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História Só mais um pouco... - Capítulo 1


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Notas do Autor


To escrevendo isso aqui há mais de duas semanas, espero ter ficado bom.

Agradeço desde já e eu ainda não fiz uma revisão completinha, então se achar algum erro ou algo que ficou confuso me avise, porque meu deus aaaaa 5000 palavras é demais para o meu cérebro.
Anyways se você ta lendo isso eu quero te dar um beijo e te desejar uma boa leitura. Enjoy!

Capítulo 1 - Love is you -Capítulo Único-


Fanfic / Fanfiction Só mais um pouco... - Capítulo 1 - Love is you -Capítulo Único-

  I Ato. Vínculo

 

A brisa agradável, balançava os emaranhados cabelos meio ruivos… O cheiro de rosas invadia o belo campo verde. Haviam muitas pessoas de pé em frente aos enfileirados bancos floridos.

 

  -Nervoso? -George sussura para Paul.

  -Se eu dissesse que não, estaria mentindo -O noivo responde entre os dentes suando.

 

  Ao fundo uma silhueta aparece se aproximando. Um belo homem de cabelos longos e ondulados, fios cor de brasa, os prateados óculos com a armação fina e lentes levemente amareladas de formato redondo escondendo os majestosos olhos cor avelã, acompanhando tudo um nariz aquilino e um sorriso pintando covinhas. Deus, como John estava lindo. Usando um terno branco e segurando um buquê com rosas e margaridas da mesma cor (decidi deixar ele de branco porque eu amo a capa do Abbey Road).

  Macca abriu um grande e gracioso sorriso, seus olhos brilhavam aguados e suas bochechas vermelhas de ansiedade.

 

  Obviamente o mesmo não ficava para trás no quesito beleza, com certeza estava radiante. Manteve a barba e deixou o cabelo tomar um pouco mais de volume. Usando um terno preto que realçava ainda mais seus olhos, uma verdadeira obra-prima para não dizer muito.

  Resumindo para ficar mais clara a visualização, imaginem Paul da época rooftop concert e o John da época do Imagine (cabelo médio e sem barba) usando a roupa do Abbey Road. Sim eu sei, um casal deslumbrante. E diante deles estão: diversos amigos, familiares, o padre, e especialmente Harrison como padrinho de McCartney.

  Para completar Ringo como padrinho do meio ruivo, o acompanhando até o altar.

 

  Quando finalmente chegam, o de olhos azuis dá um leve afago orgulhoso no ombro do noivo e se posiciona ao lado do padre de frente aos dois pombinhos, observando o olhar emocionado de George na mesma posição só que, do lado oposto.

  Lennon entrega o buquê para Starr e se põe a prontamente segurar as quentes mãos do amado.

 

  E lá se viam hipnotizados um pelo outro, paralisados com tamanha emoção. John e Paul não conseguindo desafixar seus olhares até o padre finalmente começar a oração:

  -Boa tarde a todos e sejam muito bem-vindos, hoje nós estamos em festa, agradeço desde já aos noivos por me concederem a honra de realizar esse sonho de vocês, nós viemos celebrar a força desses dois unidos e o amor. -O padre volta seu olhar para os noivos- Com isso quero dizer, a união de um casal por amor representa a conjunção de todas as seguintes palavras: Carinho, companheirismo, compaixão, respeito e lealdade, mas além da lealdade existe um sentimento que vai fazer com que o amor de vocês perdure, que é a admiração. Admirem-se nas suas qualidades e falhas, já que não existirá um casal se não houver respeito mútuo e admiração, admiração por suas qualidades, respeito por suas falhas. Pois o amor, bem... Ele entende que todos nós somos perfeitos, cada um com sua maneira, cada um na sua forma como o universo lhes concedeu. O amor é a forma sublime da entrega do corpo, da alma e do coração. Por isso num ato de concretizar a admiração peço a vocês um verdadeiro abraço. -O padre Mckenzie finaliza indicando aos noivos o que fazer.

  O meio ruivo e o moreno se abraçam com carinho e pura admiração, lágrimas no rosto e sendo embolsados com palmas dos alí presentes. Céus! Como seus vínculos eram fortes e graciosos. Seguiram mais alguns segundos usufruindo das sensações, até se separarem e voltarem suas direções ao padre, dando vez ao mesmo poder continuar:

  O meio ruivo e o moreno se abraçam com carinho e pura admiração, lágrimas no rosto e sendo embolsados com palmas dos alí presentes. Nossa! Como seus vínculos eram fortes e graciosos. Seguiram mais alguns segundos usufruindo das sensações, até se separarem e voltarem seus olhares ao padre, dando vez ao mesmo poder continuar:

George e Ringo pegam do altar uma taça com a mais pura e transparente água e entregam para os noivos.

