História Só o tempo talvez possa curar (versão editada) - Capítulo 20


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Categorias Bleach
Personagens Byakuya Kuchiki, Ichigo Kurosaki, Rukia Kuchiki
Tags Bleach, Byakuya, Byaruki, Rukia
Visualizações 10
Palavras 3.628
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Estupro, Incesto, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 20 - Ao acaso


Fanfic / Fanfiction Só o tempo talvez possa curar (versão editada) - Capítulo 20 - Ao acaso

“como assim as buscas foram encerradas?” perguntou o velho irritado “quem disse que vocês poderiam parar?”

“Eu disse. Se retire” ordenou Seiji ao guarda que sumiu com shumpo. “o que você pensa que esta fazendo Kazumi? Caçando a jovem Rukia?” Perguntou o homem com indignação.

“Seiji aquele moleque descumpriu o trato, não ha mais acordo! Nós avisamos!” respondeu com raiva. “ele precisa sentir a conseqüência dos seus atos!”

“aquele moleque é o nosso líder! O que você pretendia meu irmão? A garota deve estar nos últimos instantes da gravidez. Você quer matar uma criança?”

“não haja como se já não tivéssemos feito coisas piores...”

“fizemos... e não me orgulho disso!” Disse serio “Byakuya-sama te mataria sem pensar nas conseqüências, se sonhar com o que você estava tentando fazer. Sei que está com seu orgulho ferido pelo o que ele te fez, mas ninguém vai perseguir a garota. Você não iria conseguir nada de Byakuya-sama, além do ódio e o fim da pouca obediência que ele tem ao aconselho.” Kazumi soltou um suspiro desgostoso.

“você tem razão, é que esse garoto me tira do serio. Diferente do pai dele, Byakuya é impossível de controlar”

***

 

Nesses dias Rukia se permitiu apenas focar em sua recuperação e nos cuidados com seu bebê. A existência de uma barreira a tinha deixado um pouco mais tranqüila por hora, mas ainda estava longe de se sentir segura.

Levantou o olhar enquanto ouvia com atenção todas as recomendações de Isshin sobre os cuidados que deveria ter com sua filha quando fosse para casa. Um pequeno gigai ficaria pronto ate o fim desse dia e então finalmente elas teriam alta.

Suspirou, vendo que agora Isshin lhe dava mais um sermão, e Rukia já imaginava que mais uma vez seria de como ela devia se alimentar e se hidratar bem, não se esquecer de suas próprias vitaminas e etc. E bingo, tinha acertado e diferente das primeiras instruções essas ela simplesmente parou de ouvir enquanto se perdia em seus próprios pensamentos.

Fitou Hikari que dormia serena em seus braços, apesar do leve pânico que sentiu ao perceber que aquele reiatsu era muito elevado para o pequeno e frágil corpo de sua filha, Isshin lhe havia dito que a menina estava bem, mas que deveria usar um gigai para não chamar atenção de hollows.

Se deu conta que o homem havia parado de falar e voltou a fita-lo. O patriarca Kurosaki a olhava como se perguntasse, você estava me ouvindo? E Rukia apenas sorriu levemente antes de começar a falar.

“eu não sei o que faria sem o senhor aqui para me guiar, obrigada. Serei eternamente grata pelo o que esta fazendo” disse o fitando com gratidão. Isshin suspirou e se abaixou na altura da pequena dando um toque suave na ponta de seu nariz.

“Rukia-chan não há pelo o que agradecer. Você já quase recuperou todo reiatsu, mas mesmo de alta precisa de repouso. Espero que siga todas minhas recomendações...” disse autoritário, e se Rukia nunca tinha tido um pai, nesses últimos dias ela tinha tido uma amostra grátis com Isshin. “você não deve se descuidar apenas por estar de alta, ou eu te arrasto de novo para a clinica” disse levemente ameaçador e Rukia se escorou na poltrona enquanto concordava obediente.

“hai, Isshin-dono!” o homem a olhou um tanto preocupado.

