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História Só por está noite... - Sasuhina - Capítulo 7


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Notas do Autor


Como prometido! Aqui estas o capítulo 5 dessa historia. Nós vemos nas notas finais!!!
Boa Leitura!

Capítulo 7 - Capítulo V - O que você fez?


Capítulo V 

O que você fez? 

 

Só por está noite... 

Choi-S 

 

 

Que diabos estava acontecendo?  

Hinata pula os degraus das escadas de três em três, enquanto o chakra azulado lhe dava a agilidade de um guepardo. A escadaria retumbava o barulho do impacto dos tênis negros da perolada contra o metal dos degraus, fazendo o barulho ecoar por toda a escadaria. A Sarutobi sentiu o chakra da Bijuu dentro do agente assim que o mesmo adentrou a faculdade, surpreendendo-se ao ver que o jinchuuriki trabalhava para CMPS. 

Seria um Anormal traidor? 

A Sarutobi arromba a porta de metal com um chute potente, entrando no estacionamento interno da faculdade. O estacionamento de concreto era espaçoso, fazendo com que Hinata pudesse correr livremente até a grande portaria. A perolada sabia que o lado de fora estava interceptado por policias, mas a herdeira negava-se a se entregar sem ao menos lutar por sua liberdade, mesmo que isso custasse o preço de sua própria vida.  

A luz ofuscante do sol da manhã sai pela enorme porta, enquanto Hinata aproximasse perigosamente rápido para fora da instituição. Ainda correndo, a herdeira condensa uma poderosa barreira de chakra denso a frente de seu corpo, protegendo-a de qualquer disparo de arma de fogo contra si. A besta dentro de Hinata mantinha-se pronta para retalhar, mesmo que a ordem de não matar da perolada ainda estivesse em vigor.  

“Hyuuga, cuidado!” 

A besta dentro de perolada adverte, mas é tarde demais.  

Hinata sente seus tornozelos abruptamente sendo enlaçados por algum tipo de corda, puxando-a para trás de forma bruta. O corpo da perolada choca-se contra o chão de maneira rápida, retirando o ar dos pulmões de Hinata ao sentir seus seios baterem com tudo contra o seu próprio escudo, que logo desaparece. Não ligando para dor que arrebata seus seios, a Sarutobi lança uma rajada de chakra azulado para seus tornozelos presos, deteriorando instantaneamente o que prendia seus membros.  

Hinata levanta-se rapidamente, virando-se para quem a havia atacado.  

– Eu disse Sarutobi, que precisaria somente de um segundo para imobiliza-la – A voz rouca do loiro atinge Hinata, antes mesmo que a perolada tenha visão de seu rosto adornado pela áurea da besta.  

O agente vestia em seu corpo inteiro o mesmo manto de chakra que a perolada usava, diferenciando-se na cor de sangue que iluminam seu tronco e membros, enquanto a Sarutobi tinha um azul claro a lhe adornar o corpo. Um sorriso de raposa macabro preenchia os lábios carnudos e masculinos de Naruto, enquanto seus olhos do mais puro vermelho mostravam-se fixos na figura da herdeira. 

– Não estou me sentindo nem um pouco imobilizada – Hinata abre aos braços, demonstrando sua liberdade. A Sarutobi sente seu poder rosnar para a figura da Bijuu quase presente no corpo do Uzumaki, fazendo com que o rosto belo da perolada se contorça em um sorriso bestial. – Resolveu se soltar? – A universitária aponta de modo irônico para o poder envolta do corpo forte do agente. Uma risada de animal parte de Naruto ao ver o pouco caso da Sarutobi ao seu poder, fazendo com que Kurama urre de modo ofendido dentro de si.  

– Resolvi dar recompensa a minha Bijuu por ter me defendido de seu golpe mais cedo – Naruto aproxima-se da Anormal, um passo atrás do outro é feito de forma lenta. Um predador brincado com sua presa. 

– E a recompensa seria socar minha cara? – Hinata brinca, visualizando a forma assassina que o agente vinha em sua direção. Mas isso só deixa mais acentuado a beleza do homem loiro, algo que assusta a Sarutobi. 

– Exato – Naruto diz brincalhão, olhando de forma inocente em direção a Hinata que gargalha roucamente em direção ao Uzumaki.  

