História Só não desista de nós - Capítulo 36


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Alicia, Christopher, Clivenford's, Esperança, Karen, Troy
Visualizações 24
Palavras 1.610
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Espero que gostem!

Capítulo 36 - Eu amo-o, mas não é por isso que ele pode me xingar


Fanfic / Fanfiction Só não desista de nós - Capítulo 36 - Eu amo-o, mas não é por isso que ele pode me xingar

Karen Martin- ON

Fiquei surpresa ao receber uma ligação do Troy no qual estava me convidando para um barzinho que tinha perto da casa dele. Decidi ficar uns dias na minha casa porque já estava me sentindo muito incomodada na casa do Troy. Depois que eu desliguei o telefone fui tomar uma ducha para poder me encontrar com ele. Sai do chuveiro e peguei um macacão de calor simples e uma sandália simples. Fiz um coque no meu cabelo, peguei uma bolsa e sai do meu apartamento. Quando cheguei na esquina que combinei com o Troy, eu avistei-o encostado num poste me esperando. Ele usava uma bermuda vermelha, uma regata branca e seu chinelo que usava para ficar em casa. Me aproximei devagar para eu conseguir dar um susto nele.

Coloquei as minhas mãos nos seus olhos e esperei que ele adivinhasse quem era.

- Karen eu sei que é você – Disse ele alisando às minhas mãos – Suas mãos são muito macias para eu não adivinhar...

- A não tem graça – Fiz uma cara de brava assim que ele se virou e cruzei os braços – Esperava que você se assustasse...

Ele abriu um sorriso e me deu um selinho.

- Melhorou? – Perguntou ele.

- Podia ser melhor. – Fiz cara de deboche.

Troy passou os braços pela minha cintura e me puxou para perto dele colocando nossos lábios.

Só paramos quando o celular dele não parou de tocar.

- Quem é? – Perguntei quando ele olhou na tela.

- Christopher – Falou ele guardando o celular no bolso – Quer saber aonde estávamos.

- Melhor irmos – Falei fazendo um sorriso triste – Vai que ele venha nos buscar de cabo de vassoura!

Nós dois rimos e fomos para o bar.

Quando chegamos lá avistei os meninos, Alicia e suas amigas. Troy tinha ocultado a parte que tinha muitas pessoas ali além dele e do Chris. Cumprimentei todos e fui pegar uma cadeira para me sentar ao lado do Troy. Tinha 4 garrafas de whisky em cima da mesa e 2 de Bourbon. Todos ficaram quietos quando eu cheguei, inclusive o Troy. A Alicia olhou para a cara de todo mundo brava e começou a bufar.

- Podem voltar a fazer as mesmas coisas que vocês estavam fazendo antes da Karen chegar – Falou Alicia alto – Ou estão com medo agora?

- O que aconteceu antes de eu chegar? – Perguntei cruzando os braços e encarando o Troy que nem sequer olhava para mim.

- Estavam todos os MENINOS rindo – Ela disse – Até eu dizer que era injusto você não estar aqui. E então eles ficaram assim – Alicia encarou todos os meninos, inclusive o Christopher, brava – Sem dizer nadar!

- Estávamos falando da festa – Jake olhou-a sério – E a Karen estava lá!

Me encostei na cadeira e fiquei quieta. O assunto foi surgindo aos poucos mais eu e a Alicia ficamos caladas.

- Você está bem? – Perguntou Troy me olhando.

- Estou ótima! – Falei irônica.

- Karen...

- Troy, fica de boa – Falei – Pode voltar a beber que eu estou bem.

- Certeza?

Assenti com a cabeça e voltei a olhar para frente.

Alicia Morgan- ON

Com a Karen aqui estava muito melhor, agora eu tinha CERTEZA de que o Troy não iria fazer nada de absurdo ou louco que fosse magoar ela. Christopher também estava rindo como todos e nem sequer se preocupou comigo, isso é bom porque o mundo dele não ficava virando só em torno de mim.

- Mark? – Gritou Esther.

Arregalei os olhos e gelei. Todos olharam para saber quem era o cara que a Esther tinha corrido para dar um abraço. Não mexi minha cabeça. Não me virei para saber quem era. Fiquei parada olhando para a Karen que deve ter intendido o que estava acontecendo. Meu celular tocou e vi que era uma mensagem.

“Você pegou ele também? –K”.

Olhei para a Karen e assenti lentamente com a cabeça. Ela fez uma cara de espanto e colocou a mão na boca.

- Quero que conheça meus amigos – Ouvi Esther falando para ele – Venha!

Coloquei a mão no meu rosto e abaixei a cabeça. Ouvi todos cumprimentando o Mark e o convidando para se juntar a gente. Pô, o cara tinha que ir embora, será que é complicado intender isso?

Tirei as mãos do meu rosto e peguei o meu Bourbon.

- Você nunca se cansa de beber Bourbon? – Perguntou alguém.

Todos olharam para mim e eu olhei para Mark. Ele estava me olhando de braços cruzados e Esther encarava nós dois.

- Quanto tempo Alicia. – Disse ele.

Abri um sorriso tenso e voltei a beber.

- Da onde vocês se conhecem? – Perguntou Esther.

Olhei para o Mark e ele me olhou.

- O Mark trabalha aqui e é ele que sempre me atende – Quebrei o silêncio e parece que aquilo tranquilizou todos, inclusive o Christopher – Ele sabe que eu AMO Bourbon!

- Vocês nunca ficaram né? – Perguntou Esther, de novo.

