História Música, Sonhos e Nós Dois - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Chanyeol, D.O
Tags Chansoo, Exo, Fluffy
Visualizações 45
Palavras 9.002
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Fluffy, Slash, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Presente de aniversário da namoradinha <3
OI GENTE vou deixar uns avisos aqui caso alguém além da aniversariante se arrisque a ler esta bíblia sdfghjjk as notas finais deixo para ela <3
1. É meu ~debut~ na categoria do EXO e tô entrando no fandom ainda, então se vocês considerarem algo que fiz com as personalidades dos meninos muito abobrinha podem me xingar (mas com carinho, tá?)
2. O visual do Kyungsoo em Ko Ko Bop é divino eu amo aquelas sardas e Chanyeol de cabelo castanho e ondulado é minha religião. Tive que colocar essas coisas na fanfic.
3. Eu não tenho beta, sou meio burrinha e tive que escrever tudo isso pelo celular porque estou sem computador, então se tiver muitos erros finge que tá tudo lindo (mentira, por favor me avisem!!!! que eu vou corrigir tudinho <3)
4. Enfim acho que é isso! Eu não escrevo fanfic há longos meses (bloqueios...), por isso tô meio insegura :( mas foi divertido escrever essa! Espero que gostem do meu singelo draminha adolescente~
me sigam no twitter eh nois @junmyixingie

Capítulo 1 - Nova Perspectiva


Fanfic / Fanfiction Música, Sonhos e Nós Dois - Capítulo 1 - Nova Perspectiva

Apesar de não gostar, Do Kyungsoo já estava acostumado com mudanças. Devido ao emprego de seu pai sua família mudava-se com certa frequência, então não era nenhuma novidade recomeçar a vida num lugar novo, numa escola nova e principalmente fora do início do ano letivo. 

O adolescente de cabelos castanhos fingia prestar atenção enquanto a professora o apresentava a classe que com sorte completaria todo o último ano do ensino médio. Ao perceber que a docente estava calada e indicava um local para que se sentasse o garoto ajeitou os óculos de grau sobre o rosto, assentiu e sem mais delongas se encaminhou até ele.

Ao longo da semana não teve grandes problemas. Adaptara-se rapidamente aquele local. A cidade era tranquila. O ritmo dos estudos não era difícil de acompanhar, afinal era muito inteligente e seus pais cobravam muito de seus estudos.

Poucas pessoas tentaram de fato se aproximar, sabia que sua postura e sua expressão sempre séria demais as intimidava e de fato preferia assim. Não que gostasse da solidão, todavia sua presença nos locais era sempre passageira, criar laços com pessoas apenas gerava abandono e sofrimento que não poderia ser evitado. Permanecer sozinho era um mal necessário. Pelo menos era o que pensava até conhecê-lo. 

Park Chanyeol não acreditava em amor à primeira vista. Definitivamente não. Amor era algo muito mais profundo e sério que isso. Mas encantamento à primeira vista existe. E foi exatamente isso que sentiu ao colocar os olhos em Kyungsoo. O garoto possuía a estatura menor que a sua — atrevia-se até mesmo a dizer que era adoravelmente pequeno —, cabelos castanhos claros que pareciam realmente macios ao toque, lábios cheios numa linha reta que indicavam sua seriedade, o rosto redondo de feições bonitas era sarapintado pelas sardas mais adoráveis que já viu na vida e um olhar um tanto melancólico e profundo completavam aquele rosto que tanto o deixou intrigado.

Park era um curioso nato, seu irmão mais novo, Baekhyun, ou como preferia chamar: sua praga particular, gostava de dizer que não conseguia ficar sem se intrometer em algo e de fato tinha que concordar, entretanto dessa vez era diferente. A inquietação que aquele novato provocava dentro de seu peito era completamente nova para si. Sentia quase que uma necessidade de saber mais sobre ele. Não sabia como, mas daria um jeito de se aproximar. Definitivamente estava encantado.

Numa situação normal teria simplesmente se apresentado, afinal timidez nunca foi problema. Era amigo ou conhecidos de todos da escola, mas queria causar uma boa impressão. Portanto ficou apenas observando de longe, tentando pensar qual seria a melhor forma de aproximação.

Quando se deu conta uma semana inteira se passou e tudo que conseguiu perceber foi que seu adorado aparentava ser muito calado, pois respondia a tudo que perguntavam com poucas palavras e não mudava a expressão sisuda. Pelo jeito seria difícil, mas não se importava. Gostava de um desafio. 

No meio da segunda semana ainda não havia pensado em nada, portanto depois do período das aulas resolveu espairecer um pouco na sala de música que era vazia naquele horário. Fazia tempo que não tocava sua adorada bateria e estava morrendo de saudade. O que não esperava encontrar lá era justamente o motivo de seus pensamentos agitados.

O sorriso que nasceu em seus lábios foi inevitável ao ver Kyungsoo dedilhando timidamente o elegante piano da sala de música. Chanyeol se encostou no batente da porta e observou por um tempo até decidir denunciar sua presença com passos decididos até a direção do menor. 

Aquele fora um dia particularmente difícil para Do. Logo cedo havia discutido feio com o pai por distinção de opiniões. Nunca o desrespeitava, mas estava cansado de ter seus gostos, tudo o que pensava e até mesmo as próprias vontades sendo postas como insignificantes. Sabia que o homem não era má pessoa, mas havia passado da hora dele ser mais flexível. Somado a esse acontecimento o professor de química resolvera aplicar um teste surpresa e apesar de ser muito estudioso não estava muito confiante se conseguiria a nota almejada.

Pretendia refugiar-se em casa, na solidão de seu quarto, o mais rápido possível, mas antes que pudesse virar o corredor que levava até a saída um senhor, que julgava ser um dos professores que ainda não conhecia, surgiu em sua direção. Estava apressado e carregava um violão na mão. Ao ver o único aluno no corredor sua expressão se iluminou e se aproximou dele, pedindo que levasse o instrumento até a sala de música. Kyungsoo, um pouco sem jeito, aceitou e o homem mal agradeceu e logo sumiu.

O adolescente suspirou cansado e tentou se lembrar de onde ficava a sala de música. Quando chegou na escola a representante de classe apresentou todo o local a ele, então forçou a memória e logo achou o que queria. Deixou o violão junto com os outros instrumentos e quando estava prestes a sair algo lhe chamou a atenção.

No canto, um belo e imponente piano marcava presença. Subitamente toda sua vontade de voltar para casa desapareceu e sem que pudesse controlar seus passos caminhou em direção ao instrumento, sentando-se em frente a ele. Sempre sentiu fascínio por pianos. Aprendera a tocar quando passara um tempo com a avó e sentia-se pleno ao fazê-lo, mas ao compartilhar a experiência com os pais tudo o que recebeu da figura masculina foi um olhar desaprovador e um suspiro cansado de sua mãe. Sempre que tentava se arriscar em alguma aventura musical era repreendido pelos pais cada vez com mais intensidade, até desistir quase que totalmente delas e focar-se no que para eles realmente era importante: Estudos.

Todavia, ali não era supervisionado, por isso não resistiu e começou a dedilhar as teclas, se divertindo com os sons que conseguia arrancar. Tímido e inseguro demais para tentar produzir música de verdade, mas por hora contentava-se apenas com isso. Teria continuado se o som de passos não houvesse chamado sua atenção. 

