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História Sobre dançar na chuva e outras coisas aí - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Leiam as notas finais e boa leitura!

Capítulo 1 - Sobre touch my body e alguns carros e bueiros aí


Park Jimin estava, particularmente, bem entediado naquele dia. Rodando com o Victor pela sala,  — Victor, como chamava sua cadeira de rodas. — Muita gente já lhe falou que, se fosse dar um nome para uma cadeira de rodas, que pelo menos desse um nome no feminino, para combinar. Jimin não ligava, era bem legal provocar seu namorado com coisas como "Amor, vou sentar no Victor" e "Ai, é tão bom montar no Victor"  ou até "Me ajuda a levantar do sofá e ir para o colo do Victor?" o Park se perguntava o que fazer naquela manhã chuvosa de sexta feira.



Ele poderia sair para passear, se não estivesse caindo um dilúvio do céu e fosse bem difícil para andar por aí montado em Victor com as ruas escorregadias. Ele podia cozinhar, já que sua cozinha era adaptada e bem organizada. É, ele poderia muito bem cozinhar, isso se ele não fosse um queima-miojo, triste destino o de Park Jimin. O Park até poderia estar assistindo televisão, se sua TV não estivesse pifada, na verdade, ele ainda esperava a TV nova chegar, mas claramente, não chegaria naquele dia.



Ou Jimin poderia irritar Jungkook. De todas, essa era a opção mais viável.



Jeon Jungkook e Park Jimin namoravam há exatos 5 anos, 7 meses e 19 dias. Ambos se conheceram na escola, ou seja,  o lugar mais clichê do mundo. Na verdade, a única coisa boa da escola, para Jimin, foi conhecer Jungkook. Imagine estar num lugar onde você é o único cadeirante, no meio de milhares de pessoas "saudáveis."  Agora imagine receber olhares de pena e essas mesmas pessoas lhe julgando como incapaz, além das típicas piadas de adolescentes-fodões-que-se-acham-os-donos-do-mundo. Ele era um cadeirante, mas não estava pedindo para ninguém ter dó ou pena,  apenas que lhe tratassem de igual para igual.



Jungkook lhe tratava de igual para igual, e Jimin sempre o admirou por isso.



O Jeon e o Park não se falavam muito na época do colegial, o que era uma pena. Mas eles se entendiam bem, quando tinham algum contato. O mais novo era um belo de um quebra-galho quando Jimin tinha alguma prova de química — e qualquer matéria de exata, na verdade — e Jimin ajudava o Jeon quando este estava com alguma dúvida em gramática. Eles eram os típicos colegas que se cumprimentavam no corredor com um "bom dia", mas nada que passasse disso. Eles ficaram nesse tamanho lenga lenga até que, no terceiro e último ano, — cuidado com o clichê —, Jimin e Jungkook foram sorteados como dupla para um trabalho de geografia. E os dois acabaram se conhecendo melhor, descobrindo algumas infinidades de coisas em comum. Jimin achava ótimo ter conhecido alguém que soubesse dançar e cantar Touch My Body e que compartilhasse com ele o amor pelo Wonder Girls.



Jungkook e Jimin moravam juntos há quase 1 ano. Na verdade, o mais novo que viera morar com Jimin, visto que seria um grande problema para adaptar a casa do Jeon, ou comprar uma casa nova, o  que ambos concordaram que não havia necessidade. Jimin e Jungkook faziam praticamente tudo juntos: moravam juntos, trabalhavam na mesma empresa e a única coisa que um não poderia fazer pelo outro era… bom, as necessidades fisiológicas que não seria muito agradável caso eu as fosse citar. Eles tinham um relacionamento saudável, um pouco clichê e um pouco moderno, mas, acima de tudo: eles tinham um relacionamento que ia muito além de um simples namoro, eles eram os melhores amigos um do outro e o porto seguro um do outro. Clichê? Talvez…



Se tem uma coisa que Park Jimin ama são clichês. Embora ela afirme veementemente que não, jamais, clichê? eca, não, Park Jimin ama clichês. Por mais que tentasse agir de uma maneira séria, não conseguia esconder o quanto amava quando recebia mimos do namorado, enquanto assistiam algum filme americano aleatório da Netflix.



Quando adolescente, Jimin fez uma lista. Tá, não era uma simples lista, como as de compra semanais. Mas uma lista séria, dentro dos rasos limites de seriedade de Park Jimin. Uma lista de "6 coisas clichês que  quero fazer quando começar a namorar" que escreveu no seu diário. Sim, Park Jimin tinha um diário. Tinha chaveirinho e tudo, mas ele arrancou e pintou de preto, para parecer menos clichê. E, com seu diário clichê-que-não-é-mais-clichê ele listou os 6 itens que gostaria de fazer com algum possível namorado.