“você tem certeza que não quer ir para minha casa? Eu posso montar as coisas de vocês no quarto do Ichigo. Ele não vai se importar em ceder o quarto, alias ele ficaria feliz com isso” disse a olhando com expectativa “vai ser melhor para você, vamos poder ajudá-la com a neném e as meninas iriam amar. Yuzu não vê a hora de poder ver vocês depois que Karin deixou escapar que tinha te visitado”

“Isshin-dono eu agradeço, mas na casa de Inoue eu não incomodarei ninguém. Eu estou confiante que vou conseguir cuidar dela... e vai ser bom que eu faça isso sozinha, pois quando voltar a soul society não poderei contar com ninguém” disse serena.

“você nunca incomodaria.” Disse derrotado, não queria sua terceira filha e primeira neta em outro lugar que não fosse sua casa, mas não podia obrigá-la a isso. “nossa casa estará aberta pra vocês.” Rukia apenas o fitou agradecendo sua oferta, e ao sentir um pequeno movimento em seus braços voltou a olhar a criança.

Ainda era estranho o fato de ter uma pessoinha sua. Não pode deixar de sorrir ao fitar a face do bebê adormecido. Nunca pensou que acharia algo mais bonito e fofo que chappy, mas nessa ultima semana chappy tinha perdido totalmente o seu posto, pois Hikari era a coisinha mais adorável do mundo e fazia seu coração parecer pequeno para o sentimento que ela lhe causava.

 Jamais pensou que poderia sentir algo assim. Rukia admitia com certo remorso que no inicio apenas sentiu aflição e uma profunda tristeza com a descoberta da gravidez. E junto a esses sentimentos havia uma forte necessidade de proteger a recém descoberta vida, o afeto veio rapidamente e com ele o amor ao senti-la se movendo e crescendo dentro de si. Mas ao tê-la em seus braços pela primeira vez foi quando Rukia realmente entendeu o que significava amar de verdade.

Isshin se abaixou apoiando os braços na escora da poltrona enquanto desancava a cabeça na mão fitando a Kuchiki que olhava a filha.

“o que foi? Você pode piscar sabe? Ela vai continuar ai” falou com um sorriso divertido em seus lábios e Rukia o fitou um tanto envergonhada.

“é... é que ela é tão fofa” disse sem jeito fazendo um leve bico inflando suas bochechas enquanto corava.

“Eu concordo, mas você deveria descansar agora. Eu fico com Hikari enquanto isso” Antes que Rukia falasse algo uma batida cuidadosa foi ouvida.

Isshin se moveu para atender se deparando com Renji o olhando preocupado.

“Rukia-chan você tem visita, depois volto para ficar com o bebê enquanto você descansa” disse Isshin saindo. Renji olhou Rukia e se aproximou sentando ao lado da pequena sem desviar o olhar dela.

“oi Rukia, eu fui à casa da Inoue e ela me contou, fiquei preocupado...” Rukia apenas sorriu fitando o amigo aflito.

“Eu estou bem, terei alta hoje” o tranqüilizou serena “Renji, ela ignorou a data prevista. É uma pequena rebelde” disse abaixando a manta deixando que o amigo visse a criança. O ruivo então baixou o olhar para o bebê tocando-lhe a face, e imediatamente o tenente ficou paralisado. “Renji?” disse ao ver uma lagrima cair sobre a manta.

“é tão quente... e viva” Renji disse com a voz embargada, o remorso começava a corroê-lo. O que ele tido dito para a amiga se livrar como se fosse apenas um fardo, agora respirava inocentemente a sua frente.

 “me perdoa Rukia... desculpe, eu sinto muito” Rukia o fitou assustada, pois sinceramente não achava que o amigo ainda se culpava por meses atrás “eu nunca devia ter dito aquilo, eu fui um babaca. Me perdoa” Rukia o fitou o puxando para um pequeno abraço.