– Gostaria que tentasse ao menos se aproximar de mim, jinchuuriki – A perolada provoca, deliciando-se com a nome dado aos hospedeiros das Bijuu’s. O tom de Hinata ao pronunciar a nomeação de Naruto faz com que o sorriso do homem aumente em seus lábios, deixando mais amostra os caninos alongados.  

– Ainda cética sobre minha capacidade ? – O manto vermelho empertigasse rapidamente em direção a Hinata, que lança uma chama azulada contra a garra de chakra avermelhado vindo em direção mortal a seu pescoço.  

O impacto entre os dois chakra’s contrários faz com que um rugido parta das labaredas azuladas de Hinata, enquanto consome com veracidade o chakra avermelhado do Uzumaki com facilidade. Um bufo de convencimento parte pelo poder de Hinata dentro da herdeira, ao ver parte de si ganhar do poder grotesco do agente.  

– Como posso acreditar em sua capacidade, depois de um ataque tão previsível assim? – Hinata provoca, ganhando a reação que imaginou. O jinchuuriki rosna ferozmente, mas a Sarutobi logo percebe que quem emitiu o som assustador na verdade foi a Bijuu, que rompe o controle de seu hospedeiro por alguns segundos.  

Se a Sarutobi conseguisse provoca-lo mais, poderia usar facilmente o agente consumido por sua Bijuu como centro das atenções dos oficiais, enquanto poderia fugir furtivamente com a Bijuu descontrolada sendo o principal alvo dos policiais.  

– Deveria tomar cuidado com suas palavras Sarutobi – O Uzumaki tinha o rosto demarcado por uma seriedade assustadora. Os olhos vermelhos tinham tomado uns pontos azulados, como se o loiro tivesse tomando a força o controle de seu corpo novamente. – Kurama tem uma capacidade mínima de paciência – Naruto revela o nome de sua Bijuu para Hinata que vasculha em sua memória a fim de lembrar de seus estudos sobres os jinchuuriki’s o nome Kurama, mas nada vem à sua mente.  

– Não sabia que Bijuu’s ofendiam-se tão facilmente. 

– À então não conhece o verdadeiro significado de ofensa – Naruto já estava perto o suficiente para golpear a Sarutobi, mas seu corpo forte detêm-se a frente de Hinata. – Se Kurama fizesse tudo o que tivesse vontade quando alguém o ofendia... bem, o mundo não seria mais o mesmo – O agente sorri, mas diferente dos outros, o sorriso não alcança seus olhos sérios. – Começando que você não teria mais sua cabeça presa ao pescoço – Hinata gargalha com a ameaça, aproximando-se mais ainda do loiro imóvel. Os chakra’s que cobriam os corpos dos Anormais faíscam ao encostarem-se, fazendo que um baixo chiado preencha o pequeno espaço entre Hinata e Naruto.  

– Kurama parece ser uma graça então – A perolada murmurar ao ficar poucos centímetros do jinchuuriki, que ainda mantinha o sorriso frio a preencher sua boca.  

– Ele realmente é – Naruto ironiza. 

Um golpe mais rápido que um raio parte do Uzumaki, um soco direto na barriga lisa da herdeira. Hinata visualiza o golpe, interceptando a mão de Naruto no caminho de sua barriga, logo com o intuito de girar o pulso do agente em suas mãos cobertas de chakra. Mas antes que a Sarutobi pudesse fazer a torção, o cotovelo do Uzumaki parte em direção ao queixo desprotegido da Anormal. A perolada tenta bloquear o golpe, mas rapidamente percebe que suas mãos que ainda seguravam fortemente o pulso do loiro estavam cobertas também pelo chakra avermelhado da Bijuu, que segura fortemente as mãos da herdeira para que não pudesse bloquear o golpe de seu hospedeiro. 

O chakra azulado de Hinata tenta consumir o chakra de Kurama, tentando libertar a sua dona, mas o poder avermelhado mostra-se denso demais para que possa ser consumido rapidamente. A Sarutobi somente pode sentir o impacto duro do cotovelo do homem contra seu delicado queixo, fazendo-a cambalear alguns passos para longe do agente, que solta a perolada de seu aperto de ferro feito por seu chakra.  

Naruto aproveita o momento em que a Anormal ainda se mostrava zonza pelo golpe, desferindo um potente soco na bochecha da Sarutobi, fazendo-a voar em direção a um grosso pilar de concreto do estacionamento. O impacto do corpo de Hinata contra o cimento maciço faz com que o pilar seja destruído imediatamente com a colisão do corpo revestido de chakra denso contra o cimento da estrutura.  