Coloquei as mãos no rosto de novo para esconder a minha cara de vergonha. Se eu soubesse que todos os caras que eu encontrasse na rua, no shopping, ou em qualquer lugar seriam aqueles que eu beijei ou dormi, juro que não teria feito nada de errado.

Mark deve ter percebido o clima pesado e decidiu ir embora. Esther combinou para ele busca-la na casa de Angel assim que ela ligasse. Assim que eu tirei as mãos do rosto, de novo, todos me encararam. O Chris estava com uma expressão triste e tensa, porque sabia que eu tinha vacilado e o que ele estava fazendo comigo era uma coisa muito dolorosa de suportar. Olhei no meu relógio e vi que era quase 5:30 p.m e eu queria ir embora.

- Vou embora – Deixei o meu dinheiro em cima da mesa – Vejo todos vocês na segunda.

- Eu te levo – Christopher pegou no meu braço forte – Vamos ter uma conversa!

Olhei para ele que me soltou e seguimos para o teu carro. Ficamos em silêncio o caminho todo, quando eu tentava beijá-lo ele virava o rosto ou dizia “Estou dirigindo”, só para minha boca não encostar na dele. Chris parou na porta do meu prédio e ficou em silêncio. Eu olhava para a rua deserta que eu morava e para um bar que tinha um monte de bêbados virando a esquina.

- Você dormiu com ele? – Ouvi ele perguntar.

Senti o Chris me olhar mas continuei olhando para a frente.

- Alicia – Ele me chamou – Você dormiu com ele?

- Por que você quer saber? – Perguntei ainda olhando para a rua.

- Você dormiu com ele? – Perguntou Christopher de novo.

- Para que você quer saber uma coisa que vai te machucar Christopher? – Perguntei gritando e olhando para ele – Você pode me dizer o quanto quiser que não sente nada, pode me falar que já passou por isso, mas eu sei que não. Sei que quando você vê o Troy me olhando tu sabes que ele ainda quer alguma coisa comigo e isso te deixa triste. Quando você ficou sabendo do Darren ti ficou mais triste do que o comum – Senti meus olhos cheios de lágrimas – Quando você viu a tua casa uma baderna e ouviu eu dizer “Fiz da tua casa um motel” sei que ficou triste também. Pode me dizer o quanto quiser que está tudo bem, mas eu sei que não está!

- Você dormiu com ele – Christopher repetiu a mesma coisa – Não foi?

Fiquei olhando para ele até sentir a primeira lágrima despencar do meu olho direito. E a segunda do esquerdo. E a terceira no direito. Abaixei a cabeça e chorei. Chorei pior do que mais cedo. Foi um choro de desespero porque eu não queria que o Christopher sofresse, eu não queria que ele passasse pela mesma coisa que eu passei quando estava com o Troy – por mais que não tenhamos nada, AINDA – eu não quero ver ele sofrer.

- Sabia que você faria isso – Ele disse – Sempre soube...

- Sempre soube do que? – Perguntei me recompondo rápido e meio brava.

Christopher ficou me olhando e não me respondeu.

- Fala Christopher – Cruzei os braços – Sempre soube do que...

- O Troy estava certo – Ele olhou no fundo dos meus olhos – Você é uma vadia!

Ouvi aquilo me destruiu. Doeu mais do que ouvir da boca do Troy. Doeu mais do que uma injeção. Doeu mais que ralar o joelho. Naquele momento, senti meu coração se despedaçando aos poucos.

Apenas olhei para ele, assenti com a cabeça e sai do carro. Christopher tentou vir atrás de mim, mas eu corri para dentro do meu prédio muito rápido. Passei pela porta do meu apê-loft e vi a carta do meu irmão que eu ainda não tinha lido e ouvi a voz do Chris martelando a minha cabeça. Me sentei no chão e chorei. Chorei mais do que quando estava no carro e mais do que hoje cedo. Chorei igual um bebê. Chorei igual quando uma pessoa perde alguém que ama muito. Chorei mais do que o dia em que recebi a notícia da morte do meu irmão. Chorei muito. E o pior é que não tinha mais ninguém ali para me apoiar ou me ajudar.

Christopher Campbell- ON

Vê a Alicia entrando me deixou arrependido de ter dito aquilo. Dei um soco no volante do carro e depois dirigi até a minha casa. Assim que estacionei o carro, vi os meninos sentados na escada. Desci do carro e encarei eles.

- O que fazem aqui? – Perguntei quando todos me viram.

- Você quer beber? – Perguntou o Troy.

Assenti com a cabeça e eles caminharam até o meu carro. Assim que todos nós estávamos prontos, partimos para uma festa


Notas Finais


Espero que tenham gostado desse capítulo que eu escrevi no meio de lágrimas com uma péssima notícia. Para quem não sabe(mas acho que TODOS do mundo já sabem) o nosso maravilhoso Marcelo Rezende nos deixou nesse sábado e confesso que fiquei muito triste e chorei. Quando estava escrevendo a parte do choro da Alicia, eu também estava chorando desesperadamente porque me veio cenas na minha cabeça que me deixaram desesperada. Bom, espero que tenham gostado mesmo assim e que não me matem porque fiz o Chris chamar a Alicia de "Vadia".
Estou pensando em fazer um capítulo sobre o porque eu fiz essa história e algumas perguntinhas que vocês querem saber. Então, se vocês quiserem saber mais alguma coisa dessa história, comentem que eu vou responder tudo num CAPÍTULO explicando sobre "Só não desista de nós".


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