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História Sobre amor, café e constelações. - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


Olá, anjinhos.
O segundo capítulo do meu presente, espero que gostem!

Esse capítulo provavelmente vai ter alguns erros, fora escrito as pressas e não tive tempo para revisar, me avisem, por favor, caso vejam algo.


Boa leitura!

Capítulo 2 - Cisne Negro


CISNE NEGRO

 


@_Lluua



“Eu sou um pássaro no céu, 

que ganhou liberdade

 e pôs a voar sem ti.”


Naruto esperava de tudo ao voltar subitamente de Londres, até mesmo o rigoroso inverno daquela estação que nunca tinha estado tão forte antes, mas de forma alguma imaginava que encontraria seu irmão poucos meses de ser pai. Aquilo parecia surreal para si e, ao mesmo tempo, revoltante… Como o irmão havia engravidado a namorada e não tinha contado para ele?! 

— Eu realmente não acredito que você fez isso! — Naruto gritou, tentando controlar sua raiva aos poucos. — Saia do meu quarto, não quero falar com você! Anda que eu preciso sair daqui a pouco! — Parecia um menino birrento, mas não estava nem aí, seu irmão tinha escondido algo de si e o que tinha decepcionado-o mais ainda era ter descoberto tal notícia através de um papel encontrado solto na mesa da cozinha.

—  Ōtoto, me deixe explicar… — Kurama praticamente implorava para o loirinho, mas esse se encontrava irredutível e completamente magoado. Seu irmão era sua caixinha de segredos, Naruto sempre contava tudo ao irmão mais velho e queria que ele também confiasse em si… Mas lá estava o ruivo escondendo uma coisa tão importante, por mais de cinco meses.  

Era inacreditável...

    —  Você não me deve nenhuma explicação, agora me dá licença. —  O ômegazinho irritado tinha desistido de gritar e agora tentava passar pela porta de seu próprio quarto, mas estava difícil, o alfa não o deixava deslocar-se do lugar, abraçando-o desesperadamente. Os irmãos Uzumakis só tinha um ao outro e só a possibilidade de ficarem brigados, logo depois do retorno de Naruto para seu lar,  já apertava o coração de Kurama, que se sentia culpado por não contar ao irmão uma notícia tão importante como aquela, mas não é como se tivesse tido escolha. — Olha, oni-san, quando eu chegar em casa você me explica, está bem? — O alfa rapidamente o soltou e deu um largo sorriso, a marca dos Uzumakis, dando espaço paro que o outro passasse.  

O mais novo suspirou, detestava momentos como esse, odiava ver como Kurama, que apesar de forte e sério, ficava todo choroso quando brigavam. Afinal, eram nessas horas que ele percebia o quanto o ruivo ainda era traumatizado por todas a perdas que os dois tinham tido na curta vida deles, logo sentindo-se culpado por ter abandonado-o três anos atrás, quando havia acabado de perder a única pessoa que ainda restava de família para os dois. Já de acordo com a sociedade, um alfa não deveria agir daquela forma, não era permitido se mostrar impotente diante de um simples ômega, mas era apenas um padrão besta que algumas tolas pessoas ainda seguiam. Naruto entendia isso mais que ninguém, ele sempre soube, o quanto aquilo que, infelizmente, ainda era realidade para algumas pessoas, nunca havia sido pra si


O ômega pegou seu notebook e enfiou na sua roupa, junto com as roupas que usaria mais tarde, e saiu de casa, não querendo pensar na situação toda com o irmão. Andando pelas ruas da cidade novamente, viu que o inverno já estava quase no fim e logo chegaria a outono para alegrar seus dias, mesmo que só um pouco, ao observar cada cantinho por onde passava, ele acabou achando a cafeteria que Sasuke havia lhe apresentado na tarde passada e sorriu sem perceber. Entrou no estabelecimento, achando-o perfeito para passar o dia, até que desse o horário de ir à academia de dança, e sentou-se em uma mesa em frente a principal janela do lugar. Passando a observar a rua movimentada através do vidro, hora ou outra deixando um inconsciente suspiro se espalhar pelo ar, as pessoas que passavam em sua visão pareciam sempre estar correndo ou estressadas demais com o dia-a-dia e isso o fez imaginar se era assim que o viam nas ruas de Londres, há alguns meses atrás.