  O padre segue dizendo:

  -Porque é assim que devemos celebrar o amor e a alma de vocês: Transparente e necessária para a vida! Podem brindar e beber um gole cada um. -Os dois viram um para o outro, dão um gole e trocam suas taças, em uma leve e carinhosa ação eles encostam-às, provocando um “tim” concretizando o brinde. Logo após (ainda um virado para o outro), levam o líquido para a boca, com muito gosto e paixão engolem a bebida que outrora o outro bebera.-   Assim entendemos que, temos um pouquinho de um no outro, um pouquinho de Paul em John e um pouquinho de John em Paul. Que seus olhos sejam espelhos da alma e que essas almas sejam entrelaçadas agora com as ligações do infinito.- Os padrinhos secam as lágrimas e pegam as taças as colocando de volta no altar.- E agora sim! Em nome de todos vocês, de todos os presentes, daqueles que não estão aqui por algum motivo, em nome daqueles que estão em nossos corações. Eu desejo o reforço de todos esses sentimentos com muita paz, harmonia, principalmente saúde mental e espiritual.

 

   Mckenzie faz uma pausa, suspira fundo e prossegue: 

-“Nós fazemos parte desse dia tão especial...” -Todos repetem- “Portanto, pedimos que Deus/O universo (fica a seu critério) abençõe essa união com sabedoria…”- Seguem repetindo - “Respeito, Dignidade e Amor.”

  Os convidados voltam a se sentar e Richie seca novamente seus inchados olhos percebendo Harrison fazer o mesmo do outro lado.

 

  -É por livre e espontânea vontade que você, James Paul McCartney aceita John Winston Lennon como seu legítimo esposo?

  -Aceito! - O de olhos esverdeados respondeu quase em um pulo.

  -John Winston Lennon é por livre e espontânea vontade que você aceita James Paul McCartney como seu legítimo esposo?

  -Com certeza eu aceito! - Seus olhos avelã brilhavam com a afirmação.

 

  Após todo esse falatório chegou ao momento do belo casal prestar seus votos. O primeiro a se declarar foi Paul:

 -Me pergunto todos os dias, alguma vez eu te peguei em meus braços, te olhei nos olhos, te disse que eu me importo? Alguma vez eu abri meu coração e deixei você olhar o que havia dentro? Bem, Se eu nunca fiz isso, eu estava apenas esperando por um momento melhor que não veio, nunca poderia haver um momento melhor do que este. Como um cisne que está planando sobre o oceano ou um Deus que está andando sobre suas costas. Quão calma a água e brilhante o arco-íris podem representar, e pode ser que este cisne um dia desapareça. Mas isso não me impede de dizer que você é meu, deus, eu te agradeci pelo sorriso? Alguma vez eu bati na sua porta e tentei entrar? Se eu nunca fiz isso, eu estava apenas esperando por um momento melhor que não veio, e repito, nunca poderia haver um momento melhor do que este. E que oportunidades nós permitimos que fluíssem, querendo que o tempo não estivesse certo? Como a água calma, seus olhos brilhantes como os arco-íris, você sempre vai ser meu único amor. E tenho certeza que não, você não precisa de nenhuma dessas afirmações para saber que eu te amo... ¹-O noivo barbado finaliza secando as lágrimas por trás dos óculos do meio ruivo.

 

Agora era a vez de John:

-Nossa vida, é tão preciosa. Juntos, nós crescemos. Embora nosso amor seja especial, nos conhecendo, sei que vamos nos arriscar e voar a sós para algum lugar. Faz tanto tempo desde que nós aproveitamos o tempo sem nenhuma pessoa para culpar, sim eu sei que o tempo voa tão rápido… Mas quando eu te vejo, querido… É como se estivéssemos nos apaixonando novamente. Como se tudo começasse de novo, todos os dias, nós tornamos isto o amor, eu sei mas… E agora podemos finalmente fazer o amor agradável e facilmente concreto. Finalmente chegou a hora de abrir nossas asas e voar. Por favor, não deixe outro dia passar. Podemos eventualmente nos separar fisicamente, mas nós estaremos juntos por nossa conta de novo, como nós sempre fazíamos antigamente. Bem, querido. Faz tanto tempo desde que nós aproveitamos o tempo e nossas vidas. E concluo que essa é a nova chance de voar para algum lugar mais alto e começar de novo. Resumindo, eu te amo e quero começar essa nova etapa da minha vida para sempre com você...²

 

  Os dois com lágrimas nos olhos se abraçam sorrindo, e são recebidos novamente por aplausos.

