1. Spirit Fanfics >
  2. Sobre uma garota e um badboy >
  3. Tenho certeza que você não tem nada a ver com isso

História Sobre uma garota e um badboy - Capítulo 2


Escrita por:


Capítulo 2 - Tenho certeza que você não tem nada a ver com isso


Fanfic / Fanfiction Sobre uma garota e um badboy - Capítulo 2 - Tenho certeza que você não tem nada a ver com isso

América

Meu despertador toca, me fazendo pular na cama e por pouco não caio de cara no chão. Desligo meu celular com uma vontade imensa de tampar ele do outro lado do quarto, pedindo mais cinco minutinhos de sono. Só que nem tudo são flores. Minha mãe passa pela minha porta, batendo, dando a entender que eu estava a ponto de ficar atrasada se quisesse pegar carona.

Levanto, a contragosto, e vou direto para o banheiro, faço xixi e entro no box para uma ducha gelada com o objetivo de despertar de vez. A água fria bate nas minhas costas, me fazendo curvar um pouco com o choque, entretanto, o corpo vai acostumando. Em alguns minutos, saio, seco e me enrolo na toalha.

Volto para meu quarto e pego um conjunto de lingerie preta, uma camiseta do Guns ‘N Roses e uma calça jeans escura. Visto as peças separadas e penteio meu cabelo, deixando-o solto. Dou uma olhada no espelho e está até ok. Não, não vou passar maquiagem. Está ótimo assim.

Pego minhas coisas como caderno, agenda, bolsinha de lápis, carteira, carregador e coloco tudo na minha mochila. E desço para poder comer algo.

Minha mãe já havia preparado o café da manhã e me esperava para comer comigo. Sentamos e comemos tudo em silêncio, ela já estava acostumada com o fato de eu não falar absolutamente nada antes da minha caneca de café.

- Preparada para o primeiro dia? – finalmente faz a pergunta que estava deixando ansiosa.

- Acho que já passei tanto por isso que já acostumei. – ri com meu comentário, mas não fui acompanhada, ela se culpava por eu nunca fazer amigos pelas escolas que passei.

- Desculpe por isso. – vi a tristeza em seu olhar.

- Mãe, por favor, sem essa! Você sabe que não ligo para isso.

- Mas eu sim...

- Mãe, não fica se culpando por uma coisa tão boba.

- Ter amigos não é coisa boba! Já te falei isso.

- Dona Elena, essa discussão não vai a lugar nenhum... então, vamos parar! Já estou ficando atrasada.

Ela assente ainda triste, mas aceita o fim da conversa. Subimos novamente para escovar os dentes e poder sair. Depois de uns trinta minutos, chegamos em frente ao meu colégio novo. Hoje ela entraria comigo para poder finalizar minha matrícula que foi iniciada pela empresa que reservou uma vaga antes de ser feita a transferência de cidade. Para garantir que eu não ficaria sem escola, não é mesmo?!

Ao entrar, reparo em algumas coisas na arquitetura do lugar. O prédio central é o maior com tons de rosa e uns cinco andares, possivelmente onde se concentra todas ou a maioria das aulas. Ao lado esquerdo uma estufa e à frente o estacionamento dos professores. A direita outra parte do estacionamento, nesse caso para visitas ou alunos que já possuem carteira. Seguindo para os fundos, duas quadras e um campo mais adiante.

Andamos em frente, entrando no prédio principal. Os corredores eram bem largos e sinalizados, o que facilitou bastante a nossa vida e chegamos a diretoria rapidamente.

Uma mulher nova, de cabelos negros e pele clara, com olhos azuis como o céu, provavelmente a secretária, nos cumprimenta e pede para aguardar. Ela segue para uma das portas atrás da sua mesa com a indicação de “Senhora Shermansky - Diretora” e entra, retornando em poucos segundos.

- Bom dia! – cumprimenta a senhorinha assim que passamos pela porta. – Seja bem-vinda à nossa escola. – ela fala com um sorriso no rosto.

- Obrigada! – agradeço, deixando minha mãe conversar e acertar os últimos detalhes.