— Deseja alguma coisa, senhor? — Um beta o atendeu, diferente da garçonete da última vez, com um sorriso enorme e simpático no rosto.  Fazendo o ômega apreciar a felicidade do outro, que parecia satisfeito só por estar trabalhando. 

— Um chocolate quente, por favor. — Sorriu para o outro, lembrando dele mesmo a anos atrás, trabalhando como atendente para o restaurante de seu falecido tio.  O beta assentiu e, antes de sair, perguntou-lhe se queria outra coisa, o que Naruto negou com a cabeça. 

Em alguns minutos seu pedido chegou, fazendo-o pegar seu notebook e continuar seus afazeres do dia anterior, ou seja, terminar o maldito texto sobre amor.  Deu um longo gole e iniciou sua própria tortura, já que a última coisa que queria era falar sobre aquele delicado assunto. Inconscientemente, lembrou-se da conversa que teve com Sasuke, quando um dos assuntos citados, foi o breve envolvimento deles e como ele, apesar de novo, tinha amado o moreno. Sua memória foi diretamente na frase que ele soltou, quando resolveram finalizar aquele assunto. 

— O amor é um sentimento profundo demais, para ser explicado por míseras palavras, e desconhecido demais para ser entendido. — Repetiu as palavras ditas pelo o outro e então uma grande ideia surgiu e seus dedos passaram a se mover mais rápidos que seus pensamentos, igualmente as batidas do seu coração. 


Amor...

 Tentei tocá-lo, mesmo não podendo encostar em coisas inexistentes, porque este já não passa de uma grande ilusão minha. Segurá-lo em mim, nunca foi tão impossível, quanto está sendo neste século. 

Apesar de apreciar-te somente  uma vez, eu ansiei em tê-lo para mim e meu coração já bate desesperado esperando sua chegada para consertá-lo das falsas esperanças que vieram antes de ti. 

Oh grande amor, sentimento que todos anseiam por ter, espero que bata na minha porta algum dia e empurre suas milhares de  borboletas por meu estômago, fazendo-me raiar como o Sol em um dia de verão. 

Estou cansada das tempestades que vêm e me desmoronam quando você está quase próximo de mim, então peço-te um pequeno favor.  Não me avise quando estiver vindo, não me dê esperanças, apenas invada-me como um grande furacão e desligue todos os meus sentidos. 

Com você, talvez um dia eu me iguale a vênus e possa ter o vácuo do espaço para contemplá-lo.  

Quero tê-lo para mim… 

Por você, eu roubo até mesmo o ponto mais brilhante do nosso universo, mas peço que venha e não abandone-me depois que eu te der a estrela mais bela de todos.  O sorriso mais sincero que puder receber…

Por que tu és profundo demais, para as coisas simples da vida, e desconhecido demais para ser entendido. 

Tu és confusão e muitas vezes pode trazer dor, mas deixe-me experimentá-lo… Só isto que eu te peço. 

Venha até mim.


Tinha resolvido escrever seu texto em forma de carta, mas não era como se aquilo tivesse sido feito para alguém. A questão era que, no momento, uma carta parecia o meio mais correto de tentar explicar aquele sentimento… E o resultado final, lhe apeteceu como o melhor. Sorriu ao pensar em Sasuke, tinha sido graças ao moreno que tinha conseguido escrever aquele texto. 

O alfa tinha contado para ele sobre várias coisas, no breve tempo que tiveram juntos, e muitas lhe trouxeram ideias para muitos outros textos futuros. Deu uma longa gargalhada sozinho, quando se lembrou também da pequena briga que os dois tiveram por Naruto não gostar de café, que era a paixão secreta de Sasuke.  Este último tinha prometido com todas as palavras que faria o loiro se apaixonar pelo gosto "amargo" do café e inconscientemente ambos entraram numa velada aposta sobre os gostos do ômega, recordando os velhos tempos, onde tudo era motivo de competição bobas entre eles. 

Parece que as coisas não tinha mudado tanto, quanto parecia!