  Logo após desfazerem o abraço e se acalmarem, ambos percebem que já chegavam a reta final do casamento. Assim eles olham para George que os responde com um olhar travesso.

  “Tá faltando alguma coisa né?” O esbelto padrinho sai do lado do padre e para em frente aos noivos, olhando para a platéia que dava risadas e em uma expressão brincalhona conclui: “Aé! As alianças!”. Se ajoelha levando a almofada com anéis acima de sua cabeça indicando para os pretendidos finalmente começarem a tão desejada troca de alianças.

 

  Macca e Johnny pegam os anéis e entregam ao padre. O mesmo as coloca na palma das mãos as afortunando e enviando vibrações boas. Quando termina entrega ao moreno de olhos inchados:

 

  -John, recebo essa aliança, em sinal do meu amor, da minha fidelidade, eu te amo. - O barbado pega a mão esquerda do amado, coloca a aliança no dedo anelar e conclui com um delicado beijo no mesmo.

 

  O padre agora entrega o anel ao de óculos redondos. Lennon as pega, e repete o que o outro fizera:

 

    -Paull, recebo essa aliança, em sinal do meu amor, da minha fidelidade, eu te amo. -O meio ruivo pega a mão esquerda de Macca, coloca o anel no dedo anelar e desfere um beijo tão delicado quanto o que recebera.

 

  Os dois se viraram novamente ao padre ainda de mãos dadas. O mesmo seguiu falando:

  -Além de realizar este sonho de forma material, nós realizamos também com o coração, com a alma, com nosso espírito e certamente com nós mesmos. Para vocês lembrarem de que o que vocês estão sentindo no momento é preciso muito força e coragem, imagino que: tanto seus corações quanto corpos estejam agitados e fervendo de emoção. Então, para finalizar, com o poder que a mim foi concedido eu os declaro enfim casados. Maridos, podem se beijar!

 Finalmente completaram a cerimônia e seguiram para a festa.

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  II Ato. Equilíbrio 

  *2 Anos depois do casamento*

  -Amor, olha, eu tava pensando e… -Paul finaliza seu jantar e vira seus olhos para o marido que ainda não havia terminado, sabendo que o assunto era algo meio delicado o mesmo suspira fundo e continua- é realmente muito bom ter você, a Martha, o Salt e a Pepper mas, eu quero mais…

  -Ah! Ainda bem, achava que só eu tava pensando em adotar mais um gato! -O de óculos exclama engolindo a comida.

  -N-não John! To falando de crianças!

  -F-filhos? Tipo, que respiram, choram e fazem cocô? -John sente sua espinha gelar e arregala os olhos.

  -Sim!

  -Você não tá grávido, ta?!

  -Óbvio que não Johnny! Quero dizer... Em adotar… Sabe…?

  -Ahh… Certo… -Lennon morde o beiço e se põe a pensar um pouco, analisando todos os detalhes...- Ah, Macca eu não sei… Você acha mesmo que eu seria um bom pai? Quer dizer, olha para mim! Eu sou tão imprudente quanto aquele bem-intencionado da Arca do Concílio que fez Deus tomar a vida de Ozias!³

  -Primeiro, Você precisa parar de se comparar as obras de Kubrick, segundo, eu também sou inseguro quanto a ter filhos! Nunca tivemos! Mas mesmo assim estou disposto a arriscar e levar a frente o nosso legado! Não vai ser como foi com sua tia, ou como meu pai, vamos ter um ao outro. Estaremos passando por isso juntos John… -Paul pressiona a mão do meio ruivo que finalmente acabou sua refeição.

  -Certo, certo -Seus olhos avelã estavam tão incomodados quanto seus pensamentos- E quanto f-filhos você planeja ter?

  -Sete -Paul exclama em um tom natural limpando a boca com o guardanapo.

  -S-Sete? Tá brincando??

  -Não Johnny! Porque eu brincaria sobre isso? -O mesmo fita os olhos de John em um contexto sério - E qual o problema em ter filhos?

  -O problema não é ter filhos! Se fossem sei lá -John pensa um pouco- Uns dois, tudo bem mas sete? Você vai ficar maluco! Já dá você tendo que cuidar de mim e dos bichos!

  -M-mas, não foi para isso que compramos essa casa grande?? -Macca se via indignado.

