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História Sob a Água - Capítulo 10


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Notas do Autor


finalmente o capítulo dez, essa fanfic tá indo mais longe do que eu esperava.
vejo vcs lá embaixo ;)

Capítulo 10 - As desavenças e inimigos de Mina.


Fanfic / Fanfiction Sob a Água - Capítulo 10 - As desavenças e inimigos de Mina.

Ao chegar na mansão, sou surpreendida pela presença do meu pai. Como uma primeira reação, eu paraliso. Tento imediatamente imaginar o motivo de sua vinda, já que ele estava sempre muito ocupado para a família. Mas antes de eu poder falar qualquer outra coisa, percebo que ele não notou a minha presença, e que está com toda a sua atenção voltada para o celular.

— E a garota...? — ele pergunta para a pessoa misteriosa do outro lado da linha. — Como assim você não sabe?! Eles resolveram esse problema?

Me aproximo devagar em meio às sombras, interessada no assunto atual que meu pai mantinha com este alguém.

— Isso é ótimo! — ele ri fraco, parecendo estar aliviado. — Converse com a família, lhes dê as informações que te passei.

Silêncio de repente. Meu pai estava atento, aparentemente escutando a resposta.

— Tudo bem. — ele concorda com a cabeça, satisfeito. — Está ok pra mim. Me retorne quando falar com eles... Adeus, K.

Dou um pulo ao ver meu pai se virar em minha direção numa velocidade desconcertante e inesperada. Seus olhos se arregalam ao notar a minha presença, como se eu o tivesse pego fazendo algo errado.

Me aproximo dele devagar, abrindo um sorriso grande nos lábios como se nada tivesse acontecido — ou como se eu não tivesse escutado nada dessa conversa intrigante.

— Lim? — ele indaga, surpreso. — O que está fazendo acordada?

— Eu fui ao jantar na casa da família Seo. — respondo, curta. — Mamãe não te contou?

— E por que você não pediu permissão pra mim?

— Porque você nunca está em casa. — lhe respondo, grosseira. — Você está sempre no trabalho, então imaginei que devesse pedir à mamãe.

— Eu estou sempre no trabalho para garantir que essa cidade prospere. Será que você não percebe o caos que essa cidade está se tornando? — papai eleva sua voz, irritado. Aparentemente eu havia cutucado uma ferida. — Mas claro, você nunca percebe nada pois está muito distraída se envolvendo com marginais que eu mesmo lhe ensinei a evitar.

— Você vai querer tocar nesse assunto agora, sério? — elevo minha voz, também irritada pelo início da briga que ele estava querendo iniciar. — Já que você está assim tão ocupado tentando resolver os problemas da cidade, por que os casos de assassinatos ainda não foram resolvidos, em?

Meu pai congela, incapaz de me responder com rapidez. Ele me mede da cabeça aos pés, como se procurasse pela resposta ao mesmo tempo em que me destruía mentalmente.

— O que está acontecendo aqui?

Olho para o lugar da onde o barulho vinha, vendo minha mãe em pé no meio da escadaria, acompanhada de uma das empregadas. Elas nos encaravam, aparentemente preocupadas pelo barulho que nós dois estávamos fazendo no hall de entrada.

— Não é nada. — respondo curtamente, tentando dispersar o clima pesado que havia sido instaurado.

— Nada? — meu pai contorna a situação, me contrariando. — Chae, você tem levado a Lim às aulas?

— É claro que tenho. — mamãe desce as escadas, dispensando a empregada que nos deixa a sós, em família. — Por quê?

— Não é o que tem parecido. — ele lança um olhar de reprovação para mim, mantendo sua atenção fixa em minhas roupas. — Sabe, o que é tudo isso? Toda essa rebeldia e problemas em que você tem se metido? Por que tudo isso?

Mas é claro que ele nunca entenderia nada. Meu pai estava ocupado demais trabalhando para sequer me perguntar sobre o meu dia. Por que só agora, em meio aos problemas, ele parecia se preocupar comigo?

Minha saúde mental nunca pareceu uma preocupação para os meus pais. Eles estavam sempre mais interessados na cidade, em como ela se encontrava financeiramente e qual imagem Saint River passava atualmente. Qual era o motivo de tanto interesse em mim de repente, então?

— É apenas uma fase, querido. — minha mãe tenta amenizar o clima indo em direção ao meu pai para acalmá-lo, mas ele se afasta assim que ela se aproxima. — Tudo bem. — ela dá um longo suspiro. — Eu estou fazendo o máximo para cuidar de nossa filha.

Em seu tom de voz eu conseguia facilmente sentir o desprazer ao vê-la me chamar de filha. Talvez fosse por repúdio às minhas atitudes recentes, eu não sei. Ou talvez então fosse só ódio pela adoção da filha da qual ela não pôde gerar em seu próprio útero.