LISTA DE COISAS PARA FAZER COM SEU (NO MEU CASO) FUTURO NAMORADO. by: Park Jimin.


(mãe, se eu morrer virgem joga isso aqui fora)



"1. Primeiro de tudo: amar uma pessoa boa. Nenhum gangster, eu sou um moço de família.


2. Tenha algum encontro em um restaurante caro. E, de preferência, não pague. Jamais quebre a Jusélia para pagar alguma coisa, principalmente se essa coisa for para a privada depois.


3. Receba mensagens fofas de "bom dia" todas as manhãs, mas lá pras 10hr. Não sou nenhum trabalhador braçal russo do século XVIII para acordar de 5 da madrugada.


4. Assistam A Culpa É Das Estrelas juntos. Só se certifique de não chorar demais e ele te achar um bobão.


5. Ganhe ursos de pelúcia.


6. Dance com ele na chuva. Tá, não precisa cumprir esse tópico. A pessoa tem que me amar muito para conseguir dançar comigo na chuva."



Todos os itens  Jungkook havia cumprido, mesmo que ele sequer soubesse da existência dessa lista. Pagou um jantar extremamente caro para Jimin quando fizeram 2 anos de namoro, e olha que Jimin nem precisou pensar em tocar na Jusélia, sua amada porquinha (ele se recusava a chamar de cofrinho) e onde ele guardava os trocos ou sobras de alguma compra. Eles assistiam "A Culpa É Das Estrelas" em quase toda Reunião Melosa De Casal Para Assistir Filmes Melosos De Casais, que acontecia todas as sextas. E Jungkook não lhe acorda às 5 da madrugada, e Jimin dá graças aos céus por isso, mesmo que seja despertado às 06:00, pelo despertador. Não fazia muita diferença, mas Jimin gostava dos pequenos detalhes.



Bom, parando para pensar melhor. Havia apenas um único item na lista que ele ainda não havia cumprido com Jungkook.


O último e o que Park Jimin mais queria que fosse realizado. (Com exceção do primeiro item. Jimin não era nem louco de se apaixonar por algum ganster, mafioso, matador de aluguel ou qualquer coisa do gênero.) O item que o coração clichêzinho de Park Jimin mais sonhava em poder vivenciar.



O maldito item de número 6.



Jimin queria muito dançar com Jeon Jeongguk. O sonho do Park era rebolar ao som de Touch My Body ou qualquer outra música, se fosse com o Jeon. Park Jimin queria poder sentir os dedos do Jeon em sua cintura, os guiando para lá e para cá, enquanto tocava algum disco na vitrola-roubada-do-avô-de-Jimin-que-já-estava-velha-demais. (A vitrola, mas o velho também não era muito novo…) Não precisava ser na chuva, embora desse um ar completamente mais romântico,  mas podia ser numa tarde preguiçosa de domingo, no horário de almoço do trabalho ou no jantar de Natal.



Não é como se Jungkook nunca tivesse chamado Jimin para uma valsa. O Park apenas negava, por pura vergonha. Vergonha de seu namorado estar dançando normalmente (talvez com uma ou outra brincadeira durante a música, por que Jungkook era assim) e ele estar parecendo uma barata tonta rodando no chão, enquanto o Victor fazia um barulho irritante enquanto arranhava o solado.



Parecia simples, mas o maior sonho de Park Jimin era dançar. Como qualquer outra pessoa.



Jimin nunca teve vergonha da sua deficiência. Ele havia nascido assim, devido a uma má formação no ventre de sua mãe. Ele já tinha se acostumado com as dificuldades que passava, devido a sua paraplegia. Jimin tinha orgulho de não poder andar e de fazer muitas coisas, de ser independente, de trabalhar e estar sempre com o queixo erguido.



Mas o Park queria. Caramba, e como ele queria. Queria poder correr com suas pernas, andar com elas, dançar e fazer as mais pequenas e simples coisas que ou ele não consegue fazer ou as pessoas acabam sentindo pena dele e fazendo pelo mesmo. Pena. Mais do que qualquer outra coisa, Jimin não queria ser digno de pena. Os olhares penosos e preocupados de outras pessoas quando ele passava por elas. Ele odiava tudo isso.



Jimin arrastou o Victor pelo assoalho do apartamento até que parassem na frente do quarto do casal. Jungkook ainda estava dormindo quando o Park acordou, o que levou ele a pensar que o mais novo tinha morrido, no mínimo. O Jeon nunca acorda mais tarde do que às 7:00 da manhã, e ele estar dormindo até às 10:30 era, bem suspeito. Jimin havia pensado nas mais diversas opções: apenas acordar Jungkook, chamar a ambulância, investigar se Jungkook tinha um irmão gêmeo ou algum clone que estaria deitado ali enquanto o Verdadeiro Jungkook Meu Namorado estava numa farra, deduzir que Jungkook havia tido sua alma abduzida e que aquele corpo era apenas uma matéria inanimada ou simplesmente deixar ele dormir. Jimin avaliou bem as opções, mas apenas escolheu a primeira, que lhe parecia muito mais fácil.



