajuda pra algo? Peçam ajuda pra sair escondido, farriar por aí, arrumar namoradas. Ou namorados. A única briga séria que já tive foi com o Jisung, e foi porque ele quis roubar as chaves do meu carro quando o papai comprou ele pra mim. Bom, a mão dele nunca mais foi a mesma.

— Não sei como nosso omma acha que você é um filho exemplar, hyung — Jeongmin riu. — Se nós quiséssemos sair agora para ir a uma festa, aquela da Naeun, do terceiro ano — Jiyong sorriu maroto. Sabia exatamente de qual festa ele estava falando —, você nos levaria? Pela nossa irmandade?

— Olha aqui, irmão, eu sou um cara que faz tudo pela irmandade — Jeonghyun e Jeongmin fitavam Jiyong com desafio nos olhos, e o mais velho era alguém que não gostava de ser desafiado. O último que o fizera saíra com um braço quebrado e sem metade dos seus dentes. — Então chamem o Joheoon, Jisung e Jisang, porque hoje a noite vai ser dos hyungs.

 

 

 

O único som presente no local naquele momento era o som predominante de beijos, estalos molhados e sensuais que estavam fazendo loucuras com Jimin. Sua libido estava tão alta que ele já sentia sua lubrificação natural fazer uma poça no meio de suas coxas, e quando Jeongguk puxou rudemente suas pernas e as afastou para que sua cabeça estivesse no meio delas, a única coisa que fez foi jogar a cabeça para trás e agarrar os cabelos do seu alfa, gemendo quando sentiu a língua macia do seu homem no lugar onde ele mais necessitava dele.

— Tão molhado, porra — Jeongguk grunhiu, rouco, quando sua língua penetrou o anel apertado de músculos que se contraíam e lhe molhavam, se considerar que Jimin se encontrava ensopado tamanha necessidade. — Abre bem as pernas. Isso, assim… — ronronou, satisfeito em ver que Jimin se encontrava tão desesperado quanto ele. O marido ofegava coradíssimo e gemia, com o corpo curvado, mas com as pernas bem abertas e convidativas.

— Jeongguk, Deus, alfa — o ofego foi finalizado com um gemido rouco e longo quando um dedo grosso entrou em si, abrindo caminho e obrigando-o a levar um braço a boca e mordê-lo, para não acordar a casa inteira com o prazer da sensação. — Você me faz tão bem, Jeonggukkie… — gemeu, manhoso, sentindo a respiração rápida do alfa em seu lugar mais sensível. Suspirou baixinho quando sentiu uma última lambida e logo se animou todo em ver que Jeongguk se afastava somente para jogar sua toalha pelo ar, se encontrando consigo tão perfeitamente que pareciam peças de quebra cabeça finalmente se encaixando. Jimin suspirou deleitoso quando sentiu aqueles noventa quilos de puro homem em cima de si, tão juntinho dele.

— Senti falta disso — Jeongguk grunhiu, pura necessidade em sua voz, enquanto acariciava as coxas leitosas de seu ômega e o sentia arrepiar-se, levando as mãos miúdas até seus cabelos e os pondo para trás, para ver seus olhos. O brilho que encontrou o fez se sentir a melhor pessoa do mundo. Jeongguk era pura beleza quando tinha aquele brilho em seu olhar. — Muita falta. Amo você, meu amor — sussurrou, beijando cada centímetro de pele que encontrou. Beijou uma pintinha particularmente adorável no ombro de seu marido, enquanto escutava a risadinha perfeita dele. Deus, era tão rendido por aquele homem…

— Eu sei — Jimin respondeu, todo pomposo e convencido. Jeongguk riu rouco e puxou um mamilo em sua boca, soltando um grunhido quando Jimin gemeu alto e agarrou seus fios mais apertado. — Eles estão sensíveis, amor, ahn…

— Quer assim? Ou prefere ir por cima? — Jeongguk questionou, enquanto agarrava se pau e o esfregava no buraco apertado, que se contraía e tentava puxá-lo para dentro. Jimin estava tão extasiado que somente ofegou cansado e fechou os olhos, assentindo sem saber porquê e tentando puxá-lo mais perto. Jeongguk estava a um centímetro de penetrá-lo quando sua noite definitivamente foi por água abaixo.

Toc, toc, toc. Batidinhas tímidas e hesitantes, que acabaram com absolutamente todo clima do momento.

Amava seus filhos, mas tinha momentos que somente queria sumir com eles por cinco horas (ou umas seis, sete, oito) e desfrutar de uma boa foda para variar. Só pra variar.

