História (PAUSADA) Sobre as Asas de um Anjo - Capítulo 3


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - Possíveis alucinações


Levi ficou no total dois meses no hospital. Estava feliz pelo fato de finalmente ter saído de lá, embora estranhasse um pouco a sensação de não estar mais naquela maca. Sabia que não poderia mais falar com Carter diariamente, com o tempo que ele ficou lá até se recuperar por completo, conseguiu fazer amizade com o médico, que aos poucos se mostrou muito querido.

Sua tia também ia lá todo dia, mas já tinha uma semana que ele voltou a morar com a mesma. E desse modo ela aproveitou para falar várias coisas sobre o passado dele, para ver se o mesmo conseguia lembrar de algo.

Por exemplo, ela informou que o cego destetava pizza desde pequeno, e que era um viciado em bolo. E ela pôde provar isso ao levar essas duas coisas para ele, as escondidas.

Sua tia também falava muito sobre sua faculdade, dizia que ele tinha um enorme desejo em ajudar pessoas, por isso, decidiu medicina. Muitos diziam que seria algo impossível, devido a sua deficiência, mas depois de muita pesquisa, ele descobriu que existiam sim, médicos cegos, o que o deixou mais entusiasmado.

E por incrível que pareça, ele conseguia lembrar de cada matéria, detalhe por detalhe do que havia aprendido. Mas infelizmente, foi apenas isso que ele teve de lembrança.

...

Hoje Naomi estava com a cabeça a mil, e o que mais queria era chegar logo na faculdade. Infelizmente ela acabou muito atrasada, o relógio não despertou, o que lhe rendeu mais algumas horas de sono, tornando tudo uma correria para ela. E graças a essa pressa toda, ela nem olhou por onde andava, até ser surpreendida ao ver seus materiais espalhados pelo chão na entrada da faculdade.

— Droga, hoje realmente não é meu dia de sorte! — Exclamou a morena para si mesma.

Enquanto ela ia em direção ao chão para pegar suas coisas enquanto bufava, ouviu uma voz masculina lhe pedir desculpas. Quando o homem se abaixou, para ajudar Naomi, ela percebeu que ele nunca pegava os cadernos e os livros, e sim ficava apalpando o chão desesperadamente. Quando ela olhou para cima, ficou surpresa pelo fato do homem a sua frente, ser a mesma pessoa que ela havia visto no noticiário a uns meses atrás.

E por instinto, ela olhou para o lado, onde viu uma bengala de ferro apoiada no chão. Se sentindo um pouco culpada por ter trombado com o mesmo, pediu perdão o fazendo esboçar um leve sorriso.

— Não foi nada, devia ter prestado mais atenção — ele se levantou junto com ela. — Aliás, meu nome é Levi.

Quando ele estendeu a mão em sua direção, ela retribuiu o aperto, analisando as grandes mãos calejadas do homem, que eram quentes e acolhedoras. Enquanto ela o analisava, as coisas ao seu redor começaram a se transformar em um enorme borrão, e antes que ela percebesse, estava em outro lugar. Um homem sem rosto, segurava uma espada banhada em fogo, apontando-a para o seu rosto. Assustada, ela se soltou se despedindo, entrando ás pressas na faculdade, perguntando a si mesma, o que acabara de acontecer.

E conforme as aulas foram passando, mais distraída ela ficava. Muitas coisas passavam por sua cabeça, a deixando cada vez mais confusa e sem resposta. Ela sabia que não era doida, então, não poderia ter sido uma alucinação ou algo do tipo. Aquele homem era estranho, provavelmente isso estava girando em torno dele.

Algo nele soava sobrenatural, ela poderia até fazer uma lista:

1. Aqueles olhos... como um de seus olhos, podia ser um azul tão claro e puro?! E o outro olho parecia um buraco profundo de tão escuro que era. Já havia ouvido falar de algumas anomalias genéticas que causavam a diferenciação de cores nos olhos, mas ele possuía um olhar diferente, ela só não sabia se era por ele ser cego, ou por que ela estava pirando.

2. O cabelo... não parece que ele tenha aplicado algum tipo de tinta, pois era tão natural, e as pontas era de um prateado tão intenso. Jamais que ele teria platinado.

3. O que sentiu ao tocar a mão dele... aquilo foi inacreditável!

4. Ele era estranhamente familiar, não sabia de onde, mas ele era.

   Precisava vê-lo novamente e esclarecer as coisas. Não deixaria aquilo passar batido.

...

Levi estava indo em direção a saída da faculdade, quando foi impedido por uma garota baixinha, que logo disse que era a mesma de mais cedo. Confuso, ele ficou quieto e meio sem saber o que fazer. Provavelmente ela percebendo seu desconforto, perguntou o que ele cursava, e quando ela disse que também fazia medicina, ele ficou um pouco mais aliviado. Mas sabia que precisava voltar logo, então ele se despediu colocando a bengala a sua frente.

— Espere — ela pediu um tanto alto. — Por favor, eu preciso te perguntar uma coisa.

Surpreso, ele levantou as sobrancelhas e decidiu permanecer onde estava para que ela ficasse mais calma. Mas quando ela começou a fazer um discurso inteiro sobre não ser maluca, ele a interrompeu o mais levemente possível, pedindo para que a mesma chegasse ao ponto.

— Você, bem... é... você sentiu algo estranho quando nos cumprimentamos hoje à tarde?

Ele congelou, não esperava por aquilo, mas logo lhe veio à mente o que tinha visto.

"Ele estava em um lugar escuro e a única coisa que ele conseguia ver, eram penas caindo por todo o lado, o que ele estranhou, já que estava acostumado com a escuridão a sua volta. Aos poucos um pequeno ponto de luz surgiu, onde revelou um homem com enormes asas cobrindo seu rosto. E quando ele chegou mais perto pode ouvir uma voz grave lhe dizendo:

Um anjo se divide.

Está entre as luz e as trevas.

Seu olho negro enxerga suas amarguras,

Já o olho no qual se encontra a luz,

Vê em sua vida, o que ainda tem esperança."

Quando ele terminou de contar o que tinha acontecido, ela abriu a boca e logo a fechou novamente, e determinada ela disse:

— Não se preocupe, vamos descobrir o que aconteceu, juntos.



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