1. Spirit Fanfics >
  2. Sobre Cornos e Chifres >
  3. Capítulo Único

História Sobre Cornos e Chifres - Capítulo 1


Escrita por: Izrael e I_D_S

Notas do Autor


Antes de começar, acho justo deixar um aviso. Esta história é, acima de tudo, uma paródia de várias coisas que podemos encontrar no Spirit. Pense em South Park.
Se você for uma daquelas pessoas que se ofende fácil e gosta das seguintes coisas - Kpop, astrologia, diálogos feitos no Orkut, motos de cano serrado, sertanejo, palitos de dente e comunismo -, as chances são que você, de alguma forma ou de outra, não goste do que estiver abaixo. Se não sabe diferenciar uma paródia de uma crítica não-construtiva, procure um psicólogo, um shaman e um cachorro com doutorado em filosofia. Sem mais delongas, vamos a essa Porr...!

Capítulo 1 - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction Sobre Cornos e Chifres - Capítulo 1 - Capítulo Único

  É sério? Você não dá continuidade para a própria história, mas sou obrigado a narrar essa porcaria! Tá pensando que sou o quê? Narrador de Kpop?

Um desafio… Você me diz que vou ter que narrar essa história… por causa de um desafio!!

Eu não sou pago o suficiente para isso.

Bom, vamos começar. Em uma terra mágica chamada interior de São Paulo, existe um bar, chamado Cornoália, onde todos os cornos do Brasil se reúnem após descobrir seu par de chifres. Eles vão para lá com a intenção de retirar os canos de escapamento de suas motos, cantar sertanejo ou outras coisas de corno.

É exatamente neste lugar especial que um bode entra, pede uma cerveja e desabafa. O dono da birosca pensa ter bebido demais ao ver um animal falar, mas não era a coisa mais estranha que tinha visto. Não vou entrar em detalhes, quero esquecer aquele dia.

Enfim.

Um corno perdido senta do lado do bode, notando a tristeza em seu olhar e em suas galhadas. Sabendo da dor de receber novos pares de chifres, o homem coloca a mão sobre o ombro do bode e pergunta:

– Mano, cê tá legal? Dá pra ver que a galhada tá firme.

– Achei que estava – admitiu o bode. – Sempre achei que éramos feitos um para o outro.

– É sempre assim, mano. Sempre assim.

– Eu lembro de quando nos conhecemos. – O bode ergue o copo para terminar sua cerveja. – A gente trabalhava na mesma editora…

– Você é escritor? – perguntou o mano.

– Um dos melhores – diz o bode que nem ao menos tinha dedos para digitar. Escrever com cascos deve ser bem problemático. – Só preciso de alguns dias para desenvolver universos completos de fantasia. Foram minhas histórias com personagens carismáticos, ação desenfreada e problemas de pontuação que chamaram a atenção da pessoa que mudou a minha vida.

Oh, o amor. O bode lembra da festa da editora Jungkook para Sequelados. Havia várias pessoas e outras criaturas no local. Todos eram escritores da mesma estirpe – descobri essa palavra ontem – que ele próprio. No entanto, havia uma que era diferente de todas.

A dragão, além de ser editora-chefe, também era uma das escritoras mais conhecidas de lá. Seus contos – todos sexuais, por algum motivo – chamavam a atenção de milhares de pessoas com QI negativo. Suas escamas brilhavam como jade, depois de suja em lama. Os dentes eram tortos em várias direções. A criatura era horrenda como seu talento. Para o bode, era uma deusa.

Conseguir a atenção da dragão foi difícil. Foi preciso usar todo seu talento nato para escrever as mais hediondas… Digo, magníficas histórias sobre povos do mundo todo que vivem no Japão feudal do século XXII e que se conectam com a África por um rio. Geografia não era o forte do bode.

Após meses publicando seus melhores contos, o bode enfim alcança seu objetivo: Uma reunião com a dragão. O bode mau conseguia acreditar na oportunidade de ouro que caía em seu colo. A ocasião era especial, então o bode se arrumou da melhor forma que podia. Ele cospe em seus cascos e faz um topete chavoso. Só isso. Ei, não me olha assim. É um bode! Como acha que ele se arrumaria?

A sala da dragão era como esperava. Haviam pôsteres de inúmeros grupos de Kpop… Ou eram de um único grupo. Não sei, são todos iguais. Também haviam vários mapas de ambas as Coreias, já que a dragão também não sabia de geografia e achava que as duas eram a mesma, mas uma ficava de cabeça para baixo.

– V-você me chamou – gaguejou o bode, sentindo o calor em seu rosto e o palpitar no peito.

– Sim, chamei – respondeu a dragão, com olhar um tanto sério, mas que obviamente escondia alguma coisa. Talvez um peido. – Estava olhando meu horóscopo hoje e vi que Áries está em sintonia com Júpiter. Sabe o que isso significa?

– Que o Vasco ganha no domingo?

– Não, bode. Significa que suas histórias têm chamado muita atenção.

Não sei o que uma coisa ter a ver com a outra, mas desde quando astrologia fez sentido?

