História Só Você e Eu - Capítulo 3


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Categorias Carrie Fisher
Personagens Carrie Fisher
Tags Billie Lourd, Brian Lourd, Carrie Fisher, Family, Motherhood
Visualizações 19
Palavras 1.260
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Fluffy, Romance e Novela

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - Café


Ela comia o terceiro pedaço de pizza assistindo a um Talk Show, onde o apresentador curiosamente entrevistava um outro apresentador.

— Olha pra isso, Billie. Apresentadores de Talk Shows entrevistando uns aos outros... É um dos 12 sinais de que o mundo está acabando. Alguém, em algum lugar, está se tornando obsoleto. Talvez a audiência. — Disse ela de forma sagaz, dando uma mordida na pizza. — Que se dane, eu estou gorda mesmo.

A bebê olhava para a tela à sua frente, que chamava a sua atenção pela luz que emanava e nada mais. Carrie tinha as pernas cruzadas e Billie estava confortavelmente deitada no meio delas, recostada em sua barriga, quase dormindo. Ela se inclinou para a lateral, alcançando uma caderneta com a capa de couro. Desprendeu o fecho e começou a escrever. Uma palavra puxava a outra e quando viu, já tinha preenchido algumas páginas com seus pensamentos. Ela parou por um instante e percebeu que Billie dormia com o polegar esquerdo na boca. Sorriu, pegando-a no colo.

3:12a.m.

Marcava o relógio digital na cabeceira de sua cama. Ela finalmente tomaria um banho quente, em paz. Deitada na banheira, suspirou e abriu uma lata de Coca-Cola extremamente gelada.

— Você tá indo bem, Carrie. — disse para si mesma, ligando o rádio no volume mais baixo possível.

4:07a.m.

A campainha tocou e ela ergueu a cabeça por um instante. Seus cabelos curtos e desgrenhados casavam muito bem com seu olhar desnorteado e sonolento. Ela havia acabado de pegar no sono após o efeito do remédio e rolou na cama até cair no chão de madeira.

Blum.

"Ai."

A campainha tocou mais uma vez e com esse toque dramático Carrie rapidamente deduziu quem estava em sua porta. Ouviu de longe o choro da filha, insistente e mais irritado do que o habitual. Correu para pegá-la no berço e depois abriu a porta.

Lá estava ela, Debbie Reynolds usando um casual vestido vermelho cravejado de pedras brilhantes que reluziam com  a mínima luz das lâmpadas do jardim.

— Olá, querida! — Debbie abriu os braços e largou suas malas Gucci no chão sem nenhuma cerimônia.

 — Segura aqui pra mim. — respondeu Carrie entregando Billie nos braços de sua mãe.

— Oi, coisinha linda. Como você está? — sussurrou ela ajeitando-a nos braços. Carrie foi abraçada pela mãe, que depois segurou em sua mão, fazendo uma rápida análise. Ela estava descalça, de pijamas e com uma cara engraçada de sono.

— Eu tô uma bagunça... Mas quem mandou você aparecer a essa hora? — ela deixou a mãe entrar primeiro e arrastou suas malas para a sala de estar.

— Eu tive um show à meia noite e vim direto pra cá. Eu precisava ver como vocês estavam, não é, meu bem? — perguntou para Billie, que sorria para ela. Era impressionante como parava de chorar em seu colo.

— Podia ter ligado antes, assim eu não cairia da cama como uma merda. — Carrie soltou uma gargalhada ao lembrar de sua queda.

— Oh, querida, me desculpe. Estava tão ocupada com o hotel que apenas vim.

— E o Todd?

— Provavelmente dormindo a essa hora.

— Nós duas é que recebemos o choque elétrico. Queria ter a habilidade de dormir que o Todd tem. Por favor, Cat, puxe o seu tio! — Carrie disse, dando um gentil aperto no braço da menina, que sorriu mais uma vez.

— Ah, eu não aguento! Não tem nem dentes e fica sorrindo pra mim.

— Não, não, ela está sorrindo pra mim, mãe.

— Não vamos brigar agora, querida.

— Eu vou fazer um café. Preciso de uma bebida quente.

Fisher caminhou até a cozinha e abriu a dispensa. Havia tudo ali, qualquer coisa que ela pudesse querer... Tudo... Menos café. — Ótimo. Um milhão de anos sem precisar sair pra comprar nada e justo agora o café acaba. Mãe?

— Sim? — respondeu ela, de longe.

