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História Sob Decreto Celestial - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Tenka Gomen!


Fanfic / Fanfiction Sob Decreto Celestial - Capítulo 1 - Tenka Gomen!

Em uma cidade tão fechada porém tão bem re-desenvolvida, seria de se esperar que crimes não existissem. Porém este não é o caso na bela Zawame.

A jovem Touka Akatsuki está saindo de uma loja de conveniência na qual sempre compra um bolinho de arroz na volta do trabalho, como se fosse um ritual diário, e mais uma vez retornando super tarde levando em conta que seu horário normal de saída seria por volta das 17:00 e no presente momento já passava das 20:00. Desde que ela recebesse a hora extra prometida por seu chefe, ela não se importava em se cansar um pouco mais.


- Meu deus… tô morta… - diz Touka em voz baixa, segurando seu bolinho de arroz na mão esquerda enquanto segurava sua bolsa na mão direita. - Ainda me preocupo com esse trabalho… por que seria um problema tão grande eu trabalhar enquanto os filhos ou qualquer outra pessoa estivesse na casa…? Meu chefe me dá arre-


Antes que Touka pudesse concluir seu pequeno papo com si mesma, ela vê um vulto preto empurrá-la no chão arrancando a bolsa de sua mão no processo, fazendo seu bolinho voar e sair rolando também. 

Ela está em choque ainda no chão, com coração acelerado e ofegante, tirando alguns segundos para tentar ver quem a roubou. Mais um daqueles marginais típicos em Zawame, todo de preto e encapuzado. Bem, ele já está bem longe e todos os pertences de Touka vão junto. Está tudo perdido.

Ou pelo menos é isso que ela pensa pois quando o ladrão passa por uma esquina à sua esquerda, ainda correndo em linha reta, ele é empalado por um objeto enorme, prensando-o contra a parede e fazendo-o gritar em agonia. Ele ainda não estava muito longe, então Touka consegue ver que objeto o acertou.


- Um… escudo?!?! - naquele momento o coração da jovem acelera ainda mais pois ela sabe à quem aquele escudo pertence.


Os gritos do ladrão cessam enquanto ele olha para a rua de onde veio o escudo enorme. Ele vê alguém se aproximar, alguém utilizando a mais bela armadura em cores verdes e brancas, com um traje todo branco por baixo e um elmo no estilo tradicional dos samurais que seguia os mesmos padrões de cores de todo o resto da armadura.


- Z-Zan..getsu… - o ladrão vislumbra o vigilante, mal conseguindo pronunciar seu nome em meio ao pânico e dor que sentia.


- Ai ai… mais uma bela noite de trabalho para mim… - Zangetsu saca seu Musou Saber - E mais um tolo que acha que pode cometer crimes em meus domínios…


Lock-Off...


O cinto de Zangetsu anuncia a remoção de seu Grão-Cadeado Melão. Ele então re-ativa o cadeado no Drive Launch de Musou Saber para ativar seu ataque final.


Lock-On!


Ichi.. ... Hyaku!

(110100!)


Melon Charge!


Zangetsu faz um corte vertical de cima para baixo, com Musou Saber envolvida em uma carga de energia verde, que simplesmente parte o corpo do criminoso em dois, espirrando sangue para todos os lados, acertando um pouco no traje branco e na armadura do vigilante. 


- Devo ter exagerado um pouco… - ele observa o corpo partido em dois - só um pouco… - ele vira sua atenção para Musou Saber, então remove o cadeado e re-insere no cinto, colocando a espada de volta no coldre localizado no lado esquerdo do mesmo. 


Zangetsu vira sua atenção para a jovem Touka que estava muito assustada para fazer qualquer coisa. Ele tinha em mente que sua reputação em Zawame não era das mais puras. Chamado de assassino por uns, herói por outros, mas o que ele sabe é que não é nem um e nem outro. Ele é simplesmente uma pessoa que acredita na justiça, mesmo que tal justiça seja feita por ele mesmo e pela lâmina de seu sabre.

Ele pega a bolsa de Touka e vai a passos lentos até o bolinho de arroz que voou da mão dela no susto, vendo que ainda estava todo embrulhado e sem qualquer sujeira, e o pega. 