Ei, Izrael! Eu realmente preciso continuar a narrar isso aqui? Que bolsa é essa? Isso é rapadura!?

Continuando.

Por um segundo, o bode não podia acreditar. Sua estratégia que não fazia sentido tinha funcionado! Era da dragão que estamos falando, logo a lógica foi jogada pela janela já tem algum tempo.

Voltando. O bode encara os olhos vesgos da dragão e enfim consegue coragem para abrir a boca… Mas o medo toma conta e acaba vomitando no carpete.

                                                                       * * *

Algumas semanas se passam e uma história romântica se desenrola entre o bode e a dragão. Ele se encantava com tudo o que as garras tortas e sujas da dragão escreviam. Contos hipersexualizados de coreanos que ela nunca conheceu, mas jurava que eram casais fora de suas histórias.

A dragão, por sua vez, admirava como o pequeno bode fazia de tudo para agradá-la. O bode até parecia outro animal, o gado, com o quanto bajulava sua companheira. Seus elogios fariam um usuário de Twitch parecer o homem mais másculo da Terra. Não estou nem aí se não pegarem essa referência.

Ambos comentavam de realizarem crossovers entre seus personagens nada originais e tão carismáticos quanto uma caixa de papelão molhada com cerveja. Trocavam ideias sobre seus infinitos universos maduros como abacate podre. Os dois representavam o pior que a comunidade de escritores podia apresentar.

E ambos se amavam por isso.

                                                                       * * *

De volta ao bar, o paulista corno secava algumas lágrimas ao ouvir os relatos de seu novo amigo bode. O álcool já tinha tomado conta de seu bom-senso. Após assoar o nariz, o corno olha para seu amigo e diz:

– Mano, isso foi lindo.

Tão lindo quanto bater na avó. Ok, ok. Não vou mais interromper.

– Eu sei, pessoa aleatória que encontrei agora, mas estou contando toda minha vida. Todo o dia era como um passeio no parque. Cada risada fanha que ela dava iluminava meu dia.

– Mas o que aconteceu, mano?

– Um palito aconteceu…

                                                                       * * *

Uma semana antes do bode ir para o bar. Ele estava tendo um dia perfeito, desenvolvendo pessoas cujo o único poder era brilhar em verde. Revolucionário e criativo. Nesse dia, ele caminha até a sala de sua amada desfigurada, mas tem uma visão que o faz tremer nos cascos.

A porta do escritório se abre. De forma imponente, um palito de dente sai da sala, abotoando sua camisa – eu desisto, só aceito o que está acontecendo. O bode reconhecia aquela pessoa. Era o chefe da editora, responsável por todas as histórias publicadas ali. Ou seja, ele não fazia nada e deixava que todos escrevem qualquer besteira.

O coração do bode parece ter parado. Em um misto de raiva, medo, inveja e constipação, ele corre até a sala da dragão e a encontra terminando de se vestir.

– Não pode ser. O que está acontecendo!?

– Achei que viria – disse a dragão sem alteração de voz. – Li no horóscopo de hoje que um meteoro bateu na lua e voltou. Um sinal de que você descobriria o caso.

– Não estou entendendo. Nós éramos felizes!

– Acertou o tempo. ‘Éramos’. O palito me prometeu uma viagem para a Coreia do Norte e agora vou ver todos os shows de Kpop que eu quiser. Além disso, ele tem pinto maior que o seu.

– Ele é um palito de dente!

– Exato. Para ver como está sua situação.

                                                                       * * *

– Mano, elas sempre fazem isso. – O paulista comprava mais uma cerveja para o bode em vã tentativa de consolo. – Nós damos tudo de nós, mas elas não dão nada em troca.

– E ela me trocou por um palito!

– Que palito?

– Meu chefe! Não ouviu a minha história.

– Não. Parei de prestar a atenção assim que falou que era escritor. Garçom! Mais uma rodada aqui!

Com isso, o paulista vai embora e o bode não percebe que o corno deixou a conta para ele pagar. O bode deixa um suspiro cansado e frustrado passar por seus lábios sujos enquanto encara o fundo de seu copo.

– Você disse que ela foi para a Coreia.

O bode levanta os olhos e percebe que o dono do bar o encarava por trás da bancada.

– Sim, foi. Parece que não sou nada se comparado a um grupo de caras que cantam como Autotune.

– Então, isso é na Coreia do Sul.

– O quê?

– Se ela foi para a Coreia do Norte, então explica a notícia do avião bombardeado.

E realmente foi. Naquela semana, o rico palito de dente alugou um jato para ir ao país errado. Usando de todo seu amor nuclear, a Coreia do Norte mandou mísseis contra o avião. Ao descobrirem o fato de que uma de suas Armies (ou seja lá qual for o nome que usam) havia explodido em pedaços como fogo de artifício, o BTS fez uma música especial para homenagear a dragão que tinha pedaços em toda a Ásia.

A turnê foi logo usada como paródia pornô em sites de fanfics, onde se tornaram sucesso e imortalizando a memória da dragão em troca de comentários de emojis e favoritos.


Notas Finais


Se está aqui, sobreviveu ao que foi escrito. Parabéns, porque eu não sobrevivi.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...