– Vamos lá, Sarutobi – Naruto recolhe o punho cerrado ainda levantado pelo golpe, enquanto um sorriso irônico aflige sua boca. – Não quero acabar tão facilmente com seu ego inflado – Hinata rir da fala do homem, levantando-se com dificuldade.  

A Sarutobi limpa as vestes sujas pelo pó acinzentado do cimento, quando sente um liquido quente escorrer por seu lábio inferior. O lábio rosado rasgou-se pela potência do golpe do loiro, fazendo com que Hinata limpe bruscamente o sangue acumulado em seu queixo com o pulso – enquanto um sorriso de gato preenche seus lábios, fazendo mais sangue vazar pela ferida.  

– Estava só aquecendo... – Hinata deixa a frase em aberto, como se pedisse para que o homem completasse com seu nome, já que em momento algum os dois foram apresentados devidamente. 

– Naruto. Uzumaki Naruto – O agente se apresenta, fazendo com que o sorriso de gato de Hinata aumente.  

O chakra azulado ao redor da herdeira aos poucos forma as garras dilacerantes, tão conhecidas por Hinata. O Uzumaki vendo isso mostra-se animado, dando pulinhos para flexionar as pernas, enquanto retira a tensão do pescoço – girando rapidamente o pescoço na tentativa de deixa-lo menos tenso. Naruto aquecia-se a frente de Hinata, fazendo-a rir enquanto aproximasse de maneira assassina para perto do agente.  

– Mostre-me tudo o que tem, Naruto Uzumaki – Hinata sentencia, colocando as colossais garras em direção ao corpo do loiro. Uma gargalhada parte do Uzumaki, antes de correr de forma mortífera para a Anormal, que já corria em direção ao agente com os tentáculos de puro chakra azulado espiralando ao seu redor a procura de sangue.  

 

§ 

 

A medica encara fixamente a extenso jardim, que se abria até perder-se na floresta que cercava a enorme mansão. As plantas bem cuidadas e podadas contrastavam com o selvagem da floresta densa, que trazia o ar fresco e aromático de terra molhada – que adentra o enorme cômodo iluminado pelas grandes janelas abertas. Tsunade respira fundo aquele ar fresco, antes de escutar o ruído baixo da porta de seu escritório sendo aberta lentamente.  

– Tsunade – A voz rouca do ruivo surgi em meio a calmaria da Senju, que se vira para encarar o homem que adentra o escritório claro.  

– Nagato – Um sorriso carinhoso aparece nos lábios finos da mulher, enquanto ela indica a cadeira a frente de sua poltrona para que o Uzumaki se sentasse. – O que eu fiz para merecer sua ilustre presença depois de tanto tempo? – O comentário da mais velha faz com que uma gargalhada gostosa saia do ruivo, que sentasse no mesmo momento em que a líder se senta em sua própria poltrona.  

– Estive muito ocupado nas missões que Sasuke me designou – O ruivo diz, dobrando uma perna acima da outra. Um suspiro cansado sai do Uzumaki, fazendo com que Tsunade note as olheiras quase imperceptíveis abaixo das orbes incomuns de cor violeta do homem. – Às vezes acho que aquele Uchiha só esteja me enviando nessas missões suicidas para se livrar de mim. 

– Soube que voltou a uma semana atrás – Tsunade diz, enquanto arruma os pequenos copos de argila branca sobre a mesa de vidro cheia de papeis. Os olhos violetas do Uzumaki ganham um brilho brincalhão ao ver a líder lhe servir uma boa e generosa dose de saquê. 

– No momento em que voltei, Sasuke me mandou ir imediatamente a uma missão de rastreamento pela barreira à procura de forasteiros – Nagato pega imediatamente o pequeno copo com o liquido transparente, rapidamente virando todo seu conteúdo ardente dentro de si. 

– Achou algum forasteiro? – Tsunade pergunta, ao servir mais uma dose da bebida alcoólica para seu pupilo. 

O homem vestido com uma calça jeans negra e uma simples camiseta do mesmo vermelho vivo que seus cabelos, nega com a cabeça. As mechas densas e grandes do cabelo avermelhado – na altura do queixo quadrado e bem marcado do Uzumaki – balançam-se brilhosas com o movimento de Nagato. 

