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História Sob a luz do luar - A nova vida de Hermione - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Prólogo


Eu não lembro quando exatamente me apaixonei por ele. Se foi gradativamente ou foi uma enxurrada de sentimentos de uma vez só. Quando dei por mim meu coração falhava batidas em ouvir a sua voz barítona mesmo que soando do outro lado do pátio, ou quando seus olhos negros vinham na minha direção apenas para um cumprimento casual.

Achei que era coisa de momento, apenas insanidades de uma jovem no alto colegial, prestes a entrar numa faculdade e uma verdadeira traça de livros que não tinha vivido a nada da vida, mas me enganei.

Quatro anos mais tarde, e um coração meio partido, estava eu caminhando para mais uma aula sobre engenharia quando tombei em alguém na esquina do corredor, fazendo com que todos os meus livros fossem ao chão e por pouco eu não fui, graças aos braços másculos que me agarraram. 

Não senti mais meu corpo, apenas meu coração batendo ensurdecedoramente enquanto eu fitava aquele olhar negro sobre mim. Agradeci aos céus por estar em seus braços, pois se dependesse das minhas pernas, teria ido ao chão em segundos.

Sentamos na lanchonete enquanto ele me confidenciava que havia parado de estudar por um tempo mas que agora voltara e estava trocando de universidade e pretendendo cursar a mesma que eu. Mas quando o indaguei sobre esta no prédio errado, levando em consideração que ele queria cursar química, ele mudou de assunto. Apenas disse que em uma oportunidade digna me daria a resposta.

Estudamos juntos todos os dias por quase seis meses e quando chegou ao dia da sua prova, era o mesmo dia que eu defenderia a minha monografia. Desejamos mútua sorte e entramos cada um em sua sala, saindo horas depois exaustos e com resultados satisfatórios.

Logicamente que com o seu cérebro, ele conseguiu entrar na universidade e seis meses depois eu estava me formando.

Não sei se foi o cansaço do dia que me privou de comida, ou a minha baixa resistência a álcool, mas naquele dia, eu estava dançando, coisa que eu nunca faria em circunstâncias comuns e ainda mais com ele e ao final da musica, ele me beijou. Por Merlim eu o estava retribuindo na mesma intensidade.

Ao final da festa, começamos a um relacionamento, não sei se foi pelo álcool ou se ele sentia a mesma coisa, no entanto lá estávamos nós, despindo-se com uma rapidez no quarto que eu não reconhecia. E amando-nos. Na mesma intensidade.

E quando o dia amanheceu, eu percebi que não era um sonho. Ele estava ali, com aqueles cabelos negros, ressonando baixinho enquanto as mãos agarravam a minha cintura e a cabeça estava sob meu colo. Tornando-me a mulher mais feliz do mundo.

Continuamos meses na mesma intensidade. Eu saindo da pós-graduação para vê-lo e amá-lo como ninguém. Mas como se fosse água sobre brasas, um belo dia, o nosso fogo apagou. 

Mas nas minhas idas ao apartamento ele, me deram amizades com seu irmão, Sirius. Com quem trocamos as mais belas palavras de amizades (leia-se ofensas) e um belo dia ele simplesmente me mostrou as estrelas que dava para ver do último andar. Ali se tornou o nosso canto, onde eu poderia lhe confidenciar tudo. E um belo dia confidenciei que estava com medo do ritmo que o meu relacionamento estava tomando, havia dias que ele era fogo puro mas havia dias que era o próprio iceberg. Sirius retirou os olhos das estrelas, pousando em mim, disse que eu não merecia isso e por fim me beijou.

Fizemos o genuíno sexo ali sobre as estrelas e no outro dia Sirius me disse que viajaria mas que conversaria com o irmão. E assim o fez.

Voltamos a queimar como brasas ardentes em chama. E quando faltava meses para a sua formatura, a minha menstruação atrasou, fazendo com que ele escovasse o cabelo repetidas vezes enquanto me chamava de irresponsável. Mas o ódio genuíno se concretizou quando todos os exames atestaram a minha gravidez. E como se eu tivesse feito sozinha, toda a responsabilidade e nomes de irresponsáveis caíram sobre mim. Ainda faltava cerca de um ano para que eu formasse, os gastos eram muitos, não teríamos como conseguir conciliar aos estudos e ao nascimento de uma criança.