  -Então era para isso que você queria uma casa com cinco quartos?

  -Sim! Eu achei que você também quisesse, o que você achou que fosse??

  -Sei lá! Fetiche seu..?

  -Meu deus John… -O moreno leva suas mãos ao rosto claramente chateado.

  Johnny sentiu seu coração apertar, não gostava de magoar o marido, mas… Sete filhos? Tipo, até quatro já seria impossível, imagine só, um time de futebol! Deus e agora? John com certeza tinha traumas de progenitores ruins, e com certeza tinha medo de repetir-los. O mesmo fechou os olhos e respirou bem fundo pensando: “Se… Nós somos os mesmos e vivemos como os nossos pais… Eu posso tentar, talvez, mudar essa linhagem? E se… Com o Paul... Talvez eu consiga?” abriu os olhos e rapidamente respondeu para não se arrepender:

  -Tá bom.

  -T-tá bom? O que tá bom? -McCartney tira as mãos do rosto lentamente revelando seu olhar triste.

  -A gente pode ter filhos… Mas um de cada vez, tipo, a gente adota um, passa um tempo, adota outro e por aí vai até o sétimo.

  -S-sétimo? John  então, você realmente…-Paul respondia até ser interrompido.

  -Sim, se você está disposto a seguir essa nova etapa comigo, eu tenho até cem filhos com você.

 

  Com a declaração o moreno se levanta, com isso o meio ruivo também e os dois se abraçam, Paulie estava orgulhoso de ouvir isso do marido, sentiu-se amado. Isso até o momento ser interrompido pelo de óculos dizer com a voz abafada pelo tecido da roupa “Só citei os cem filhos para dar ênfase ta? Não tava falando sério não, pelo amor de deus”.

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  A ansiedade tomava conta dos dois homens sentados na sala de espera, enquanto McCartney estava ansioso de alegria, Lennon estava ansioso por conta do peso e responsabilidade de ser pai, a ideia por mais que ele não dissesse ao marido ainda o assolava.

  Suando frio, batendo incessantemente a perna esquerda no chão e passando as mãos pelo cabelo e barba:

  -Será que essa roupa tá muito..-Paul dizia incomodado afrouxando o primeiro botão da camisa.

  -Claro que não amor, você ta perfeito. -John responde prontamente sorrindo.

   

  Os dois dão as mãos, Macca fazendo carinho em círculos com o polegar. Johnny poderia não falar mas o de olhos esverdeados sabia que ele estava nervoso também.

  E assim os dois ainda de mãos dadas observavam a colorida sala de espera enfeitada de milhares de fotos.

  -É um bom fotógrafo sem dúvida -O meio ruivo exclama.

  -Hum?

  John aponta para uma foto com um casal hétero caucasiano beijando um bebê afrodescendente. -Mas eu faria melhor.

  -Johnny! -O moreno dá um safanão leve no ombro do marido.

  -To mentindo? -John pergunta com um olhar confiante.

  -Não mas… Não precisa jogar na cara também né ksks

 

  Até continuariam o diálogo se não fosse por uma mulher não muito alta, pálida e também morena se aproximando do casal:

  -Uh… Senhores Lennon McCartney?

  -Ah s-sim somos nós -O de óculos responde inquieto.

  -O Senhor Brian Epstein vai recebê-los. Por favor me acompanhem. -A sorridente mulher diz seguindo até o corredor.

 

  Os dois se levantam e seguem a moça até uma porta pouco antes do fim do corredor, lá eles entram, se revelando uma sala com um homem de cabelos arrumados todo engomadinho, um pouco mais velho do que os protagonistas, bonito. Sentado em uma poltrona à sua frente uma bela mesa de madeira e mais a frente duas outras poltronas.

 

  Brian com um sorriso sincero no rosto elegantemente estende as mãos indicando aos dois para se sentarem. Os dois o fazem:

  -Senhor McCartney -Epstein estende a mão que logo é apertada por Macca - Senhor Lennon -O mesmo se repete.

  -É um prazer estar aqui senhor Epstein! -Paul diz empolgado.

  -É um prazer ainda maior recebê-los aqui, mas enfim, vamos ao que interessa? 

  Os dois balançam a cabeça, mesmo assim Lennon ainda continua muito angustiado.

  -Bem, senhores, o conselho da família propôs confiar a vocês um garotinho. Sabe, para vocês adotarem.

  Os olhos do Macca se encheram de brilho ao ouvir a frase, seu coração acelerou e um sorriso amável surgiu em seu rosto. Seu sorriso era tão radiante que ofuscou a agonia do sorriso fraco de John. 

