1. Spirit Fanfics >
  2. Sob Esse Sangue - Dramione >
  3. Cap 10. Próximos demais

História Sob Esse Sangue - Dramione - Capítulo 11


Escrita por:


Notas do Autor


Mais um capítulo. Desculpa a demora em atualizar, mas andado tendo surtos de bloqueio criativo e pouco tempo pra escrever. O capítulo de hoje eu acho que vcs vão gostar. Lembram de uns personagens misteriosos? Enfim... Só leiam kkkkkk e espero que gostem.

Capítulo 11 - Cap 10. Próximos demais


Hermione, apesar de estar dormindo, tinha uma expressão feliz em seu rosto. Há meses que ela não tinha um pesadelo sequer. Seus sonhos eram felizes e lhe traziam conforto. Quando ela não tinha exatamente o mesmo sonho com Draco Malfoy, ela sonhava com coisas aleatórias. Mas, nessa noite, o sonho que ela tinha era diferente:

“No sonho, Hermione se levantava da cama após acordar. Ela estava no quarto da hospedaria, que continha uma cama, uma mesa de cabeceira, um pequeno armário com espelho, a janela e uma segunda porta que leva até o banheiro. Ela se levanta, caminha pelo quarto ainda se lembrando do sonho que a despertara. O mesmo do campo. Ela começou a ir em direção a porta do banheiro para levar o rosto e se recompor. Ao levantar o olhar para a porta, viu ela ser aberta sozinha e aparecer por ela Draco Malfoy, meio molhado do banho, coberto apenas por uma toalha da cintura para baixo. Suas bochechas ruborizaram no segundo seguinte ao vê-lo saindo do banheiro do seu quarto, quase desnudo. Ele, que estava com a cabeça baixa enquanto secava os cabelos, ergueu o olhar para a castanha e sorriu, fazendo ela se arrepiar. ‘Oi’, ele disse com o mesmo sorriso. ‘O que faz aqui?’, questionou ao loiro. ‘Você sabe o que eu faço aqui’, sorriu de lado, coisa que ela achou sensual e provocante. ‘Me abraça’, o loiro diz se aproximando. Hermione não sabia se olhava seu rosto ou seu peito desnudo. Nem percebeu que Draco já estava próximo o suficiente para abraça-la pela cintura. Ela se viu presa ao corpo dele, enquanto ele lhe cheirava o pescoço. ‘Espera Draco. Olha pra mim’, ela pediu. Então seus olhos se encontraram.”

Hermione acordou subitamente. Sua respiração era acelerada e ela suava. Seu corpo parecia em chamas. O que tinha sido aquele sonho? Ela não sabia. Ao olhar ao redor, ela viu que ainda era madrugada.

No quarto ao lado, Draco também não ficava atrás. Ele também sonhava:

“Draco estava em seu quarto da hospedaria. Após um banho, ele apenas vestiu uma calça mais larga, ficando com o tronco livre. Era um dia quente. Ele deitou-se na cama, pegou um livro que já estava aberto e apenas folheava as páginas, para se distrair. Ele não sabia porque, mas, tinha os pensamentos em certa castanha. Lembrava de seu sorriso, o som da sua risada, a cor de seus olhos. Ele soltou o ar, rendido. Folhear o livro não ia suprimir seus pensamentos. Ainda deitado, ele recolocou o livro de volta a mesa de cabeceira e colocou seus braços sob a cabeça. Ele ouviu a porta do quarto se abrir e uma voz doce dizer seu nome. ‘Draco’, era Hermione. Ele ergueu a cabeça, colocou os braços ao lado do corpo, erguendo um pouco o tronco e a olhou. Ela já estava dentro do quarto. ‘Sentiu minha falta, Draco?’, disse com a voz, na perspectiva dele, em tom sensual. Ele engolia a seco. Ela vestia uma camisola curta de alcinha, que deixava seu colo e parte das coxas de fora. Ele não conseguia tirar os olhos dela. ‘Ela tem um corpo lindo’, ele pensou. A castanha começou a se aproximar, não dando chance para que ele falasse algo. Ela subiu na cama, passou as pernas sobre ele, sentando em suas coxas e começou a passar as mãos por seu peito desnudo. Ela inclinou a cabeça e Draco só sentiu o nariz dela tocar seu pescoço, enquanto ela o cheirava. Quando ele ia levar suas mãos ao seu corpo, o sonho acabou.”

