História Só mais uma vida qualquer - Capítulo 10


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Depressão, Dor, Esperança, Máfia, Prostituição, Suícidio
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Palavras 2.257
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Hentai, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Demorei muito eu sei, mas enfim terminei. Espero que gostem e eu já postei minha nova fic se alguém se interessar.

Capítulo 10 - Era para ser apenas uma festa


Fanfic / Fanfiction Só mais uma vida qualquer - Capítulo 10 - Era para ser apenas uma festa

Shopping Centraly – NY, 4:30 a.m.

“Na vida nem todo mundo tem o que quer e ainda assim aqueles que tem, sempre procuram algo a mais. Enquanto muitos não tem nada outros tem até demais e há ainda aqueles que mesmo não tendo nada querem conseguir tudo de qualquer jeito".

Esse era com certeza o meu pensamento ao olhar para a cena mais repetitiva e ridícula que eu presencio por durante meus dezessete anos: Vanessa fazia birra tentando insistentemente convencer Loushan a comprar dois pares de óculos extremamente caros para ela.

– Eu já disse que não, cadela – Lou quase gritava com ela, tentando sair de seus braços.

“Era muito raro vê-lo falar palavras de baixo calão, não era do seu feitio tal ato, mas acho que com Vanessa ao seu lado isso se tornava suscetível”.

Ele pegou os óculos da mão dela e os devolveu para o atendente, depois pegou ela pelo braço e começou a puxá-la para fora da loja.

– Tudo certo então? Para onde agora? – Foi perguntando talvez pra sair de perto da loja o quanto antes.

– Eu estou com fome – Disse Mel – Sim, de novo Loushan – Falou antes do garoto a repreendê-la e revirou os olhos.

– Burguer King – Quis fazer uma sugestão, mas acho que acabei impondo minha escolha.

Partimos para a praça de alimentação, Mel e Loushan foram fazer os pedidos enquanto eu e Vanessa fomos encontrar um lugar para sentar.

– Percebeu? – Ela perguntou de repente, eu sabia ao que ela se referia, mas resolvi me fazer de desentendida.

– O que? – Respondi com outra pergunta.

– Não se faça de sonsa – Vendo que eu não ia ceder, continuou – O clima entre eles, caralho. Acha que ficam juntos?

– Ah não sei e não quero saber – Suspirei apoiando os braços na mesa.

– Tomara que sim – Falou animada – Depois de tantas “coisas boas” o Lou se torna o menos pior na vida dela.

– Sabe, não acho que seria bom se eles ficassem juntos. A Melissa está numa fase em que não gosta de se apegar a ninguém, ou seja qualquer relacionamento vindo da parte dela será superficial. Já Loushan, bom, ele não é nem um santo apesar do seu jeito.

– Concordo, Vic, mas entre o Lou e Ele tenho claramente em vista a melhor opção.

Não respondi então nos calamos esperando.

FlashBack On

“Mais uma festa adolescente, jurei pra mim mesma que não iria, aliás seriam as mesmas coisas: bebidas, sexo e drogas. No entanto, aqui estou eu, vomitando que nem uma condenada atrás de um arbusto depois de beber três garrafas de tequila INTEIRAS SOZINHA”

– NOJENTO! – ???

Pelo que eu pouco via parecia ser uma garota gritando com alguém, então ela jogou o líquido do seu copo na cabeça da pessoa e saiu do jardim voltando para a casa. A pessoa que parecia ser um garoto ficou um tempo estático olhando para a casa, seu rosto era neutro pelo que pude perceber o observando a partir da pouca luz que ficava sobre seu rosto, até que um sorriso surgiu em sua face, um sorrio quase que doentio.

De repente ele começou a se mover, mas em vez de entrar pela porta por onde a garota foi, o mesmo foi para os fundos e eu como uma bêbada extremamente curiosa resolvi segui-lo.

Entrou pela cozinha, pegou uma faca não muito grande que estava em cima da mesa e guardou no cós da calça. Em seguida tirou o que parecia ser um pacotinho de drogas, talvez LSD ou GHB, colocou o pó em um copo de vodka com coca, depois chamou um garoto aparentemente bêbado e entregou o copo enquanto sussurrava algo em seu ouvido.

O outro garoto se foi perdendo-se entre a multidão da festa enquanto ele andava em direção as escadas no andar dos quartos.

FlashBack Off

– Tá aqui gente – Falou Mel interrompendo meus pensamentos e colocando a bandeja sobre a mesa.

– Opa! Finalmente! – Vanessa exclamou já pegando seu lanche.

Comemos até não querer mais, depois nos levantamos e fomos terminar de ver os restos das lojas apesar das trinta sacolas que carregávamos.

– E é agora que vem minha parte favorita – Vanessa dava pulinhos de alegria – Loja de lingeries!

– E é aqui que sou liberto – Lou fez cara de alívio colocando as mãos para o alto em forma de rendição.