“baka... não chore, esta tudo bem” disse serena, era um mistério como aquele bebê continuava dormindo com todo aquele barulho sobre si.

 O Abarai se afastou e Rukia lhe sorriu com afeto.

 “olhe, ela esta usando o macacão que você deu... ficou um pouco grande, ela é tão pequena” disse enrolando as mangas que encobriam as mãozinhas da filha “mas imaginei que você viria hoje e então quis colocá-lo nela.” Disse mostrando ao amigo que permanecia deixando as lágrimas insistentes saírem. “Renji” chamou.

“hum?” disse fungando. E Rukia suspirou sorrindo fechado.

“Hikari, esse é seu tio bobão de sobrancelhas estranhas” disse depositando o bebê nos braços do amigo que deu um leve riso em meio aos soluços ao ouvir a shinigami.

Renji permaneceu por poucos minutos tinha que retornar ao serviço antes que seu horário de almoço acabasse. Despediu-se da amiga e da pequena dorminhoca que permaneceu em seu sono sereno mesmo com a conversa dos adultos.

Chegou ao esquadrão ainda esfregando seus olhos irritados pelo recente choro, e fitou seu capitão que conversava com um homem em trajes negros, Renji sabia que era um dos rastreadores que o Kuchiki contratou na tentativa de achar Rukia.

Após o homem sair viu o taichou fitar o nada com o olhar vago, a preocupação era visível em sua face e Byakuya sequer parecia se dar conta de sua presença na sala.

Renji permaneceu fitando o capitão se lembrando da visita a Rukia, a sensação de segurar aquela criança em seus braços ainda era fresca. Vendo Byakuya tão alheio aos acontecimentos, não pode evitar pensar em como o taichou de olhar vazio reagiria se descobrisse.

Byakuya sentiu os olhos de Renji sobre si por um longe tempo, só então desviou seus orbes ardósias para fitar seu fukutaichou, franziu o cenho notando os olhos avermelhados do homem.

“o que foi Renji?” o ruivo deu um salto na cadeira ao ser pego pelo capitão. “sua cara esta péssima, não me diga que bebeu mesmo estando no horário de trabalho?” perguntou gélido.

“ham? Não, é que caiu um cisco no meu olho quando eu estava almoçando” disse sem jeito esfregando seus olhos que ainda estavam vermelhos.

“entendo” disse voltando ao trabalho sem dar mais atenção ao seu tenente, pois sinceramente não se importava ou tinha cabeça para isso. E Renji suspirou aliviado.

*******

“Kisuke, estou de volta” disse Yoruichi abrindo a porta do laboratório de Urahara sem cerimônias, o loiro digitava em uma espécie de computador se virou para fita-la.

“Yoruichi-san há quanto tempo!” disse sorrindo, mas logo voltou a olhar no seu equipamento. “como foram as investigações?” disse serio.

“nossas suspeitas foram confirmadas...” disse seria “mas nada que nos não possamos resolver” observou o homem que franziu o cenho preocupado “como estão às coisas por aqui?”

“normais, tirando os hollows que começaram aparecer em maior numero” fez uma pausa “o bebê da Kuchiki-san nasceu, uma menina” disse sem desviar o olhar de seu trabalho.

“como elas estão?” perguntou calma.

“Kuchiki-san quase morreu” Yoruichi olhou preocupada “mas esta bem agora, a criança nasceu com um reiatsu no mínimo umas cinco vezes mais que o normal... estou terminando o gigai para ela” a morena franziu o cenho ao ouvir.

“isso é incomum... provavelmente um efeito colateral. Espero que ela não seja como o Ichigo” disse fechando os olhos “sobre a investigação, nos precisamos agir logo Kisuke” Urahara apenas a olhou serio e confirmou com a cabeça.

**********************

Ichigo ainda estava encarando o enorme urso panda de pelúcia, desviou o olhar para Chad que estava tendo um de seus ataques de fofura, e dessa vez não era por uma pelúcia. Riu, Chad era um gigante de coração mole.