  

  -Nascido há pouco mais de 9 meses com os pais não identificados. Apresenta graus de TDAH, mas não se preocupem, é extremamente leve e o garoto é perfeitamente saudável. Seu nome é Julian. - Epstein finalizou abrindo sua gaveta da escrivaninha.

 

  O meio ruivo olhou para Paul. E em coro exclamaram:

  -Julian...!

  Lennon sentiu seus medos irem embora e uma euforia tomar conta de sua mente, ele realmente gostou do nome e da gratificação no olhar do amado, se lembrou do mais importante: Ele não estava sozinho nessa, se ele fizer algo de errado, Paul estará lá para corrigir, se Paul precisar de ajuda ele estará lá para ajudar. De repente a ideia de ser pai não era tão ruim, na verdade até podia se imaginar cuidando de um bebê.

 

  Brian retira algumas pastas fechando a gaveta:

  -Bem, apenas quero lembrar que se mudarem de ideia, vocês tem esse direito... Se tiverem qualquer hesitação devem dizer.

  McCartney e Johnny se entreolharam mais uma vez, estavam convictos de sua decisão.

 

  Brian ao perceber as confiança e firmeza nos olhares do casal segue dizendo - Nós estamos muito felizes pela escolha e coragem, esperamos de verdade que o Julian encontre uma família feliz com vocês. Já que estão dispostos a isso, aqui está! Deixem-me apresentar-lhes Julian.

  Uma foto é tirada das pastas, era de um bebê, branco de cabelos castanho claro e belos olhos avelã.

  -É-é tão bonito! -Paul sorri e abraça John de lado.

  -Nosso Julian, Paul! -John vira seu olhar encontrando com o do marido e desfere um selinho em sua boca.

  -Muito obrigado senhor Epstein!

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  Chegaram em casa, Paul puxa o meio ruivo até o sofá da sala, acaricia os fios brasa, e John observava atentamente seus olhos esverdeados, sorrindo calmamente exclama:

  -Isso é uma loucura, né?

  -Johnny, tem certeza de que você está bem com isso? - O moreno pergunta em um tom preocupado.

  -Claro, por que não teria?

  -Eu te conheço muito bem, e eu percebi o quanto você tava incomodado lá no centro de adoção...

  -Não tem como te enganar né? Sim, eu realmente tava muito nervoso, mas ao ouvir o nome e olhar para a foto do Julian eu senti que era o certo a se fazer, e que você vai estar comigo para me ajudar, então não tem o porque ter medo. E também, o que mais uma criança precisa?

  Paul retira as mãos do cabelo do marido e as leva para o queixo pensativo - Uma família. -Conclui.

  -E o que nós somos? -O meio ruivo finaliza rindo e abraçando (na verdade esmagando) o marido no sofá.

 

  Depois de darem aquele amasso, os dois voltaram a se olhar, Paul pega a foto de Julian do bolso:

  -Ele tem os seus olhos...

  Os dois se encaram e caem na gargalhada.

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  Uma semana se passa desde a confirmação de que nossos protagonistas seriam pais e que em breve receberiam um novo integrante na família.

  Colocaram em prática as reformas nos quartos.

  Quando finalizaram puderam finalmente receber o pequeno Julian em sua casa. Claro, não foi fácil cuidar de um bebê, mas de certa forma até que dava certo, em maior parte por Paul do que por John. Mas ainda sim, dando certo.

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  Passado um ano eles recebem uma ligação de Epstein perguntando se eles não gostariam adotar mais uma criança. Lennon realmente não gostou da ideia de criar mais um bebê já que ele não conseguia nem dar conta do Julian. Mas não era um bebê e sim uma criança mesmo, que já sabia falar e tudo mais. Para pensarem direito os dois pais decidiram marcar um encontro para conhecer a criança. 

  E assim eles conheceram a futura nova integrante da família Lennon McCartney, uma menina de 2 anos chamada Heather, ela era adorável, com cabelos louros e olhos azuis. Seu olhar era solitário e obviamente queria muito ter uma família.

  Os corações derreteram e não se seguraram quanto a decisão de adotar a garotinha.

 

   A adaptação de qualquer criança a um lar nunca é fácil, mas os dois pais conseguiram auxiliá-la nesse quesito. A casa era aconchegante e as noites já não eram mais tão frias e solitárias, Heather agora tinha dois pais para lhe beijar a testa antes de dormir, um irmão mais novo para cuidar e muita alegria e acolhimento. Finalmente as coisas começavam a caminhar da forma mais confortável possível e um equilíbrio finalmente se estabelecia.