– Certo, então vamos garotas – Vanessa falou puxando a Mel.

– Valeu, mas dessa vez eu passo – Fui logo dizendo.

– Nem pensar, é inadmissível você perder a parte mais importante do natal.

– Vanessa, comprar calcinha e sutiã de vagabunda pra pegar clamídia em alguma balada meia boca não é nem relevante pro natal – Retruquei.

– Argh sua maria macho do caralho, no dia que você reclamar por que não transa não venha pedir minha ajuda – E se foi com a Mel.

Eu e Loushan fomos ao terraço, eu sentei em um canto do chão enquanto ele pegava um cigarro e acendia.

– Não sabia que seu pai vinha pro natal e ano novo – Puxou o assunto.

– Eu também não, parece que ele tem negócios para resolver aqui.

– Entendo – Respondeu e depois se calou por uns minutos – E como está Mikael? – Finalmente perguntou o que ele queria fazer desde de manhã.

– Ele sai mais – Comecei – Fez dois amigos e … – Continuei – Parou de tomar os remédios – Suspirei me levantando e sentindo a brisa do vento tocar em meu rosto.

– Isso é bom eu acho – Disse um pouco sem jeito – Muito bom.

Victória Off / Loushan On

Ela estava totalmente aérea, alheia a brisa gostosa que passeava por seus cabelos, seus cachos pareciam brincar com o vento, ela era linda mesmo que não fôssemos nada mais que amigos. Talvez o fato de estar tão longe em seus pensamentos fosse por causa das perguntas sobre seu irmão, porém algo me fazia acreditar que tinha algo mais.

– E ela como está? – Finalmente resolvi perguntar. Claro que eu me preocupava com Mikael, mas apesar de todas as mancadas eu ainda me pegava pensando naquela garota cujo eu fiz chorar e ainda assim ficou com uma parte de mim. Necessitava saber como ela estava, se tinha seguido em frente, se melhorara depois que eu sai de sua vida, eram coisas que não saiam da minha mente.

– Indo, eu diria – Ela começou meio receosa – Nunca mais foi a mesma, mas superou, eu acho.

Um breve silêncio se instalou até que nós dois ficássemos à vontade para falar do assunto por completo.

– Lou…

– Vic…

– Pode falar

– Não, tudo bem. Fala você primeiro.

– É que eu não sei como falar sobre isso

– É sobre ela? – Perguntei já sabendo a resposta.

– Sim, mais precisamente sobre o que aconteceu naquele dia, no dia da festa na casa do Lion.

– … – Primeiramente não soube o que dizer, nem por onde começar. Mas só de me lembrar do ocorrido no tão fatídico dia já me fazia ficar com raiva de minha própria pessoa.

– Tudo bem se não quiser falar sobre isso, só estava muito curiosa – Falou vendo que não tive reação.

– O que você quer saber?

– Tudo, eu acho – Dessa vez ela se sentou do meu lado balançando as pernas e pegando o cigarro de minha boca para fumar.

– Bom, primeiro antes de qualquer coisa saiba que falarei a minha e somente minha, versão dos fatos, sobre o que vi e fiz, mas é só o meu lado da história. Se você quer saber o que aconteceu com ela, vai ter que perguntar para a mesma – Ela apenas assentiu com a cabeça "até por que com tanta merda que eu já causei na vida dela, não tenho o direito de falar pela mesma".

FlashBack On

Eram 22:40 e eu estava saindo de casa, naquele tempo eu adorava festas mais do que qualquer coisa então antes mesmo de ir para a casa de Lion eu estava um pouco alto. Chegando lá comecei a me divertir, até que a vi.

– Eu estava procurando minha namorada, mas acho que morri e acordei no céu por que acabo de encontrar um anjo – Sussurrei no ouvido dela com a voz meio grogue.

– Sinto que a sua namorada vai te bater por cantar um anjo como eu, ainda mais com uma cantada de péssimo gosto – Ela respondeu virando-se para mim.

– É só ela não saber, não vai ser eu quem vai contar – Pisquei pra ela que sorriu e me deu um selinho – Acho que você também não – Abracei-a.

– Onde você estava? – Perguntou enlaçando meu pescoço com seus braços.

– Com alguns amigos e William, bebendo – Assim que falei o nome do meu irmão percebi que ela ficou um pouco desconfortável “Eu podia até ser um pouco ciumento, mas tinha certeza que ela me traia com meu irmão, ainda assim me convencia a pensar que era paranoia da minha cabeça”.

– Hum sim – Respondeu brevemente – Vem, vamos dançar – Me puxou pra multidão.

Dançamos bastante, eu estava cansado então resolvemos pegar um pouco mais de bebida e ir para um lugar mais calmo. Subimos as escadas e entramos em um quarto qualquer, eu estava bem bêbado já e a olhava fixamente. Sentamos, ela na cama e eu no chão entre suas pernas com a cabeça sobre sua coxa desnuda. Eu olhava para ela e só pensava em como a amava, como ela me fazia me sentir tão bem de uma maneira extremamente simples, como queria falar com ela a todo momento ou só ter a sua companhia já era suficiente.