— Jungkook? Você está acordado? — Jimin perguntou, enquanto abria a porta. O mais novo revirava algumas caixas dentro do guarda-roupa. — Seu safado, você acordou e nem falou nada?



— Desculpa, amor. — Jungkook sorriu, mostrando seus dentinhos de coelho, fazendo Jimin quase infartar. Ele sabia o quão seu sorriso era o ponto fraco do namorado. Um safado fofo, pensou Jimin. — Acordei e apenas decidi arrumar o quarto, principalmente essa bagunça aqui do guarda-roupa. Você viu a chuva que tá caindo lá fora?



Jimin falou que sim baixinho, enquanto se aproximava do namorado. O clima frio do ambiente, o barulhinho delicioso da chuva caindo lá fora e o silêncio nada constrangedor que pairava na casa. Jimin apenas fechou os olhos, desfrutando da boa sensação de uma manhã chuvosa de sábado. Jungkook riu.



— Eu poderia ficar a vida toda assim. — Jimin começou, com Jungkook ao seu lado fazendo uma pequena careta de negação — Yah, termine e venha tomar café da manhã comigo, huh?



— Você ainda não tomou, Jiminnie? — O mais velho sorriu com o apelido, se permitindo a corar um pouco. Os anos poderiam passar ou o que for, mas Jimin nunca ia parar de se sentir envergonhado ao lado do Jeon. E isso era extremamente adorável.



— Tomei, mas não me importaria em fazer isso novamente. Você sabe o quão bom namorado eu sou. — Jungkook deu uma deliciosa gargalhada, se levantando do meio das intermináveis caixas no chão e se debruçando para dar um singelo beijo em Jimin.



— Eu acho que você está se aproveitando da oportunidade, isso sim.



— É impressão sua — Jimin fez uma cara de indiferença, logo soltando um risinho. — A propósito, você está arrumando ou desarrumando o guarda-roupa? — Apontou para a bagunça de caixas abertas e objetos e papéis espalhados pelo chão.



— Desculpe, acabei me perdendo em meio a tantas coisas. — Jungkook sorriu, fechando uma caixa em especial, pedindo por tudo que fosse mais sagrado nesse mundo que Jimin não percebesse que ele estava mexendo naquela caixa.



— Tudo bem. — Jimin sorriu, indo até a porta. — Venha logo, senão eu vou comer de novo sozinho com o Victor.



— Victor…? Que Vic…? Ah, tá. Eu estou indo — Jungkook sorriu, vendo o Park sair do quarto. Abrindo novamente a caixa, encarou sorrindo o pequeno caderno preto em suas mãos. — Eu estou indo, Jimin. Estou indo.



[...]



Jeon Jungkook nunca gostou de chuva. Não me leve a mal, Senhora Chuva, mas é que o Jeon nunca curtia muito quando a senhora vinha. Completamente o oposto do namorado, Jungkook era um garoto enérgico, que gosta do sol, de estar sempre fazendo alguma coisa, uma pessoa nada sedentária. E, bom, embora ela gostasse um pouco de descansar (afinal, somos seres humanos) ele nunca gostou muito da chuva.



Bom, ele não gostava da chuva, mas gostava de Park Jimin. Amava, na verdade.



Jimin e Jungkook tinham muitas afinidades e gostos em comum, como o amor por girlgroups e o fato de ambos terem alergia a amendoim, por exemplo. Mas, num geral, eles eram o oposto um do outro. Se por um lado Jungkook é vegetariano, os olhos de Jimin brilham ao pensar em carne. Jimin adora ficar em casa, com a bunda pra cima, assistindo TV enquanto toma refrigerante, já Jungkook gosta de se movimentar, ficar parado não é a praia do Jeon, este que realmente gostava de uma boa praia. Eles eram os opostos um do outro, mas ao mesmo tempo tão parecidos. E era isso que os unia, cada dia mais.



E, assim que abriu o pequeno e esquecido diário do namorado, esquecido numa caixa cheia de trecos, Jungkook logo se encheu de determinação, certo de que iria realizar o desejo do Park. O Jeon tinha certeza do quão romântico e clichê seu namorado era, mas nunca pensou que pudesse chegar ao ponto de querer algo como dançar na chuva. (embora ele tenha visto em algum lugar que seria beijar na chuva, Jungkook jamais ousaria questionar o Park) Cumprir o último item da lista que não tinha o "X" havia se tornado sua maior missão.