— Você sabe tocar? — o rapaz alto perguntou, um sorriso despreocupado despontava em seus lábios. 

— Eu já estava de saída. — respondeu já na defensiva e levantou—se. Estava pronto para sair dali o mais rápido possível. 

O desconhecido riu baixo.

— Me desculpa. Eu te assustei, não é? — ele proferiu sem se afetar — Eu me chamo Chanyeol, nós somos da mesma classe! 

Kyungsoo olhou para a companhia com mais atenção. Não costumava observar os colegas de classe, mas achava que se lembrava vagamente daquele garoto com cabelos ondulados cor de chocolate, por isso assentiu com a cabeça.

— Kyungsoo. Eu preciso ir. — disse já se afastando.

Não olhou para trás para ver o sorridente garoto que deixou na sala.

×

Kyungsoo sentia dificuldades para se concentrar totalmente nas aulas depois do ocorrido na sala de música. Sabia que parte disso era devido ao despertar da vontade que tinha de tocar piano. Isso o perturbava, mas sabia que seu pai não ficaria nada feliz se soubesse que estava interessado nisso novamente.

A outra parte... Bem, a outra parte atendia pelo nome de Chanyeol. Por algum motivo até então desconhecido não conseguia tirar o sorriso daquele garoto da cabeça. Sem que ao menos percebesse seus olhos o traiam e deixavam de encarar a lousa, observando discretamente o alvo de seus pensamentos por longos segundos.

Às vezes era pego e era contemplado pelo sorriso relaxado e genuíno que tanto o atormentava, mas rapidamente desviava o olhar enquanto sentia as bochechas ficarem quentes. 

Jogaram esse jogo por dias. Troca de olhares curiosos por parte de Kyungsoo, alguns até mesmo sapecas por parte de Chanyeol Juntamente de seus mais receptivos sorrisos até um segundo encontro acontecer. No mesmo lugar e situação do primeiro. O rapaz sisudo dedilhava as teclas do piano quando Park entrou na sala, repetindo a pergunta do outro dia. 

— Você sabe tocar? 

Kyungsoo suspirou ao perceber que não estava mais sozinho, mas decidiu não fugir dessa vez. De certa forma já havia se aproximado de Chanyeol mais do que de qualquer um daquela escola.

— Meu pai acha música uma perca de tempo. — foi o que respondeu, claramente ressentido com as palavras duras do progenitor. 

O colega fez uma expressão de puro desagrado.

— Essa foi a maior besteira que eu já ouvi. Seu pai não sabe de nada. — deixou escapar, mas ao perceber o que disse arregalou os olhos. Soara ofensivo demais, não? 

Kyungsoo se surpreendeu com o que ouviu. Pelo jeito o maior era bastante sincero e direto. Percebeu a reação dele ao dizer tais palavras e sorriu discretamente de lado ao adicionar impulsivo às características do garoto. 

— De fato. — concordou, vendo os ombros de Chanyeol relaxarem por ter aparentado não ter se ofendido. 

— Eu posso te ensinar, se você quiser. — o rapaz ofereceu e sorriu suavemente, deduzindo que Kyungsoo não sabia tocar.

— Você sabe tocar piano? — perguntou admirado. Sabia que era uma indagação óbvia após a proposta, mas não pôde se conter. 

Chanyeol sorriu mais abertamente e se aproximou, pedindo licença para se acomodar ao lado de Do. Em questão de segundos os dedos longos começaram a tocar gentilmente nas teclas do piano, preenchendo a sala com uma alegre e agitada melodia. Kyungsoo foi preenchido por uma sensação agradável, aquela música e o cantarolar suave que o estudante ao seu lado emitia eram aconchegantes e traziam felicidade. Ele era realmente bom no que fazia e antes que pudesse se controlar estava o elogiando. 

— É maravilhoso. 

O Park tocou uma última nota e riu lisonjeado, agradecendo baixinho. 

— Você aceita ser meu aluno então? 

— Bem... — Do iniciou baixinho e voltou a dedilhar o piano timidamente, sentia-se tão inseguro... Tão reprimido... — Eu costumava saber tocar... 

— Costumava? Qual é? É como andar de bicicleta, você não pode ter esquecido.

 O menor suspirou. 

— Eu sei... Eu só me sinto inseguro. — confidenciou. — não sabia porque estava desabafando para alguém que mal conhecia. Mas depois de trocar tantos olhares com Chanyeol sentia-se próximo de alguma forma. 

— Confia em mim. Você pode fazer isso. Não deixa nada de fora te impedir, você só precisa sentir sua conexão com a música. 

— Eu não sei...

— Confie em mim. — ele repetiu, mas acabou mudando de ideia — Não, confie em você. Essa conexão é algo único que só vocês têm. Ninguém pode tirar isso de você. Apenas sinta. — finalizou num calmo, porém firme tom.

Kyungsoo assentiu e se posicionou em frente ao piano. Respirou fundo e permitiu-se sentir. Não sentir o medo, o receio, a repreensão. Mas sentir o frio na barriga que antecedia antes de tocar a primeira nota, sentir o prazer que vinha em seguida ao ouvir que estava conseguindo executar os sons planejados com harmonia, sentir as pálpebras se fecharem ao ter a confiança recuperada e sentir seus dedos se moverem de forma saudosa ao tocar uma melodia suave que refletia a calma que sentia no momento. Empolgado e completamente entregue ao que fazia começou a cantar num tom baixo e doce. Finalmente voltara a sentir-se pleno. Ao finalizar foi contemplado por palmas e um sorriso encantador.

— Uau, eu disse para confiar. Você foi incrível! — o maior elogiou com animação, estava completamente fascinado. — Eu tenho um futuro artista aqui na minha frente?

O rapaz de óculos sentiu toda sua felicidade esvair-se no mesmo instante. Era como se a realidade voltasse para dar-lhe uma forte sacudida. 

— Um futuro homem de negócios. Como meu pai. — repetiu automático. Sentindo um bolo formar-se na garganta ao proferir aquelas palavras.  

Chanyeol pareceu bastante incomodado com o que ouviu. 

— Não parece ser o que você quer. 

O menor bufou. Não gostava de falar sobre seu futuro. 

— O que você sabe? Nós mal nos conhecemos. — disse seco, voltando a ficar na defensiva e se levantou. Arrumou a bolsa nos ombros e rumou para a saída. 

— Mas eu quero conhecer. — retrucou e antes de deixar que o outro saísse da sala o seguiu, o segurando delicadamente pelo braço. — Por favor...

Os dois garotos trocaram mais um olhar. Mas esse era diferente dos habituais. Era profundo e demorado. Quase como se conversassem através dele. Chanyeol queria mostrar que não era uma pessoa ruim e estava disposto a ajudar, tentaria ser um bom amigo. Já Do... Ele tinha tanto receio... Não tinha amigos. Não estava acostumado a ter pessoas por perto, considerava desnecessário se aproximar de alguém pois sempre acabavam se afastando... Porém não gostava de ser sozinho... Deveria dar uma chance aquele garoto que não saia de sua cabeça? Poderiam as coisas serem diferentes ao menos desta vez? 

— Não é uma boa ideia... — começou. 

— Por quê? 

— Eu estou sempre de passagem na vida das pessoas. Eu não quero me apegar a você e depois ser obrigado a me afastar. — decidiu ser sincero, era difícil mentir quando encarava aqueles olhos castanhos escuros. 

— Então por que você não experimenta ficar dessa vez? — Chanyeol retrucou atrevido. 

