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História Só me deixe entrar. - Capítulo 1


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Notas do Autor


Tudo bem?

O que começa de um jeito não está definido por um gesto.
Um sentimento.
Ou pelos erros.

O que começa de um jeito pode ser o prenúncio do inevitável.
Pode ser o destino pregando uma peça.
Pode ser o destino sussurrando baixinho o sentido do amor!

Resta ouvir.
Apenas ouvir e aceitar!

Hoje a one é para He Tian e Mo Guan Shan.
Porque o que começou como uma brincadeira virou um caso sério!😌

Espero que gostem!
Bjinhos.

Caso queiram ler minhas outras estórias dessa categoria, basta acessarem a tag 'Pequeno Mo', ok? Obrigada!👈😘

P.S: todos os direitos reservados aos autores das imagens que ilustram ambas as capas, ok?

Capítulo 1 - Um caso sério!


Fanfic / Fanfiction Só me deixe entrar. - Capítulo 1 - Um caso sério!

"A ilusão cega."

(Luiz Gasparetto)

 

 

No começo era brincadeira.

Diversão.

Uma perda deliciosa de tempo.

No começo era interessante vislumbrar suas íris calorosas faiscarem furiosas.

Incompreensão. 

Agitação.

Consternação.

Senti-lo disfarçar o nervosismo.

Ou a pele da face assombrosamente ruborizada.

Ah...

Um bálsamo a inundar meu orgulho em farto deleite.

Em rara plenitude e satisfação.

No começo, Mo Guan Shan, era uma cálida ilusão. 

Era inebriante pressentir sua aura arredia me evitar.

Encarar-me com desdém ao mesmo tempo que não saia do lugar.

Que queria me esperar, quando tudo que mais ansiava era correr para longe de mim.

Essa mania que tínhamos de sermos gato e rato nesse labirinto sem fim.

Uma batalha lúdica e colossal de egos.

Era, realmente, uma agradável sina.

E, de repente, tanta estripulia começou a perder a graça.

Tanta indiferença da sua parte contrastando com minha teimosia.

Minha insistência batendo de frente com sua frieza.

Uma merda!

Uma completa merda!

E se no começo era uma brincadeira, agora soava como uma amarga sensação de impotência.

Querer abraçar e não conseguir.

Vê-lo sofrer por alguma razão e não ter coragem para interferir.

Simplesmente perguntar.

Ter a excruciante necessidade de te proteger de qualquer mal.

O peito machucado por sua ausência.

Olhos feridos pela sua silhueta que, pouco a pouco, se distanciava de mim.

Por acaso o sexo não era mais suficiente?

Porque no começo, era embriagante ter o controle do seu delineado corpo.

Meu asfixiante e fascinante universo à parte.

Morder seus lábios finos.

Beijar sua boca.

E deixar minha língua ultrapassar todos os limites do bom senso.

No começo, enfiar-me dentro de você era meu maior prazer.

Meu maior desafio.

E te ver enterrar-se em pranto e constrangimento ao masturbá-lo despudoradamente, levava-me ao paraíso.

Seus gemidos uma melodiosa lascívia.

O canto da sereia.

Ah...

Cada arrepio da sua tez afogueada jogando-me em um abismo profuso.

Por acaso nossa relação nada amistosa não era o bastante?

Mas todas as vezes que essa foda alucinante acabava, tudo se convertia em um condoído e lancinante inferno.

Por que?

Por que ficamos desse jeito?

Vivenciando essa mortal frustração?

No começo, éramos opostos que se detestavam.

Bárbaros disfarçados de homens.

Demônios incorrigíveis e nada civilizados.

Atraídos pelos defeitos um do outro.

Pelas tragédias sórdidas de nossos passados obscuros.

E depois, as migalhas de cada encontro intenso sobre a cama ficaram medíocres.

Insossas. 

Desvanecidas.

Estar com você por algumas míseras horas satisfazendo fantasias e devassidão da carne, tornou-se errado.

Escasso.

Irritante.

Um hediondo pecado.

No começo, o pouco que tínhamos alimentava o âmago. 

Minha sede libidinosa de tocar cada parte de você.

Apertá-lo junto de mim.

Sorver.

Inalar seu afável e fresco perfume de sândalo.

No começo, seu asco não me intimidava.

Não me incomodava.

No começo, tudo isso não passava de uma perversa brincadeira.

Má intenção.

Libertinagem.

Uma maldição!

E agora...

Agora não posso mais viver sem essa loucura.

Sem a esperança de vê-lo caminhar na minha direção e chamar sôfrego pelo meu nome.

Não posso perder essa esperança de que, mesmo sem querer, vai voltar para meus braços.

Minha proteção.

Meu desajeitado zelo.

Mo.

Você se sente assim também?

Querendo me evitar e não podendo disfarçar o ciúme.

