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História Sobre Altivez, Brilho, Passividade e Dominância - Capítulo 6


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Notas do Autor


Certo... Gostaria de saber o que houve, se não prestaram tanta atenção no último capítulo pelo shipp ou pelo aviso de gatilho... Mas hoje temos um cap mais tranquilo e até mais fofo. Como no primeiro arco, no próximo capítulo teremos o tão esperado lemon entre Sanemi e Gyuu ;)

Capítulo 6 - Diamonds ... Hawk Nelson


Fanfic / Fanfiction Sobre Altivez, Brilho, Passividade e Dominância - Capítulo 6 - Diamonds ... Hawk Nelson

Depois do incidente no prédio de medicina, Tomioka finalmente buscou ajuda. Iria fazer tratamento psicológico e também psiquiátrico, por conta de todos os anos que passou suprimindo suas emoções. A caminho de mais uma consulta, eis que o jovem encontrou um homem passando pelos corredores. Despreocupado e sorridente, exibia um olhar distante enquanto conversava com pessoas aleatórias pelo trajeto. O homem o cumprimentou também.

- Bom dia, Tomioka-kun – disse o sujeito – Como está indo com a psicóloga?

- Ah.. Bom dia sir. Estou indo bem, obrigado, mas... Como sabe que frequento a psicóloga da Universidade? – perguntou muito intrigado.

- Apenas sei, criança. Aproveite bem este período, e boa recuperação – o homem sorriu de maneira até doce para Gyuu, que finalmente notou que o olhar distante se devia à cegueira. O homem tinha algo como uma cicatriz que se estendia por toda a testa e no entorno dos olhos.

Mas andava como se enxergasse tudo.

Sacudiu a cabeça e seguiu seu caminho. Naquele dia, tratariam de seu problema em aceitar elogios e incentivos. Até porquê...

“- Você tem ido muito bem na terapia! – disse a psicóloga.

- Não estou não – Gyuu rebateu imediatamente.

- Está sim. Em duas semanas, conseguimos avançar muito e isso é excelente – ela sorria.

- Não. Não é.”

Ele era um excelente estudante, mas sempre queria se comparar ao que Sabito poderia ter sido, então nunca se sentia suficiente. Até mesmo no que ele era realmente bom, queria se comparar com outro.

Ainda levaria tempo para essa parte de Gyuu ser devidamente tratada.

Sanemi ia buscar Tomioka todos os dias em que tinha terapia ou psiquiatra. Apesar de sua aparência feral e de sua índole duvidosa, o rapaz se transformava quando estava com Gyuu. E lá estava ele, sentado no chão, em frente a porta da psicóloga, aguardando “pacientemente” a saída do ficante com uma caixa de chocolate na mão. O albino recompensava Tomioka a cada boa notícia, e atualmente a recompensa era comida, como um cãozinho adestrado. Ouviu a porta abrir.

- Muito obrigada por ter vindo. Você melhorou bastante – a jovem psicóloga sorria.

- É... Talvez... – Gyuu disse sem perceber enquanto saia da sala.

- Péra, eu ouvi isso mesmo, eu ouvi um “talvez” no lugar de um “não”? – Shinazugawa perguntou enquanto levantava do chão – Acho que hoje tem recompensa então!

- E-Eu não disse nada. Ou disse? – olhou de soslaio para a caixa com doces – Hm. Acho que eu disse sim – eram os favoritos do rapaz. Chocolates meio amargos com frutas silvestres.

Sanemi riu um bocado, puxando o outro para si. Deixaram o prédio abraçados.

- Seguinte, o Rengoku e o teu primo chamaram a gente pra um passeio em casais. Parece que até o tal Inosuke vai com a amiguinha – disse em um tom naturalmente malicioso, mas convidativo.

- Não somos um casal – Gyuu disse com uma certeza impassível mas apanhou a caixa de chocolates que o outro lhe ofereceu sem nenhuma resistência.

- Não somos? Teu cu que não somos. Eu te busco em todo lugar que vai, te dou doces. Se não somos um casal, somos o que? – por sorte, Shinazugawa estava de muito bom humor hoje.

- Sei lá. Somos ficantes. Isso eu sei. Kyoujurou e Tanjirou são um casal. Nós não – Havia ressentimento naquela fala? Já fazia duas semanas desde o acontecimento no telhado.

