História So What? - (Matt Tuck) - Capítulo 6


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Hentai, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Run - Foo Fighters

Capítulo 6 - Capítulo 5


- E com o seu padrasto? Você acha que seria possível uma reconciliação com ele? – A mulher indagou.

Instalada ao sofá carmesim a poucos passos de distância da poltrona onde situava-se a psicóloga, Jack instintiva e primitivamente ocorreu a primeira resposta que irrompeu e logo se consolidou em sua mente.

- Não. – ela disse.

Silêncio por parcos segundos.

Elas se fitaram de maneira ininterrupta. A mulher encarava-lhe com suas órbitas pardas e o rosto suavemente vergado para o lado antes de estreitar suas pálpebras e salientar um desdenhoso sorriso para a garota, que a olhava de volta em seus orbes sem denotar emoção alguma, neutra e inerte. Ela parcialmente ergueu suas sobrancelhas sem deixar o contato visual. Jack tinha conhecimento de que ela apetecia e buscava por uma explicação, mas não era isso que teria caso não perguntasse.

- Você parece mais... Desconfiada hoje. – apontou e, pela adicional vez, sem resposta além de um mero dar de ombros, prosseguiu: - Você parece mais evasiva. Ou é só impressão minha?

- É uma impressão sua. Acho que sim. – Não, não era apenas uma impressão por parte dela. Era verídico e genuíno que a garota já não demonstrava mais incitação ou vontade alguma equiparado a qual ela sentia no inicio do tratamento. Sua mãe estava correta numa coisa – era verídico também que ele não vinha notabilizando sequer indícios de resultados maiores no que a garota realizava, dizia ou até mesmo pensava. Quando sua mãe lhe disse aquilo, ela assentiu, pois era uma realidade e a legitimava. Isso até sua progenitora dar-lhe a entender que presumia que leva-la a um profissional mudaria seu jeito de ser apenas para que isso favorecesse a ela. Então a garota teve de se opor e afrontar.

Jackie perguntava-se se era para aquilo que sua mãe pagava todas as suas consultas semanais.

Então tudo não passara de algum tipo de encenação?

Na noite na qual descobriu aquelas parcelas fragmentadas de autodestruição nas coxas da garota, assegurou-lhe que cuidaria dela com todas as letras. Era engraçado. Porque ela não estava fazendo aquilo. Por que não estava acatando com o que prometeu? Será que nem em uma única vez poderia seguir com o que falava? Aquilo não estava certo. Enxergar um panorama tão errôneo e condenável de algo que deveria ser ordeiro e justo. Ver que fora enganada. Se soubesse que um mês após aquela noite tão supostamente vultosa sua mãe ainda sim retrocederia à prática de depreciá-la com palavras cortantes, jamais haveria de crer naquelas outras palavras que aparentavam serem tão macias. Jamais haveria de crer naquelas lágrimas.

Era realmente para aquilo que sua mãe pagava suas consultas?

Para que em pouco tempo retornasse ao habitual execrável?

Jack não queria mais prosseguir com aquilo. Era uma tremenda perda de tempo e de dinheiro.

- Tem certeza? – A mulher questionou.

- Sim. Estou apenas ansiosa para sair hoje.

A psicóloga sorriu novamente, divertida e gentil.

Ela não a correspondeu.


.

.

.


Joseph, Frank e Luke, às seis da tarde, encontravam-se a porta de Jackie assim como disseram no dia anterior, com a tangível e presumível ausência de Will. Com seus respectivos pais fora de casa, foi fácil para ela que pudesse sair do domicilio sem que ninguém interpelasse a despeito do litro de Vodka nas mãos de Frank, e a garota o repreendeu por isso.