O primeiro dia meio-nublado-provavelmente-vai-chover depois daquela manhã de sábado, havia sido numa sexta feira da outra semana. Checando os sites e noticiários sobre previsão do tempo, Jungkook apenas seguiu sua rotina, como se fosse apenas mais um dia. Acordou Jimin de manhã com beijinhos no rosto para que ele não se irritasse e jogasse seu celular que tocava Touch My Body para despertá-lo, tomou café da manhã com pão e queijo, enquanto Jimin comia pão, queijo e presunto e ambos tomavam um suco de tomate, (Se Jimin gostava, quem era Jungkook para julgá-lo?) e foram juntos para um trabalho.



Embora a ideia de trabalhar juntos parecesse ser sufocante para alguns casais, para ambos isso era maravilhoso. Trabalhavam como mentores e planejadores de jogos, numa grandiosa empresa no Centro De Seul. Suas cabines de trabalho eram quase coladas, mas isso não os impedia de trabalhar normalmente, embora Jungkook passasse um tempo a mais olhando para Jimin, enquanto deveria estar desenhando o personagem de seu novo projeto. Isso não os impedia de trabalhar e ainda manterem uma boa relação, como casal.



Naquela manhã de sexta, Jimin estava mais irritado que o normal. Isso não era um bom sinal, preocupava o Jeon. Quer dizer, não é normal Jimin se sentir irritado quando escuta Wonder Girls.



— Jungkook. Tira. — Jimin pediu, enquanto afundava a cabeça no acento do carro.



— Mas é Be My Baby. — Jungkook exclamou, aquela era uma das músicas favoritas do Park. Jungkook olhou para o namorado brevemente, para que não perdesse a atenção do trânsito. Jimin estava com os olhos fechados e a feição séria. Quando se está com sono, você não quer ouvir música nenhuma, muito menos se essa música estiver misturada com som de buzina dos carros. — Acho que teve algum acidente…



Jungkook sussurrou para si mesmo, se referindo ao trânsito enorme que se encontrava na via. Tudo parecia ir contra com o que Jungkook havia planejado. Mas ok, Jeon, fique calmo. Respire inspire respire inspire respire inspire. Fique calmo, vai dar tudo certo.



— Acidente vai acontecer aqui dentro se você não tirar essa música. — Jimin exclamou baixo, mas audível, com toda a sua delicadeza matinal. (note o sarcasmo.) Jungkook lhe dirigiu um olhar assustado, seguido de uma pequena risada, enquanto desligava o aparelho de som do carro. Jimin quase gritou um aleluia.



— Nossa, como você está calmo hoje… — Falou, fazendo Jimin soltar uma pequena risadinha depois. E aí, como Jeon Jungkook era tudo, menos bobo, prosseguiu: — Sabe, a gente poderia jantar fora hoje de noite… para, hm, levantar seu humor.



Jimin abriu levemente os olhos e encarou o namorado, que fez a troca de olhares serem recíprocas, embora que por um breve instante, logo voltando a prestar atenção no trânsito.



— Isso foi planejado ou é apenas paranóia minha? — Com um pequeno sorrisinho no rosto, Jimin respondeu o mais alto, este que apenas soltou uma breve gargalhada. — Hoje não é o nosso aniversário de namoro, né?



— Não, Jimin. Se fosse, provavelmente, eu estaria tendo um colapso de tanto chorar por você ter esquecido. — Jimin soltou um audível ufa! enquanto Jungkook entrava por uma rua, para cortar caminho. — Às vezes eu me pergunto se eu deveria abandonar a carreira de programador e virar motorista, sério. Talento eu tenho.



— Parabéns pela incrível manobra, Sr. Melhor Motorista Da Coreia, agora não mude de assunto.



— Obrigado, e eu não estou mudando de assunto. — Jungkook riu brevemente, freando o carro por um instante. — Eu só, hm, sei aproveitar algumas oportunidades, sabe?



— Olha só, que menino mais esperto… — Jimin sorriu, puxando o namorado para um beijo apaixonado. Logo separando-se apenas pela falta do ar. — Agora vamos, nós temos muito trabalho por fazer hoje, não podemos chegar atrasados.



— Você disse que era eu que estava fugindo do assunto, mas até agora você não me respondeu. — Jungkook deu um breve selinho no namorado, logo recompondo-se e voltando a dirigir. — Aceita jantar comigo hoje, Senhor Park?



— Meu filho, portanto que tenha comida, eu já 'tô lá.



[...]



Jimin tinha um terno, Jimin não usava o terno. Quer dizer, usou uma única vez, esta que foi no casamento da sua irmã mais velha. Ele usou, e foi a força, já que se dependesse dele tinha ido de regata e havaiana, já que o casamento era na praia. "Tá, por que raios usar um terno num fucking casamento na praia, caralho? Jimin pensou, claramente irritado ao ter que abrir a Jusélia para comprar um terno. JIMIN ABRIU A JUSÉLIA PARA COMPRAR UM TERNO. Terno, pra quê raios Jimin usaria um terno depois daquilo?