O loiro despertou e se sentou na cama. Ele suava frio, o coração batia forte. Ele sentiu um leve aperto nas partes baixas, o fazendo levar uma das mãos ao local e dar uma leve pressão. Ele se arrepiou e mordeu o lábio inferior. Sentiu a necessidade de um banho gelado para se acalmar. Ele olhou ao redor e viu que ainda era madrugada.

- Estou enlouquecendo. - Ele disse, com um sorriso de agrado no rosto. Não podia negar. Tinha gostado do sonho.


*~~~~*


Minutos depois, Hermione saiu do quarto. Precisava espairecer. O sonho ainda estava muito fresco na memória. Só assim para voltar a dormir. O corredor do seu quarto estava pouco iluminado e vazio. Ela escorou na parede ao lado da porta e ouviu a porta ao lado se abrir. Ela olhou e assustou.

Era Draco, que também saia do quarto. Ele estava como em seu sonho, com o tronco de fora, só que vestia uma calça. Ela virou o rosto, evitando o olhar. Draco notou sua presença.

- Oi. Também não consegue dormir? - perguntou.

- É... - Ela o olhou outra vez. - Também não. - Desviou o olhar mais uma vez, envergonhada. - Vim espairecer.

Draco se olhou e percebeu que Hermione ficou sem jeito a vê-lo tão pouco vestido. Isso o fez sorrir de lado. Mas ele nada fez quanto a isso. Eles ainda ficaram alguns minutos em silêncio. Draco a olhava e ela não.

- Acho que vou voltar a dormir. - Hermione falou, se preparando para entrar no quarto.

- Eu também. - Draco acompanhou. - Bons sonhos. - Desejou.

- Vo... Você também. - Hermione gaguejou.


*~~~~*


O sol já nascia e iluminava a pequena cabana onde moravam as irmãs Lyna e Louise. Eram gêmeas, mas gostavam de se diferenciar uma da outra. Lyna tem cabelos pretos, longos, que iam até o quadril, e era do tipo prudente. Já Louise, que modificou a cor dos cabelos para um mel e curtos, na altura da nuca, fazia o tipo destemida e aventureira. Mas, de forma igual, eles carregavam um segredo que as afligia.

Desde a visão que ambas tiveram, elas não tiveram mais paz. Enquanto Lyna insistia para que elas fossem para bem longe, Louise dizia que não ia se desfazer de nada em sua vida, por mais que ela soubesse no que elas estavam se metendo. Louise dizia que nada que eles fizessem iria adiantar. Elas estavam destinadas a aquilo, foram escolhidas. Não dava mais para fugir. Não que estivessem 100% envolvidas na história, mas era uma parte importante dela.

- Sabe que não dá mais para mudar isso, não sabe. - Louise diz.

- Não me lembre disso, irmã. - Lyna soltou amargurada. Ela estava sentada, cotovelos apoiados nos joelhos, mãos tapando os ouvidos, enquanto levava a cabeça quase entre os joelhos. Ela ergueu o corpo minutos depois. Sua irmã ainda a encarava. - Mas, por que tinha que realmente acontecer? Por que não continuou sendo um mito? E por que tinha que acontecer logo na nossa vez?

- Eu não sei, Lyna. - Falou com ar de pesar.

Ouve-se passos do lado de fora da cabana, fazendo que as irmãs se olhem em pavor.

- Eu disse para você lançar os feitiços de proteção. - Lyna sussurrou, dando esporo na irmã, seis minutos mais nova.

Lyna se levantou e foi correndo em direção a porta, numa tentativa desesperada de tentar barrar a porta. Tarde demais, já que no segundo seguinte a porta foi escancarada e por ela se via um casal que as irmãs não conheciam.

“O sangue será o veneno ou o antídoto de uma geração?” - A mulher que havia escancarado a porta declamou ao olhar as duas irmãs, com um ar dramático.

Lyna olhou Louise: Vá, irmã. Tem que ser assim. Separar a chave do cadeado”, balbuciou as palavras, sem som. Louise entendeu e saiu pela porta do fundo.

- Volte aqui. - O homem gritou erguendo a varinha e indo atrás.

- Por favor. Não nos machuque. Não somos nós. Vocês nos confundiram. Não somos nós o que vocês querem. - Lyna implorou, mas a escolha errada de palavras foi sua ruína.

- Não são vocês, hein? Mas, conhecem a história. Não conhecem? - Diz e viu Lyna engolir a seco. A mulher a analisava. - Acho que já sei onde vocês entram nessa história. Eu ouvi os boatos. Uma família inteira amaldiçoada. Seus integrantes versados com o dom da vidência. Você nos será muito útil.

- Liz, não consegui ir atrás da outra. Ela aparatou. - O homem que a acompanhava voltou e olhou ora sua parceira, ora para Lyna.

