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História Sobre a luz do luar - Capítulo 13


Escrita por: Adri_wick

Capítulo 13 - Capítulo 11 - Desespero


Léo narrando:

Serena ficou dois dias presa no quarto, Tayná fazia de tudo para ela sair mas nada. Eu a entendia, eu tinha culpa nisso, ela está em minha casa e eu deveria tê-la protegido. Perto dela eu me sentia outro, quanto mais os dias passavam, mais ficava difícil para controlar meu lobo, preciso de respostas.

_Amarok adiou a festa até que a Serena esteja melhor - Informou Tayná. 

O café da manhã estava bom, meus betas conversando entre si, até Vicent se virar para mim:

_Você não acha estranho ele ter entrado aqui sem os vigias terem visto? - Vicent perguntou desconfiado. 

_O que está sugerindo irmão? - Perguntei curioso.

_Alguém pode tê-lo ajudado - Falou Luca.

Um traidor entre nós, eu não podia acreditar, não podia ser.

_Ou até ela mesmo - Diz Cain com um tom sínico: _Ela pode muito bem tê-lo atraído até aqui para causar certa desconfiança entre as alcateias. - Quando eu ia reprimi-lo, alguém faz isso por mim. 

_Cuidado com a língua Cain - Fala Serena se aproximando da mesa, estávamos tão distraídos que não ouvimos ela descer as escadas.

_Serena! Vem tomar café com a gente - Diz Tayná num tom animador para disfarçar a conversa , mas em vão. Ela sentou ao lado da Tayná e deu um leve sorriso para mim, o que deixou meu lobo mais confortável.

_A princesa resolveu sair do castelo - Perguntou Cain sarcástico. Em troca recebeu um tapa na cabeça pelo Luca. 

_Não banque o sínico comigo Cain, eu não tenho paciência para isso - Ela fala pegando algumas uvas. Cain levanta a mão em sinal de rendimento.

_Desculpe vossa alteza, mas eu preciso expressar o que remói em minha cabeça - Como sempre sarcástico: _É realmente estranho o que aconteceu aqui.

_Eu pouco me importo se você é um beta do supremo, eu arranco sua língua se difamar meu nome - Serena fala com firmeza o que me deixa orgulhoso, antes que Cain possa retrucar, mando ele calar a boca com dominância, o mesmo da um sorriso de lado e volta a comer. 

___________***___________

Serena narrando:

Eu não ia dar espaço para ninguém, me acusar de algo que não fiz? Já não me basta alguns me culparem pelo estupro, agora me culparem pelo ataque? Isso já é demais.

Tayna me serviu uma jarra de suco com algumas frutas e pães, ela estava feliz por eu ter saído do quarto, como senti falta daquela vida que transbordava por ela, para mim ela não era mais uma amiga, ela era minha irmã. 

Reparei o olhares do supremo sobre mim, aquele belo olhar que me deixava confusa e frustrada.

_Diga ao Amarok remarcar a festa - Digo para ele, que o mesmo me olhar preocupado.

_Tem certeza? - Pergunta confuso.

_Vocês já perderam muito tempo por minha causa - Digo suspirando.

_ Não diga isso Serena - Não dou chances dele continuar quando resolvo mudar de assunto.

_Como vocês se tornaram betas? - Pergunto para todos, que me olham confusos. Eu precisa vá conhecer bem as pessoas que estavam ao meu redor, do que elas eram capazes ou não, e isso parecia um bom começo.

_É uma longa história - Fala Ícaro sorrindo.

_Eu gostaria de ouvir - Digo inocentemente. Eles se olham para ver quem começava primeiro. 

_Bom, eu e meu irmão - Fala Vicent se referindo ao Luca - Praticamente fomos criados juntos com o Léo, nossas famílias eram muito amigas, e chagaram a lutar juntas na batalha dos sete dias - Eu conhecia bem aquela batalha, alguns humanos ainda não estavam contentes com o tratado de paz, muitos morreram por causa disso, Amarok lutou nela quando era mais jovem: _Acabamos que quando o Léo foi posto como herdeiro, ele nos escolheu como betas, éramos muito amigos apesar das brigas - Ele terminou dando uns tapinhas no ombro do Léo, e o mesmo sorriu. 

_E vocês? - Perguntei para Cain e Ícaro.

_Eu e Cain nos odiávamos - Começou Léo: _Me pergunto até hoje como não o matei - Falou com um sorriso de canto. Bebi um pouco de suco para me preparar, essa história parecia ser a melhor.

_Meus pais me odiavam - Começou Cain: _Principalmente meu pai, ele me espancava enquanto minha mãe só assistia - Ele estava tranquilo, como se aquilo não fosse nada demais: _Eu era um completo vagabundo tenho que admitir - Fala sorrindo o que me assustou um pouco.