Jimin saiu de sua bolha de prazer e se assustou, olhando-o rapidamente antes de pegar seu roupão caído no chão e vesti-lo às pressas. Jeongguk praguejou umas trinta vezes até pegar a toalha que jogou pelo ar e amarrar em sua cintura, andando a passos firmes até a porta e abrindo-a já puto da vida, pronto para puxar a orelha de um de seus filhotes e repreendê-lo por estar acordado às… duas horas da manhã?!

Bufou indignado pelo horário — porque aparentemente havia passado horas somente fazendo seu marido gozar de diversas maneiras e ele ainda estava de pau duro —, e já abria a boca quando olhou para o lado de fora do quarto e não viu nada. Jeongguk franziu a testa, mas bastou somente olhar para baixo e ver um par de olhinhos arregalados que entendeu tudo.

Seu cheirinho de talco estava paradinho do lado de fora, abraçadinho a seu coelhinho de pelúcia favorito e olhando-o tão inocente e assustado que seu coração se quebrou todo com a visão. Jihyun parecia espremer o bichinho em seus braços miúdos e quando ele andou um passinho em seu direção, Jeongguk abaixou-se e o acalentou em seus braços, com direito a beijinhos doces no pescocinho. Seu bebê escondeu o rostinho em seu pescoço e abraçou mais apertado o coelhinho entre eles.

— Oh, meu amor, teve algum pesadelo? — Só haviam passado dois segundos desde que haviam entrado no quarto e Jimin já estava em seu encalço, checando a temperatura de Jihyun e tentando encontrar alguma resposta para a ida repentina dele ao quarto de ambos. — O que houve, meu bebê? Sente alguma dor? A barriguinha tá doendo de novo, meu anjinho?

Jihyun tirou o rosto do pescoço de Jeongguk e fitou Jimin com um biquinho, os olhinhos arregalados se enchendo de lágrimas. Antes mesmo de entender o que estava acontecendo, Jimin já estava o tirando de seus braços, ninando-o e balançando-o enquanto cantarolava alguma musiquinha infantil e alegre. Jeongguk foi até a porta e olhou o corredor, tendo um pressentimento ruim quando a fechou e foi até a cama, onde agora seu esposo e seu caçula se encontravam.

— Quer nos falar o que houve, filhote? — Jeongguk indagou, acariciando o cabelo negro para trás, querendo tranquilizá-lo e liberando seu cheiro para acalmá-lo, o que aconteceu não muito tempo depois. — Está assustado com algo? Quando o deixei no quarto você estava dormindo com o Jihoon.

— Os hyungs, appa… — Jihyun resmungou, puxando seu coelhinho de volta para seu colo. Tanto Jimin quanto Jeongguk franziram as testas e se olharam, de repente em alerta. — Eu vi eles… saindo. Mas tá escuro! — exclamou, com a voz trêmula. — O b-bicho papão v-vai… pegar eles! — disse, escondendo o rosto no peito de Jimin. Que, por sinal, se encontrava tão pálido que se camuflava com a cor do roupão.

Jeongguk, por outro lado, não podia acreditar no que estava ouvindo.

Seu bebê, em toda sua inocência infantil, achava perigoso o fato dos irmãos terem saído à noite quando na verdade aqueles mesmos degenerados talvez agora estivessem se divertindo à beça, achando que haviam enganado seus pais e que voltariam para casa pela manhã e absolutamente ninguém saberia disso. Por Deus, onde que ele havia errado?

Jeongguk iria degolá-los quando os encontrassem!

— Os hyungs estão bem, querido. Não tem problema eles saírem há essa hora — mas havia, e muito, porém Jeongguk não queria preocupar seu filho mais novo, que era ainda mais consciente e responsável que os mais velhos —, então não precisa ficar preocupado. Eles sabem se cuidar. O bicho papão não consegue contra eles, sim? — Jihyun parou de choramingar e o olhou como se ele fosse a resposta para todas as suas preocupações. O garotinho então sorriu tão feliz que um pouco da raiva de Jeongguk dissipou, mas somente um pouco. — Então o que acha de agora voltar a dormir, hum? Papai vai buscá-los e trazê-los para casa em segurança.

— Tudo bem, papai — o bebê concordou, todo concentrado e obediente, beijando a bochecha cheinha de Jimin e saindo de seu colo com um pequeno pulinho, ainda agarrado fielmente a seu coelhinho. Jeongguk se levantou e pegou-o no colo, olhando Jimin com uma cara não muito amigável antes de sair do quarto e ir colocá-lo na cama, ajeitando as cobertas em seu bebê e beijando sua testinha amavelmente antes de sair.

