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História Soap (Fack) - Capítulo 3


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Notas do Autor


Oi pessoal, aqui está mais um capítulo pra mexer com o coração de vocês.
Espero que tenham uma boa leitura, nos vemos lá em baixo. ♥️

Capítulo 3 - Então eu encho a banheira com bolhas


Fanfic / Fanfiction Soap (Fack) - Capítulo 3 - Então eu encho a banheira com bolhas

*Finn* 

O resto do dia passou tão rápido que nem percebi quando a aula terminou. Eu estava em um mundo tão longe, longe do meu padrasto seboso e de Nicolas. Como eu vou fazer pra entregar as drogas pra ele? Eu fui muito burro de marcar a entrega na minha casa. Preciso planejar como vou fazer...

Fui retirado de meus devaneios quando Jack estalou os dedos a minha frente me fazendo virar o rosto para olhas em seus lindos olhos castanhos.

- Caramba cara, é o lance do Nicolas que tá te deixando tão preocupado assim?- Jack se sentou na cadeira antes vazia na minha frente. 

- É, se meu padrasto ver ele me...me mata.- Disse abaixando minha cabeça e fechando os olhos. - Por que marquei na minha casa? Eu fui muito burro.

- É, você foi mesmo. Mas sei que vai dar um jeito....olha, o que de pior pode acontecer se ele te pegar bem na hora?- Jack me encarava curioso e ansioso pela minha resposta. 

- Ele vai me levar pro quarto e...- Droga o que acabei de dizer? - Quero dizer, ele não me bateria na frente de ninguém provavelmente faria isso no quarto. 

- Nossa, ele parece alguém tão pacífico... não sabia que ele poderia bater em você. Pera aí, foi ele que fez isso com você?- Neguei com a cabeça. Queria poder contar sobre isso a Jack mas mantinha um grande receio de que se ele descobrisse nunca mais falaria comigo. - Mas olha, se mantenha positivo tá bem? Repita comigo, vamos lá! - Jack proferiu cada pelavra com suas mãos segurando meu rosto para que eu olhasse pra ele.

- Eu consigo! - falamos em uníssono.

- Agora vai me deixar em casa, eu estou com muita fome. 

- Tá bem vossa alteza. - Falei enquanto me levantava e guardava minhas coisas dentro da mochila. 


No caminho de volta a casa de Jack senti meu coração palpitar forte quando passamos por um quebramolas fazendo Dylan apertar o abraço e fechar com força aqueles lindos olhinhos. 

- Calma, sobrevivemos seu medroso. - Recebi como resposta do menor um sorrisinho bobo.

- Você não presta Finn Wolfhard. 


Para o meu desprazer chegamos ao nosso destino, eu daria tudo para ter o mesmo ali agarrado a mim por ao menos mais 10 minutos. Mas isso era mais que impossível, considerando que perdi um tempo considerável por ter que pedalar devagar por causa do menor. 

- Finn, muito obrigada pela carona. Você é um tremenda quebra galho. - Dylan após proferir seus agradecimentos se aproximou um pouco mais de mim e depositou um selar demorado em meus lábios. Por mim teria durado bem mais tempo do que realmente durou, infelizmente o menor desfez nosso beijo com um sorriso gentil. - Até amanhã, e vê se não apanha dessa vez. - Acenei para ele e rumei para casa quando o vi atravessar a porta e à fechar logo em seguida.

Eu não consigo acreditar no que acabou de acontecer. Jack realmente me beijou ou isso foi um pequeno devaneio que tive? Não, aquele beijo foi real, aquela sensação foi real. Essa sensação é completamente diferente das que eu já senti. Pelo menos foi diferente das sensações que senti quando aquele miserável do Jonathan me beijou, a única coisa que consegui pensar naquele dia foi que aquilo tudo era errado e sentir apenas nojo e medo dele. Queria que aquilo houve acontecido por acidente como costumava pensar no começo, mas ele arrancou essa ilusão da minha cabeça quando havia me obrigado a fazer aquilo pela décima vez. 

Afastei essas lembranças horrendas por um momento ao perceber que faltava pouco para chegar em casa, eu realmente precisava focar em como resolver meu novo problema.

Guardei minha bike na garagem e entrei em casa subindo apressadamente a escada para poder chegar ao meu quarto, tentei passar o máximo de naturalidade que pude para não causar nenhuma estranheza ao lobo em pele de cordeiro. Adentrei meu quarto e tranquei a porta apenas por precaução. 


