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História Sobre melodias de flauta à luz lunar - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


+ dedico esta história à @tearstar, uma menina muito pomposa que eu gostaria de poder ter comigo em todas as minhas vidas. eu disse isto a ela a alguns dias atrás, mas repito: se eu nunca a tivesse conhecido, talvez hoje não fosse quem sou. agradeço por sempre estar comigo e me apoiar em tudo quanto é ideia maluca que eu tenho. como eu já te disse, tete, eu acho você merece >muito< mais que uma historinha boiola. porém, como você sabe, eu sou apenas uma pobre camponesa e não tenho muito o que oferecer. então, venho, por meio desta historinha boiola, te agradecer por simplesmente >[existir]<. te amo 💕

Capítulo 1 - Apenas Yuta e Sicheng.


 Era finzinho de tarde quando Sicheng enfiava sua velha flauta azul no bolso do casaco largo e rumava ao Lago dos Cisnes. E ele caminhava, sonolento, passo após passo, e se perdia observando o céu laranja escurecer mais e mais, enquanto caminhava.  Os cisnes, como se soubessem, aguardavam pacientemente por ele, todos unidos no lago, nadando de um lado ao outro. Sicheng se alegrou com a visão que teve: um magote de penas brancas cintilantes sobre a água cristalina. Também sorriu porque, além das aves, havia um certo japonês Yuta sentadinho à beira do lago, atirando pedrinhas na água. 

 Sem nem anunciar sua chegada, Sicheng parou ao lado da figura já tão conhecida por si e puxou a flauta, não demorando a iniciar aquela que sabia ser a melodia favorita de Yuta. O japonês, surpreso, subitamente virou a cabeça para encará-lo. No rosto, o sorriso mais largo que podia oferecer. Levantou-se depressa e começou a dançar uma valsa desajeitada em volta do Dong, que vez ou outra perdia o ritmo da melodia para soltar uma gargalhada do girar de calcanhares completamente desgovernado de quem não se importava nem um pouco em não saber dançar tão bem assim. Sicheng tentava acompanhar, se remexia cautelosamente de um lado ao outro, sem se esforçar muito, pois não queria perder o fôlego. Dançaram um bocado, com a margarida que Yuta segurava — e que vez ou outra estendia para Sicheng, mas puxava de volta para si quando este fazia menção de tomá-la —, com os cisnes, com a lua, com as estrelas…  

 Foram minutos e minutos de dança e passos cafonas improvisados que, na mente de Yuta, aparentavam ser incrivelmente elegantes e pomposos. Até que houve um momento em que já não conseguia mais suportar o peso do próprio corpo, então decidiu que se jogar na grama geladinha era o melhor a se fazer. 

 O canto da flauta, diferente de antes, agora era calmo; fazia pesar as pálpebras. Os cisnes se despediam um por um e partiam para sabe-se lá onde. Yuta sentiu vontade de dormir ali mesmo, ouvindo o som baixinho do movimento tênue da água do lago, enquanto o vento frio escovava sua face e bagunçava seus cabelos. Entretanto manteve os olhos bem abertos, porque aquela cena ali era simplesmente bela demais para não ser apreciada; queria observar cada pequeno detalhe e gravar tudinho na memória, para depois ver e rever num eterno repeteco, toda noite antes de dormir. 

 Sicheng acenou gentilmente ao último cisne, que saiu tão satisfeito quanto o resto do bando — todos sorridentes, mesmo que não pudessem sorrir que nem gente. O chinês guardou novamente o instrumento no bolso do casaco e pôs-se a observar o céu cheio de pontinhos brilhantes, os olhos cintilando em constelações esmeradamente desenhadas somente para ele.  

 Braços cálidos embalaram seu corpo, e diversos selares castos foram depositados nos fios escuros próximos à nuca. Um sorriso sutil não pôde deixar de escapar pelos lábios gorduchos. Logo o entrelaçar de corpos deu lugar a um enlaçar de dedos brando, e olhares vagos ao vasto horizonte. 

— Esta é a melhor parte do meu dia — sussurrou Yuta.  

 Sicheng abaixou o olhar para observá-lo, e o peito explodiu num bocado de cores e sensações indescritíveis, mas aprazíveis demais para passarem despercebidas. Se perguntava se Yuta sabia de tudo que era, que significava; de como seus toques e palavras amoráveis abarrotavam-lhe a mente de pensamentos que clamavam por doses e mais doses de Nakamoto Yuta.  

 Yuta estendeu a Sicheng a margarida que descansava na outra mão, e o chinês a apanhou, meio desajeitado, só porque não queria desatar o encaixe de dedos que o mantinha aquecido. Admirou por alguns instantes, para então perguntar: 

— Por que uma margarida? 

 Yuta deu um sorriso quase imperceptível à luz do luar, mas não aos olhos de Sicheng. Sempre que ia a caminho do lago, levava consigo uma flor que o remetia ao Dong — comparava-o a elas, mas, ainda assim, sabia que jamais seria capaz de encontrar uma flor que realmente sintetizasse o que Sicheng é. 

— Margarida é minha flor favorita; há algo sobre ela que me cativa e conforta. Ela me lembra o sol, que me lembra os teus sorrisos veranis que me fazem sentir como se tivesse o sol no peito. Margaridas são sobre amor, delicadeza e pureza. Amorosas como os meus sentimentos por você, delicadas como os teus toques, puras como alguém que toca flauta para cisnes num lago à noite.  

 Sicheng sorriu timidamente, as bochechas vermelhinhas. As orbes, antes fixas à flor em sua mão, encontraram-se com as semelhantes de Yuta. Mesmo envergonhado, disse: 

— Na verdade, eu poderia afirmar com toda certeza que você realmente guarda o sol inteirinho no peito. Quando contigo, sinto como se qualquer momento viesse de um dia de verão quente e ensolarado, e por mais que eu prefira outono e noite, não há nada que se compare ao que só você me faz sentir. Eu te amo, Yuta, e, sinceramente, se dependesse de mim, eu passaria o resto da vida morando neste momento. 

 Um selar de lábios foi tecido, e nada mais dito. Passaram o resto da noite ali, divagando em pensamentos e mais pensamentos sobre tudo, principalmente sobre o quão agradável seria poder paralisar o tempo e viver para sempre ali, sendo apenas Yuta e Sicheng. 

 No entanto, quando o sol nasceu, e ainda estavam juntos, agradeceram por poder assistir lado a lado, o despontar do astro; pois cada dia era um novo dia, uma nova canção, um novo verso, uma nova recordação. 


Notas Finais


vlw familia tmj rs


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