 – Com minha volta a Konoha, só tive tempo de conversar rapidamente com o Nara, antes que o Uchiha me encontra-se – O Uzumaki pega a pequena argila em seus dedos longos, virando novamente todo seu conteúdo garganta abaixo. Uma careta engraçada aflige o rosto belo do ruivo, fazendo a líder soltar uma risada anasalada.  

– Mas foi tempo o suficiente pra falar de Ino para Sasuke – Tsunade fala por cima do pequeno copo acima de seus lábios, antes de rapidamente virar o saquê todo de uma vez para dentro de si. Um gemido de satisfação sai da líder ao sentir a bebida instantaneamente aquecer e relaxar os músculos tensos e doloridos de seu corpo por se manter muito tempo sentada em sua poltrona assinando documentos e revisando-os.  

– A loira? – Nagato pergunta, logo recebendo um assentir positivo da mestra. Um sorriso apossa-se dos lábios masculinos, enquanto o Uzumaki lembra-se daquela beldade em forma de mulher. – A sim, comentei algumas coisas sobre ela para Sasuke, por quê? – Tsunade arqueia as sobrancelhas claras em direção ao Uzumaki, que se servia de uma nova dose. 

Diferente de sua outra pupila, Sakura, que havia aprendido o poder de cura – até superando a Senju no quesito – com sua mestra e sua força incomum de todos os outros Anormais. A única coisa que seu outro pupilo, Nagato, parecia ter aprendido com a Senju foi o amor que Tsunade sentia por saquê. Enquanto o Uzumaki passava noites embebedando-se com sua mestra em seu escritório, Sakura passava noites em claro para ajudar e curar os pacientes do hospital de Konoha.  

– O que foi? – Nagato pergunta, ao levar lentamente o pequeno copo a seus lábios com medo de trasbordar ou cair sequer uma gota daquela preciosidade no chão claro.  

– Você foi fazer fofoca isso sim – Os olhos violetas brilham com graça, enquanto Nagato rir altamente. O pequeno copo já era enchido novamente com a bebida transparente, quando a boca do Uzumaki ainda se mantinha cheia pela bebida ardente.  

– Até parece que não gosta de minhas histórias sobre a vida alheia das pessoas, Tsunade – A loira retira rapidamente a pequena garrafa, feita de argila branca igualmente aos copos, ao ver o pupilo acabar rapidamente com sua bebida. Servindo-se mais uma vez, a Senju leva a argila a sua boca, enquanto olha feio para o discípulo. – Que eu saiba, é você que pede para eu descobrir algumas coisas sobre seus adversários de jogo – Nagato fala normalmente, fazendo com que Tsunade engasgue com o saquê. A ardência dolorosa e incomoda aflige as vias respiratórias do nariz da Senju ao sentir a bebida alcoólica tomar conta de suas vias respiratórias. 

– Isso é algo completamente diferente – Tsunade fala rouca, procurando por um pano, acima da mesa bagunçada, para limpar a bebida que escorria por seu nariz já avermelhado tamanha a irritação. – Chama-se estratégia de jogo.  

– Estratégia de merda, isso sim – Nagato acha rapidamente a pequena caixa de lenços acima daquela bagunça, entregando rapidamente para a líder. Os olhos castanhos claros da Senju  voltam-se efervescentes em direção ao ruivo ao ouvir a fala do mesmo. – Nunca vi alguém perder tantas vezes seguidas numa mesma noite igual a senhora – Uma veia salta na testa da Senju, enquanto o Uzumaki serve-se demais saquê. 

– Pelos boatos que escutei, parece que você não verá mais minhas jogatinas estratégicas –Tsunade diz, como se não fosse nada. – Talvez devesse tomar cuidado com os arredores de Konoha – Nagato para abruptamente a trajetória do copo até seus lábios, semicerrando os olhos violetas em desconfiança em direção a Senju 

– Por que diz isso? – Tsunade dá uma risadinha, girando sua poltrona em direção a enorme janela fixada atrás de sua mesa. Os olhos claros da Senju logo voltam-se a olhar para o jardim enorme coberto de vegetação logo abaixo da janela feita inteiramente de vidro. 

– Parece que o tornado de Suna está atrás de você. 

Os olhos violetas de Nagato arregalam-se completamente, fazendo o mesmo esquecer-se do saquê ao depositar rapidamente o pequeno copo acima da mesa novamente.  