- Quem não quis pular etapas foi você – já estavam perto do portão da faculdade – Quer que eu mude isso? Não me custa nada pra dar um jeito nessa situação – segurou a mão livre de Tomioka. Iriam andar de mãos dadas. E ai de quem chegasse perto deles. Soubera do problema com os alunos da Kibutsuji, e estava doido para descer a porrada em vagabundo.

- Hm... Talvez... – Gyuu sorriu, num ar misto de alegria e desconfiança.

- RÁ!! PODE ESPERAR ENTÃO. EU, SHINAZUGAWA SANEMI SEREI UM HOMEM ALGEMADO ATÉ O FIM DESTA NOITE – ele gritava convicto pela rua, arrancando gargalhadas engraçadas do moreno.

- Ok, Ok, eu pago pra ver essa – disse enquanto sentia a barriga doer de rir.

- Paga mesmo...? – indagou, malicioso.

- Está me desafiando, não? – Gyuu olhava de esguelha para o parceiro. Nunca haviam passado dos beijos em seus encontros, mas entendia perfeitamente o que ele dizia e o que estava respondendo.

Acabaram deixando aquela parte da conversa de lado quando chegaram na frente da casa onde Gyuu morava. Pequena e espremida entre dois casarões, tinha um pessegueiro pequeno e um lago de carpas, e seu interior era totalmente otimizado para ser utilitário.

- Pego você aqui as 19h. Esteja bem arrumado – exigiu Sanemi.

- Mas eu sempre... Ah, esquece. Ok, as 19h estarei impecável – a palavra “impecável” parecia carregada de sarcasmo, e Tomioka apenas ia seguir para seu portão, mas foi puxado por Shinazugawa para um beijo.

- Que mania de não se despedir – o albino olhava malicioso para o parceiro.

- Se você estiver algemado a mim até o fim da noite, me despedirei de você todos os dias – puxou o braço para se soltar, como na última briga que tiveram na frente de Tanjirou e Rengoku, mas essa já era conhecida de Sanemi.

- Você vai me pagar. E ainda vai ter de se despedir de mim todos os dias – roubou mais um beijo do outro e saiu. Teria uma longa maratona pela frente


Sanemi tinha uma motocicleta. Não tinha costume de usá-la, mas como iriam a um local no centro de Tokyo, acabou colocando ela pra rodar. Deixou a capa jogada sobre a vaga perto do anoitecer e saiu cantando pneus pela garagem a fora. Já tinha tudo pronto para que, naquela noite, não só Tomioka Gyuu se tornasse seu namorado oficialmente, como também teriam sua primeira noite juntos. Havia deixado seu apartamento impecável (o que lhe custou alguns bons yens, pois as duas diaristas cobraram a mais por serem chamadas em cima da hora).

Às 19h em ponto, Gyuu avistou um Shinazugawa diferente, mas não surpreendentemente fora do comum. A Honda NXR 160 Bros roncava baixinho quando estacionou na frente do rapaz. O verde cromado na lataria era a cara do parceiro, que logo tirou o capacete e ofereceu um para o moreno.

- Daí, está pronto pra me pagar? Olha que eu cobro e cobro caro – riu Sanemi enquanto Tomioka subia na moto. Desfez a cara de convencido por um segundo, quando sentiu uma mordida logo abaixo da orelha.

- Não tem problema. Estou disposto a pagar – Gyuu lhe Sussurrou no ouvido logo antes de colocar seu capacete. E então os dois partiram. Destino: Shinjuku Copabowl.

O trajeto em si já era incrível. Os dois passaram por ruas e prédios aos quais não tinham costume de ver, rodaram por asfalto liso e deram de cara com muita gente diferente. O Shinjuku era um lugar bastante movimentado, e quando chegaram Tomioka recebeu uma mensagem avisando de onde estariam. Sanemi deixou a moto no estacionamento e seguiu o parceiro, sempre lhe segurando a mão. Aquele cara era dele. E ninguém ousaria olhar naqueles olhos a não ser ele.

Havia bastante gente da Ubuyashiki no estabelecimento. Três pistas de jogo estavam reservadas para o grupo, composto por: Tanjirou e Rengoku, Obanai e Kanroji, Inosuke e Aoi, Zenitsu, Nezuko, Senjuro e por fim, muito atrasado, Tengen Usui.