— Chanyeol, isso não depende de mim, e—

— Só tenta. — o rapaz insistiu — Não me prometa nada, só se permita tentar... Como você fez agora com o piano. — propôs com simplicidade e ofereceu mais um de seus irresistíveis sorrisos

Kyungsoo sentiu como se seu coração desse um salto no peito por causa daquele sorriso e acabou suspirando por causa da proposta inesperada. Aquele garoto era muito estranho...

— Tudo bem.

× 

Os dias que se passaram foram mais agitados e surpreendentemente agradáveis do que Kyungsoo poderia imaginar. Os finais de tarde eram preenchidos na sala de música. Tocavam piano e cantavam juntos. Chanyeol aventurava-se em outros instrumentos que sabia tocar também, como a bateria ou o violão. Voltavam juntos para casa e no caminho partilhavam histórias. Com o tempo passaram a se encontrar além da sala de música, perdiam a noção do tempo conversando nos corredores da escola e no tempo que tinham no intervalo. 

Os dias tornaram-se semanas. Do se surpreendeu ao topar um convite do novo amigo para se encontrarem além dos terrenos da escola. Quando aceitou aquela aproximação não acreditou que ela duraria muito e nem chegou a imaginar que em tão pouco tempo se tornaria tão íntimo e estaria tão a vontade com aquele garoto agitado.

Chanyeol era muito diferente de si. O garoto era dono de uma personalidade animada e engraçada, falava pelos cotovelos e era super popular. Decidido sabia bem o que queria e sempre se empunha. Diferente de si que era tão reprimido...

Suspirou pesadamente, tentando afastar os pensamentos ao ver o alvo deles se aproximar apressado. Corria desengonçado, carregava uma cesta nos braços fortes e estava sorridente como sempre. 

— Me desculpa o atraso! — exclamou quando estava numa distância razoável e diminuiu o ritmo dos passos acelerados.  — A peste do Baekhyun não queria me deixar sair de casa. Ele acha que nasceu grudado comigo. — reclamou de forma infantil. 

O menor reprimiu uma risada. Já estava se acostumando ao jeito que o outro reclamava do irmão, sabia que era apenas por implicância já que ele parecia amá-lo mais que tudo no mundo.

— Está tudo bem. Agora você vai contar onde vai me levar ou pretende continuar com o mistério? — indagou com seriedade. 

Chanyeol havia surgido com a ideia de saírem juntos, entretanto se recusava a todo custo a dizer o destino do encontro. Quando questionado a respeito apenas dizia que Kyungsoo precisava confiar nele. 

— Você continua não confiando em mim, não é? 

— Eu deveria confiar? 

— É claro. 

Park levou uma das mãos até o pulso do menor, o envolveu com seus dedos longos e o puxou gentilmente. 

— Vai me contar o que é isso pelo mesmo? — Do questionou e apontou com a mão livre para a cesta que o amigo agora carregava pelas alças, era visível como ele tentava controlar o jeito agitado para não balançá-la demais. 

— Hmm... É segredo também! — cantarolou em resposta.

Caminharam num silêncio confortável para ambos na cidade ainda nova para Kyungsoo que não saia muito de casa e muito conhecida para Chanyeol que era familiarizado com cada cantinho dela, apreciando a paisagem que ficava cada vez mais repleta de verde. Ao ver que o destino final era um parquinho com direito a escorregador, gira-gira e balanços Kyungsoo arqueou uma das sobrancelhas grossas. Chanyeol estava o provocando? 

— O que foi? — o garoto indadou ao ver o olhar que recebia e logo tratou de explicar — Eu trazia Baekhyun o tempo todo aqui quando ele era menor. Eu gosto de vir aqui para relaxar ou pensar, é especial para mim. 

O menor assentiu e novamente foi puxado. Sentaram-se na grama fofinha, um pouco afastados do parque, mas onde ainda podiam ter uma boa visão das poucas crianças que ainda se divertiam nos brinquedos e Chanyeol começou a tirar as coisas que trouxe na cesta, revelando tratar-se de uma toalha de mesa que colocou no chão e bastante comida. 

— Um piquenique? — Kyungsoo perguntou e acabou sorrindo levemente. 

— O que eu posso dizer? Eu sou um cara romântico... — brincou e acabou dando uma risada baixa. 

Os dois adolescentes arrumaram as comidas e logo passaram a saboreá-las juntos enquanto apreciavam o pôr do sol e a companhia um do outro. Iniciaram alguns assuntos sobre tudo e sobre nada. Era incrível como conseguiam conversar desde assuntos banais até os mais complexos numa grande naturalidade. Trocavam confidências, falavam sobre expectativas sobre o futuro, sobre seus medos e inseguranças e conselhos eram ditos quando necessários. 

Ao anoitecer decidiram guardar tudo o que utilizaram na cesta. Devido ao horário o parque já estava vazio e Kyungsoo achou que também iriam embora, por isso ficou surpreso quando o amigo largou tudo e o puxou até os balanços. 

— Agora é nossa vez de brincar! — exclamou como uma verdadeira criança ao se acomodar no brinquedo e segurar-se nas correntes enquanto já pegava impulso. 

— O quê? — foi tudo que conseguiu falar, incrédulo.

—Vem! — o chamou, ria feito bobo.

Kyungsoo suspirou e cruzou os braços.  Não se juntou ao amigo, mas não conseguiu conter um suave sorriso ao observar o garoto alto se balançar alegre e empolgado. Após alguns minutos se divertindo o amigo pulou, rolando pela areia fofinha e voltou a se aproximar de Do.

— Deixa de ser chato! Brinca comigo! 

— Eu não quero, Chanyeol. — negou, mas a voz saiu com menos firmeza que o planejado. 

—Por favor? — pediu e fez uma expressão que deixaria qualquer filhotinho de cachorro pidão com a mais pura inveja. 

Kyungsoo suspirou novamente. Por que sempre acabava cedendo às vontades do maior? 

— Tudo bem. — aceitou ao se encaminhar até um dos balanços. 

Soube que tomou a decisão certa ao ver o sorriso que tanto gostava nos lábios do colega de classe. 

— Eu vou te balançar! — o garoto disse com animação e mal esperou o amigo se sentar para fazer o que disse.

— Toma cuidado! — Kyungsoo respondeu e segurou mais forte nas correntes.

— Quantas vezes eu vou precisar dizer para você confiar em mim? Relaxa. 

E foi o que fez. Sentiu a brisa refrescante da noite agradável se chocar contra sua pele enquanto se balançava, a sensação gostosa que tomava seu corpo quando atingia o ponto mais alto e o calor reconfortante que preenchia seu peito ao ouvir as risadas de sua companhia. Só percebeu que havia fechado os olhos quando sentiu o balançar diminuir e então parar, inclinou a cabeça para trás e abriu as pálpebras para encarar sua companhia. 

Chanyeol ainda estava com as mãos em suas costas e agora observava o seu rosto de volta. Trocaram mais um de seus longos olhares por alguns segundos. E foi como se tudo se encaixasse. A forma como estranhamente se atraiam, como se entendiam e por mais que Do fingisse que não confiassem tanto um no outro apesar do pouco tempo que se conheciam. Não sabiam quem foi o primeiro a se aproximar, mas logo os lábios estavam unidos. Não foi nada além de um casto selar, mas foi o suficiente para mudar tudo entre eles.