– Como? – O Uzumaki pergunta para si mesmo, enquanto ronda sua mente para ver se tinha feito algo recentemente a Temari. Uma única explicação aparece rapidamente na cabeça do ruivo, que começa a xingar baixo o Uchiha. – Uchiha de merda que não consegue manter a boca fechada – Nagato xinga, enquanto rapidamente lançando um sorriso amarelo em direção a Senju. 

“– Vejo que tem muito trabalho burocrático para você líder – Tsunade arqueia novamente as finas sobrancelhas loiras em direção ao pupilo, não se surpreendendo com a cinismo do aluno. – Deixe que irei ajuda-la. “ 

– Na verdade não precisa – Tsunade diz, não querendo entrar no jogo de Nagato. A Senju já tinha visto uma briga dos dois, e mesmo que o Uzumaki sempre levasse a vitória, o ruivo saía com sérios hematomas depois da briga. – Já estou quase acabando – A loira sorrir falsamente para o homem, que apenas dá de ombros ao pegar novamente o pequeno copo cheio de saquê acima da mesa. 

–  Então ficarei aqui bebendo – diz o Uzumaki cínico, enquanto entorna o saquê todo de uma vez em sua garganta.  

– Você não tem vergonha na cara não? – Tsunade começaria a dar um sermão em seu aluno, mas é interrompida por Shizune que escancara a porta do escritório, entrando rapidamente no cômodo. Nagato e Tsunade assuntam-se em suas cadeiras, enquanto a secretaria ignora os dois, procurando o controle da TV fixada na parede a direita dos presentes no escritório.  

– Shizune, o que é isso? – A Senju fala com a secretaria, que ignora completamente sua chefa. Achando o pequeno aparelho para ligar a TV, Shizune agarra rapidamente o botão de ligar, logo colocando no noticiário que passava na tela. 

–...Ao que parece, um Anormal vivia camuflado entre os universitários da faculdade de medicina de Tóquio – A jornalista era empurrada em meio ao amontoado de pessoas desesperadas. Ao fundo podia ver ambulâncias estacionas a frente do portal principal da faculdade, as sirenes das ambulâncias adjunto as sirenes das viaturas policiais gritavam nos altos falantes da TV no escritório, quase encobrindo a voz da mulher que se aproximava das ambulâncias. 

– Kami – murmurar a medica ao aproximar-se lentamente da TV. Os olhos castanhos fixados inteiramente na tela, não percebem a aproximação de Nagato, os olhos violetas estreitos fixados também na reportagem.   

– Kami, o Anormal também fez vítimas – A jornalista parecia verdadeiramente aflita ao ver os corpos dos alunos saindo ensanguentados em macas. Aos gritos os Normais tentam quebrar a barreira que os policiais faziam em volta da faculdade. Corpos e mais corpos saem do portal principal da instituição, enquanto o câmera da reportagem gravava tudo. – Os Normais tentam quebrar a barreira feita pelos policiais para adentrarem a faculdade, muitos com o intuito de matar o Anormal. A CMPS já se encontra no local, mas mesmo assim, não parece aliviar a tensão entre os Normais por fora da instituição.  

– Afastem-se! – Um policial grita, cortando a fala da jornalista enquanto mira sua pistola em suas mãos para o alto. Três disparos são efetuados pelo oficial em direção ao céu. A multidão desesperada começa correr para longe dos oficiais, enquanto poucos continuam a se jogar contra a barreira para adentrarem a instituição.  

– Merda – exclama Nagato, vendo o desespero das pessoas ao escutarem os tiros do policial. A jornalista grita em pânico, correndo em direção contraria aos oficias, pânico que é gravado e televisionado pelo programa ao vivo. A gravação é abruptamente cortada, voltando para o ancora do jornal, logo fazendo Nagato rosnar de raiva ao ver o rosto velho do homem pequeno aparecer. – Oniki – O Uzumaki rosna o nome odioso. 

– Após as imagens de um verdadeiro caos entre nós por causa dessas coisas, chamadas de Anormais, fica a pergunta – O rosto velho e cheio de rugas era tomado por seriedade. O pequeno e curvo idoso, tinha a câmera do telejornal inteiramente em direção ao seu rosto enquanto falava com a voz cheia de raiva. – Por que não devemos matar ou ferir os Anormais, como dito no pronunciamento de Tsunade Senju, se parece que o principal intuito deles é de fato nós matar um por um? Qual é a diferença de quinze anos atrás, quando os Anormais tinham é ainda parecem ter uma vantagem, um privilégio sobre nós os Normais?  

