História Soar dos Mortos - Capítulo 3


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Apocalipse, Mortos, O Soar Dos Mortos, Zumbi
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Palavras 812
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Ficção, Romance e Novela, Sobrenatural, Survival, Terror e Horror, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Desculpem a demora kkkk

Capítulo 3 - Polícia


A mãe de Sofia abriu a boca e começou a fazer um estranho grunhido com sua garganta, semelhante ao que eu havia escutado mais cedo em minha casa

- Sofia... Acho melhor se afastar um pouco dela. - Momentaneamente, a mulher abriu os olhos e tentou agarrar Sofia, mas de forma impulsiva, eu corri à sala e a afastei de sua mãe antes que fosse atacada. 

-  Ah, o que você tá fazendo?! - perguntou Sofia. Sua mãe caiu do sofá e se aproximou de nós, rastejando. 

- Ana, o que está fazendo?! - gritou André e a puxou pelos cabelos. Quanta gentileza com sua esposa, não? - Vão para cima, eu fico com ela. - ordenou. Nem sequer pensei duas vezes antes de obedecer, mas Sofia, ficou paralisada na sala observando os dois. Então eu segurei seu braço e à levei a força. 

Quando estávamos subindo as escadas, os cabelos de Ana se soltaram da mão de André, ela se jogou nele e mordeu o seu ombro, tão forte, que derramou sangue no chão. 

- Puta merda. - eu sussurrei para mim mesma e Sofia gritou, entrando em desespero. Subimos correndo para o quarto dela e tranquei a porta.

Podíamos ouvir daquele quarto o gritos agonizantes de André e os ruídos estranhos que Ana fazia, como uma fera. Sofia estava chorando agachada no chão, segurando sua cabeça e eu encostada na porta, tentando pensar no que estava acontecendo com as pessoas.

Uma hora se passou. Ana já havia terminado seu jantar na sala de estar. Sofia estava no mesmo lugar que antes, ainda tremendo e eu sentada em frente a porta. "minha mãe foi mordida?" "meus amigos estão bem?" "alguém virá nos salvar?", eu não deixava de me perguntar. Foi então que escutei o estampido de uma sirene e um carro freiando na minha rua, era a polícia. Sofia continuou imóvel sem se importar mas eu fui à janela ver o que seria. Era a polícia, nossa salvação.

- Mortos-vivos às 10 horas! - mortos-vivos? 

- Jefferson e eu ficamos com os da esquerda, vocês dois com os da direita! - isso não podia ser coisa boa.

- Abrir fogo! - estavam matando meus vizinhos. Parece que os pais de Sofia e os meus não eram mais considerados humanos. Isso foi dificil de aceitar mas eu não podia ficar parada me lamentando naquele quarto enquanto nosso único meio de continuar vivas estava do lado de fora. Eu precisava sair de lá, mas Ana, foi atraída para o quintal pela sirene e pelos tiros, precisávamos escapar por outro lado.

- Sofia, tem alguma saída dessa casa fora a da cozinha? - Ela continuou olhando pro nada sem me responder. Então eu me agachei de frente à ela, segurei seus ombros e tentei convence-la. - Por favor Sofia, precisamos sair daqui... Eu sei como você se sente, aconteceu comigo também. Mais cedo minha mãe tentou me atacar, comeu o meu padrasto e ia me comer também. - ela desviou o olhar, eu balancei ela e continuei. - Era como se ela nem me reconhecesse. Aquilo não era ela Sofia e aquilo também não é mais sua mãe. - eu acabei assustando ela nessa hora. - Se nós não dermos o fora daqui, vai acontecer com a gente o mesmo que aconteceu com seu pai, entende?

Ela suspirou e me respondeu. - Não... Não temos outra porta... -

Eu soltei seus ombros e caí de costas no chão.

- Mas... Tem um cômodo lá em baixo onde meu pai deixa as ferramentas dele... Você pode sair pela janela, a porta fica na sala. - ela disse "você".

- Não, eu não, você vem junto. - puxei o braço dela mas ela se recusou a levantar. - Tá, você venceu, eu te carrego.

- Não, não precisa - enfim ela levantou.

Eu andei na frente dela. Chegando na escada, vi André caído no chão com um buraco gigante nas costas, o que restou de suas tripas estavam para fora e havia uma enorme poça de sangue sob ele. Segurei a mão de Sofia e mandei que ela não olhasse para o chão, guiei seus passos.

- Que fedor. - ela comentou. Passamos com cuidado pelo André para não escorregarmos em seu sangue, mas inesperadamente, Sofia parou de andar e começou a tremer novamente. Eu olhei para sua perna e André estava segurando ela.

"Está vivo?" eu me perguntei. Foi então que André levantou sua cabeça e mostrou sua nova face, com a pele seca, babando e os olhos revirados, sedentos por sangue.

- Puta merda! - eu pisei em seu braço e corri para o quarto de ferramentas com Sofia. Ele veio rastejando atrás de nós mas eu fechei a porta à tempo.

Podíamos escutar lá de dentro, André arranhando a porta com suas unhas, ansiando nos pegar. - Viu Sofia? Eu falei que não eram seus pais.



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