- Ok, o mais lógico a fazer é apenas esperar ele vir, o convidar para entrar e o levar para meu quarto e entregar o que pediu brutalmente e sem necessidade alguma daquilo, logo depois ele sai pela porta e o problema vai embora. É, é esse o mais correto. - Falei baixinho pra mim mesmo. Meu celular tocou e o retirei rapidamente do meu bolso para ver se era alguma mensagem de Nicolas. Bom, dito e feito era mesmo aquele troglodita.


*Mensagem onn*


Oi bichinha medrosa

Eu já tô indo aí

Se não estiver com a parada, você vai se arrepender. 


*Mensagem off*


Ele está evoluindo, aprendeu a ameaçar triunfatemente pelo celular. 



Me apressei em abrir meu armário e tirar de dentro uma mala vermelha e velha, a abri e de dentro retirei do bolso da lateral 4 pequenos pacotinhos transparentes com o conteúdo branco feito leite. Quem diria que iria lucrar tanto vendendo drogas pra trupe do Nicolas. 

Não demorou nada até que eu escutasse o bater na porta, coloquei os saquinhos debaixo do colchão da minha cama e saí do quarto para ver se era mesmo ele. Como eu já esperava Jonathan atendeu a porta e sem se quer esperar que Nicolas dissesse a palavra "oi" me chamou para atender ao rapaz que estava vestido com a jaqueta azul do time. Acenei com a cabeça para que ele subisse até meu quarto, e o mesmo fez exatamente o que havia lhe pedido subjetivamente que fizesse. 


- Anda logo Finn.- Nicolas dizia impaciente.

- Nossa, não vai dizer nem " Oi Finn, como você está?" Ou " Como tá a saúde?". 

- Acha que tô pra brincadeira? Anda logo, você tem ou não tem. 

- Nossa acordou com o pé esquerdo hoje né seu manézão. Eu vou pegar, mas pagamento primeiro. 

*Primeira coisa que aprendi quebrando a cara, se vai vender drogas você tem que sempre estar a um passo a frente, tem que ser esperto ou seja sempre exija o pagamento primeiro.*


- Tá aqui seu babaca. - Nicolas me entregou o dinheiro e contei na frente dele apenas para ter certeza e mostrar eficiência, eu não seria enganado por um idiota como ele e felizmente o dinheiro estava certinho.

- ok, agora vira de costas pra mim. - Falei enquanto gesticulava para que ele se virasse. 

- Sério isso? 

- Pronto, aqui está. - depositei os quatro saquinhos na mão dele o vi sorrir baixo. Não teria como ser mais idiota. 

Descemos a escada em silêncio e assim prosseguiu até Nicolas passar pela porta e sumir mundo a fora.

Tudo parecia ter paz novamente, o que não durou muito pois senti uma mão pesada pousar sob meu ombro direito. Estremeci com aquele toque repentino. 

- Espero que não esteja tão cansado Finn, sua mãe estará fora hoje também e voltará amanhã. Acho que você pode me fazer um favor não é? - Ele falava enquanto a mão que estava posta em meu ombro agora estava a acariciar meu rosto. Aquilo me fez sentir um forte enjôo, mas continuei em silêncio desejando que ele desaparecesse da minha vida de uma vez.

- Olha Finn, o que nos já conversamos em ? O que nos já conversamos Finn?! Você tem que ser cuidadoso, gentil e....- Ele aproximou a boca nojenta próximo ao meu ouvido me causando arrepios repulsivos a cada palavra proferida.

- Tenho que manter a água quente. - Falei o mais firme que pude, eu nunca mostraria novamente o efeito que ele exerce sobre mim. 

- Isso mesmo meu querido, agora vá. Suba e vá encher minha banheira com bolhas e certifique-se de estar bem quentinho pra mim. - Jonathan falava enquanto depositava beijos pelo meu rosto e pescoço. Em meio a aqueles toques senti lágrimas quentes e incessantes descerem pelas minhas bochechas.

- Certo. - Ele se afastou e voltou a fazer o que sabe-se lá o que estava fazendo antes. 


A questão era porque eu continuava sem fazer nada? Durante muito tempo da minha vida essa foi a regra dele " seja cuidadoso ou alguém pode descobrir e sua mãe ficará horrorizada ao saber que seu filho seduziu o marido que tanto ama e te expulsará de casa, seja gentil assim apanhará apenas por prazer e mantenha sempre minha água quente. " Ele me faz repetir isso toda vez. Sempre e sempre. Meu coração arde toda vez, minha vontade é de fugir, mas não poderia ir muito longe, minha mãe viria atrás e me obrigaria a voltar pra " família feliz" me acusando de exagerado e infantil. 


- Eu te odeio Jonathan.







Notas Finais


Oi pessoal, espero que tenham gostado do capítulo e até a próxima.
Obs: tadinho do Finn ;-;
Edit1: Capítulo revisado parcialmente


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