- América, - se dirige a mim depois de alguns minutos – vou pedir a você que encontre o representante do grêmio para pegar seu horário e a chave do seu armário. – aceno com a cabeça, indicando que estava acompanhando. – Já seus livros você pega na biblioteca no quarto andar.

“Agora os métodos de avaliação seguem o estilo padrão das escolas, uma avaliação no final do ano letivo, porém, fica a critério do professor passar trabalhos ou teste durante o ano para ver o andamento da turma. E claro, ajudar com pontos extras.

“Você também vai ter que escolher um clube para participar. Outra observação é que você também tem que decidir as aulas extras que queira fazer. Isso você pode ver com o Nathaniel.”

- Tá bem, obrigada!

- Você já pode ir, aproveita esse tempo antes da aula para poder se ambientar. Agora é só assunto burocrático que tenho que ver com sua mãe.

Levanto e me dirijo para a sala do grêmio estudantil, onde imaginei que o menino que eu precisava encontrar estaria. Estava errada. Encontro uma menina de cabelos castanhos com duas presilhas azuis que combinam com seus olhos.

- O Nathaniel provavelmente está na quadra agora. Ele chega mais cedo para jogar bola com os meninos.

Agradeço a informação que nem pedi e sigo para fora daquele prédio. Vou em direção ao campo e vejo que ainda não está acontecendo um jogo necessariamente.

 

Castiel

Chego ao colégio mais cedo como de costume e vou direto para o campo. Encontro certo das nossas manhãs. Vejo Nathaniel batendo time com Lysandre.

- Eu quero jogar! – corri para o lado do meu platinado favorito que já me escolheu de cara.

- Espera! Desse jeito ficamos com um a menos. – o loiro azedo reclama. – Tira um do seu time, idiota.

- Não vamos tirar ninguém, todos tem que participar! – rebato.

- Faz rodízio! – escuto alguém dar a ideia, sem saber quem realmente.

- Claro que não! – o babaca e eu falamos ao mesmo tempo.

- Ou vocês decidem em um minuto ou acaba a brincadeira pra vocês. – o treinador dá um ultimato.

- Eu jogo! – escutei uma voz da arquibancada, uma voz feminina.

Olho para onde veio a voz e confirmo o que ouvi. Uma menina ruiva, com sardas vindo em nossa direção. Ela estava com uma blusa de banda, calça e coturno preto.

Nathaniel, vendo que é a última saída, aceita, me causando risos.

Iam perder fácil.

Antes tivesse ficado quieto na minha. A menina jogava bem para caralho, saindo da minha marcação com uma facilidade que eu nem notava. Perdemos de cinco a dois, sendo três gols dela.

Assim que paramos para nos arrumarmos para a aula, vejo Nathaniel indo se engraçar para o lado dela. Reviro os olhos com a cena e sigo para o vestiário. Entretanto, lembro que preciso ir para o treino do clube de basquete e apenas vou para a quadra com aquela roupa mesmo – eu já vinha com roupas de treino para as peladas.

Depois do treino, aí sim me dirijo para o vestiário para poder tomar um banho e trocar a roupa suada, vestindo as peças que trouxe na mochila. Deixo as coisas extras no armário no segundo andar e vou para sala de laboratório no início do corredor.

Alguns minutos depois já estou em sala, conversando com Lysandre e Rosalya, com quem dividia bancada, enquanto outros alunos iam chegando.

Vejo a novata entrar com uma roupa que eu aposto que é a de educação física – que ela deve ter trazido por precaução. Ela dá uma olhada nos grupos, tentando ver em qual se juntaria. Mas preferiu ficar parada na porta esperando algum sinal divino.

- Se ela continuar plantada na porta a Deabra vai pegar no pé dela o resto da vida. – alerto os meus amigos.

Eles olham para a direção onde apontei com a cabeça, rindo. O apelido carinhoso é para a nossa professora de ciências Delanay, mas Deabra se enquadra melhor, já que a mulher é um capeta.

– Ei, novata!