×  

Do esperava por Chanyeol na sala de sempre, os dedos ágeis batiam nas teclas do piano com certa rudeza. Não estava bem e isso era visível. 

— O que você tem? — quem esperava perguntou assim que entrou no local.

— Briguei com meu pai. — contou de uma vez, deixando um suspiro cansado escapar por entre os lábios bonitos ao mesmo tempo que os dedos produziam som no piano que assemelhavam-se mais com barulho que com música. 

— E vai descontar me deixando surdo? — Chanyeol provocou, arrancando um riso discreto do rapaz que logo começou a dedilhar as teclas com mestria e preencher a sala com música de verdade. — O que aconteceu dessa vez? 

— Eu comentei que não tenho interesse em seguir os negócios da família... — revelou.

Chanyeol se aproximou rapidamente e sentou-e ao lado do menor. 

— Você falou sobre a música? — perguntou ansioso. 

— Não. Claro que não.

 Estavam no último ano escolar e discutiam bastante sobre seus interesses para o futuro. A pressão estava cada vez maior e precisavam tomar uma decisão. Chanyeol já estava decidido. Apesar de amar música também tinha outras paixões e ambições, cursaria astronomia na faculdade local e arranjaria um emprego assim que saísse da escola para que pudesse ajudar com as despesas de casa. Sua família não estava em uma boa condição e deveria fazer algo a respeito. Precisava ficar por perto para ajudar os pais e cuidar de Baekhyun.

Kyungsoo não sabia o que fazer. Se perguntassem há algum tempo ele apenas repetiria os planos que o pai arquitetara, mas ultimamente isso vinha o sufocando cada vez mais. Ao compartilhar seus pensamentos com Park, ele foi firme ao dizer que deveria confrontar o pai e traçar os seus próprios objetivos com base em seus próprios interesses. O problema é que só se interessava em música, a coisa que o homem mais desaprovava. 

— Ele nunca aceitaria. — repetiu a frase que sempre dizia quando entrava naquele assunto.

— Mas é o seu futuro, é você quem deveria tomar suas decisões...

Kyungsoo suspirou pesadamente e deixou de dar atenção ao instrumento musical. Virou-se de frente para sua companhia e permitiu-se baixar a guarda, mostrando como se sentia amendrontado pelo olhar que mostrava e pela postura retraída.

— Eu sei, mas é tão difícil... — disse fraquinho. 

Chanyeol não pensou duas vezes ao puxar o corpo menor em seus braços, o envolvendo num forte e carinhoso abraço. Sentia que o garoto precisava disso e não se arrependeu ao ouvi-lo agradecendo baixinho e corresponder com firmeza. Permaneceram dessa forma por alguns minutos, partilhando do conforto e da calmaria que o gesto trazia e quando Do se sentiu melhor fez menção de se afastar, sendo solto pelo maior depois de receber um afetuoso beijo na testa. 

— Você sabe que tem o meu apoio para o que precisar, não é? — Chanyeol disse com firmeza. 

Kyungsoo sorriu pequeno, mas sincero. Sentia-se mais em paz. 

×

As semanas tornaram-se meses. Kyungsoo acarinhava os cabelos ondulados do agora namorado que repousava a cabeça em seu colo. Assistiam a algum filme da Disney que o maior insistira para que vissem juntos, mas estava tão perdido em pensamentos que não conseguia prestar atenção nem ao menos se lembrar o nome. 

Refletia sobre uma conversa que tiveram há algumas semanas atrás, a respeito dos planos que tinham para o futuro. A agonia que sentia por causa disso estava cada vez mais crescente e Chanyeol parecia bastante incomodado com isso. O namorado o aconselhava a tentar se desvencilhar das decisões do pai e tentar caminhar com as próprias pernas, mas tinha tanto medo de enfrentar o patriarca da família. Ainda não sabia o que fazer. 

— Soo? — ouviu a voz um tanto sonolenta o chamar e sentiu o toque da mão quente em seu rosto. 

— Sim? — disse surpreso. Não havia notado que ele estava tão próximo.

— Eu te chamei três vezes... No que tanto pensa? 

— Em nada. — mentiu e rapidamente pensou em outro assunto para distrair sua companhia — As férias de verão estão chegando. 

— Ah, sim! — respondeu animado e se sentou no sofá, puxando Kyungsoo para que se aninhasse em seu colo — Quais são nossos planos? 

— Nossos? — Kyungsoo perguntou apenas para implicar, já haviam combinado superficialmente que passariam aquele tempo do recesso juntos — Baekhyun não vai gostar nada disso... 

A menção do irmão mais novo fez o garoto de cabelos cor de chocolate rir. 

— Nem me fale, ele não se cansa de me dizer como eu o troquei por você...

Do escondeu o rosto contra a curva do pescoço alheio ao rir levemente, nem se dando conta que causava um arrepio no pobre namorado. 

— Eu costumo visitar minha avó no verão. Você acha que seus pais permitiram que você viajasse comigo?

— Com o responsável e bem educado Kyungsoo? É claro! — Park afirmou e deu risada, mas logo segurou o garoto pelos ombros, afastando-o gentilmente para que pudessem se olhar — Mas você tem certeza disso? Eu sei que fui eu quem deu a ideia da gente ficar junto nas férias, mas eu não vou incomodar? — questionou sério. 

— Não vai. — a voz doce garantiu — Ela é especial para mim. Eu quero que você a conheça. 

Chanyeol sorriu e assentiu. Se aquilo tinha importância para Kyungsoo também era importante para ele. 

×

Os olhos de Chanyeol brilhavam como o de uma criança ao observar maravilhado a moderna Seoul enquanto seguiam por entre as ruas movimentadas da cidade. Kyungsoo alternava o olhar atento entre o caminho que seguiam e o curioso namorado, com receio de perdê-lo. De fato era diferente e muito mais agitado do tranquilo lugar onde moravam, mas o maior não estava sendo um tanto infantil ao apontar para tudo e quase correr excitado em direção a coisas que achava interessante? Não que o namorado fosse um completo irresponsável, mas quando dava para agir como criança... 

Pegaram o metrô e para alívio de Do chegaram em segurança na casa de sua querida avó. Tocaram a campainha e foram recebidos com muito carinho e simpatia. Kyungsoo sentiu o coração se aquecer ao presenciar a avó e o namorado se darem tão bem, a felicidade de ver duas de suas pessoas favoritas no mundo trocando sorrisos era imensurável.

Ao entardecer pediu permissão a avó para mostrar a parte favorita da casa para Chanyeol e ela foi concedida. Caminharam pelos cômodos da confortável morada e chegaram numa sala aconchegante decorada em tons pastéis. No canto dela, próxima a uma grande janela, jazia um piano branco. Kyungsoo se aproximou excitado e se sentou, batendo levemente ao lado para que sua companhia fizesse o mesmo. 

— Foi aqui que eu aprendi a tocar. — revelou nostálgico e não demorou a preencher a sala com uma melodia agradável. 

Raindrops on roses and whiskers on kittens, bright copper kettles and warm woolen mittens, brown paper packages tied up with strings... these are a few of my favorite things...* — cantou com sua bela e harmoniosa voz, num inglês quase perfeito. Sua avó adorava aquela música e fizera questão de que fosse a primeira que aprendesse. 

Chanyeol riu suavemente e apoiou a cabeça no ombro do namorado. 