Tsunade tinha os punhos cerrados ao lado de seu corpo, enquanto via um sorriso de escarnio aparecer nos lábios finos e murchos do jornalista. 

– Estamos esperando o depoimento de Tsunade Senju após essa catástrofe, é continuaremos a lutar para que essa lei descabida de não morte aos Anormais seja revogada o mais rápido possível. O que é preciso para provar mais ainda para o governo de Tóquio que de fato não há nenhuma chance de convívio entre nós e eles? – Nagato sente seu corpo paralisar ao ouvir a proposta de guerra entre as duas raças explícita na fala do idoso. O sorriso odioso ainda se mantinha nos lábios finos iguais folhas de papel do jornalista.  

– Após esse episódio, não surpreendendo ninguém, de ataque por parte dos Anormais. É obrigatório que todas as partes envolvidas sejam punidas o mais rápido possível... 

– Velho filha de uma puta! – Nagato cospe as palavras para tela negra, quando Shizune desliga rapidamente a TV ao ver o estado de Tsunade.  

A medica tremia inteiramente, usando a cadeira – antes usada por Nagato – como apoio para seu corpo sem forças. O rosto bronzeado da Senju estava pálido, enquanto olhava para os papeis acima de sua mesa com os olhos claros opacos. O estomago da loira estava embrulhado; os pensamentos amontavam-se em sua mente, que aos poucos virou um turbilhão de frases e ideias desconexas.  

Tsunade anda de forma arrastada para sua poltrona, prevendo que o restante do dia seria um inferno. O resto do saquê no fundo da garrafa pequena logo ganha seu fim, sendo a Senju entornar rapidamente a garrafa nos lábios secos. Nagato mostrava-se possesso, passando furiosamente as mãos pelo cabelo grande.  

– Devíamos mata-lo – O Uzumaki diz sério, tendo os punhos cerrados tamanha a raiva que sentia pelo jornalista. 

–  Então nós tornaríamos o monstro que ele tanto prega que somos – Tsunade murmurar. Os passos da ajudante e ouvido pela Senju, que levanta as orbes claras para encarar a mulher com um curto cabelo escuro.  

– Está tudo bem, líder? – Shizune pergunta com preocupação evidente, logo ajeitando os papeis desajeitados acima da mesa da Senju. 

– Quem foi encaminhado para a faculdade? – Tsunade ignora a pergunta da discipula.  

– Jiraya e Naruto – A loira assenti, rapidamente pegando um pequeno aparelho de rádio escondido acima do vidro fino de sua mesa. Nagato encara seriamente sua mestra, esperando por qualquer ordem que fosse lhe direcionado.  

– Me dão licença os dois. Preciso ficar sozinha – A Senju fala, fazendo com que Nagato começasse a protestar, mas um agarrar em seu braço, junto com o olhar sério de Shizune faz com que o Uzumaki desista da ideia. Rapidamente a mulher de cabelos curtos escuros arrasta o corpo forte do Uzumaki para fora do escritório.  

Foi só a porta do escritório bater contra o batente de madeira que a primeira ligação arrebata o pequeno e delicado telefone de Tsunade, que suspira já prevendo os inúmeros sinônimos de imprestável que receberia do outro lado da ligação.  

– Que Kami me de paciência – Tsunade murmurar consigo mesma, antes de pegar de forma forçada o gancho branco do telefone. 

 

§ 

 

Ela é extremamente forte. 

Naruto arquejava tamanha sua falta de ar. O cansaço, junto a dor dos golpes dados pela Sarutobi tomavam o corpo do Uzumaki. Seu rosto estava manchado – igual em algumas partes de seu corpo torneado – de sangue, tendo nenhum corte a lhe adornar a pele bronzeada devido ao chakra de Kurama curar rapidamente seus ferimentos.  

Hinata era intensa, deixando que nenhum momento o jinchuuriki pudesse se afastar para recuperar o folego. Naruto sofria com a série de golpes da Anormal, que pareciam pesar toneladas. Naruto ainda sentia a dor do soco bem dado em seu queixo, fazendo que seu maxilar fosse deslocado da caixa craniana – acarretando Kurama a correr com seu chakra curativo rapidamente para o osso lesionado, encaixando novamente o osso em seu devido lugar. 