“Ichigo” desviou sua atenção para Rukia, que finalmente tinha percebido sua presença no quarto.

“yo” disse sorrindo “e ai Chad, to vendo que a Hikari já te nocauteou” disse rindo para o amigo.

“Ichigo, o que posso fazer? Tenho um fraco por coisas fofas e ainda a Kuchiki colocou essa roupa de urso nela” Rukia riu.

“eu te entendo” disse Ichigo enquanto via Chad devolvendo Hikari para Rukia.

“Kuchiki, eu tenho que ir agora, nos vemos depois Ichigo”

“bom trabalho, e obrigada pelo urso” se despediu do amigo, voltando sua atenção para Ichigo, devido as provas que ele fez para o vestibular já fazia dois dias que não o via.

“Inoue disse que eu podia entrar,... meu deus, olha o tamanho desse bicho!” disse encarando a pelúcia.

“é fofo.” Corou olhando “Pensei que você estivesse descansando depois de todas essas provas”

“nah, agora que eu passei no vestibular ficar em casa é a ultima coisa que quero” voltou a olhar Rukia, a shinigami estava com seu reiatsu totalmente recuperado apesar de ainda aparentar estar um tanto frágil fisicamente. Já tinham se passado duas semanas após ela ter alta.

Voltou à atenção para o bebê pegando-a dos braços de Rukia. “yo baixinha! Rukia você ta dando fermento pra essa menina? Olha essas bochechas! Que coisa mais gostosa!”

Rukia riu. Agora seu amigo ranzinza que estava tendo um ataque. Começou a guardar as roupas na cômoda, cuidando dos seus afazeres.

“você quer que eu a ajude em algo?” se ofereceu.

“ah, esta tudo bem.” lhe fitou “eu estava pensando em retomar meus treinos” disse sondando a reação do amigo, que a olhou preocupado “nada muito pesado é claro só vou visitar meu mundo interior, eu sei meus limites” o alaranjado suavizou o olhar.

“desde que você tenha cuidado, ei Rukia” a morena parou o que estava fazendo e o olhou ”tem um parque perto do bosque, que tal irmos lá agora? Inoue vem com a gente, o resto do pessoal disse que talvez fosse ao entardecer.”

 A garota o olhou insegura, e desviou o olhar para a filha que balbuciou um pequeno som começando a ficar inquieta esfregando o rosto contra a blusa do amigo. Estreitou os olhos olhando a cena.

“o dia está bonito, não faz bem você ficar apenas em casa”

“é muito tempo fora, Hikari é muito sensível e não tem imunidade ainda. E eu saio de casa” sentenciou se aproximando esticando os braços para Ichigo lhe devolver a criança, sendo totalmente ignorada por ele.

“fazer compras na esquina não é passeio” disse debochado. “O parque é o ao ar livre, meu pai disse que tudo bem. E larga de ser super protetora, a menina precisa de sol!” Rukia sentiu uma veia saltar em sua testa, se segurando para não golpeá-lo, pois Ichigo ainda estava com sua filha no colo.

O garoto então olhou a criança que choramingou.

 “foi mal, o tio não tem nada ai pra você” colocou o dedo mindinho na boca do bebê que começou a sugá-lo ”ah... Rukia, eu acho que ela quer você...” a shinigami riu da cara de bobo do amigo o chamando de idiota e pegou a filha se sentando para amamentá-la enquanto a fitava acariciando lhe a face carinhosamente.

 Para Ichigo ainda era estranho ver a Rukia durona e teimosa assim tão amorosa. Nessas três semanas Rukia tinha se mostrado uma mãe incrível, com direito ate a super proteção às vezes. Muito diferente da garota cheia de duvidas e inseguranças de meses atrás.

“certo eu vou, mas só um pouco” disse concordando por fim “tenho muitas coisas pra fazer ainda... e eu não sou super protetora!” disse jogando uma pelúcia na cara do amigo.

