1. Spirit Fanfics >
  2. Sobre a luz do luar >
  3. Capítulo 10 - Desconfiança

História Sobre a luz do luar - Capítulo 12


Escrita por: Adri_wick

Capítulo 12 - Capítulo 10 - Desconfiança


Serena narrando:

Acordei em outro quarto, meus olhos estavam pesados e a dor percorria meu corpo, tentei me levantar mas sem sucesso, lembrei da noite anterior quando uma ardência terrível atingiu meu pescoço, lágrimas brotaram em meus olhos, será que ele conseguiu me marcar? Suspirei tentando me acalmar quando minha mãe entrou no quarto. Ela veio correndo em minha direção e me abraçou acariciando meu cabelo, chorei com tal carinho. Depois de um tempo em silêncio ela se virou para mim:

_O que aconteceu minha filha - Perguntou nervosa de preocupação.

_Ele entrou, não sei como - Suspirei chorando: _Acordei com ele em cima de mim na forma de lobo - Digo. Olhei ao redor sem saber aonde estava: _Aonde estou? O que aconteceu? - Eu estava bem curiosa.

_Acordei com seus gritos e corri para ver o que estava acontecendo, quando entrei no seu quarto você estava desmanhada cheia de sangue, Tayná foi correndo buscar o supremo, como a casa do Léo é próximo daqui, Tayná se encontrou com ele no caminho - Sofia deu uma pausa, ela estava frustrada: _Quando ele chegou... nunca pensei em vê-lo daquele jeito, ele estava transtornado, Léo te pegou no colo te trazendo para a casa dele - Então eu estava na casa dele: _Ele ditava ordens e mais ordens para que pegassem aquele lobo e chamassem uma curandeira, felizmente minha filha, aquele verme não conseguiu te marcar.

Um alívio percorreu meu peito, ele não tinha conseguido, mas eu queria saber como ele entrou aqui? Se os Black estavam querendo me passar para trás, eles não iam conseguir, meu tempo já estava bom, eu precisava ir embora, essa coisa de reconciliação já estava passando dos limites.

_Infelizmente, não acharam o lobo ainda, o cheiro dele sumiu a dois km daqui, Leo ficou irado, ele ficou aqui com você o tempo todo, até a curandeira terminar - Explicou Sofia: _Leo já mandou todas as alcateias ficarem em alerta, ele não vai descansar até encontrá-lo, e a curandeira pede que você fique em repouso, está bem? - Acenei em confirmação.

_Mais uma coisa minha filha - Falou Sofia: _Makiel mandou notícias - Congelei, eu não suportava meu tio irmão da minha mãe biológica: _Ele estará aqui em alguns dias, vem para a coroação e para ver como você está se saindo aqui - Eu e Sofia tínhamos a mesma impressão sobre Makiel, que certamente não era boa. 

_Tudo bem - Digo por fim: Estou mesmo precisando descontar a raiva em alguém - Sofia tentou esconder a risada mas não conseguiu: _Peça para ele deixar o lado ranzinza em casa - Falo e Sofia penas acena sorrindo. 

_Vou chamar o Léo, ele está ansioso para vê-la - Fala se levantando mas a impeço.

_Não - Grito e ela se vira assustada: _Estou cansada, quero dormir mais um pouco antes - Falo tentado me corrigir.

_Tudo bem - Ela diz confusa: _Vou trazer alguma coisa para você comer - Eu aceno e ela sai do quarto.

Olhei para a janela e o dia estava nublado e frio, esse tempo era realmente louco. Eu precisa pensar, encostei minha cabeça no travesseiro olhando para o teto, ele só estava esperando um tempo certo para atacar, eu não podia ir atrás dele sem minha loba, eu precisava da força dela e da minha magia. Meu aniversário era em poucos dias, eu precisava fazer valer a pena dessa vez, eu iria caçá-lo e ia fazer ele pagar com minhas próprias mãos. Eu precisava ir embora daqui e rápido.

”Não!”

Em seguida garras apareceram e sumiram no mesmo instante, qual era o problema dela? Por que ela não me fala os motivos de mandar até aqui em vez de ficar enigmática? Uma dor atingiu meu peito e logo passou, ela estava com raiva de mim, isso não era novidade.

O dia passou devagar, minha mãe me trazia algo para comer e beber, Tayná me fez companhia o dia todo, contando piadas, falando sobre comida, e de suas caçadas, ela era a pessoa que mais me animava no mundo, ela sempre estava aí quando eu precisava, eu contei a ela como me sentia, a dor, a raiva, a tristeza, ela me escutava, me aconselhava a ser forte e me abraçava, ela era a melhor. 