Ela se curvou sobre mim e nos beijamos lentamente aproveitando cada centímetro de nossas bocas. De repente estávamos nos agarrando loucamente até que paramos pra tomar folego, olhávamos um para o outro, ela afastou o rosto do meu e olhou para trás, então do nada ela ficou estranha disse que não estava se sentindo bem e precisava ir no banheiro.

– O que foi amor? Tá tudo bem? – Perguntei meio confuso, não sabia se tinha feito algo errado.

– Tá sim meu príncipe, eu só acho que bebi demais – Ela olhou para porta e eu segui seu olhar “pensei que tivesse trancado essa merda, alguém deve ter visto e ela ficou envergonhada, se bem que não é pra tanto, mas sei lá né”

Ela foi, mas não voltava, como não estava a fim de ficar esperando fui pegar uma bebida e também … usei um pouco de Jack Herer, não me deixaria tão alto em outros momentos, mas eu já tinha usado outras drogas mais cedo então fiquei muito leve. Voltei a pensar que tinha feito algo errado, talvez tivesse ido muito rápido afinal mesmo namorando por cinco meses nunca tínhamos ido além dos beijos e amassos.

Passaram-se uns 30 ou 50 minutos e comecei a me preocupar, ela devia passar mal, fui procurá-la. Rodei a casa e não achei-a, comecei a perguntar para as pessoas só que bêbados não prestam muito atenção nas coisas, até que encontrei Arthur mesmo não gostando dele, ele conseguiu me dar informações sobre ela, disse que ela tinha saído com o … aquela pessoa.

Me desesperei, quis correr e gritar ao mesmo tempo, mas minhas pernas ficaram bambas com os entorpecentes e minha boca quase não abria de tão seca, minha cabeça começou a doer e girar. Ainda assim consegui sair da casa e entrar em algum carro, estava bem bêbado, mas depois de alguns minutos finalmente coloquei a chave no carro. Pisei no acelerador, apesar de sair da faixa as vezes, eu estava até que dirigindo muito bem, então pensei nos possíveis lugares para eles estarem, só então lembrei do Black in the White.

Em 15 minutos cheguei lá quase arrancando meus cabelos, quis ir direto para o galpão, mas o Bear, dono da Black, chamou seus seguranças.

– Bear, me de-i-xa entr-ar, po-r fa-vor – Não conseguia lutar contra aqueles dois brutamontes e minha voz estava totalmente embaralhada, estava chorando.

– Desculpa menino Loushan, mas ele é meu patrão. Tenho que cumprir ordens – Falou colocando a mão no meu ombro enquanto os brutamontes seguravam meus braços, eu estava praticamente estendido no chão.

– BE-AR, ELA É MINHA NA-mor- a-a-da – Tentei gritar, mas foi em vão – Por fa-vor, ele-e va-a-i ma-chucá-a-la, não po-sso de-ixar – Me debati tentando me soltar com o rosto inundado de tantas lágrimas. Em algum momento eles afrouxaram o aperto e eu me soltei, tentei correr de novo, mas só cheguei até o terceiro quarto.

– Oras, se não é o Lobinho apaixonado – De primeira não reconheci por causa do seu chapéu que cobria parcialmente seu rosto.

– Tho-mas – Falei quase parando, os brutamontes estavam me alcançando “não tenho tempo pra isso” – Saia da minha frente! – Tentei falar o mais firme possível e passar por ele.

– Uou, opa, opa, calma ai – Falou me segurando – Sinto ter que estragar seus planos, mas tenho ordens para mantê-lo longe – Levantou seu chapéu mostrando seu olhar repugnante de quem estava adorando tudo aquilo.

Tentei desviar dele, no entanto, não deu certo, ele me pegou facilmente já que eu não estava no meu momento de força máxima. Me carregou até a saída dos fundos e me jogou na rua.

– Quando vai aprender hein Loushan? – Thomas falou colocando um cigarro na boca – Devia ter domesticado ela melhor – Senti raiva dele e tentei me levantar – Se eu fosse você não faria isso, está muito bêbado e convenhamos tu é um fracote perto de mim – Olhava para mim encostado na grade da porta.

– Eu nã-ao me im-por-to, te-e-nho que te-en-tar – Quase não saiu minha voz.

– Não, não tem. E nem vai – Então se aproximou de mim, segurou meu pescoço com força me fazendo olhar pra ele – Eu sinto todo o prazer do mundo em ter que fazer isso – Vi ele pegando um canivete, depois disso tudo ficou escuro.

FlashBack Off

 


Notas Finais


Foi isso, não sei o que dizer, mas espero que tenham gostado e continuem lendo até o final.


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