Enrubescer violentamente só de pegar a minha mão.

Entrelaçando seus dedos nos meus enquanto goza insanamente sobre mim.

Você se sente como eu?

Perdido.

Confuso.

Deslumbrado até o último fio de cabelo.

Desse jeito?

Desse mesmo jeito?

No começo era uma perniciosa brincadeira.

Um encontro de desiguais.

De dois brigões irremediáveis.

Punho contra punho.

Ápice com ápice.

Socos e ponta pés. 

Inabalável cumplicidade. 

Lealdade.

E vocabulário de baixo-calão.

Veementes xingamentos.

Isso no começo!

Mas e agora?

Perdoe minha sinceridade querido Mo, mas isso virou um caso gravemente sério. 

E é isso que eu quero.

Um caso sério! 

.

Parecia certo observar seu semblante mudar de susto para medo.

Raiva.

Aceitação.

E uma maldita resiliência.

Uma mistura de infinitos sentimentos perpassando seus olhos amendoados.

E isso...

Ah!

Era tão divertido.

Era tão obscenamente divertido que passou a doer na minha alma.

No tempo que demorava a passar conforme minha vontade de você aumentava vertiginosamente. 

E tudo foi ruindo.

Destruindo minha resistência.

Essa droga de descaso.

De desapego.

Foi então que tanto desprezo virou carinho.

Que menosprezo virou saudade.

Que meu auto-controle virou desespero.

Audácia.

Possessão.

Vício. 

E tudo foi ruindo.

Ruindo quando concebi que você me queria também. 

Que me procurava aflito em meio a multidão.

Inquieto pela minha atenção.

Adoração.

Tesão.

Ruindo!

A cada esboço de sorriso que me dava.

Cada sussurro no meio da madrugada.

Seus pedidos por mais!

Implorando por um pouco mais de mim.

Por nossa fusão enlouquecedora.

Por nossas essências misturadas e incrustadas no cerne.

No coração!

No coração!

Ruindo.

Ruindo quando vi sua paixão por mim refletir minha própria miséria.

Minhas próprias emoções fluírem descontroladas só de pensar em você.

No coração!

No coração!

E meu mundo se despedaçou irreversivelmente. 

A verdade gritou.

E bateu forte nas nossas vans frivolidades e sandices.

Você se sente assim?

Que bobagem!

Claro que sim.

Se é tão tolo e desequilibrado quanto eu!

-Pequeno Mo... - com a palma sob seu queixo o obriguei a me confrontar. Tão cabisbaixo, trêmulo e covarde, tão encantadoramente sedutor que me senti estremecer de excitação. - eu te amo!

Você sente?

Consegue apreciar tamanho milagre?

E quando finalmente decidiu me olhar, tudo que consegui foi ter a absoluta certeza do meu inescrupuloso destino.

Apaixonado!

Eu estava incondicionalmente apaixonado por este insensível bastardo idiota.

Os lábios desse garoto difícil sacudiam em espasmos contínuos.

E as lágrimas cintilantes deslizavam melindrosas pela beleza sinuosa de seus lindos traços.

Brilhavam sobre as bochechas macias e que tanto me acalmavam acariciar.

Uma terna miragem.

-Eu te amo... - ciciei, novamente, ao me inclinar sobre ele e mordiscar o lóbulo da sua orelha. - Só me deixe entrar, meu pequeno Mo, por favor!

-He Tian... filho da puta! Isso é injusto. - murmurou, agarrado na minha jaqueta. - Isso é tão injusto. - choramingou rendido e absorto em irrestritas sensações.

Por favor!

Só me deixe entrar;

Na sua vida.

Em cada ínfimo temor.

Ou descomplicada e genuína alegria.

Deixe-me entrar no seu corpo.

No seu espírito. 

No seu coração, do mesmo jeito que já entrou no meu.

Só me deixe entrar.

O resto a gente decide depois.

Por favor!

.

.

No começo era brincadeira.

Diversão.

Uma perda deliciosa de tempo.

No começo era interessante vislumbrar suas íris calorosas faiscarem furiosas.

Incompreensão. 

Agitação.

Consternação.

Senti-lo disfarçar o nervosismo.

Ou a pele da face assombrosamente ruborizada.

Ah...

No começo era tudo um nada.

E agora?

Agora é nosso tudo.

Pequeno Mo...

Só me deixe entrar. 

Porque é isso que eu quero;

Um caso muito sério de amor!

Apenas aceite...

Apenas aceite.

Por favor!

 

 

 

 

 

"A única verdade é a realidade."

(Aristóteles)

 

 

 

 

 

FIM

 

 


Notas Finais


Obrigada para você que leu.
Caso queira comentar, ficarei feliz.

Possíveis erros serão corrigidos posteriormente, ok?

Bjinhos.


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