___________***___________

Léo narrando:

Eu não podia descansar, passei horas e horas rodeando meu território. Quando entrei naquele quarto e vi Serena daquele jeito, eu enlouqueci junto com meu lobo, isso foi culpa minha, eu deveria tê-la protegido, eu queria a cabeça daquele lobo a qualquer custo. Meu pai avia passado o poder para mim, ele achou que já estava na hora, iria ocorrer a festa depois que Serena se sentisse melhor. 

_Supremo - Disse Vicent e Luca ao mesmo tempo com uma reverência: _Não achamos nada ainda, o cheiro dele desapareceu - Disse Luca.

Peguei uma varra de água que estava em cima da mesa, e arremessei na parede. Meus betas se encolheram.

_Continue procurando - Digo com dominância de supremo, os dois fazem uma reverência e saem.

Assim que eles saem outra pessoa bate na porta. 

_O que foi agora? - Digo irritado.

_Sou eu supremo, Sofia - Peço para que entre e ela se encolhe, minha ira estava transparecendo: _Vim dizer que minha filha acordou e... - Não espero ela acabar de falar quando vou em direção a porta mas ela me interrompe: _Por favor supremo, ela pediu para descansar mais um pouco antes de vê-lo - Ela fala com medo na voz.

O que eu estava pesando? Não podia ir vê-la nesse estado, precisava acalmar meu lobo primeiro.

_Tudo bem - Digo suspirando: _Quando ela quiser me ver me avise - Ela acena fazendo uma reverência logo em seguida, e se retira do meu escritório. 

Eu estava precisando dormir um pouco, mas antes preciso soltar meu lobo, talvez ele se acalme um pouco. Quando saio da minha sala, fico com vontade de ir até o quarto onde Serena está, mas me impeço, não posso, não agora, eu espero que em minha casa ela esteja mais segura. Vou para a floresta, escondo minhas roupas e me transformo, preciso esfriar a cabeça e sei o lugar perfeito para isso. 

___________***___________

Serena narrando: 

Acordei com o dia quase amanhecendo, alguma coisa estava fazendo eu ficar inquieta, me levantei indo até a janela, a alcateia estava quieta, o mundo parecia quieto. Vesti a roupa que minha mãe avia deixado pra mim na mesinha de cabeceira e sai do quarto. Fui andando devagar pela casa até descer as escadas, estava tudo em silêncio, não queria que ninguém me visse, então sai da casa.

A leve brisa que batia em meu rosto me fazia sorrir, me senti livre, mas ao lembrar do que podia estar se escondendo na mata, meu corpo se encolheu. Olhei para a floresta e a mesma parecia me chamar, prestei atenção em cada folha, galho, e animais que a habitava, ele não estava ali, eu tinha certeza.

”Vá” 

Parecia que meu controle foi tomado, então comecei a correr pela floresta a dentro. O vendo começou a correr comigo, ele me chamava para algo que não sabia explicar, dentro de mim, senti minha loba se contorcer e minha velocidade aumentou, meu corpo começou a suar frio e minhas garras apareceram, tropecei de propósito e cai de cara no chão, dor percorreu meu corpo mas foi preciso, se não eu não teria conseguido parar. Meu estômago começou a se revirar e me curvei para vomitar, mas nada saio, fiquei alguns minutos sentada recuperando o fôlego até que escutei um barulho de água caindo, me levantei e fui em direção ao barulho.

Me deparei com uma pequena cachoeira que corria por um riacho, apesar de pequena, a água caia forte cobrindo a rocha atrás, a agua era tão clara que dava para ver as pedrinhas no fundo. A vontade de entrar era enorme, coloquei a mão e a temperatura estava boa, olhei para os lados e não avia ninguém. Antes que eu começasse a me despir, ela chamou minha atenção.

”vá” 

Olhei para a pequena cachoeira e fui caminhando até ela, meu corpo mais uma vez parecia ter vontade própria. Subi nas pedras ao redor e pude ver uma pequena entrada com muito esforço, já que a água não deixavam enxergar direto. 

”vá” 

Eu iria me molhar um pouco mas não me incomodei, fui aproximando da suposta entrada e consegui ver luz lá dentro, então entrei. A pequena caverna era bem aconchegante, era iluminada por algumas velas, ao lado da parede avia uma tábua que imitava uma mesa com algumas tigelas de barro em cima, e mais à frente um amontoado de palha com alguns cobertores por cima, alguém morava aqui? Por que ela me mandou para cá? Será que... fui tirada dos meus pensamentos quando escutei um rosnado.