Diferente do Uzumaki, Hinata parecia em momento algum cansada. Os olhos ônix da Sarutobi eram preenchidos por aquela áurea azulada, deixando-a alerta a qualquer movimento que o jinchuuriki fizesse. Os chakra’s das bestas – estas que cobriam os corpos de seus hospedeiros – chocavam-se com ferocidade, uma querendo adentrar e dilacerar a barreira uma da outra. Kurama lutava bravamente com o chakra desconhecido da Anormal, rasgando e dilacerando o poder estranho quando o mesmo achava uma brecha para adentrar o corpo de Naruto. 

A luta aos poucos demonstrava que Hinata levaria a melhor, fazendo a Bijuu dentro do Uzumaki rugir diante da ideia de perder para a Sarutobi. Naruto desespera-se ao perceber que se perdesse a luta, a mulher estaria livre para fazer o que bem entendesse com os Normais ao lado de fora da faculdade. E com o sentimento angustiante liberando aos montes sua adrenalina em sua corrente sanguínea, o agente encaixa um belo e perfeito chute contra o lado direito do rosto da Anormal, lançando-a contra uma parede próxima de concreto bruto – que é instantaneamente destruída pelo impacto. A poeira acinzentada, pelo impacto contra o cimento, encobre o corpo de Hinata, enquanto Naruto olhava fixamente para a massa empoeirada a procura do novo golpe da Anormal.  

Mas a Sarutobi não saiu da neblina de poeira, muito menos veio ao ataque frontal contra o loiro.  

“Naruto!” 

Kurama grita no íntimo do homem, quando Hinata reaparece atrás do mesmo. As orbes safira acompanham o movimento da mulher, que eleva o pé antes que Naruto pudesse levantar seu braço para bloquear o golpe. O mesmo chute que o Uzumaki efetuou no rosto da perolada e repetido por Hinata, que coloca um grau maior de força – fazendo Naruto arrastar-se de forma rápida pelo chão bruto antes de atingir em cheio uma pilastra densa de concreto.  

Naruto expele uma enorme quantidade de sangue por sua boca, quando sente suas costelas perfurarem como garras de ossos em seus pulmões. Levantando-se com o corpo tremulo, enquanto Kurama corria para fazer as reparações em seu corpo maltratado, o Uzumaki não percebe a aproximação sobrenaturalmente rápida da Sarutobi em direção a si.  

Hinata aproveita que o corpo do agente estava sentado não chão, apoiando as costas contra o pilar, para pegar fortemente o pescoço do homem entre sua mão pequena. A herdeira levanta o corpo mole do homem, somente com a força de seu braço contra o pescoço bronzeado do Uzumaki. O manto avermelhado de Kurama ataca a perolada, principalmente a mão envolta de chakra inimigo que sufocava seu portador, mas os ataques não pareciam surtir efeito, enquanto Hinata tinha a barreira de seu próprio poder para protege-la.  

– Como? – Naruto pergunta, sujando mão e braço de Hinata ao despejar mais uma tossida carregada por seu liquido carmim.  

– Um clone – Hinata responde simples, sabendo que o Uzumaki se referia como a perolada tinha escapado da nevoa de poeira antes que o loiro pudesse perceber. – Você atacou um clone meu, Uzumaki – A Sarutobi completa ao ver dúvida se espalhar como fogo em palha nos olhos claros do homem a sua frente.  

– Impossível – O Uzumaki murmurar, descrente que a Anormal tivesse colocado um clone no lugar de seu corpo verdadeiro sem que o agente percebesse. Hinata dá um sorrisinho de compaixão para o homem. 

Com o corpo do Uzumaki à mercê por pouco tempo nas mãos de Hinata – que sente a Bijuu curar rapidamente o interior de seu portador para voltar a luta –, a perolada usa sua força sobre-humana para jogar o corpo de Naruto contra o chão de concreto bruto. Um grito parte do Uzumaki ao sentir seus pulmões, recentemente curados, sendo dilacerados novamente por suas costelas. O corpo torneado do loiro forma uma enorme cratera no cimento devido ao impacto brutal, enquanto seu sangue preenchia as lacunas que formaram no chão. 

O Uzumaki evacua novamente uma enorme quantidade de sangue, quando sente um peso sobre seu pescoço. Hinata olha Naruto de cima, enquanto encaixa seu pé direto no pescoço do agente, impossibilitando-o de respirar totalmente.  