Logo que ele terminou de reler o texto, tratou de postar e dá um gole no seu chocolate, vendo que já não tinha mais nada no copo, percebendo também que estava tão concentrado no que estava fazendo, que perdeu a noção do que acontecia ao seu redor. 

Olhou o horário e viu que estava quase na hora de ir para a academia, fechou o notebook e guardou-o na mochila, logo pagando a conta e saindo da cafeteria. Andou pelas ruas movimentadas, se misturando entre as milhares de pessoas, procurando pela academia que tinha ido há alguns dias atrás. E, por sorte, alguns minutos depois de andar olhando atentamente todos as placas e achou uma bastante chamativa, que mantinha uma bela bailarina como slogan. Sorriu e foi até a academia. 

— Boa tarde. — Ele disse a atendente, que lhe retribuiu com um falso sorriso, seguido de um: "boa tarde". — Sou Naruto Uzumaki, reservei uma sala para essa tarde.

— Claro, só um momento… — Ela procurou pelo nome dele na grande tela do computador. — Aqui, Naruto Uzumaki. — A ômega pegou um cartão de acesso e entregou ao loiro, dando as coordenadas para que ele achasse a sala. 

Assim que entrou na sala, um sentimento de nostalgia o invadiu, sentiu-se como se estivesse dezessete anos novamente e entrasse na primeira sala individual, onde podia treinar o quanto quisesse sem sentir os olhares sobre si. Esses que sempre eram direcionados para ele, julgando-o por cada movimento que fazia, esperando ele errar.

 Foi até o canto da sala, onde se localizava um som, sentou-se ao lado e pegou sua sapatilha dentro da bolsa, tirando o tênis que usava e colocando-a, logo ligou seu celular ao cabo do som e colocou a música que estava treinando a um tempo para o teste de admissão para a academia de ballet de Konoha, uma das melhores do Japão. A música escolhida por ele era particularmente difícil, mas era uma das mais belas. O lago dos cisnes essa era sua música e ele precisava de nada menos e nada mais do que perfeição nela.  Se moveu até o meio da sala e ao iniciar da melodia, desconectou-se do mundo e passou a repetir os movimentos da coreografia inicial, eram onze minutos de pura concentração para que nada desse errado na coreografia. Entretanto, no clímax da música, quando precisava dar o salto triplo da peça, ele sempre errava e voltava do começo, fora assim milhares de vezes.

Ele precisava de mais… Era tudo que ele acreditava no momento.Que precisavaa alcançar a perfeição, já que erros eram desnecessários em sua vida e, toda vez que vinham à tona, destruiam o pequeno bailarino. Havia perdido as contas de quantas vezes chorou de frustração por não alcançar o necessário.  

E, no fim da tarde, depois de repetir a coreografia pela centésima vez sem parar, Naruto já estava cheio de roxos e machucados pelos pés, além dos outros hematomas redondos ao redor de seu corpo, resultados de todas as suas quedas vexaminosas. Era um bailarino novo, obcecado pela perfeição, o que acabava o tornando ameaça para a própria vida…

Precisava tentar de novo, até conseguir...

Quando a triste melodia voltou a soar pelos quatros cantos daquela sala espelhada,  Naruto novamente se tornou um bailarino em seu próprio eixo, preso em uma pequena bolha e sem perceber o que acontecia em volta, condenando a si mesmo a solidão eterna dentro de sua finita e escassa caixinha de música.

Girando milhares de vezes com formosura e perfeição, dando seus saltos maravilhosos no ar,  se movia com delicadeza pela sala, transformando seus movimentos e a música em um só ser. Era tudo encantador… Mas então ele falhou de novo, na mesma parte da qual havia falhada anteriormente, e se frustrou mais uma vez. Encostando-se em um espelho e deslizando sobre ele, as lágrimas passaram a descer inconscientemente por seu rosto, fazendo-o colocar a mão sobre o cabelo e esconder-se entre os joelhos. 

Ele precisava ser perfeito… 

— Você não mudou nada, não é mesmo? — Uma grossa e preguiçosa voz ecoou pelo ambiente e o ômega rapidamente levantou a cabeça espantado, olhando para a figura que menos esperava ver ali. Com os olhos brilhando em preocupação, Shikamaru o encarava, fazendo-o ficar sem reação. 