— Filhotes de cachorros, super-heróis, um céu estrelado, um garoto pequeno e bonito que usa óculos de grau...  — cantarolou com sua voz grossa, pouco se importanto por soar fora do ritmo pelas frases não se encaixarem com a música ou com o empurrão que levou do pianista pela provocação — a voz e o sorriso desse garoto... Essas são algumas de minhas coisas favoritas~ — completou, não deixando de notar o sorriso que o namorado tentava esconder. 

O menor entre os dois continuou a tocar com toda sua classe, fingindo que não havia se afetado com as gracinhas do namorado, mas logo a voz doce revelou o contrário. 

— Pianos, música, fones de ouvidos, chocolate, culinária, balanços, sorrisos bonitos, quando eu sou o responsável pelo sorriso do garoto que eu gosto... Essas são algumas de minhas coisas favoritas. — finalizou com um sorriso e parou de tocar ao sentir uma das mãos de Chanyeol tocar sua face.

— Eu gosto quando sorri. Sua boca parece um coração.  

Se beijaram de forma calma. As línguas se entrelaçavam sem pressa alguma. Da forma profunda e carinhosa que tanto gostavam.

Sempre que trocavam um beijo Chanyeol só tinha ainda mais certeza que o encantamento que sentia há muito havia se concretizado em uma arrebatadora paixão, senão amor. Apesar de aquele não ser mais o primeiro ósculo que trocavam ainda sentia as mãos soarem e tremerem ligeiramente, o coração disparava no peito e uma peculiar mistura de euforia e ainda assim tranquilidade expandiam-se de seu peito por todo seu corpo. Sentia-se eufórico e alegre como se fosse capaz de fazer tudo no mundo, enfrentar qualquer coisa sem ser atingido, mas também sentia-se em paz. 

Kyungsoo sentia-se pleno. Era como quando era envolvido por música. Desprendia-se totalmente da realidade. Por um momento seus problemas e preocupações não eram mais importantes, tudo o que conseguia pensar eram nos lábios macios de Chanyeol contra os seus. Entregava-se completamente às emoções que faziam sentir o coração palpitar, que faziam sentir liberdade que nunca teve chance de experimentar antes, que faziam sentir-se alegre, apaixonado, vivo, como todo adolescente deveria ser... Que simplesmente o faziam sentir.

Separaram-se apenas ao ouvir barulhos de palmas e olharam assustados para a direção deles. A avó de Kyungsoo encarava os dois com um olhar questionador, como se exigissse explicações. 

O maior entre os dois foi o primeiro a se levantar, colocando-se em frente ao namorado, pronto para assumir toda a culpa. Faria qualquer coisa para proteger quem tanto estimava e em hipótese nenhuma deixaria que a relação de seu pequeno com a avó fosse prejudicava por um descuido seu. 

— Eu posso explicar. — disse nervoso e sentiu a mão de Kyungsoo apertar seu braço, sabia que aquele era um jeito péssimo de iniciar, mas estava se controlando para não entrar em pânico. 

Ambos se surpreenderam ao ouvir o riso debochado da mulher. 

— Vocês acham que eu sou idiota? Eu percebi no momento em que pisaram aqui. 

Os garotos arregalaram ainda mais os olhos e ficaram com as bochechas coradas. 

— O quê? — dessa vez foi Do quem perguntou.

A velha senhora olhou para o neto e sorriu nostálgica. 

— Ele olha para você do mesmo jeito que seu avô olhava para mim. — o tom de voz era carinhoso e saudoso — Chanyeol, querido, por que você não vai tomar um banho? Você deve estar exausto da viagem... E Soo, me ajude a fazer um chá enquanto espera sua vez. 

Os adolescentes assentiram. Haviam entendido o recado. 

×

Na cozinha, enquanto a água para o chá fervia Kyungsoo e sua avó estavam sentados frente a frente. A mão do adolescente estava sobre a superfície de madeira e era acariciada pelos dedos enrugados.

— Você gosta dele? — ela finalmente quebrou o silêncio. 

O moreno hesitou. Não por duvidar de seus sentimentos, mas havia se dado conta que nunca havia falado sobre eles em voz alta. 

— Muito.

A idosa sorriu.

— Ele parece ser um bom garoto. Meio desengonçado, eu notei... Mas um bom garoto... Vocês tem minha benção. 

Kyungsoo piscou confuso. Achou aquilo surreal. 

— Você não vê problema nisso? 

— Problema? Por vocês serem dois homens? 

— Bem... — pigarreou, desconfortável — É... 

— Não é por eu ser velha que preciso ter o pensamento atrasado como grande parte da nação, não é? — ela retrucou — Eu só quero que seja feliz. 

Do sorriu e murmurou uma concordância. A avó era realmente uma mulher admirável. 

— Mas agora me diga: por que veio aqui?

 — Para ver a senhora, como sempre faço no verão. 

— Eu sei disso, meu amor. Mas eu também sei que algo está incomodando você. 

Um suspiro escapou dos lábios cheios do garoto, era impossível esconder algo da mais velha. 

— É sobre meu futuro. Eu não sei o que fazer. 

— Não sabe o que fazer ou tem medo?

 — Um pouco dos dois. 

A mulher se levantou para desligar a água em processo de ebulição e preparar o chá. Decidindo por fazer algo com efeito calmante. 

— O meu menino continuar fazendo planos por você? — questionou, usando o apelido que usava para falar do filho e pai de Kyungsoo. 

— Sim. — respondeu amargurado. 

— Não o odeie por isso, Soo. Pode não parecer, mas o seu pai só quer o seu bem e está tentando te proteger, mesmo que de forma completamente errada... — não defendia o filho, mas o compreendia — Tente conversar com ele. Eu sei que é difícil confrontrá-lo, mas a vida é sua e ele não pode tomar decisões por você. Você é quase um adulto agora, ele vai acabar ouvindo você. — garantiu e serviu o chá em decoradas xícaras de porcelanas. 

Do bebericou o líquido quente e acenou positivamente com a cabeça, mas ainda havia insegurança em seu olhar.

— Por que eu sinto que esse não é o único problema? — a senhora indagou, é claro que notara. 

— O curso de música oferecido pela faculdade local não é o de meu interesse. 

— Chanyeol?

Trocaram um olhar significativo. 

— Eu estou sempre de passagem na vida das pessoas e queria que fosse diferente agora... — os olhos estavam marejados, externar aquilo doía — Eu não quero que ele me esqueça como as outras poucas pessoas que se aproximaram de mim...

A mão enrugada e quente voltou a segurar a sua com força, oferecendo um pouco do apoio que precisava naquele momento.

— Se você gosta dele você precisa confiar, meu anjo. Se o que vocês tiverem for forte o suficiente distância nenhuma será problema. Mas caso não dê certo você ainda pode se apegar às boas memórias. O tempo que vocês passaram juntos é especial e nunca será perdido. 

Kyungsoo concordou, um pouco pensativo. 

— Obrigado, você é incrível. 

A risada leve e feminina ecoou pela cozinha. 

— Eu sou apenas uma velha senhora.

O restante do verão passou mais rápido do que gostariam. Metade dele foi na estadia da simpatia avó de Kyungsoo. Ela fazia de tudo para que "seus meninos" se sentissem a vontade e no último dia na cidade os levou para um lugar que frequentava há anos. Era como um pub — mas é claro que os meninos não poderiam ingerir álcool devido a pouca idade — onde bandas de jazz se apresentavam. Divertiram-se muito e quase no final da noite subiram ao palco. Apresentaram "My favorite things" com Chanyeol na bateria, Kyungsoo no piano e a senhora responsável pelo suave e charmoso vocal. Foram ovacionados. 