- Não se preocupe, Rick. Uma será o bastante. - E sorriu, maquiavélica. - Temos muito o que conversar, queridinha. - E olhou para Lyna.


*~~~~*


No salão da hospedaria, Draco e Hermione tomavam o café da manhã, em silêncio. Eventualmente conversavam, mas eles ainda tinham viva a imagem do sonho que tiveram um com outro, há alguns dias. O que os fazia evitar se olhar. Não faziam ideia que havia sonhado com o outro. A situação seria outra se soubessem.

A volta às aulas seria em menos de uma semana. Hermione estava empolgadíssima. Harry e Ron, com quem Hermione estava, aos poucos, conversando de novo, não queriam voltar. Mas, ela os fez prometer que voltariam e eles disseram que iriam pensar. “Para quê? Já aprendemos tudo na guerra”, Ron havia dito, sendo repreendido pela castanha. Mas ela ia insistir, nem que para isso os levasse arrastados.

Hermione viu Kingsley entrar pela porta do salão de refeições. Eles os viu e foi em sua direção.

- Como vai, Srta. Granger? - Ela respondeu apenas acenando, já que estava com a boca ocupada, bebendo chá. - Escute, tenho uma excelente novidade.

- Qual? - Quis saber, recolocando a xícara a mesa.

- Seus pais foram encontrados. - Diz direto, arrancando um olhar arregalado da castanha. - E já tiveram a memória recuperada.

- Verdade. - Abriu um sorriso. - Não acredito. Estou muito feliz. - Ela levantou-se.

- Sabia que seus pais iam ser encontrados. - Draco disse com um sorriso singelo e dando um abraço breve.

- Eles já estão em casa. Se quiser ir para lá.

- Claro que sim.

- Então, me despeço daqui. Até breve. - E ele saiu.

- Draco. - Ela o chamou se virando para ele. - Você não quer vir comigo? Aí apresento você a eles e ainda temos uma oportunidade de você conhecer o mundo trouxa, como tínhamos falado antes. São os últimos dias antes das aulas mesmo. Fechamos a conta aqui e você vem comigo.

Draco não soube o que falar no início. - Claro. Eu vou. - Respondeu apenas e Hermione sorriu.


*~~~~*


Hermione e Draco desaparataram em um beco próximo a casa dos Granger. Eles começaram a andar. Hermione olhava a tudo com nostalgia e Draco com um misto de estranheza e curiosidade.

- Fazia tempo que eu não vinha aqui. - Disse. - Vem comigo, é aqui. - O puxou quando, após alguns metros, ela encontrou sua casa. Parou na porta. - Será que vão gostar de me ver? Não estão me odiando?

- Fica tranquila. Vai dar tudo certo. - Draco a consolou.

Ela ia bater, mas viu que a porta estava encostada e só a empurrou. Era sua casa, afinal. Ela andou um pouco, um Draco permanecendo na porta, e os viu na sala olhando ao redor. Ao notar a presença de alguém, eles se viraram.

- Pai? Mãe? - Hermione já estava com lágrimas nos olhos. Ela correu para abraça-los. - Estava com tanta saudade.

- Filha? Nós também, mas, por que fez isso conosco? - Sua mãe soltou, em lágrimas também.

- Me desculpem. Mas precisava protege-los. Vocês não estão me odiando?

- Claro que não, filha. Nós te amamos. - Seu pai diz a abraçando fortemente.

Hermione se separou. - Vamos ter muito tempo para matar a saudade. Antes, eu queria apresentar um amigo a vocês.

- Amigo? - Seus pais disseram em uníssono. Sua mãe com expressão pretensiosa e seu pai cerrando os olhos.

- Ei... É amigo, sim. - Soltou com voz mais baixa. Saiu de perto e acenou para Draco entrar. - Mãe, pai. Esse é Draco Malfoy. - Ele apareceu na frente dos Granger com um sorriso amigável. - Draco. Esses são Vivian e Gustav. Meus pais. - E eles se deram um aperto de mão.

- Espera... Malfoy? Não é o garoto que você me disse que não gostava de você? - Sua mãe quis saber.

- Sim. Mas, as coisas mudaram. Somos amigos agora.

- Bom. Se é assim. Você é muito bem-vindo. - Sra. Granger disse.

- Obrigado. - Draco diz, sem graça. - Não fazia ideia que a Hermione falava tanto de mim, mas... - Começou e viu Hermione corar. Ele sorriu. - Mas, eu prometo mudar a visão que vocês criaram de mim e mostrar quem me tornei, graças a filha de vocês.