Olhei para trás assustada, era um lobo de mais o menos quatro metros de altura, preto com os olhos vermelhos, era um supremo, Léo. Ele começou a se aproximar mas eu recuei, vendo isso ele parou e começou a se transformar de volta, eu mantive meus olhos em seu rosto já que ele estava nu em minha frente.

_Pelo jeito não consigo esconder nada de você - Falou com um leve sorriso: _Como você está se sentindo? - Perguntou preocupado. Eu ignorei sua pergunta.

_Me perdoe, não sabia que esse lugar era seu - Falo um pouco nervosa. 

Ele foi se aproximando e seus olhos não deixaram os meus, seu corpo era todo esculpido como se um próprio Deus tivesse o feito, ele estava bem próximo de mim, minha respiração estava irregular e eu tinha certeza que ele podia ouvir meu coração acelerado, engoli em seco tentando me acalmar, ele estava muito perto, perto demais, meu corpo parecia ter vida própria pois eu não conseguia sair dali. Ele foi se curvando e pegou um coberto atrás de mim para de cobrir, posso jurar que vi malícia em seu sorriso.

_Você não deveria ter saído, ainda é perigoso - Sua voz parecia sexy. Quando não respondi ele suspirou se afastando de mim: _Achei esse lugar quando era mais jovem, gosto de vim aqui para refrescar a cabeça. 

_Me desculpe, eu não deveria ter invadido, até mais supremo - Digo indo em direção a saída mas ele  me impedi agarrando meu braço com uma mão, e com a outra segura minha cintura. 

_Não se preocupe - Fala mais como um sussurro: _Fiquei feliz que saio do quarto, mas quero que tenha mais cuidado, não se afaste tanto da alcateia. 

Fiquei pensando no que minha mãe disse, em como ele se desesperou quando me viu machucada, eu não entendo, por que meus instintos sempre me levam até ele? Será que posso confiar nele? 

_No que está pensando? - Ele pergunta fixo em mim.

_Estou pensando em ir embora - Repondo: _Não acho que estou segura aqui - Falo com sinceridade. Seus olhos mudam para um vermelho intenso, sinto sua mão apertar minha cintura, medo invade meu corpo, ele percebe o que esta fazendo e me solta se afastando.

_Serena por favor - Implora. Um supremo implorar? :_ Deixe-me cuidar disso, me dê uma chance de consertar o que aconteceu aqui - Consigo ver sinceridade em seus olhos.

_Já pensou no que poderia ter acontecido se ele tivesse conseguido me marcar como dele? - Falo com calma: _Teria sido uma desgraça jogada na terra - Ele abaixou os olhos suspirando: _Eu confio em você Léo, mas há erros que não podem ser reparados e você sabe - Ele volta a olhar para mim mantendo a postura firme.

_Eu prometo a você que isso não voltará a se repetir - Fala com confiança: _ Você é forte e corajosa Serena, e eu admiro muito, não a vejo apenas como aliada mas também como algo a mais - Fala se aproximando novamente. Eu suspiro levemente: _Você me deu um presente de coroação, então permita que eu te de um de aniversário - Ele olhou para toda a caverna: _É sua.

Fiquei de boca aberta e acabei soltando uma risada sem graça, eu adorei aquele lugar pois era perfeito para relaxar a cabeça, o barulho da água caindo lá fora era o que eu mais gostei, mas aquele lugar era dele, se minha loba confiava nele então eu podia confiar? Ela sabia de alguma coisa, e eu só iria saber quando ela despertasse? Eu estava confusa sobre aquela situação.

_Eu amaria supremo mas esse lugar é seu - Digo sem graça.

_Agora é seu - Fala com um leve sorriso: _Não  aceito um não como resposta, essa é minha promessa a você, não irei te decepcionar - Eu realmente não estava acreditando.

_Vamo fazer assim, eu aceito se você continuar vindo aqui também, o que acha? - Digo com um leve sorriso e ele devolve com o mesmo acenando.

_Eu preciso voltar ainda temos que achar aquele lobo - Dessa vez ele estava sério: _Eu pediria para você ficar e admirar o lugar mas é melhor voltarmos - Aceno e começo a ir até a saída, então ele se transforma. Andamos todo o caminho de volta um ao lado do outro, e eu me perguntava aonde aquele desgraçado estava se escondendo, será que eu poderia continuar a ficar aqui? Porque minha loba sempre me levava até ele? 

 

 

 

 

 

 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...