Mas o choque veio mais tarde, quando ele disse chegou a me dizer que eu teria de tirar ao nosso filho. E que se eu não fizesse isso, ele trancaria a faculdade e mas não queria isso. Não quando estava tão perto de se formar. Antes que eu cedesse a sua chantagem, tentei entrar em contato com Sirius, talvez ele me desde alguma resposta. Mas o numero que estava gravado no meu aparelho dava sinal de desligado. Mas nas redes sociais ele estava ativo, e então enquanto esperava por uma resposta dele, resolvi olhar o seu perfil e minha não supresa foi quando descobri que ambos eram comprometidos antes mesmo de me encontrar.

O chão sob meus pés sumiu, ao tempo que a minha visão também. Não surpreendente, acordei em um hospital com chances máximas de aborto espontâneo e com ele ao meu lado, planejando como isso iria acontecer. Uma semana depois, prestes a entrar no terceiro mês gestacional, eu perdi ao nosso filho. E quando fui conversar com ele, não pude ser atendida.

Gina Weasley, a única amiga que mantive do ensino médio estava no mesmo tempo gestacional que eu estaria. A minha conexão com a ruiva era tão forte de forma que chamamos uma para ser madrinha do filho da outra no mesmo instante, ela quem cuidou de mim. Principalmente quando nem ele voltou para cuidar. 

Scorpius Weasley nasceu no mesmo mês que o noivado dele. Os meses que se seguiram foram quase insuportáveis, separar as brigas de Gina Weasley e Draco Malfoy. Correr atrás do tempo perdido na pós. Cuidar de Scorpius para que Gina também terminasse aos seus estudos e defendê-lo do crápula que Draco havia se tornado. 

E no terceiro mês da criança, eles decidiram, por fim se separarem. No sexto mês da criança, Gina e eu ficamos sabendo da gravidez do casal, e enquanto eu terminava a pós, Ginny resolveu dar outra chance ao seu coração e sair com Neville, um rapaz de classe e de bom coração. 

Combinamos que eu ficasse com o pequeno no novo apartamento, já que Molly Weasley era bem sagaz ao deixar a filha sair sem o neto, e assim aconteceu. Ginny e Neville fariam uma rápida viagem, chegariam antes do horário de Scorpius dormir. Mas o carro que eles estavam jamais chegou ao destino. Numa curva fechada, outro carro os acertou em cheio, fazendo com que o veículo perdesse ao controle e caísse ribanceira a baixo. Afundando no rio. O corpo de Gina foi encontrado a seiscentos metros do local do acidente, já onde Neville ainda estava preso ao veículo. Não encontraram ao bebê pois estava comigo.

Mas Molly era esperta. Assim que a liguei naquele dia para confirmar as informações, ela, de alguma forma, sabia que eu estava em posse do neto. E foi assim que ela declarou aos dois mortos, a filha e ao neto enquanto eu me encontro no aeroporto, acompanhando a cerimônia de casamento de Severus Snape com o grande amor da vida dele Lílian Evans, aguardando ao voo para a América do Norte. Com documentos falsos, e uma falsa certidão de nascimento de Scorpius. A partir de hoje não mais serei Hermione Granger.

Se há alguém aqui que impeça esse matrimônio, que fale agora ou cale-se para sempre”

“Atenção senhores passageiros do voo 1711, com destinado a Los Angeles, Califórnia, embarque pelo portão 5C”

“Sendo assim eu vos declaro marido e mulher, pode beijar a noiva”

 

Hermione desativou as redes sociais. Desaparecendo para sempre, jogando até mesmo o velho aparelho no lixo antes de pegar a cadeirinha onde se encontravam Scorpius dormindo e embarcarem para uma nova vida onde ninguém os fariam mal. Nem mesmo aqueles que um dia disseram os amar.

 


Notas Finais


Então... essa é uma ideia que correu meu cérebro ha dias e já estava me deixando sem dormir. Continuo ou paro daqui mesmo??


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