Um terno custa caro, e Jimin havia usado apenas uma vez. E, quando viu no celular do namorado (Park Bisbilhoteiro Jimin) as reservas para o restaurante francês mais caro de Seul, Jimin não hesitou em tirar o terno do fundo do guarda roupa. Colocou um perfumezinho para tirar o cheiro de naftalina, já que não tinha tempo para lavar, e estava tudo ok. Jimin estava de terno. A própria cara da riqueza, exceto se o terno ainda não tivesse com um pouquinho do cheiro de naftalina.



Cabelo bem penteado para trás, terno no grau, sapato mais brilhante que cu de unicórnio e um perfume caro que havia ganhado no Natal passado. Jimin estava pronto e lindo. Jimin era lindo sem fazer muito esforço, na verdade. Era lindo arrumado enquanto ia jantar fora e era lindo acordando com a cara amassada e o cabelo apontando para todos os lados. E, mais do que ninguém, Jeon Jungkook sabia disso.



E, mesmo sabendo da extraordinária beleza do namorado, Jungkook não pôde hesitar em ainda assim se surpreender com a figura do Park indo em sua direção. "Eu morri, certo? Se isto não é o céu, eu não sei o que pode ser" pensou o mais novo.



— Com licença, eu estou procurando meu namorado que, por acaso, se parece muito com vossa senhoria. — Jungkook brincou, arrancando algumas risadas do mais velho, este que já se encontrava em frente ao namorado.



— Estou tão diferente assim? Eu só botei o terno do, sabe, casamento daquela piranha.



— Dispense os detalhes, Jeon Jimin. — Jungkook brincou, fazendo o namorado revirar os olhos. Ambos tinham uma pequena e infantil briga sobre "Jeon Jimin" ou "Park Jungkook" — E você está lindo como sempre, só que mais ainda.



— Obrigado. — Jimin sorriu, sentindo os lábios do namorado tocarem sua testa. — E ah, eu só viraria, possivelmente, "Jeon Jimin" se nós estivéssemos casados, Park Jungkook, e nós ainda nem noivamos.



O mais novo não evitou o pequeno sorrisinho ladino, ao ouvir o que o namorado dissera. — Ainda, meu bolinho, ainda.



[...]



Jimin sentiu os olhares se voltarem para si assim que entrou no estabelecimento, mas ele até já havia se acostumado. As poucas crianças presentes no lugar ficavam agitadas e apontavam-no para suas mães, estas que pediam, envergonhadas, para que elas parassem. Já os mais velhos questionavam uns aos outros se Jungkook era meu irmão seu irmão ou algo do tipo, porque para eles oh não, o pobre garoto não poderia se interessar por… ele. E todos, unanimemente, olhavam para os dois com um olhar de pena.



O Park se sentia desconfortável e, sabendo disso, Jungkook apertou mais o entrelaço de suas mãos, indo com o namorado até a mesa reservada, logo o ajudando a se sentar na cadeira, e lhe dando um beijo assim que terminou, calando a boca de todos os presentes ali. Jimin estava acostumado, mas ainda assim se sentia mal com tudo aquilo. Ele só queria entrar e comer e rir e ir embora, assim como qualquer outra pessoa. Ele odiava chamar atenção.



— Hey, não fique assim. — Jungkook chamou a atenção do mais velho. Pegou o cardápio e o analisou, a procura de alguma comida que não tivesse carne ou amendoim. — Comida francesa não é muito minha praia, mas ok. Já sabe o que vai pedir?



— Jungkook, você me ama? — Jimin respondeu de imediato, logo se sentindo mal pela pergunta. Em situações como aquela, tinha o costume de se perguntar aquilo. Se Jungkook o amava, ou se era pena, como os outros. Sinceramente, Jimin se sentia um otário perguntando aquilo, mesmo sabendo o quão Jungkook detestava que lhe fizesse esta pergunta. Percebendo a cara preocupada do namorado, apenas pegou o cardápio e fingiu o analisar, tentando demonstrar que não ligava muito. — Eu acho que vou querer o que você for pedir. Vou ser um pouquinho vegetariano hoje.



— Jimin, eu te amo, está bem? Não se importe com o que esses babacas-ricos-comedores-de-comida-francesa e com o que todos os outros babacas aí do mundo dizem, ou pensam. Jimin, por você eu comeria carne crua. — O Park riu, finalmente se sentindo menos tenso. Naquela altura, todos já haviam voltado para seus próprios mundinhos e parado com a fixação no casal.



— Por favor, não faça isso. — Jimin brincou, fazendo o namorado rir. Logo fez um pequeno gesto para que um dos garçons do restaurante viessem até ele. — Por favor, traga a opção do chefe. Uma, hm, opção vegetariana.