Ela já está com os olhos completamente fechados e morrendo de medo enquanto ouve os passos do vigilante na sua direção. Após alguns segundos de silêncio agonizante, ela decide abrir os olhos lentamente e acaba vendo que o vigilante está ajoelhado perto dela com as mãos estendidas, em uma a bolsa e na outra o bolinho de arroz.


- Espero que ainda esteja com fome…


Touka tira alguns segundos para processar aquela imagem: o "perigosíssimo" Zangetsu, um assassino com sangue frio estava bem em sua frente, provando que não era ninguém a não ser alguém com boas intenções e grande poder. Ela pega suas coisas sempre o encarando. 


- E-Eu sinto... que já ouvi sua voz… antes… 


- Deve estar me confundindo com outra pessoa… - ele abre sua mão esquerda e, atrás dele, seu escudo desaparece em uma pequena onda de energia verde e re-aparece em sua mão logo em seguida com um brilho verde intenso.  - Tome mais cuidado e, de onde quer que esteja vindo, tente não voltar tão tarde.


Ele se levanta e se afasta a passos lentos dali, dobrando a esquina de onde veio e desaparecendo na noite.


Horas mais tarde


O despertador do celular quase causa um ataque do coração no jovem Takatora Kureshima, de 20 anos.


- Droga… - ele quase dá um soco no botão para fazer o aparelho irritante parar - sorte sua que preciso de você…


Ele se levanta pontualmente às 10 da manhã mesmo tendo chegado em casa pouco depois das 7. Se sentindo exausto com todo o trabalho da noite passada e com olheiras enormes, ele lava o rosto na pia do banheiro, se veste e desce para comer algo rápido antes de sair para a faculdade.


- Achei que não fosse acordar hoje, Takatora. - diz Amagi Kureshima, 62 anos, pai de Takatora.


- Direito é algo cansativo, independente de ser apenas a faculdade. Tive sorte de conseguir dormir…


Takatora sempre consegue enrolar seu pai, ou Amagi simplesmente não se importa com o que o filho faz na rua desde que ele retorne para casa inteiro e sem problemas, portanto não faz perguntas. 


- Esse assassino maldito… imagino quando que vão pegá-lo…


- De quem es- ah… - Takatora interrompe sua fala ao ver o jornal que seu pai estava lendo. Na capa havia uma foto borrada de Zangetsu com o título "Vigilante faz outra onda de assassinatos contra criminosos em Zawame".


- Volte para casa antes do pôr-do-Sol, Takatora. Do jeito que esse tal… "Zangetsu" está… não vai demorar até ele ferir inocentes.


Sem dizer nada, ele pega sua bolsa e saí de casa. Amagi nem se importa que Takatora não se despediu. 


- Eu não sou um assassino… - Takatora fala baixo com si mesmo. 


Ele anda pelo bairro rico onde mora, e mais uma vez todas aquelas perguntas surgem na mente de Takatora. Como seu pai consegue ter uma mansão em uma área tão rica de Zawame sendo que, segundo ele, ele é apenas um empresário, dono de alguns restaurantes em diversos distritos da cidade?

Takatora segue para o ponto de ônibus que fica a uma distância considerável de sua casa, sempre pensando na matéria de jornal que seu pai estava lendo. Ele passa a se questionar se simplesmente matar pessoas que cometem crimes é o suficiente, ao mesmo tempo que pensa sobre várias outras coisas no caminho para a faculdade. 

No trem, seus pensamentos são interrompidos pelo toque de seu celular. Ao ver quem estava ligando, o rosto de Takatora se ilumina com um largo sorriso e ele não hesita em atender.


- Achei que tinha esquecido de mim.


- Quem mandou dormir mais que eu?! Você sempre dormindo quando eu te ligo. - diz Mitsuzane "Micchy" Kureshima, 18 anos, irmão mais novo de Takatora.


- Culpe a faculdade.


- Que tal culpar o cara mais chato que eu conheço que por acaso é você?


Micchy começa a rir e Takatora vai junto enquanto eles jogam conversa fora e trocam novidades. 


- Falou com o papai?


- Sim e, pra variar, ele disse algo que me deu arrepios. Quando eu perguntei de você ele disse que você estava bem e já foi dizendo "você vai ver ele muito em breve. Espere o momento certo, filho.