*******

“Pode entrar” uma voz autoritária mencionou. O homem de cabelos negros entrou na sala olhando desinteressadamente para o sou taichou.

“soutaichou-dono, mandou me chamar?” disse em tom profundo e calmo.

“Kuchiki Byakuya, você é atualmente responsável pelo extermínio dos hollows que estão surgindo em massa na soul society” olhou para o jovem capitão “você já deve ter percebido que tem algo estranho nisso”

“Sim, certamente isso não é normal” disse ainda desinteressado.

“A situação está se estendendo até o mundo humano também” o velho homem fechou os olhos. Conhecendo o taichou da sexta divisão, sabia que esperar por algum questionamento era inútil.

“você foi designando para fazer uma pequena investigação, talvez não leve muito tempo, a investigação ira permanecer apenas se necessário. O escolhi porque você está lidando com esse tipo de situação, ninguém melhor que você pra nos dizer se estes casos têm ligação”

Olhou para o jovem a sua frente deixando um suspiro frustrado escapar “Eu sei que você não queria assumir essa missão, esse deve ser um momento delicado de sua vida, mas você é o mais qualificado. Não me decepcione”

“Entendido” disse indiferente.

“Já que está tudo resolvido você já pode partir ao mundo humano” virou-se de costas “ainda hoje se desejar. Só mais uma coisa, você estará livre do selo. Caso precise usar seu poder ao máximo.”

******************

“Não aguento mais esse lugar! Aqueles malditos shinigamis estão exterminando todos hollows que mandamos para coletar as almas! Nunca teremos o reiatsu suficiente para ativar esse seu dispositivo” disse irritado.

 O arrancar de cabelos rosados, ainda estava de costas mexendo em seus experimentos. Aporro se virou para o novena espada, com olhar triunfante enquanto apertava um botão.

“Não se preocupe, em breve iremos sair daqui” uma porta se abriu mostrando um ser com forma humanóide que estava dentro de um tubo, envolto por um liquido azul. “Ele vai despertar logo, e vai fazer uma festinha no mundo humano em breve e voltar para quebrar as correntes que nos prendem no inferno”

“Isso é realmente seguro?”

“com quem você acha que esta lidando?” disse com arrogância.

*************************

Três jovens passeavam pelo bosque, o rapaz empurrava um carrinho enquanto as duas garotas ao seu lado conversavam animadamente tomando sorvete.

“É bom poder passear ao ar livre, as arvores ficam lindas no outono” Rukia disse aliviada, apesar da relutância em sair, não negava que a nova rotina era cansativa e sair um pouco recarregava suas energias.

“Ah estava com saudades disso, nem acredito que passamos no vestibular! Ainda bem que podemos sair para relaxar” Inoue disse feliz tomando seu sorvete.

“É bom vocês descansarem um pouco” ela riu “Ichigo parece até um zumbi, parece que não dorme há meses” o rapaz franziu o cenho.

“Olha quem fala! Você não está com cara de quem dorme direito também!” provocou “E eu não pareço um zumbi!” gritou irritado.

“Baka” o rapaz olhou para o carrinho levantando a cobertura, mas a pequena shinigami abaixou de novo. “o que está fazendo? Vai pegar sol na minha filha!” falou irritada.

“Essa é a idéia, afinal esse é o primeiro passeio ao ar livre! Banho de sol, quer dizer tomar sol!” disse bufando “você é uma mãe super protetora” afirmou.

“Claro que não sou! Ela é muito pequena ainda, requer cuidados” disse emburrada fazendo um leve bico. O rapaz suspirou se escorando sobre o carrinho, enquanto Inoue tentava controlar o riso, observando os amigos discutindo.

“Sei... a menina não pode ter soluços que você já fica preocupada” disse olhado para as pessoas passeando pelo parque. Finalmente estava livre das exaustivas horas de estudos, finalmente podendo estar mais tempo com os amigos.

“O que foi? Você parece no mundo da lua” falou desinteressada, olhando as poucas nuvens no céu, estava um dia lindo.