E o jantar seguiu normal, embora Jungkook estivesse um pouquinho nervoso conforme o tempo passava. Mesmo não sabendo o que era, Jimin apenas entrelaçou suas mãos com as do namorado, este que ficou mais nervoso ainda. Enquanto se deliciavam com o magnífico prato e tomavam um pouco de champanhe (embora Jimin quisesse seu suquinho de tomate) o Park só conseguia pensar na Jusélia.



— Jungkook, por que estamos aqui hoje?



— Em breve você saberá, Jeon Jimin. — Jungkook piscou o olho para o namorado, este que sorriu docemente, logo voltando a expressão séria. Jusélia.



— Você não tocou na Jusélia, não é, Jeon Jungkook?



— Para o jantar? Não. — Jungkook engoliu em seco e forçou o melhor sorriso por favor acredite em mim que poderia fazer. Jimin assentiu ainda desconfiado.



— Ok, eu terminei. Vamos? — Jimin perguntou, logo vendo Jungkook assentir com um sorrisinho nervoso, pedindo a conta para um garçom que passara perto da mesa de ambos. Sozinho, Jimin voltou a sentar no Victor, enquanto Jungkook parecia pedir a todos os deuses que o pobre cartão de crédito dos dois conseguisse pagar o jantar. Jimin apreciava a elegância e requintação do lugar, mas ainda preferia ter pedido frango frito em casa e ter jantado com Jungkook, que comeria sua adorada carne de soja. Seria mais confortável e muito mais barato.



— Vamos, Jimin. — Jungkook deu um sorriso aliviado, embora ainda aparentasse estar nervoso. O Park deu de ombros, se dirigindo com o Jungkook até a saída do lugar.



E, para a felicidade de Jeon Jungkook, estava chovendo. Não era nenhuma chuva à lá dilúvio, ao contrário: não era muito fraca nem forte, era bem agradável. Jungkook deixou um sorriso ladino escapar, encarando a feição preocupada de Jimin. — Jungkook, você tá com uma sombrinha, né?



— Não…?



— Você estacionou perto, né?



— Não…?



— JEON JUNGKOOK! — Jungkook quase ficou surdo, mas apenas deu um sorriso demonstrando toda a sua calma e paciência para com o namorado. — Jungkook, como a gente vai entrar no carro agora?



— A gente pode só, hm, ir.



— Você vai me comprar um Rafael, Jungkook? — Jimin perguntou, vendo o rosto do namorado se contorcer de dúvida. — Se o Victor enferrujar por sua  culpa, eu te mato. Se o Victor quebrar nessa rua escorregadia, eu te ressuscito e te mato de novo, ouviu?



— Só aproveita o clima, Jeon Jimin. — Jungkook deu uma piscadela para o mais velho, e começou a empurrar sua cadeira, ops, o Victor lentamente pelo estacionamento. Jimin resmungava uma coisa ou outra, este que, concentrado exercendo sua maior profissão, (reclamar) nem percebia o rosto nervoso de Jungkook. "É agora ou nunca" pensou Jungkook "preciso fazer alguma coisa antes que a chuva engrosse, caia um raio e a gente morra". Inflando o peito de coragem (ou de uma tentativa de coragem, como preferir) Jungkook continuou. — Você está muito emburradinho hoje, vamos dançar. Agora. Aqui.



— Jungkook, tá chovendo e nós estamos num estacionamento de um restaurante de rico. Não inventa.



— Deixa de ser chato.



— Tinha alguma coisa naquele seu vinho? Vou empurrar o Victor sozinho, é capaz de você me empurrar ladeira baixo.



— Jimin, aqui é um estacionamento. Não tem uma ladeira.



— Jungkook, aqui é um estacionamento. 'Vamo pro carro.



— Aposto que ninguém nunca dançou Touch My Body num estacionamento.



— Jungkook, não.



E Jungkook nunca ousou em desobedecer aquelas palavrinhas, quando vindas de Park Jimin. Mas não, aquele não era o momento. Ele não havia abandonado sua carne de soja e o suco de tomate para aquilo. Ok, não estava nos seus planos.



— "Lista de coisas para fazer com algum futuro namorado, item 6: Dance com ele na chuva. Tá, não precisa cumprir esse tópico. A pessoa tem que me amar muito para conseguir dançar comigo na chuva." — Jungkook recitou de olhos fechados, enquanto ia para a frente de Jimin e se apoiava em Victor. — Eu te amo. Muito. Mas precisa colaborar, né, parceiro?



— Seu filho da puta, você leu aquilo? — Jimin ficou vermelho. Não de raiva, embora estivesse um pouquinho envergonhado  — Você leu aquela minha lista antiga de adolescente?