O final do verão foi praticamente dominado por um furacão de cabelos negros e vermelhos chamado Baekhyun. O pré-adolescente, no auge de seus 14 anos, exigiu passar tempo ao lado do irmão e de Kyungsoo. Em suas palavras queria conhecer aquele "ladrãozinho de irmãos". 

Do logo se acostumou com o menino de aparência excêntrica — que reclamava quando Chanyeol dizia ser só uma fase —, ele era enérgico, falante e piadista como o irmão. Apesar da implicância que sentia por causa do ciúmes Baekhyun também gostou muito de Do, afinal ele tinha pintas engraçadas, dera mais um motivo para zombar do irmão — que parecia um paspalho observando o namorado — e caia fácil em suas provocações. 

No último dia das férias o casal estava na casa de Chanyeol. Mais precisamente na varanda do quarto dele. Olhavam para o céu, Chanyeol estava atrás de de Kyungsoo, rodeando os braços fortes pela cintura alheia. A voz grossa estava carregada de paixão ao partilhar tudo que sabia sobre os astros e o universo. Era apaixonado por astronomia e ter alguém para falar sobre isso sem ser interrompido enquanto observava o céu estrelado era incrível.

Quando o menor tremeu levemente pelo frio que fazia o dono da casa decidiu que era hora de entrar. Deitaram-se na cama e se abraçaram. Os corpos se encaixando da forma que ambos achavam perfeita: as pernas se entrelaçando, os braços de Park envolvendo a cintura pequena com força e o Do afundando o rosto na curva entre seu ombro e pescoço.

— Eu percebi que o senhor está calado ultimamente... — o maior iniciou num tom brincalhão, mas falava sério e sabia que seria entendido — Mais que o normal, quero dizer. — provocou e ambos riram baixinho — Algo aconteceu? 

Kyungsoo demorou para responder, quando o fez foi antecedido por um suspiro. 

— Sim.

— Quer conversar? — o tom de voz era preocupado. 

— Sim. — repetiu e sentou na cama, sendo imitado — Eu me decidi. Eu quero estudar música, eu vou confrontar o meu pai para seguir meu próprio destino. 

Chanyeol abriu um sorriso enorme e voltou a abraçar o namorado. 

— Você é tão corajoso. Não se esqueça que você tem meu apoio, certo? 

— Certo... Yeollie, não é apenas isso...

O garoto o encarou confuso.

— O que foi? 

— O curso de música que eu quero não é o oferecido pela faculdade local. 

— Oh...

Silêncio. Apesar de ser falante, silêncio não era tão incomum entre eles, mas um pesado como aquele era. 

— Onde? 

— Seoul. 

A grande Seoul. Chanyeol sorriu levemente ao se lembrar dos dias que passaram lá, mas também recordava que a viagem fora longa. Que a mãe quase não o deixara ir apesar de confiar em Kyungsoo, tudo por causa da distância. Que o namorado visitava pouco a avó por causa dessa distância. 

— Isso significa que você vai ficar perto da sua avó! — exclamou animado e sorriu mais abertamente, mas não chegava aos olhos bonitos e sempre tão expressivos. 

Kyungsoo notou. 

— Significa ficar longe de você. 

Chanyeol desviou os olhos dos profundos de Do.

— Eu não me importo. 

— Não se importa? 

— Eu quero que seja feliz, Soo. — respondeu firme e voltou a olhar para o namorado, era sensível demais e estava visível que a decisão do menor havia o afetado de forma negativa, afinal apesar de só querer seu bem ainda era humano e a vontade de tê-lo por perto só para si não desapareceria de uma hora para outra — Perto ou longe de mim, mas feliz. Eu não vou mentir e dizer que não estou triste, isso tudo foi tão repentino... Mas eu estava falando sério quando disse que você tem o meu apoio. 

— Eu sinto muito. — dessa vez foi Do quem se se aproximou e abraçou o namorado — Eu não queria magoar você, eu disse que estou sempre de passagem na vida das pessoas e—

Foi calado por um leve selar de lábios. 

— Não diga besteiras. Você é mais do que alguém de passagem para mim. — se afastou ligeiramente do garoto e pegou a mão pequena entre as suas, colocando-a sobre seu peito — Você sente como ele pulsa por sua causa? — referia-se ao coração que se agitava até mesmo pela simples menção do nome do menor — Distância  nenhuma importa, Kyungsoo. Mesmo que um dia o destino decida nos separar você tem um espaço na minha vida e dentro do meu coração que é só seu e ninguém pode tirar. 

O beijo longo e profundo que trocaram após a declaração foi inevitável. Palavras não eram mais necessárias quando conseguiam expressar todo o afeto que sentiam um pelo outro dessa forma. E ali, somente com a luz da lua e das estrelas entrando gentilmente pelas frestas da janela para testemunhar, permitiram-se sentir mais juntos.

× 

Turbulência era eufemismo para descrever a vida de Do Kyungsoo no último ano. De solitário e infeliz estudante conformado com o futuro que haviam decidido para si passara a ser um adolescente normal que que tinha os próprios sonhos e objetivos. Felicidade não parecida mais algo utópico e o principal responsável por provocar aquela mudança em sua vida era uma das principais e novas paixões que passara a cultivar. Finalmente estava vivendo. 

Mas toda grande mudança vida acompanhada de desafios. Nos últimos dias enfrentava aqueles que decidiriam seu futuro. Passou por uma verdadeira série de discussões com os pais, algumas foram apenas brigas perdidas, mas quando todos conseguiam manter a calma e o respeito para expor o que pensavam o diálogo não era totalmente em vão. 

Cansada de ver o filho sofrer e compreendendo que não poderia interferir mais naquilo a mãe cedeu. O pai permanecia desgostoso com a ideia, mas fez um acordo com Kyungsoo. Dedicaria-se ao máximo aos estudos e também tinha permissão para treinar para as audições. Tentaria entrar no melhor curso de direito do país — escolha do patriarca da família — e também no de música que tanto queria e depois voltariam a conversar. 

×

Chanyeol e Kyungsoo acabavam brigando com uma frequência maior que o normal conforme a reta final do ano letivo chegava ao fim, pois ambos estavam deveras estressados. No entanto, não demoravam a fazer às pazes e voltar a fornecer apoio e suporte que precisavam. Os dramas adolescentes nunca transpassavam o carinho, confiança e companheirismo que desenvolveram e estava cada vez mais forte. 

Quando recebeu a carta de admissão em astronomia Chanyeol mal se libertou dos abraços sufocantes de Baekhyun e dos orgulhosos pais e correu para casa do namorado. Cumprimentou os pais do garoto com toda a educação que tinha e calmaria que fingia ter e foi para o quarto do jovem da casa, se jogando sobre ele assim que fechou a porta. 

— Eu consegui, eu consegui, eu consegui! — repetia animado, ria feito um bobo alegre. 

Kyungsoo não precisava de detalhes para saber do que ele estava falando. Abraçou o corpo maior que o seu com força e encheu a face bonita de beijos, sendo um pouco mais afetuoso que o normal. 

— É claro que conseguiu, seu idiota. Que faculdade não aceitaria alguém inteligente como você? Eu estou tão orgulhoso. — completou ficando na ponta dos pés para beijar os lábios macios. 