_Era? - Perguntou Tayná sarcástica. Luca tampou a boca para não rir. 

_Deixa ele terminar - Digo. Cain levantou uma sobrancelha para Tayná e continuou:

_Até que um dia eu cansei e ataquei meu pai, se não fosse pelo Léo que me achou perto das montanhas sangrando, eu teria morrido - Ele parecia sério agora: _Devo minha vida a esse desgraçado - Seu sorriso reapareceu, assim como o do Léo.

Aquela história me perturbou, como um pai e uma mãe são capazes de espancar seu filhote?  

_Esse aí me deu muito trabalho, adorava meter o focinho aonde não devia - Fala Léo.

_Mas depois de tudo estamos aqui -  Disse Vicent levantando as mãos em sinal de vitória: _Nenhuma amizade é perfeita, a nossa por exemplo, foi muito socos na cara para aprendermos a gostar um do outro e aqui estamos nós - Disse com um tom animado e todos retribuíram com sorrisos. Cain deu uma piscada para Léo que o mesmo devolveu com um gesto vulgar. Aquilo me fez rir.

_Então você é impossível desde sempre Cain? - Pergunto com um tom divertido cruzando os braços. 

_Exatamente princesa - Fala com um sorrisinho sínico.

_Que A Grande Mãe me ajude então - Suspiro e todos da mesa riam.

Ícaro estava muito quieto em seu canto, ninguém o chamou para que contasse sua história, será que aquilo o incomodava? Será que tinha alguma coisa que ele não queria me falar?

_ O que aconteceu com seus pais? - Volto a ficar seria. Sinto Tayná ficar tensa ao meu lado e Cain solta uma grande risada antes de prosseguir:

_ Depois que me tornei beta eu voltei na minha antiga casa e os matei, foi a melhor sensação do mundo - Cain estava mais para sádico. Bom, depois de ser acatada duas vezes por um lobo desgarrado e sobrevivido, não tinha mais nada que me assustasse. 

_E você Ícaro? - Perguntei quando o mesmo não prosseguiu. 

_Eu prefiro não me aprofundar no assunto se é que me entende, saiba que eu conheci o Luca primeiro e ele me apresentou o Léo e então nos tornamos amigos - Ele falou rápido. Pelo visto tinha uma mancha no seu passado que o incomodava, então apenas o respeitei. 

_Como são os betas dos Wicca? - Pergunta Luca.

_São as duas sacerdotisa mais poderosas da alcateia - Respondo.

_Entendi - Fala Luca.

_Eu queria tanto ser uma Wicca, assim você poderia me escolher como beta - Diz Tayná toda sorridente.

_Não mesmo! - Falo rindo e ela se surpreende: _Você iria dar festas todos os dias - Todos riram e Tayná mostrou a língua.

_Conhecendo a Tayná, ela faria exatamente isso - Diz Vicent ainda rindo.

_Pelo menos eu sei organizar uma ótima festa - Fala se gabando.

Eu embarquei em assuntos de festa com ela enquanto os outros se viraram para conversar entre si. Eu as vezes pegava Léo me olhando e tentava ignorar, estávamos quase acabando o café quando Léo chamou nossa atenção, ele estava sério assim como os outros:

_Tayna - Chamou-a: _Não queria acabar com a sua animação mas precisamos conversar sobre a lua de sangue - Disse Léo. Tayná mudou sua expressão na mesma hora deixando os talheres que segurava, caírem no prato. 

_Não temos nada para conversar - Falou fria: _Você já sabe a minha resposta. 

A lua de sangue era um evento que acontecia todos os meses e duravam três dias seguidos. Nessa época, as fêmeas entravam no cio e os machos ficavam incontroláveis, as fêmeas que não possuíam companheiros ou amantes e se negavam a se deitar com alguém, ficavam isoladas até os três dias passarem. Eu e Tayná éramos um exemplo desse grupo que não se entregava a ninguém, eu por não querer um macho que tocando depois de tudo que passei, e a Tayná tinha um sonho de encontrar um companheiro e se deitar apenas com ele, mas ela já tinha 117 anos, se uma fêmea completasse 118 anos e não tivesse se deitado com um macho ainda, ela morria, era um bom plano da natureza para fazer todas as linhagens de lobos prosseguirem. De cem fêmeas, uma morria a cada dois ou três anos por não aceitarem esse destino, que realmente eu não concordava, mas como eu já tinha me deitado com um mesmo a força, eu não corria mais esse fisco mas a Tayná sim. 

_Já está na hora de você mudar sua opinião sobre isso - Disse Léo: _Essa é a última lua de sangue antes dos seus 118, é melhor ir escolher um amante, é só por três dias Tayná.