Quando retornou ao quarto, Jimin se encontrava com uma carranca preocupada, já devidamente vestido e rodando sua aliança no dedo miúdo, sentado na cama. Jeongguk suspirou cansado quando sentou ao lado dele e levou a mão gordinha a seus lábios, deixando um beijo gentil lá antes de olhá-lo profundo nos olhos.

— Seus filhos são impossíveis, Jeon Jimin — foi a primeira coisa que disse, brincando quando usou seu tom mais acusador.

Jimin o olhou indignado.

Meus filhos? Dá última vez que chequei, você tinha culpa no cartório tanto quanto eu, e no final, Jeon Jeongguk, eu preciso mesmo lembrar quem vivia se metendo em enrascada quando éramos mais jovens? E nem venha dizer que era eu! — ralhou, batendo nas costas do alfa quando ele riu e levantou-se, indo vestir-se para ir procurar aqueles pirralhos. — Appa vivia com dores de cabeça por você viver me mandando para o mau caminho! Aparecia em casa de madrugada e ainda reclamava quando o papai te chutava pra fora, sinceramente, eles puxaram isso de você! — Jimin deixou-se cair para trás e revirou os olhos quando um Jeongguk muito brincalhão se pôs em cima de si, olhando-o com aqueles olhos lindos recheados de diversão. O ômega bufou e virou o rosto para o lado. — Sai daqui. E só volta pra casa com os meus filhos, me entendeu?

— Sim, sim, meu senhor, mas pra sua informação, eu não vivia indo a sua casa de madrugada. A culpa não era minha quando você ia passar os dias na casa do seu pai, que se eu bem me lembro, era na famosa puta que pariu. Eu ainda acho que o Chanyeol só comprou aquela casa no fim do mundo para não nos encontrarmos — ditou, dando beijinhos molhados pelo pescoço branquinho e cheiroso. Jimin gemeu e abraçou-o pelo pescoço, rindo quando o escutou resmungar baixinho. — Seu pai era um sádico.

— Não ligo. Agora vai buscar nossos filhotes — mandou, empurrando-o de leve. — Vou ficar com as crianças. E pensar num castigo. Um que os faça pensar duas vezes antes de sequer cogitarem fazer uma coisa dessas novamente.

— Tá bom, tá bom, senhor Jeon — Jeongguk assentiu, obediente, se pondo de pé e beijando seus fios loiros uma última vez antes de sair porta afora. — O senhor quem manda aqui.

[...]

Quê? Ir buscar seus filhos, Jeongguk?! Cê acha que eu sou o quê, o babá dos seus demônios por acaso? — Taehyung reclamou do outro lado da linha, e Jeongguk revirou os olhos, checando as horas no relógio antes de retornar o olhar à estrada deserta. — Só quero que saiba que só vou porque te considero meu irmão, e não porque tenho medo de você — avisou.

— Tô do lado de fora da tua casa. Mano, só checa o quarto do Taekwon, por favor. Quero saber se meus filhos arranjaram essa ideia por si só ou tiveram ajuda extra — zombou, segurando o celular com o ombro enquanto procurava por algum doce no porta-luvas do carro. Taehyung praguejou alto do outro lado da linha e então tudo ficou em silêncio por alguns instantes, até que ele retornou a linha, resmungando horrores e dizendo quão peste seu filhote era e que absolutamente ele não parecia consigo. — Namjoon me confirmou que Seojun não tá lá. E frisou o quanto o Jin nos xingou e disse que tudo era culpa nossa. Puff, como se aqueles ômegas fossem uns santos e nunca tivessem nos acompanhado nas festas do ensino médio… — Jeongguk revirou os olhos, mas riu sozinho quando mentalmente lembrou do olhar azedo do maridinho mais cedo, enquanto ele batia o dedinho minúsculo no seu peitoral, frisando o quão parecidos ele e seus filhos eram. — Hoseok tá de boa?

Se o boa se estender a ele dizer que me expulsa de casa se eu não aparecer com esse moleque pelas próximas duas horas, sim, ele tá. Só tô com medo de não ter casa até às quatro da manhã — resmungou, saindo de casa e encontrando um Jeongguk descabelado no carro, com olheiras profundas e não muito diferente de si. Desligou o celular quando entrou e sentou ao lado do alfa mais novo. — Esses garotos tem ciência que temos bebês em casa? Porque o escândalo já tá feito. Já tô até vendo.

— Ligamos pro Yoongi?