Chanyeol riu baixinho e segurou o namorado nos braços, o girando pelo quarto sem se importar com as reclamações que ouvia e decidindo o colocar no chão só quando ouviu uma ameaça de morte num tom muito assustador. 

— Você já abriu as suas? 

— Ainda não, você me ajuda? 

O Park aceitou e se sentou na cama. O rapaz calado caminhou até a cômoda do quarto e tirou de lá três envelopes. Abriu o primeiro, observou atentamente e mostrou a Chanyeol que sorriu alegre. 

— Oh, parabéns. Aceito em música na faculdade local. Nós podemos dividir dormitório e não deixar ninguém dormir de noite. — provocou malicioso só para irritar o namorado, se fossem estudar lá obviamente não precisariam do dormitório por serem da cidade. 

Do ficou levemente corado e deu um soco no braço do engraçadinho. Decidira tentar uma chance na faculdade da cidade para ter mais uma opção, por conselhos dos professores e também pela mãe que preferia que ficasse por perto, afinal finalmente parecia que sua família se estabeleceria num lugar por tempo definitivo. Outro motivo também estava ali. Bem na sua frente. 

— Vamos, abra outra! 

A mão pequena pegou mais um dos envelopes, abriu a carta com cuidado e leu com um pouco de desinteresse as letras que indicavam que fora aceito com louvor no curso de direito antes de entregá-la ao namorado. 

— Seria sexy ter um namorado advogado... Te ver desfilando de terno pela casa enquanto ajeita os óculos na cara... — como sempre, não perdeu a oportunidade de provocar, mas se calou ao receber um olhar horrível como resposta — Esquece, não tá mais aqui quem falou! Abre a última! — disse segurando o riso. 

A destra tremia ao segurar aquele papel que poderia decidir seu destino. Kyungsoo respirou fundo e o abriu, sentindo os olhos se encherem de lágrimas ao ler a mensagem contida nele. 

— Amor? — Chanyeol questionou após segundos de silêncio e se desesperou ao ver que o namorado havia começado a chorar. 

Num ato impulsivo Do largou a carta e se atirou nos braços de Chanyeol, escondendo o rosto no pescoço alheio como tinha costume de fazer. O namorado o puxou e o aninhou no colo, acarinhado seus cabelos até que estivesse mais calmo.

— Soo? — perguntou suavemente um pouco depois.

— Eu passei, Yeollie, eu passei. — disse baixinho.

O som que ouviu o surpreendeu. Chanyeol começou a rir e jogou o menor na cama, se acomodando sobre o corpo pequeno para encher os lábios carnudos de beijos. 

— Você é incrível! Eu sabia que você ia conseguir! Eu namoro um gênio. Eu namoro um gênio da música! 

Kyungsoo deu risada e socou o braço do garoto. 

— Falou o cara que toca todos os instrumentos do mundo! 

— Isso não importa, eu não passei para uma das melhores universidades do mundo! 

Do revirou os olhos.

— Chanyeol, eu passei para a faculdade local também... — disse um pouco inseguro e mordeu os lábios. 

Havia passado algum tempo desde que informara que pretendia estudar em Seoul. Desde então havia percebido que apesar de Chanyeol não mudar o comportamento e permanecer o mesmo namorado amável e atencioso de sempre havia um brilho triste nos olhos escuros. Tentava manter em mente os conselhos da avó, mas era difícil se manter racional quando o medo de perder alguém que tanto estimava ficava o perturbando o tempo inteiro. 

O maior suspirou e olhou para a carta da faculdade citada. Não conseguiu conter um sorriso ao pensar nos dois esbarrando no campus nos intervalos entre as aulas. Poderiam almoçar juntos todos os dias. Sabia que tagarelaria fascinado sobre tudo o que aprendeu, também reclamaria bastante sobre suas dificuldades, sobre os professores chatos e encheria o menor de perguntas a respeito do curso de música. Quando os horários combinassem poderiam voltar para casa juntos ou quem sabe passar um tempo no parque que havia virado refúgio particular de ambos. O teria perto para abraçar, beijar e apertar quando quisesse. E sabia que manteriam o prazeroso costume de tocar e cantar juntos para se divertir. Ambos eram apaixonados por música em todas as suas formas e concordavam que seus duetos eram quase imbatíveis. 

— Seria incrível se você ficasse. — disse com sinceridade, dobrou a carta que segurava e guardou no bolso da camisa que Kyungsoo vestia — Mas você sabe que não é isso que você quer. Eu não quero que se arrependa no futuro por minha causa. — passou as mãos pelo rosto do namorado, secando os rastros de lágrimas. — Você não tem uma conversa com outra pessoa agora? 

× 

Kyungsoo bateu na porta do escritório do pai e entrou ao receber permissão. Sentou-se frente a frente o mais velho e entregou as cartas das faculdades para ele. O homem leu as três em silêncio antes de olhar para o garoto. 

— Você ainda está com aquilo na cabeça? 

— Sim, eu quero estudar música.

Um suspiro pesado foi ouvido antes do homem tamborilar os dedos sobre a mesa. 

— Eu nunca te contei a minha história com a música...

Kyungsoo o encarou com confusão.

— Eu era exatamente como você. 

— Como eu? 

— Completamente fascinado por música. — o homem sorriu num misto de nostalgia e tristeza — Você não foi o único aluno de sua avó... Eu tocava, compunha... Era um verdadeiro artista. 

O adolescente mal acreditava no que ouvia. 

— Foi movido por minha paixão e ambição que eu me arrisquei no ramo musical, mas as coisas não foram como o esperado.

Um suspiro pesado e o mais velho narrou que seu amor pela música, suas habilidades e talentos não foram suficientes para salvá-lo dos inúmeros infortúnios que o atingiram. Foi peso demais para que pudesse aguentar e sem saída foi obrigado a desistir, tornando-se amargo com algo que antes tanto amava.

Um silêncio dominou a sala por longos segundos. O mais velho estava perdido em memórias, sua companhia pensava na história que ouvira e começava a entender melhor o pai.

— O senhor se preocupa comigo e eu entendo isso. — o mais novo iniciou com cuidado ao refletir sobre tudo o que o pai tinha a dizer — Teme que eu também me fruste e acha mais seguro eu seguir os negócios da família. Mas não é isso o que eu quero para a minha vida, pai. Eu tenho meus próprios sonhos, meus próprios objetivos e quero ir atrás deles, mesmo que isso signifique sair da minha zona de conforto e me arriscar. 

— Ter a possibilidade de um futuro mais seguro não faz você pelo menos repensar isso tudo? — o pai indagou ao empurrar a carta de admissão do curso de direito em direção ao filho.

Kyungsoo suspirou.

— Eu sei que posso me frustrar, sei que nem tudo pode sair como eu quero, mas não faz parte da vida adulta lidar com isso? Eu não sou mais uma criança, pai. O senhor não pode mais me proteger de tudo. Eu quero caminhar com minhas próprias pernas. — disse com convicção. 

De todas as reações que esperava do pai após suas palavras, um sorriso divertido era a última delas. 

— Você está realmente determinado, não é? — era uma pergunta retórica — Você tem minha benção. Eu não vou mais interferir em suas decisões. 

O garoto não pôde reprimir o sorriso que se formou em seus lábios. Finalmente! Estava tão feliz. 
— Obrigado, pai. 

× 

Kyungsoo sorriu divertido ao ver o namorado correr desajeitado em sua direção.