— Jimin, quem não te conhece que te compre. Eu sei que você ainda sonha com isso, certo? Embora eu tenha visto em algum lugar que seria beijo na chuva, não dança na chuva… — Jimin riu. — Desculpe se era muito pessoal, mas eu li. E eu te amo tanto Jimin. Eu faria qualquer coisa por você: beijar, dançar e até dava a bunda na chuva. Eu te amo, Jimin.



— Isso foi romântico, mas ainda assim não julgue meus gostos, tá? Você riu do meu amado suco de tomate e agora toma todo dia. Seu hipócrita. — Jimin sorriu, enquanto Jungkook soltava uma pequena risada. O Jeon agachou-se, ficando da altura de Jimin. Embora muitas pessoas vissem aquilo como um gesto de escárnio, Jimin adorava quando Jungkook fazia aquilo: olhos nos olhos, Jimin olhava para Jungkook e Jungkook olhava para Jimin, e eles se perdiam na imensidão dos olhos um do outro. E ali não importava se havia um Victor, uma paraplegia ou o caralho a quatro, isso porque eles estavam ali: mergulhados e submersos nos seus próprios mundos. — Eu também te amo, Jungkook.



Os pingos da chuva caiam sobre eles, mas eles sequer faziam diferença. Não apenas olho com olho, mas agora boca com boca. Compartilhando num doce e intenso ósculo os mais diversos sentimentos que não eram transmitidos por palavras, porque nem estas eram suficientes para exprimir o amor que havia ali. Nem todo um dicionário tem palavras o suficiente que chegassem aos pés daquele sentimento que havia entre os dois. Amor. Acima de tudo e acima de todos, o amor. O amor que era genuíno, perfeito, intenso e mais tantas palavras que sequer são páreas para tamanho amor. O amor que, se fosse resumido e definido numa única palavra, esta seria "inexprimível". Porque, no fundo, não havia alguma palavra para exprimir o que havia de tão puro e verdadeiro ali: naquele amor, naquele beijo. Não havia ali nenhum fator que impedia aquele amor: nenhum julgamento, nenhum estereótipo, nada.



A única coisa que impediu a demonstração de amor deles naquele foi o ar, que teve que se fazer presente naquele momento.



— Vamos, huh? — Jungkook sorriu para o namorado, que retribuiu o sorriso.



Jeon Jungkook não sabia dançar valsa e Park Jimin nunca nem havia tentado. E, embora quem observasse de fora pensasse que eram dois loucos que estavam se movimentando em passos desconexos na rua, para eles dois havia beleza nos gestos. As mãos de Jimin estavam nos ombros de Jungkook, cuja as mãos estavam se apoiando na cintura do namorado. Jungkook permanecia um pouco agachado, para que não desviasse o olhar dos olhos do namorado. Esquerda, direita, frente, trás os dois seguiam um padrão, nos conformes da potência do pobre e velho Victor. Jimin se sentia feliz e, estranhamente, sentia que estava dançando, pela primeira vez na vida. Já Jungkook não se importava com nada ao seu redor, apenas com os olhos castanhos e emocionados daquele que amava. A chuva engrossava um pouco, mas qual a diferença de pingos mais grossos para dois rapazes já encharcados? Felizes e encharcados.



— É estranho dançar sem música. — Jungkook exclamou aleatoriamente, se agarrando ainda mais a cintura do namorado, enquanto cantava algum "la, la, la, la" para embalar a dança, fazendo Jimin rir. — Yah, não ria. Eu esqueci de trazer alguma caixa de som, isso me envergonha



Mas Jungkook também ria, e Jimin mais ainda. Continuaram naquela dança enquanto Jimin tomou novamente os lábios de Jungkook para si, este que sorriu durante o beijo, aproveitando para pegar um certo pacotinho no bolso de sua calça.



— Jimin. — Disse, assim que se separou do beijo. Ouviu o namorado sussurrar um "o quê?" e logo prosseguiu. — Eu não sei bem como começar, mas só sei que o que eu sinto já é o suficiente, certo? E eu me sinto realizado, Jimin. Realizado em realizar seu sonho. Realizado em poder dançar uma valsa sem música com você, no estacionamento de um restaurante francês. Realizado em ver o seu sorriso. Realizado em poder te ter em meus braços. Realizado em poder acordar toda manhã e te ter ao seu lado. Me sinto realizado em ter alguém para compartilhar meu amor por Girl's Generation — Jimin riu — Eu me sinto realizado por te ter Jimin. E eu nunca, por nada nesse mundo, quero te perder.



Naquela altura, Jimin já estava chorando horrores. E ia muito além da satisfação em pôr o "X" ao lado do item 6 do seu diário quando chegasse em casa. Era mais sobre a felicidade em ter alguém ao seu lado que te amasse e te disesse coisas tão bonitas. Podia até aparentar que não, mas Jimin era um romântico de carteirinha. Por mais que tentasse pagar uma de durão, ele chorava de emoção, de felicidade e de amor. E as lágrimas se misturavam as gotas de chuva. Estava um clima tão frio, mas seu coração permanecia quentinho.



