História Sobre as Asas de um Anjo - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Palavras 927
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 5 - Capítulo 4


Naomi ficou discutindo o caminho inteiro até a casa de Levi, por um tempo ele até deixou ela falando sozinha, mas era uma missão impossível, já que a pequena fala muito, mas muito mesmo. Quando eles chegaram na casa, o cego a chamou de nervosinha, o que a deixou de fato nervosinha, o fazendo gargalhar. Quando ele voltou ao normal, bateu na porta antes de abri-la, dizendo a tia que já tinha chego. E ao lembrar que estava acompanhado, deixou a morena entrar primeiro, pedindo para que ela ficasse na sala, enquanto ele ia falar com Carmem.

Quando ele entrou na cozinha, sentiu novamente um cheiro doce. A loira estava fazendo mais um bolo.

— Levi, você demorou bastante, o que estava fazendo?

Quando ela perguntou, o cego explicou a situação, sem mencionar suas visões. E quando ele falou que tinha trago Naomi para casa, a tia ficou histérica, e começou a fazer inúmeras perguntas. Inclusive, se a garota era sua namorada.

— Rapidinho! Não tem nem uma semana que voltou para a faculdade, e já está quase casando!

— Eu não tenho namorada nenhuma — Levi ouviu Carmem suspirar aliviada. — Ela está aqui para fazer um... trabalho de faculdade.

— Ata — a senhora colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha. — Não vai apresentá-la?

O homem foi com a tia até a sala, e apresentou uma a outra, e Carmem encarava a garota admirada. Quando a baixinha estendeu a mão para cumprimentá-la, a loira ignorou a mão e a abraçou bem forte.

— Que é isso Naomi, não seja tão formal! Você é realmente muito bonita, não é à toa que o meu sobrinho quis fazer trabalho com você...

Naomi foi ficando cada vez mais vermelha diante da situação, não esperava por aquilo. Depois de um tempo, Levi finalmente deve ter sentido que a baixinha estava desconfortável, então falou que eles iriam para cima fazer um trabalho, e Carmem prometeu que não iria atrapalhar.

Quando eles chegaram no quarto do homem, ele fechou a porta e falou para Naomi sentar na cadeira da escrivaninha, enquanto ele ficou de pé. O silêncio entre eles foi bem tenso, mas Levi logo se manifestou.

— Desculpa, não sabia que minha tia teria aquela reação...

Naomi sorriu ao perceber que as bochechas do cego ganharam um leve rubor. Realmente havia ficado assustada, a tia do homem parecia ser totalmente extrovertida. Mas logo ela mudou de assunto, e perguntou o que Levi tinha visto. Mas ela percebeu que o mesmo estava viajando, e acabou sorrindo. Ela tentava se manter séria, mas era impossível não sorrir perante a presença de Levi.

Depois de um tempo, ele pareceu ter finalmente se tocado, e explicou o que tinha acontecido. Ela ficou quieta, sem acreditar no que estava acontecendo. Por mais que tentasse, não conseguiu atender por que aquilo estava acontecendo. Ela só parou de pensar nisso quando viu o cego com a mão estendida. E ela percebendo o que ele queria, perguntou insegura:

— E se a gente ver alguma coisa de novo?

— É isso que eu quero ver — Levi sorriu carinhosamente, deixando a pequena mais tranquila —, vai, confia em mim.

Não conseguindo resistir aquele lindo sorriso, apreensiva ela segurou a mão dele, esperando que acontecesse algo por alguns minutos, mas nada mudou.

— Bem, pelo menos vimos que não é sempre que as visões acontecem.

A morena sorriu ao ouvir aquilo, mas sentiu todo o calor de seu corpo ir embora, quando ele a soltou, e se afastou um pouco.

— Naomi, posso te fazer uma pergunta?

Surpresa, ela ergueu ambas as sobrancelhas, mas atendeu o pedido do mesmo.

— Como é que eu sou?

— O quê?

— Minha aparência. Como ela é? — Levi passou novamente a mão no cabelo. — Eu nunca perguntei para a minha tia, e fiquei curioso agora.

Ele sorriu de novo, mas dessa vez, de nervosismo, e ela não aguentou, e começou a descrevê-lo. Conforme ela falava, ele fazia expressões engraçadas, principalmente quando ela falou do cabelo dele. O cego ficou inconformado por ter o cabelo platinado, e tossiu ao ouvir sobre os seu olhos.

— Eu... eu realmente sou estranho.

Vendo como ele tinha ficado sem jeito, ela fechou os olhos e tomou coragem para dizer:

— Não se preocupe, você é muito bonito... a combinação disso tudo fica bem em você.

Quando ela abriu os olhos, ele estava mais vermelho que um pimentão, provavelmente surpreso por ter ouvido aquilo. Mas logo ele se recompôs e chegou perto dela.

— E você?

— Como?

— Como você é? Eu posso... posso te sentir?

Ela respirou fundo e se aproximou do mesmo. Quando ele tocou no rosto dela, ficou ainda mais curioso, realmente queria saber como ela era. Levemente ele pegou um mecha do cabelo dela, depois passou para a testa. Delicadamente, ele contornou os olhos, o nariz o a boca. E a cada toque, ele perguntava inúmeras coisas. Sabia que ela possuía o cabelo escuro e a pele rosada. Sorrindo, ele chegou nas bochechas, que eram incrivelmente macias.

E antes que percebesse, já estava acariciando aquela região. Quando sentiu a mão de Naomi, chegar até a sua, pensou em parar, mas ela apenas permaneceu com a mão sobre a dele. Aos poucos, a respiração dela se aproximava mais.

E quando seus lábios se tocaram, ele segurou o rosto dela de modo carinhoso, a beijando calmo e lentamente, como se quisesse guardar aquele momento na memória. Seu coração batia rápido, e sentia-se completo com a boca dela colada na sua.

Quando eles se afastaram, uma onda de vergonha o invadiu, mas logo tornou a sorrir, quando ela o abraçou apoiando a cabeça o peito dele.



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