"Momento certo"


- Pois é. Eu também não sei o que ele quis dizer mas foi bizarro…


Takatora chega na estação e sai andando por ela até a saída e, em seguida, até sua universidade. 


- Bom, então faça como ele disse e espere o tal "momento certo" seja lá qual for… - Takatora vê uma pessoa o olhando na entrada do campus - Tenho que ir, irmãozinho. Se cuida.


- Ok! Se cuida também, cabeça oca!


Takatora rí enquanto desliga e guarda o celular. Ele então se aproxima da figura que o encarava.


- Tá vendendo droga na porta da faculdade agora, Ryouma?


Sabe como é, cada um tem que ganhar seu dinheiro. Só não conta pro Zangetsu… - Diz Ryouma Sengoku, 21 anos, amigo de Takatora desde a adolescência e aluno do curso de engenharia.


- Muito engraçado… preciso falar com você, negócios e mais negócios.


Ao rapidamente entender o que Takatora quis dizer, ele o segue até o ponto isolado do pátio onde eles normalmente ficam.


- Como foi ontem? Algum trabalho em especial?


- Fora aquela quadrilha de assalto a banco que estava sendo caçada a pelo menos 1 ano e meio… teve um bem - Takatora vê várias pessoas chegando e entre elas, uma garota em especial chama sua atenção. - Especial… 


Ryouma olha a garota que Takatora estava observando.


- Aquela ali é a Touka Akatsuki… ok, fora isso… espera… - ele vira seu olhar de volta ao seu amigo. - Você…?!


- Pois é. E ela quase me identificou… 


- Ela parece um pouco assustada ainda. O que houve com ela?


- Eu só peguei um otário que tentou levar a bolsa dela. Acho que ela tá assustada assim porque percebeu que ele poderia ter feito coisa pior…


- De qualquer forma ele não fez e sua namoradinha tá inteira. 


- Ryouma!


- O que? Quer um espelho pra eu te mostrar da próxima vez que você olhar pra ela com a cara de besta que você sempre faz? Qual é… todo mundo se apaixona ou pelo menos cria algum sentimento por alguém.


- Não alguém como eu que-


- "Que é um justiceiro procurado pelos quatro cantos de Zawame e que está fazendo o trabalho que a polícia e a justiça local não querem fazer" bla bla bla. Já ouvi isso antes. 


Takatora solta um longo suspiro e volta a olhar Touka disfarçadamente.


- Só to dizendo que ela está fora do meu alcance. Com ou sem Zangetsu, inclusive. Aliás, dizem que ela trabalha meio-período depois das aulas aqui. Se eu encontrei ela ontem a noite…


- Pois é. Ela deve estar ganhando uma hora extra ferrada, mas quem quer que esteja pagando deve ter esquecido das leis trabalhistas.


- Aplique o fator Zawame ao seu comentário…


- Ah é… tem razão.


- Enfim. Tenho que ir pra aula.


Antes de Takatora sair andando, Ryouma o segura pelo ombro esquerdo e ele olha por cima do mesmo.


- Laboratório, 17:00.


Takatora apenas acena positivamente com a cabeça e sai andando. Ele passa perto de onde estava Touka falando com uma amiga e ouve ela comentando sobre a noite passada, especialmente sobre Zangetsu.


Pelo menos impressionei ela… apesar dela não saber que era eu de fato… - Pensa ele com um pequeno sorriso no rosto. Takatora então segue para sua sala e acompanha as aulas normalmente naquele dia.


Depois de ter certeza que Ryouma já foi embora, Takatora sai da universidade e vai em direção à zona leste de Zawame. Ele entra pelos fundos de um prédio abandonado onde Ryouma montou seu laboratório e base de operações. 

Ryouma ouve passos pelo corredor e não se abala pois possui câmeras operantes em cada andar e em cada esquina do local, podendo facilmente detectar intrusos o que não era o caso de Takatora. 


- Tá atrasado, Takatora… - diz Ryouma, usando uma lente de aumento e estudando o cinto usado por Takatora para se transformar.


- São 17:05 - ele revira os olhos - descobriu alguma coisa útil?


- Muito pouco, como sempre. Esse driver é quase impenetrável e, portanto, impossível de se estudar a fundo.