O entardecer deixava-se ostensivo na abóbada celeste de nuvens carregadas quando enegrecia as ruas abaixo de si num complexo de cores mornas e frias. Jack podia enxergar, próxima aos edifícios e moradias e pregada ao horizonte que se estendia até onde sua vista enxergava, uma tonalidade viva de laranja e rosa – resíduos de um dia que agora se sepultava em contrapartida ao azul grisaceo, velando o cume do firmamento. Parece que vai chover. Inferiores ao matiz modorrento, os jovens caminhavam pelo pavimento partilhando a goladas duas garrafas de teor alcoólico que, compreensível de forma óbvia e evidente, já encontravam-se vazias da metade para cima de suas capacidades. A garrafa de Vodka era relativamente superior à outra e tampouco abandonava as mãos de Frank. Tentavam induzi-la a ingerir da bebida tanto quanto eles próprios, porém ela repelia as garrafas, constatando ser certamente a pessoa mais sóbria dentre os jovens que se deslocavam pelas calçadas. Frank se designava o mais embriagado, articulando em entonação alta numa carga de energia inesgotável. Ela se perguntou como podiam já ter bebido tanto em apenas um curto período de tempo em que levaram até sua casa.

Jack nunca alimentava uma praxe de ingerir muito álcool, quando menos antes de apresentarem-se ao local estabelecido. Ainda que detestasse admitir, era fraca para bebidas e elas subiam-lhe facilmente. Afora que limitava-se a não beber por demasiado no inicio, sempre terminava retornando para casa com a cabeça rodando.

Era a melhor e a pior sensação do mundo.

Sob dadas perspectivas, quando bêbada, ela não carecia e tampouco mostrava-se capaz de ocorrer novamente à lembrança de ter uma progenitora tão inflexível e uma família tão impecavelmente ilusória em casa. Ou a enorme ansiedade na qual sua escola resultava. Não sujeitava-se a lembrar de como o dia de amanhã seria tão terrível, malíssimo e exaustivo quanto todos os outros, desigual apenas a entardeceres como aquele. Não se obrigava a lembrar de como seria a comoção de despertar em seu quarto pela manhã e logo em seguida ser baleada pela inclemente compreensão de que nunca desejou estar ali. De que todas as manhãs eram as mesmas. De que acordar com o ensejo a morte todo maldito dia era apenas mais um passo rumo à rotina fatigante. Quando bêbada, Jack não pensava em nada disso. Ela só conseguia enaltecer a sensação inepta e ridícula de não poder focar seu olhar em nada que estivesse em movimento ou não. O único contra de tantos prós.

Os garotos estavam zombando uns aos outros.

Um braço cordial rodeou os ombros dela em meio a um monólogo. Arredia e indócil, Jackie virou-se e os cabelos dourados e babélicos de Luke irromperam em foco.

- O que aconteceu? – questionou, afável. – Você está quieta hoje.

- Cansada. – rebateu. As bochechas enrubescidas de Luke se entesaram e seus olhos sorriram para ela. Sua mão lhe ofereceu o litro de bebida.

- Então beba. Vai ficar solta rapidinho.

Ela o repeliu.

- Não? – Luke se arrebatou. – Você vai ter que beber pelo menos um gole se quiser ficar do meu lado.

- Vou beber. Mais tarde.

Joseph interviu:

- Garota estranha. – disse. – Ei, Frank, nossa amiga não quer beber.

- Se eu fosse você, - Frank começou – começava a beber agora. Daqui a pouco não vai sobrar nenhum dinheiro pra comprar mais nada.

- E isso não vai demorar. Do jeito que esses caras bebem... – Luke sorriu para ela mais uma vez. O braço assentado ao ombro de Jack, conquanto sendo de conduta terna, incomodava-lhe. – Não quer mesmo?

Ela negou.

- Assim sobra mais pra gente. – Joseph chiou. Depois introduziu outra conversa casual com Frank, ambos assumindo a dianteira e ausentando-se do par atrás deles. O loiro ainda sustido sobre sua lateral procedeu, então:

- Sabe de uma coisa? – ele disse. – Preciso mijar.

Jack sorri. E depois concorda.



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