— Não, não, capaz dele nem mesmo atender, de qualquer forma. Só vamos logo no Namjoon. Hoseok foi claro em cronometrar as duas horas. Acho que só tenho uma hora e cinquenta agora, Jeongguk, uma hora e cinquenta! Tenho dois filhos pequenos! Não posso sair de casa!

— Você tem uma filha pequena, Taehyung. Seu outro filho já tá indo pra faculdade. E Hoseok não vai te deixar sem casa, ou você esqueceu que ambos são marcados? — Jeongguk revirou os olhos e começou a movimentar o carro. Taehyung soltou um suspiro dramático e cansado que soou puro teatro até mesmo para seus ouvidos.

— Vou deixar Taekwon de castigo até ele fazer vinte e cinco, e vou tirar o carro dele! Sair de casa só pra escola e da escola pra casa, vou fazer ele ir pra igreja aos domingos e se confessar pro padre! Aquele moleque não perde por esperar…

— Também vou tirar o carro do Jiyong — Jeongguk bufou, derrapando o carro em sua pressa de ir até o amigo logo. — Não consigo acreditar que ele permitiu uma coisa dessas. Os trigêmeos só tem quatorze anos! Mal saíram das fraldas! Não podem sequer cogitar sair pra festinhas à noite. E até o Jisang foi! O Sang! Ele odeia festas!

— Único filhote demônio seu que se salva. Os anjinhos todos são perfeitos, menos esses demônios dos adolescentes — Taehyung resmungou, jogando seu celular no banco de trás quando inclinou-se para jogar seu casaco também. — Além disso, como anda o Jimin? E o bebê?

— Ambos estão ótimos. A barriga dele quase não cresce, é bem pequenininha. Jiminnie tá amando e mimando a barriga dele a cada meia hora — Taehyung fez um som que sinalizava que estava ouvindo, mas agora quem suspirou de um jeito dramático foi única e exclusivamente Jeongguk. — Velho, eu tô há semanas sem transar. Hoje eu finalmente ia sair dessa seca maldita, e eu juro pelo meu pau precioso que eu tava perto de afogar o ganso quando o Hyun bateu na porta e afundou minhas esperanças. Eu tô frustrado, cansado, com tesão e irritado. Vou mandar meus filhos pra um internato — Taehyung assobiou, como se soubesse exatamente pelo que o amigo estava passando.

— Isso é absolutamente normal, mano. Às vezes eu também ficava a ponto de enlouquecer com o Taekwon, até que comecei a mandar ele pra sua casa e tudo se resolveu. — A cara enfezada que Jeongguk lhe dirigiu não foi nenhum pouco amistosa, e a parada abrupta do carro em frente a casa de seu amigo foi vista como uma punição por Taehyung, que quase voou pra fora do carro. — Brincadeiras à parte, um acampamento de verão seria perfeito pra eles. Sabe, eles correm, se divertem, e o principal de tudo, cansam. Perfeito pros demônios de vocês, além de dar umas férias pro coitado do seu esposo que só vive pra limpar bunda de bebê.

— Jimin nunca mandaria Jihyun pra um lugar onde não pudesse vê-lo vinte e quatro horas, nem Jinwoo ou Jiwon. Mas é uma boa ideia pros outros oito. Eles podem correr na forma lupina lá livremente. Lembro-me que era bom pra nós — Taehyung concordou. Viviam quase o tempo todo na forma humana, e Jeongguk lembrava que era um saco. Queria mesmo era correr e se sujar, mas nunca o deixavam fazer nada disso. Era um herdeiro de um império majestoso e não podia nunca sair para brincar com os meninos da rua, era perigoso. Cristo, Jeongguk sequer se lembrava de um dia sair pelos portões da mansão Jeon antes de fazer doze anos!

— Yah, além de que… pera, aquilo é a carcaça do Namjoon?

Os olhos de Jeongguk voaram para o amigo mais velho, que agora saía de casa descabelado, de pijama, com pantufas do Ryan – um bicho maldito do Kakaotalk que Jeongguk odiava – e com uma garrafa térmica na mão. Namjoon entrou na traseira do carro com um bufo irritado.

— Pra quê essa garrafa, hyung? Tem café aí dentro?

— Também. Mas ela é mais pra meter na porra da cabeça do Seojun quando eu encontrar ele e mandar ele pra visitar a avó no Brasil — Namjoon rosnou.

— Wow, radical. Acho que vou fazer isso também! — Taehyung riu, animadíssimo. Jeongguk respirou fundo e pediu paciência aos céus.

— E então? Onde acham que eles estão? — Indagou, virando-se para Namjoon quando o mesmo tirou um celular do bolso do pijama e vasculhou alguma coisa por lá.