E ficou ainda mais aquecido, assim que a pequena caixa tomou seu campo de visão. Jungkook já estava agachado, mas ajeitou sua posição. O anel brilhava para Jimin, mas ele não sabia se eram pelos pequenos diamantes que lhe enfeitavam ou se era pelo brilho nos seus olhos, causados pelas lágrimas.



— Você aceita ser meu Jeon Jimin ou deixa que eu seja seu Park Jungkook pelo resto de nossas vidas? — Jungkook sorriu. — Eu te prometo muito suco de tomate e Touch My Bode até que fiquemos dois velhinhos chatos que perdem as dentaduras pela casa.



Jimin riu, mas sem dar nenhuma resposta. Jungkook admitiu que estava um pouco receoso, mas o medo evaporou quando sentiu os dedos do Park se agarrarem a gola da sua camisa social e lhe puxarem para mais um beijo. O medo se foi e deu lugar ao sentimento de felicidade, de carinho, de amor. Jimin o abraçou, abraço este que fora retribuído pelo Jeon.



— É claro que eu aceito, seu idiota. — Jimin riu ao escutar Jungkook soltar um "ufa!" aliviado. — Aposto que essas alianças vão ficar ainda mais lindas quando estiverem em nossas mãos.



Jungkook sorriu, e a partir dali as coisas aconteceram tudo muito rápido. Numa hora eles estavam sorrindo um para o outro, depois Jungkook foi tentar pegar uma aliança da caixa para pôr no dedo do namorado. Sua mão estava molhada, o que fez com que ele pegasse o anel mas o derrubasse em seguida. Na pressa para pegar, acabou derrubando o anel restante da caixa e caindo no chão. Jimin gritou. Jungkook se recompôs e deu um sorrisinho envergonhado, indo pegar os anéis. Estava escuro, e ele acabou pisando numa das alianças e escorregando, caindo de bunda no chão, fazendo Jimin dar uma alta gargalhada. A aliança, no entanto, acabou voando para debaixo de um carro. Jungkook engoliu em seco e foi, pelo menos tentar, pegar a outra aliança, mas acabou a chutando. A imagem do pequeno anel prateado rodando rapidamente e caindo dentro de um bueiro ficou na mente do Jeon, como a música de um cd arranhado.



— MERDA, NEM TERMINEI DE PAGAR. — Jungkook exclamou irritado, tendo Jimin atrás de si rindo como um condenado, embora ainda estivesse um pouco surpreso e decepcionado. Jungkook logo se lembrou daquilo, o que o fez estremecer. — Jimin, precisamos conversar.



— O que foi, Jungkook? Você tem alguma outra aliança para jogar por aí? — Jimin riu, embora tivesse um biquinho triste na face. Jungkook engoliu em seco. — Pelo amor de Deus, o que foi Jeon? Relaxa aí, depois a gente compra anel de coco.



— Jimin, sabe o dinheiro que eu usei para dar de entrada naquelas alianças?



— O que tem? — Jimin perguntou risonho, logo vendo o ar de alegria sumir de sua cara ao ver a feição nervosa de Jungkook. — Jeon Jungkook, de onde veio o dinheiro daquelas alianças?



— Eu, hm… amor, sabe a Jusélia?



Jimin fechou os olhos e respirou fundo. Contou de 1 até 10, logo abrindo os olhos para encarar Jungkook.



— Jungkook, você disse que não tocou na Jusélia. — Jimin afirmou, falando pausada e calmamente, com um tom claramente forçado.



— Eu disse que não toquei na Jusélia…. Para o jantar. — Jungkook fechou os olhos, com medo. Ele podia perceber o olhar duvidoso do Park em si. "Jungkook, seja mais claro" ouviu Jimin falar para si. Respirou fundo. — Jimin, Park Jimin, Amor Da Minha Vida, Jeon Jimin, Maior Utted Da Hyolin De Todo Mundo… o dinheiro das alianças veio da Juséli…



— SEU FILHO DA PUTA.




Notas Finais


[olá, meus anjos! como vão? 😳⛅
gostaria, antes de tudo, salientar que eu não possuo nenhuma deficiência física, então não tenho ideia de como é a rotina de uma pessoa que tenha. sim, eu dei meu máximo em pesquisas, mas ainda assim gostaria que me perdoassem por algum erro que tenha cometido aqui, pois não era minha intenção. estou apta para receber vossas críticas e sugestões, e espero que a história tenha lhes agradado:) - n, @loveisblind]

capa belíssima feita pela @Seokiiex. obrigada, anjo! e não esqueçam de comentar o que acharam e dar amor a bela história do projeto!


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