Tayna o olhou como se fosse devora-lo de ódio, ela não ia ceder tão fácil aos caprichos da natureza. Ela não foi abençoada com um companheiro, todos sabiam disso inclusive ela, mas se negava a aceitar.

_Eu já disse e vou repetir - Fala Tayná irritada: _Não irei me deitar com ninguém a não ser com um companheiro e pronto - Fala friamente. Léo bate suas mãos na mesa fazendo todos nós assustarmos. 

_Eu não estou pedindo como seu primo, eu estou mandando como seu supremo alfa - Ele fala com dominância. Era difícil não obedecer a dominância de um supremo.

_Você não tem direito de exigir isso de mim - Fala Tayná quase ao choro: _Você não está na minha pele, você não é eu, então cale a boca - A paciência do supremo se acaba, Vicent entra no meio para tentar acalmar a situação. 

_Tayna por favor, não leve para outro lado, meu irmão assim como todos nós não queremos que você morra por causa de teimosia - Diz Vicent calmante: _É só três noites, escolha quem você quiser e acabe com isso - Vicent estava praticamente implorando, pude ver o quando ele se importava com ela, mas sobre aquele assunto, ele não podia fazer mais nada.

Segurei na mão de Tayná que a mesma estava abalada, eu senti muita raiva por fazerem ela ficar daquele jeito. A lua de sangue era na minha visão, um capricho do Deus pai, porque só as fêmeas tinhas que sofrer com essa decisão? Transar ou morrer, isso era engraçado e patético ao mesmo tempo, que a natureza vá para o inferno, era a fêmea que deveria decidir sobre sua vida, seu corpo, suas escolhas, não abaixar a cabeça e deixar os outros decidirem.

_Esse assunto tem que ser discutido de fêmea para fêmea - Digo acariciando a mão de Tayná, que a mesma me olha com os olhos cheios de lágrimas: _Isso não é uma coisa que você impõe ou manda fazer - Léo me olha sério: _Vocês não estão em nossas peles, não sabem como nos sentimos  em relação a isso e muito menos se importam - Todos ficam sem graça: _Isso tudo que vocês estão vendo, tem uma escolha própria e uma vida própria, não é vocês que decidem, então eu sugiro que não falem mais sua opinião, porque é a nossa que vale no fim das contas - Olho diretamente para o Léo que o mesmo estava sem reação: _Eu vou falar com ela longe de qualquer constrangimento como esse, mas é a palavra dela que irá prevalecer no final - Término fria. 

Eu não me importava com o que eles pensassem, mas era a vida da Tayná e eu não podia deixar ela viver infeliz pela decisão de outras pessoas, eu não queria perder minha irmãzinha, eu ia tentar convencê-la, também não queria que ela morresse por ignorância da natureza, mas eu teria que aceitar sua escolha no final. 

Ela me deu um leve sorriso e enxugou suas lágrimas, terminou seu café e continuou sentada até que eu acabasse o meu. Vicent a olhava preocupado e sem saber o que fazer, Léo me ignorou e começou uma conversa com seus betas sobre segurança da alcateia. Meu estômago começou a se revirar e uma dor atingiu meu peito, meu ombro que avia sido mordido estava latejando, tentei disfarçar a dor para sair dali mas Tayná reparou que eu me contorcia, eu precisava chegar ao banheiro pois queria vomitar.

_Serena o que foi? - Perguntou Tayná  desesperada. Todos se viraram pra mim na mesma hora.

Levantei da cadeira às pressas mas não deu tempo, cai de joelhos no chão com a fraqueza que senti e o vômito de espalhou pelo chão, mas não era o que eu tinha acabado de comer, era... sangue, eu estava vomitando sangue.

Leo veio correndo em minha direção e me segurou para que eu não caísse no sangue.

_Chamem uma curandeira agora! - Ordenou Léo. Vicent, Luca e Cain saíram correndo para buscar ajuda.

_Vou colocá-la no sofá, Tayná pegue um balde em baixo da pia - Mandou. Ele me pegou no colo e me levou até o sofá: _Icaro, chame alguém para limpar isso - Ícaro acenou em confirmação e saiu.

Fiquei deitada no colo do Léo enquanto ele acariciava meus cabelos dizendo que tudo ia ficar bem, suas carícias me acalmaram e a vontade de vomitar passou assim como a dor no peito, mas a fraqueza ainda me dominava. Tayná permaneceu ao meu lado com o balde na mão por precaução, Léo continuava a me dizer que estava tudo bem, sua voz era calma o que me lembrava a brisa que batia nos pinheiros, a calmaria que me relaxava.   

 

 

 


Notas Finais


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