— Aqui! Aqui! Datado às meia noite e cinquenta e dois de hoje — Namjoon começou a ditar, erguendo o celular que aparentemente pertencia a Seojun, já que a capinha do mesmo se dava a um “morto de fome, PERIGO!” em letras garrafais e sinais de aviso ao redor —, mandado por seu filho, Jiyong: “eae, bro, livre pra sair agora? Os trigêmeos querem saber como os terceiranistas se divertem, e hoje tem festa da Naeun. Cê tem o endereço dela? Sai pela janela, tô te esperando aqui fora”. Deus, eles fugiram debaixo do meu nariz — Namjoon resmungou, e Taehyung arrancou o celular das mãos dele.

— Tô me negando a acreditar que o seu filho deixou o celular dele aqui, e que você sabe a senha dele. Quando os encontrarmos vou ensiná-los a como fugir de casa pra ir a festas sem deixar vestígios. Essa geração é muito lenta — Taehyung disse, e todos foram obrigados a concordar. Sequer Chanyeol soubera que algum dia Jimin já havia fugido de casa à noite para ir festejar: e ele nunca saberia. Dê o nome para isso de esperteza. — Se o Yoongi hyung estivesse aqui ele estaria extremamente decepcionado.

— Não se fazem mais adolescentes como antigamente — Jeongguk leu o endereço que Seojun havia mandado para Jiyong e respirou fundo quando pisou no acelerador. — Mas é melhor assim. Pelo menos não corremos o risco de sermos acordados no meio da noite para saber que nosso filhos entraram em cana —  Jeongguk pensou em como Jimin surtaria só em pensar na possibilidade de seu filhote estar numa cadeia. Talvez então Jiyong desse adeus para seus momentos no mundo, porque então ele só viveria dentro de casa.

— Taekwon não é nem louco. Hoseok arrancaria o fígado dele e me colocaria pra comer!

— Acho que Jin me expulsaria. Ia morar na casinha do cachorro. Se bem que o filho não é só meu, mas pra ele, eu sou o único a dar maus exemplos. — Namjoon revirou os olhos.

— Se é pra culpar alguém, que culpem o Yoongi! Ele é o único que estraga esses moleques — Jeongguk mal havia virado a esquina e já conseguia ouvir o barulho ensurdecedor de uma música tão alta que ficou surpreso em saber que não alcançava sua casa, que não era tão longe assim. — Mas que porra é essa?

— É sério isso? Essas crianças de hoje em dia escutam isso? DE-CEP-CI-O-NA-DO!

Jeongguk estacionou o carro e saiu do mesmo, fazendo careta para a pequena multidão de testosterona e feromônios que encontrou no local. Era uma casa enorme de três andares, com uma entrada que conseguia ser maior que seu jardim e aparentemente uma piscina que conseguia abrigar a alcateia dos Park’s, Kim’s, Jeon’s, e cia… Praguejou e prometeu a si mesmo, não pela primeira vez naquela noite, que colocaria alarmes em casa. E pobre de quem ousasse abrir a porta depois da meia noite.

— Tá, vamos nos dividir. Taehyung, vai pelo jardim. Namjoon, revista o local. Eu vou entrar. — Jeongguk falou, e ambos amigos assentiram, começando a se afastar e tentando, de alguma forma, achar o cheiro dos filhos, mesmo em meio a uma multidão de adolescentes com os hormônios a flor da pele e bêbados, com muita bebida no sangue e no ar. Jeongguk pediu forças a qualquer entidade superior que o fizesse pelo menos achar um de seus filhos, e rápido.

Os mais novos, inclusive. Por que querendo ou não, Jiyong, Jisung e Jisang já eram três rapazes. Os trigêmeos, entretanto, recém haviam saído das fraldas.

— Aish, vão ficar sem banana milk por um ano, garotos degenerados… — resmungou, pondo-se a andar. Jeongguk definitivamente não teria piedade. Quando os encontrasse, ele colocaria aquela festa abaixo. E o pior ainda seria com Jimin. O mal ainda estava por vir e eles não perdiam por esperar.

Aqueles garotos definitivamente haviam tomado a pior decisão de suas vidas àquela noite.

Mas, bom, não era sua culpa que eles não soubessem mentir.


Notas Finais


eu sei que prometi lemon no último cap postado em 2018, DESCULPA AE GENTEKKKKKK

não me matem @[email protected]

mas será q um dia jikook poderá foder livremente sem ser atrapalhado pela prole??? cenas inéditas no próximo capítulo :p

Amo vcs, cês moram no meu coração e até a próxima! (♥ω♥*)


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