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História Sobre o Autor - Capítulo 3


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Capítulo 3 - Artes


Eu nunca fui muito bom em artes. Nunca fui um artista nato, de fato, talvez não tenha talento algum além da escrita, será que poderia considerar a rima? Realmente, nunca fui muito bom em coisa alguma, geralmente sequer me esforçava, tentava conseguir o mínimo para passar. Foram anos e anos em artes, que até hoje duvido da utilidade, mas devo dizer que às vezes me divertia. Até hoje tenho vagas memórias dos primeiros anos, pintando peças de argila moldadas por nossas pequenas mãos, fazendo péssimos desenhos - sem proporção ou simetria - e colando jornal à volta de uma caixa de leite para fazer um porta-lápis. Ah, foram tantos projetos inúteis, ainda assim eu fui sentir falta disso quando já não tinha.

Quando cheguei no 2° ano do Ensino Médio, minha escola técnica - de informática - decidiu manter Artes apenas para o 1° ano. E embora às vezes fugisse para a sala deles (algo que contarei outra hora), eu sentia muita falta dos meus últimos projetos.

Naquele último ano - em que estudava no primeiro - me senti realmente fazendo arte. A professora não pedia apenas desenhos ou projetos sem sentido. Além de aprendermos sobre a história da arte - que agora vejo como é tão ampla e interessante - nos era dada uma autonomia e liberdade quase ilimitada. Então poderíamos tanto de explorar novas oportunidades dentro da área da arte, como nos manter àquilo em que realmente nos interessava.

Me lembro de um dos meus primeiros projetos, fiz uma peça teatral de 10 minutos, sobre a política brasileira, as fake news e um pessoal da sala ficou louco com a minha sátira. Seguindo o fluxo, me arrisquei com mais uma peça para o próximo projeto, dessa vez era sobre um detetive disfarçado de pipoqueiro. Apesar de eu ter dado uma joelhada em meu amigo, sem querer, grande parte da sala rachou de rir com nossa atuação.

Ainda assim, não perdi a chance de explorar, aproveitei para fotografar durante o ano - algo que adoro fazer até hoje. Tem algo no céu e nas nuvens que me fazem querer fitá-las eternamente. Enfim, durante o ano, apenas minha habilidade de desenho continuou horrível. Ainda que houvessem testes, sobre história, e termos específicos, as melhores atividades eram dadas nessa aula. A minha melhor memória foi quando a professora nos mandou escrever o máximo de palavras aleatórias possíveis numa folha, sem nos dizer o porquê. Ao fim, nós teríamos que escrever um texto usando todas as palavras que havíamos listado anteriormente, valendo um total de um ponto. Me diverti muito fazendo, e no final as histórias ficavam incríveis.

Hoje em dia eu só lembro daquela professora com carinho, realmente sinto falta daquele tempo.


Bom, eu tenho mais algumas memórias anteriores sobre arte que não fazem parte do que estava falando antes. Então vou mencioná-las a seguir.

Um dia eu levei um buquê de flores para a escola, com o objetivo de entregá-lo à garota que gostava (embora na época eu não gostasse de ninguém). Quando cheguei na escola, criaram uma história de que eu daria o buquê para o nosso professor de Artes (???). Depois disso eu nunca mais carreguei um buquê.


Em meu 9° ano, nossa professora de artes saiu da escola, focar em suas exposições. A vaga ficou com uma nova professora, meio francesa. Eu nunca vou esquecer o ódio que eu sentia toda sexta-feira nas aulas dela, por qualquer motivo que fosse ela implicaria com meu grupo e eu. Eu receberia uma péssima nota, junto com Tobias, em todos os trabalhos, porque nós simplesmente não sabíamos desenhar. Me lembro de perder um ponto por não saber desenhar cortinas... No fim do ano, fiquei de recuperação em artes e fui obrigado a fazer uma maquete no início do que deveriam ser minhas férias.


Também no 9° ano, um melhores projetos de arte que já tive foi em... Espanhol. Era ano de olimpíadas, então nossa Maestra pediu para desenharmos nossos próprios mascotes, em grupos - mas tínhamos que usar lã em alguma parte do desenho. O resultado foi: uma raposa usando terno com fogo azul na cabeça e uma gravata borboleta de lã. Como sobrou tempo, fizemos uma mansão - meio desproporcional - ao fundo.


Como o melhor fica por último. Nossa última aula de Artes no ano de 2016 foi épica. Tínhamos que terminar um trabalho de algumas semanas, mas passamos todo o tempo apenas brincando. Na de Artes, demos o nosso melhor para tentar começar o trabalho. Era um flyer de propaganda de uma catarata, e nós conseguimos estragar fazendo um prédio marrom-chocolate. Tínhamos deixado um espaço para fazer uma cachoeira e tudo mais, mas faltava cinco minutos e só tinham alguns traços num espaço em branco. Nessa hora, nós desistimos. Pegamos um monte de papel colorido usado na aula de Espanhol, e começamos a colar formas diferentes. Chamamos de ARTE MODERNA. Claro que a professora não engoliu nada daquilo e jogou nosso trabalho fora. Nós, no entanto não deixamos, argumentamos e ela aceitou o trabalho. Duvido que tenhamos recebido alguma nota, mas é uma ótima memória.


Notas Finais


Se quiserem perguntar sobre algo, eu provavelmente posso pegar a ideia para escrever sobre e postar mais capítulos. Às vezes é difícil decidir o que seria interessante contar. Então não se acanhem!


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