”Nem acredito que passei. Vocês estão olhando para o futuro doutor Kurosaki” diz sorridente, por mais que não estivesse realmente animado com essa nova etapa, a cada dia que passava sentia que esse não era seu lugar. “cara como é bom estar livre dessa pressão”

“Eu também, estava tão nervosa” disse Inoue “não sei o que faria se não tivesse passado. Não vejo a hora de começar a fazer nutrição!” Rukia parou pensativa.

“teria sido mais fácil se vocês tivessem me deixado passar as respostas pra vocês. Vocês não teriam que se matar de tanto estudar” disse entediada, os dois a olharam incrédulos.

“Isso é trapaça! O que você pensa que nos somos?” disse o garoto bravo, que mérito eles teriam assim?

“É, foi melhor assim Kuchiki-san, nos tínhamos que passar pelos nossos próprios esforços” disse a garota. Inoue não podia negar que a idéia foi tentadora, mas não se cedeu a tal tentação. Rukia fitou a amiga com seriedade.

“Inoue, você vai viajar com a família de Tatsuki. Não é?” perguntou.

“Eu não sei, você vai ficar sozinha em casa, é muito tempo” disse brincando com os dedos como distração. “são quase 2 meses e se alguma coisa acontecer...”

“Já disse que sou capaz de me proteger, principalmente agora que posso usar meus poderes sem restrições” Ichigo olhou para as meninas que conversavam tão distraidamente que não notaram que seus sorvetes tinham derretido.

“Ok eu vou...” disse derrotada “Mais vou ficar preocupada”

“Vocês estão todas lambuzadas de sorvete” disse apontando para as meninas, que tinham se esquecido da existência da guloseima.

“Arg! Me sujei toda” disse a ruiva desanimada.

“Droga” a pequena falou irritada.

“Logo vocês estarão cobertas de formigas, também demoram tanto pra tomar um sorvete” disse zombando, logo sendo atingido por um chute na canela

 “quieto!” disse Rukia irritada. A jovem ruiva jogou o resto de seu sorvete derretido no lixo, e olhou para uma torneira do parque.

“sua maldi...” foi interrompido.

“Uma torneira! Vamos lavar as nossas mãos, venha Kuchiki-san!” disse arrastando a amiga.

“Vou esperar vocês aqui” disse se escorando sobre o carrinho vendo as duas se afastarem. Aproveitou e levantou um pouco a cobertura enquanto sorria para Hikari. “sua mãe é uma bobona”

***********************

Mundo humano era um lugar ‘estranho’ na opinião de Byakuya. Aparentemente nada estava errado com o lugar, pelo menos na ultima meia hora. Caminhava calmamente entre os humanos, estava usando um gigai feito pelo departamento de pesquisa. Gigai que não permitia que os holows sentissem sua aproximação, porém também extremamente desconfortável, pois restringia praticamente todas suas habilidades, o transformando em um simples humano.

O local se resumia a árvores e pessoas barulhentas, algumas com crianças, outras passeando com cães e alguns casais namorando. Achava imoral que essas pessoas trocassem caricias em publico.

Apesar de não demonstrar já estava ficando irritado. Todos que passavam por ele o observavam. Ele tinha certeza que estava usando trajes humanos normais. Vários homens estavam vestidos praticamente iguais a ele, mas mesmo assim as pessoas o encaravam indiscretamente, principalmente as mulheres.

Continuou sua caminhada monótona pelo bosque até que avistou um ser familiar, mas que preferia não encontrar. Parou de longe observando o rapaz que estava escorado sobre um estranho objeto cinza escuro, manteve a distancia não queria que o garoto o visse ali. No momento que ele iria se virar e seguir seu caminho ouviu uma voz familiar. Seus olhos se moveram imediatamente para a pequena figura que se aproximava do rapaz.

Seu corpo gelou, podia ouvir seu coração bater descompassado “Rukia” sussurrou atônico. Ele finalmente a havia achado.



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