— Existem duas opções: a) um ladrão/maníaco entrou aqui e roubou todo o café, ou b) eu acabei de ter um bebê que não me deixa dormir à noite então eu acabei com todo o estoque.

— Com certeza foi a opção a.

— Vamos comprar. — ela pegou as chaves de seu carro e calçou pantufas.

— Você tem certeza que vai sair a essa hora pra comprar café? — Debbie indagou, sorrindo.

— Mas é claro que não! Nós vamos! — ela abriu a porta e foi seguida pela mãe. Entrou no carro e colocou Billie na cadeirinha. Ela imediatamente se ajeitou e começou a brincar com os dedos das mãos, analisando cada um cuidadosamente.

Carrie se sentou ao volante e olhou para trás.

— Ei. Psiu. Billie Cat. — a garotinha continuava abstraída com a própria mão, com um olhar curioso que encantou Carrie. Debbie entrou no Cadillac vermelho, já com um moletom e um par de tênis.

Ela dirigiu pelas ruas vazias, curtindo a brisa fria que bagunçava seus cabelos — mais ainda do que já estavam — e os deixavam perfeitos em toda a sua imperfeição.

No rádio, Sunshine On My Shoulders na aveludada voz de John Denver ninava Billie. Carrie conversava com a mãe e por alguns momentos apenas deixava-se satisfazer por estar em movimento. Aquilo acalmava sua mente agitada.

O som do freio de mão sendo puxado a fez acordar e logo estendia os pequenos braços para a avó, ela não se cansava de ficar em seu colo. As luzes do Wallmart irritaram sua visão, e ela enterrou o rostinho no moletom rosado, ainda sonolenta.

Os únicos dois atendentes do caixa pareciam estar petrificados. Um garoto jovem e uma senhora não podiam acreditar no que seus olhos viam — Carrie Fisher, a Princesa Leia, usando pijama de flamingo e pantufas azuis ao lado de sua mãe, A Debbie Reynolds de Cantando na Chuva, casualmente em seu moletom cor de rosa e seus tênis da Nike, carregando a filha de Brian Lourd nos braços, sua neta, o bebê que não aparecia nos tablóides mas que era um tanto conhecido.

— Boa noite. — disse Debbie em seu tom casual enquanto andava para dentro do supermercado. Ambos os atendentes balançaram a cabeça afirmativamente e deram respostas monossilábicas. Carrie sorriu para eles e seguiu a mãe.

As prateleiras estavam lotadas com todos os tipos possíveis de café, e Carrie escolheu uns cinco, talvez sete pacotes. Então olhou para a sessão de brinquedos e não resistiu. Ela e a mãe escolheram alguns para Billie.

A bebezinha estava ficando desconfortável e foi colocada na cadeirinha do carrinho, mas era pequena demais para ficar ali.

— Só tem uma solução, e eu não estou fazendo isso por nenhum motivo a mais. — declarou Carrie, pulando para dentro do carrinho. Sua mãe riu e lhe entregou a filha. — Sua mãe é f***** incrível.

— Carrie!

— Desculpa, desculpa...

Debbie empurrava o carrinho pelos corredores, que logo foi enchendo-se de todo o tipo de  tranqueiras.

— Como vai o livro, Carrie? — perguntou ela enquanto escolhia alguns produtos.

— Não tá indo. Mas eu vou pensar em alguma coisa.

— Com esse tanto de café, vai sim, com certeza!

Elas passaram no caixa e o garoto timidamente sorriu para Fisher.

— Que a Força esteja com você.

— Que a Força esteja com você também, garoto. Nunca diga isso para as garotas, combinado?

— Combinado. — respondeu o jovem, com as orelhas avermelhando-se.

— Senhora Reynolds, pode me dar um autógrafo? — a mulher mais velha falou.

— Claro querida! Só não precisa me chamar de senhora. — respondeu ela assinando em uma comanda do supermercado.

— Tchauzinhoo! — Debbie acenou antes de sair. Eles retribuíram vigorosamente.

— Oh, meu Deus. Meus amigos não vão acreditar nisso. — o garoto disse, incrédulo.

— Nem as minhas amigas do Clube do Livro.— a senhora respondeu, olhando para ele e se abanando com o pedaço de papel que Debbie tinha autografado.

 


Notas Finais


Me diz o que tu achou desse capítulo lindinho que eu amei escrever!
(O primeiro trecho é, de verdade, o comecinho do livro da Carrie, Delusions of Grandma, *meu preferido*).


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