- Tava achando que cê não voltava mais pra faculdade, cara – Shinazugawa pulou sobre Usui, lhe dando um mata leão e rindo.

- Hah, ninguém mandou ir fuxicar nas coisas do alheio – Kanroji ria. O ambiente climatizado permitia à garota usar uma saia justa em courino, botas que iam até os joelhos e uma camisa rosa bastante larga.

- Quanto a isso, tenho uma notícia – Usui respirou fundo. Usava um tampão cirúrgico no olho direito – a maquiagem da Mitsuri me deixou com 27% da visão.

Na última viagem de férias da turma 4-A de Educação Física, Tengen ia trollar os amigos com o kit de maquiagem da amiga. Chegou a pegar alguns batons e sombras para rabiscar o rosto dos outros dentro do ônibus, mas no fim, ele próprio acabou sendo trollado, e a maquiagem lhe deu uma alergia séria, obrigando toda a turma a voltar para Tokyo no meio do caminho. Isso ainda rendera 4 meses de afastamento da universidade.

- Queria dizer “bem feito”, mas para um amante de arcoaria e pentathlon isso é preocupante, não? – Rengoku mesmo tocado, ainda exibia seu brilho aos demais.

- Posso voltar a ver quando meu olho sarar, mas depende de cirurgia. E é meio cara. Não sei se vou conseguir bancar. Mas enfim. Bora jogar que eu quero testar como é ser caolho na rua! – o rapaz deu de ombros com a própria condição, e o grupo se sentiu incentivado. Iniciaram então o jogo e dividiram as equipes nas três pistas.

Os irmãos Rengoku e Kamado na primeira pista; Inosuke, Aoi Kanzaki, Zenitsu e Usui na segunda pista; Obanai, Mitsuri, Sanemi e Tomioka na terceira pista. Quem fizesse mais pontos ganhava uma rodada grátis de qualquer comida ou bebida para o grupo respectivo.

A disposição para ganhar a competição estava a toda. Sanemi parecia bastante empolgado, assim como Iguro. Os dois foram tão bem que chegaram a bater a má pontuação dos parceiros e ganharam a primeira rodada.

- Quero uma rodada de tequila pra minha equipe – rosnou o albino, sem dar chance para que os demais dissessem qualquer coisa.

- A Kanroji não bebe – Obanai olhou irritadiço para o colega de sala.

- Sinceramente, nem eu – Tomioka falou mais por birra do que por realmente não beber. No fim, a equipe bebeu refrigerante e comeu uma porção de batata frita.

Todos riram bastante da falta de jeito de Tanjiro com uma simples bola de boliche. Ele era o melhor arremessador de peso atualmente, tirando Rengoku, mas se bateu bastante pra pegar o jeito do jogo.

Enquanto isso, Usui e Zenitsu conversavam sobre o que era ser o terceiro melhor de sua respectiva turma.

- Tanjirou é ridiculamente forte. O Inosuke é rápido e tem sentidos muito bons. E eu sempre fico pra trás - Agatsuma ria. Apesar de ser sempre o terceiro melhor, ele nem se importava muito com isso.

- Isso é uma falta de extravagância! Eu fico em terceiro, perdendo sempre para Rengoku e Shinazugawa, porém detesto isso! - ele parecia determinado, sem se saber pelo quê. O assunto rendeu bastante, e Zenitsu (apesar de ter declarado semanas antes que nunca mais ficaria com homens, ainda mais brutos ao estilo Inosuke) não deixou de prestar atenção a Tengen, seu modo de falar, corpo forte e olhos rubros.

O fim da noite chegou mais rápido do que deveria, e os azarões - Iguro, Mitsuri, Gyuu e Sanemi – ganharam a competição. Quando os casais estavam comemorando o último strike, tanto Obanai quanto Shinazugawa se ajoelharam diante dos parceiros.

- O que está fazendo? - o albino parecia confuso.

- Eu é que pergunto: o que está fazendo? - não dava pra ver por causa da máscara cirúrgica que cobria a boca de Obanai, mas ele também parecia confuso. Depois de um silêncio constrangedor, os dois viraram para seus respectivos pretendentes e acabaram dizendo juntos:

- Quer namorar comigo?


Notas Finais


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