História Sobradinho azul n 50 - Capítulo 1


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Categorias ONEWE
Personagens Kanghyun, Yonghoon
Tags Kanghyun, Oneshot, Onewe, Sadfic, Yaoi, Yonghoon
Visualizações 5
Palavras 475
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Drama (Tragédia), Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Blue


E era nesse sobradinho azul de número 50, nessa rua que é vazia quase o dia todo, nessa vista para as montanhas tão lindas mas simplesmente ninguém liga, nessa cidade bem no fim do mundo mas no estado mais rica dessa pais, invejosos olhando pelas frestas das janelas só esperando a melhor fofoca para espalhar, os bandidos esperando a cada esquina um desatento bobear.

E foi nesse inferno com cara de céu que achei um anjo com as asas arrancadas e que só esperava a morte vir lhe abraçar.

Sobradinho azul de número que 50, diga todas as fatalidades você testemunhou, todas as desgraças que contaram nas conversas durante um café da tarde como se fosse a coisa mais normal para acompanhar com o sonhos recheados e extremamente doces, de fato, deixaram virar rotina.

Conte me, do anjo aprisionado no seu interior, das noites mal dormidas, do travesseiro molhado as 3 da madrugada, dos dias de surto que passava calado, disfarçando enquanto seu interior se contorcia em ansiedade, nervoso e medo.

Gritar não ia adiantar porque quem devia o socorrer era quem lhe fazia mais sofrer na vida e estava encurralado, sociedade, família, escola, curso, trabalho, fazia de tudo só para não precisar ficar em casa, mesmo que isso custasse se sobre carregar.

Esse meio inferno com cara de paraíso, invejado por gente de fora mas os de dentro não queriam nem de graça.

Agora, com as paredes quase brancas, a tinta desgastada mostrando sua idade que já custava o seu preço.

O garoto agora era um rapaz formado, na varanda sempre abandonada ele se apoiava, olhando para o horizonte vendo a vida das familias todas de cima e sonhando com o dia que poderia viver.

Mentira, nem sonhos o mesmo tinha, tinha só uma vida vazia, seus olhos radiantes agora opacos e cinzas igual a sua alma.

Me perdoe por não poder te salvar, também estou preso nesse mesmo castigo que a vida muito sacana me colocou, com mãos e pés presos te dou só minha companhia.

Vamos falar de tudo, das estrelas, do sol, da terra, dos animais tão belos, de fantasmas e castelos ou até quem sabe longe dessa vida de merda.

Cantar os sonhos distante e impossíveis.

As belas vista, o ar fresco das montanhas bem proximas, um rio farto de peixes e árvores frutíferas perto de casa, era irônico viver no quase Edem mas se ver na terra de Lucifer.

Sobradinho azul de número que 50, não tens culpa alguma das calamidades que presenciou, foi abrigo e foi prisão ao mesmo tempo de várias vidas desgraçadas e que logo partiram, levando seus traumas, dores e mágoas, pouco a pouco te esvaziaram.

Prometo fugir e vou te levar junto, fugir para longe onde o dinheiro não manda e põem regra, onde todos são livres para viver e sonhar sem nenhuma quimera.



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