Kurama tenta libertar seu jinchuuriki, dilatando com ferocidade o manto avermelhado em volta do corpo de Naruto, com intuito de arremessar Hinata em direção ao teto do estacionamento. Mas a Sarutobi imediatamente percebe a intensão de besta, lançando-se em direção ao corpo paralisado do Uzumaki. 

Naruto observa incapacitado a mão direita – com o punho cerrado – da Anormal vindo em direção mortal a sua barriga. O agente nega-se a fechar o olho diante da dor que o mesmo sabia que se alastraria por seu corpo depois do golpe, mas no último segundo o Uzumaki visualiza o punho cerrado da mulher se abrir, fazendo com que Hinata viesse com a palma aberta contra o corpo do loiro. Naruto imediatamente estranha o golpe, mas não tem força ou mobilidade para desviar do mesmo. 

Diferente dos outros golpes dados pela Sarutobi, o loiro não sente o impacto bruto do golpe em seu corpo, é sim o que vem após ao contado da palma contra os músculos de sua barriga definida.  

Um grito excruciante parte do jinchuuriki, que escuta em seu íntimo Kurama vociferar de dor.  

O manto avermelhado da Bijuu abruptamente desaparece do corpo do Uzumaki, que não tem mais o poder curativo de Kurama para lhe curar, fazendo com que seus destroçados pulmões se encherem por um liquido quente, fazendo-o afogar em seu próprio sangue. O agente da CMPS sente uma dor colossal alastrar-se por seu corpo a partir do toque dado pela Sarutobi em sua barriga. Kurama estava silenciosa no corpo do loiro, fazendo o Uzumaki logo chamar por sua Bijuu em seu interior. 

– Kurama? – Naruto murmurar com dor, mas o desespero tomava conta de seu corpo ao não sentir ou ouvir sua Bijuu dentro de si. O grito de dor da Bijuu ainda ecoava na mente do Uzumaki que sentisse vazio por dentro, ao perceber que a raposa havia desaparecido da escuridão em que vivia em sua barriga. – Kurama? – pergunta novamente o Uzumaki, que ainda se mantinha caído ao chão, enquanto sua boca era enchida pelo sangue de seus pulmões machucados.  

Hinata olha altivamente para o corpo do homem abaixo do seu. A Sarutobi invoca o seu poder novamente para dentro de si, fazendo que o manto azulado ao seu redor logo se desintegrar no ar a sua volta. Os olhos cor de breu voltam a ficar comuns, não tendo em seu interior aquela áurea azulada a lhe adornarem. A perolada retira o pé que pressionava a laringe de Naruto, logo ajoelhando-se ao lado de mesmo, pegando o queixo quadrado do homem em meio aos seus dedos frios. Os olhos contrários logo se chocam, fazendo que o Uzumaki visse nos olhos cor de breu somente uma frieza assustadora, enquanto Hinata via nos olhos azuis claros do homem desespero por sua Bijuu. 

– O que você fez? – Naruto tenta virar o rosto para cuspir o sangue que acumulava em sua boca, mas Hinata o impede de fazer o movimento, quando segura fortemente o queixo quadrado do homem. As orbes azuladas do Uzumaki se arregalam ao sentir seu corpo paralisado pelas garras azuladas que prendiam seus membros ao chão, enquanto a Anormal forçava o loira a lhe encarar enquanto fazia-o afogar lentamente em seu próprio sangue.  

 

 

 

 


Notas Finais


Eai? O que acharam?

People, no capítulo anterior fiquei falando tanto de Naruto e Hinata/ Naruhina que esqueci de falar sobre nosso queridíssimo Uchiha (que deu as caras no capítulo 4 hehe) que sera o par romântico de nossa deusa Hinata... gente me senti uma vergonha da profissão no quesito Sasuhina kkkkkkk

E também quero lhes perguntar sobre a formatação dessa fic. Gente do céu, sempre que abro os capítulos no meu celular e cada blasfêmia no quesito formatação do texto que Kami me livre... R.I.P ABNT. Sou muito chata com espaçamento demais entre palavras ou pular uma linha no meio do paragrafo, tenho um monte de neura resumindo. Então me respondam se nos seus celulares ou computadores fica bonitinho os textos já que eu faço primeiramente no Word, para depois passa-los para o Spirit... é estou falando demais então até a próxima semana, e desta vez não deixarei o nome do próximo capítulo aqui pois estou em duvida ainda como o nomear, então sem mais delongas até domingo!!!


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