Rosa chama atenção da menina apoiada na guarnição, que olha para nós, reconhecendo o vitoriano e eu pelo jogo no campo, mas surpresa de ter sido chamada. A platinada percebe que a coitada não estava entendendo nada e vai busca-la pessoalmente.

- Ia ficar travada ali até quando? – perguntei, meio irônico.

- Tenho certeza que você não tem nada a ver com isso, não é mesmo?! – ela rebate, me fazendo ficar sem reação.

- Tomalê! – escutei Iris entrando no assunto do nada, nem vi chegando.

Rosalya apresenta todos nós formalmente para a ruiva, que chama América. Explica sobre as aulas de laboratório e já alerta sobre a professora.

- Isso é sacanagem, eu não tive aviso nenhum. – Iris reclama, arrancando gargalhadas da gente.

Digamos que a professora não é a maior fã dela, por coisas que ninguém lembra mais, só a Deabra. Falando no ser dos infernos.

- Bom dia! – todos até corrigem a postura quando a vê entrando.

Depois de exatos cinquenta minutos, o sinal toca indicando o término da aula. Finalizamos as anotações entregamos os resultados para a professora. Arrumamos os materiais tanto da sala quanto os pessoais e saímos dali, antes que a autoridade resolva reclamar de algo, como a letra ridícula no relatório ou que o bastão de vidro não está no lugar certo, dois centímetros de onde foi colocado.

- Qual sua matéria extra um, América? – pergunta Lysandre.

- Inglês.

- Então você segue o Castiel. – reviro os olhos para Rosalya, mas acho que a novata viu, porque fechou a cara rapidinho. – Vamos, Lys fofo?

- Qual vocês fazem? – América pergunta e vejo um leve desespero em sua voz.

- Nós fazemos Português e a Íris faz Espanhol. – Lysandre responde, tentando reconforta-la de alguma forma. – Só mostra a ela onde é, sem reclamar. – ele falava para mim agora e eu bufo.

- Vamos logo.

Como as matérias extras são diferentes para cada aluno de acordo com suas escolhas, não usamos a sala normal da turma e sim as salas desocupadas. Porém, não há suficiente para todas as ofertadas e Inglês é sempre uma matéria que enche, então ficamos no anfiteatro no térreo.

Acho que a minha relutância com América deu resultado e ao chegamos no local da aula, fui para o meu local de costume e ele sentou mais a frente. Isso me surpreendeu, porque achei que ela ficaria colada em mim. Só que me senti aliviado por algum motivo.

Já na terceira aula, vamos para a sala da turma A do segundo ano. Sim, ela subiu comigo para o segundo andar. Ao chegar na sala, já vou entrando normalmente sem nem notar que América não me seguia. Quando sento na minha carteira, vejo ela parada exatamente como na primeira aula, olhando as carteiras em pares. Qual o problema dessa menina?

E eu acabo de me lembrar que sou o único que senta sozinho na turma. PUTA QUE PARIU!

- Sabe que ela vai sentar com você, né, ruivo?! – Rosalya implica comigo, fazendo Lysandre rir, vendo a situação em si.

Rosa respira fundo e vai socorre-la mais uma vez, trazendo-a para o nosso lado. Pelo visto, ela é a nova xodó da nossa querida futura estilista.

- Faltou te apresentar aos nossos gêmeos preferidos – Iris solta logo quando as meninas se juntam a nós – Alexy e Armin. – ela fala apontando para o moreno e o blue ice. – E a Violette. – aponta para a menina meiga de cabelos roxos.

Eles começam a conversar e eu apenas coloco meus fones e começo a desenhar. América senta ao meu lado quando o professor de Matemática entra em sala, me olhando de canto. Se queria falar algo, desistiu.

Finalmente a hora do almoço chega e posso me livrar desse aroma floral que vem do meu lado. Vemos as pessoas saírem de sala, conversando e brincando. O nosso grupinho arruma as coisas e saímos para a cantina, pego algo para comer e saio para o jardim, com vontade de fumar.

- Ele não almoça junto? – escuto a novata perguntar ao me ver sair.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...