— Não é o que está me parecendo. — papai passa as mãos no cabelo, irritado. Seu celular começa a vibrar novamente, interrompendo nosso momento “agradável” em família. — Você deveria pensar seriamente em colocar Lim na igreja.

— O que?! — quase berro, indignada.

— Sem mais, Lee BoonLim. — ele repreende. — Somente Deus pode te ajudar a sair dessa fase terrível em que você se enfiou.

Meu pai tira o casaco do corpo, o jogando diretamente nos braços da minha mãe. Ele se vira de costas para nós, tirando o celular do bolso da calça para atender a ligação, porém antes de responder ele se vira novamente para minha mãe. 

— Peça para prepararem o meu banho, logo estarei indo me banhar e preciso de descanso para dormir por pelo menos um dia.

É com essas suas últimas palavras que ele nos deixa finalmente sozinhas, como se não fossemos nada além de sua escrava pessoal e um saco de pancadas humano mais conhecido como sua filha.

Me viro para a minha mãe, vendo em seu rosto uma expressão triste, um tanto decepcionada. É assim que percebo em seus finos braços o cair de um pijama atrevido demais para somente uma noite tranquila de sono. Talvez ela tivesse esquecido o roupão aberto, ou era intencional para que meu pai percebesse.

— Por que deixa ele te tratar assim? — indago, tentando consolá-la.

— Você ouviu o seu pai, Lim. — ela balança a cabeça, negando minhas palavras. — Você agora vai para os cultos da igreja comigo após as aulas de 7 PM.

Não tento protestar e nem ao menos me humilhar por uma segunda chance. Era inútil ir contra uma coisa que meu pai havia mandado minha mãe fazer.

— Agora vá para o seu quarto. — ela ordena, apressando-se para me deixar sozinha enquanto corria atrás dos pedidos do meu pai.

Subo as escadas, indo diretamente para o meu único local de sossego na mansão.

Em meu banheiro eu demoro para tirar toda a maquiagem com o restante de demaquilante que encontrei. Ao deixar minhas roupas para me vestir do pijama, vejo através do espelho as marcas que TaeHyung houvera deixado em meu corpo por culpa do sexo. Eu as escondo com mais maquiagem, mas não posso deixar de sorrir ao relembrar o quão satisfatório havia sido nossa transa.

Meu celular vibra em cima da bancada bagunçada de perfumes e maquiagens sem fim. Eu me aproximo da tela, vendo uma ligação do meu melhor amigo em espera.

— Por que é que você está me ligando a essa hora da madrugada? — pergunto, antecipando a risada ao idealizar sua resposta.

— Eu não pude esperar até a manhã, me desculpe. — eu solto uma gargalhada, o fazendo rir imediatamente também. — Ai meu Deus, espera! Você ainda está no encontro?

— Não estou, relaxa. — ele suspira, causando um estrondo no meu ouvido. — Agora vai, me diz: o que você quer?

— Não é óbvio? Eu quero saber tudo sobre o seu encontro com aquele Kim.

Nós passamos quase duas horas conversando sobre como havia sido o meu encontro. Jeongguk ficou extremamente surpreso ao descobrir que o restaurante que nós tanto imaginamos era na verdade a própria casa de TaeHyung. Mas nada o deixou mais boquiaberto que enfim descobrir que eu e o bad boy havíamos transado.

— Ninguém em sã consciência simplesmente esqueceria de usar a camisinha, Lim! — Jeongguk quase me dava tapas via ligação. — Você não está preparada para ser mãe, quem dirá para se tornar portadora de HIV!

— Ei, calma pai! — permaneço rindo, morrendo com seus puxões de orelha ranzinzos. — Foi só uma vez, isso não vai se repetir.

— É pensando assim que você faz de mim o titio resmungão no futuro.

— Credo! — seguro minha barriga para poder parar de rir ao imaginar Jeongguk como o tio dos meus inexistentes filhos. — Não se preocupe comigo. Eu sei me cuidar com isso, tio Jeon.

— Mas não está parecendo, porque...

— Tudo bem, Jeongguk! — o interrompo. — Eu vejo você pela manhã, beleza?

— Você não vai fugir de mim assim! Pense se você engravidar desse...

— Então tudo bem. — finjo que ele tenha concordado comigo, interceptando mais repreensões. — Não se esqueça do que vamos resolver sobre a Mina amanhã.

Desligo o celular, percebendo que ele realmente não iria parar de me dar esses alertas tão cedo.

Sou surpreendida de repente com o barulho de uma nova mensagem. Abaixo a barra de notificações e reparo que essa mensagem vinha de um contato salvo como Kim Playboy.

Kim Playboy (recebida às 02:33 AM): Não vou poder participar da investigação da Mina hoje. Estou com um trabalho onde vou precisar do dia inteiro pra resolver.