- Claro, meu rapaz. Tenho certeza disso. Minha filha tem mesmo um coração gigante. - Sra. Granger disse com um sorriso, cochichando disfarçadamente para a filha “Ele é lindo”, deixando a castanha ainda mais envergonhada.


*~~~~*


Os próximos dias foram ótimos para ambos. Hermione e os pais mataram a saudade. E Draco, que aprendia várias coisas novas. Ele descobriu a funcionalidade de alguns aparelhos trouxas que nunca tinha visto na vida. O que ele mais achou interessante foi a televisão. Hermione explicou para ele para que servia e lhe apresentou os filmes, coisa que ela adorava e ele passou a gostar também. Eles viviam assistindo alguns dos preferidos da castanha.

Durante as refeições, os pais de Hermione gostavam de perguntar várias coisas ao loiro, coisas pessoais e sobre como era a vida no mundo bruxo. Os Granger, como trouxas, adoravam ouvir sobre o assunto, já que isso era fora da realidade deles. Assim como Draco, como bruxo, também questionava sobre o mundo trouxa. Hermione levava Draco algumas vezes a uma praça perto da casa dela. O loiro sempre olhava tudo com uma expressão de curiosidade. Era tudo muito novo para ele.


*~~~~*


Draco e Hermione estavam sozinhos em casa. Os Granger voltaram a vida normal, voltando aos poucos a trabalhar. Draco lia um livro sentado na poltrona da sala. Hermione, deitada no sofá, adormeceu segurando um livro. Ela sonhava:

“Ela se viu no mesmo campo florido que sonhou por meses. Ela começou a andar como sempre. Mas, diferente das outras vezes, ela viu o lugar mudar e à medida que andava, as flores deram lugar a um pântano lodoso, que dificultava a andar, e o dia escureceu. Chegou um ponto onde ela afundou e começou a cair. O lugar mudou. Ela viu por cima, caído no chão, Draco cheio de sangue, quase morto, e duas pessoas que ela não conhecia em sua volta. ‘Não’, ela gritou.”

Hermione se debatia. E isso chamou a atenção de Draco. Ela gritava “Não”, várias vezes. Ele se levantou e tentou acorda-la.

- Acorda, Hermione. É só um pesadelo. - Diz, tentando, em vão, segurar seus braços.

- Não. - Ela deu um último grito, abriu os olhos e viu Draco. Ela o abraçou muito forte, assustando-o.

- Ei... Tudo bem. - Ele consolou.

Eles se separaram levemente e se conectaram pelo olhar. Ainda nos braços um do outro, eles revezavam o olhar entre os olhos e os lábios. Seus corações batiam acelerados. Draco fixou o olhar nos lábios da castanha. Levou uma mão ao rosto dela, acarinhando a bochecha e parte do lábio. Hermione fechou os olhos com o carinho e abriu levemente os lábios. Interpretando isso como um sinal, Draco avançou rapidamente e capturou os lábios da castanha. Ambos se arrepiaram com o contato tão repentino, principalmente pela diferença de temperatura; os dela tão quentes e o deles tão frios. Draco movimentou os lábios, pedindo permissão para aprofundar o beijo. Logo, as línguas se encontraram, disputando espaço. Ambos soltaram um gemido de satisfação. O abraço se apertou. O beijo ficou intenso. Pareciam desesperados, como se pudessem se fundir em um. Eles sentiam se arrepiarem cada vez mais e o coração bater ainda mais acelerado. Hermione se segurava o mais forte que conseguia, pois, suas pernas amoleceram como gelatina e ela temia cair. Draco passava suas mãos por cada parte do corpo da castanha que podia. Após um tempo, sabe se lá quanto, o ar faltou e eles se separaram.

Eles se olharam, mais uma vez, e arfavam buscando o ar. Hermione arregalou os olhos e levou os dedos aos lábios.

- Isso... Eu... - E ela saiu correndo se trancando no quarto.

- Espera, Hermione. Eu... - Draco começou indo atrás dela, mas viu a porta do quarto fechando na sua cara. Ele encostou na parede e sorriu. “Que beijo foi esse?”.

Hermione não estava diferente. Encostada na porta, dedos tocando os lábios e um sorriso. “O que foi isso? E por que ele tinha que beijar tão bem?”, se recriminou mentalmente, tentando parar de sorrir.


Notas Finais


E então? O que acharam? Acho q ngm sabe o nome dos pais da Hermione, então inventei qualquer nome rsrsrsrsrsrs.. Deixem comentários e digam o que acham que vai acontecer e se estão gostando. Até o próximo.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...