 

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    III Ato. Ordem

 

  *Mais alguns anos se passam (13 anos para ser mais exata)*

 

  O despertador tocava. Era mais um dia na casa da família Lennon McCartney.

 

  Paul acorda e se espreguiça soltando um grunhido preguiçoso. Olhou para o lado e lá avistou seu Johnny, dormindo profundamente. Desliga o despertador e se levanta, esticando o corpo e indo em direção ao banheiro.

  Lá ele retira seu pijama, já nu se encaminha até o boxe do chuveiro. Entra, e de canto liga a ducha, sentindo os gélidos pingos molharem seus pés, regulando a torneira, aos poucos conseguia uma temperatura mais quente e agradável. Colocou a mão na água quando sentiu que já estava quente o suficiente, mergulhou seu corpo.

  Pegou o shampoo preso a um suporte na parede. E esparramando todo o viscoso líquido pelos belos fios escuros de cabelo suspirava sentindo suas forças se concentrarem para começar um novo dia.

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  Enquanto isso, outras pessoas acordavam na casa. 

  No quarto na frente do corredor, se via Stella e Mary já se trocando, escovando o cabelo e preparando sua mochila para a escola.

  No outro quarto ao lado, se encontra o jovem Julian fazendo hora na cama, se esfregando contra os cobertores tentando dormir “mais 5 minutinhos”.

  E logo no quarto a frente do de Julian estavam as duas crianças mais jovens. O pequeno James de apenas 6 meses que ainda não havia acordado e o outro pequeno, Sean de 2 anos que tentava a todo custo escapar das grades se mexendo no berço.

  Por último, no quarto vizinho se encontrava Heather, a irmã mais velha saindo do banho.

 

  Voltando a suíte do casal, o meio ruivo ainda dormia tranquilamente enquanto o moreno barbado se trocava. Com muito cuidado pousava as mudas de roupa em cima da cama aos pés do marido ainda adormecido. Macca cuidadosamente pega a camisa branca de botão que estava na cama e a veste, fechando os botões e logo se põe a tentar pegar a calça jeans preta que estava também em cima dos cobertores porém mais longe das pernas meio ruivas, conseguiu sem causar movimentações indicando o contínuo adormecer de John. Se encaminha até o espelho de corpo inteiro e lá analisa seu visual, estava bom ao seu ver, apenas precisava arrumar o cabelo, então passa os dedos arrumando os volumosos fios negros finalmente os ajeitando de uma forma satisfatória.

  Sai do quarto fechando a porta de forma quase inaudível e segue descendo as escadas, chegando no andar de baixo entra na cozinha e lá começa a preparar o café da manhã para a família (pelo menos o que cada um iria beber).

 

  O de olhos esverdeados cantarolava algo baixo enquanto fervia a água, mas acabou interrompido ao perceber passos leves passando pela porta da cozinha, eram as duas irmãs do meio, de 6 e 8 anos, Stella e Mary, já vestidas com o uniforme da escola:

  -Bom dia papai -As duas dizem em coro com uma voz sonolenta.

  -Bom dia queridas! Dormiram bem? -Paul diz separando a água em 2 jarras diferentes.

  -Eu sim! -Mary exclama indo até a torradeira e colocando lá duas fatias de pão.

  -Eu demorei um pouquinho mas, dormi bem também -Stella se aproxima do pai percebendo que o mesmo precisava de ajuda

 - Quer que eu pegue a leiteira pai? -Mary exclama também percebendo a mesma coisa que a irmã.

  -Quero sim querida, por favor!

  -Ah, então eu vou pegar as mamadeiras! -Stella conclui.

 

  As jovens seguem até o armário ao lado da geladeira e de lá uma delas tira uma leiteira da parte inferior e a outra tira um par de mamadeiras e bicos.

  -Ah obrigado Mary -Paul agradece pegando a leiteira e lá despeja água colocando-a para ferver.