— Baekhyun... — foi o que disse entre ofegos ao se aproximar, como sempre jogando toda a culpa de seu atraso no irmão mais novo — Você sabe...

— Sei. — o menor concordou, mesmo que não acreditasse totalmente naquela desculpa — Senta, eu não quero que você tenha um treco na minha frente. 

Chanyeol deu risada e sentou-se no balanço ao lado do que sua companhia ocupava. Estavam em seu refúgio particular. No parque que tanto gostavam de frequentar nos fins de tarde e noite, quando as crianças já não faziam mais uso dos brinquedos. 

— Como você está, Soo? 

O garoto de óculos se balançou levemente enquanto pensava naquela pergunta. Ela era simples, mas tão difícil de responder. Estava sentindo uma verdadeira confusão de sentimentos dentro de si. Sentia-se bem numa forma geral, mas eram tantas perturbações... Uma mescla de felicidade com uma sombra de tristeza, alívio brigando com ansiedade... 

— Confuso. — admitiu por fim. 

— Você está arrependido da escolha que fez? 

— Não é isso... — suspirou — Eu só acho que estou... 

— Assustado? 

— É.

Park saiu do balanço e se aproximou de sua companhia para balançá-la. Como da primeira vez que foram naquele lugar. 

— Acho que isso é normal. Você nunca andou com suas próprias pernas antes. — disse ao empurrar o garoto levemente — Mas vai dar tudo certo, Soo. Confie mais em você. 

— Eu vou sentir sua falta. 

— Eu também vou. — disse num tom mais desanimado do que gostaria e parou o que fazia, esperando o namorado deixar de se mover para se inclinar para baixo e abraçar o corpo pequeno por trás — Mas nós ainda teremos as férias, os feriados, você pode me ligar quando quiser... 

— Não vai ser a mesma coisa... — reclamou. 

— Não, não vai. — concordou e beijou os cabelos castanhos claros — Mas você não acha que nós podemos fazer dar certo? 

Kyungsoo sorriu. 

— É, nós podemos. Eu confio no que diz. — admitiu.

— Confia? — Chanyeol perguntou sem esconder a surpresa, o que fez o namorado rir. Não falou aquilo da boca para fora, achava que realmente podia fazer dar certo, mas Do era sempre implicante quando o assunto envolvia confiança e agora dizia explicitamente que confiava nele? 

— Claro. Se eu não confiasse em você eu não teria tocado o piano naquele dia em que nos conhecemos, eu não teria aceitado ser seu amigo, não teria beijado você ou aceitado ser seu namorado... Não teria ouvido seus conselhos, não teria começado a correr atrás dos meus sonhos motivado por sua causa... Você me mudou, Chanyeol. Você me mudou porque eu estou me permitindo confiar em você mesmo que um pouquinho desde a primeira vez em que nos falamos. — se levantou e ficou frente a frente do garoto alto — Hoje eu confio totalmente em você. Eu confio em nós e eu acho que nós vamos fazer dar certo, me desculpe por ser um reclamão. 

O maior riu levemente e abraçou o rapaz mais sério pela cintura. 

— Não se desculpe, você só está reclamando porque vai morrer de saudades, não é? — disse em tom convencido, mas os olhos cheios de água denunciavam que estava emocionado com a revelação do outro. 

— Vou. — Do admitiu para a surpresa de Park e ficou na ponta dos pés para selar os lábios com os dele.
 

Assim como na primeira vez em que se beijaram não passou de um breve selar. Quando se separaram sorriam e trocavam olhares cúmplices, ambos lembrando da ocasião.

— Eu queria levar você na estação de trem amanhã...

— Nem pensar, você não vai perder seu primeiro dia de aula por minha causa. — Kyungsoo foi firme. 

Numa infeliz coincidência as aulas de Chanyeol voltavam no mesmo dia em que Kyungsoo deixaria a cidade e iria para Seoul. 

— Mas, Soo...

— Mas nada. Não, Chanyeol. Eu topei vir aqui a essa hora para me despedir. Lembre-se que você só vai poder me visitar se tirar boas notas e tiver a presença impecável. — o menor continuou a falar num tom responsável. 

— Está bem, pai... — debochou e cruzou os braços. 

Do olhou feio, mas não retrucou. 

— Eu tenho uma coisa para te dar! — falou ignorando o olhar que recebia e enfiou a mão no bolso, tirou de lá uma caixinha azul escuro e deu ao namorado — Vamos, abre! 

Kyungsoo olhou curioso para a caixa pequena em suas mãos e logo a abriu. Dentro dela havia uma pulseira simples. Era discreta e delicada, o que mais chamava atenção nela eram dois pequenos pingentes prateados. Um tinha o formato de uma nota musical e o outro de uma estrela. 

— Eu posso? — Chanyeol perguntou e pegou a pulseira, pronto para colocá-la no braço do adolescente que logo assentiu — Eu queria algo que nos representasse... E que fizesse você se lembrar de mim. — revelou ao colocar a joia com cuidado no pulso alheio.

Ao terminar de ouvir a explicação o menor abriu um sorriso emocionado. Definitivamente não merecia um namorado tão perfeito... E foi pensando nisso que se jogou nos braços do Chanyeol feito um adolescente bobo, precisando ficar na ponta dos pés para juntar os lábios aos dele. Beijaram-se com profundidade, explorando o interior das bocas com calma para que pudessem aproveitar bem cada sensação que provocavam um no outro. Quando se separaram trocaram sorrisos tímidos devido a intensidade dos olhares, sempre se comunicavam primeiro pelos olhos.

Mas nessa noite Do não queria ficar apenas nos olhares. Mesmo que não fosse realmente necessário dizer ele queria.

— Eu amo você, Chanyeol. 

E então ele recebeu um de seus adorados sorrisos  grandes e alegres como resposta e palavras que fizeram seu coração acelerar, mesmo que já soubesse que era recíproco. 

— Eu também te amo. 

Passaram o resto da noite conversando, brincando, trocando carinhos e vendo o céu estrelado juntos. Quando se despediram não estavam tristes. Sabiam que a distância não seria exatamente agradável, mas aprenderiam a lidar com ela. Juntos.

 


Notas Finais


*escutem my favorite things, é fofinha
acho que volto com um extra para enfiar mais fluffy ai
TOUYA FELIZ ANIVERSÁRIO MEU AMOR ESPERO QUE VOCÊ GOSTE DA SUA FANFIC!!!!!!
Eu escrevi algumas coisinhas pensando em você, tipo o lance do encantamento a primeira vista, porque você lembra que eu tive crush em você quando nos conhecemos, né? adfghjkk
Sobre se conhecer há pouco tempo e ter uma conexão boa também (agora nos conhecemos faz tempo mas no começo a gente sentia muito isso...), sobre confiança, sobre conversar sobre tudo e sobre nada...
E O MAIS IMPORTANTE: "Mesmo que um dia o destino decida nos separar você tem um espaço na minha vida e dentro do meu coração que é só seu e ninguém pode tirar" Isso foi totalmente para você. Eu sinceramente acho muito difícil alguma coisa nos separar de fato, mas saiba que não importa o que aconteça você sempre será minha melhor amiga e uma das pessoas mais importantes para mim. Sempre.
Eu te amo demais, você nem imagina o bem que me faz. Eu espero que essa fanfic faça você sorrir um pouco porque você merece isso e muito mais hoje (e sempre) <3


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