— Shika… — Tratou-se de levantar rapidamente para abraçar o outro que não via a meses, mas suas pernas fraquejaram e se o alfa não tivesse o segurado, teria caído de cara no chão. Por passar horas e horas treinando sem descanso, suas pernas haviam perdido toda a força. 

— Sempre indo até seus limites… Quando vai parar com isso, hm? — O alfa perguntou levemente irritado. O bailarino já sabia que deixava-o preocupado quando agia assim, treinando intensamente sem lembrar de se cuidar, mas não conseguia evitar, tinha que ser perfeito. E o moreno, apesar de ser um dançarino também, não o entenderia, por mais que quisesse, contudo Naruto sabia que isso não era culpa dele, afinal, ninguém nunca o entenderia.  

— Eu preciso ser perfeito, Shika… Preciso superar ele, mas não tô nem perto. Ele é tão melhor que eu… — O mais novo choramingou, expressando em suas infelizes palavras o medo que tinha. O medo da imperfeição e o medo de errar novamente.

Shikamaru então lembrou-se de quando o vira pela primeira vez, numa noite quente e brilhante, quando foi obrigado pelos pais a ir numa peça qualquer de ballet, que ele não estava nenhum pouco afim de ver. Na época, achava danças contemporâneas chatas, não muito diferente do ballet, elas o davam sono, mas por algum motivo os progenitores adoravam e sempre levavam-lhe a força para eventos do tipo, esperando que ele algum dia sentisse prazer por tal arte. O que veio a acontecer nesse dia, quando botou os olhos no Uzumaki e se apaixonou pela beleza fragilizada que o ballet trazia naquele pequeno, que parecia tão sozinho em cima dos palcos daquele anfiteatro. 

Foi surreal…

Seus olhos vidraram nele e acompanharam cada mínimo movimento, todos os giros, pulos e, até mesmo, as expressões cheias de sentimentos que o gracioso bailarino fazia não passaram despercebidas, o que o  encantou cada vez mais. A partir de então, se tornou impossível não apaixonar-se pela beleza delicada do ballet. 

Lembrava-se de como depois o destino os uniu novamente e Naruto fora apresentado a si como namorado do seu melhor amigo, o Nara ficou completamente extasiado e iniciou um bate-papo animado com o ômega, não demorando muito para que o dois criassem uma grande amizade. 

— Você é perfeito, garoto. Não há ninguém melhor que você! — O maior não conseguiu evitar soltar aquelas palavras. Tinha sido Naruto a trazer toda a beleza do ballet a ele, nunca mais viu outro alguém com tamanha perfeição em um palco, mas o outro não percebia. O amor que Shikamaru sentia por aquele tipo de dança era  por quê o Uzumaki tinha sido o melhor de todos os outros e se hoje era o grande dançarino contemporâneo que era, isso devia a perfeição que tinha mostrado a ele naquela noite de primavera. — Então… Sem mais ballet pra você, por hoje, garotinho! — Ele brincou, mas Naruto sabia que estava falando sério e resolveu não contestar, apenas concordar com a cabeça.  

— Vamos para a minha casa e conversar sobre essa sua chegada repentina aqui em Konoha, porque eu realmente não entendi sua presença aqui. — Apesar de não entender, não reclamava da situação, estava muito feliz de ver o amigo naquele momento.  

Shikamaru pegou o Uzumaki e o colou nas costas e, assim como as outras vezes na qual o ômega exagerava tanto em seus treinos que perdia toda a força nas pernas no final do dia e o alfa o levava para casa carregado, pegou as coisas do menor enfiando tudo na bolsa, em seguida saindo da sala. Ao chegarem na portaria, Nara entregou o cartão a mesma atendente que recepcionou o bailarino. 

— Preciso que me guie até sua casa, anjo. Me sinto um bêbado andando por essa cidade. — O alfa brincou, querendo acabar com o silêncio que tinha se estabelecido entre os dois.  Naruto riu com a piada sem graça do outro, e logo foi ditando as direções para que Shikamaru pudesse o levar. 