 

  Stella retira a tampa das duas mamadeiras e rosqueando coloca o bico nelas uma por uma. Quando termina, entrega uma delas ao pai e a outra ela deixa em cima da mesa. A mesma segue até a geladeira e de lá tira um frasco com leite escrito “Banco de Leite Materno - para doar ligue: 3521-9501” coloca o leite na mamadeira que estava em cima da mesa, pega uma panela e coloca aproximadamente 2 xícaras de água, posiciona em uma das bocas do fogão, Paul liga o fogo e mergulha a mamadeira com leite materno, assim ficando em pé cercado pela água. Logo depois ele pega uma das jarras e lá despeja algumas folhas de chá preto. Seguidamente ele prepara um bule, lá posiciona um coador e o completa com pó de café, com tudo posicionado ele despeja a água da jarra restante. E por fim ele pega a outra mamadeira que Stella havia lhe dado a pouco e passa o líquido da leiteira, pega uma lata de leite em pó, a abre pressionando uma colher contra a tampa de metal (sabe aquelas tampas de metal de leite Ninho que você precisa de uma colher para abrir? Essas mesmas) e com a mesma colher joga duas colheradas na mamadeira, fecha a mesma e chacoalha até que o líquido ficar em um branco uniforme. Suspirou aliviado de finalmente terminar o chá, café e os leites. 

  A torradeira rosna saltitando as fatias de pão já prontos, Mary as pega e se senta na mesa, logo começando a passar manteiga.

 

  Stella pega uma banana e se senta ao lado da irmã em seu lugar na mesa. Logo chega Julian (já com 14 anos) e Heather (com 15) conversando sobre um assunto haver com formatura e essas coisas, mas logo cessam a conversa para saudar os que alí estavam:

  -Bom dia familia! -Heather exclama.

  -Morning! -Julian exclama junto.

  -Heather, Jules! Bom dia queridos, desculpa mas… Aproveitando que vocês estão aqui vocês podem ir buscar o Sean e o James, por favor? -Macca pergunta solicitamente.

  -Ah claro! Hey Jules, você pega o Sean? -A garota responde, logo virando para o irmão.

  -Sim pode ser. -Os dois voltam a subir a escada sumindo de vista. (Coitados, mal chegaram e já tem que voltar)

  O de olhos esverdeados se senta junto às filhas em seu lugar na mesa, pega uma banana, a descasca e corta em rodelas, depois saca duas fatias de pão gelado mesmo e coloca as rodelas entre elas (sanduíche vegetariano). Serve uma xícara de chá para as duas meninas e uma para si.

 

  Após um minuto, o meio ruivo aparece com uma cara sonolenta e bocejando, coçando os olhos por trás das lentes redondas. Com sua falta de educação característica, nem olha para os seres sentados na mesa indo direto até o bule, pega sua caneca e preenche com café, coloca em cima da mesa ao lado de Paul, que o fita com um olhar de desaprovação:

  -Que foi? -John pergunta confuso.

  -Bom dia né -O barbado exclama entre os dentes em um tom irônico.

  -Ah -O de óculos relincha- Bom dia -diz dando de ombros indo até o armário acima do balcão.

  De lá ele tira uma tigela e abrindo a dispensa ele pega uma caixa de corn flakes, joga uma certa quantidade na tigela e logo guarda a caixa de volta na dispensa. Vai até a pia e abre a gaveta dos talheres, empunha uma colher, fecha a gaveta e finalmente se senta à mesa.

 

  Lennon desfere um beijo na bochecha do marido e repara na falta dos outros 4 filhos na mesa, olha em dúvida mas logo é respondido por Stella finalizando sua banana “A Heather e o Jules foram buscar o James e o Sean”, o mesmo arquea as sobrancelhas:

  -Como sempre, Stella super atenta!

  -Ei! Eu também sou atenta -Mary exclama indignada.

  John começa a rir- Vocês duas Mary, vocês duas kkk -Finaliza bebendo um gole do café.

  

  Os filhos mais velhos finalmente aparecem com os mais novos, deixando Sean no cadeirão e James no colo de John, Heather e Julian se sentam à mesa tomando café, Julian esquenta mais duas fatias de pão e assim como Mary, passa manteiga, e Heather decide comer uma tigela de iogurte com granola.

 

  Paul entrega a mamadeira com leite materno para o marido e deixa a outra com leite de vaca com Sean.

 

  -Uh...Pais, como vocês sabiam o que queriam fazer como profissão? -Julian pergunta dando mais uma mordida no sanduíche de manteiga.

  -Ah, quando você sente que é bom de verdade em alguma coisa -O meio ruivo responde.

  -Porque Jules? Você já sabe o que quer ser? -Paul pergunta.

  -Ah, é que eu to em dúvida sabe…

  -Com o que? -Heather exclama perguntando.

  -Bem, é que eu gosto de música, mas também gosto de fotografia.

  -Ahhh, faz assim, como ainda tem tempo, vai desenvolvendo as duas coisas e o que você ficar melhor você segue como carreira. -Paul responde.