Eu (enviada às 02:33 AM): Tudo bem. Vejo você amanhã!

Desligo meu celular, um pouco contrariada. Era besteira, mas gostaria que TaeHyung estivesse presente em todas as nossas investigações, afinal havia sido ele quem dera a ideia de investigar as vítimas.

ESCOLA SAINT MARY’S III — 9:50 AM

Nós pegamos duas das amigas da Mina para interrogar, visto que as outras não cooperavam e o restante não havia dado as caras pela escola — provavelmente ainda de luto pela amiga.

As levamos para a biblioteca, onde tínhamos a certeza de que ninguém nos interromperia ou se aproximaria com curiosidade.

— Tá bom, agora desembuchem. — uma delas se pronuncia impaciente enquanto masca seu chiclete com a boca aberta. — O que vocês querem?

— Queremos que nos diga com quem a Mina vinha se envolvendo nos últimos dias, suas desavenças... Tudo.

Jeongguk é interrompido pelas risadas que as duas garotas tentaram conter, mas sem sucesso.

— Eu falei algo engraçado?

— Sim. — ela concorda com a cabeça. — A Mina era uma vaca às vezes, então tinha muitos inimigos por conta disso.

— Você é uma delas.

A outra amiga finalmente solta a sua língua, se dirigindo a mim com certo asco.

— É, nós não nos gostávamos muito mesmo. — sorrio falsamente, revirando os olhos para a careta que essa mesma garota fazia ao me ouvir falar. — Mas isso não significa que eu não queira ajudar a descobrir o assassino.

— Espera! Vocês estão investigando as vítimas como se fossem a polícia? — a primeira garota ri debochadamente.

— Sim, nós estamos. — lhe fito seriamente. — Agora você pode nos ajudar a ao menos tentar descobrir alguma pista sobre o assassino que matou a sua amiga?

— Tudo bem. — a garota parece afetada pela parte em que menciono a morte de sua amiga. Apesar de eu saber que havia pegado pesado, precisava choca-la de alguma forma para fazê-la parar de rir da situação. — A Mina tinha muitos inimigos. Grande parte de suas desavenças eram por motivos idiotas, então eu e as outras meninas não acreditamos que tenha sido algum de seus inimigos.

— Então quem? — pergunto, curiosa.

— Se tem alguém que vocês deveriam investigar é o diretor Ryu. — ela confessa, determinada. — Ele andava pegando muito no pé dela nesses últimos dias.

— E você sabe o porquê disso?

— Ela nunca nos contou.

— Bom, isso não nos ajuda muito. — Jeongguk se pronuncia também, insatisfeito. — Parece que outra pessoa já tem ele na cola. — meu amigo mente para tirar o nosso da reta de possíveis X9. — E ninguém viu ele pela escola hoje depois do que aconteceu ontem, então não há muito o que possamos fazer quanto a isso.

Nós ficamos em silêncio por algum tempo, os quatro pensativos em uma biblioteca vazia e silenciosa.

— Tem mais alguém que vocês deveriam ficar de olho. — a segunda garota quebra o silêncio, nos dando novas esperanças. — O nome dele é SoHo. A Mina estava interessada nesse garoto, mas ele parecia não ligar pra ela.

— E o que há demais nesse garoto? — meu amigo pergunta, franzindo o cenho.

— Ele é um desses caras perigosos da cidade. SoHo já cometeu um homicídio anos atrás e foi preso por isso.

— Espera... Ele é SoHo, Im SoHo? — indago.

— Sim, ele mesmo.

— Você o conhece? — Jeongguk pergunta, se virando para mim.

— Não, mas meu pai já comentou sobre esse homem uma vez. Me pediu para ficar longe dele assim como de TaeHyung também.

— Ah, isso! — a garota parece ter se lembrado instantaneamente de algo. — SoHo é um dos amigos de Kim TaeHyung.

— O que?! — indago novamente, surpresa por esse fato.

— Sim, eles são amigos, estão sempre juntos. Alguns dias atrás ele e mais dois amigos estavam na saída da escola com o Kim.

De repente as imagens aparecem em minha mente como se fossem flashbacks. Este tal criminoso estava mesmo presente com TaeHyung no horário de saída da escola no dia em que fomos investigar a casa do diretor. Eu o vi no meio dos outros dois caras mal encarados.

Aquilo havia me deixado tonta, com os pensamentos voando alto e caindo em queda livre. Um desses pensamentos me torturava, mal me permitindo respirar. E ele repetia sempre essa mesma frase: Por que diabos TaeHyung estava envolvido com esse possível assassino em potencial? 


Notas Finais


sim, eu já tenho algumas prévias pro fim (nada muito concreto), ainda haverão mais capítulos, porém tenham isso em mente.


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