 Contudo, o alfa percebeu a tristeza e aflição nós olhos do ômega, via que ele estava torturando a si mesmo o dia inteiro. E que, ele mesmo podia não estar percebendo, acostumado com as façanhas que a vida lhe dava. Então no caminho até a casa, os dois conversaram sobre diversos assuntos, estes sempre puxados por Shikamaru, lembrando suas engraçadas aventuras em Londres. Mas em nenhum momento tocaram no nome de Sai, visto que ainda era tabu falar dele e nenhum dos dois se sentiam bem em lembrar de tudo que havia acontecido, antes de Naruto resolver ir embora. 

Quando estavam próximos da casa do ômega, o alfa levou-o até um canteiro cheio de girassóis que tinha perto dos dois e acabou sentando lá, colocando o outro ao seu lado, já não aguentando mais ver o amigo triste.

— Eu sei que tem alguma coisa te incomodando, me fala o que aconteceu, hm? — O Nara perguntou, após passar alguns minutos observando os lindos girassóis. Naruto ficou sem resposta por um breve momento, mas logo o mostrou o que estava deixando-o mal, ao abrir o celular e expor a mensagem que tinha recebido do ex-namorado, no dia anterior. 


Sai: Eu sei que eu errei, Naru. Nós dois erramos e precisamos conversar sobre tudo que aconteceu entre a gente, como você mesmo disse: precisamos resolver nossos atritos e seguir em frente, mesmo que eu não queira. Eu ainda te amo, meu lindo verão…  Quero te ter de volta, me de mais uma chance e eu te farei a pessoa mais feliz desse mundo, todos os dias de sua vida. Eu te quero de volta! Eu juro que já te perdoei por tudo, então volta pra mim, vai?  

Sai: Fale comigo, Naru. Evite esse desgaste em nós dois e volte logo pra mim, você sabe que é isso que quer fazer.

O moreno não era burro, sabia que algo estava acontecendo com o amigo e até já imaginava que era o ex dele, isso irritava-o. Sabia da grande pressão que Naruto sofria de Sai quando os dois namoravam, mas ver isso acontecer quando os dois já estavam separados, era muito pior.  O relacionamento dos dois não era nenhum pouco saudável, nunca tinha sido, hoje dava graças a deus que Naruto tinha se livrado disso e faria de tudo para que o seu pequeno nunca mais sofresse. 

— Bloqueia ele, não responde mais nada. Expulsa esse cara da sua vida, o imbecil não te merece. — Disse pegando um cigarro e entregando ao ômega, logo acendendo com o próprio isqueiro. — Todos os seus traumas e inseguranças, tudo é culpa dele! Você não merece isso, anjo… — Naruto, apenas puxou a fumaça do cigarro, soltando-a ligo em seguida. 

— Relacionamentos são uma droga… — Shikamaru concordou e assim ambos passaram mais algumas horas naquele lugar, apenas observando os girassóis e aproveitando a companhia um do outro.  Quando o frio já estava quase insuportável para o ômega, que por natureza era mais sensível, os dois resolveram ir direto para a casa dele. 

Ao chegarem em seu destino, foram recebidos por Sasuke e Kurama, que olharam curiosos para Shikamaru. Naruto tratou de os apresentar, mas logo subiu junto com o amigo londrino, no caminho mostrando a casa pra ele. Assim que chegaram no quarto, o ômega deu algumas peças de roupas grandes ao Nara e entregou-lhe uma toalha.

— Naruto, será que podemos conversar? — Kurama perguntou seriamente na porta e o Uzumaki mais novo assentiu, em seguida, pediu para que Shikamaru fosse tomar banho no banheiro do corredor. — Me perdoa, por não ter te contado… — O ruivo começou hesitante, assim que o outro saiu.  — Você sabe que não há ninguém no mundo que eu confie mais do que você. Poxa… Tu é meu irmão, vai ser sempre meu irmãozinho. Eu vacilei em não te contar, mas você estava passando por tantos problemas em Londres, que eu não quis te incomodar por um descuido meu. — Soltou tudo de uma vez e esperou a resposta do irmão mais novo. 