  -Ah ok, vou fazer isso então!

  -E você Heather? Já sabe o que quer ser? -John diz após engolir os flocos.

  -Eu não sei exatamente, mas quero mexer com arte sabe, tipo artesanato ou cerâmica, sei lá alguma coisa assim. - A loira mais velha responde.

  -Jura? Que foda! Enquanto isso eu aqui todo perdido ksks -Julian responde mas logo recebe uma cotovelada da irmã sussurrando debochada um “até parece”.

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  O dia seguiu normal, Sean e James foram deixados na creche, Stella, Mary, Julian e Heather no colégio. John e Paul tiveram um dia normal no LIPA, ao fim do expediente saíram com Ringo e George (que agora também eram pais) para beber um pouco e jogar conversa fora. (Enquanto isso os filhos voltaram de ônibus escolar e foram buscar os mais novos, cuidando deles até o pais chegarem)

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  Já de noite Paul se joga na cama exausto, John se senta ao lado do marido e começa a ler um livro que trazia consigo. 

 

 

  -Obrigado -John exclama repentinamente tirando seus olhos do livro e os levando até os esverdeados do amado.

  -Pelo o que? -Macca encontra seu olhar com o de Johnny.

  -Por me dar a vida que eu tenho, por me amar todos os dias e nunca ter me abandonado… Por você ser você. -Lennon guarda o livro no criado mudo, tira os óculos e os deixa ao lado do abajur.

  -Amor, eu que te agradeço por você ser você, por confiar em mim e por me dar todas as chances e motivos do mundo para te amar.

  O meio ruivo se deita de frente ao moreno. E lá sentindo suas respirações e o silêncio falarem mais do que tudo, as mãos de John se põem a desenhar círculos nas grandes e rosadas bochechas barbudas, com essa ação as mãos de Paul começam a acariciar os cabelos cor brasa. Os olhares se fitando apaixonados, como se fosse a primeira vez. Como se mesmo em silêncio dissessem “eu te amo” um ao outro. Um beijo carinhoso e puro é trocado, com os finos e os carnudos lábios se roçando de forma suave e lenta, eles não precisavam se apressar, afinal, com aqueles dois era como se o tempo nunca tivesse passado e nunca passasse.

  Mesmo assim, infelizmente as fotos dizem o contrário, malditas fossem as obras de Lennon para provar que suas sensações estavam equivocadas, sim John, o tempo passara e de forma graciosa.

  Mas o amor dos dois era infinito demais para que o cronos limitassem-os. As fotos, sim, ao mesmo tempo que eram uma maldição também eram uma benção, são uma prova de o quanto a vida passa e um lembrete de que o amor não envelhece, no caso de Lennon-McCartney ou McLennon ele apenas é e será eterno. Isso mesmo, um amor eterno.

  

  

  As sensações são trocadas, os olhos voltam a se fitar, os lábios se separam, mas os corpos se unem. Aos poucos os músculos vão relaxando entrelaçados, os abajures são apagados, as cobertas são puxadas, as cabeças novamente reposicionadas para mais conforto, uma sensação unânime de paz e sossego é sentida, e uma última noção da passagem do tempo é notada, tudo estava em ordem, em paz e em harmonia, finalmente podiam descansar.

 

 

 

-Boa noite John…

 

-Boa noite Paul...

 

 

 

 


Notas Finais


IRRAAA, agora sim! Arrumei a maior parte dos meus erros ridículos. Espero que a mensagem tenha sido passa de forma mais clara e menos retrógradas, e que não tenha ficado muito meloso esse final. Demorou muito mesmo para eu escrever :V

Votos do Paul¹: Tirei da letra de "This One"
Votos do John²: Tirei da letra de "Starting Over"
"tão imprudente quanto aquele bem-intencionado da Arca do Concílio que fez Deus tomar a vida de Ozias!"³ : Frase tirada do livro "Kubrick - de Olhos Bem Abertos"

Inspirações para essa one:
A fic de @NicolePavao_ "O plano perfeito" https://www.spiritfanfiction.com/historia/o-plano-perfeito-18134235
O discurso do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=gEXH9vAt2dg
A cena da adoção do filme: He Even Has Your Eyes.

OK OK OBRIGADA POR LER, SE VOCÊ NÃO LEU E SE INTERESSOU PELA FIC ANTECESSORA A ESSA ONE TA AQUI: https://www.spiritfanfiction.com/historia/so-mais-uma-foto-18735138

~É isso e se cuide! Beijos!


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