- Esse o que?


- Driver. É assim que decidi chamar essa coisa. Ainda não descobri o nome dele, porém. 


Takatora vai até o mural de operações montado por ele e Ryouma, o tipo de mural que se teria em uma delegacia ou no escritório de um detetive, cheio de fotos, escritas com caneta e uma lâmpada iluminando tudo. 


- Talvez o nome do "Driver" seja relacionado ao projeto de onde ele veio. - diz Takatora, observando as poucas fotos e textos, todas sobre as descobertas feitas até agora focadas em Zangetsu. 


- Isto é se estivermos certos sobre a Yggdrasill estar por trás disso. E se forem eles, eu dúvido que você seja o único. 


- Eu também… - Takatora observa uma das fotos que mostra o momento em que a Armadura Melão desce de uma espécie de fissura. - e quanto à sua teoria sobre de onde a armadura vem?


- Continua parada no mesmo lugar… - Ryouma pega o Grão-Cadeado Melão e fica ao lado de Takatora, observando a mesma foto. - essa armadura não é gerada simplesmente de uma fonte de energia aleatória no universo e dimensão onde estamos. Ela vem de uma outra dimensão que pode estar bem do nosso lado ou à anos luz daqui. - Ryouma observa o cadeado - e não é a toa que o dispositivo que "invoca" a armadura tem o formato de um cadeado…


- Então é como um portão…? 


- Sim, um portão simples de abrir. Simples até demais… e a chave seria a própria pessoa que utiliza o Grão-Cadeado.


- E quanto ao traje? 


- Descobri uma coisa nova em relação ao traje, olha isso… 


Ryouma vai até seu computador e transmite a imagem dele diretamente para o monitor conectado que fica ao lado do mural. 

Nele é mostrado anotações e imagens para ilustrar da descoberta de Ryouma.


- Na verdade o que identifica você como Zangetsu não é a armadura, como pensávamos anteriormente. O nome do traje que vai por baixo da armadura é Ride Wear. O Ride Wear que você está utilizando pode ser identificado através do Indicador Rider que fica ao lado do Drive Bay. 


- Então se existir mais de um Ride Wear


- Então existem mais Lockseeds e, certamente, mais possibilidades de armaduras. Segundo minha última descoberta, quem quer que tenha criado esse Driver chama os usuários de Armored Riders


- Então meu nome verdadeiro seria Armored Rider Zangetsu


- Sim, já que temos apenas o seu driver não temos como saber muito mais. Sabemos o nome de todas as partes do driver em si, de todas as partes que compõem o Grão-Cadeado e todas as funções. Nosso foco tem que ser em de onde vem a armadura e se há como chegar naquele local fisicamente.


Um alarme no computador de Ryouma interrompe os dois. Este alarme foi programado pessoalmente por ele para alertá-los sobre crimes anunciados na comunicação da polícia de Zawame em qualquer parte da cidade.


- Seu pão com manteiga, Takatora. Assalto com reféns na zona norte. 


- Hora de ir trabalhar mais cedo… - Takatora pega seu driver e sua Lockseed.


Ambos saem pela entrada dos fundos e veem tudo deserto. 


- Transformação autorizada. - diz Ryouma, ainda olhando para todos os lados.


Takatora então conecta seu driver e leva a Lockseed até mais ou menos a altura do seu rosto.


Henshin - ele aperta o botão no lado esquerdo da Lockseed, destravando-a.


Melon!


Takatora lança a Lockseed no ar, chegando na altura da fissura de onde surge a Armadura Melão em sua forma fechada, mais semelhante a fruta que ela representa. 

Após a Lockseed cair de volta em sua mão, Takatora a coloca no driver e ativa a trava do cadeado novamente agora presa ao mesmo.


Lock-On!


Uma música Horagai japonesa remixada toca como standby. Takatora ativa sua transformação pressionando a Lâmina Cortante localizada à direita do Drive Bay sobre a Lockseed, abrindo-a.


Soiya!


A armadura desce sobre a cabeça de Takatora e o Ride Wear de Zangetsu cobre seu corpo. Então a armadura se abre lentamente até se ligar totalmente ao Ride Wear, enquanto é anunciada.

Melon Arms!

Tenka Gomen!



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