— Tudo bem, Nini… — Sorriu, para o mais velho. Depois de passar o dia inteiro, percebeu que tinha feito tempestade em um copo d'água. Estava tão estressado com a mensagem do ex alfa que tinha descontado no seu irmão. No final, a culpa tinha sido dele. Abraçou o ruivo, fazendo-o suspirar de alívio. — Vamos esquecer isso, ok? Mas não demore pra me apresentar sua namorada ou eu vou ficar bastante irritado, hm? — Kurama riu e o abraçou mais forte.

— Pode deixar! Mas me fale, quem é esse alfa que chegou junto com você, Shikamaru, em? — Mudou de assunto rapidamente, fazendo uma voz engraçada. Não realmente repreendendo por trazer um alfa para casa, mas curioso, nunca antes tinha escutado falar dele nas breves ligações que tinha no dia-a-dia. 

— É um amigo meu, na verdade, um dos meus melhores amigos. — Naruto sorriu e continuou, assim que ele e o irmão cessaram o abraço. — Eu nem sabia que ele viria, apareceu de surpresa enquanto eu treinava  e até agora eu não perguntei o porquê dele está aqui. Mas eu tô feliz e isso que importa. 

— E ele vai ficar na nossa casa? — Kurama perguntou, ainda curioso sobre o outro. Tinha ido com a cara do amigo do irmão, parecia preguiçoso, mas também parecia uma pessoa legal. Mas não era como se gostasse de desconhecidos na sua casa...

— Somente hoje, ele já está em um hotel aqui perto, pelo que me disse. — O alfa ruivo assentiu e abraçou o irmão novamente, tinha passado o dia inteiro longe e brigados e Kurama odiava isso. Os dois ficaram em silêncio por um tempo, aproveitando a presença um do outro e Naruto se sentiu muito melhor. 

Pensou em Sai no momento de silêncio em que tiveram e decidiu que o bloquearia, tinha saído de Londres para seguir em frente e também tinha dado uma chance para o outro de serem no mínimo amigos. Entretanto, ao reparar nós últimos dois anos de namoro, sua relação com o outro nunca havia sido normal, cheia de altos e baixos e, principalmente, lágrimas. O ômega definitivamente não merecia isso e estava começando a se tocar.

— Ok, agora vamos para sala. — Naruto concordou e os dois saíram do quarto, mas ao se aproximarem da sala, Naruto foi invadido por um cheiro de café e seus sentidos logo foram atingidos por uma enchente, procurando imediatamente de onde vinha aquele cheiro, seus olhos pararam em Sasuke. O moreno era um alfa lúpus, mas nunca tinha deixado o aroma natural se espalhar pelo ar, então  o ômega imaginou que o outro estivesse próximo ao cio e isso arrepiou todos os seus pelos. O loiro infelizmente não pode negar o quanto foi bom sentir o cheiro forte do outro, podia não gostar tanto do café em si, mas adoraria provar do alfa. 

— Naruto! Por que está parada aí? — Shikamaru o chamou e o loirinho percebeu que tinha travado no corredor ao sentir aquele aroma delicioso. Tratou, então, de ignorar todos os pensamentos maliciosos em relação ao antigo primeiro amor e se sentou com os outros três que já conversavam sobre o um assunto qualquer, também ficando muito feliz por ver o melhor amigo se enturmando. 

Além de que, naquela noite, quando os quatro se sentaram no chão da sala e passaram a conversar, eles descobriram diversas coisas sobre uns aos outros e o loiro viu-se encantado com Sasuke novamente. O moreno estava seguindo o próprio sonho e era bom ver isso, mas Naruto tinha que confessar que também tinha sentido um grande tesão ao imaginá-lo todo sexy em cima de um palco cantando suas músicas.

Embora não fosse se preocupar com isso no momento, aproveitaria a chegada de seu amigo na cidade e o bom relacionamento com o irmão, este seria assunto de outra hora. 


"A felicidade finalmente veio a tona, e agora não a deixarei mais ir embora… Então não voltemais, querida tristeza" 


Notas Finais


Espero que tenha gostado...

Se cuidem, ok? Sem contato com outras pessoas, evitem coisas do tipo ao máximo. Bebam muita água e lavem as mãos, todo cuidado é pouco no começo!


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